02/01/2008
Me lembro da preocupação de Garcia Marquez, quando via o que estava acontecendo na Argentina, por volta de 1977, de que a Colômbia não se transformasse numa outra Argentina. Ele ainda não havia recebido o Prêmio Nobel, elevando o nome do país à escala mundial, para que se desse conta do caminho em que havia enveredado a Colômbia.
Três décadas depois, a Colômbia continua a ser um dos epicentros da “guerra infinita” do governo Bush. Álvaro Uribe é produto dessa política, o aliado mais estreito, dos poucos com que conta a política belicista de Washington na América Latina. Uribe se elegeu com a promessa da famosa “mão dura”, a busca de uma solução “iraquiana”, “bushiana”, para a Colômbia, considerando que as tentativas dos presidentes anteriores de pacificação mediante negociações, haviam fracassado.
Um país cansado da violência, viu um presidente conivente com os grupos paramilitares e, através deles, com os cartéis do narcotráfico, concentrar os recursos militares colocados à sua disposição pelo governo estadunidense, em operações militares, supostamente como via de triunfo da democracia no país. O isolamento das guerrilhas favoreceu a consolidação de Uribe que – tal como outros presidentes neoiberais do continente, como Fujimori e Cardoso – mudou a Constituição do país durante seu mandato, para se reeleger – e agora tenta conseguir um terceiro mandato.
Fez uma política interna ortodoxamente neoliberal, sem se dar conta do seu esgotamento em todos os países do continente. Levou à prática uma política repressiva que afetou claramente os direitos democráticos da população, contando – como acontece com todas as políticas anti-populares no continente – com o apoio da grande mídia oligárquica. Isolou-se dos processos de integração regional, tentou assinar um tratado de livre comércio com os EUA, só nó conseguindo pelas restrições que o Partido Democrata levantou sobre as precaríssimas condições dos direitos humanos na Colômbia sob sua presidência.
Uribe não quer que se concretize a troca entre prisioneiros das Farc com prisioneiros do seu governo. Seu apoio interno depende da diabolizaçao das Farc, que lhe permite aparecer como o homem da “ordem”. Quando se reelegeu, Uribe teve como principal opositor a Carlos Gaviria, candidato do Polo Democrático, partido de esquerda, que desbancou os partidos Liberal e Conservador, apresentando-se como a maior ameaça à continuidade de Uribe. Nas recentes eleições municipais, de outubro, o governo perdeu nas principais cidades – como Bogotá, novamente conquistada pelo Polo Democrático, Medellin e Cali – para candidatos de esquerda. Revela-se assim como nas políticas governamentais em geral Uribe – que apoiou os candidatos perdedores – não conta com apoio popular, precisando da polarização com as guerrilhas para tentar se perpetuar na presidência do país. Uribe nasceu da violência e sabe que sua sobrevivência política depende de que a violência não termine.
A tentativa de desbloquear a proposta das Farc de troca de presos da guerrilha por presos do governo revela o papel de cada governo do continente, mostra quem quer soluções pacíficas, democráticas, para as crises e quem deseja perpetuar a espiral de violência na Colombia. A situação pôde ser desbloqueada graças à atuação do presidente da Venezuela, Hugo Chavez. Quando o processo avançava, Uribe usou um pretexto secundário para excluir a Chavez da negociação, sabendo que a intermediação deste já havia demonstrado a credibilidade necessária para que o acordo pudesse avançar. Conta com a confiança dos familiares dos presos, com interlocução com as Farc, com capacidade de iniciativa e com a simpatia de setores políticos democráticos da Colômbia e de muitos governos da região.
As Farc recolocaram o presidente venezuelano nas negociações, a contragosto de Uribe, dispondo-se a entregar três dos detidos a Chavez, como forma de desagravo a este, pela atitude arbitrária do presidente colombiano. Esse primeiro gesto, que abre caminho para que todos os presos possam ser trocados, permitiu que Chavez confirmasse toda sua capacidade de iniciativa política e de mobilização de apoios, revelando o papel de cada um no continente.
Enquanto o governo estadunidense, o colombiano e toda a grande imprensa oligárquica faziam tudo o que podiam para que as negociações fracassassem, os governos da Venezuela, do Brasil, da Argentina, da Bolívia, de Cuba, do Equador – com apoio de governos europeus -, participam ativamente do processo de pacificação e de libertação dos presos dos dois lados. (A cobertura da imprensa brasileira é vergonhosa, sem que nenhuma publicação escrita tivesse mandado jornalistas para fazer a cobertura direta na Colômbia.)
Nestor Kirchner e Marco Aurélio Garcia foram representar diretamente os governos dos seus países, fazendo-se merecedores do apoio da esquerda e de todos os setores democráticos que, no entanto, até aqui, assistem passivamente aos acontecimentos.
