21/11/2008

A crise da extrema esquerda

Os resultados das eleições municipais vieram corroborar o que o cenário político nacional já permitia ver: o esgotamento do impulso da extrema esquerda, que tinha sido relançada no começo do governo Lula. A votação em torno de 1% de dois dos seus três parlamentares, candidatos a prefeito em São Paulo e no Rio de Janeiro, com votações significativamente menores do que as que tiveram como candidatos a deputados, sem falar na diferença colossal em relação à candidata à presidência, apenas dois anos antes – são a expressão eleitoral, quantitativa, que se estendeu por praticamente todo o país, do esgotamento prematuro de um projeto que se iniciou com uma lógica clara, mas esbarrou cedo em limitações que o levam a um beco difícil, se não houver mudança de rota.

A Carta aos Brasileiros, anunciando que o novo governo não iria romper nenhum compromisso – nesse caso, com o capital financeiro, para bloquear o ataque especulativo, medido pelo “risco Lula” -, a nomeação de Meirelles para o Banco Central e a reforma da previdência como primeira do governo – desenharam o quadro de decepção com o governo Lula, que levaria à saída do PT de setores de esquerda. A orientação assumida pelo governo inicialmente, em que a presença hegemônica de Palocci fazia primar os elementos de continuidade com o governo FHC sobre os de mudança – estes recluídos basicamente na política externa diferenciada e em setores localizados – e a reiteração de um governo estritamente neoliberal davam uma imagem de um governo que era considerado pelos que abandonavam o PT, como irreversivelmente perdido para a esquerda.

O dilema para a esquerda era seguir a luta por um governo anti-neoliberal dentro do PT e do governo ou sair para reagrupar forças e projetar a formação de uma nova agrupação. Naquele momento se cogitou a constituição de um núcleo socialista, dos que permaneciam e dos que saíam do PT, para discutir amplamente os rumos a tomar. Não apenas cabia uma força à esquerda do PT, como se poderia prever que ela seria engrossada por setores amplos, caso a orientação inicial do governo se mantivesse.

Dois fatores vieram a alterar esse quadro. O primeiro, a precipitação na fundação de um novo partido – o Psol -, com o primeiro grupo que saiu do PT – em particular a tendência morenista – passando a controlar as estruturas da nova agremiação. Isto não apenas estreitou organizativamente o novo partido, como o levou a posições de ultra-esquerda, responsáveis pelo seu isolamento e sectarização. A candidatura presidencial nas eleições de 2006 agregou um outro elemento ao sectarismo, que já levaria a uma posição de eqüidistância em relação ao governo Lula. O raciocínio predominante foi o de que o governo era o melhor administrador do neoliberalismo, porque além de mantê-lo e consolidá-lo, o fazia dividindo e confundindo a esquerda, neutralizando a amplos setores do movimento de massas. Portanto deveria ser derrotado e destruído, para que uma verdadeira esquerda pudesse surgir. O governo Lula e o PT passaram a ser os inimigos fundamentais da nova agrupação.

Esse elemento favoreceu a aliança – já desenhada no Parlamento, mas consolidada na campanha eleitoral – com a direita – tanto com o bloco tucano-pefelista, como com a mídia oligárquica -, na oposição ao governo e à reeleição de Lula. A projeção midiática benevolente da imagem da candidata do Psol lhe permitia ter mais votos do que os do seu partido, mas comprometia a imagem do partido com uma campanha despolitizada e oportunista, em que a caracterização do governo Lula não se diferenciava daquela feita na campanha do “mensalão”. Como se poderia esperar, apesar de algumas resistências, a posição no segundo turno foi a do voto nulo, isto é, daria igual para o novo partido a vitória do neoliberal duro e puro Alckmin ou de Lula. (Se tornava linha nacional oficial o que já se havia dado nas primeiras eleições em que o Psol participou, as municipais, em que, por exemplo, em Porto Alegre, diante de Raul Pont e Fogaça, no segundo turno, se afirmou que se tratava da nova direita contra a velha direita e se decidiu pelo voto nulo.)

Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo – até mesmo na CPMF – e não apoiassem as políticas corretas do governo – como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente – como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda – que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda – a integração continental.

Por outro, o governo Lula passou a outra etapa, com a saída de vários de seus ministros, principalmente Palocci, conseguindo retomar um ciclo expansivo da economia e desenvolvendo efetivas políticas de distribuição de renda, ao mesmo tempo que recolocava o tema do desenvolvimento como central – deslocando o da estabilidade, central para o governo FHC -, avançando na recomposição do aparelho do Estado, melhorando substancialmente o nível do emprego formal, diminuindo o desemprego, entre outros aspetos.

A caracterização do governo Lula como expressão consolidada do neoliberalismo, um governo cada vez mais afundado no neoliberalismo – reedição de FHC, de Menem, de Carlos Andrés Perez, de Fujimori, de Sanchez de Losada – se chocava com a realidade.

Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a “assistencialismo”, mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade.

O isolamento dessas posições se refletiu no resultado eleitoral, em que todas as correntes de ultra-esquerda ficaram relegadas à intranscendência política, revelando como estão afastadas da realidade, do sentimento geral do povo, dos problemas que enfrenta o Brasil e a América Latina. As políticas sociais respondem em grande parte pelos 80% de apoio do governo,rejeitado por apenas 8%. Para a direita basta a afirmação do “asisistencialismo” do governo e da desqualificação do povo, que se deixaria corromper por “alguns centavos”, mas a esquerda não pode comprá-la, por reacionária e discriminatória contra os pobres.

Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria.)

Não fazer um balanço das derrotas, não se dar conta do isolamento em que se encontram, da aliança tácita com a direita e das transformações do governo Lula – junto com as da própria realidade econômica e social do país –, da constatação do caráter contraditório do governo Lula, que não deveria ser se inimigo fundamental revelariam a perda de sensibilidade política, o que poderia significar um caminho sem volta para a extrema esquerda. Seria uma pena, porque a esquerda brasileira precisa de uma força mais radical, que se alie ao PT nas coincidências e lute nas divergências, compondo um quadro mais amplo e representativo, combinando aliança a autonomia, que faria bem à esquerda e ao Brasil.

Postado por Emir Sader às 05:25

75 Comentários

Jonathan diz:

03/03/2009

Acho que o essencial é deixar claro que o PT e suas alianças estão formando uma tendência de centro-esquerda, um campo que teoricamente cabia ao PSDB e que ele mesmo de certa forma emigrou.

O PT está claramente querendo se estabelecer nesse campo, e de certa forma usurpando socio-ideologicamente a base do PSDB - talvez isso seja a principal razão da agressividade entre PSDB-PT. Em suma, o PT quer ser uma social-democracia clássica(centro-esquerda), enquanto o PSDB se tornou de fato um "social-liberalismo"(centro-direita) propriamente dito. E o DEM um "liberal" por completo(direita). Falta partidos assumirem o socialismo totalmente, formarem a esquerda, um campo consequente e crítico, que deve se opor apenas a fração não esquerdista do projeto-governo PT. Acho que isso falta ao Brasil. Um conjunto de partidos que expressem a esquerda. A dita "extrema esquerda" são meros sectários.

