15/05/2013 19:59
PSDB, petróleo e interesse nacional:um antagonismo inconciliável
Por Saul Leblon
No seminário dos dez anos de governo do PT, realizado nesta 3ª feira, em Porto Alegre, o ex-presidente Lula fez uma ponderação interessante: ‘Quando você ficar em dúvida, feche os olhos, imagine o que seria o Brasil de hoje sem os dez anos de governo do PT’. Um bom começo é dar de barato que José Serra venceu as eleições em 2002 e seria reeleito em 2006, fazendo o sucessor em 2010.
13/05/2013 20:41
MP dos Portos: Quando o governo vai abrir as comunicações?
Por Saul Leblon
Sempre hesitante em sua política de comunicação, o governo, mais uma vez, menosprezou uma dimensão crucial da luta pelo desenvolvimento que consiste em popularizar o debate da agenda estratégica com toda a sociedade. Não o fez com a agenda dos portos; como também não foi feito com a das rodovias e tampouco com outras iniciativas diante da crise mundial. Teme-se o carimbo de populismo. Cultiva-se o ‘não politizar a agenda do desenvolvimento’, que não é outra coisa senão economia concentrada em escolhas políticas.
10/05/2013 06:07
'Custo Brasil': a solução é asiática?
Por Saul Leblon
Já houve quatro desastres em fábricas de vestuário em Bangladesh desde dezembro. Condições de trabalho dos primórdios da revolução industrial; piso salarial em torno de US$ 40 dólares, o equivalente a ¼ do valor hora da China; baixa regulamentação e fiscalização complacente. Eis a fórmula que está na cabeça de muitos dos nossos engomados analistas e dirigentes empresariais quando se reclama ‘um custo Brasil competitivo”.
08/05/2013 12:32
OMC: a diplomacia do PT não isolou o Brasil
Por Saul Leblon
Com a oposição dos países ricos e a má vontade da mídia conservadora brasileira, mas o apoio coeso das nações em desenvolvimento, o Brasil conquistou o mais importante posto internacional de sua história: a direção da Organização Mundial do Comércio. Não foi um ponto fora da curva.
07/05/2013 06:30
Dilma: ‘Não faz parte dos nossos planos de governo promover desemprego’
Por Saul Leblon
Reconhecido pelo FMI como a nação que mais reduziu o desemprego em pleno colapso mundial, o Brasil avulta como a ovelha negra do padrão. O pleno emprego vivido aqui impede que os ganhos de produtividade se façam pelo método tradicional de compressão dos holerites. A ‘purga’ de desemprego e arrocho é a alternativa da ‘ciência’ conservadora para devolver ‘eficiência’ à indústria e moderação aos preços. Em duas intervenções nas últimas horas, a Presidenta Dilma marcou posição.
03/05/2013 05:05
O PSDB quer terminar o que começou: um Plano Collor requentado em forno mineiro
Por Saul Leblon
O economista Edmar Bacha, um dos formuladores do PSDB, apontado como interlocutor credenciado do presidenciável Aécio Neves, resumiu em debate promovido esta semana pelo jornal Valor, algumas prioridades tucanas na eventual volta ao poder. São elas: a) retomar a Alca; b) supressão robusta das tarifas que protegem a indústria local; c) redução do tamanho do Estado, com desmonte da Previdência, por exemplo; d) fim das políticas indutoras de industrialização, a exemplo do conteúdo nacional imposto às encomendas da Petrobrás. O suposto é que isso injetará eficiência à indústria brasileira, hoje cambaleante. Faltou dizer quantas unidades fabris e de emprego sobreviverão a esse Plano Collor de bico longo, agora requentado em forno mineiro.
29/04/2013 07:28
Arrocho e fraude: o poder da ideologia
Por Saul Leblon
26/04/2013 21:39
Dias de Abril: o piloto sumiu?
Por Saul Leblon
Há três semanas, o conservadorismo comanda as expectativas do país. O carnaval do tomate e a furor rentista marcaram a segunda quinzena de abril. Deu certo. No dia 17, o BC elevou os juros. Ato contínuo, vários indicadores desautorizaram as premissas da terapia ortodoxa. Os preços dos alimentos – não o único, mas um fator sazonal importante na pressão inflacionária – perderam fôlego. O do tomate desabou. Não apenas isso. O cenário internacional desandou.
24/04/2013 07:08
O Brasil é um crime contra o mercado
Por Saul Leblon
‘The Economist’ e ‘Financial Times’ formam uma espécie de unidade-mãe no sistema de difusão planetária da lógica das finanças desreguladas e de seus requisitos sociais e institucionais. Entre eles, o escalpo dos direitos dos trabalhadores. As usinas do jornalismo britânico continuam fiéis aos seus alicerces. Recentemente deram mostras disso ao fazer eco do conservadorismo brasileiro criticando Mantega. E ironizando Dilma na ‘guerra do tomate’. Mas há uma diferença entre esse centro emissor e suas repetidoras locais. E para pior.
22/04/2013 20:51
A ressaca de quem acreditou no próprio eco
Por Saul Leblon
A campanha midiática pela alta dos juros nas semanas que antecederam a reunião do Copom, do dia 17, foi tão intensa e manipuladora que acabou prejudicando quem pretendia beneficiar. Vivendo a ressaca agora, o mesmo jornalismo informa discretamente, longe das manchetes arrebatadoras de dias atrás, que apenas um dos muitos iludidos pelo seu jogral, uma financeira conceituada no mercado, embolsou um prejuízo de quase R$ 100 milhões no carnaval do tomate rentista. Um exemplo, de muitos.