Terça-Feira, 09 de Fevereiro de 2010
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Demorei algum tempo - talvez tempo demais - para perceber as dimensões do perigo. É hora de um resgate abrangente
(Martin Wolf, editor de economia do The Financial Times,oráculo do neoliberalismo, pede que o Estado compre o mercado. Todo o mercado)
Em Manchete
A CRISE E O IMPÉRIO
Livro debate o "mito do colapso do poder americano"
Os professores José Luís Fiori, Carlos Medeiros e Franklin Serrano (foto), do Núcleo de Estudos Internacionais do Instituto de Economia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançam livro defendendo que a crise atual não significa o fim do poder dos EUA ou do capitalismo.
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Internacional
| 10/12/2008
DEFESA DO EMPREGO
Tomada de fábrica por operários vira luta nacional nos EUA
A tomada de uma fábrica por seus trabalhadores demitidos em Chicago se converteu em um símbolo nacional de que o resgate do setor financeiro por Washington não se traduziu em um apoio para as maiorias. Desde o presidente eleito Barack Obama e parlamentares federais e locais até o governador de Illinois já expressaram apoio às demandas dos operários.
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Internacional
| 10/12/2008
FUNDOS SOBERANOS, UMA ARMA DIPLOMÁTICA?
Estados intervêm na economia e mexem no tabuleiro geopolítico mundial
Cada vez mais, os Estados intervêm na economia internacional, com importantes repercussões políticas. A França criou um fundo soberano de 20 bilhões de euros. A China, um de 300 bilhões de dólares. A Alemanha anunciou uma lei para controlar de perto os investimentos estrangeiros. As sociedades de investimento controladas pelos Estados multiplicam-se. Perspectiva de ver suas grandes empresas sob controle de países como China ou Rússia preocupa EUA e Europa.
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Economia
| 09/12/2008
DIÁLOGOS SOBRE A CRISE
Correspondência entre Keynes e Marx
Marx morreu quando Keynes nasceu (1883). Eles não se conheceram. Mas suas análises se aproximam ao ponto em que, se acreditarmos nelas, poderíamos vê-lo mais claro.
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Economia
| 07/12/2008
Adam Smith e Marx dialogam sobre o desmonte do capitalismo financeiro
"O que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos", diz Adam Smith a Karl Marx", num diálogo imaginado pelo professor Antoni Domènech, professor de Filosofia da Universidade de Barcelona. No diálogo, eles conversam sobre a situação do capitalismo, defendem a atividade econômica geradora de riqueza e criticam os parasitas rentistas que buscam o lucro a qualquer preço.
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Economia
| 30/11/2008
Bancos recebem ajuda de US$ 4 trilhões. E o resto do planeta?
Estudo destaca que já foram empregados, para o auxílio às instituições financeiras, mais de 4 trilhões de dólares, um valor 40 vezes superior ao que se investe para combater a pobreza e a mudança climática. Os US$ 152,5 bilhões investidos pelos EUA para o resgate de uma só empresa, a AIG, supera longe os 90,7 bilhões de dólares que esse país e os europeus destinaram à ajuda para o desenvolvimento em 2007.
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Economia
| 27/11/2008
MENOS LUCROS, MAIS SALÁRIOS
Crise: salários contra lucros
Só há uma solução: pôr fim ao retrocesso salarial, modificar a distribuição das riquezas: menos lucros, mais salários e investimentos sociais. A margem de manobra é considerável, já que os lucros distribuídos pelas sociedades não-financeiras representam, hoje, 12% de sua massa salarial, contra 4%, em 1982. Isso implica uma redução drástica de privilégios da pequena esfera social que aproveitou bem o neoliberalismo. A análise é de Michel Husson.
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Economia
| 21/11/2008
Éric Toussaint analisa a interligação das crises
A explosão das crises alimentar, econômica e financeira em 2007-2008 mostra o quão interligadas estão as economias do planeta. É preciso arrancar o mal pela raiz. As soluções para que elas sejam favoráveis aos povos e à natureza devem ser internacionais e sistêmicas. A humanidade não poderá contentar-se com meias medidas. A análise é de Éric Toussaint.