E olha que nem falei de comunismo propriamente dito...

Roberto Ribeiro diz:

07/12/2008

Sou filiado ao Psol, meu desencanto com o Partido começou quando os parlamentares psolistas se aliaram ao Psdb e Dem para votar contra a CPMF, nos últimos 02 anos fui membro do Conselho Municipal de Saúde de Rio das Pedras / SP. Na eleição municipal não me deixaram ser candidato a vereador (um camarada ligou na minha casa negando a candidatura), pois, iríamos coligar com o Psb, porque o candidato a vice-prefeito era do Dem. Apelei para os Diretórios Estadual e Nacional e até hoje não obtivemos respostas, nos ignoraram totalmente.

Luiz Octávio Rocha Souza diz:

01/12/2008

Rio, 01.12.2008

Brilhante artigo. Realmente, como diz o adágio popular, os extremos se atraem. Ou seja, extrema esquerda e extrema direita são a mesma coisa. PSOL, PSTU, DEM e PSDB iguais.Atacam por atacar o governo Lula.
Continue sempre assim Emir.
Grande abraço. Luiz Octávio.

Lucas Rafael Chianello diz:

29/11/2008

Demais, lindo, maravilhoso (o artigo)! Parabéns, Prof. Emir!!!!!

José Carlos Rocha Junior diz:

28/11/2008

Parei de ler nessa passagem.

Esse elemento favoreceu a aliança – já desenhada no Parlamento, mas consolidada na campanha eleitoral – com a direita – tanto com o bloco tucano-pefelista, como com a mídia oligárquica -, na oposição ao governo e à reeleição de Lula. A projeção midiática benevolente da imagem da candidata do Psol lhe permitia ter mais votos do que os do seu partido, mas comprometia a imagem do partido com uma campanha despolitizada e oportunista, em que a caracterização do governo Lula não se diferenciava daquela feita na campanha do “mensalão”

Emir, não adianta comemorar a derrota do PSOL, por causa de uma eleição, ou talvez não sabe que o PT só conseguiu vitórias importantes no final da década de 80 e início de 90, depois de 5 eleições seguidas.

Então Emir deixa esperar pra acontecer as próximas eleições, antes de tirar conclusões precipitadas, valeu.

Tarcísio Pereira diz:

28/11/2008

Gostaria de saber se as campanhas eleitorais, em boa parte financiadas com o dinheiro de Daniel Dantas, tido como mero cx.2, não contibuiram (ainda contribuem?) para o extrangulamento dos partidos menores? Se isso for verdade, não significaria uma TRAGÉDIA na democracia?

Raimundo W. S. Melo diz:

27/11/2008

Sobre a crise com o Equador -2 :
Países da AlBA se solidarizam com o Equador: Resolução da Cúpula realizada em Caracas, não somente apoia, mas também se solidariza con a decisão equatoriana, e também recomenda aos países endividados a realização de auditorias similares para por em evidência os atos que lesionaram suas economias, quebrando a ordem jurídica que deve reger o estado de direito. Assim, o Equador e seu presidente Rafael Correa não estão isolados nesta questão.

felipe magalhães diz:

27/11/2008

Deve-se levar em consideração também, para se avaliar de forma mais completa esta situação em que entrou o PSOL, a situação do financiamento de campanhas em que estamos, cuja lógica o partido majoritariamente rejeita, e que o PT sequer faz muito esforço para contestar. Fiquei decepcionado com o partido nas últimas eleições ao fazer alianças com outros setores (estes sim sectários) da "extrema esquerda" [existe um tom um tanto pejorativo aí não é mesmo?] que não permitem debate interno, como PSTU etc.

Quanto ao Lula neoliberal, estamos num ponto de inflexão em relação a isso, que 2009 confirmará ou refutará esta tese definitivamente, em termos de política econômica (que, infelizmente, passou a constituir o cerne de qualquer governo). Dada a conjuntura, tem-se "a faca e o queijo na mão" para romper com alguns preceitos que aí estão desde 1995 e que deixaram de ser respeitados pelos próprios agentes que os formularam (grandes players internacionais, todos sabemos), e voltar a fazer política keynesiana contra-cíclica, mantendo o crescimento não através desta política monetária que andam ensaiando aí (em tempos de aversão ao risco não há política monetária que funcione) mas sim através do endividamento para financiar uma ampliação do PAC, por exemplo. para maiores detalhes, vai o dossiê da crise, da associação keynesiana brasileira
http://www.ppge.ufrgs.br/akb/dossie-crise.pdf
quem viver verá...

abraços,
felipe
bhz

ps: engraçado é que os economistas keynesianos (ligados ao PT ou não), que estão longe de ser "extrema esquerda", se aliaram amplamente ao PSOL em 2006...

david albuquerque diz:

26/11/2008

Até parece que tudo começou com a chegada do governo Lula. A esquerda até então era unida entorno do "projeto da esquerda", mas algumas travessuras de Lula (que inicialmente andou com Palocci e outros da ala do mal) deram a leve impressão de ele não ser mais "o grande homem da esquerda". Mas tudo vem mudando e Lula nos apresenta, aos poucos, o caminho da grande revolução, embora alguns, cegos pelo extremismo, não consigam perceber, pois perderam a 'sensibilidade com a realidade', já que o povo grita "Lula!" nas ruas e as eleições dão uma lição aos extremistas e à direita (que, dependendo da ocasião pode ser chamada também de "elite branca paulista"). [Não foi o povo quem elegeu FHC? Duas vezes? Quem somos nós para dizer que o povo se precipitava, né?! Que elitismo o nosso!] A CUT, coitada, que sempre atuou de forma tão exemplar, começou a perder sindicatos por causa do sectarismo, uma doença que se alastra geralmente entre aqueles que votam no Psol ou no PSTU. Lula, depois que conseguiu expulsar a turma do mal - Palocci e c&a - retoma o ciclo expansivo da economia. Pf! Sem uma mínima contextualização com o movimento do capitalismo em escala internacional. FHC = estabilidade, Lula = desenvolvimento. A "política de gabinete" decide tudo mesmo, é tudo questão de decidirmos os bons governantes. [Recomendação quanto ao melhoramento do "nível do emprego formal": vejam a situação dos trabalhadores "formais" e veremos a que custo esses números podem nos iludir. "Bom" e "mal" não podem caminhar juntos, não é? Não seria interessante, como nos alerta a velha frase, além de pensarmos a contradição, pensarmos por contradição!? Depende do objetivo, né...] "Se aliar nas coincidências e lutar nas divergências"... nossa, que perspectiva de totalidade! As "boas" propostas devem ser implantadas e as "más" recusadas, assim, no fim das contas, só haverão as "boas". Se eu soubesse que era tão fácil...

