Sábado, 25 de Outubro
Colunista
25/01/2014 - Copyleft

Vai ter Copa: argumentos para enfrentar quem torce contra o Brasil

Como a desinformação alimenta o festival de besteiras ditas contra a Copa do Mundo de Futebol no Brasil.




Profetas do pânico: os gupos que patrocinam a campanha anticopa
 
Existe uma campanha orquestrada contra a Copa do Mundo no Brasil. A torcida para que as coisas deem errado é pequena, mas é barulhenta e até agora tem sido muito bem sucedida em queimar o filme do evento.

Tiveram, para isso, uma mãozinha de alguns governos, como o do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba, que deram o pior de todos exemplos ao abandonarem seus compromissos com as obras da Arena da Baixada, praticamente comprometida como sede.

A arrogância e o elitismo dos cartolas da Fifa também ajudaram. Aliás, a velha palavra “cartola” permanece a mais perfeita designação da arrogância e do elitismo de muitos dirigentes de futebol do mundo inteiro.

Mas a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico.

O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso.

Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.

Como conseguiram azedar o clima da Copa do Mundo no Brasil

O grande problema é quando os profetas do pânico levam consigo muita gente que não é nem virulenta, nem violenta, mas que acaba entrando no clima de replicar desinformações, disseminar raiva e ódio e incutir, em si mesmas, a descrença sobre a capacidade do Brasil dar conta do recado.

Isso azedou o clima. Pela primeira vez em todas as copas, a principal preocupação do brasileiro não é se a nossa seleção irá ganhar ou perder a competição.

A campanha anticopa foi tão forte e, reconheçamos, tão eficiente que provocou algo estranho. Um clima esquisito se alastrou e, justo quando a Copa é no Brasil, até agora não apareceu aquela sensação que, por aqui, sempre foi equivalente à do Carnaval.

Se depender desses Panicopas (os profetas do pânico na Copa), essa será a mais triste de todas as copas.

“Hello!”: já fizemos uma copa antes

Até hoje, os países que recebem uma Copa tornam-se, por um ano, os maiores entusiastas do evento. Foi assim, inclusive, no Brasil, em 1950. Sediamos o mundial com muito menos condições do que temos agora.

Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo – que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.

O segundo, graças à derrota para o Uruguai (“El Maracanazo”), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo - o que Nélson Rodrigues apelidou de “complexo de vira-latas”,  a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.

O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil – imbatível nesse aspecto.

O cartunista Henfil, quando foi à China, em 1977, foi recebido com sorrisos no rosto e com a única palavra que os chineses sabiam do Português: “Pelé” (está no livro “Henfil na China”, de 1978).

O valor dessa imagem para o Brasil, se for calculada em campanhas publicitárias para se gerar o mesmo efeito, vale uma centena de Maracanãs.

Desinformação #1: o dinheiro da Copa vai ser gasto em estádios e em jogos de futebol, e isso não é importante

O pior sobre a Copa é a desinformação. É da desinformação que se alimenta o festival de besteiras que são ditas contra a Copa.

Não conheço uma única pessoa que fale dos gastos da Copa e saiba dizer quanto isso custará para o Brasil. Ou, pelo menos, quanto custarão só os estádios. Ou que tenha visto uma planilha de gastos da copa.

A “Copa” vai consumir quase 26 bilhões de reais.

A construção de estádios (8 bi) é cerca de 30% desse valor.

Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra.

Os gastos com mobilidade urbana praticamente empatam com o dos estádios.

O gastos em aeroportos (6,7 bi), somados ao que será investido pela iniciativa privada (2,8 bi até 2014) é maior que o gasto com estádios.

O ministério que teve o maior crescimento do volume de recursos, de 2012 para 2013, não foi o dos Esportes (que cuida da Copa), mas sim a Secretaria da Aviação Civil (que cuida de aeroportos).

Quase 2 bi serão gastos em segurança pública, formação de mão de obra e outros serviços.

Ou seja, o maior gasto da Copa não é em estádios. Quem acha o contrário está desinformado e, provavelmente, desinformando outras pessoas.

Desinformação #2: se deu mais atenção à Copa do que a questões mais importantes

Os atrasos nas obras pelo menos serviram para mostrar que a organização do evento não está isenta de problemas que afetam também outras áreas. De todo modo, não dá para se dizer que a organização da Copa teve mais colher de chá que outras áreas.

Certamente, os recursos a serem gastos em estádios seriam úteis a outras áreas. Mas se os problemas do Brasil pudessem ser resolvidos com 8 bi, já teriam sido.

Em 2013, os recursos destinados à educação e à saúde cresceram. Em 2014, vão crescer de novo.

