22/11/2007

O povo contra a "opinião pública"

Um jornalista brasileiro, de luto fechado pela derrota do seu candidato à presidência da República, depois de dar por favas contadas a vitória, afirmou: “O povo votou contra a opinião pública”. Afirmação que permite que nos perguntemos: que povo é esse que não respeita a “opinião pública”? Mas, sobretudo: que “opinião pública” é essa, que se choca com a opinião do povo? E que jornalista é esse, que imprensa é essa, que fabrica – conforme a expressão de Chomsky – uma “opinião pública” ilusória?

Duas matéria publicadas no mesmo dia - 11/11/2007 – por dois dos três jornais de maior tiragem no Brasil – Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo – nos permitem entender melhor esses mecanismos. O desencontro entre a “OP” forjada pela mídia oligopólica tem, por exemplo, como um de seus carros-chefe, em que pretenderam nestes anos todos expressar uma suposta opinio majoritária da sociedade, um ponto de vista favorável às privatizações – aqui personificadas pelo governo FHC. No entanto, em pesquisa encomendada por um desses jornais – O Estado de São Paulo -, publicada em um espaço meio escondido – no caderno Economia de 11/11/2007: “Maioria é contra privatizações” – 62% contra e 25% a favor.

O que diz, além disso, o povo, contra a “OP” forjada? Que a privatização não melhorou os serviços prestados: na telefonia (grande “orgulho” dos privatizadores): 51% dizem que não, 37, que sim. Rejeitam a privatização das estradas 47% contra 36% a favor: contra a privatização da energia elétrica 55%, a favor 31%; contra a privatização de água e esgoto, 54%, a favor, 29%.

Perguntados expressamente se o governo FHC fez bem ou mal em privatizar, 55% condenaram a privatização da telefonia contra 33 a favor; 53% condenam a privatização das estradas, 33% são a favor; 59% contra a privatização da energia eletrica, 29% a favor; 59% contra a privatização da água e esgoto, 27% a favor. Consultados se o governo Lula fez bem ou mal em privatizar rodovias e estradas, de forma coerente 49% diz que fez mal, 35% que fez bem.

Uma maioria esmagadora rejeitou qualquer tentativa de privatização de empresas como o Banco do Brasil (77% contra), a Caixa Econômica Federal (78%) e a Petrobrás (78%). Os mais ricos revelam menores taxas de rejeiço às privatizações (35%), mas entre os mais pobres apenas 15% as aprovam. Na região mais pobre do país, o nordeste, a rejeição às privatizações é a maior (73%), confirmando que os mais pobres são as principais vítimas desse processo socialmente cruel. Mas mesmo regiões de nível de renda mais alto, como o Sul e o Sudeste, apresentaram rejeição das privatizações – 67% contra 21% e 56% contra 39%.

Portanto um ponto de vista, evidenciado pela primeira pela mídia mercantil, de que os pontos de vista dos editoriais, das pautas de cobertura das editorais, dos colunistas desses órgaos, que tentaram, ao longo das ultimas décadas, vender a privatização como um anseio nacional, na realidade refletia os seus interesses como empresas privadas, assim como os do grande capital que financia a esses orgaos por meio da publicidade.

Quem compõe, então, essa “opinião pública”, por meio da qual se tenta impingir ao país uma visão claramente minoritária, como se fosse majoritária e refletisse os interesses do país? Outra matéria, do mesmo dia, na Folha de São Paulo, nos dá pistas desse universo restrito e elitista, que essa imprensa tenta passar – em um caso clássico de operação ideológica – como da maioria da população.

Depois de ter que confessar que a queda dos leitores dos jornais é um processo em queda livre e irreversível, porque o jornal, que já havia tido uma tiragem de 530 mil exemplares em 1997, dez anos depois, com todo o crescimento demográfico da população brasileira, viu essa tiragem cair para 307 mil, isto é, uma queda de 44% . Considerando que é uma tendência forte e irreversível, praticamente um de cada dois leitores deixou de ler o jornal, que ainda assim continua a ser de maior tiragem, porque a queda de leitores é generalidada na imprensa escrita. Hoje os três jornais de maior tiragem têm uma média diária de 836 mil exemplares, quando já tiveram o dobro há uma década.

Mas o mais signicificativo – além de que o universo da “OP” forjada pela mídia mercantil é cada vez ainda mais restrito – é que o universo de leitores se concentra nos setores mais ricos do país: 90% estão nos grupos A e B, lugar onde estão apenas 18% da população. 68% dos leitores do jornal tem nível superior, situação de apenas 11% da população. São estes excluídos da riqueza e dos diplomas universitários os que compõem a grande maioria do povo e se opõem à “OP” da mídia mercantil.

Esta está composta – além dos mais ricos e instruídos formalmente – por brancos, católicos, casados, com filhos, com bichos de estimação, estão entre os 23 e 49 anos, fazem exercício, comem em restaurantes, freqüentam shopings, cinemas, livrarias, usam internet, DVD, têm celulares, computadores e câmeras digitais. Isto interessa muito ao jornal, porque lhe interessa que seu círculo de leitores, embora pequeno proporcionalmente, seja grande consumidor.

Como correspondência da evolução direitista do jornal, a maioria dos seus leitores deixou de ser do PT – com queda de 34% par 13% - , passando a dispor de maioria de leitores do partido da nova direita – o PSDB, de FHC -, com 13% dos leitores.

Está decifrado o dilema: por um lado, a “OP”, constituída pelos leitores da grande mídia mercantil: ricos, com os melhores lugares no mercado de trabalho e acesso monopolista a bens materiais e espirituais, universo consitituído em função dos consumidores que interessam às agências de publicidade, para que estas veiculem publicidade das grandes empresas privadas. De outro, a grande massa da população, que não lê esses jornais, que é vitima do processo de concentração de renda promovida pela globalização liberal. Esta maioria tem derrotado a “opinião pública” no Brasil, na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Uruguai, no Equador, forjada pela direita e que pretende seqüestrar a opinião do país, que nas eleições – a maior e mais ampla pesquisa de opinião pública – tem promovido sistematicamente a eleição e a reeleição dos candidatos mais progressistas na América Latina.