tarcisio Delgado diz:

26/11/2008

Emir: Mais uma vez gostei muito do teu artigo "A crise da extrema esquerda" Gosto, também, de dar meu palpite, na crítica ao neoliberalismo, no meu blog. Abraço. Tarcisio

Almir Nóbrega da Silva diz:

25/11/2008

Gostei da provocação, incentiva o debate. Grande contribuição. Precisamos definir claramente qual é o nosso lado. Certamente não é junto da galera que criminosamente entregou a Vale e grande parte do patrimônio do povo brasileiro. Se descendentes tivessem que responder pelos ancestrais, veriamos muito bebê sendo algemado ao nascer.
Que se faça uma revolução nos espaços comandados pelos ex-companheiros, prevalecendo ética e coerência com seus discursos.
O que não dá é ver a omissão e a irresponsabilidade de alguns pessoas politizadas, que raivosamente e sob o manto da revolta, contribuem e fortalecem a política de inimigos que entendo comuns a todos nós.
Façamos justiça ao deputado Chico Alencar(RJ), que não titubeou no segundo turno das eleições de 2006 e apoiou o companheiro Lula.

milton temer diz:

25/11/2008

Bravo Emir,
Só queria saber se a avaliação do governo Lula continua valendo depois da assinatura, na reunião do G20, do documento imposto por Bush com sagração do livre mercado como solução para o desenvolvimento humano, e depois da assunção de defesa da Odebrecht, que recebeu o dinheiro do BNDES, posteriormente debitado na conta do Equador. A propósito, quando a maioria petista-malufista, calheirista vai cumprir o preceito aprovado na Constituição de 88 de fazer, como o governo Rafael Correa fez, auditoria da nossa dívida? Saudações fraternas, Milton Temer

David Oliveira diz:

25/11/2008

Concordo com o Emir, o que falta hoje na esquerda é reflexão. O Psol e os demais partidos de extrema esquerda erram ao fazerem do atual governo uma simples continuação do de FHC e ao se oporem tanto acabam compactuando com a direita.

E se o PT não é mais um partido genuinamente (não é trocadilho) de esquerda, o trabalho feito pelo Lula também não deve cair em segundo plano ou discussões sobre a ideologia do partido como um todo.

A esquerda, acredito, ainda respira mas precisa autocriticar-se. Precisa renovar-se urgentemente!

ALUÍZIO VALÉRIO DA SILVA diz:

25/11/2008


Esses fascistas que pousam de esquerdista, são de fato os "Quintas Coluna"; Que desde o tempo do Menchevista que estão se se aliadndo o que tem mais atrazado, para impor sua esquisofrenia !

José Afonso da Silva diz:

25/11/2008

Que a esquerda foi mal no processo eleitoral, não há o que discutir. As fontes de Emir Sader não correspondem. Agora Emir, me responda algumas perguntas: Você acha que o PT ainda é de esquerda? Se não, o que você ainda faz dentro dele? Olha, na boa,,,, esse texto serve a quem? para esquerda que ainda luta? Avalio que não....

Helton diz:

24/11/2008

Emir, há que se reconhecer os acertos do governo Lula. Mas o que me diz da reforma agrária? Fez-se muito pouco e, além disso, a reforma agrária saiu definitivamente da agenda do governo. Não há metas. Não se mexeu nos índices de produtividade. Não há mais PNRA. Pelo menos neste quesito, houve retrocesso no segundo mandato.

Heitor diz:

24/11/2008

Volto a leitura das palavras de marcos, pela profunda comparação que o fez, quase como olhar no espelho e não se ver; quer dizer então que criticar o PT é ser sectário, quer dizer então que a crise é da extrema esquerda? ou será do PT que não se realiza como esquerda? será que as cabeças pensantes do PT entendem a natureza do capitalismo? será o PT esquerda? será LULA um revolucionário? muitos estão rindo ao meu lado!

francisco diz:

24/11/2008

Nesta sopa de letrinhas,gostaria de saber se alguns de voces querem voltar a fazer trabalho em porta de fabrica ou preferem ficar olhando para o ESTADO e deixar o abismo ainda maior, entre a vanguarda e a classe trabalhadora,ou seja, VAMOS CONSTRUIR O NOVO,TOPAS?

Edivaldo Tavares diz:

24/11/2008

Nunca votarei no Psol.Demagógicos,irresponsáveis e traíras.

Jorge Ernesto Couto de Castro diz:

24/11/2008

Concordo totalmente com esse artigo, de fato, no Brasil, as esquerdas estão muito divididas um exemplo disso foi aqui em Porto Alegre, que teve quatro mulheres de tendência esquerdista disputando a prefeitura de Porto Alegre, mas mesmo assim quem ganhou a eleição nos dois turnos foi um homem José Fogaça, de tendência centrista. E no Brasil de um modo geral o eleitorado preferiu a experiência a ideologia.
Portanto as esquerdas principalmente as de tendências mais radicais foram na minha opinião as maiores derrotadas nessas eleições.

Blogueiro diz:

24/11/2008

Excelente texto.

Já esta ecoando na web.

;)

Ary da Silva Martini diz:

24/11/2008

Psol e Pstu: uma mistura de esquerdismo com loucura.

israel diz:

24/11/2008

É uma pena que Emir Sader parece considerar apenas o PT como esquerda, esquecendo o PSB e o PC do B, mas esta análise sobre os rumos da extrema esquerda é bem pertinente

antonio elder de sousa diz:

24/11/2008

O comentário foi maravilhoso concordo em gênero número e grau; mas devemos ver que os integrantes do psol não sairam do pt foram espulsos por ordem do todo poderoso zé dirceu.

Murilo Junqueira diz:

23/11/2008

Parabéns Professor! Artigo maravilhoso!!!