Portanto, o Brasil não irá gastar menos com saúde e educação por causa da Copa. Ao contrário, vai gastar mais. Não por causa da Copa, mas independentemente dela.

No que se refere à segurança pública, também haverá mais recursos para a área. Aqui, uma das razões é, sim, a Copa.

Dados como esses estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso (nas referências ao final está indicado onde encontrar mais detalhes). 

Se alguém quiser ajudar de verdade a melhorar a saúde e a educação do país, ao invés de protestar contra a Copa, o alvo certo é lutar pela aprovação do Plano Nacional de Educação, pelo cumprimento do piso salarial nacional dos professores, pela fixação de percentuais mais elevados e progressivos de financiamento público para a saúde e pela regulação mais firme sobre os planos de saúde.

Se quiserem lutar contra a corrupção, sugiro protestos em frente às instâncias do Poder Judiciário, que andam deixando prescrever crimes sem o devido julgamento, e rolezinhos diante das sedes do Ministério Público em alguns estados, que andam com as gavetas cheias de processos, sem dar a eles qualquer andamento.

Marchar em frente aos estádios, quebrar orelhões públicos e pichar veículos em concessionárias não tem nada a ver com lutar pela saúde e pela educação.

Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações, 24,5 mil empregos diretos. Alto lá quando alguém falar que isso não é importante.

Será que o raciocínio contra os estádios vale também para a Praça da Apoteose e para todos os monumentos de Niemeyer? Vale para a estátua do Cristo Redentor? Vale para as igrejas de Ouro Preto e Mariana?

Havia coisas mais importantes a serem feitas no Brasil, antes desses monumentos extraordinários. Mas o que não foi feito de importante deixou de ser feito porque construíram o bondinho do Pão-de-Açúcar?

Até mesmo para o futebol, o jogo e o estádio são, para dizer a verdade, um detalhe menos importante. No fundo, estádios e jogos são apenas formas para se juntar as pessoas. Isso sim é muito importante. Mais do que alguns imaginam.

Desinformação #3: O Brasil não está preparado para sediar o mundial e vai passar vexame

Se o Brasil deu conta da Copa do Mundo em 1950, por que não daria conta agora?

Se realizou a Copa das Confederações no ano passado, por que não daria conta da Copa do Mundo?

Se recebeu muito mais gente na Jornada Mundial da Juventude, em uma só cidade, porque teria dificuldades para receber um evento com menos turistas, e espalhados em mais de uma cidade?

O Brasil não vai dar vexame, quando o assunto for segurança, nem diante da Alemanha, que se viu rendida quando dos atentados terroristas em Munique, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972; nem diante dos Estados Unidos, que sofreram atentados na Maratona Internacional de Boston, no ano passado.

O Brasil não vai dar vexame diante da Itália, quando o assunto for a maneira como tratamos estrangeiros, sejam eles europeus, americanos ou africanos.

O Brasil não vai dar vexame diante da Inglaterra e da França, quando o assunto for racismo no futebol. Ninguém vai jogar bananas para nenhum jogador, a não ser que haja um Panicopa no meio da torcida.

O Brasil não vai dar vexame diante da Rússia, quando o assunto for respeito à diversidade e combate à homofobia.

O Brasil não vai dar vexame diante de ninguém quando o assunto for manifestações populares, desde que os governadores de cada estado convençam seus comandantes da PM a usarem a inteligência antes do spray de pimenta e a evitar a farra das balas de borracha.

Podem ocorrer problemas? Podem. Certamente ocorrerão. Eles ocorrem todos os dias. Por que na Copa seria diferente? A grande questão não é se haverá problemas. É de que forma nós, brasileiros, iremos lidar com tais problemas.

Desinformação #4: os turistas estrangeiros estão com medo de vir ao Brasil

De tanto medo do Brasil, o turismo para o Brasil cresceu 5,6% em 2013, acima da média mundial. Foi um recorde histórico (a última maior marca havia sido em 2005).

Recebemos mais de 6 milhões de estrangeiros. Em 2014, só a Copa deve trazer meio milhão de pessoas.

De quebra, o Brasil ainda foi colocado em primeiro lugar entre os melhores países para se visitar em 2014, conforme o prestigiado guia turístico Lonely Planet (“Best in Travel 2014”, citado nas referências ao final).

Adivinhe qual uma das principais razões para a sugestão? Pois é, a Copa.


Desinformação #5: a Copa é uma forma de enganar o povo e desviá-lo de seus reais problemas

O Brasil tem de problemas que não foram causados e nem serão resolvidos pela Copa.

O Brasil tem futebol sem precisar, para isso, fazer uma copa do mundo. E a maioria assiste aos jogos da seleção sem ir a estádios.

