18/09/2008
Nova crise do capitalismo, ao estilo da de 1929, as teses do capitalismo de cassino se confirmam, o Estado norte-americano se contradiz uma vez mais e intervêm pesadamente, demonstrando que sua confiança no mercado não era tão grande como sua propaganda exibia. O capitalismo neoliberalismo mostra suas vísceras, as teses da esquerda se confirmam, de critica – keynesiana ou anticapitalista – ao neoliberalismo.
Os esquerdistas damos risada, confirmadas as nossas teses sobre o caráter anti-social e talvez terminal do capitalismo, esfregamos as mãos ansiosos pela conseqüências sociais e políticas da crises.
Deveríamos? Ou talvez devêssemos perguntar-nos quão preparados estamos para enfrentar essa nova crise com alternativas de esquerda? Não apenas teses, mas força social, política, ideológica, para disputar a hegemonia em crise. Para perguntar-nos se as medidas que os governos tomarão representarão mais sofrimento para os povos, mais desespero, abandono, desemprego, informalidade, sem que possam ver que haveria alternativas?
Se nos limitamos a um papel intelectual, a ser críticos do capitalismo, a nova crise é um prato cheio. Podemos regozijar-nos e despejar todos os dias e semanas novos textos que prevêem – “como já havíamos escrito” – o fim do capitalismo para daqui a pouco tempo.
Mas todo catastrofismo se equivoca. Nos anos 30, a Internacional Comunista aderiu às teses do economista Emilio Varga, que retomava as teses de Lênin par diagnosticar que a crise de 1929 levava o capitalismo, finalmente, à sua etapa final. Conforme o New Deal resgatou o capitalismo de si mesmo, foi introduzida a categoria “segunda fase da etapa final do capitalismo”. Já deveríamos estar na quinta ou sexta fase atualmente.
Giovanni Arrighi recorda como, nos anos 70, a discussão não era sobre o fim do capitalismo, mas quando, onde e como terminaria o capitalismo – tema que aparentemente era assumido até mesmo pelos teóricos do capitalismo.
No entanto, como o próprio Lênin nos recorda, o capitalismo não cai, nem cairá, se não for derrubado – como demonstraram os processos revolucionários que terminaram com o capitalismo, temporal ou definitivamente. Não cai por si mesmo e até mesmo demonstra capacidade de recuperação. Quem diria que a pátria de Lênin, da primeira revolução operário-camponesa da história da humanidade, veria restaurado o capitalismo, numa versão mafiosa?
Quem diria que os Estados Unidos, “feridos de morte” pela crise de 1929, comandariam o maior e mais profundo ciclo longo expansivo do capitalismo da sua história – sua “era de ouro”, segundo Hobsbawn – no segundo pós-guerra, pressionando a URSS e derrotando-a tecnológica e economicamente, antes de favorecer sua implosão política?
Não digo isto para ser caracterizado como disseminador de visões apologéticas do capitalismo ou para alentar o desânimo, mas para cumprir a saudável afirmação de Brecht, de que “devemos tomar o inimigo pelo seu lado mais forte”, para não nos enganarmos sobre as condições reais de luta contra ele, para não subestimar suas forças e, principalmente, não superestimarmos as nossas forças.
A cada crise que a esquerda enfrenta dando risadas e esfregando as mãos, entra e sai mais derrotada ainda, porque se contenta com a contemplação dos últimos dias de uma Pompéia capitalista, que insiste em sobreviver, graças à falta de alternativas – teóricas e políticas – da esquerda. Dessa mesma esquerda que parece acreditar que, finalmente, um dia, não muito longínquo, os povos do mundo se convencerão de suas teses apocalípticas, sem ter construído-as como força econômica, social, política e ideológica.
Por enquanto – como dizia Marx da pequena burguesia -, parece que o povo ainda não está maduro para entender as teses de uma esquerda que se contenta consigo mesma, com nossas maravilhosas teses que nos dizem que a longo, médio ou curto prazo, inevitavelmente a história revelará que caminha para o socialismo.
Pouco terão aprendido das viradas – revolucionárias e contrarevolucionárias – do século XX, seguem esperando passar o cadáver do nosso inimigo, em lugar de preparar meticulosamente a realização dos nossos sonhos e das nossas utopias, como recomendava o realismo revolucionário de Lênin.