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Economia
| 20/11/2008
NEW LEFT REVIEW
Estamos vivendo uma mudança de regime financeiro?
Os choques do ano passado – trinta anos depois da última grande mudança – e os acontecimentos deste ano deram suporte à conjectura de que estamos testemunhando um terceiro regime de mudança no sistema financeiro global, impulsionado por uma perda geral de confiança no modelo anglo-americano das transações orientadas do capitalismo e da economia neoliberal que o legitima. A análise é de Robert Wade.
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Economia
| 16/11/2008
A LÓGICA DA GANÂNCIA
Os lucros excessivos provocaram a crise
Em 1951, um ex-presidente do Banco Central dos EUA escreveu, a propósito da crise de 1929: "Se a riqueza nacional tivesse sido melhor repartida, se as empresas se tivessem contentado com lucros menos elevados, se as classes mais ricas tivessem auferido rendimentos mais baixos e os agregados familiares mais modestos remunerações mais elevadas, a estabilidade da nossa economia teria sido maior."
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Economia
| 13/11/2008
A REORDENAÇÃO PÓS-CRISE
Moeda é poder. Há hegemonia em uma nota de dólar
O Brasil atrelou seu destino à lógica dos mercados financeiros desregulados a partir dos anos 90. A prerrogativa da intervenção pública - sobretudo no setor financeiro - ficou subordinada a regras que protegem grupos de interesses locais e internacionais; os mesmos que ameaçam pôr em movimento uma montanha desordenada de capitais voláteis, cuja força é suficiente para reverter a retomada do desenvolvimento.
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Economia
| 10/11/2008
A crise irreversível do capitalismo
O salvamento a ser executado pelo Departamento do Tesouro, apesar de maciço, na melhor das hipóteses apenas impedirá um colapso imediato. Ele não porá fim à crise financeira. O gênio da financeirização está fora da garrafa e vai levar tempo para enfiá-lo ali outra vez. O problema real ainda não está sendo tratado: a estagnação da economia dos EUA. Leia o editorial da revista Monthly Review.
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Economia
| 05/11/2008
ENTREVISTA - DANIEL BENSAÏD
“Passamos da fase dos slogans simpáticos dos fóruns sociais”
De passagem pelo Brasil, filósofo francês concede entrevista exclusiva à Carta Maior, na qual analisa a crise financeira, comenta as situações dos EUA e da Europa e aponta os desafios para a esquerda construir uma alternativa ao modelo atual.
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Economia
| 05/11/2008
SEM-TETO NOS EUA
Mercados não são solução para habitação
Grandes cidades dos Estados Unidos como Atlanta, Nova Orleans, Nova York e Washington têm o maior nível de desigualdade do país, semelhante aos de Abidjan, Buenos Aires, Nairóbi e Santiago do Chile. A maioria das famílias que estão perdendo suas casas são de origem afro-norte-americana ou hispânica. A crença de que os mercados resolverão esse problema é uma falácia, diz relatora da ONU.
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Economia
| 30/10/2008
UNCTAD
Os três passos políticos para enfrentar a crise, segundo a ONU
A comunidade global deve reconhecer que num mundo interdependente, país algum pode agir isoladamente. Não é possível para todos os países gerarem mais superávit primário ou melhorar sua competitividade internacional ao valorizar sua moeda ou cortar custos. O avanço de uma nação é o recuo de uma outra. A cooperação global e a regulação são imperativas. A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) sugere três passos iniciais para isso.
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Economia
| 30/10/2008
• Risco de deflação é maior que o de inflação, alerta Unctad
HAZEL HENDERSON
O circulo vicioso do sistema bancário
Atualmente, uma vez mais os contribuintes dos Estados Unidos, da Europa e Ásia estão sendo forçados a recapitalizar os bancos. Agora vem à luz que a realidade financeira é o contrário do que os economistas nos quiseram fazer crer: vemos que os bancos sempre receberam dinheiro dos contribuintes através dos bancos centrais para emprestá-lo, a juros, aos próprios contribuintes.