Revelando seu compromisso conseqüente com a pacificação da Colômbia, primeiro passo para que uma outra Colômbia – sem violência, sem narcotráfico, sem paramilitares, sem seqüestros – seja possível, Hugo Chavez se dispõe a dar seqüência às tratativas, apelando inclusive a operações clandestinas, com o objetivo de conseguir a liberdade dos presos.
Da sorte dessas negociações depende o destino e futuro da Colômbia. Um futuro de pacificação, soluções negociadas, democratização e integração continental ou a perpetuação do clima de violência e de guerra. Pela primeira alternativa está a grande maioria dos governos da região, que podem contar com a simpatia da maioria do povo colombiano, identificado com os familiares dos presos. Pela segunda, estão os EUA e o governo colombiano. Uma solução de libertação de todos os seqüestrados aponta para uma outra Colômbia possível e necessária, para seu povo e para todo o continente.
Postado por Emir Sader às 13:06
Weise diz:
12/02/2008
Eu não sei se o Prof. Emir Sader tem visitado a Colômbia recentemente... Em minhas conversas com colombianos nas minhas visitas lá, Uribe continua sendo uma unanimidade, e os seus índices de aprovação são muito mais altos que os do presidente brasileiro. O fato de políticos de seu partido não conseguirem se eleger não muda muita coisa.
Lá como cá, eleitores votam em pessoas e não em partidos.
E viva o pensamento libertário!
João Martins diz:
29/01/2008
Caro Emir, eu já esperava por essa sua tomada de posição quanto a questão da Colômbia. Penso que é também muito delicada a situação da política brasileira para assumir posições como as que assume Chávez na América do sul, mas é preciso deter a escalada micro e macro fascista que está se espalhando a partir do plano Colômbia.
Disponibilizo em meu blog documentários que podem tornar mais transparente as informações sobre o conflito e a busca de um acordo humanitário.
Grande abraço fraterno!
Marcus Del Mastro diz:
16/01/2008
Sem querer desviar a discussão:
Olhe o que não apareceu em nenhum grande jornal brasileiro:
- As ex-reféns confirmam que a libertação não aconteceu no fim do ano devido intensa movimentação do exército colombiano.(entrevista completa no YouTube - Consuelo Gonzalez e Clara Rojas)
Independemente de quem são as Farc (e nem me arrisco a dizer quem elas são), Uribe colocou em risco a vida das reféns, deliberadamente, só para não ter uma derrota política para Chavez! Isso que é prioridade!
E a grande mídia aplaude o fracasso da primeira tentativa de libertação como militante que é ...de direita.. É intestinal:
Estadao.com "O Fracasso de Chavez" 06/01/08
O jornal só faltou soltar rojões quando viu que as reféns não seriam libertadas. A matéria começa assim:
"O espetáculo midiático montado pelo presidente Hugo Chávez em torno da vaga promessa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de libertar três reféns só poderia terminar em fiasco"
... e segue
"O caudilho venezuelano, que havia sido exonerado pelo presidente Álvaro Uribe das funções de mediador do conflito colombiano, quando exorbitou de suas atribuições, não é a raposa política que a sua máquina de propaganda pinta . Chávez acreditou piamente na oferta de libertação dos três reféns"
...
"E montou uma espalhafatosa operação"
...
"O caudilho dirigiu, soberano, o espetáculo. São inesquecíveis as cenas, transmitidas pela televisão, do presidente Hugo Chávez, vestido com uniforme militar de campanha, explicando a jornalistas e representantes de países vizinhos, França e Suíça"...
"Seus minutos de fama como grande estadista e estrategista militar esvaíram-se rapidamente."
"As Farc não entregaram suas vítimas e o circo foi desarmado melancolicamente ."
O texto continua nesse rítmo até o fim... impressionante.
Penso na cara de quem escreveu as linhas acima quando por fim houve a libertação das reféns:
Infelicidade? Ódio? Amargura? Certamente o cara só pensa no Hugo Cahvez, não tá nem aí para os reféns. Ou seja, a direita finje o tempo todo que se preocupa com os crimes cometidos pelas Farc, quando na verdade estão apenas interessadas no Chavez.
Pois é,...Estadão! O jornal mais lido pelo "cidadão mais bem informado do país", aquele que lê a revista "Veja" e concorda que pobre preto não devia poder votar! (Capa da Veja de 16 de agosto 2006 - disponível no site: veja.abril.com.br
abraços
Eduardo Mauroy diz:
15/01/2008
Engraçado... Emir Sader foi, durante muito tempo, publicado no "O Globo".
Acabau de ser noticiado: Hoje, as Farc sequestraram mais 6. Que movimento democrático!
azamor diz:
15/01/2008
Ao Stoijkovic: Você diz que as Farc devem ser demonizadas porque lucram o narcontráfico. Contudo, eu não afirmei em minha resposta que meramente os paramilitares também gozam do narcotráfico. Os partidos políticos que formam a aliança de Uribe historicamente tem alianças com esses. Além disso, o próprio Uribe tem íntimas relações com traficantes na Colômbia. É só lembrar das licenças concedidas aos narcos na ocasião em que estava a frente do departamento da aviação civil na Colômbia.