Postado por Emir Sader às 11:47
Renê diz:
27/09/2008
Capitalismo
O modelo capitalista não se destrói - transforma-se com a conscientização de cada um e para isso precisa se esgotar como está acontecendo agora.
A conscientização não é conseguida com convencimento, confronto ou campanhas publicitárias e sim, com exemplos, desenvolvimento intelectual, informação plural desprovida de interesse e disputa.
A imparcialidade do informado é fundamental, mais precisamente com amor ao próximo, amor à lisura, amor ao bem, amor à Justiça. Assim, estão sendo identificados, separados e serão afastados os maus profissionais da imprensa, política e justiça.
Os homens de bem haverão de sair de seu casulo no momento certo, e se colocarão em posição para fazer frente ao momento que se impõe, foi para isso que nasceram e não deixarão que uns poucos que já estão à frente da batalha se tornem presas fáceis.
Portanto, não existe um modelo a ser inventado e ser colocado no lugar.
Enquanto modelo, criado por um grupo de estudos será apenas mais um a ser imposto, e o que é imposto é rejeitado e será combatido devido à miséria e vícios que vêm embutidos em seu meio, como conseqüência dos desejos, vaidade, preconceito, soberba e separatismo.
Isso é tarefa para a mãe das invenções – a necessidade, qualidade moral, ética e fraterna principalmente.
A transformação, se da pelo sofrimento e desenvolvimento do próprio homem, quando cansado e vencido por uma luta inglória, começa a se libertar do hipnotismo e percebe não ter sentido se deixar usar em troca de bens que lhe são tirados em qualquer momento pelos mais variados meios.
Sofre pela escolha egoísta, e já começou a sentir que não poderá ter paz se o outro também não a tiver.
O desejo pelas mudanças não pode ter confronto à não ser dentro de si mesmo, para que não exista vencido ou vencedor externo e assim, ser encerrado o ciclo de lutas e violência - os violentos não devem encontrar eco para seus gritos.
Essa é a utopia que está se tornando realidade, naturalmente.
Seus próprios agentes estão se incumbindo dessa tarefa. A cada minuto estão nos fornecendo exemplos e argumentos de que seu modelo foi o último dos modelos nesse atual estágio, e se não encontrarem o apoio e o inimigo que tanto procuram e insistem em construir para mantê-lo, combaterão entre os seus como já está acontecendo e se perderão mais rapidamente.
A cobra engolindo o próprio rabo.
David Rodrigues da Silva diz:
24/09/2008
Caro Emir,por onde anda a Mão Invisível do deus Mercado? será que os Neocons não estão se fazendo de morto só pra comer a marmita do coveiro?Quem aluga a bunda não senta onde quer?
Ribeiro diz:
24/09/2008
O mal do urubu é pensar que o boi morreu. O Tio do Norte vai durar muito. E querer um futuro de mega-potência pro Brasil é desejar a espoliação dos que forem pequenos e fracos,pois esse é destino dos impérios:roubar,mentir,matar.
Sergio Rubin diz:
23/09/2008
Para aqueles que não merecem chamarse latinoamericanos, e preferem lamber os pes de ianquies, angloamericanos e europeios, é a culpa da sua ignorancia sem esperança e a de seus antepasadados, tambem vendidos, que ainda nossa união nao esta terminada. O minimo que poderiam fazer é começar a se pos-alfabetizar e deixar de pensar que os horois estão na TV ou no cinema. A latinoamerica ainda tem muito herois desconhecido, e é o continente que mais tem desde Zumbi até Marulanda, pasando por Fidel e o Che. Vivam as FARC, viva Cuba, Viva Venezuela, Bolivia, Equador , Zapatistas e este novo Brasil sem veja nem globo
Fabio Passos diz:
23/09/2008
Marcos,
Poi eu quero o Brasil seja melhor que Canadá, uma Dinamarca, EUA...
Só que hoje, para a maior parcela da população brasileira, somos piores que Cuba.
Mas muito pior mesmo...
Você parece que tá numa boa.
Marcos diz:
22/09/2008
Cuba já era. Eu quero que o Brasil seja um Canadá, uma Dinamarca, UM EUA.
O IDH de Cuba é similar a regiões do Brasil com população semelhante, como partes do interior de SP. Até pior.