Postado por Emir Sader às 05:34

61 Comentários

Murilo Dias César diz:

30/01/2010

CARO PROF. EMIR:

Posso estar enganado, mas ainda ninguém publicou um estudo, tese universitária, livro, até mesmo um simples artigo sobre o "love-affair" entre a mídia e os bancos privados brasileiros. Sempre achei no mínimo estranho, por exemplo, que o Jornal Nacional, o maior informativo televisivo brasileiro, com sabe-se quantos milhões de telespectadores, seja sempre, SEMPRE, SEMPRE PATROCINADO POR UM BANCO, inclusive por "banco que nem parece banco". Qual seria - ou será - a ligação que existe entre os bancos privados, volto a repetir, e a grande mídia? Mistério. Não sei se a informação procede, mas o Banco Itaú não é hoje um dos "proprietários" do jornal Estado de São Paulo? E qual e a relação entre o Grupo Folha e os bancos? Um dos jornais editados pelo grupo VALOR ECONÕMICO, que tem uma circulação minúscula (principalmente considerando o seu tema principal) como é que sobrevive?
Fica a sugestão para uma futura pauta: que tal um dos jornalistas de CARTA MAIOR fazer uma matéria sobre mídia & bancos privados?
Murilo D. César

Geraldo Peres diz:

18/01/2008

O professor foi muito feliz na elaboração deste texto, pois o que a GRANDE MÍDIA fez neste País ao longo de décadas foi mostrar ou publicar somente o que era de interesse da elite, criando rótulos sobre pessoas, sobre grupos organizados, políticos, etc; que figuravam naquele contexto como ameaça ao sistema vigente até então. Se alguém duvida do que eu estou dizendo assista ao documentário " O BRASIL ALÉM DO CIDADÃO KEYNE" e verá o que aconteceu nos bastidores desta que classifico como Grande Mídia. Se o povo votou contra a opinião pública, isto se deve e muito a este instrumento fantástico de informação que é a internet, onde há espaços democráticos de debates como esse na "Agencia", em que se publica os comentários na íntegra e não apenas os comentários a favor da opinião do autor.

E Junior diz:

11/01/2008

Já que falou tanto em mídia golpista, gostaria de acrescentar neste rol a "agencia " como um verdadeiro veículo a favor do governo, com opiniões tendenciosas, quase sempre com artigos raqquíticos de informação, vazios que serve somente para os adoradores do comunismo.

José Bonfim diz:

21/12/2007

Há algum tempo os conservadores decretaram o fim da História e se autoploclamaram "formadores de opinião".
Ninguém podia contestar as suas opiniões e previsõe do futuro(?). A opinião pública foi privatizada pelo oligopólio das empresas de comunicação.
Esses grupos, que foram os mesmos que se beneficiaram das benécias de governos, que administravam de forma irresponsável o patrimônio público e depois venderam "a preço de banana", com finaciamento do BNDES, não contam que eram os patrões, os responsáveis pelos desmandos nas empresas estatais, que, mesmo sem investimentos, sobreviviam graças ao talento e dedicação dos seus funcionários.
Acontece que o povo começou a não enxergar o mundo com os mesmos olhos dos "senhores de todas as verdades" e aí resolveu dar uns "pitacos" , levando ao poder governantes como Lula, Chaves, Morales e vai por aí.

J Carlos diz:

19/12/2007

Concordo inteiramente com o leitor Marcos e acrescento mais. Quem acha que o sistema telefonico antes da privatização funcionava melhor sofre de memória fraca. Nào havia linha telefônica disponível, pagava-se uma fortuna no mercado negro ou se esperava uns 5 anos pela instalação. Bobagem pura criticar a privatização da telefonia.

alfio diz:

06/12/2007

no dicionário demo-tucanês opinião pública externa a opinião de uns poucos apaniguados em detrimento da grande massa, esta sim, dona da verdadeira opinião pública.
Apoiados pela mídia servil, vão que vão pensando em enganar aqueles que nãos e deixarão "levar no bico" - nosso povo está, pouco a pouco, mostrando a real página da história da nação tupiniquim.
alfio

Sergio da Silva Fiuza diz:

05/12/2007

O duro é que estes Jornais, Revistas e TV's controlam o tom da política através do Congresso Brasileiro, pois a maioria dos Parlamentares (PRA-LAMENTARES) tem o perfil delineado dos assinantes.

Marcelo Fonseca diz:

02/12/2007

Caro Emir, gostaria se possível de alguns esclarecimentos com relação à realidade política do Estado de São Paulo: não consigo entender porque o principal Estado brasileiro (diga-se mais desenvolvido) tem uma hegemonia tucana nos últimos 12 anos? O que explica isso? Acabei de tomar conhecimento da pesquisa que aponta "José Serra" como sucessor de Lula!!!!! (Folha de São Paulo)... Por que eles (oligarquias) mesmo depois da demonstração que obtiveram nas eleições de 2006 não desistem de manipular a população???? Grato se puder responder!!! Grande abraço deste seu admirador.

Rafael Chat diz:

29/11/2007

Dêem-se por satisfeitos se a voz do povo não é ouvida, porque ele é muito mais conservador que a elite brasileira.

Eduardo diz:

29/11/2007

Qual utensílio doméstico tem mais cocô? o vaso sanitário, o ventilador ou a TV?

Raúl diz:

27/11/2007

Caro Prof. Emir Sader,

Seria importante para definir melhor como se constroi e publica uma OP o alcance das concecionárias de TV, que esta fortemente presente nos setores de consumo C e D e demais.

Sérgio Mendonça diz:

27/11/2007

Caro Prof. Emir,

eu gostaria de estar livre das declarações desastrosas do presidente que mais lesou o patrimônio público brasileiro. Que vendeu a 10% do preço real (quando mais valorizava o patrimônio) empresas públicas construidas ao longo de décadas e que contavam a história de como o país deixou de ser dependente de importados(compulsórios) ingleses . Que destruiu o já fragiu sistema educacional de nosso país. Sempre insensível às carências dos universitários e professores, provocou a maior evasão de cientistas que o país já teve e as greves de professores mais longas por meio de sua política de desvalorização do fucionalismo público. E metódicamente minou as possibilidades de o Estado prover educação gratuita em todos os níveis. Que, sendo aposentado desde os 35 anos, chamou a todo os demais aposentados de vagabundos. Isso para citar apenas estas dentre tantas humilhações que tivemos de suportar de FHC.
Mas hoje tenho que ouví-lo arrotar mais descomposturas e deselegâncias em horário nobre graças aos enormes lucros que as privatizações deram à mídia que apoiou e apoia todas as ações dos tucanos e pefelistas(acho debochado o uso do novo nome, Democratas, para antigos viciados nas beneces da ditadura). E que sobrevivem em grande parte graças às caríssimas campanhas publicitárias como as da Vale do Rio Doce que, acredito, custam mais caro que os supostos "programas sociais" divulgados. Contudo o que me causa maior dor é saber que muitos brasileiros que gozam, ou gozaram, do privilégio de ter acesso à melhor educação adotam as palavras rançosas do ex-presidente como suas.
O preconceito e as meias verdades, que embasam o modo de governar tucano, são diariamente reafirmados pelos grandes veículos de mídia em poderosa doutrinação. E foi assim durante todo o governo FHC, que esteve todo o tempo de seu governo blindado por esse expediente. Assim a lógica das privatizações, que na verdade eram a entrega do bem público a um grupo de amigos do príncipe por preço vil, passava a ser visto como o fim dos cabides de emprego (reedição da caça aos marajás). E a mentira de que todas as estatais davam prejuízo era para camuflar que uma estatal tem o bem comum por finalidade e não o lucro.
Outro expediente cirurgicamente utilizado pela mídia para manipular a opinião pública tem sido também a deturpação da ordem em que os fatos ocorrem. Assim ninguém sabe muito se a segunda pista da Imigrantes foi construída antes ou depois da privatização da rodovia. Os jornalões omitem o fato mas ressaltam que depois da priuvatização as condições da rodovia melhoraram muito. Outro caso é com relação à telefonia que teve sua abrangência ampliada por investimentos públicos da ordem de 21 bilhões de dolares antes de ser entregue por 22 bilhões aos "ermanos".
Hoje o cidadão paga exponencialmente mais caro por todos os serviços que antes eram públicos( e que por isso não visavam lucros) sentindo-se vingado por não alimentar uma corja de encabidados e ainda ter um serviço melhor, sem raciocinar que os parasítas privados que sugam seu sangue hoje são muito mais vorazes.
Por fim a mídia, para proteger seus patrocinadores e o grupo político que gerou essa situação, desesperadamente chama a atenção do povo para a enorme(não quetiono) carga tributária. Enquanto que por sua vez os tucanos, que aumentaram continuamente a carga tributária ao longo de seu governo vem prometer reduzí-la. Assim, posando de salvadores contra um mau que eles mesmo geraram, mas que esperam que isso não seja lembrado. É bom lembrar que, a exemplo dos tucanos, os republicanos nos EEUU sempre compram o voto com promessas de redução de impostos.

