Internacional| 29/10/2009 | Copyleft

Só EUA, Israel e Palau defendem bloqueio contra Cuba

Mais uma vez, a Organização das Nações Unidas condenou o bloqueio aplicado pelos Estados Unidos contra a ilha. Em uma nova votação, 187 países disseram não ao bloqueio, deixando em uma posição isolada os três únicos defensores da medida: os EUA, Israel e Palau. Proibições e restrições seguem atingindo diversas áreas. Recentemente, a Orquestra Filarmônica de Nova York foi proibida pelo governo norte-americano de se apresentar em Cuba. Governo cubano vê alguns passos positivos de Obama, mas diz que eles ainda são extremamente limitados e insuficientes.

Mais uma vez, a esmagadora maioria dos países do mundo condenou, na Organização das Nações Unidas, o bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. Este ano, 187 países disseram não ao bloqueio, superando o recorde de votos de 2008, com dois votos a mais. EUA, Israel e Palau voltaram a integrar a pequena lista de países que votou contra o fim do bloqueio.

O governo de Cuba, por sua vez, reiterou que o bloqueio dos EUA contra a ilha permanece intacto e constitui uma violação massiva, fragrante e sistemática dos direitos humanos. “Esse cerco continua sendo uma política absurda que provoca carências e sofrimentos, aparecendo tipificado, na Convenção de Genebra de 1948, como um ato de genocídio inaceitável eticamente”, disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

Falando no plenário da Assembléia Geral das ONU, o chanceler acrescentou que essa política é um ato de ignorância e acusou Washington de mentir quando diz que se trata de um assunto bilateral. Rodríguez lembrou que a aplicação extraterritorial das leis do bloqueio, como a Helms-Burton e a Torricelli, também afeta aos demais Estados da ONU e apontou que 56 países sofreram sanções no último período, em função desta legislação. “Essas proibições, desumanas e anacrônicas, não se aplicam somente a Cuba, mas também aos países que vocês representam”, disse.

Ele falou também sobre o impacto do bloqueio, em especial nas áreas da infância, medicina, telecomunicações, alimentação, cultura e ciências. Recentemente, a Orquestra Filarmônica de Nova York foi proibida pelo governo dos EUA de tocar em Cuba.

As 1.941 embarcações que atracaram em Cuba, entre julho de 2008 e julho de 2009, foram proibidas de entrar nos portos dos EUA durante 180 dias. O chanceler destacou ainda que, segundo recentes pesquisas, 76% dos cidadãos estadunidenses se opõem ao bloqueio. Além disso, cresce a pressão do setor empresarial pelo fim do bloqueio. As empresas dos EUA estão proibidas de investir em Cuba e de entrar no mercado da ilha. Isso faz com que as empresas de outros países não sofram a competição das companhias norte-americanas em Cuba.

Ao comentar a prorrogação da aplicação do bloqueio, em setembro deste ano, Rodriguez rechaçou o pretexto do interesse nacional dos EUA, utilizado por Barack Obama. “Nenhuma pessoa séria pode sustentar que Cuba é uma ameaça é uma ameaça à segurança nacional da única superpotência”.

O governo cubano também exigiu o fim da inclusão de Cuba nas listas de supostos Estados patrocinadores do terrorismo e exigiu a libertação de cinco ativistas cubanos presos nos EUA desde 1998. “O presidente Obama tem a oportunidade histórica de mudar essa política e acabar com o bloqueio. Ele tem os instrumentos executivos que permitiriam, agora mesmo, modificar substancialmente a aplicação das medidas de bloqueio”, observou o chanceler, que qualificou como positivos, mas extremamente limitados e insuficientes, diversos passos dados pela Casa Branca para desmontar as duríssimas restrições aplicadas pelo ex-presidente George W. Bush.

“A realidade é que ainda não voltamos sequer à situação de 2004, quando os EUA permitiam um certo nível de intercâmbio com contrapartidas cubanas”.