Em seu segunda mensagem abriu mão de defender Uribe. Foi um mero recuo estratégico. Porque você - apesar de saber de suas relações íntimas com os paramilitares - passou a primeira mensagem inteira exaltando os méritos de um presidente da Colômbia "rica" e "segura", que goza de grande popularidade.
Quanto a imprensa você diz “Dizer que a mídia é capaz de enganar as pessoas é pensar que as pessoas são incapazes de formar seu juízo a respeito de um governante”. Essa é uma afirmação bastante ingênua. Juízos são alimentados por dados primários (vulgarmente pode-se dizer que essa é a principal lição extraída da “crítica da razão pura” de Kant). As pessoas tem juízos fundamentadas a partir daquilo que elas recebem através dos sentidos. E, vivemos em um ambiente em que as informações que temos são filtradas pela mídia. Esta, por sua vez, como qualquer grupo empresarial privado, tem interesses ligadas com o capital. A imprensa Colombiana é um bom exemplo. A imprensa Venezuelana é um exemplo ainda melhor. Note que na Venezuela ocorreu o primeiro golpe midiático da história: a mídia convocou a população opositora a ir nas ruas e, mediante edição de imagens, construiu uma cena de crime "causada" por militantes pró-Chavez,o que foi o pretexto para um golpe militar. O contra-golpe também foi midiático: quando foi convocado para ir ao ar anunciar a renuncia do presidente, um oficial próximo à Chavez na verdade anunciou – ao vivo – que ele não havia renunciado e que o presidente Chavez estava detido – o que causou uma verdadeira revolta popular. Vivemos em um época pós-Gobbels, onde a mídia e o medo trabalharam juntos para eleger democraticamente e garantir a alta popularidade de um presidente. Aliás, se alta popularidade e eleições “democráticas” legitimassem moralmente um presidente, então as ações de Hitler – este último dotado de uma poderosa máquina publicitária – deveriam ser respaldadas como ações democráticas e, segundo seus critérios, legítimas.
Eu simplesmente não entendi o seu último parágrafo. Você diz que eu escrevi sobre corrupção. Esta palavra não apareceu em um momento sequer do meu texto. Corrupção significa que algo foi corrompido e que, portanto, não está em seu funcionamento normal. Sim, o socialismo foi, em boa parte de sua experiência histórica corrompido, e ai está Pol Pot, Stalin e Mao para provar. Mas, o capitalismo é endemicamente degradado e, portanto, não estou me referindo aos casos em há corrupção, mas ao funcionamento “normal” do sistema como criminoso. Violados e torturados são também os mais de 50% da população colombiana que vive abaixo da linha de pobreza e que, alimenta, apesar de tudo, as fileiras da FARC e ELN. E o que dizer dos 9 milhões de Colombianos que vivem na miséria absoluta. Você disse na primeira mensagem que a Colômbia cresce muito. Como se essa fosse uma questão importante no sistema capitalista. O PIB per capita da colômbia é infinitamente maior que o de Cuba e, apesar disso, segundo a Fao 14% da população da Colômbia está simplesmente passando fome, enquanto que a desnutrição em Cuba é N/A (abaixo de 2,5%). Quer violência física maior que a fome? Ou o que dizer do maior PIB do mundo – os Estados Unidos – com uma mortalidade infantil maior que o da própria Cuba.