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Economia
| 29/10/2008
JUAN SOMAVIA
Número global de desempregados pode passar de 200 milhões
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez uma primeira estimativa do impacto da crise sobre a vida cotidiana das pessoas em todos os níveis da sociedade. O número global de desempregados poderá aumentar em 20 milhões, daqui ao fim de 2009 – ultrapassando o número de 200 milhões de desempregados no mundo pela primeira vez
na História.
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Economia
| 28/10/2008
RICARDO CARNEIRO
Um Banco Central peculiar
A todos, exceto os beneficiários de sempre, deve estar ocorrendo perguntar o que nos torna tão particulares a ponto de irmos na contra-mão das decisões dos principais bancos centrais do mundo, cuja atitude, diante da ameaça de uma crise de grande intensidade, tem sido a de reduzir suas taxas de juros básicas. A análise é de Ricardo Carneiro.
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Economia
| 30/10/2008
• A crise e a regulação do sistema financeiro
SUSAN GEORGE
"Devemos pensar grande"
Susan George é conhecida por suas críticas aos dirigentes da globalização corporativa e pelos livros combativos sobre a fome, o desenvolvimento e a dívida dos países pobres. Agora, argumenta, podemos aprender lições do início dos anos 40 para transformar nossas economias esfaceladas e interromper a mudança climática antes que seja tarde.
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Internacional
| 24/10/2008
PAUL SINGER
A relação entre as finanças e a economia da produção e do consumo
Para superar a crise financeira e impedir que ela lance a economia real em recessão, é essencial que o crédito seja restaurado, o que possivelmente exigirá uma intervenção efetiva do poder público nos bancos. Se os governos não fizerem isso, é provável que o dinheiro público injetado nos bancos seja entesourado, porque é o que todos os agentes privados fazem enquanto o pânico perdura.
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Economia
| 23/10/2008
LUIZ GONZAGA BELLUZZO
“Cortar gasto público? Foi essa
receita que empurrou a Alemanha para o nazismo em 1933”
Diante da crise que se aprofunda, o economista e professor titular da Unicamp sugere um tripé para preservar a economia brasileira: estatização do crédito, defesa das reservas cambiais e expansão do investimento público. O governo, adverte Belluzzo, está sendo acossado pela demência de um certo pensamento econômico que pode imobilizá-lo. "O governo brasileiro não pode sacrificar o PAC em nome de uma religião de superávit primário".
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Economia
| 22/10/2008
• "A palavra que falta dizer é estatização do crédito"
• Os antecedentes da tormenta
JEFFREY SACHS
Taxa Tobin, combate à pobreza e à destruição ambiental
Se os líderes políticos focarem apenas na estabilidade do setor financeiro, mas negligenciarem os problemas de fornecimento energético de longo prazo, a mudança climática, a produção de alimentos, o controle de doenças e a pobreza extrema, então o crescimento global será restaurado no curto prazo, apenas para sucumbir de novo e rapidamente, diz o economista Jeffrey Sachs.
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Economia
| 22/10/2008
PAUL KRUGMAN
Nobel de Economia defende aumento de gastos públicos contra a crise
Para enfrentar a ameaça de degradação social, desemprego e recessão, em função da crise financeira, o Prêmio Nobel de Economia propõe fortes investimentos em políticas públicas nas áreas de saúde e seguridade social, aumento dos impostos para os mais ricos e fortalecimento do poder de negociação dos sindicatos. Para Krugman, o aumento do poder dos sindicatos permitiria aumentar o número de empregos e a renda destinada à classe média
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Economia
| 22/10/2008
IMMANUEL WALERSTEIN
Depressão, uma visão de longo prazo
Estamos nos movendo em direção a um mundo protecionista. Estamos nos movendo para um papel muito maior do governo na produção. Mesmo os EUA e a Grã Bretanha estão nacionalizando parcialmente os bancos e as grandes empresas moribundas. Nos dirigimos a uma distribuição conduzida pelo governo, que pode assumir modos social-democratas à centro-esquerda ou formas autoritárias de extrema direita.