Um grande abraço Professor

dioniso artuffo diz:

26/11/2007

Quando o prof. Emir refere-se a essa opinião pública "forjada" pela mídia oligopólica, parece-me que comete um erro de entendimento. Essa "opinião pública" não foi forjada. Ela verdadeiramente existe e é bastante poderosa economicamente. 0 que acontece é que para um jornalão ou um outro meio de comunicação do mesmo time, opinião pública é algo que deve ficar restrito aos segmentos mais ricos e educados da nossa população. O populacho ou a grande maioria não conta. Daí o desencontro entre os resultados das pesquisas sobre as privatizações e a opinião do jornal (o mesmo que as encomendou ) a favor delas, alegando o apoio da "suposta" opinião pública.
Sou contra muitas privatizações. No caso da telefonia o Brasil fez um mau negócio e estamos pagando caro pelo erro. Antes uma linha telefônica era muito cara e as tarifas eram baratas. Hoje você paga pouco para que uma empresa instale uma linha na sua residência ou na sua empresa. Em compensação os preços das serviços explodiram. Qualquer brasileiro, nas grandes e médias cidades, realmente pode ter uma linha telefônica. O problema é que seu uso uso ( dado os altos preços das tarifas) está proibido.
Deveríamos ter modernizado as teles estatais brasileiras. Teríamos feito um bom negócio, e a Telefônica e outras não teriam comprado quase de graça as empresas que pertenciam a todos nós brasileiros.

Gilberto Gonçalves diz:

26/11/2007

Caro Jacques de Queiroz ferreira: É isto mesmo. Não temos tribunas. Acho que o caminhos é voltar aos velhos tempos do mimeografo. Copiar a análise, fazer uma duas cópias e colar no bar da esquina e no ponto de ônibus mais próximo. Tenho feito isto.

Carlos Eduardo Backes diz:

26/11/2007

Mto bem colocado! Não é de hj q essa OP não fala a mesma língua da massa... o triste é que ainda perderemos mais alguns anos até que nos livremos dessa OP forjada!

[]s

mARIAH diz:

26/11/2007

Já que alguns falaram em CPMF, quero dizer que sou totalmente A FAVOR da aprovação. Este é o imposto mais justo. Ninguém escapa, ninguém sonega. Prefiro que tirem outros impostos este deve ficar. aLÉM DO MAIS VAI TODO PARA A SAÚDE E O BOLSA FAMÍLAI.

Dr.João Francisco Lobo Ribeiro diz:

25/11/2007

É muito exata a observação. E, vem-se comprovando esse fato diáriamente até no comércio. O Marcos que observa sôbre a linha telefônica,esquece que nada adianta o fato que citou,pois, talvez estranhamente para êle, eu antes tinha três telefones fixos e agora só tenho um,e de repente me livro dêle e fico sem.A mulher e filhos têm celular pré.O que todo mundo está fazendo....e muitos ficam sem usar,pq
não podem pagar um cartão de 20.As lojas não querem vender celulares pós, e porque ? Ficam insistindo em oferecer pré. A SERASA e o SPC são inquestionáveis, e no comércio,quem quer vender já avisa : "Crédito sem consulta à SERASA e SPC" A "redução" da inflação é ilusória. O que reduziram foi o salário.O cidadão,trabalhador,assalariado,recebe cada vez menos e tem que somar vários empregos,dia e noite,etc. Isto os que podem,pois a maioria fica preso,escravizado,nada pode fazer além de trabalhar e para receber um minguado salário e nem tem tempo de fazer mais nada a não ser trabalhar, e o salário mal dá para comer. Será que o idiota do Marco não vê que faz parte de menos do que 10% da população , para os quais 10% melhorou,sem dúvida ,Mas, e os outros 90% de cidadãos brasileiros,o que fazem ? Usam um jornal usado para limpar, quando têm um jornal pois a maioria que lê, o faz em pé nas bancas que pregam o jornal ali na parte externa,não dá prá comprar. Acho-te uma graça...se nem comprar jornal o cara pode,como é que êle vai comprar uma linha telefônica.Agora é fácil é porque são pouquíssimos que adquirem telefones.Sim, privatizou,globalizou,acabou a inflação ? Claro,pois acabou também o dinheiro,porque sem salário, só milionário é que tem dinheiro. O "plano" FHC arrochou os salários brutalmente. Nunca se ganhou tão pouco por 12-14 horas de trabalho diário,nunca se recebeu tão pouco salário. E nunca se roubou tanto, E,nunca se matou tanto em todo o país. Êsse o resultado do "Plano Real" com privatizações e restrição do uso da moeda ou dinheiro pela população,que não o tem.E quem se ilude, que tem, fica completamente endividado, com o "crédito fácil" armadilha, e agiotagem oficial dos bancos,e verdadeira bancocracia,nunca vista antes. O país,após o golpe suicida de 1964 está em guerra permanente e brutal e com queda brusca dos valores éticos e morais,e não divulgam porque não lhes interessa a essa mídia, só mostram ilhotas de bem estar, num país miserabilizado e com a violência assustadora em que se mata mais do que numa guerra convencional. E, não estão vendo ???
Será que ainda existem idiotas como Marcos,que cego,
não vê o que está visível, escancarado, e na verdade,hoje o jornalismo,a imprensa e a televisão se dedicam mais a esconder do que a mostrar, ou a esconder através mostrar outras coisas, como novelas absolutamente fora da realidade para hipnotizar donas de casa e nem isso conseguem mais? O que fazer ? É até difícil parar de falar e concordar com o texto e querer acrescentar milhares de detalhes do dia a dia que comprovam essa falência da Economia brasileira, intitulada vitória e ainda a fantasia da descoberta de poço de petróleo, que em nada vai reverter para a cada vez mais perversa distribuição de renda,que é o que torna um país uma nação, um conjunto de falantes de mesma lingua e costumes.Pois o que se vê é a desagregação desse conjunto com a concentração da renda em umas famílias que nem habitam mais o país pois torna-se desconfortável habitar em meio a esses pobres ignorantes e até perigosos remanescentes brasileiros, que ainda acham que são um país.