Rodrigo Pantoja diz:
15/01/2008
SÓ QUERIA RESPONDER A ALGUÉM QUE DISSE QUE A CORRUPÇÃO NÃO É INERENTE AO CAPITALISMO, DIZENDO QUE O "SOCIALISMO" TAMBÉM TINHA CORRUPÇÃO E ETC. BOM 1: ESSES PAÍSES NÃO PODEM SER CONSIDERADOS SISTEMAS SOCIALISTAS, POIS ESSE REGIME SE INSTAURA COMO UMA SUPERAÇÃO DO CAPITALISMO, OU SEJA , UM MODO DE PRODUÇÃO SUPERIOR AO CAPITALISMO, ALGO QUE NÃO FOI E NÃO É CONSTATADO EM NENHUM PAÍS CITADO, NA VERDADE ESSES SÃO SISTEMAS QUE SE PODE DENOMINAR CAPITALISMO DE ESTADO, A CORRUPÇÃO É INERENTE A QUALQUER SISTEMA QUE TENHA A NOÇÃO DE RIQUEZA DIFERENCIAL E PODER, A MAIORIA DOS MODOS DE PRODUÇÃO ANTERIORES POSUÍAM ESTES DOIS ELEMENTOS EM MAIOR E MENOR GRAU, O CAPITALISMO É O SISTEMA MAIS RADICAL, QUE PROCURA ACUMULAR RIQUEZAS, LOGO É O SISTEMA QUE MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA, A CORRUPÇÃO NÃO É ELEMENTO LÓGICO DO SISTEMA , PORÉM HISTÓRICO DEVIDO EXATAMENTE A CARACTERÍSTICA DE ACUMULAR RIQUEZA QUE NÃO EXISTIA NO MESMO GRAU EM OUTROS MODOS DE PRODUÇÃO, E COMO O CAPITALISMO É O MODO DE PROUÇÃO DOMINANTE NO MUNDO, A CORRUPÇÃO PASSA A SER INERENTE A ELE, ESTA CHAGA DA HUMANIDADE PERSISTIRÁ ENQUANTO HOUVER O VALOR ECONÔMICO E O PODER POLÍTICO, SEM A DERROTA DO CAPITALISMO A CORRUPÇÃO EXISTIRÁ COMO MAL QUE ACOMETE A HUMANIDADE
Carlos Lorenzo Stojkovic diz:
14/01/2008
Resposta a Azamor: o governo colombiano, segundo o sr, se sustenta do medo da sociedade, porém, as Farc também usa métodos de terror, cometendo atentados contra civis inocentes. Não se trata de demonizar as Farc. Elas que se autodemonizam, pois em nome de uma causa socialista, este grupo guerrilheiro se alia com aquilo que há de mais selvagem no capitalismo -- o narcotráfico. O sr diz que “se a popularidade de Uribe é um argumento para legitimar seu governo, então o mesmo tem que ser dito sobre a Farc que recebe apoio dos camponeses nas áreas que domina”. A diferença fundamental é que Uribe ganhou pelas urnas, enquanto que a Farc obtém o apoio pela força das armas. Dizer que a mídia é capaz de enganar as pessoas é pensar que as pessoas são incapazes de formar seu juízo a respeito de um governante. É mesma coisa que afirmar que o povo venezuelano votou em seu presidente porque não entende de política ou não assiste a TV: nos dois casos, pura arrogância de quem pensa assim. E as eleições colombianas – assim como as venezuelanas -- foram vigiadas por observadores internacionais, que garantiram a normalidade do pleito, tanto é que a derrota foi aceita pela oposição esquerdista Pólo Democrático Alternativo.
Mais adiante o sr continua “Você diz que não há neutralidade sobre os crimes que lesam a humanidade e no entanto também nada diz dos crimes contra camponeses pró-farc feitos por Uribe e por paramilitares que sabidamente tem relações incestuosas com seu governo.” Concordo plenamente contigo. Os paramilitares desmobilizados no processo de “justiça e paz” cometeram crimes brutais usando métodos de extermínio sofisticados e vão pegar apenas oito anos(no máximo) cumprindo penas de ressocialização nas próprias fazendas que tomaram dos camponeses --que na maioria, não eram nem pró-farc nem pró-governo. Igualmente a Farc, os paramilitares cometeram “ajusticiamentos”, isto é, fuzilamentos contra comunidades que su-pos-ta-men-te colaboraram com o lado oposto do conflito. São crimes relatados das confissões dos próprios paramilitares que se desmobilizaram e também dos guerrilheiros das Farc que desertaram. São crimes que estão, digamos, na memória histórica. São crimes inanistiáveis, isto é, delitos comuns. Não há argumentos jurídicos satisfatórios para interpretá-los como crimes políticos. Portanto, tanto os guerrilheiros das Farc quanto os paramilitares deveriam passar, na melhor das hipóteses, a vida toda na cadeia. Salvatore Mancuso(paramilitar) e Manuel Marulanda(farc) deveriam entrar para lista dos maiores criminosos da história da Colômbia -- e quem sabe da humanidade.
Não tenha uma visão tão limitada do conflito armado na Colômbia, meu caro Azamor. Não é apenas o governo de Álvaro Uribe que lucra com narcotráfico e a guerra. A farc, os cartéis, as novas bandas emergentes de paramilitares, isto é, todos os atores do conflito armado. Somente a sociedade colombiana está interessada na paz. Pois ela é a maior vítima de tudo isso. Basta dizer a você que a Farc rejeitou vários acordos de paz sugeridos por Álvaro Uribe e por governos anteriores.