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Economia
| 22/10/2008
OLGÁRIA MATTOS
O “New Deal” de hoje passa pela redução da jornada de trabalho
É sugestivo do grau de entorpecimento intelectual que embala a vida interna das universidades e dos partidos políticos, que parta de uma filósofa, e não de economistas, a incisiva proposição de luta para devolver ao trabalho a centralidade que ele ainda deve ter nas relações sociais neste início de século XXI. Leia entrevista com Olgária Mattos.
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Economia
| 21/10/2008
FERNANDO CARDIM
"Será preciso repensar um projeto
para o país"
O Brasil tem alguns trunfos significativos para enfrentar a crise. Ao contrário de muitos países da periferia do capitalismo, a escala do mercado interno e a existência de uma base industrial ampla e sofisticada dá boa margem de manobra à economia brasileira. Mas é preciso realmente ativar essas potencialidades, defende o economista Fernando Cardim, professor da UFRJ.
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Economia
| 20/10/2008
PAUL VIRILIO
“O crash atual representa o acidente integral por natureza”
Há trinta anos o filósofo Paul Virilio analisa as catástrofes como a conseqüência inelutável do progresso técnico. Ele vê na crise financeira o exemplo mais acabado de sua tese, na qual as vítimas não são mais os mortos, mas os milhares de desabrigados que perdem suas casas.
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Economia
| 19/10/2008
DUAS CRISES, A MESMA CAUSA
A crise econômica é pequena em comparação com a falência ambiental
No dia 10 de outubro, Pavan Sukhdev, economista do "Deutsche Bank", líder de um estudo europeu sobre ecossistemas, relatou que, só com a devastação florestal, estamos perdendo em capital natural valores entre 2 e 5 trilhões de dólares por ano. As perdas acumuladas até agora pelo setor somam algo entre 1 e 1,5 trilhões. A análise é de George Monbiot.
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Economia
| 19/10/2008
CRISE FINANCEIRA
O caso britânico (II): As lições da crise
Um cartaz no escritório da Riverside Credit Union, uma empresa britânica de crédito com características de cooperativa, anunciava, orgulhosamente, entre outras vantagens, que a empresa pagava em dia seus clientes e não investia em ações na Bolsa de Valores. A mesma mensagem se lê no site da Riverside Credit: "Nossa empresa é como um banco, só que melhor". A análise é de Flávio Aguiar.
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Economia
| 15/10/2008
• Leia mais: O caso britânico (I): A direção da globalização vai mudar
• A semântica da crise
• O complexo de Titanic e a crise financeira mundial
• A força das nações
BERNARDO KUCINSKI
A conta da crise já chegou aos trabalhadores
Nem a crise é igual para todos. Parte das perdas bilionárias dos fundos de pensão nunca será recuperada. No Brasil, as perdas totais dos 350 fundos de pensão complementar superaram até outubro os R$ 40 bilhões, segundo a Secretaria de Previdência Complementar. Salvou-nos de um desastre maior, a demora do governo em autorizar os fundos a aplicar no exterior.
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Economia
| 14/10/2008
• A derrocada dos bancos americanos e seus efeitos no mundo
JOSÉ SARAMAGO
Onde está a esquerda?
No dia 1° de outubro, o escritor português provocou: "Imaginei, quando há um ano rebentou a burla cancerosa das hipotecas nos Estados Unidos, que a esquerda, onde quer que estivesse, se ainda era viva, iria abrir enfim a boca para dizer o que pensava do caso. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, covardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo". Segue aguardando resposta.
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Política
| 14/10/2008
NOAM CHOMSKY
A cara antidemocrática do capitalismo
A liberalização financeira teve efeitos para muito além da economia. Há muito que se compreendeu que era uma arma poderosa contra a democracia. O movimento livre dos capitais cria o que alguns chamaram um “parlamento virtual” de investidores e credores que controlam de perto os programas governamentais e “votam” contra eles, se os consideram “irracionais”, quer dizer, se são em benefício do povo e não do poder privado concentrado.
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Política
| 13/10/2008
NOURIEL ROUBINI
Revisitando os 12 passos para o desastre financeiro
Em fevereiro deste ano, o economista Nouriel Roubini escreveu um artigo resumindo como a crise norte-americana iria se tornar mais severa e virulenta, podendo levar a um derretimento dos mercados financeiros e a uma recessão severa. Roubini começou a prever a catástrofe no mercado dos derivativos imobiliários há cerca de quatro anos. Foi chamado de louco e ridicularizado pelos oráculos de Wall Street.