Rosa diz:

25/11/2007

Recordo que após a reeleição de Presidente Lula, a mídia ultragolpista & conservadora mostrou-se desapontada com a vitória em que ela trabalhou vergonhosamente contrária. Muitos foram os discursos de que " a opinião pública não seguiu a mídia". Ora, quem disse que a mídia tem verdade nas mãos? Pode-se até pensar que o povo trabalhador brasileiro ultrajado no que tem de mais nobre - direito ao trabalho - não sabe votar ou vota mal porque é semi-analfabeto. A mídia ainda não conseguiu engolir que o Brasil mudou ou está mudando frente a tantas questões sociais colocadas. Opinião pública nasce e se nutre no seio do povo que luta pela transformação desse mundo ignóbil e que deseja fazer história como sempre aconteceu. A Reforma Agrária ainda não saiu do papel. Mas os banqueiros e megaempresários estão muito bem, obrigado. E as crianças e jovens? E os chefes de família com este ridículo salário chamado ironicamente de mínimo? Vamos à luta, companheiros! Jamais desanimem, mesmo que estejamos longe uns dos outros.

Afinsophia diz:

25/11/2007

O médium televisivo age de forma a disciplinar os corpos. Sua própria estrutura (e aqui não importa o conteúdo vinculado) é um espaço fixo fechado. Seus programas são direcionados segundo a lógica do capital que implica em uma realidade sintetizada em uma ordem econômica-social própria da relação produtor-consumidor. E como o médium televisivo não trata a opinião pública como um acontecimento onde todos falam e são ouvidos, como ela tenta escamotear o movimento intensivo da efetividade (sem consegui-lo), toda a sua forma é para aumentar a exploração econômica dos corpos e impotencializá-los politicamente.

Leia o resto da coluna semanal "A Mídia Televisiva e a Opinião Pública" em http://afinsophia.wordpress.com

Dermeval diz:

25/11/2007

Sejamos honestos, caro Emir. Desde quando se pode confiar em Mìdia Mercantil ? Mídia Chapa branca, então, nem falar... Escreve um blogueiro do sítio apelidado, Brasilianas, que a nossa querida Carta Maior é subvencionada pela Ford Fundation ? Se for verdade, arrisco uma piada: seria resquício da influência de Gramsci que, em - Americanismo e Fordismo -, elogiou o sistema taylorista aplicado pelo patriarca Henry Ford ? Se for verdade, arrisco uma pergunta: até onde voces são independentes ? A revista Caros Amigos, volta e meia veicula propaganda da Coca Cola. Será que não tem saída para a mídia alternativa ? Até o irreverente Pasquim dos anos sessenta, buscou abrigo das intempéries financeiras no asqueroso guarda-chuva (logotipo da empresa) do Banco Nacional, do senador golpista Magalhães Pinto. Um dos favorecidos no Proer de FHC. O cartunista mineiro Ziraldo era gerente do Pasca, naqueles anos de chumbo. Fora da internet, será que nunca teremos mídia independente?

Pedro de Alcântara diz:

24/11/2007

Os resultados das pesquesas sobre as privatizações são alentadores. São porque, acredito, já revelam que o descontentamento com o capitalismo se manifesta ora aqui, ora ali, e vai assumindo uma forma que já parece permitir ações políticas concretas. Em artigo intitulado Vergonha do Lucro, a revista Exame revela que apenas 10% da "opinião pública" considera que o papel das empresas é de dar lucro aos acionistas. Pelo visto existe mais de uma "opinião pública"...

Sérgio Daniel Nasser diz:

24/11/2007

Os colégios privados proliferaram-se na década de 1990. As classes médias brasileiras, percebendo o descaso do governo FHC com a educação pública, optou por "deixar o barco afundar", matriculando seus filhos nas escolas privadas que abocanhavam esse promissor mercado (ninguém duvida que ali a educação era mercadoria) que surgia. Assim, o espaço público cedeu lugar à iniciativa privada na educação, por excelência um dever público. As escolas públicas, sucateadas, ficaram para as classes populares. Já as escolas privadas foram tomadas pelas classes médias e abastadas, hierarquizadas pela lógica de mercado: quem paga mais selecionada ainda mais o universo de convívio de seus filhos. Como professor é triste constatar que, hoje, um colega contratado pela iniciativa privada passa por condiçoes de trabalho pré- legislação trabalhista: poucas escolas privadas assinam carteira de trabalho; não pagam salário nos meses de janeiro e fevereiro, apesar de cobrarem mensalidades dos alunos; férias é sinônimo de vadiagem; o professor deve-se curvar aos mandos da direção, não sendo escutado nos conselhos e sendo obrigado a "dar notar", sem se peocupar com a questão central que é a efetiva aprendizagem; professores são despedidos sem nenhum tipo de indenização.
Enfim, essa é a educação mercadoria implementada pelos governos PSDB-PFL e defendida por Folha de São Paulo e os grandes da mídia nacional. Somos, atualmente, 15 milhões de analfabetos e 30 milhões de analfabetos funcionais. Cara de pau desse FHC.

emir diz:

24/11/2007

o fhc gosta tanto de educaçáo, mas como mercadoria. nunca neste pais se promoveu uma privataria táo generalizada na educaçáo como a realizada pelo seu ex-minitro de educaçáo, paulo renato, que hoje possui uma empresa de assessoria de educaçáo, presumivelmente para faculdades privadas que a sua gestáo autorizou.

Messias Franca de Macedo diz:

24/11/2007

LADAINHA – PARA OS QUE PREFEREM A INSÔNIA!