 

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COMENTÁRIOS (17 Comentários)
       
Opinião Comentário Autor Data
Até quando os americanos e ... JoseCarlos Moraisd... 17/11/2009
Taí uma coisa que Barack Ob... Jorge Ernesto Cout... 05/11/2009
Quem aguenta Israel????????... Tania Mendes 02/11/2009
ESTA POTÊNCIA, EUA, SE PÕE ... PAULO SÉRGIO 01/11/2009
O povo cubano, em que pese ... edMariz 01/11/2009
Convenhamos, um presidente ... Eurico Zimbres 01/11/2009
Ou a ONU recebe algumas atu... ronan wittee 01/11/2009
Algumas pessoas acreditam q... Silvio 01/11/2009
O resultado destas votações... Jair de Souza 31/10/2009
Eu iria além. Acho que após... Rafael Chat 31/10/2009
o mundo ficou mais uma vez ... fusca 31/10/2009
Henry Kissinger participou ... Chico Guil 30/10/2009
Israel não consegue mais es... KABU 29/10/2009
OS NAZISTAS GENOCIDAS DOS E... Carlos Henrique Si... 29/10/2009
Caros, Palau é quase uma... Luiz Carlos Fabbri 29/10/2009
Fidel disse há dias (salvo ... Guilherme Coelho 29/10/2009
Afinal de contas, se o mund... Vianna 29/10/2009
 
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31/08/2010

Uma análise do poder midiático na Argentina : O discurso que Cristina Fernández de Kirchner fez em 24 de agosto foi mais além do que tinham ido todos os discursos dos presidentes argentinos até hoje. Ninguém – nem sequer o primeiro Perón ou Evita – fizeram tal desconstrução da estrutura do poder na Argentina. De quê ela estava falando? Do poder nas sombras, do poder detrás do trono, do verdadeiro poder. Qual é? É o poder midiático. A direita não tem pensadores, tem jornalistas audazes, agressivos. E a mentira ou a deformação pura e plena de toda notícia é sua metodologia. O artigo é de José Pablo Feinmann.

Os EUA, o Chá e o 11/09: modernidade e regressão : Embora o Partido do Chá não constitua um partido oficial, represente a maioria ou detenha uma face única, sua mobilização social atrai segmentos diversos. A sua atração reside na externalização de problemas ao outro, o governo, as instituições públicas ou o diferente, sintetizado em um discurso composto pelos “antis” e pelos “prós”: anti-Estado, anti-impostos, anti-minorias, anti-direitos civis e sociais, pró-armas, pró-vida, pró-religião. O espírito é conservador, o que gera posições paradoxais: critica-se a reforma da saúde e do sistema financeiro como intrusivas, mas, ao mesmo tempo silencia-se ou apóia-se o Ato Patriota que, mais do que estes ajustes, é contrário às liberdades individuais. O artigo é de Cristina Soreanu Pecequilo.

Un análisis del poder : El discurso que la presidenta CFK ofreció el 24 de agosto fue más allá de lo que han ido todos los discursos de los presidentes argentinos hasta la fecha. Nadie –ni siquiera el primer Perón o Evita– procedieron a una destotalización de la estructura del poder en la Argentina. Analíticamente, destotalizó, en primer término, la totalidad y luego la armó otra vez para exhibir su funcionamiento. ¿De qué estaba hablando la Presidenta? Del poder en las sombras, del poder detrás del trono, del verdadero poder. ¿Cuál es? Es el poder mediático.

30/08/2010

"Hay que persuadir a Obama de que evite la guera nuclear" : Durante alrededor de cinco horas que duró la charla-entrevista –incluido el almuerzo– con La Jornada, Fidel aborda los más diversos temas, aunque se obsesione con algunos en particular. Permite que se le pregunte de todo –aunque el que más interrogue sea él– y repasa por primera vez y con dolorosa franqueza algunos momentos de la crisis de salud que sufrió los pasados cuatro años. "No quiero estar ausente en estos días. El mundo está en la fase más interesante y peligrosa de su existencia y yo estoy bastante comprometido con lo que vaya a pasar. Tengo cosas que hacer todavía".

"Não tenho dúvida de que ocorrerão grandes mudanças no México" : Na segunda parte da entrevista à jornalista Carmem Lira Saade, do La Jornada, Fidel Castro comenta suas recentes declarações a respeito de uma fraude que teria ocorrido nas últimas eleições presidenciais mexicanas prejudicando o candidato Andrés Manuel López Obrador.

Fidel Castro: “Cheguei a estar morto, mas ressuscitei” : Em entrevista exclusiva ao jornal La Jornada (a primeira concedida a um veículo impresso desde que uma diverticulite obrigou seu afastamento da liderança do governo cubano), Fidel Castro fala sobre o que aconteceu, diz que esteve à beira da morte, mas ressuscitou. E fala de seus planos para o futuro: "Não quero estar ausente nestes dias. O mundo está na fase mais interessante e perigosa de sua existência e eu estou bastante comprometido com o que está acontecendo. Ainda tenho muitas coisas para fazer".

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