Fabio Passos diz:
22/09/2008
Atenção... o medo da revolução não é apenas fruto de análise intelectual.
conformismo, covardia, receio de perder privilégios... tem de tudo...
Fabio Passos diz:
22/09/2008
Marcos,
foi parte da "receita" que permitiu a Cuba alcançar desenvolvimento humano superior ao do Brasil...
só não vê... quem é cego.
mas é claro que você tem o direito de preferir a receita da mídia afrikaaner.
se o JN faz sua cabeça... paciência.
Tem é de tomar o Estado dos ricos!
Fabio Passos diz:
22/09/2008
Marcos,
foi parte da "receita" que permitiu a Cuba alcançar desenvolvimento humano superior ao do Brasil...
só não vê... quem é cego.
mas é claro que você tem o direito de preferir a receita da mídia afrikaaner.
se o JN faz sua cabeça... paciência.
Tem é de tomar o Estado dos ricos!
Marcos diz:
22/09/2008
Foi a receita do Fábio Passos que deixou Cuba e Coréia do Norte mais ricas e desenvolvidas que Canadá, Alemanha e Dinamarca.
>>>> é melhor ler certas coisas do que ser cego !!!
Fabio Passos diz:
21/09/2008
Luis Lopes,
Não fique chateado mas... quem está indo a falência é o tio sam... por fazer exatamente o contrário do que sugeri.
E agora ainda vão roubar dos pobres para dar aos ricos incompetentes.
Tem de começar a revolução...
Que lugar melhor do que aqui?
Que momento melhor do que agora?
Tem de tomar o Estado dos ricos!
Chega de uma minoria diminuta governando...
Carlos diz:
21/09/2008
Bom deve ser o socialismo do Lula, que defende o DD e está fazendo de tudo para que não seja condenado. Que socialismo é esse que está criando o maior monopólio das telecomunicações? Que socialismo é esse em que somente o politburo enriquece (leia-se o Lulinha e cia)?
Luis Lopes diz:
21/09/2008
Excelente o comentário do Sr. Fábio Passos, pois dá a receita certa para levar um país à falência.
Gerson diz:
21/09/2008
Salomão, aprenda a colocar links em seus textos !!!
andrade da silva diz:
21/09/2008
Não sei se o capitalismo está a morrer ,ou sequer se vai morrer: sei sim que qualquer que seja a situação futrura morte ou contiinuação do capitalismo com saúde critica, não estão constituidas alternativas à esquerda, e disto é um exemplo gritante o tão mau governo do Presidente Lula da Silva,onde, estão presentes os defeitos mais graves do capitalismo mais selvagem, o que leva Marcola e outros a pensarem que um dia O BraSIL E O Mundo serão ocupados pelos exércitos de criminosos, pasando estes a governarem o Mundo. Esta gente, perigosamente ,pode ter razão.
Abraço de portugal.
andrade da silva
Luiz diz:
21/09/2008
Os esquerdistas damos risada, confirmadas as nossas teses sobre o caráter anti-social e talvez terminal do capitalismo, esfregamos as mãos ansiosos pela conseqüências sociais e políticas da crises.
É SÓ ISSO MESMO QUE ESQUERDA SABE FAZER. QUAL SERÁ A PARTE DA REVOLUÇÃO QUE IRÁ CUIDAR DOS MILHÕES DE DESEMPREGADOS QUE "SOBRARAM" APÓS A DERROTA DO FAMIGERADO CAPITALISMO?? VOCÊ, ESQUERDISTAS, SABEM O QUE FAZER QUANDO A FORTALEZA RUIR??
LERO LERO DE ESQUERDA É OSSO!
Sérgio Barroso diz:
21/09/2008
Prezado Emir:
1. O Editorial da Monthly Review (2004), "Da má tradução à má interpretação" equaciona - argumentando muito bem - sobre a problemática da visão do grande Lênin, "a última fase do capitalsimo". A significação trata de "última" como sendo a mais recente, avançada do capitalismo; não da idéia reducionista e deturpada de "fim de linha".
2. Em seu excelente "A era dos impérios (1875-1914)", Hobsbawm escreve exatamente acerca dessa magna questão: "não foi, evidentemente, a 'etapa final' do capitalismo; mas, à época, Lênin nunca afirmou que fosse" (Paz e Terra, 2003, 8ª edição, Introdução, p. 27).
