Domingo, 29 de Maio

25/07/2014 - Copyleft

É a mídia, Dilma, é a mídia

Uma política de comunicações desastrosa por parte do governo é responsável por esse clima que coloca em risco a continuidade do projeto democrático e popular.

por Emir Sader em 25/07/2014 às 13:11



Emir Sader


Qualquer comparação minimamente objetiva dos governos tucanos e petistas – dos candidatos que representam a um e a outro - permitiriam prever uma vitória eleitoral ainda mais fácil do governo neste ano. Ninguem duvida dos resultados dessa comparação, ainda mais que o candidato tucano reivindica a mesma equipe econômica de FHC e seu gurú  econômico repete os mesmos dogmas que levaram os tucanos a nunca mais ganharem eleição nacional no Brasil depois que essa equipe governou o pais. Enquanto a candidata do governo representa a continuidade do projeto que transformou positivamente o Brasil desde 2003 e seu aprofundamento.

No entanto, as pesquisas e o clima político e econômico mostram um cenário um pouco diferente. Somente o nível de rejeição que as pesquisas – maquiadas ou não – da Dilma e do governo – o dobro da rejeição de Aecio, segundo as pesquisas – já revela que outros fatores contam para entender as opiniões das pessoas.

Para um tecnocrata, para uma visão economicista ou positivista da realidade, a consciência é produto direto da realidade objetiva. Basta transformar a esta, que as pessoas se darão conta das mudanças e do seu significado. Não levam em conta o papel fundamental da intermediação que exercem os meios de comunicação.  A realidade concreta chega às pessoas através das representações dessa realidade, processo em que a mídia exerce um papel determinante. Essa visão ingênua não entende o que é a ideologia e como a fabricação dos consensos pela mídia monopolista atua.

A mídia conseguiu fabricar consensos como os de que a Dilma seria uma presidente incompetente, o governo seria corrupto, a política econômica fundamentalmente equivocada e a Petrobrás um problema, a inflação descontrolada, a economia estagnada e sem possibilidade de voltar a crescer. Por mais que se possa, racionalmente, desmentir cada uma dessas afirmações, são elas que permeiam os meios de comunicação e formam parte da opinião pública, contaminada pelo terrorismo em que aposta a oposição politica e seu partido – a mídia.

Uma política de comunicações desastrosa por parte do governo é responsável por esse clima, que coloca em risco a continuidade do projeto democrático e popular que o povo escolheu como seu em três eleições presidenciais. O governo ficou inerte diante da criação desse clima e o que poderia dizer ficou neutralizado porque o governo não avançou em nada na democratização dos meios de comunicação. É uma atitude grave, porque alimenta uma oposição derrotada, que se apoia no monopólio privado dos meios de comunicação para desgastar o governo, sem que este reaja.

É equivocada a alternativa entre uma imprensa barulhenta – que diga o que bem entenda – ou uma mídia calada. Esta era a alternativa durante a ditadura. Na democracia a alternativa é entre uma mídia monopolista, que só propaga a voz dos seus donos ou mídia democrática, pluralista. Ao não avançar na democratização dos processos de formação da opinião publica, o governo colocar em risco todos os avanços acumulados desde 2003.

Não por acaso os votos duros de apoio do governo – os mais pobres, os do nordeste – são os menos afetados pela influência da mídia, são aqueles influenciados assim diretamente pelos efeitos das políticas sociais do governo. E os setores de classe média das grandes cidades são os mais afetados.

O Brasil não será um país democrático, por mais que avancemos na diminuição das desigualdades sociais, se somente uma ínfima minoria pode influenciar sobre a opinião dos outros, impor os temas que lhes pareçam do seu interesse como agenda nacional, difundam o tempo todo suas opiniões. Não será democrático enquanto as pessoas possam ter acessos a bens indispensáveis, mas não possam dizer a todos os outros o que pensam.