Janes Rodriguez diz:

23/11/2008

Sabe que tipo de sindicalismo o PSOL/PSTu praticam hoje ns sindicatos que tomaram de assalto no Rio de Janeiro? Expulsam sindicalizados DE BASE pr crime de opinião. Qual opinião? A opinião de que o governo Lula está sim ampliando recursos para a saúde, para o combate à dengue, para a educação e ampliando as universidades públicas. São contra as cotas, são contra o REUNIm, são cotntra PROUNI e são contra a ampliação de 12 para 18 alunos por professores nas IES Federais. E são contra a ampliação de oito para doze horas/aula para os professors das IES Federais. São contra a dedicação exclusiva, são contra tudo e contra todos que não rezem pela doutrina do PSOL/PSTU. São, enfim, junto com demo-tucanos e a mídia empresarial, um perigo para a democracia. NOs sindicatos que tomam de assalto fazem congressos fantasmas, assembléias fantasmas, como o que virou a ANDES, antes combativa e de luta e agora transformada num aparelho ideológico desse sectarismo estéril e estreito. Mas os cursos de especialização privados - porque pagos - nas IES Públicas continuam. E não dizem nada - a ANDES - sobre o aumento do teto para os/as professores/as da federais de oito para doze mil. Também nós da educação básica concordamos que os/as professores/as todos temos que ser bem pagos. Mas a ação da ANDES antes em luta pelos/as trabalhadores/as da Educação, agora só faz estridência ideológica de extrema-esquerda. Gritos entre surdos, porque o único projeto estratégico que têm, é o mesmo da direita; derrotar o governo Lula. E para isso estão em boa companhia: Serra, Globo, Veja, Folha, Estadão, Demos e Tucanos em geral. E com o supremo presidente do supremo também... Não enxergam um palmo adiante do seu umbigo. E da preservação dos seus mandatinhos.

Laércio Costa Nunes diz:

23/11/2008

Não faz falta nenhuma o PSOL, o PSTU etc... Em Santo André, seus mingados votos teriam sido suficientes para evitar um segundo turno. Com o segundo turno, a direita voltou ao poder na cidade e todas as políticas públicas irão água abaixo. Eles sempre fazem o jogo da direita mais abjeta.

Marcos diz:

23/11/2008

Excelente texto, Prof. Emir. Enquanto partidos como o PSOL, PSTU, PCO, continuarem tratando o PT como sendo de Direita ou Neoliberal, o diálogo ccom eles será muito difícil, senão impossível.

Essa turma do PSOL/PSTU/PCO/PCB me lembra dos Comunistas alemães dos anos 1918/33, que elegeram os Social-Democratas como sendo os seus maiores inimigos e abriram caminho para a ascensão do Nazismo.

E apenas depois que Hitler chegou ao poder e começou a aniquilar com a Esquerda em geral é que os Comunistas decidiram se aproximar dos Social-Democratas e até dos Liberais e Conservadores que não fossem Nazistas e lutar contra o Nazismo.

Mas, daí já era tarde... Deu no que deu...

heitor diz:

23/11/2008

queria saber de você emir, se o que você chama de esquerda, no caso o PT, que não entende a natureza da sociedade capitalista, de tal modo que segue com afirmações que as cooperativas são a realização do socialismo. será isso a esquerda não-ultra brasileira?
espero um resposta pelo menos convincente!

ANTÔNIO ALBERTO (Pe.Alberto) MENDES FERREIRA diz:

23/11/2008

SOU TOTALMENTE CONTRA O TERRORISMO DE TODA A ESPÉCIE.>>

COMO TODOS SABEMOS, HÁ DOIS TIPOS DE TERRORISMO: >>

a) O DA CLASSE DOMINANTE/OPRESSORES - para calar os oponentes -, ATRAVÉS DE , leis tendenciosas, aparatos judiciais,toque de recolher, proibição de reuniões populares, fechamento de sindicatos, invasões de Universidades, fechamentos de Grêmios Estudantis, eleições manipuladas,corrupção política e financeira, julgamentos viciados, prisões injustas, torturas, castigos físicos/psicológicos, perseguições, exonerações, banimento, desterro, extradição, impostos,taxas, multas, etc., etc. e etc. - ; >>

b) O DA CLASSE DOMINADA/OPRIMIDA QUE, DESESPERANÇADA E SEM ALTERNATIVAS - para desalojar, do poder, aqueles opressores - SE POSICIONAM ATRAVÉS DA DESOBDIÊNCIA CIVIL, ORGANIZAÇÃO POPULAR, REVOLTA/GREVES E, POR FIM, ENFRENTAMENTO ARMADO. >>

SENHORES, PERGUNTO-LHES : ><

QUEM SÃO OS VERDADEIROS TERRORISTAS ??? >>

Paulo Roberto Pereira Raymundo diz:

23/11/2008

Um dos preços a pagar por vender a alma ao capital é arquitetar um discurso cínico. Ninguém diz abertamente "Eu me vendi ao demônio para salvar a cristandade".
Mestre Sader convenientemente esquece uma lição básica: para a extrema-esquerda resultados eleitorais são apenas mais uma entre tantas outras formas de luta. Os petistas estão tão viciados nas eleições burguesas e os seus financiamentos milionários que já incorporaram isso naturalmente à sua forma de se expressar. Parece até que andam com calculadoras no bolso contando quantos por cento ganharam de voto em cada distrito eleitoral.
Quer criticar o Psol, mestre? Denuncie o vergonhoso presente de R$ 100.000 que o partido festivamente aceitou da Gerdau.
Mas desse tipo de assunto um petista foge como o demônio da cruz.

Raimundo W. S. Melo diz:

23/11/2008

Sobre a crise Equador x Oderbrech (Brasil). Sem fazer juizo de valor por não ter maior conhecimento dos contratos e dos processos de aprovação destes, cabem algumas considerações sobre o faniquito patriótico da grande mídia na defesa dos "nossos" interesses.
1-Não seria legítimo o presidente Corrêa, em encontrando no processo efetuado por governos anteriores, irregularidades e/ou inconstitucionalidades, questionar o contrato, mesmo que neste tenha sido aprovado pelas instâncias governamentais contaminado de irregularidades?
2- Não o esta fazendo de forma adequada pelas vias internacionais legais para arbitrar este tipo de questão, e não dando um calote como afirma categoricamente gran parte da nossa impressa "nacionalista"?
3- Ha o que se temer em relação a esta arbitragem? A quem preocupa?

Messias Franca de Macedo diz:

23/11/2008

ERRATA:
...antes do primeiro turno da eleição presidencial de 2002...



Cordiais saudações,


Messias Franca de Macedo

Messias Franca de Macedo diz:

23/11/2008

... Considerando que Luiz Inácio Lula da Silva - antes do primeiro turno da eleições presidencial de 2002] - afirmou, peremptoriamente, que, se eleito, faria um governo de transição, podemos, hoje, inferir que o presidente está cumprindo sua palavra. Méritos para o ex-operário: conseguiu, digamos, amainar as profundas desigualdades sociais e econômicas de um país historicamente colonizado e espoliado, combalido do ponto de vista ético...; demonstrou cabalmente que um homem do povo é capaz de gerir os destinos de uma nação.... Enfim... No entanto, consolidado este necessário e indispensável processo transitório, não seria o momento estrategicamente imperioso de o presidente Lula intensificar uma flexão do seu governo para o campo da esquerda, preparando, inclusive, terreno mais fértil para os avanços do futuro governo Dilma 'Brasileira' Rousseff?! Não seria o momento díspar de afastar ou, no mínimo, enquadrar o fisiológico
PMDB, aprofundando uma aliança com o povo, com as massas?!...