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Economia
| 12/10/2008
ESPECIAL - FRANÇOIS CHESNAIS
O capitalismo tentou romper seus limites históricos e criou um novo 1929, ou pior
"Não quero parecer um pastor com a sua Bíblia marxista, mas quero ler uma passagem de O Capital: o verdadeiro limite da produção capitalista é o próprio capital; é o fato de que, nela, são o capital e a sua própria valorização que constituem o ponto de partida e a meta, o motivo e o fim da produção. O meio empregado - desenvolvimento incondicional das forças sociais produtivas - choca constantemente com o fim perseguido, que é um fim limitado: a valorização do capital existente". Leia a íntegra da palestra do economista francês François Chesnais feita em setembro, em Buenos Aires.
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Economia
| 09/10/2008
MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES
"Entupiu o sistema circulatório do capitalismo. Precisa agir rápido, antes que ocorra a trombose"
Em entrevista à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a crise. “As autoridades monetárias de todo o mundo têm que intervir rápido, antes que se forme a pior das bolhas, a de pânico, que é essa que está em curso", adverte. Para ela, o Brasil tem algumas vantagens importantes para enfrentar a crise, entre elas a existência de três fortes bancos estatais e pelo menos três grandes empresas públicas de peso, salvas do ciclo de privatizações desfechado pelo governo anterior. Isso dá ao governo instrumentos para intervir fortemente no mercado.
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Economia
| 08/10/2008
WALDEN BELLO
Tudo o que você quer saber sobre a crise mas tem medo de não entender
O que causou o colapso do centro nevrálgico do capitalismo global? O pior já passou? O que a crise de superprodução dos anos 70 tem a ver com os acontecimentos recentes? Qual a relação entre a política de reestruturação neoliberal, adotada para superar a crise de superprodução, e o colapso de Wall Street? Como se formam, crescem e explodem as bolhas e como se formou a atual bolha imobiliária? Walden Bello, professor de ciências políticas e sociais, oferece algumas respostas a tais questões.
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Economia
| 07/10/2008
CAPITALISMO EM CRISE
O pânico nos mercados após o Plano Paulson
Desde outubro de 2007, quando os índices da bolsa começaram a cair, já se sabia que estava iniciando uma situação financeira crítica. A pergunta que todos se faziam era: quão crítica é essa situação? A outra pergunta era se teria relação com a economia real ou não. Vinte bancos ficaram expostos aos riscos dos derivados creditícios relacionados a hipotecas. Dez deles já desapareceram.
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Economia
| 06/10/2008
A ESTRATÉGIA DO MEDO
Algumas coisas que a mídia não diz sobre a crise nos EUA
Em um artigo intitulado "Querem nos meter medo", o cineasta Michael Moore (foto) conta como centenas de milhares de pessoas entupiram os telefones e correios eletrônicos dos congressistas dos EUA contra a lei proposta pelo governo Bush para salvar os bancos em crise. E aponta como Wall Street e seu braço midiático (as redes de TV e outros meios) seguem com a estratégia de atemorizar a população.
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Economia
| 01/10/2008
ENTREVISTA: ERIC HOBSBAWM
A crise do capitalismo e a importância atual de Marx
Em entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall Street. E fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.
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Política
| 29/09/2008
JOSEPH STIGLITZ
A crise de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim
Para o prêmio Nobel de Economia de 2001, a crise financeira que atingiu Wall Street e os mercados financeiros de todo o mundo equivale, para o fundamentalismo de mercado, ao que foi a queda do Muro de Berlim para o comunismo. "Ela diz ao mundo que esse modelo não funciona. Esse momento assinala que as declarações do mercado financeiro em defesa da liberalização eram falsas", diz Stiglitz.