Senão seria perpetuar a divisão entre os que trabalham, produzem, vivem no limite das suas necessidades, por um lado, enquanto por outro lado estão os que, pelo poder do dinheiro, podem ocupar os espaços de formação de opinião pública, podem influenciar os outros, impunemente.

A razão pela qual um governo que promove os direitos da grande maioria da população, até aqui excluída, tem tantas dificuldades para traduzir esses avanços numa clara maioria politica, é a mídia, é a mídia.

Tags: Política





Antônio Alberto (Pe.Alberto) Mendes Ferreira - 29/07/2014
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Pois é !

Consertem-se as Estatais!!!

Expulsem as Élites !!!

Mas para isso, tem-se que renovar o Senado e a Câmara dos deputados.

Entre na Política Partidária, candidate-se !

Substitua um candidato corrupto e incompetente!

Se a juventude NÃO participar DIRETAMENTE e se os cidadãos ÍNTEGROS NÃO participarem DIRETAMENTE, dificilmente iremos corrigir os erros ...

Temos que instalar o 4º Poder nessa República , o PODER POPULAR !!!

O POVO/POBRE TEM QUE ANALISAR, se aceita , ou não, o que os RICOS/DIRIGENTES/EMPREITEIRAS ESTÃO QUERENDO E DECIDINDO%u226

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Leiam : Equilibrar o desequilíbrio Político. => aqui :

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2009/05/equilibrar-o-desequilibrio-politico.html

agazetadovale.com.br/?Pg=Noticia&Noticia=3664

http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_search&Itemid=5&searchword=desequil%C3%ADbrio&searchphrase=any&ordering=newest&limit=30&limitstart=30

http://padrealberto.blogspot.com.br/



Mariângela Portela da Silva - 29/07/2014
O trabalhador, o cidadão da classe B e C, se identifica em geral, com o discurso mais conservador. Pouco adianta a argumentação, ou os fatos, que mostram que o governo Lula-Dilma foi favorável a ele e que historicamente favorece aos que antes eram excluídos de tantas possibilidades. No trem hoje ouvia uma moça comentar que estava entregando documentação para o FIES. A quantidade de jovens que acessaram as universidades nos últimos anos é enorme!!! Mas eles não entendem o significado e nem de onde isso decorre. Vemos o efeito alienação quando pessoas que nem pagam IPTU criticam o aumento do IPTU... muito triste esta cooptação das classes trabalhadoras pela visão imposta pala mídia que serve aos interesses da elite


Edilberto Paludeto - 27/07/2014
Perfeita as análises, pois, se conseguirmos juntá-las seria um bom mundo para à esquerda, mas tem um detalhe: "já combinaram com os adversários?" - saudoso Mané Garrincha.


Arnor João de Assis Junior - 27/07/2014
O que me preocupa, mesmo com todo o tempo disponível na campanha eleitoral, é que a maioria das pessoas NÃO assiste os programas políticos. Tomara que eu esteja enganado desta vez. Aguardo os debates.


Marcelo Guimarães Lima - 27/07/2014
Resta explicar o porque desta postura mais do que equivocada do PT, do governo Lula e agora de Dilma Rousseff. Mais do que equivocada, tem algo de cegueira e de irresponsabilidade.