No último parágrafo do seu comentário, o senhor escreveu com uma dose cavalar de desconhecimento e desrespeito para com aqueles que em algum momento da vida sofreu algum tipo de violação de direitos. Torturar, assassinar, esquartejar pessoas inocentes(delitos cometidos pelas Farc e paramilitares) não são a mesma coisa que corrupção. Aliás, corrupção não é algo inerente ao capitalismo, pois os países do bloco socialista demonstraram que qualquer sistema se corrompe. Leia algo sobre Stalin na URSS, Pol Pot no Camboja, Mao Tse Tung na China.
azamor diz:
14/01/2008
Ao Carlos Lorenzo Stoikovich,
A Colombia tem hoje, anos após o governo Uribe a 6º pior distribuição de renda do mundo e, apesar do PIB muito grande tem péssimos índices sociais. Uribe, governa como todo bom neo-liberal ( e nos mesmos moldes do seu correlato Fugimori), alimenta a sua popularidade sobre dois pilares que se complementam: o medo e a mídia. A segunda ajuda a construir alimentar o primeiro e gera a demonização dos grupos revolucionários e consequente necessidade de um estado forte e repressor que contenha o inimigo criado (criado sim, porque as Farc e a ELN são inimigas do estado colombiano e não do povo). E se a popularidade de Uribe é um argumento para legitimar seu governo, então o mesmo tem que ser dito sobre a Farc que recebe apoio dos camponeses nas áreas que domina.
Você diz que não há neutralidade sobre os crimes que lesam a humanidade e no entanto também nada diz dos crimes contra camponeses pró-farc feitos por Uribe e por paramilitares que sabidamente tem relações incestuosas com seu governo.
O governo de Uribe é quem lucra verdadeiramente com o narcotráfico e a guerra (o próprio Uribe tem relações espúrias com este), já que este é o pretexto para a enchente de dinheiro que os Estados Unidos injeta no país. Prova disso é que o governo de Uribe se recusa a criar zonas desmilitarizadas para a negociação.
E, afinal de contas, mais violentas que a guerra na Colômbia é a suposta paz em qualquer estado capitalista. Violência simbólica e real contra das elites contra todo o restante da população. Aliás, a maior violência que ocorre na Colômbia não está nas cenas de guerra nas selvas mas no contraste da segunda burguesia mais rica da américa do sul tem uma população miserável. Em um país com 41 milhões de pessoas em com 24 milhoes vivendo abaixo da linha da pobreza não existirá paz nunca. (Fuente: Cálculos DNP con basa en DANE)
Carlos Lorenzo Stojkovic diz:
13/01/2008
Emir Sader, seu comentário carece de lucidez. O sr. mais parece um militante do que um intelectual parcial. O governo de Álvaro Uribe propôs recentemente um plano de despeje militar numa zona territorial da Colômbia com a intermediação da igreja católica. Plano esse anunciado na semana em que a presidente eleita da Argentina, Cristina Fernandez, tomava posse. As Farc simplesmente rejeitaram, pois elas insistem nos territórios de Pradera e Florida. E o sr. quer me convencer de que APENAS Álvaro Uribe não deseja a paz? Faça um esforço de honestidade intelectual. Nem as Farc nem o governo colombiano desejam a paz no país. As farc exigem o que o governo não pode conceder, e o governo colombiano pede o que as farc não está disposta a aceitar. Pois a luta armada na Colômbia virou um meio de vida e , ao mesmo tempo, a política de segurança democrática de Álvaro Uribe é a única coisa que a centro-direita colombiana pode oferecer ao país.
O sr. diz que Uribe "Fez uma política interna ortodoxamente neoliberal", porém, não cita que a economia colombiana cresce, a inflação é baixa e o povo colombiano sente-se mais seguro, por isso, resolveu dar respaldo ao presidente Álvaro Uribe que ainda está entre os presidentes mais populares da história do país. O sr. tenta minimizar esse feito dizendo que o partido de Uribe perdeu em Bogotá, mas esquece que na Argentina, o partido dos Kirchner também perdeu em Buenos Aires. Ou seja, seu argumento é frágil, não é suficiente pra desmanchar a popularidade do presidente.
Pra terminar, eu gostaria de ver no Carta Maior, uma abordagem mais ousada sobre as Farc. Eu não acredito que a notícia mais importante da semana seja tratada de forma tão tímida por um veículo que costuma dar prioridade a América Latina. E quando o tema é abordado, o objetivo do Carta Maior é colocar as atrocidades das Farc em segundo plano. Muito estranho o silêncio dos colunistas desse periódico. Eu não li até agora nenhum repúdio contundente a respeito dessa organização criminosa que usa camuflagem política pra justificar seus atos. Lembro ao Carta Maior, que não há neutralidade perante crimes de lesa-humanidade. Ou você repudia, ou você apóia. A maneira mais cínica de respaldar as Farc, é o silêncio diante delas.
Elso de Lacerda Silva diz:
13/01/2008
Observo que o tempo da FARC como exército de resistência já passou. Este ato da libertação das reféns é muito valioso e tem que ser aproveitado por um estadista como o Presidente Lula. Não acredito na capacidade do Presidente Chavez, ele só pensa em se confrontar com os Estados Unidos. A ONU seria um fórum apropriado para ser iniciada as negociações de paz entre o governo da Côlombia e a FARC. A era do governo Busch com suas ações uinilaterias tem ofuscado a imagem da ONU como mediadora dos conflitos mundiais. Ou então a OEA poderia iniciar as conversações de paz. O conflito pelo confronto não levará a nada de construtivo para ambos os lados.