3. O nome do economista da IC é Eugen Varga - não Emílio.
Concordando com sua opinião central, saudações socialistas,
Barroso
Salomão diz:
20/09/2008
Prezados(as),
No ano passado, em 05/11/07, tivemos na UNICAP, onde estudo História, uma palestra sobre os 90 Anos da Revolução Russa. Divulgo aqui um texto sobre o tema, escrito pela Profa. Virgína Fontes, distribuído naquele evento. Creio que a leitura desse texto poderá contribuir com o debate aqui levantado.
C:\Documents and Settings\Salomão\Meus documentos\Textos políticos ideológicos\O Espectro que o Capital Recria - 2.mht
CESAR ROCHA diz:
20/09/2008
Emir, permita-me escrever: parabéns por este post: "psicografou" minha angústia de ativista de esquerda nessa "perifa de morte" da cidade São Paulo. Para a malemolente esquerda brasileira, creio, ainda há tempo para a disputa hegemônica diante das possivéis soluções... Só precisa acordar desse torpor do poder! Como se vê no governo Lula, e também diante da perspectiva de outro govermo Marta aqui em SP; já se vê a avidez dos "grupos" sonhando com a volta ao poder e suas soluções acomodadas "dentro da ordem", enquanto isso a ANOMIA (barbárie, diria Cornelius Castoridias) avança sobre a incipiente cidadania dos habitantes da periferia.
Luiz diz:
19/09/2008
Vamos deixar esquerda e direita pra lá e dar as mãos? Como está, enquanto uns fazem alguma coisa, outros tentam puxar o tapete pra ver se ele cai. Não vai dar certo nunca. Quando falo de esquerda e direita, não digo só na política, mas as distinções de que alguém tem que ser mais legalmente do que outro. Todos têm mais ou menos capacidade de raciocinar. Então, todos podem contribuir. Trabalho no meio de "doutores", que seriam o ápice da intelectualidade da sociedade, mas que são bons só no que eles se prepararam profissionalmente. Outros recursos, que os torna seres humanos melhores, nenhuma faculdade no mundo, por mais prestígio que tenha, pode passar para ele. Então, nada de abrir mão da oportunidade de contribuir para que o seu doutor faça por mim. Ele não tem essa bola toda não.
Newton Albuquerque diz:
19/09/2008
Concordo perfeitamente com o Emir, mas acrescentaria necessidade de uma retomada de nossas reflexões mais radicais sobre a alternativa ao capitalismo, o socialismo.Precisamos deixar de estruturar um discurso de mera crise fenomênica ao capitalismo, de atuar apenas "pelas beiradas da ordem" e pregarmos com mais ênfase valores contra-hegemônicos. Precisamos ter menos vergonha de nos definirmos como socialistas/comunistas e denunciar a falência ética,ecológica, política, cultural e estética do capitalismo.
Fabiano Duarte diz:
19/09/2008
Não sei como lutar para superar o capitalismo. Aqui, no Brasil, a luta dos socialista consiste em acabar com a gigantesca desigualdade existe na sociedade brasileira que é na verdade a constraução mais acabada do capitalismo. Capitalismo é sinônimo de exclusão, de produção de milhões de analfabetos funcionais, de trabalhadores ganhando até 700 reais mensais, de milhões de brasileiros que no século XXI não têm luz, esgoto, moradia. Capitalismo é miséria, fome, destruição da natureza, destruição dos seres humanos, destruição, inclusive, do planeta Terra. Capitalismo é escravidão de milhões e acumulação de riqueza de muito poucos.
Jorge diz:
19/09/2008
Muito bem, professor! O que devemos fazer?
Gerson diz:
19/09/2008
É um erro grosseiro dizer que o PROER ou essa ajuda emergencial de Bush simplesmente salvarão banqueiros.
Salvaram, sim, os depósitos de milhões de correntistas e investidores minoritários. Os bilhões do PROER economizaram ao povo brasileiro dezenas de vezes o valor investido.
A situação alternativa ao PROER seria o correntista chegar na boca do caixa do Banco Nacional, ou Econômico e ouvir da funcionária que suas economias e investimentos haviam desaparecido.
A mesma coisa nos EUA, porém mais violentamente ainda, pois pararia-se o crédito à casa própria.
O que mais me surpreende é a repetição dessa interpretação absurda. Creio que isso acontece por puro populismo e demagogia.