Amiga Suzi, lendo as notícias relacionadas à memorável operação ´Jaleco Branco’, da Polícia Federal, é impossível não sermos tomados por emoções, que transitam de um êxtase de regozijo a um sentimento de preocupação... Preocupação no sentido de que estes CRIMINOSOS HEDIONDOS possam ficar livres dos holofotes da mídia e longe das punições devidas tão logo um novo escândalo aconteça, verdadeiro ‘festim diabólico’, eivado de sarcasmo e iniqüidades...
Colega, o resultado destas investigações explica, em parte, o sucateamento dos serviços públicos, o aviltamento dos nossos salários... As criancinhas nos semáforos, o temor das ruas [e suas esquinas beligerantes e fétidas], as mortes nos corredores de hospitais subumanos... A fila [agonizante] pelo empréstimo no Bradesco [ou quiçá, no Itaú, ou mesmo Banco do Brasil e CEF]...
Escritórios “peso pesado” de advocacia são contratados... Rábulas denunciam que a ação da PF “é um espetáculo de fins eleitoreiros...” È habeas corpus pra lá, são recursos pra cá, chicanas jurídicas e de retórica para alhures... Alguns magistrados esgrimem a tese de que a ministra Eliana Calmon do Superior Tribunal de Justiça incorre em desvio de conduta [é de matar, tanta sem-vergonhice!].
Este espetáculo não-ficcional nos remete a considerações de importantes personalidades históricas. Napoleão Bonaparte, no melhor estilo de sua formação militar e autoritária, dizia que “os juízes distorcem a lei e os advogados a matam.” Frederico II, da Prússia, quis abolir a profissão de advogado de seu país, mas não conseguiu. Francisco Petrarca, célebre poeta medieval italiano, disse não pretender advogar para não seguir uma carreira que não deixava alternativa entre ‘ser desonesto ou parecer ignorante’. De Santo Ivo, ilustre patrono da classe, advogado dos humildes e miseráveis, a quem defendia sem nada cobrar, costumava dizer-se: ‘Santo Ivo era bretão, advogado, honesto, não ladrão coisa de admiração!
Portanto, devemos ser céticos em relação a Robespierre que considerava a advocacia [o Direito, a Justiça] como “o amparo da inocência e o açoite do crime”. Não devemos nos iludir com a nossa ingenuidade!
Um abraço de quem está sentindo um aperto no peito!

Messias Franca de Macedo
(Felicíssimo com a operação ‘Jaleco Branco’, o mensalão mineiro e a fala desastrosa – e reveladora – de FHC!)
Feira de Santana-Ba.

Lenilson Avelino diz:

24/11/2007

Não foi FHC que sucateou as Universadades Federais ?
Nâo foi FHC que chamou os professores de parasitas ?
Ñão foi FHC que chamou os aposentados de vagabundos ?
A propósito : Jesus não era poliglota e assim como Lula também não tinha curso superior.
A propósito : Hitler era poliglota e assim como FHC
também tinha curso superior.

Luiz haroldo diz:

24/11/2007

Caro Emir:
A opiniao publica fajuta da turminha da rua de cima, sobre a aprovacao das privatizacoes vem a ser o anzol:
Ex: Compare quando a empresa era estatal as coisas eram bem piores e mais caras.
Sim, isto e verdade.
A isca, no entanto, fica invisivel quando se omite da discussao o fato que tambem o estado da epoca era mais ineficiente e mais corrupto do que agora.
A logica seria: Foi melhor privatizar (melhor pra quem?)"para tirar a empresa das maos do estado corrupto e ineficiente", enquanto o que deveria ser feito (e foi, parcialmente) mesmo era "tirar o estado das maos dos individuos corruptos e ineficientes" que devem estar tirando proveito privado das novos horizontes que vislumbraram na epoca, ou seja:
Roubamos e nao cuidamos.
Agora privatizamos e cuidamos pois e tudo nosso e nao mais desse povo besta!
Queria chorar mais a lagrima vai escorrer pro esgoto agora privatizado que duplicou a conta da agua da chuva ou do choro.

altamiro souza diz:

23/11/2007

Professor Emir, parece que a expressão do seu artigo - INSTRUÍDOS FORMALMENTE - publicado antes da reunião do PSDB virouu profecia para classificar a atitude do ex-presidente FHC. Ao falar de Educação, parece que fakou preconfceituosamente sobre o presidente Lula.
oarece que além de gagá FHC virou bufão e comprovou a sua expressão, Ele é o retrato de alguns dessa elite que pensam que só depositar conhecimento na cabeça ajuda pensar. Pelo jeito só ajudou a afundar o país com suas privataria e entreguismo com defesas ridículas de supostos pensadores de araque que usam a chamada razão só em proveito próprio e em nome do que há de pior e cruel...o monturo medonho do lixo ocidental.

Machado de Assis ironizaria o uso que eles fazem da cultura, copiando tudo de fora e esquecendo dos verdadeiros gênios de nossa cultura. Só pra dar um exemplo para o ex-presidente: é só citar Patariva do Assaré que tem um poema que fala num tal de dotô que vive na cidade e sabe das coisas...mas o que ele não sabe e nem saberá é a beleza que tem o ritmo da língua dos comuns dos mortais que fazem a cultura do nosso povo.
esse temo aliás daria uma tese bufônica sobre alguns pretensos intelectuais.

abraços

Messias Franca de Macedo diz:

23/11/2007

A memorável Operação 'Jaleco Branco' da PF poderá terminar em pizza, ou melhor, em acarajé? Brasileiro - e baiano, particularmente - já não agüenta mais tanta pimenta nos olhos - e na boca! [Risos]
Creio que seria bom a análise avalizada do confiável mestre Emir Sader, uma espécie de 'luz para todos'!
(Colarinhos, todos brancos; agora jalecos, todos brancos, porque brancos... quase brancos... A Europa não aqui... A Europa é aqui... [desculpe a paródia tosca da música de Caetano].
Muito obrigado.

Saudações respeitosas,

Messias Macedo
Feira de Santana-Ba

Messias Franca de Macedo diz:

23/11/2007

O título do texto precedente é: 'FHC e o seu antípoda Juan Carlos, ou vice-versa!'


Saudações,


Messias Macedo
Feira de Santana-Ba.


Messias Franca de Macedo diz:

23/11/2007

O ressentido Fernando Henrique Cardoso declarou que “não podemos aceitar viver num país em que o presidente [Lula] não cuida da educação, a começar pela sua...”. O insulto foi proferido após o tucano ter afirmado que se orgulha de falar mais de uma língua. A sua soberba ficou ainda evidenciada quando asseverou que se sente honrado em participar de um partido de intelectuais (sic). Esqueceu-se o ex-presidente poliglota que desconhece o idioma mais relevante de um homem público: a língua do povo. Dispensável se faz um cotejamento entre os investimentos em educação no período Lula e a - fatídica - era FHC. O resultado, por certo, impactaria a jactância do “príncipe letrado”, responsável pelo sucateamento dos serviços públicos e entrega do patrimônio nacional – coveiro de CPIs.
A propósito, não foi este tal de Fernando Henrique que chamou os aposentados de vagabundos? Se a resposta é sim, “por que não te calas, ex-presidente?” Por que não se põe em seu lugar, fidalgo/nobre representante do atraso? (Real)[mente]!!!


Messias Franca de Macedo
Feira de Santana-Ba.