EDSON EUGENIO DE CASTRO diz:
11/01/2008
Quem não tem um espírito revolucionário não acrescenta nada, né??? Um inernauta disse que as Farc têm que se render..render p quê?? onde eles enfiariam a cabeça depois de lutar tt??? e quanto a Leitão e aquele alex garcia..eles não vão mudar nunca...e o salarinho bom da globo que eles recebem...se sairem de lá vão trabalhar onde..???/ Detonaram o Chavez e o pres da colômbia parece que é um santo, né...aposto que ele sabotou o primeiro plano....VIVA CHE GUEVARA, MORREU LUTANDO PQ ACREDITAVA NA SUA CAUSA..
Dr.João Francisco Lobo Ribeiro diz:
11/01/2008
Acredito que o melhor produto tipo exportação da
Colômbia é a cantora dançarina Shakira que poderá
contribuir muito para a libertação e independência da Colômbia. Um ícone do país,moderno,pop.
Queria colaborar com a tua frase a respeito de 1964,uma síntese maravilhosa do país Brasil. E, colá-la na vinda de Príncipe Regente D.João VI ao Brasil, pois , essa foi definitiva e total = Realmente,"nunca mais o país foi o mesmo." Ou seja, acabou o futuro do país.
E Junior diz:
10/01/2008
Flávio José...é isso mesmo que vc está lendo...o Professor é a favor dos sequestros políticos, (até parece que para quem tá no cativeiro a mais de 5 anos faz diferença o motivo), ações da FARC financiadas por narcotraficantes, atentados, assaltos e tudo mais que um bandido e um terrorista pode fazer, tudo em nome do bem maior e incondicional o comunismo.
E ainda tem camarada a favor de que esse cancer sem propague pela américa latina.
Bem, se vier pro Brasil já sabe o que vai acontecer, de terroristas vão virar "perseguidos políticos"
Um abraço
Acir Moreira diz:
10/01/2008
Caro Mestre, Emir.
É uma pena que tuas matérias não possam ser lidas pela Míriam Leitão, Alexandre Garcia e outros animais de estimação dos Marinhos, pois todos os dias eles tentam desqualificar a atuação de Hugo Chaves nas negociações colombianas, sem ressaltar a importância dessas tentativas para acentar justiça naquele país tão explorado pelo Império do Norte. Por falar nisso, onde está o "Salvador dos Continentes, G.W.B ?" nessas negociações na Colômbia, já que ele se interessa tanto pela paz e pela liberdade na América Latina? É uma pena também que haja tão poucas organizações como as FARC nesse imenso continente, pois são elas que, na sua resistência vão perpetuando sonhos de uma América mais justa tão sonhada por aqueles que nela deixaram seu sangue como Guevara e outros. São elas que vão garantindo lideranças como as de Chaves, Morales, Lula e outros. Grande Abraço.
Viviane Freitas diz:
10/01/2008
Caros colegas,
Percebo pelo último comentário que li, que realmente esse espaço é democrático. Pois, vejo que o colega Flávio José Vieira, conseguiu colocar sua posição aqui, que é clara. Se é certa ou não, não julgarei. Entretanto, acredito que a luta por uma Colombia mais justa e humana não faz parte do desejo norte-americano, mas sim de seus vizinhos que tentan integrar essa América Latina que desde o princípio da história foi explorada, violentada e usurpada por países mais poderosos. E talvez, agora seja o memento de dar um basta a tudo isso e isso só será possível com a união de nações vizinhas e que os Estados Unidos cuidem de seu país e deixem que cada nação resolva seus problemas.
Viviane Freitas
Jornalista
Flávio José Vieira diz:
09/01/2008
Caro Professor Emir:
1 - Pelo que o Sr. escreve devo entender que o vc não apenas apóia, mas também quer que as FARC assumam o controle da Colômbia;
2 - Que o Sr Apóia traficantes;
3 - Que o Sr. defende que estes traficantes tenham o direito de sequestrarem uma candidata a presidente, que como único crime foi o de dizer que se eleita iriar combater o narcotráfico. Realmente ela é muito má e merece estar hpa anos longe de seus familiares e da vida civilizada, afinal, vejam só, queria acabar com o tráfico de drogas;
4 - Creio que o Sr. tb apoie o tráfico de drogas. O que Sr. me diz sobre Fernandinho Beira-Mar?
5 - Nem vou falar sobre Bush, Chavez e cia. Qualquer governo deve trabalhar pela maioria, sem desrespeitar as minorias, desde que estas não violem o estado de direito, caso claro da Colômbia, onde uma minoria, reitero que são traficantes, querem se impor a maioria...
6 - Penso, pelo que o Sr. escreveu que, se Serra estiver perto de se eleger em 2010 - algo por demais provável - vcs irão recorrer as FARC para que o candidato de Lula possa vencer às eleições...
otavino alves da silva diz:
08/01/2008
Na verdade outra colombia é possivel.Qual no quadro esta vivendo aquele povo?Os refens nas mãos dafarc funciona como escudo,os guerrilheiro presos,são mercadorias nas mãos de Uribe,como parte do pagamentoao imperio.