Filipe Rodrigues diz:
19/09/2008
O que a esquerda passou nos anos 90 foi o que a direita passou nos anos 30. Após a crise de 29 a direita viou que era importante distribuir renda para uma sociedade mais harmoniosa, e após a queda do muro de Berlin a esquerda viu que não era possível socialismo sem democracia.
eduardo oliveira diz:
19/09/2008
O capitalismo não é incompatível com Keynes. Nenhum capitalista diz que a intervenção estatal é proibida.
Não é a primeira crise financeira nos EUA, nem será a primeira vez que o governo vai intervir de forma agressiva na economia.
E os EUA continuarão a ser um país capitalista.
Fernando Henrique Cardoso promoveu o Proer aqui no Brasil. E continuamos a ser um país capitalista com Lula.
luiz claudio pinheiro diz:
19/09/2008
O papel da esquerda não é dar risada, o papel da esquerda é construir um futuro democrático e popular para a humanidade, aconteça o que seja que estiver acontecendo no mundo. Risada a gente dá nos momentos de descontração, mas confundir isso com resposta política me parece um grande equívoco. Nesta crise, como em qualquer outro momento histórico, o que precisamos fazer é refletir sempre mais. E, aqui no Brasil, apoiar decidamente o presidente Lula a construir o futuro do Brasil.
altamiro souza diz:
19/09/2008
concordo pra começar com o pauloi cezar. Aliás, pelo pouco que sei de marx, a jogda é desenvolver o capitalismo até a sua fase mais aguda de bonança para que possa então haver uma sociedade mais justa em que os bens possam ser apropriados por todos. A idéia das ações pode ser contestada, seria apenas um socialismo além ds sociedades anônimas, mas seria pelo menos algo que tem a ver com o nosso dia a dia. não há nada de profecia e revelação de coisas que nem sequer objetivamos. e por aí vai...
Raymundo De Paschoal diz:
18/09/2008
O governo atual, que prefere se manter amarrado na economia mundial, está se apressando em dizer que a "crise" não nos pegará. A meu ver não é verdade, pelo menos na área que milito - arquitetura e urbanismo. Especialmente em São Paulo assistimos cada vez maior participação de urbanistas, técnicos e dinheiros estrangeiros a emprestar "grifes" a empreendimentos, na esteira do nosso boom imobiliário, muito parecidos com os deles implodidos. E não têm faltado empresas e profissionais para apenas "abrasileirar" os empreendimentos junto aos órgãos públicos e de fiscalização do nosso exercício profissional. Desconfiamos que o insucesso do boom imobiliário dos EUA já está sendo transferido para cá. A esquerda sem poder de reagir e se organizar, efetivamente alijada do Poder pela obra petista, nada poderá fazer. E aí vem "chumbo!". Como sempre o povo vai pagar a conta. Quem viver verá.
Fabio Passos diz:
18/09/2008
"Ela virá. A Revolução conquistará para todos o direito não somente ao pão, mas à poesia."
Leon Trotsky
Virá mesmo? Nós temos é de trazer ela!
Fabio Passos diz:
18/09/2008
amanhã eu volto prá continuar.
sacaram a democracia direta? Única forma de legitimar a revolução e evitar a reação reacionária... que será forte.
ainda vai ter...
- Instaurar nova constituinte para o período de transição capitalismo-socialismo.
- submissão do board das grandes cias não estatizadas ao controle das decisões pelo Estado
- Redução da jornada de trabalho servindo ao capital, implementção de jornada de trabalho voluntário remunerada pelo capital.
- Criação de comites democráticos para tomada de decisão em nível municipal diretamente por participação popular
- Definir teto para patrimônio individual, familiar e de quaisquer tipos de associação e organização privada. Expropriação do patrimônio excedente.
É um longo caminho... mas que precisa ser feito rapidamente.
Se ficarmos só rezando prá São-Marx não vem nunca.
Revolução não cai do céu.
"Eles" são muito eficientes prá se reorganizar.
Moisés Ramalho diz:
18/09/2008
O eminente professor deseja o fim do "inimigo"? Ok. E qual seria a alternativa viável ? A economia planificada - como demonstrou as ditaduras esquerdistas - não funcionam. A economia de mercado é a única capaz de gerar riquezas . Agora, é óbvio que o atual sistema nao é perfeito.