Quem quiser torcer contra o Brasil que torça. Há quem não goste de futebol, é um direito a ser respeitado. Mas daí querer dar ares de “visão crítica” é piada.

Desinformação #6: muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, o que é um grave problema

É verdade, muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, mas isso não é um grave problema. Tem até um nome: chama-se “legado”.

Mas, além do legado em infraestrutura para o país, a Copa provocou um outro, imaterial, mas que pode fazer uma boa diferença.

Trata-se da medida provisória enviada por Dilma e aprovada pelo Congresso (entrará em vigor em abril deste ano), que limita o tempo de mandato de dirigentes esportivos.

A lei ainda obrigará as entidades (não apenas de futebol) a fazer o que nunca fizeram: prestar contas, em meios eletrônicos, sobre dados econômicos e financeiros, contratos, patrocínios, direitos de imagem e outros aspectos de gestão. Os atletas também terão direito a voto e participação na direção. Seria bom se o aclamado Barcelona, de Neymar, fizesse o mesmo.

Estresse de 2013 virou o jogo contra a Copa

Foi o estresse de 2013 que virou o jogo contra a Copa. Principalmente quando aos protestos se misturaram os críticos mascarados e os descarados.

Os mascarados acompanharam os protestos de perto e neles pegaram carona, quebrando e botando fogo. Os descarados ficaram bem de longe, noticiando o que não viam e nem ouviam; dando cartaz ao que não tinha cartaz; fingindo dublar a “voz das ruas”, enquanto as ruas hostilizavam as emissoras, os jornalões, as revistinhas e até as coitadas das bancas.

O fato é que um sentimento estranho tomou conta dos brasileiros. Diferentemente de outras copas, o que mais as pessoas querem hoje saber não é a data dos jogos, nem os grupos, nem a escalação dos times de cada seleção. 

A maioria quer saber se o país irá funcionar bem e se terá paz durante a competição. Estranho.

É quase um termômetro, ou um teste do grau de envenenamento a que uma pessoa está acometida. Pergunte a alguém sobre a Copa e ouça se ela fala dos jogos ou de algo que tenha a ver com medo. Assim se descobre se ela está empolgada ou se sentou em uma flecha envenenada deixada por um profeta do apocalipse.

Todo mundo em pânico: esse filme de comédia a gente já viu

Funciona assim: os profetas do pânico rogam uma praga e marcam a data para a tragédia acontecer. E esperam para ver o que acontece. Se algo “previsto” não acontece, não tem problema. A intenção era só disseminar o pânico e o baixo astral mesmo.

O que diziam os profetas do pânico sobre o Brasil em 2013?  Entre outras coisas:

Que estávamos à beira de um sério apagão elétrico.

Que o Brasil não conseguiria cumprir sua meta de inflação e nem de superávit primário.

Que o preço dos alimentos estava fora de controle.

Que não se conseguiria aprontar todos os estádios para a Copa das Confederações.

O apagão não veio e as termelétricas foram desligadas antes do previsto. A inflação ficou dentro da meta. A inflação de alimentos retrocedeu. Todos os estádios previstos para a Copa das Confederações foram entregues.

Essas foram as profecias de 2013. Todas furadas.

Cada ano tem suas previsões malditas mais badaladas. Em 2007 e 2008, a mesma turma do pânico dizia que o Brasil estava tendo uma grande epidemia de febre amarela. Acabou morrendo mais gente de overdose de vacina do que de febre amarela, graças aos profetas do pânico.

Em 2009 e 2010, os agourentos diziam que o Brasil não estava preparado para enfrentar a gripe aviária e nem a gripe “suína”, o H1N1. Segundo esses especialistas em catástrofes, os brasileiros não tinham competência nem estrutura para lidar com um problema daquele tamanho. Soa parecido com o discurso anticopa, não?

O cataclismo do H1N1 seria gravíssimo. Os videntes falavam aos quatro cantos que não se poderia pegar ônibus, metrô ou trem, tal o contágio. Não se poderia ir à escola, ao trabalho, ao supermercado. Resultado? Não houve epidemia de coisa alguma.

Mas os profetas do pânico não se dão por vencidos. Eles são insistentes (e chatos também). Quando uma de suas profecias furadas não acontece, eles simplesmente adiam a data do juízo final, ou trocam de praga.

Agora, atenção todos, o próximo fim do mundo é a Copa. “Imagina na Copa” é o slogan. E há muita gente boa que não só reproduz tal slogan como perde seu tempo e sua paciência acreditando nisso, pela enésima vez.

Para enfrentar o pessoal que é ruim da cabeça ou doente do pé

O pânico é a bomba criada pelos covardes e pulhas para abater os incautos, os ingênuos e os desinformados.