Hernan - 27/07/2014
O velho equilíbrio ... quando foi dito lá trás, antes do Lula ganhar: grande parte do contribuinte que vota neste país (ainda) é conservador. A aparência, a mansidão, o controle, a altivez e a segurança, determinaram a vitória e são fatores que ainda falam mais alto à maioria. Após o pleito e até hoje, viu-se que o estado não interferiu de maneira muito profunda nas instituições que representam os problemas mais sensíveis ao contribuinte de baixa ou nenhuma renda. Criou-se alternativas sim, mas não retirou o ranço de governos passados de dentro da administração direta, e ainda contaminou aqueles que lutavam por melhorias, passando estes a estabelecer a mesma rotina dos antecessores, e ... retornando ao equilíbrio. Tanto que vemos que a maioria das instituições tem uma média de idade de funcionários na faixa dos 50 anos numa proporção que facilmente passa dos 50% da força de trabalho, pessoas com 20 30 e até 40 anos de "casa", na maioria das vezes não concursados, e nem revisados, e avessos a este governo "corrupto" ... tudo era mais fácil antes de 2003, a galera entrava pela janela, caía de paraquedas, escorregava pelos intermináveis sofás, proferia tapinhas, até entrar na lista de possível privatização ... aí viravam PT, esbravejavam, faziam greves, passeatas, e assim que a poeira baixou e algumas gratificações e cargos de confiança depois ... retornamos ao equilíbrio, aguardando em um cargo de chefia a DESaponsentadoria. Nada contra as pessoas ativas e competentes que desenvolvem um bom trabalho visando levar o país ao posto que merece no cenário mundial, mas o trabalho esmerado de cupim de alguns, estão criando fadiga na estrutura do governo; assim como a não proposição da "lei das mídias" e a reforma do judiciário (profunda), que são justamente os setores de onde partem as maiores críticas desfavoráveis ao governo. Se uma nova era Dilma não atuar nestes alicerces daninhos ao País, não haverá sustentação que mantenha o equilíbrio.


Victor Emanuel Giglio Ferreira - 27/07/2014
Perfeita a análise. A maior parte da grande mídia, principalmente a televisiva, vem movendo uma campanha propagandística e mistificadora feroz contra o atual governo progressista (como obviamente seria de se esperar), no intuito de derrubá-lo nas eleições e colocar em seu lugar os velhos neoliberais a serviço das oligarquias (especialmente a financeira - bancária) e dos imperialistas. Porém, seria uma tarefa gigantesca para qualquer governo de esquerda destruir o monopólio dessa mídia, sem ser imediatamente apeado do poder, através do Congresso ou das Forças Armadas, juntos com o imperialismo, como já ocorreu no passado, visto que os barões da mídia são inteiramente entrelaçados com esses outros poderes de fato. O PT e qualquer outro governo eleito sempre governará refém da oligarquia e do imperialismo, por nunca conseguir conquistar o poder de fato - o da mídia e o militar.


Alvaro Tadeu Silva - 27/07/2014
Na Selva Africana, haverá uma eleição para rei dos animais. Só há dois candidatos: o elefante e o leão.

As zebras estão em dúvida em quem votar. Orientadas pela imprensa, talvez votem no leão, já que os leões são carnívoros e não competirão com as zebras por capim. Já os elefantes, eles são vegetarianos, a imprensa disse que vai faltar capim. As zebras, por serem zebras, ainda não entenderam que se o leão ganhar, elas serão devoradas.


José Ricardo Romero - 26/07/2014
Este excelente artigo parece focar o óbvio, mas o óbvio nem sempre é percebido por mentes obtusas como a do governo que recomenda usar o controle remoto. "Para um tecnocrata, para uma visão..." Este parágrafo diz tudo. Deveria ser enviado à Dilma, ao Lula e ao PT para que fosse repetido diariamente como um mantra. Seria excessivo recomendar a leitura de "O mundo como vontade e representação"? Um resumo talvez, porque não se pode esperar que estes protagonistas desta triste história tão lucidamente colocada neste artigo consigam ler e entender Schopenhauer.


Orlando F. Filho - 26/07/2014
Penso que o problema é complicado mesmo porque a esquerda não tem poder econômico para lançar um grande jornal, mas temos as rede sociais onde o PT pode usar para se comunicar. Não é possível que uma pesquisa de amostrasse onde participaram 2000 pessoas, porém não tenho infrormações da classe social. Se for a classe mérdia paulistana, brasileira e a elite que destruiu esse país e odeia os trabalhadores, então não podemos achar que essa pesquisa tendenciosa irá alterar o resultado das eleições. Acredito que há tempo para traçar uma logísitica de confronto, pois o playboyzinho das alterosas está mais sujo que pau de galinheiro e o PIG denunciou o escândalo de Cláudio o qual Aécio recusa-se a comentar. Não poderá recusar-se sempre.