Uma Colombia que no final da decada de 50 e inicio da de sessenta,tinha considerando seu estado de pais capitalista atrasado um forte movimento sindical.Os texteis de Barranquilla,sustentaram uma greve vitoriosa de 120 dias.
Graças as divergencias sinosovietica ou racha no PCC
saiu a luta armada,que com os complicadores de dominio publico a meu ver só uma participação da sociedade civil onde os interesses do pais mesmo capitalista sem ingerencia de Chaves ou de Bush,para mim está descartada mudanças através das armas
Regina Cubas diz:
05/01/2008
Só 3 pontos: o exame de DNA só foi acompanhado por um lado e foi considerado como 'provável', segundo, o Uribe foi acusado pela ex-amante de Pablo Escobar como narcotraficante e terceiro, como fica a Coca Cola sem a importação da folha de coca da América Latina para o seu refrigerante?
jorge diz:
04/01/2008
Estes caros comentadores que me antecedem não querem que as FARC faça prisioneiros....pois bem,...então o que eles vão fazer? atirar flores ?? as FARC são um grupo guerrilheiro que faz uma luta de guerrilha contra os aliados (Uribe) do imperialismo norte americano que faz de conta que faz mas não faz,...ou seja parece que eles (americanos do norte) querem acabar com os cartéis etc...mas quem tomou conta da situação foram eles,....então não chega mais heroína e cocaína á Europa e aos EUA ? claro que chega ou acabou o filão ?
Flávio de Souza diz:
04/01/2008
E no final Uribe tinha razao sobre o menino Emanuel. As FARC nao só raptaram a mae da criança, como a separaram do filho quando ele ainda era um bebe, o entregaram a um cara qualquer, que o levou a uma instituiçao para ser criado como um orfao, sem família. Por sorte o governo colombiano conseguiu localizá-lo. E as FARC sempre mentiram quando diziam que tinham a criança. Se já nao era claro, acho que isso mostra como nao se pode confiar nesses terroristas sequestradores.
Flávio de Souza diz:
04/01/2008
Em frases como "troca entre prisioneiros das Farc com prisioneiros do governo (de Uribe)", o sr Sader iguala a situacao dos civis sequestrados pelas FARC com a dos guerrilheiros presos pelo governo eleito e constitucional - portanto legítimo - da Colombia. De fato, em todo o artigo só há ataques a Uribe e nenhum ás FARC. Ter civis - inclusive bebes - sequestrados por anos a fio nas piores condicoes vai contra todas as regras da guerra civilizada. Ora, a guerrilha clandestina e anti-democrática (quem elegeu Tirofijo como comandante? ) luta contra um governo eleito
democraticamente, uma realidade que nao tem nada a ver com a realidade da Guerra Fria de 40 anos atrás, quando foram fundadas as FARC. É legítimo
criticar certas atitudes de Uribe e seu governo, assim como atitudes de Chavez, mas é essencial apontar as FARC como as grandes culpadas por toda essa situacao trágica. E um detalhe: o governo "anti-popular" de Uribe tem mais de 70% de aprovacao, o maior índice entre todos os presidentes da América Latina.
Flávio diz:
04/01/2008
Não tenho especial admiração pelo Sr. Uribe, mas parece que aqui todo mundo esquece quem está do outro lado. Quem mantém centenas de inocentes como reféns? Quem pratica seqüestros? Quem se esconde por trás de uma ideologia delirante e anacrônica, mas explora o narcotráfico? As Farc, é claro. Todo esquerdista democrata e que deseja com sinceridade o melhor para o povo colombiano deveria repudiar essa organização terrorista e totalitária.
Fabio Rossano Dario diz:
03/01/2008
Parabéns Professor Emir por mais um excelente artigo.
alfio diz:
03/01/2008
Preocupa-me a aproximação entre as atitudes da direita apoiada pelas do narcotráfico. Muito proóximos seus métodos. Lembro-me de Colombia - Noriega (Panamá) - soldados americanos - Vietnam.
Preocupa-me e bastante!!!
Enéias Bastos diz:
03/01/2008
O professor Emir Sader abre o ano com excelente artigo, sobre o resgate dos presos na Colombia. O problema do resgate é que Uribe atrapalhopu o quanto pode, temendo o suceso e os "loros" para Chavés. Uribe faz o que o Bush mandar. Parabéns pelo artigo.
Edu marcondes diz:
03/01/2008
O professor abriu o ano com um artigo maravilhoso, tanto na sua postura, quanto na clareza da exposição do intrincado contexto político.
Parabens
Um ano maravilhoso
Edu Marcondes
Ps. Só faltou explicitar nos interesses do governo Uribe a preocupação em manter o fluxo de dólares da Operação Colômbia enquanto houver o "narcotráfico" a combater.