Só existe um antídoto para se enfrentar os profetas do pânico. É combater a desinformação com dados, argumentos e, sobretudo, bom senso, a principal vítima da campanha contra a Copa.

Informação é para ser usada. É para se fazer o enfrentamento do debate. Na escola, no trabalho, na família, na mesa de bar.

É preciso que cada um seja mais veemente, mais incisivo e mais altivo que os profetas do pânico. Eles gostam de falar grosso? Vamos ver como se comportam se forem jogados contra a parede, desmascarados por uma informação que desmonta sua desinformação.

As pessoas precisam tomar consciência de que deixar uma informação errada e uma opinião maldosa se disseminar é como jogar lixo na rua.

Deixar envenenar o ambiente não é um bom caminho para melhorar o país.

A essa altura do campeonato, faltando poucos meses para a abertura do evento, já não se trata mais de Fifa. É do Brasil que estamos falando.

É claro que as informações deste texto só fazem sentido para quem as palavras “Brasil” e “brasileiros” significam alguma coisa.

Há quem por aqui nasceu, mas não nutre qualquer sentimento nacional, qualquer brasilidade; sequer acreditam que isso existe. Paciência. São os que pensam diferente que têm que mostrar que isso existe sim.

Ter orgulho do país e torcer para que as coisas deem certo não deve ser confundido com compactuar com as mazelas que persistem e precisam ser superadas. É simplesmente tentar colocar cada coisa em seu lugar.

Uma das maneiras de se colocar as coisas no lugar é desmascarar oportunistas que querem usar da pregação anticopa para atingir objetivos que nunca foram o de melhorar o país.

O pior dessa campanha fúnebre não é a tentativa de se desmoralizar governos, mas a tentativa de desmoralizar o Brasil.

É preciso enfrentar, confrontar e vencer esse debate. É preciso mostrar que esse pessoal que é profeta do pânico é ruim da cabeça ou doente do pé.

(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política e torcedor da Seleção Brasileira de Futebol desde sempre.

Mais sobre o assunto:

A Controladoria Geral da União atualiza a planilha com todos os gastos previstos para a Copa, os já realizados e os por realizar, em seu portal:


Os dados do orçamento da União estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso. 

O “Best in Travel 2014”, da Lonely Planet, pode ser conferido aqui.

Sobre copa e anticopa, vale a pena ler o texto do Flávio Aguiar, “Copa e anti-copa”, aqui na Carta Maior:

Sobre o catastrofismo, também do Flávio Aguiar: “Reveses e contrariedades para a direita”, na Carta Maior.

Sobre os protestos de junho e a estratégia da mídia, leiam o texto do prof. Emir Sader, "Primeiras reflexões".









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roberto sims - 31/01/2014
Sabe, eu fui educado pelos meus pais/tios/tias/professores- a ser responsavel, na epoca da ditadura procurei lutar - não sei se fiz muito ou pouco - mas fiz a minha parte ..................................

Voce Julia Correa - somente quer enfiar o dedo no nariz do PT- PARTIDOS DOS TRABALHADORES - por que voce não enfia o dedo na cara do PSDB e do FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - que foi de uma atraso equivalente a 30 anos para o Brasil


Julia Corrêa - 30/01/2014
Terei que utilizar de argumentos seus definidos para contrapôr com a realidade fora de nossas cadeiras e internet.



''Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.'' Justamente o que os financiadores do evento FIFa fazem, alimentam a sociedade pautada no medo.



''Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo - que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.'' A FIFA foi exatamente a desculpa para o Maracanã não ser mais público.



''O segundo, graças à derrota para o Uruguai ("El Maracanazo"), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo - o que Nélson Rodrigues apelidou de "complexo de vira-latas", a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.'' Concordo plenamente, há muitos perdedores que fingem sobre as remoções para construções da Copa, a miséria cada vez mais estimulada.



''O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil - imbatível nesse aspecto.'' Esse cartão de visita que ele se refere felizmente está sendo desmascarado pelo cartão postal real inclusive pelo pelé, Ronaldinho e etceteras todos uns perdedores milionários por incentivarem essa maquiagem feita pelo futebol.



''Certamente, os recursos a serem gastos em estádios seriam úteis a outras áreas. Mas se os problemas do Brasil pudessem ser resolvidos com 8 bi, já teriam sido.'' Ou seja, vamos continuar fingindo que não há um desvio de dinheiro e que esse evento trilhardário e corruptivo é apenas mais um que compactua com a miséria desse país.