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Economia
| 25/09/2008
CAPITALISMO EM CRISE
O resgate de todos os resgates: golpe de Estado cleptocrata nos EUA
O governo dos EUA mudou radicalmente o caráter do capitalismo norte-americano. Trata-se, nem mais nem menos, de um “golpe de Estado” a favor da classe que Franklin Delano Roosevelt chamava de “bancgsters”. O que aconteceu nas últimas semanas pode alterar o curso do século que começa de maneira irreversível. Estamos diante da maior e mais desigual transferência de riqueza desde que se presentearam terras aos barões das ferrovias na era da Guerra Civil. A análise é de Michael Hudson.
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Economia
| 22/09/2008
• O fundo político da atual crise econômica
ESTADOS UNIDOS
O naufrágio do centro do mundo: entre a recessão e o colapso
A imensidão do desastre em curso, o radicalismo das rupturas que pode gerar, muito superiores às causadas pela crise iniciada em 1914, gera reações espontâneas de negação da realidade nas elites dominantes, nos espaços sociais conservadores e para além deles. Mas a realidade da crise está se impondo. Nos centros de decisão econômica, a incerteza vai se transformando em pânico. A análise é de Jorge Beinstein.
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Economia
| 12/05/2008
• No início da segunda etapa da crise global
BOLHA NATIVA
Especulação gera "tombo" de US$ 30 a US$ 40 bi no Brasil
A versão brasileira da "ganância infecciosa" é pedagógica. Ela contaminou mesmo os ícones do empresariado produtivo nacional e ajuda a entender a mecânica da lógica especulativa que se espalhou pelo planeta, graças à supremacia dos mercados financeiros desregulados que agora derretem.
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Economia
| 12/10/2008
CRASH DE 2008
A exumação do discurso neoliberal na mídia (I)
A endogamia entre a mídia brasileira e as forças políticas do conservadorismo, uma parceria que impôs ao país uma agenda "de reformas" para liberar os mercados e submeter a sociedade, não é um fato isolado e ocorreu em praticamente toda a América Latina. Em 2003, por exemplo, a revista Veja publicou uma edição especial saudando os "campeões do neoliberalismo", Margareth Thatcher e Friedrich von Hayek.
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Economia
| 13/10/2008
A ESQUERDA EM DEBATE
República e Socialismo, também para o século XXI
É faticamente possível e eticamente desejável um mundo que supere a monstruosa constituição da vida econômica do capitalismo tardio, onde uma pequena elite se arroga ao poder de organizar, despótica e irracionalmente, a produção mobilizando – ou, alternativamente, deixando parados – milhões de despossuídos. A percepção da própria debilidade não é desculpa para não tomar a iniciativa, segundo deixou assentado o modesto realismo do Galileu de Bertolt Brecht: “Quando a verdade está demasiado débil para defender-se, tem-se de passar à ofensiva”. O ensaio é de Antoni Doménech.
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Política
| 06/10/2008
"HÁ SINAIS DE GOVERNO?"
Capitalismo vive seu Ensaio sobre a Cegueira
No cinema e no romance não há forças de redenção para a anomia descrita por Saramago. Algo semelhante parece ocorrer nesses dias marcados por um certo conformismo bovino na fila do matadouro. Reside aí, talvez, a verdadeira dimensão sistêmica da crise. Não se trata apenas de um atributo de abrangência econômica, mas sim da virtual incapacidade política de seus protagonistas para acionar uma mudança de rumo.
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Economia
| 03/10/2008
STIGLITZ, ROUBINI E GALBRAITH x PAULSON E BUSH
"Não financiar as idiotices de Wall Street"
Três renomados economistas norte-americanos - Joseph Stiglitz, Nouriel Roubini e James K. Galbraith, filho do celebrado John K. Galbraith - polemizam com o governo Bush em torno da concepção de seu plano para o sistema financeiro. Para eles, o plano original equivale a privatizar os lucros e socializar as perdas.
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Economia
| 03/10/2008
CAPITALISMO EM CRISE (I)
A farra financeira consensuada pelas elites
Enquanto a mídia corporativa brasileira fala em crise, há décadas ativistas e intelectuais denunciam caráter explorador do sistema financeiro. Enquanto especuladores e banqueiros alimentam-se da desordem mundial da globalização financeira, trabalhadores em todo o planeta arcam com custos da “economia de cassino” dos EUA.