Recorrer a utopias, idealizando um mundo perfeito, sem guerras, sem fome, sem crimes etc, parece-me mais com conceitos místico-religiosos; Será que o professor está querendo nos dizer algo sobre o paraíso, como aquele prometido pela escatologia cristã ?
Fabio Passos diz:
18/09/2008
Sem revolucionários não há revolução.
Já não deu no saco ficar só assistindo e esperando?
Prá mim deu... nunca vai chegar se não agir.
O capital sempre supera suas crises e para conseguir isso cobra caro... adivinhem de quem?
Se deixar o Estado nas mãos dos capitalistas vai acontecer o que sempre aconteceu.
Tem de tomar o Estado deles!
Como reagir contra a garfada que o capital vai dar na sociedade para se recuperar?
Seguindo ações em ordem cronológica...
1) Estatiza o BC e não só isso... todo o sistema financeiro. Fecha o livre trânsito de capital especulativo e remessa de lucros.
2) Democracia direta: Agenda de plebicitos para
- Legitimar a estatização do sist financeiro
2) Despeja dinheiro barato e abundante para os pequenos fomentando crescimento.
3) Aumenta rapidamente a participação dos salários em relação ao PIB, com aumento do salário mínimo (não uma curvinha... um degrau!) e tributação progressiva... cobrar dos ricos mesmo. Prá valer. Como nunca antes foi cobrado!
4) Estado como motor do crescimento em investimentos vultosos em infra-estrutura (estradas- portos - aeroportos - ferrovias - saneamento), tecnologia, saúde, educação e urbanização.
5) Estatização das grandes companhias e latifúndios produtivos, sem o qual não será possível controle dos preços fundamentais.
6)
Marcos diz:
18/09/2008
Crise NO capitalismo, não DO capitalismo. O capitalismo tem que ser ampliado e não substituído por idéias falidas.
Paulo Cezar da Silva diz:
18/09/2008
O problema é achar que o capitalismo tenha que acabar. Eu sou de esquerda, mas não acredito mesmo que o capitalismo tenha que acabar.
Neste momento os meus amigos de esquerda já devem ter desisitido de ler minhas palavras. Mas é isto mesmo.
Na minha visão o capitalismo precisa ser ampliado, o mercado acionário é onde nós trabalhadores seremos donos do mercado. O governos precisa regular esta jogatina, evitando que os poderosos roubem os pequenos, e vice-versa.
Temos que ter a empresa privada, a empresa estatal e a empresa mista, e aquelas de interesse público. Todas elas reguladas por leis claras, e com as agências.
Os governos de esquerda tem que dar prioridade ao welfare state, mas tem também que buscar a eficiência nos gastos públicos. E tem que investir em infra, segurança, saúde e educação. Fica fora do resto, que tem dinheiro privado interessado.
Além disto, os governos de esquerda tem que investir naquilo que não tem atratividade ao capitalismo, e ao mesmo tempo naquilo que precisa muito dinheiro para acontecer, e que a iniciativa privada não conseguiria fazer.
No mais, um sistema politico mais equilibrado, mais representativo do voto do cidadão.
E tem que cuidar da parte frágil da sociedade, onde o tecido social esteja deteriorado de tal forma, que se não recuperado irá somente gerar mais deterioração. Tem sim que intervir para quebrar este ciclo, e intervir pesado como o Lula tem feito.
Governos de esquerda tem também que respeitar as leis postas, e trabalhar para melhorá-las, sem nunca infrigir a lei.
é isto !!!
Isto é ser de esquerda?
claro que sim.
E isto é um resumo do governo Lula.
abraço
João Aguiar diz:
18/09/2008
Esta "crise" é uma depuração capitalista do capital financeiro, um parasita do sistema, por sua vez parasita da sociedade e da classe trabalhadora em particular.
Esse parasita financeiro faz parte da classe capitalista e, portanto, está sendo com mimos porque se quebrar, o sistema todo ruirá, pelo menos é o que diz o Bililiu, um conhecido meu de buteco do Barro Preto, aqui em BH.
Assim o capital retorna para a produção, os EUA arrumam a casa e vivemos felizes para sempre, enquanto isto Bolívia, Equador e Venezuela fazem a revolução, será que isso aqui vai virar um Vietnam?
SyzJIBDvR diz:
24/05/2009
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