''Portanto, o Brasil não irá gastar menos com saúde e educação por causa da Copa. Ao contrário, vai gastar mais. Não por causa da Copa, mas independentemente dela.'' Vamos utilizar a Copa como um bom motivo pra fingir que estão sendo feitas ''melhorias'' só em locais onde ocorrerão eventos destinados à Copa e Zona Sul da cidade.



''No que se refere à segurança pública, também haverá mais recursos para a área. Aqui, uma das razões é, sim, a Copa.'' Mais repressão, mais morte aos pobres.



''Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações, 24,5 mil empregos diretos. Alto lá quando alguém falar que isso não é importante.'' Milhares ainda em desemprego por que não é importante. E quando acabar a Copa ... todos vão pra rua!



''Se o Brasil deu conta da Copa do Mundo em 1950, por que não daria conta agora? ''Se sempre houve miséria e desalojo, por que agora com o crescimento da Condor e adjacências não será possível?



De quebra, o Brasil ainda foi colocado em primeiro lugar entre os melhores países para se visitar em 2014, conforme o prestigiado guia turístico Lonely Planet ("Best in Travel 2014", citado nas referências ao final). Zoológico, turismo sexual só que agora bem mais convidativo, não é novidade.



roberto sims - 30/01/2014
O Professor Marins e o Politto, os dois juntos deram uma palestra em Araraquara digna de elogios. Aberta as perguntas, um estrupicio perguntou a Copa vai trazer prejuizos. Marins com toda a educação, demonstrou o que é ficar na midia mundial: VINTE QUATRO HORAS DO DIA falando BRASIL, BRASIL, BRASIL, AS ESCOLAS DE SAMBA DO BRASIL, AS PRAIAS DOS BRASIL, O CHURRASCO DO BRASIL. o retorno financeiro será para nós brasileiros, quem construiu os estadios - foram contrutoras do brasil, material de construção na maioria é do brasil. A paixão do brasileiro é futebol, esses estadios serão para uso do povo brasileiro.


Ana Carolina Rezende - 29/01/2014
Continuação:



Neste ponto, não podem ser ignorados alguns fatos:

1.A realização da Copa do Mundo FIFA 2014 em doze cidades brasileiras e das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro trouxe grandes projetos urbanos com extraordinários impactos econômicos, fundiários, urbanísticos, ambientais e sociais. Ressalta-se a estimada remoção forçada de 300.000 a 400.000 pessoas, em um padrão claro e de abrangência nacional de comportamento governamental. O objetivo específico da retirada das moradias é limpar o terreno para grandes projetos imobiliários com fins comerciais, facilitando a realização dos Megaeventos e ocultando a realidade desigual do país.

2. Até novembro de 2011, foram registradas pelo menos dez paralisações em seis dos doze estádios que serão usados para a Copa do Mundo FIFA. Em todos os movimentos, a pauta de reivindicações incluía ao menos um dos seguintes

aspectos: aumento salarial, melhoria das condições de trabalho (em especial no

que se refere às condições de segurança, salubridade e alimentação), aumento do pagamento de horas extras, fim do acúmulo de tarefas e de jornadas de trabalho desumanamente prolongadas. Não foram raros casos de repressão e intimidação dos movimentos grevistas.

3. De acordo com informações oficias do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH), instituído pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, desde 2011, foram constatados 2.852 denúncias de violações de direitos humanos contra esse público em todo o Brasil. Importante destacar, no entanto, que, conforme o próprio Centro, esse número pode ser bem maior, já que os dados apenas se referem às denúncias e casos que chegam até o CNDDH. A rede de Articulação Nacional dos Comitês Populares (ANCOP) tem vinculado o constante aumento dos processos de violência em diversos âmbitos para com essa parcela da população como parte de um processo de higienização social.

4. A Lei nº 12.663 de 05 de junho de 2012, conhecida com a Lei Geral da Copa, dispõe sobre as medidas relativas à Copa das Confederações FIFA, Copa do Mundo FIFA e Jornada Mundial da Juventude. Esta e outras legislações promulgadas no contexto de preparação para a Copa do Mundo estão revestidas de uma legitimidade formal. Contudo, ao analisarmos materialmente tais diplomas normativos, percebemos que de fato, trata-se da conformação de um Estado Democrático de Direito em um Estado de Exceção, instalado no país em função da Copa do Mundo FIFA e eventos relacionados. As violações previstas na legislação excepcional para a Copa (Decreto Federal 7.578, Lei Federal nº 12.462/2011, Lei Federal 12.305/2011, dentre outras) afrontam o ordenamento jurídico brasileiro nas suas mais diversas esferas - normas constitucionais, trabalhistas, tributárias, processuais, de relações de consumo, de relações comerciais e civis, dentre outras - e deste modo, consolidam o chamado Estado de Exceção.