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Economia
| 24/09/2008
Busca:
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Estado: problema e soluções
O povo quer mais Estado porque sabe, por experiência própria, que é quem garante seus direitos, na contramão do mercado que, ao contrário, só acentua a concentração de renda e a exclusão social.
09/02/2010
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Colunistas
Flávio Aguiar
A bailanta financeira
Além de recuperar o Estado como elemento interventor na Economia, a presente crise trouxe palavras curiosas à tona. Uma delas é a “Economia real”. Fala-se de uma “Economia verdadeira”, e de uma “outra Economia”. Que diabos quer dizer isso?
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20/10/2008
Emir Sader
A crise e o poder global depois dela
Em que medida a crise atual afeta as relações de poder no mundo atual? A nova relação de forças vai depender das disputas sobre quem pagará os pratos quebrados e que tipo de discurso triunfará, como interpretação da crise. Apelar ao Estado, depois de 1929, foi sempre um instrumento inclusive do liberalismo, para recompor as condições de funcionamento do mercado.
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19/10/2008
Flávio Aguiar
A crise na França
A líder do Partido Socialista francês, Ségolène Royal, e a presidente de honra da Attac, Susan George, apresentaram interessantes propostas para enfrentar a crise financeira. A questão é como vai se constituir uma nova frente política à esquerda capaz de reverter as atuais hegemonias conservadoras na Europa.
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18/10/2008
Gilson Caroni Filho
Serra e a blindagem da TV Globo
O que Perseu Abramo destacou como “padrões de ocultação", fragmentação" e "inversão" foram a tônica de um noticiário mais empenhado em evitar desgaste de Serra na véspera do segundo turno das eleições municipais do que explicar os motivos que levaram a barbárie a tomar as ruas paulistanas.
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17/10/2008
Michel Husson
O capitalismo obsceno
Os recursos públicos destinados hoje para atingir os Dez Objetivos do Milênio, fixados pela ONU, estão na casa dos 28 bilhões de dólares. Para cumprir esses objetivos até 2015 seriam precisos US$ 1,2 trilhões. A crise financeira acaba de engolir o equivalente às somas necessárias para arrancar uma boa parte da humanidade da miséria.
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16/10/2008
Ignacio Ramonet
O fim de uma era do capitalismo financeiro
A arquitetura financeira internacional cambaleou. E o risco sistêmico permanece. Nada voltará a ser como antes. E essa crise ocorre num momento de vazio teórico das esquerdas, que não têm um “plano B” para tirar proveito do descalabro. Em particular as da Europa, asfixiadas pelo choque da crise, quando seria tempo de refundação e de audácia.
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14/10/2008
José Luís Fiori
O mito do colapso americano
Apesar da violência desta crise financeira, não deverá haver um vácuo nem uma 'sucessão' na liderança política e militar do sistema mundial. E, do ponto de vista econômico, o mais provável é que ocorra uma fusão financeira cada vez maior entre a China e os Estados Unidos.
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08/10/2008
Boaventura de Sousa Santos
O impensável aconteceu
O Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição.
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24/09/2008
José Luís Fiori
A moeda, o crédito e o capital financeiro
Ao estatizar duas de suas maiores empresas de financiamento hipotecário, os EUA deram uma aula, curta, sintética e brilhante, sobre a natureza do capitalismo, e sobre o funcionamento dos seus mercados. Neste sistema, não existe um "conflito perene" entre a política e o mercado, mas uma sólida aliança entre o poder e a finança.
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14/09/2008
Gilson Caroni Filho
O dia em que Hayek chorou
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
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26/09/2008
Análise & Opinião
Luís Carlos Lopes
As duas crises mais importantes do capitalismo nos últimos cem anos
A presente crise é muito grande, lembrando a de 1929. Isto não é casual. Diferentemente das crises intermitentes do capitalismo internacional, a atual está fortemente vinculada ao avanço neoliberal e a globalização sem precedentes das economias da face da terra. Jamais teria ganho esta dimensão sem estes fatos.
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17/10/2008
Parcerias
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