30/04/2012 18:46

Crise, hegemonia e discernimento histórico

Por Saul Leblon

Talvez estejamos entrando no período mais decisivo da crise capitalista iniciada em 2008: aquele que coloca ao alcance da esquerda o desmascaramento histórico das idéias e agendas que hoje constrangem até personagens e forças que por 30 anos subordinaram os destinos da economia e da sociedade à supremacia das finanças desreguladas.

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27/04/2012 18:46

Da Série: Por que Serra está nervoso?

Por Saul Leblon

Avalie as hipóteses desta semana pinçadas das páginas dos jornais diários:

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26/04/2012 18:57

O código de um grupo contra toda sociedade

Por Saul Leblon

Com justificável desalento, após a aprovação do Código Florestal na Câmara, membros do Greenpeace classificaram o agronegócio brasileiro como o maior partido do país. O desabafo é compreensível quando 274 votantes, de um total de 458, sonegaram à sociedade salvaguardas ambientais minimamente contempladas na versão do projeto aprovada no Senado. Ser um grande partido, porém, requer justamente o oposto do que caracterizou o espetáculo de ganância obtusa propiciado pelo Legislativo federal. O que se viu ali foi a ação de um poder econômico que deixado à própria sorte transforma-se em força anti-social.

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25/04/2012 23:15

O poder em jogo nas urnas de maio

Por Saul Leblon

Durante 30 anos o discernimento histórico foi entorpecido pela radiola do pensamento único, a proclamar as virtudes e a autossuficiência da ordenação da sociedade sob a égide dos livres mercados. O dinheiro solto era mais eficiente que o desenvolvimento planejado. Mais que um martelar teórico, tornou-se a única experiência tangível em escala relevante, sendo a sua crítica um exercício mais de resistência ideológica, do que uma confrontação prática de experiências e projetos. Esse tempo acabou.

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23/04/2012 18:01

Euro na hora da verdade: urnas x mercados

Por Saul Leblon

As Bolsas desabaram na Europa nesta 2ª feira, recuando ao menor nível dos últimos três meses. O mergulho generalizado se fez acompanhar da disparada do risco país em diferentes nações do euro submetidas ao garrote da austeridade suicida. A vitória apertada de François Hollande sobre Sarkozy no 1º turno francês não seria motivo suficiente para tanto. Ocorre que o rentismo fez a leitura correta da surpreendente ascensão da extrema direita francesa que obteve o voto de quase 1/5 dos eleitores.

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22/04/2012 10:16

STF: Os juízes e o juízo da história

Por Saul Leblon

Quando os políticos falam como juízes a democracia se eclipsa; quando os juízes falam pelos políticos, ela se desmoraliza. Nos dois casos o Judiciário deixa de ser o que promete. No Estado de Direito a Justiça figura, teoricamente, como o abrigo dos compromissos e valores compartilhados de um ciclo histórico;a Constituição é a expressão máxima desse período e o Supremo Tribunal Federal sua extensão mediadora nas pendências e conflitos que as demais instâncias da lei e do Direito não puderem solucionar.

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19/04/2012 21:53

Juros: a lição que fica

Por Saul Leblon

A rendição dos bancos ao novo ciclo de queda dos juros marca um divisor na forma de se fazer política econômica no país. Quebrou-se um lacre político. Rompeu-se uma parede hegemônica ardilosamente defendida durante décadas com argumentos supostamente técnicos. Em uma semana, o que era uma impossibilidade esférica, condicionada ao atendimento de uma soberba lista de 20 'contrapartidas' comunicada a Brasília com deselegância pelo presidente do sindicato dos bancos (Febraban) , Murilo Portugal, reverteu-se em adesão maciça ao corte das taxas. Como se deu a transmutação da inflexibilidade em cordura? O governo e os partidos progressistas não devem temer a resposta que os fatos comunicam. Ela pode ser resumida numa constatação:o Estado brasileiro deixou de ser, exclusivamente, um agente passivo da ganância e mero coadjuvante das 'forças de mercado' e de seus impulsos gananciosos.

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18/04/2012 15:28

'Veja': Como trabalha. A quem serve.

Por Saul Leblon

O dispositivo midiático demotucano tem martelado em tom de condenação sumária que a construtora Delta - suspeita de ser uma espécie de caixa de compensação bancária do esquema Cachoeira/Demóstenes - é a empresa com o maior volume de contratos junto ao PAC. Esse traço evidenciaria, sugere o tom do noticiário, um comprometimento automático do governo e do PT com a quadrilha manejada por Cachoeira. Nesta 3ª feira, uma pequena nota escondida num canto de página da Folha, baseada em escutas da PF mostra que desde 2010, o Dnit iniciou uma série de processos que poderiam levar a perdas de contratos pela construtora, além de submetê-la a investigações da PF e do Tribunal de Contas.

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17/04/2012 17:49

CPI ou não CPI? A cada escolha o seu preço

Por Saul Leblon

A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de denúncias, suspeição e incerteza e, ao mesmo tempo, produzir um efeito atordoante na opinião pública. O objetivo é eclipsar o papel do braço midiático na engrenagem criminosa.

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16/04/2012 14:25

Argentina diz basta à espoliação da Repsol

Por Saul Leblon

A Argentina nacionalizou 51% das ações YPF pertencentes à espanhola Repsol. A decisão soberana anunciada nesta 2ª veira pela presidenta Cristina Kirchner em rede nacional de rádio e televisão é uma resposta ao vampirismo que tem pautado a atuação do capital espanhol no setor. A Repsol detinha 57% da petroleira argentina privatizada em 1993 no proceso de desmonte do Estado argentino promovido pelo governo neoliberal de Carlos Menen. Em 2010 os investidores espanhóis extraíram um lucro de 1,4 bilhão de euros do subsolo argentino. A produção nacional de petróleo, porém, recuou quase 5,5%. A Repsol não furou um único poço de petróleo na Argentina desde 2009.

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