Outros subsídios:

... Um comentarista político local questionou se Jaques Wagner terá a sabedoria e a coragem de ponderar ao presidente Lula: "Companheiro Lula, destitua do cargo de ministro do seu governo, esta excrêscencia que responde pelo nome de Geddel [o neocoronel]. Este sujeito é perigosíssimo..." Vamos esperar o retorno do governador ao Brasil...

Jornal A Tarde, edição de 18/11/08. Artigo de Geddel, o neocoronel: 'Primeiro a Bahia'
Basta ler a natureza populista e demagógica do título do texto, para afirmarmos sorumbaticamente: ACM vive!


Messias Franca de Macedo
Feira de Santana-BA


Messias Franca de Macedo diz:

23/11/2008

Egrégio mestre Emir Sader, permito-me enviar cópia de mensagem encaminhada ao blog os amigos do presidente Lula (www.osamigosdopresidentelula.com.br). Se possível, gostaria que o senhor fizesse uma análise do texto.
Muito obrigado. Parabéns pela trajetória histórica. Felicidades!

Prezados e valorosos responsáveis pelo blog, sinceramente, eu não tenho tempo suficiente nem cabeça [inteligência mesmo!] para acompanhar eficientemente os capítulos destes imbróglios Operação Satiagraha e a fusão da Telecom Brasil com a Oi...
Deste modo, por exemplo, fico atônito ao ler o Paulo Henrique Amorim [da Record/Universal(!)] "deitando a lenha" no presidente Lula, afirmando, categoricamente, que Lula tem medo e é conivente (sic) com as estripulias do 'banqueiro bandido' [expressão usada pelo ínclito delegado Protógenes Queiroz]... Que Lula ao autorizar a compra da 'Nossa Caixa' pelo Banco do Brasil está, deliberadamente, fortalecendo a candidatura de José Serra Elétrica, portanto, estaria "adredemente enfraquecendo" o nome da companheira Dilma 'Brasileira' Rousseff... E mais: a aquisição da 'Nossa Caixa' faz parte de um rito presidencial: Lula inunda o governo Serra de grana, e, se eleito, José Serquécia não investiga "os podres" do governo Lula, manobra ou procedimento usado por Lula em relação aos podres da fatídica era FHC... E tome-lhe lama no ventilador...

Pois bem, o presidente Lula deve continuar inerte a estes movimentos midiáticos? O que há [se há!] de concreto nas acusações do ex-global PHA [em relação ao presidente]? Toda esta engenhoca colabora para a criação do neomito SerraAlston, ao tempo em que a direitona política e o PIG investem cada vez mais pesado contra Dilma, tachando-a, entre outras infâmias, de 'terrorista'...

Por favor, peço 'luz, muita luz!' - lembrei do comercial da CPFL energia!


Messias Franca de Macedo
Feira de Santana-BA

ze diz:

22/11/2008

gostaria de saber dos Srs o que acham do mais novo episodio com o Equador? Como vcs vao conseguir se sair dessa e dar razao pra alguem, hein Emir?

Alguem tem que estar certo! Lula ou Rafael? Ou vao ficar em cima do muro?

Osmar Lemos diz:

22/11/2008

Prezado Emir,
O seu artigo, como já escreveram várias pessoas, faz uma análise irrepreensível do atual momento político, especialmente em relação aos que se posicionam na esquerda. Sem falso moralismo, mas muitos equívocos praticados por pessoas de projeção dentro do PT, tem levado a sentirmos uma certa orfandade e desencanto. As propostas e posturas que outros partidos do espectro da esquerda têm apresentado não têm conseguido atingir a maioria das pessoas que anseiam também por uma sociedade mais justa e igualitária. Na minha opinião, se o desfecho dos casos D.D. e da BRT/OI infelizmente acontecer, como está nos parecendo, o desencanto será tal que estará criado um vácuo no espaço das esquerdas, daí a oportunidade e razão da discussão proposta por você. Parabéns.

Júlio Rhomell Fernandes Gondim diz:

22/11/2008

Ideologia, hoje em dia, são para poucos. A massa quer saber é do bolsa familia e etc... Infelizmente, enquanto reinar o coronelismo, o poder econômico sempre será o vencedor. Por esse Brasil afora, todos se unem conforme as conveniências. PT, PSDB, PMDB, PC DO B, PPS, PDT, PSB, PTB e outros, estiveram juntos em algum momento por esses Municípios brasileiros. Quem der mais assistencialismo, leva! E os políticos e o povo, são farinha do mesmo saco. Venha a mim, muito depois os outros.

Yuri Soares Franco diz:

22/11/2008

Infelizmente o PSol conseguiu acabar como alternativa de esquerda já em 2006, com a candidatura vazia de política e cheia de argumentos despolitizados de Heloísa Helena (na qual votei infelizmente).

O problema maior para o PSol não é nem o fato de não ter votos, é o fato de estar descolado da realizade e só auxilia na desorganização da esquerda.

Que fosse um partido que critica o governo mas proposse políticas de esquerda, que se aliasse ao conjunto da esquerda quando necessário (seja nos parlamentos ou nas eleições) ao invés de chamar voto nulo e aliar-se à direita, que continuasse disputando a CUT por dentro ao invés de espalhar a desunião no moviment sindical, aí sim seria um partido que eu respeitaria.

Infelizmente, dada a atual posição do PSol, o que cabe a nós é denunciá-lo diariamente na internet e principalmente nos movimentos, como um partido extremamente nocivo à qualquer projeto de esquerda no Brasil.

Já perdi as esperanças que eles mudem de rumo.

rogério diz:

22/11/2008

primeiro: será que o prof. Emir se dá o luxo de ler esses inumeros comentarios?

Segundo: sua visão de mundo é limitada pela realidade atual de seu partido: o PT, e , portanto, não consegue transpor as barreiras para atingir o amago da questão: o PT se limita a gerenciar o capitalismo.

terceiro: falta auto-critica na esquerda como um todo. Falta um projeto viavel da esquerda como um todo.

dora ribeiro diz:

22/11/2008

Leio, observo, reflito... Noto que fanáticos em geral não assinam seus sobrenomes; gente que se pretende versada em ideologias alienígenas não conhece regras de acentuação da língua portuguesa, enfim, é um escracho de fundo e de forma ímpar. E ainda clamam por "revolução"! Ah, poupem-se de vergonha. O mundo mudou, repensem-no. Tirem o manto de mofo (atchim!), vão tomar sol e clarear as idéias... Prestem atenção ao leitor Alvaro Marins e ponham os pés no chaõ já!, para ontem! Sacudam esses traseiros da cadeira e vão às ruas, à luta, ver o que é realidade. Ô raça!

erton birk teixeira diz:

22/11/2008

A análise de Emir Sader é brilhante. Como diria o vulgo popular: "se melhorar estraga."