Wellington Lacerda - 26/07/2014
Com os milhares de assinaturas que Alckmin comprou e com as dívidas com a união que a grande mídia quer ver extintas por decreto, não haverá política de comunicação que seja acertada para o governo.


Paulo R. Sousa - 26/07/2014
Concordo que a grande mídia monopolista distorce as ações do governo e este ficou parado nas mãos de traidores (Helena Chagas da SECOM, por exemplo) o que prejudica a avaliação da Dilma. No entanto, a Dilma tem um TRUNFO ENORME, o seu maior oponente, AÉCIO, NÃO TEM NADA A MOSTRAR AO POVO, a não ser ladainhas facilmente desmentidas.


ESMAEL LEITE DA SILVA - 26/07/2014
Caro Emir Sader, isto é um fato, Franklin Martins tentou o marco regulatório, encontrou resistências, Paulo Bernardo engavetou, estamos às vésperas da eleição, ha a promessa de avanços, este setor é sensível o momento também, a aprovação do Marco Civil da Internet criou uma crise enorme no Congresso, cujos ressentimentos abalaram a base aliada, mesmo ganhando o Governo sentiu o golpe. No direito administrativo e na política existe um conceito que se chama conveniência e oportunidade, este conceito bem aplicado guia os administradores e políticos para a concretização dos objetivos pretendidos, quando o Ministro Paulo Bernardo retirou da pauta o marco regulatório, deu um passo atrás, certo ou errado, foi provavelmente baseada neste conceito, não se trata de estupidez, mas de avaliação objetiva e subjetiva dos dados que tem à mão, pessoalmente acho que foi um erro, é o que já se antevia. 

Na essência o seu artigo acerta em cheio, dando um novo tom a frase de James Carville " Nem sempre é a economia, estupido!.

No mais, respeitando o conceito acima citado, acredito que o momento é de superar os erros e mais a frente, tentar não repeti-los, é o que se impõe e mais produtivo.


Ana Cruzzeli - 26/07/2014
A questão, na minha humilde opinião,é um pouco mais complexa do que simplesmente comunicação.

Dilma está sendo tão combatida quanto Lula, só que com Lula foi um longo aprendizado do que não daria certo.O sucesso do governo Lula fez com que a imprensa brasileira se tornasse mais agressiva por tentativa e erro.

Não podemos esquecer que os golpistas esperaram 2 anos para o Lula enfraquecer sozinho, visto que isso não acontecia partiram para o tudo ou nada em:

2005 ( golpe do mensalão),

2006 ( eleição imediatamente apos o golpe)

2007 ( golpe da queda da CPMF)

2008 ( crise mundial)

Foi uma atrás da outra. Lula não resistiu por que sua comunicação era melhor que a de Dilma, resistiu por ele proprio . Dilma está resistindo por ela propria haja visto que com os golpes são novinhos .



2011- conseguiram desmontar seu ministerio, só que ela não enfraqueceu com isso, muito pelo contrário.

2012 ( julgamento mediático)

Os linchamentos de rua começaram a partir disso, o movimento de 2013 ( jornadas de junho) foram em consequencia da virulencia do julgamento, isso teve reflexos na economia e o que Dilma poderia ali fazer?

A psicologia ensina que quando o odio se instala na pessoa deve-se deixa-la se debater sozinha, conversa não funciona nessa hora. Deve-se esperar passar o efeito dos hormonios que provocam a ira.

A pessoa tem que cair em si e perceber que perdeu a razão e caiu no ridiculo. Esse ano vimos isso acontecer. A imprensa odienta passou uma vergonha do caramba.

O que Dilma podia fazer foi feito. Movimentos economicos de longo prazo já se instalaram de 2011 até hoje, isso terá resultados no longo prazo.