Informações retiradas de Nota de Imprensa divulgada pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP) datada de 20 de janeiro de 2014.



francisco carlos graciano belem - 29/01/2014
Isto é um engodo. Estive em Curitiba neste final de semana. as obras estão atrasadas. Díficil de conclui-las com a aplicação da boa técnica. Haverá jogo sim mas os serviços serão concluídos sabe lá como. A pionada vai sair por um portão e a torcida vai estar entrado pelo outro. E os caras não estão preocupados em concluir os serviços. Sábado também é dia útil em obra, principalmente quando a mesma esta atrasada. Horário de verão 18:00 horas e não havia uma viva alma trabalhando, isto é se tem gente trabalhando naquele local. Qual o custo de um guindastes daquele parado e no local tem quatro. Analisando o entorno do suposto estádio de futebol o mesmo esta encravado no meio de residências, vias de acesso estreitas. Não há Metro ou trens. O Sistema de transportes urbanos tanto festejado não é lá essas coisas. Estacionamento de veiculos, pelo que percebi será em um bosque que para ocupa-lo deverá ter muitas arvores cortadas. A única obra que esta sendo efetuada no entorno é a troca do revestimento das calçadas que estão sendo substituídos por piso intertravado. Podemos analisar este atraso como uma tática de quem esta administrando esta obra para aumentar os seus valores. Porque se gastar tanto com outros estádios se poderiam reformas e adequar os estádios existentes. Condenaram a localização do Estado do Morumbi, mas o que esta sendo edificado para abrigar a sede em São Paulo não se tem nenhuma obra de infraestrutra no seu entorno. Somente o Metro, a Radial leste esta comprometida. esta localizado ao lado de conjuntos habitacionais que não se fara nada para adequar o acesso ao estádio. Construíram 3 estádios que ficaram as moscas (Dunas, Pantanal e Manaus) e o de Brasilia será deficitário. Mas fazer o que este é o Pais em que vivemos

Não seu se é lenda ou verdade, mas o Havelange quando presidente da FIFA ofereceu a copa do Mundo no Brasil e o Pres. Figueiredo lhe respondeu. "Voce conhece uma favela no Rio de Janeiro? Voce já viu a seca no Nordeste? E você acha que vou gastar dinheiro com estádio de futebol.





Alexandre Bond - 29/01/2014
Realmente existirá legado da copa, acho que poucas pessoas irão falar que nada restará de bom, no entanto, somos um país com muita desigualdade social; veja que muitas pessoas não tem acesso aos estudos, ao saneamento básico e um país possui prioridades para sua população e sem dúvida a copa não é uma delas, não neste momento. Prioridade sim, é justamente oferecer um plano de educação aos professores e alunos, mais saúde, e não 26 Bi investidos quase que exclusivamente nas capitais e seus estádios. O maracanã de 1950 já não é o mesmo, por causa da copa, e já não é o maior do mundo. Os 26 Bi são superfaturados e o quanto superfaturado ninguém sabe. Os gastos são horríveis, com péssima gestão, totalmente ineficientes, como todo serviço público. Em 2013 os gastos com educação e saúde aumentaram, no entanto permanecem péssimos, no Paraná, 40 escolas foram fechadas, isso mesmo, o governo (Beto Richa) aumentou os gastos em publicidade em 668%, gastando inclusive para promover a copa, mais de 100 milhões somente em 2013. $$ 26 bilhões fariam muita diferença se bem distribuídos e bem aplicados. O sentimento que surgiu foi de 'despertar' , aonde as pessoas estão cansadas de ladrões governando. A questão é, não possuímos governantes capazes e aptos para promoverem uma copa, antes deveríamos ter mais educação, saúde e eficiência na gestão de recursos públicos para tão somente querer fazer uma Copa.


Ana Carolina Rezende - 29/01/2014
Entendo a ponderação do autor com relação ao cuidado necessário com os alarmistas que se dedicam à desinformar, apropriando-se do discurso de crítica à forma como a realização da Copa do Mundo tem sido conduzida pelos governos estaduais e federal, muitas vezes com intenções obscuras de cunho eleitoral.

Todavia, parece ignorar que existe um movimento sério e organizado de articulação popular por trás dessas críticas. Quando se observa com mais atenção as manifestações contra a Copa, abstraindo-se os alarmistas e os desinformados que engrossam as fileiras, vê-se que seu principal lema é: Sem direitos, não haverá Copa.

Assim, não se trata de mero receio a respeito do sucesso do evento para agradar turistas estrangeiros e a FIFA, mas de uma crítica profunda e igualmente bem fundamentada em estatísticas a respeito da maneira como a realização do evento está sendo conduzida, através de reiteradas violações da legislação brasileira e dos direitos mais fundamentais de alguns de seus cidadãos.