Pedro Afonso diz:

23/11/2007

Vamos acompanhar uma sequência lógica:
1 - O lucro dos bancos alcançou níveis estratosféricos no atual governo.
2 - A principal geração deste lucro advém do excesso de taxas bancárias (com o expre$$ivo aval do BC) e da manutenção (float) da CPMF nas contas bancárias.
3 - Os bancos foram os principais financiadores da campanha do Lula e do PT .
4 - Os bancos querem mais lucro.
5 - Lula quer o terceiro mandato.
6 - Para isso ele precisa de dinheiro para pagar despesas de propaganda e "otras cositas más" para ter votos no Congresso.
7 - Desta forma ele precisa do apoio dos bancos, pois ele sabe que se não o tiver, os bancos o derrubam como fizeram com o Collor.
Entenderam qual o desespero para aprovar a CPMF pelo "cumpanheiro" Lulla ?

Joaquim I.C.Nóbrega Jr diz:

23/11/2007

A chamada grande imprensa é elitista por natureza, basta ver as famílias que a comandam. Nem por isto, se pode generalizar, condenando-a pelas suas opiniões, que geralmente tem uma boa base de sustentação.
No caso das privatizações, a questão principal não é fazer ou não. A questão é que se o governo não dá conta de atender o usuário, tem é que procurar quem o faça e existem várias alternativas, a privatização é apenas uma delas. Há que se adotar o modelo mais adequado para cada caso e de maneira a preservar os interesses do usuário, não da iniciativa privada e muito menos do governo.

Regina Cubas diz:

23/11/2007

Pois é... ironizaram tanto as metáforas do Lula e se lambuzam com as metonímias!!!

francisco covre diz:

23/11/2007

Tiro o chapéu para esse ilustre jornalista que vislumbra toda a realidade do País, pois com todos as heranças deixadas pelos tucanos entreguista pessoas ligadas FMI como Arminio Fraga e Pedro Malan que deixou o maior rombo de sua história na economia Brasileira dando aos especuladores Espanhóis as maiores empresas construida a suor e lágrimas pelo povo brasileiro, temos que nos concientizar-mos de que se estes ministros do Lula não sào os melhores devemos a eles o ressurgimento das cinzas em virou o Brasil pós FHC.

Rodrigo Carvalho diz:

23/11/2007

Mais uma vez parabenizo o autor pela competência. O PSDB com FHC (ele entregou Azeredo) é o que há de pior no Brasil

Eduardo oliveira diz:

23/11/2007

Que jornalista brasileiro disse que "o povo votou contra a opinião pública"? Qual é o problema em citar o nome desse jornalista? Ou esse é (mais) um mito criado pela imprensa chapa-branca?

Lúcia Adélia diz:

23/11/2007

Caro Mestre Emir Sader, mais uma vez disseste tudo, parabéns por tão bom e proveitoso artigo.
A PRIVATARIA QUE O PSDB FEZ NO BRASIL MERECERIA INVESTIGAÇÃO E APURAÇÕES SÉRIAS, mas a "opinião pública" fajuta insiste em dizer que as privatarias são coisas boas para o povo e para o desenvolvimento do país e esconde a desgraça e a miséria que ela provocou. Mas o povo que não é bobo já percebeu que a "opinião pública" de pública não tem nada e por isso é contra a "opinião pública". Isso sim é uma boa notiícia para o Páis.
Viva o povo brasileiro e
Viva a América Latina.

altamiro souza diz:

23/11/2007

Parabéns já é redundância, mas desta vez são múltiplices parabéns, em especial pelo caráter científico, pelo que entendo por ciência, com dados sufcientes para que cheguemos a várias conclusões.

Inclusuive comprova a história não só da imprensa como dos donos do poder no Brasil.
Comprova mais uma vez a cumplicidade dos intelectuais direitistas com esse terror coronelístico, OS INSTRUÍDOS FORMALMENTE! Que expressão genial, talvez porque seja tão simples e só poderia vir de um professor-cientista, isto é, de quem tenta sempre se aprimorar e colocar as palavras de forma correta para que elas digam o que têm de dizer.

Realmente, professor, dá medo dessa MIDIA-I-BOPE, mistura de mercantilismo com violência decorrente dessa própria ercantilização histórica dominada com cinismo e crueldade por essa elite econômica (classificá-la de cultural seria uma ofensa aos grandes nomes da nossa arte e cultura.

um abraço...e lutemos para que haja cada vez mais democratização não só da mídia no n osso país e no mundo.

Fernando Luiz da Silvae Silva diz:

22/11/2007

Há muito que penso que imprensa oligopólica brasileira é psicopata. Há muito que não tenho dúvidas.

Eis algumas caracterísiticas da psicopatia, segundo a revista superinteressante:
1) Ausência de culpa: não se arrepende nem tem dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza que nunca erra.

2) Habilidade para mentir: não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.

3) Egoísmo: faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo;

4)Inteligência: O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial.

5)Charme: tem facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com freqüência. Seja na cadeia, seja em multinacionais. Imagino eu, que também na política.

Não tenho pretensão de fazer um diagnóstico do sujeito. Especialmente por que a doença é de difícil diagnóstico pelos especialistas. Mas a partir de agora, toda vez que aparecer um sujeito problemático e que age sem uma lógica aparente, deverei tomar cuidado redobrado nos processos administrativos.

O mesmo farei fora do ambiente de trabalho, em especial com pessoas que se destacam nos negócios e na política, porque o lado obscuro do psicopata não é mostrado na televisão.

alfio diz:

22/11/2007

Prof. Emir, esta m. de opinião pública na boca de subservientes criaturas assume proporções que não elege nem sindico de prédinho do sistema singapura.
Opinião pública forjada, desgraçadamente sob o manto do direito de expressão e escudado na liberdade de imprensa não opina mais nada neste pais que dia-a-dia busca sua libertação das oligarquias que já desmoronam.
alfio

Marcos diz:

22/11/2007

Juliano, se você, eu, ou qualquer outro for ao Ceará, vai pagar o pedágio de lá (se é que tem). Você terá se tornado usuário daquela rodovia. Reafirmo meu ponto, "as estradas devem ser pagas por quem as usa". Não há motivo para que um portoalegrense que não tenha carro sustente uma estrada no Piauí. Encerro minha discussão por aqui, até o Lulla (a que normalmente me oponho) já concorda com essa tese iniciando leilões de concessão para estradas. Logo chegará a hora dos portos e aeroportos.

Gerhard Erich Boehme diz:

22/11/2007

Caro Emir,

antes de discutirmos a questão de privatização, é fundamental que o brasileiro primiero entanda o que vem a ser o Princípio da Subsidiariedade, pois é justamente ele que sustenta o desenvolvimento e a justiça social em uma infinidade de países.

Com referência a opinião pública, infelizmente para um povo sem educação seguramente ela sempre será manipulada seja por radicais de direita ou de esquerda, pois estes tendem, através da opressão que acabam impondo, ao totalitarismo.

Não podemos esquecer que a opinião pública até mesmo decidiu que Cristo fosse para a Cruz.