Dilma terá um horário eleitoral todinho pra ela delinear o caminho a seguir, seu coloquio é a niivel nacional e internacional, contudo isso depende sobremaneira de governadores e prefeitos visionários engajados nessa demanda . A crise financeira mundial se aprofunda vê-se que Dilma está se preparando pra ela desde que tomou posse e a vitoria na organização da copa já deu frutos importantes como já se pode ver.

Não podemos esquecer que para as reformas acontecerem deve-se renovar o congresso com politicos engajados nesse tema. Nada vai caminhar se não tivermos maioria de deputados e senadores reformistas do bem, que do mal 2007 já deu provas suficientes.


arquimedes andrade - 26/07/2014
A grande burguesia nacional e aliados internacionais joga pesado para eliminar o PT, o campo de esquerda e voltar ao caminho da escravidão ,da exploração e da opressão. Tem a mídia na mão e tem a força armada.

O nosso lado tem falhas. E a principal é organização de um poderoso movimento popular para mudar a correlação de forças e fazer as reformas política, agrária, tributária, da mídia... e assegurar o acesso universalizado de educação e saúde estatais. Tá na hora pra começar uma militância voluntária, tendo como tarefa principal a eleição de Dilma.


Rui - 26/07/2014
A reportagem é providencial, mas discordo quando diz que a mídia conseguiu criar consenso do governo incompetente, corrupto, problemas da Petrobras, etc, e conclui dizendo que a oposição se apoia no monopólio privado dos meios de comunicação. O que eu entendo como privado, é quando se usa o seu capital para uma atividade, o que não é o caso, tudo que foi criado pela mídia, escrita, falada e televisiva, é regiamente remunerado justamente pelo governo, (BB, Caixa, Petrobras, BNDES, e a própria propaganda institucional) isso está longe de ser uma política de comunicação desastrosa, só pode ser medo, burrice ou conivência, chega ser engraçado ver o Faustão passar várias horas criticando o governo, com patrocínio do BB, alguém já viu isso em algum lugar do mundo?


Mario Grabois - 25/07/2014
Esse debate sobre a grande mídia, do papel e da intermediação de meios e veículos de comunicação e de sua influência sobre as massas é bem antigo. A bem da verdade, Lenin já tratava do assunto em o "Que Fazer?", quando defendia a importância da construção de uma imprensa revolucionária, da necessidade de se organizar a "agitação e a propaganda".

No Brasil, em anos recentes, Brizola encarou o poderio da Rede Globo, alertou para essa questão, tentou transferir para a esfera estadual a então TVE, sediada no Rio de Janeiro, hoje, integrante da TV Brasil, nos moldes da TV Cultura, do Estado de São Paulo.

Tentou montar um jornal diário, o "Jornal da República", mas não conseguiu.

Já tivemos no passado jornais como a Última Hora, o Correio da Manhã (ainda que com seus vacilos), mesmo o Jornal do Brasil (não esquecendo o papel da Rádio Jornal do Brasil na denúncia do escândalo do caso Proconsult) ou ainda Tribuna da Imprensa, na etapa de resistência à ditadura até o seu fechamento, enfim, o país não é isento de experiências nesse campo.

Já sobre a "política de comunicação" em si do Governo Dilma, bem, aí, creio, ser necessário uma análise mais detida. Aliás, avalio ser necessário, inclusive, nesse momento, separar as duas coisas: Uma é a necessidade histórica de democratização da comunicação social no país e outra é a política de comunicação social do Governo Dilma.

Divulgar as conquistas, mostrar as realizações das políticas públicas, saber ocupar espaços, construir as melhores táticas de como transitar na arena ideológica do atual quadro midiático brasileiro. São tarefas que estão mais do que na ordem do dia.

Ou será que a campanha eleitoral no rádio e na TV poderá dar conta de todo o recado?


