Terça-Feira, 25 de Julho

 

26/10/2014 00:00 - Copyleft

Justiça vê terrorismo eleitoral em Veja e dá direito de resposta

A espiral de um vale tudo abraçado pelo conservadorismo para interferir no sagrado discernimento eleitoral da população brasileira na antessala do voto.


Redação
Arquivo


Decisão concedida pelo ministro Admar Gonzaga neste sábado obriga, em caráter liminar , a editora Abril publicar no site da revista "Veja" o direito de resposta solicitado pela candidatura Dilma Rousseff.  A publicação de material com supostas declarações do delatores, envolvendo o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff no caso de corrupção da Petrobrás, sem provas e sequer o conhecimento dos próprios advogados dos delatores,  sinaliza a espiral de um vale tudo abraçado pelo conservadorismo para interferir no sagrado discernimento  eleitoral da população brasileira na antessala do voto.
 
 Protestos na noite de sexta-feira diante da sede da editora Abril, responsável pela publicação de 'Veja', recobriram de lixo a entrada do prédio. 'Veja mente' dizem as pichações ainda não apagadas nas paredes do edifício.
 
 De acordo com a decisão do ministro Gonzaga, a Abril fica obrigada a veicular, imediatamente, o texto determinado pelo TSE. A publicação deverá ser 'no mesmo lugar e tamanho' em que a capa da revista com a reportagem sobre Youssef foi exibida, "para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 - ano 47 - nº 44 - de 29 de outubro de 2014".
 
Eis a íntegra do direito de resposta:
 
"A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação "Com a Força do Povo" vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes.

Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Youssef foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor."
 

(*) Leia também as análises de Flávio Aguiar, Antonio Lassance e Rodrigo Vianna; nesta pág.



Créditos da foto: Arquivo



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