Abraços,

Gerhard Erich Böhme
gerhard@boehme.com.br

Juliano Teixeira diz:

22/11/2007

Olá marcos, não pude deixar de ler seu comentário para a Mary, então sinto que devo lhe falar: vc acha certo esse pensamento "as estradas devem ser pagas por quem as usa", um modo de pensar que separa pessoas de pessoas, trabalhadores de trabalhadores, e se eu for viajar pro Ceará, ou mesmo pro Paraná, não devo pensar nas estradas porque não moro lá, e (em sua opinião) não vou usá-las, e o pensamento no outro? Pensar que se uma pessoa tem problemas com estradas no maranhão, eu também sou responsável sim. Seu pensamento me assusta, lembrando-me do tempo em que quem nascia nobre tinha direito a informação e "consciência" política, e quem nascia plebeu, ou pior, escravo, tinha direito se f.... (será que isso foi na idade antiga ou no séc.XXI) ou até mesmo lembra-me do discurso lindo, "América para os Americanos", só que do norte né. Você não acha que esse discurso é meio egoísta demais, e que nesse mundo egoísmo é uma coisa que temos que eliminar o Maximo de nossas vidas?

Juliano Teixeira diz:

22/11/2007

Concordo,
Com certeza o estupro a inteligência do leitor nunca foi tão grande como hoje. A Mídia, falada e escrita, sempre foi profissional em mentir com uma cara de pau artistica e teatral, atualmente eles estão transcendendo as tecnicas de persuasão de uma forma assustadora.
Não devemos discutir posições ideológicas, entre esquerda e direita, estado ou privado, e sim que todas as posições sejam debatidas pela mídia que chega ao povo verdadeiro, e basta.

Vicente Melo diz:

22/11/2007

O controle exercido pela imprensa vem fechando o cerco à liberdade de opinião. Ainda agora, ando buscando informações sobre o movimento na França. Por um lado todas as grandes categorias fazem greve e, por outro, a opinião pública está contra a greve. Então quem está fazendo a greve? Vamos aguardar para ver a evolução dos acontecimentos.

Debora Rocha diz:

22/11/2007

Mais inexistente do que a "opinião pública", só os "representantes da sociedade civil"...

Marcos diz:

22/11/2007

Mary, o custo de manutenção das estradas deve ser pago por quem as usa, através de pedágios. Porque eu, em SP, teria que contribuir para manter estradas no Piauí?

Marcos diz:

22/11/2007

Zilda, obrigado pelos comentários. Eu morava nos EUA até 1 ano atrás. Pagava uma taxa básica de US$ 23 para o tel. fixo e US$ 73 para o celular. O serviço aqui no Brasil não foi universalizado, claro, isso é impossível, mas já passamos de 100 milhões de celulares...

Valma Goulart diz:

22/11/2007

É fato que a OP referida pelo jornalista é a "plebe rude", que pessoas que bancam os 'Cansei"da vida tanto repudiam e desejam que não saiam do seus lugares de subalternos. Além de subalternos, os trabalhadores brasileiros e do mundo todo produzem para manterem as grandes fortunas dos poucos burgueses milionários do planeta. Será que quem defende essa ordem social acha que essas fortunas pertecem aos que se utilizam dela? Quanto as privatizações, convém lembrar um episódio funesto muito recente, a venda da Vale do Rio Doce. Vendemos a preço de banana, uma empresa com um cofre que continha bilhões de dólares em sua tesouraria, expresso-me de forma lúdica, pois assim a revolta dilui-se, e as chances de envenenamento orgânico será reduzido. Nas próximas eleições presidenciais uma candidato é certo, Aécio Neves, o bom moço daqui das Minas Gerais, seu projeto em pleno vapor em nosso Estado óbvio, é o neoliberal , que dia-dia disfarçadamente passa empresas como a CEMIG, "a melhor energia do Brasil", é o slogan, para as mão do capital privado. Os reflexos podemos sentir fácilmente em casas paupérrimas de nossa cidade, onde as famílias que sobrevivem de transferência de renda, proporcionadas pelo governo da plebe, usam os poucos recursos para pagar somente, A MELHOR E MAIS CARA ENERGIA DO BRASIL". Em outros momentos ficam sem luz outros sem água, a COPASA companhia de saneamento é superavitária, promove verdadeiras campanhas contra prefeitos do sul de minas, entenda-se água abundante e de excelente qualidade, quando esses resistem em a acabar com o fornecimento de água através dos SAEs municipais. SOMENTE A COPASA TEM ÁGUA BOA, com altíssimo preço, o que é omitido, lógico. Vamos fazer como o Lula candidato, dos anos 90, sair em Caravana e conhecer as verdades das privatizações, junto a OP do nosso jornalista em questão, para omitirmos opiniões com bases verdadeiras, experimentadas. Temos a obrigação de passar por esse mundo e ao menos sonharmos com uma sociedade mais justa, não é possível ser feliz vendo tanta desigualdade mantida por tantos séculos graças à um modelo econômico tão perverso e desumanizador. O ideal é reduzir, ao menos, a hegemonia dos grandes jornais brasileiros e popularizar, levar à OP, informações interativas como a dos blogs. Saudações ao professor Emir Sader sempre excepcional.

mary diz:

22/11/2007

As pessoas parecem esquecer que as estradas são
ou deveriam ser pagas com os impostos que (todos?) nós pagamos. Os pedágios são mera exploração deixada por governos passados.

Heitor Cláudio Leite e Silva diz:

22/11/2007

Caro Emir e leitores.
Há anos, escrevo diariamente à coluna "Painel do Leitor", com várias missivas ao Ombudsman da FSP seu que no entanto, algo tenha sido publicado. Isso sem falar nas dezenas de vêzes que fui entrevistado pelo César Tralli, onde a 'censura global' jamais permitiu a minha aparição!
Qual a causa. Sou um perigo? REconhecidamente inimigo do sistema? Não, nada disso amigos! Apenas os assuntos que me interessam não interessam aos grandes meios de comunicação!

Hoje, tento inutilmente, iserir um texto sobre os benefícios sociais da previdência social (INSS) -sugiro, inclusive algo à respeito Emir!- fato que não consigo de forma alguma.

Essa imprensa não noticiou, por exemplo, o acampamento de mais de um milhão de pessoas na principal praça da cidade do México que não aceitaram a falcatrua da eleição de Calderón, e exigiam a nomeação de seu opositor, ligado aos movimentos sociais, André Obrador, sendo que não foi noticiado em nenhum grande meio de comunicação!
Aguardo, agora, um texto sobre a tentativa de destruir a previdência e seus benefícios sociais.
Um abraço a todos os leitores.