Ou seja, a aversão à realização da Copa do Mundo no Brasil passa por um questionamento muito mais complexo: qual o custo do alegado sucesso desse evento para a população brasileira?



Marcia Eloy - 28/01/2014
É verdade que este assunto me intriga muito. Eu era criança quando houve a Copa no Brasil de 1950 O maracanã ficou pronto um pouco antes da Copa e não estava totalmente acabado, era só concreto, mas era o maior estádio do mundo. Os brasileiros participaram com euforia desta Copa inclusive minha família. Por que agora, os jovens, que normalmente são os que mais gostam de futebol, estão contra a Copa. Não sei se é o PSDB que está por trás disto, mas que há pessoas, ou partidos, ou empresas por trás isto eu tenho certeza. Este ambiente me lembra. o mesmo ambiente no Brasil contra o presidente João Goulart, passeatas, jornais contra, classe média envolvida...Será que teremos novo golpe? Porque o governo Dilma não agrada a muita gente.


Dionisio Sfredo - 28/01/2014
Lassance, teu artigo é brilhantemente encorajador para quem coloca seu talento a serviço do Brasil que queremos e precisamos, cada dia mais numerosos e comprometidos. Parabéns. Farei eco a teu recado.





LEONARDO IBIAPINA PAZ - 27/01/2014
Você pode desmentir isso? Veja só a história pra boi dormir nas cidades e Estados em que PSDB e DEM estão no poder! http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-estadios-da-copa-do-mundo-que-mais-sugaram-seu-dinheiro


pedro antonio cassio silva - 27/01/2014
Este texto poderia ser mais conciso. Para isso bastaria que todas as expressões negativas que se referem à torcida contra fossem substituídas por quatro letras. Todos sabem mas não falam: PSDB! Esta é a verdadeira erva daninha do Brasil.


cristina dias - 27/01/2014
O que que é isso, companheiro?????


Brian Mier - 27/01/2014
Por que não fala sobre os despejos? Por que você esta chamando pessoas como Raquel Rolnik, relator de moradia digna do ONU "profetas do pânico"? Você também acho que o Observatório das Metrópoles e um "Profeta do pânico"? Se você quer defender a Copa numa forma serio e sistemático por que você não responde as verdadeiros reclamações dos Comitês Populares da Copa? http://comitepopulario.files.wordpress.com/2013/05/dossie_comitepopularcoparj_2013.pdf


Daniel Garcia Dias - 27/01/2014
Bom texto! Mas o argumento nacionalista do final, foi muito apelativo. Ser um idiota não depende de patriotismo. Cuidado pra não repetiro aquele papo: "Barsil, ame-o ou deixe-o". Essa linha é perigosa.No mais, ta bacana!


Carlos Eduardo - 27/01/2014
O texto é até bom, mas poderia ser ainda melhor. Os benefícios dessa Copa no Brasil, deixando de lado o patriotismo, o gosto pelo futebol, a festa, etc, são grandes demais. Saber que milhares de pais de família conseguiram um emprego para sustentar suas famílias com dignidade, que inúmeras obras ficaram para futuras gerações, que o otimismo na construção civil afetou todo o país, gerando outras centenas de milhares de empregos de forma totalmente indireta, etc, etc, etc, não tem preço.


Alexandre Magno - 27/01/2014
Não me considero um Panicopa só porque acho um exemplo da falta de estrutura (um exemplo idiota, mas emblemático), passar três horas dentro da área de embarque do Galeão e não conseguir tomar ÁGUA porque não tinha em nenhum dos DOIS estabelecimentos minúsculos que atendem a um fluxo gigantesco de pessoas. Para completar, o bebedouro não funcionava e o ar estava estragado. Para constar, torço, e muito, pela seleção e pelo país.


Carlos Eduardo - 27/01/2014
Faltou dizer, entre outras coisas, que boa parte desses quase 9 bilhões não são recursos públicos. Existem recursos privados e empréstimos, como é o caso Mineirão, onde não houve aplicação de dinheiro "da saúde e da educação".


Welder Almeida - 27/01/2014
É uma pena um país precisar recorrer a um megaevento particular, promovido por uma entidade corrupta para herdar algum legado.


trofimena noschese fingermann - 27/01/2014
Parece realmente que a quantidade de psicopatas contra o Brasil está aumentando, inclusive brasileiros que tem asco do Brasil e preferem se posicionar contra a COPA ao invés de serem claros e se posicionarem contra a Dilma/Lula. Mas o Brasil é maior que esta classe média idiotizada pela podre mídia nacional.Bom texto, excelentes argumentos. Grata pelos dados novos que a podre mídia não divulgará nunquinha.