Pascoal diz:

22/11/2008

Senhor Emir, senhores,
a questão não é mais se o PSOL é o PT sectário nos seus inícios. É, sim, que "quadros" que sempre lutaram juntos por um Brasil mais democrático, menos desigual, solidário e na marcha em prol dos sem vez e sem voz se separem e, como está dito na maioria dos comentários acima, se aliem a quem sempre violentou o povo, a quem construiu esta Torre de Babel na qual a única língua falada é lucro e exclusão. Por isso, se faz necessário acabar com ATRAPALHADAS como a do PSOL em Salvador, onde nos debates se via a chacota, enquanto o candidato esperava a vez de alfnetar a cada um sem propostas convincentes e com um discurso, no mínimo a ser orientado.

Luiz Henrique Souza Silva diz:

22/11/2008

Não se esqueça que o PT, fora do poder, sempre votou contra a CPMF. Na política externa, que o autor considera ponto positivo do Lula, os equívocos são evidentes: não lidera nenhuma campanha contra a sangria da dívida, não lidera nenhuma proposta para a criação de um grupo latino-americano e chega até a brigar com o Equador por caisa da Odebrech. Só ser solidário não adianta: não esqueça que FHC condenou o golpe contra Chávez . Assim, a esquerda socialista deve ser coerente, mesmo que no momento não tenha votos.

Alvaro diz:

22/11/2008

Caro Emir:
Considero essencial sua posição: é necessário um movimento de extrema-esquerda forte, que consiga atrair o PT/governo para este campo político. Outro ponto importante: a esquerda tem que se posicionar diante da Crise Capitalista de forma clara!!!!

Marcos Ferreira diz:

22/11/2008

Quanto à necessidade de um partido à esquerda do PT: concordo que o PSOL erra ao se aliar à direita, escolhendo o PT como seu principal adversário; já o PCdoB, aqui em Porto Alegre, se aliou ao PPS(!), revelendo-se o equívoco da candidatura Manuela D'Ávila, já na sua primeira disputa majoritária (lamentável). Acredito que o ideal seria que houvesse um partido de esquerda, e ecológico, para balizar os equívocos do PT, que está integrado por demais ao sistema (financeiro e burocrático), inclusive, sem a ética, muitas vezes, como princípio básico.

Valdir diz:

22/11/2008

A extrema esquerda petista até o governo lula aceitou radicalmente o script traçada para ela pelos figurões do PT. Saiu rapidinho do PT quando se deparou com o clássico Que Hacer? agora que também chegou ao poder. Confesso que a imagem da senadora Heloisa Helena, bem vestida sobretudo, na posse do Lula me deu alguma esperança. Mas, o maniqueísmo predominou. Creio que a esquerda como um todo necessita refletir melhor sobre a natureza do poder numa época de "democracia".

emir diz:

22/11/2008

estimados leitores: o objetivo deste texto não é o de aprofuindar conflitos dentro da esquerda, mas estabelecer um diálogo, um debate, dentro da esquerda. bom que opinem os que divergem, sejam do psol, do pstu, do pcb ou de nenhum partido. o que não deveria continuar são dois discursos paralelos na esquerda sem debater entre si, buscando uma frente de esquerda. seria ruim haver um único candidato de esquerda no primeiro turno, por exemplo, em 2010, mas seria péssimo setores de esquerda votarem nulo diante de um candidato do campo progressista e outro do bloco tucano-pefelista. o mais importante é incentivar debates estratégicos e táticos na esquerda. na próxima semana escreverei artigo sobre o tema da crise do pt.

Fabio Passos diz:

21/11/2008

É verdade que parte da esquerda foi instrumento da direita durante a crise do mensalão. O espaço privilegiado para atacar duramente o governo oferecido pela mídia-lixo-corporativa não deixa dúvida.

Votar contra a CPMF, aliada ao ex-pfl, febraban, psdb, fiesp, mídia-corporativa e todos os grã-finos... também foi algo inaceitável.

Foi assim mesmo que aconteceu.

Só que... neste momento, quem combate bravamente a máfia das oligarquias - gilmar mendes e daniel dantas - é o PSOL.

E o PT?

Está do lado de quem agora?

gilmar mendes humilhou Lula quando o chamou às falas.

E quem está protestando contra gilmar mendes... o cupincha da máfia?
-HH, Chico Alencar, Ivan valente, Luciana Genro...

E o PT?

Vai assisitr calado o pau-mandado de dantas no stf humilhar Lula e todo o povo brasileiro?

Vanessa Borsato diz:

21/11/2008

Às vezes me pego pensando: Será que estou virando conseradora?Isso por achar absurdo o comportamento dos partidos citados por Emir, entre outros. Obriga, Emir! Me esclareceste esta dúvida. Não! Não etou virando consevadora; o comportamento deles é realmente absurdo!

Carlos Alberto diz:

21/11/2008

As políticas do Psol, PSTU, PCdoB e PCO me parecem longe de serem políticas socialistas, assim como o PT claramente já ocupa uma posição de centro. A crítica acima também não é propriamente uma crítica de esquerda, porque hora nenhuma se refere às classes sociais. De mais a mais, tomar como referência para a atuação de um partido operário seu sucesso nas eleições burguesas é uma bobagem da qual Marx certamente riria. Tudo isso só demonstra a fraqueza da esquerda brasileira.

Edison Silva diz:

21/11/2008

E engana-se redondamente quem pensa que a história do PSOL e PSTU se assemelha à do PT de outrora. O PT era intransigente sim e isso custou caro à legenda e ao país, mas afinal o partido aprendeu com os erros. Mas o mais importante, o PT foi coerente até na intransigência: por mais que rejeitasse aderir às políticas do centrão, nunca se aliou à direita para desestabilizá-lo. Se alguém duvida que apresente alguma foto de Lula sentado discutindo estratégia política com ACM ou Maluf, tal como vimos a saudosa Heloisa Helena fazer alegremente com Sergio Guerra e Bornhausen. Aliás, alguém já perguntou à Heloísa Helena porque ela e outros ex-petistas recusaram-se a ingressar no PSTU, optando por fundar mais uma legenda de esquerda cuja plataforma é rigorosamente a mesma deste partido? O motivo é um só: oportunismo político. É mais fácil comandar ditatorialmente um partido novo do que lutara pro espaço numa legenda já existente, ainda que minúscula. Mas não tem jeito, a seriedade desse pessoal é tanta que o PSOL já nasceu dividido, são 3 políticos e 4 "tendências" distintas..
Não dá pra levar a sério essa esquerda que só fica no gogó, que não sabe administrar nem DCE, que abandona a Jandira só pra depois se abraçar ao Cesar Maia e ao Gabeira, etc etc. O que digo a eles é: cresçam. Vocês envergonham o pensamento trotskista, só fazem justificar a pecha de 5a coluna mesmo.

george vidipo diz:

21/11/2008

Emir,
Esta posição da esquerda, psol e outros, não foi recorrente em toda a historia nacional, ou seja, de 1922 em diante. Foi esta intrasigencia do PT que serviu para desestabilizar Brizola. O Pt é Pt até então devido a intransigência. Psol segue a linha, pois imaginam chegar ao lugar ao sol em um futuro distante.
O que desesperador é sempre a esquerda se aliar a direita. A politica do quanto pior melhor.
Acho que a população critica não aceita mais esta esquerda, insana, e louca.
Lula tem demonstrado coerência e crer na democracia.
Para esquerda deveria ter sido dado um Golpe de Estado faz tempo.

janes diz:

21/11/2008

Concordo totalmente com seu artigo, prof.Emir.Parabéns.