Pedro Afonso diz:

22/11/2007

Este texto é um primor para mostrar a quem ainda tem preservado e funcionando um cérebro racional como se processa o modo bolivariano de pensar. Um pequeno e seleto grupo de "iluminados", pretensamente intelectuais mas que não sabem trocar uma lâmpada, tem uma estapafurdia idéia. Por exemplo: controle estatal das informações e das comunicações. A partir daí este mesmo grupo se auto-elogia e se auto-referencia até o paroxismo em cada escrito. Prezados, qualquer governo que quer oferecer uma melhoria no modo de vida de seus cidadãos permite que as forças do mercado operem a oferta e a demanda. Sempre que o governo interfere, vejamos o caso do gás e dos combustíveis, é para fazer caca. Dinheiro público é dinheiro na mão do povo e não na do governo. Quanto mais o governo se fortalece e não o povo, mais Silvinhos Land Rovers, PROER e mensalãos irão acontecer. É isto que os estatizantes não aprenderam ainda e, pelo jeito, nunca vão aprender...

Pedro diz:

22/11/2007

Caro Emir,
nota-se no comentário do tal jornalista, uma carga de preconceito contra a população geral. Quando se refere a "povo" em seu discurso, aplica uma conotação pejorativa ao termo, distanciando esse "povo" da "opinião pública". O comentário, assim como o pensamento de grande parte dos intelectuais de direita latinos, é elitista. Dá a entender que a opinião pública não passa pelo povo, este está desconectado da realidade e sua opinião não tem embasamento para ser chamado de pública!

Zilda de Araujo Rodrigues diz:

22/11/2007

Marcos, sem quere polemizar com você, mas apenas acrescentar alguns dados à análise:1) a propaganda da privatização falava de universalização do acesso ao telefone: isto não ocorreu. Sabe por quê? quase ninguém consegue pagar a conta. Encareceu demais. Procure se informar se em algum país civilizado o consumidor paga por um serviço que não foi prestado. Nós pagamos a taxa básica. Já pensou nisso? A justiça deu ganho de causa às empresas(taxa básica)para não haver quebra de contrato. Veja você que estamos pagando por um seviço que não usufruimos por conta de um contrato que não assinamos. Você foi consultado para dizer se concordava ou não com essa cláusula? Eu não fui. Agora, o grande filão mesmo é o celular. Principalmente o pré-pago. Você já para antes de utilizar. E é quae vinte vezes mais caro do que o telefone fixo. Você vê propaganda de telefone fixo? e de celular? É por essas e outras que a privatização das telecomunicações foi um desastre para o povo brasileiro. E para o Brasil também. Senão veja: em nenhum país desenvolvido os serviçs de comunicações vão para as mãos de estrangeiros. E os nossos estão nas mãos de quem? procure saber a origem das telefônicas que operam no Brasil e vai entender.

Enio Lima diz:

22/11/2007

Sou vendedor viajante, rodo mais de 50.000 Kms por ano. Só quem não usa estradas pode ser contra a privatização de rodovias. Apesar de caros, os pedágios das rodovias paulista ainda sai mais em conta do pagar pagar a manutençao do veículo quando utilizo as rodovias federais. Acho que o professor Emir deve viajar somente de avião, não conhece a realidade brasileira.

Neylor diz:

22/11/2007

Excelente exposição.

PS: Quem foi o jornalista que disse que o voto contra a opinião pública?

bentoxvi-o santo diz:

22/11/2007

PROFESSOR EMIR.

"...SOMOS SIMPLES GOTAS DÁGUA NO OCEANO...MAIS NO FUTURO...SEREMOS MAREMOTOS..."

...SEMPRE ACREDITEI QUE VIOLENCIA SÓ GERA EM SEM UTERO MAIS VIOLENCIA...A EVOLUÇÃO DA CONCIENCIA HUMANA É QUE NOS FARÁ... NUM FUTURO NÃO TÃO PROXIMO...NOS TORNAMOS O MAREMOTO DAS MUDANÇAS DA CONDIÇÃO HUMANA...SE VIOLENCIA FOSSE A "CHAVE" MESTRA DAS MUDANÇAS...TERIAMOS OS REIS DO HUMANISMO NA RUSSIA E NA CHINA...NÃO SEJAMOS IMEDIATISTAS...AFINAL COMO DARWIN JÁ DIZIA...NA NATUREZA AS MUDANÇAS OCORREM COM MUITA CALMA E SABEDORIA...A NOSSA AMERICA DO SUL VEM A ANOS TENTANDO EVOLUIR...DENTRO DO HUMANISMO DEMOCRATICO...JANGO (DEPOSTO POR UM GOLPE MILITAR AO TENTAR AS MUDANÇAS DE BASE)...O SOCIALISTA DEMOCRATICO SALVADOR ALLENDE NO CHILE (MORTO EM UM GOLPE FACISTA PELA CIA )...AGORA TEMOS A TENTATIVA DO SOCILALISMO BOLIVARIANO DE HUGO CHAVES ( CUJO PODER É SEMPRE APROVADO EM CONSULTAS DEMOCRATICAS NO VOTO )...QUEM É QUE PARA DOMINAR...ESCRAVIZAR...ALIENAR...E ANIMALIZAR O HOMEM...IMPLANTA A VIOLENCIA PARA MANTER A SOCIEDADE AMENDRONTADA...VENDE DROGAS PARA NOSSOS JOVENS PARA CRIAR UMA GERAÇÃO ALIENADA...DIVULGA EM SUA MÍDIA...PROGRAMAS DE BAIXISSIMA QUALIDADE...PARA NÃO PERDER SEU PODER?FAREMOS UM MUNDO MELHOR...NÃO TENHO DUVIDAS...ESTAMOS APENAS NO INICIO DESSA CAMINHADA...DEIXAREMOS PARA NOSSOS NETOS...COM CERTEZA...UM MUNDO MELHOR.

Thales diz:

22/11/2007

A questão é que no momento que tal jornalista diz que o povo votou contra a opnião pública ele coloca o povo como o pobre, o miserável... e sendo assim este não seriam a opnião pública, a opnião pública seria como diz o Emir, as classes altas.

Flávio diz:

22/11/2007

Ah, nada como a sabedoria popular. O mesmo povão que condenada as privatizações também é contra o aborto, acha o casamento gay uma pouca vergonha, gostaria que o criacionismo fosse ensinado nas escolas, é favorável à pena de morte e tem certa simpatia pela ditadura. Os mesmos “excluídos” que, circunstancialmente, estão com Lula, não são necessariamente petistas ou esquerdistas, pelo contrário, são os mesmos que num passado recente elegeram Collor e FHC. Será que na época a esquerda também achava tão encantadora a sapiência das massas?

Marcos diz:

22/11/2007

Antes da privatização, uma linha telefônica custava R$ 6.000 e demorava 5 anos para se instalada. Agora, custa menos de R$ 100 e a instalação demora, no máximo, dias. É de se desconfiar de alguém que não veja vantagens nesses números.

jacques de queiroz ferreira diz:

22/11/2007

O problema é que nós, os enganados, não conseguimos dar visibilidade á análises como estas.

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