Marcia Eloy - 25/07/2014
Prof. Emir O governo teve sua parcela de culpa, mas o PT teve a maior parcela. Desde quando o PT, partido formado nas fábricas e nas ruas, não rebate as manifestações feitas, não vai para as ruas com os números positivos do governo. não grita, não berra,. está esperando o que? O horário eleitoral, é pouco. Desde as primeiras manifestações deveria ter havido as contra manifestações. para mostrar que estamos vivos...Nunca vi isto antes, o PT ceder as ruas para os filhinhos do papai e da mamãe que reclamam por uma educação que não tem. O senhor precisa organizar outra reunião naquele teatro do Leblon, quanto antes melhor...


Mario Martins da Silva - 25/07/2014
"É urgente,urgentíssima,o governo bater forte na sua COMUNICAÇÃO,não se pode jogar fora um projeto democrático com tantas lutas."


Antônio Alberto (Pe.Alberto) Mendes Ferreira - 25/07/2014
AS 13 DIRETRIZES DO GOVERNO DILMA.

ENTRE ELAS, A 11ª 'FAVORECER A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA'



KD , o cumprimento dessa diretriz, " homens " da Comunição do Governo Federal ???

É o paradoxo dos " homens " da Comunicação; ingenuidade, incompetência ou adesismo ...


Antônio Alberto (Pe.Alberto) Mendes Ferreira - 25/07/2014
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Tudo é relativo !

A grande questão não é tanto o silêncio quanto o barulho da Midia.

Na verdade, os " homens " da Comunicação do Governo desaprendeu , por incompetência, adesismo ou oportunismo, a distinguir o acessório do essencial .



Antônio Alberto (Pe.Alberto) Mendes Ferreira - 25/07/2014
AS COMUNICAÇÕES NO BRASIL SÃO REGULAMENTADAS POR LEI. >>



PORÉM, O MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES SÓ PERSEGUE E LACRA AS PEQUENAS EMISSORAS COMUNITÁRIAS. >>

QUERO VER SE ESSA ARAPUCA DA "VEJA e da Rede gRoubo" SOFRERÁ, DE IMEDIATO, OS RIGORES DA LEI ?!?!?! >>

A ÚNICA VIA PARA O " NOVO " QUE ESTÁ A ARREBENTAR A PLACENTA POLÍTICA DO NOSSO BRASIL É A DESCONSTRUÇÃO DESSA IMPRENSA PIC/PIG E DO CORONELISMO QUE E LL A ALIMENTA E PERPETUA ...>>>

REQUIESCANT IN PACE !!! >>

E QUE O SENHOR SE APIEDE DE SEUS APROVEITADORES ... >>



Antônio Alberto (Pe.Alberto) Mendes Ferreira - 05/08/2014
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O RENÃO CALHORDA não quer mesmo que democratize as Comunicações , pois , E LL E é dono de um dos Impérios da Comunicação.

Esses Deputados e Senadores donos de Rádios e Televisões são uns LESA-PÁTRIA, deveriam ser enforcados em praça pública.

GUILHOTINA NE LL ES !!!


Laurindo Bonilha Regueira - 03/09/2014
Se derrotado o PT, isso se deverá à mídia, mais do que a qualquer outro fator. Logo, continuo a afirmar que o PT foi cúmplice nesse processo. Enquanto Rafael Correia parou de incentivar a "imprensa" comercial e partidária de seu país por meio das verbas publicitárias governamentais, o que levou ao fechamento de vários órgãos da imprensa reacionária, o governo petista continuou a abastecer os cofres da Globo e congêneres, com essas milionárias verbas. Não seria nem mesmo necessária regulamentação dos meios de comunicação. Resultado: em vencendo Marina, adeus Bolsa-Família, Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Pré-Sal do povo, programas alternativos de educação, pleno emprego, ganho salarial, etc...etc... etc... Ou alguém acredita que os banqueiros que assumirão o governo em janeiro manterão esses programas?

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