Leandro diz:

21/11/2008

Só pra acrescentar.
Logo depois do primeiro turno, pesquisei no site do TSE o número de vereadores que cada partido conseguiu obter. Fiquei surpreso com o número obtido pelo sol: apenas 25 vereadores em todo o País.
Isso corrobora o artigo do Prof. Emir. O Psol não veio para crescer e se tornar uma alternativa à esquerda do PT.

César Dias diz:

21/11/2008

O PCB - Partido Comunista Brasileiro merece um destaque: foi o partido (dos 27) que mais ampliou o número de candidaturas em relação à 2004, conquistou mais votos do que o PSTU e o PCO, buscou apresentar um programa de governo (governança comunista) com projetos interessantes, construiu Oposições Independentes sem sectarismo, teve uma política de alianças no campo da esquerda (considerando suas diferenciações do centro a "ultra") e se mantém no campo de oposição independente ao governo Lula sem romper com o Partido dos Trabalhadores e deixar de apoiar Lula naquilo que beneficia e fomenta a solidariedade internacionalista, a integração regional e as ações sociais. Para 2010 o PCB defende a construção de uma frente política baseada em um projeto popular e socialista, que aglutina as forças populares e de esquerda independente de registro junto ao TSE e que tenha nas mobilizações sociais seu carro chefe. Hasta!

Julio Pinheiro diz:

21/11/2008

Muita bom texto Emir!
Considero que a crise de identidade da esquerda ultra radical estar na sua essência.De fato perde-se a perspectiva política e nasce a ingênuidade, a pureza de deuses. O esquerdismo nada mais é que a direita enrrustida de radicalidade raivosa. E no cenário brasileiro, nesta conjuntura reforça um projeto mais conservador - a opção pelas posições políticas mais inconsequentes.
A história não perdoa esse pensamento , essa postura .

Marcelo Saraiva diz:

21/11/2008

Perfeito professor sem reparos.

EDILOY A C FERRARO diz:

21/11/2008

O curioso é a denominação de "partido de esquerda", pois o que tenho visto nas eleições à prefeitura de São Paulo é a existência até insuportável de partidos, como o PCO, atacar tanto a candidatura petista a ponto de se assemelhar aos partidos de aluguel costumeiramente utilizados pela Direita. Ocorre que utilizam de maneira pobre o pouco horário de que dispõe, sendo evasivos em propor qq coisa. Isso vale tb para o PCB. O PSOL tinha um mantra enjoativamente repetido pelo Ivan Valente, a cidade não precisa de um outro gerente para o mesmo projeto, mas de outro projeto... Ora, convenhamos, administrar um orçamento é fator de amadurecimento de qq facção política, ai as premissas mais radicais ficam mais convenientes. No governo de Luiza Erundina, já bombardeado pela mídia, teve o PSTU como um calcanhar de aquiles, conclamando os então funcionários da extinta CMTC à greve e insultando a administração petista, no fim quem agradeceu foi o Malufismo que ressurgiu e, aliás, extinguiu a própria CMTC... A prioridade dada aos programas sociais, marca da adminsitração petista, parece que não existe no diferencial dos ataques, embolam tudo e desservem à causa, geralmente.

Edison Silva diz:

21/11/2008

PSOL e PSTU se dizem esquerdistas mas sobrevivem graças à uma legislação eleitoral espúria que favorece as pequenas agremiações, cuja única pretensão é serem sustentadas por dinheiro público. Não concorrem seriamente a nenhum cargo administrativo, se limitam a eleger bancadas de vereadores que nada propõem de concreto ao país, mas apenas fazem discursos vazios e embolsam a grana de seus polpudos salários. Esses partidos não são alternativas ao PT, são o refúgio dos esquerdistas acéfalos que têm medo de assumir posições políticas de responsabilidade. Vivem apenas do sindicalismo estatal, uma excrescência que faria Marx pedir pra morrer de novo se visse seu nome associado a essas práticas. Seu comportamento oportunista é tão vergonhoso que acaba por justificar aos olhos demuitos as lambanças do PT, considerado um "mal menor" por esquerdistas sérios. A extrema-esquerda brasileira não é séria, se alia até a direita para derrotar a esquerda moderada. É triste reconhecer, mas dado que essa "burrice" da esquerda é um fenômeno exclusivamente brasileiro, só resta concluir que PSOL, PSTU e congêneres são herdeiros diretos da pior tradição política do Brasil, seu único objetivo é parasitar o poder e não têm qualquer compromisso com transformação econômica e social do país, dado que politicamente são até piores que a direita, que pelo menos não disfarça seus meios e fins com uma retórica supostamente trotskista.

alex diz:

21/11/2008

Prof. Emir
Há tempos acompanho seu blog e vejo que contribui para um posicionamento maduro, radical, porém não míope ou sectário, por parte da parcela da esquerda que compreende que as soluções políticas que pavimentem o caminho ao socialismo não se dão num único golpe (a não ser se viermos a viver uma situação revolucionária aguda, o que não aparece com tanta nitidez e probabilidade). Os êxitos e desacertos do Governo Lula são consequência das experiências concretas, objetivas, que a esquerda se viu instada a realizar dentro de uma conjuntura de ofensiva do neoliberalismo que produziu o protofascismo bushniano, a xenofobia, acentuou a guerra de rapina do imperialismo e hoje desdobra-se na confluência de crises (ambiental, alimentar, energética, financeira e econômica). Mover-se em terreno hostil exige acuidade tática e propósito estratégico inquebrantável, suscetível a avanços, recuos e, principalmente, contradições. O Governo Lula é peça fundamental no processo emancipátório da América Latina e explora muito bem as divisões no campo da burguesia e do imperialismo, mantendo-se solidário aos povos irmãos e diversificando as relações internacionais brasileiras. No âmbito interno contribui para a reconstrução do Estado-Nação como contraponto ao neoliberalismo e retoma as políticas públicas e sociais como fator de desenvolvimento e justiça. Grande abraço!