Rozinaldo Ribeiro da Silva diz:
03/01/2008
Uribe, Presidente da Colômbia, é um político no estilo "pau mandado de Bush". A questão, na minha opinião é que, antes que os americanos se instalem naquele pais, os demais da américa deveriam tomar o governo e entregá-lo ao povo colombiano e fim de papo.
Há um problema seríssimo com a mídia local e o que é pior os governos populares ainda não tomaram nada desses crápulas da comunicação, apenas Chávez fez algo, mas Lula e demais, nada.
A emissora Globo já deveria ter sido fechada!
Rozinaldo Ribeiro da Silva
Ananindeua - Para
Evaldo José Guerreiro Filho diz:
03/01/2008
Todos os comentários do Professor Emir são importantíssimos para o nosso pensar a respeito de situções como esta! Digo isto, porque estou impressionado com a ofensiva da grande mídia sobre Chaves e sobre a esquerda da América Latina! A construção de informações com falsas premissas é absurda e escancarada! Um pouco de noção é o suficiente para se constatar tal fato! Obrigado professor e obrigado a Agência Carta Maior por nos proporcionar essas informações!
alfio diz:
02/01/2008
Caro Prof. Emir, permita-me: onde está escrito Nova Bolívia, lê-se Nova Colombia.
alfio diz:
02/01/2008
Teve momento que eu cria na libertação dos sequestrados em territorio colombiano, mas, a movimentação do exércitod e Uribe fez água que desandou o doce. Não creio, por mais esforços que façam, Venezuela, Brasil e Argentina, polos da AL, pois. Bush vê aquele territorio como implantação do modelo aplicado ao Iraque. Professor, discordo do termo ação bushiana como conjunto metodos idealizados e implantados por Bush, uma vez que não reune competência para tanto.
Uma nova Colombia é possível é o texto que reune a força de expressão de Emir Sader.
alfio diz:
02/01/2008
Teve momento que eu cria na libertação dos sequestrados em territorio colombiano, mas, a movimentação do exércitod e Uribe fez água que desandou o doce. Não creio, por mais esforços que façam, Venezuela, Brasil e Argentina, polos da AL, pois. Bush vê aquele territorio como implantação do modelo aplicado ao Iraque. Professor, discordo do termo ação bushiana como conjunto metodos idealizados e implantados por Bush, uma vez que não reune competência para tanto.
Uma nova Bolivia é possível é o texto que reune a força de expressão de Emir Sader.
alfio diz:
02/01/2008
Teve momento que eu cria na libertação dos sequestrados em territorio colombiano, mas, a movimentação do exércitod e Uribe fez água que desandou o doce. Não creio, por mais esforços que façam, Venezuela, Brasil e Argentina, polos da AL, pois. Bush vê aquele territorio como implantação do modelo aplicado ao Iraque. Professor, discordo do termo ação bushiana como conjunto metodos idealizados e implantados por Bush, uma vez que não reune competência para tanto.
Uma nova Bolivia é possível é o texto que reune a força de expressão de Emir Sader.
bentoxvi-o santo diz:
02/01/2008
Ricos, pobres
e a CPMF
As oligarquias descendem de senhores de engenho e conservavam poder trocando votos por comida. Ações como Bolsa Família, ProUni e acesso à saúde as condenam ao desaparecimento
Por Mauro Santayana
ARTIGO NA REVISTA DO BRASIL.
...UM GOL DE PLACA...E DE BICICLETA DO SANTAYANA...FALTOU SÓ VOLTAR UM POUCO NA GENESE...ANTES DOS SENHORES DE ENGENHO...A MENTE DA ELITE COLONIZADORA PORTUGUESA...QUE DEU ORIGEM A ESTA ELITE DO BRASIL...A MESMA...COMO A COLONIZADORA...ERA DESLUMBRADA COM O EXTERIOR...VIDE A JOSTA QUE VIROU PORTUGAL...SÓ A INGLATERRA ERA O "POINT"...COMO AGORA O BIG BROTHER DO NORTE...EUROPA...JAPÃO...UM CERTO SOCIOLOGO PRESIDENTE...SUA PRIVATARIA...SEU NEOBOBO...SEU NHEM NHEM NHEM...VAMOS PESSOAL CONTINUEMOS A DESNUDAR A MENTE DAS ELITES BRASILEIRA...JÁ APRENDEMOS MUITO...SOBRE OS NOVOS SENHORES DE ENGENHO...ESCRAVOCATAS...
Jorge Nogueira Rebolla diz:
02/01/2008
Presos dos dois lados? O que existe são reféns civis sequestrados pela farc. A farc não possui condições de obter vitória militar, então, já passou da hora dela se render.
Silvio Júnior diz:
06/03/2008
Um Presidente (Uribe) que tem uma origem familiar com ligações com o narco-tráfico o que se pode esperar...