Ivanildo de Aguiar - 27/01/2014
Ótimo texto! são não podemos esquecer os problemas existentes em nosso país.


Marcia Eloy - 26/01/2014
Excelente artigo! Eu gostei dos dados que por ele são divulgados e que nenhum jornal noticia.


laercio malfatti - 26/01/2014
Quem ama este país tem que ser seu militante. O militante tem por atribuição levar informações às pessoas para que possam se decidir adequadamente. Não apenas informar quem está desinformado, mas quem está deformado pela ação dos "profetas". Ser militante do Brasil exige persistência e perseverança, pois é mais fácil alguém ser convencido pelo "discurso do caos" do que pela edificação da nação. Temos que ter capacidade e vontade para agregar mais amantes do Brasil do que seguidores inocentes que esses "profetas" conseguem. Só no discurso não adianta. É necessário agir. Convencer e convencer a convencer. Pode-se começar com os mais próximos, em casa, no trabalho...Assim se forma uma rede que cresce e, no final, vence. Muito obrigado pelo brilhante texto.


Paulo Humberto M. Moreira - 26/01/2014
Muito bom texto! Disse o que a maioria pensa. Queremos transparência e o fim da impunidade para quem lesa o país. E siga la pelota!


Geraldo Honório de Oliveira Neto - 26/01/2014
A "depressão panicopas" é apenas um sintoma de outra doença, de uma enfermidade altamente contagiosa (via medios) que afeta originalmente apenas uma parte da Casagrande, um pequeno percentual da população genuinamente brasileira: o ódio ao povo e às figuras emblemáticas que o representa. A doença pode ser batizada também de "complexo de viralatas": a ilusão de que o estrangeiro que se quer ser é muito melhor que a "gentalha brasileira". O tratamento para a doença é uma semana sentado em uma cadeira estilo Luis XV, em postura confortável, olhando a própria imagem refletida em um espelho cristalino, incrustado em uma moldura do mesmo estilo.


lidia sant´anna leal de araujo santos - 26/01/2014
Excelente texto. Moro muito perto do Maracanã, e o que me deixa chateada e na obrigação de explicar aos desavisados é que em junho/julho o clima é seco e com pouquíssima chuva, pois toda vez que chove por aqui a ladainha recomeça: "Quero ver a Copa com tudo alagado", Argh!


Carlos Roberto Pereira da Silva - 26/01/2014
Belíssimo texto! Que os "reaças" e os "profetas do pânico" possam engolir a própria língua e mudarem a forma de olhar para este país que vem despontando como a grande potência do futuro!


Juca Ramos - 25/01/2014
Parabéns. O autor emprestou novo significado à expressão DESBANCAR BOATOS. Esse pessoal do Contra realmente não tem jeito: preferem o desejo perverso da derrocada do país ao progresso, embora limitado, que os esforços do atual governo vêm propiciando ao Brasil. Esse contingente é incorrigivelmente elitista, razão pela qual não se vêm representando no Brasil diversificado e progressista de hoje. Qual Danuza Leão, se ressentem do fato de que aqueles que antes se encontravem à margem da civilização estão agora da posição anterior de inferioridade e começando a sufruir do progresso nacional também. Adoráveis criaturas essa gente do Quanto Pior Melhor!


Marcia Eloy - 02/02/2014
Para mim é tão claro que os que são contra a Copa o são por problemas políticos. Este ano é o ano das eleições presidenciais. Nenhum argumento dito técnico feito pelos comentaristas me convenceu. Se estavam preocupados com os aspectos monetários, ambientais e estruturais da Copa deveriam ter se pronunciado antes , logo após o Brasil ter escolhido para sediá-lo, mas agora, com quase todos os estádios prontos, esta garotada sai na rua e diz que não vai haver Copa...Muito estranho....E aí? Vai se dizer o que para o mundo., !% dos brasileiros não querem a Copa,. Vamos suspende-la. Chega a ser uma piada.. E ninguém se preocupa com as instituições públicas e privadas invadidas e quebradas, com os as placas de ruas destroçadas. Acham que isto é um "direito dos manifestante"". Que direito? Quem lhes deu este direito? Eu acho que agora, só cabe aos brasileiros que gostam do seu país( porque muitos não gostam e só vem o negativo, não querem pagar IPTU, mas gastam 23 bilhões com lembrancinhas de Natal nos Estados Unidos e depois vem falar do desperdício de dinheiro gasto na Copa) torcer par que tudo dê certo, porque a imagem do Brasil está na mira do mundo.

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