Angelo Paganelli diz:

21/11/2008

O artigo do prof. Emir oportuniza um debate/embate sobre as políticas do Governo Lula ao longo dos últimos anos. concordo com o emir ao reconhecer queo PSOL age com 'fanaismo' contra o PT e o governo Lula em nome de uma 'verdade' de esquerda que existe somente como ideologia. A história e as necessidades da população exigem soluções em tempos reais. Estas não podem ser de qualquer opção político-administrativa indiscriminada. Cabe reconhecer os avenços sociais, os limites políticos, os condicionamentos históricos do Congresso Nacional e as 'impaciências' históricas dos que se dizem de 'esquerda' mas que nunca 'chegam' ou 'querem' assumir a responsabilidade de acertar de cheio ou em parte, ou de errar rotundamente. Em relação ao PSOL, me permito considerar que sou da cidade do seu Senador que, oportunisticamente sentou e conversou com a direita (PSDB/DEM) e ficou com um resultado eleitoral inexpressivo (inferior aos votos do tal senador, quando vereador do PT). Será que o Povo erra sempre?

alvaro marins diz:

21/11/2008

Ótimo artigo, de uma lucidez cristalina. Pena que de efeito nulo entre os militantes que se auto-proclamam de esquerda. Eles perderam completamente a capacidade de analisar a realidade há muito tempo. Eles realmente acreditam que o que eles dizem é uma verdade divina que transcende em importância o mais prosaico aspecto da realidade objetiva. Deixou de ser uma questão política, com base no exercício da razão para tornar-se uma questão de fé, com doses cavalares de fanatismo.

Gustavo Ferreira diz:

21/11/2008

Sr. Emir,
o texto acima faz criticas ao PSol, porem como um companheiro ja comentou não seria mais viável o PCdoB buscar uma postura mais radical e assim influenciando o PT?

geraldo diz:

21/11/2008

A história do PSOL relatada pelo articulista é a mesma do PT no seu início, quando também se pautava pelo sectarismo; o PSOl em 2006, ao adotar postura neutra em realização à reeleição de Lula repete o PT em 1985 ao se recusar a comparecer ao Colégio Eleitoral para votar em Tancredo Neves, tendo inclusive expulsado alguns de seus parlamentares como Bete Mendes, José Eudes, Aírton soares, etc. É bom lembrar que em 1985 não havia eleição direta para Presidente o que exigia menos sectarismo por parte do PT para comparecer áquela votação.

Diego Bevilacqua diz:

21/11/2008

O blobo Lula-petista sempre ataca o PSOL como sendo de radicais e autistas, quando esses não admitem aliarem-se à direita (como o PT faz sem nenhuma vergonha), porém quando acontece de vereadores aliarem-se, o PSOL é evidenciado. Muito bem. Será que depois de 20 anos apanhando da mídia, os petistas aprenderam muito bem a fazer o jogo dela?
O PSOL é formado por núcleos independentes e por isso não tem controle sobre seus vereadores. Não sou do PSOL e não concordo com o mesmo em vários pontos. Mas sectarismo aqui só enxergo um: LULISMO CEGO.

Caro Emir,

Por que não discorremos sobre a patranha da BrOI?
Lhe respeito como importante membro da esquerda e por isso mesmo tenho grande decepção em sentir essa omissão a respeito de algo tão importante atualmente.

André Lux diz:

21/11/2008

Parabéns Emir. Perfeito!

Antonio Pinto de Oliveira Neto diz:

21/11/2008

Emir,

análise precisa em tempos nos quais tudo pode parecer igual. As aparências enganam como tão claramente demonstra seu escrito.

O governo Lula traz uma marca de inclusão e participação da população que para mim era inédita e já habito o país onde nasci a mais de cinco décadas.

Que seu artigo - o seu e do governo Lula - circulem mais e mais, ainda. abs


Carlos Paulo Rezendo diz:

21/11/2008

As conhecidas posições lulo-petistas de Emir Sader transparecem no sectarismo do artigo. Lula é tão popular quanto Uribe o é na colômbia e isto não quer dizer que Uribe é de esquerda. O governo Lula e o PT defendem políticas liberal-social e partidos da esquerda socialista não devem se aliar a estas posições, mesmo à custa de perder votos. Podem sim aliar-se a setores de esquerda que, equivocadamante, continuam no PT.

galdino diz:

21/11/2008

Vou apontar um dado curioso, levantado no site do PSTU: a maioria dos vereadores eleitos pelo PSOL atingiram suas eleições em coligações proporcionais com o DEM ou com o PSDB.

É só ver a editoria de política do PSTU no dia 16/10/2008, http://pstu.org.br/nacional_materia.asp?id=9197&ida=20, diz lá: "Pelo menos 11 dos 25 vereadores eleitos pelo PSOL em todo o país se coligaram com partidos de direita ou de aluguel". Ou seja, existe um distanciamento entre o discurso sectário e puritano do PSOL com a realidade das suas alianças. Seria isso coerente???

Por final, gostaria de expressar-me diretamente ao Professor, que é um dos meus formadores políticos. Gostaria que o senhor discorresse mais sobre o papel que o PCdoB desempenha hoje na política brasileira, quando o senhor fala que o Brasil precisa de uma força política de esquerda que se alie ao PT nas convergências e lute nas divergências, essa força política não poderia ser o PCdoB??? Além disso, acho estranho não escreveres uma nota sequer acerca do encontro internacional dos partidos comunistas que ocorre em São Paulo. Enfim professor, gostaria apenas de saber sua opinião acerca do papel político jogado pela corrente comunista no quadro atual da política brasileira.
No mais, seu artigo foi ótimo. Fraterno Abraço.

Paulo Gustavo Roman diz:

21/11/2008

Bom, eu gostei do seu artigo e acredito que consigo perceber nas entrelinhas o que está por trás. É a tentativa de (mantendo as divergências de opiniõs) unir a esquerda, como no caso das eleções para prefeito do Rio de Janeiro que foi cogitada pela Jandira do PCdoB e rejeitado pelos demais candidatos da esquerda.
Eu concordo que essa união tem que ser feita, é inadimicível se aliar com a oposição em qualquer situação.
O grande problema que percebo é que o PT já perdeu aquela estrutura que a mantinha como Partido dos Trabalhadores, com os cômites de bairros que tinha uma vital importância para o funcionamento do partido. Me parece que algumas pessoas tomaram conta do partido e utilizam os mesmos recursos da direita para chegar ao poder.
A esquerda não tem que sair uma alternativa a situação atual? então, porque as pessoas continuam imitando os métodos anti-democrático da direita?

Zilda diz:

21/11/2008

Tudo que gostaria de dizer está expresso nesse artigo. Obrigada professor Emir.

Lúcia Adélia diz:

21/11/2008

Caro Mestre, perfeito, falaste tudo o que eu venho sentindo e não conseguiria expressar com tanta clareza. Parabéns é de pessoas assim, honestas, verdadeiras e simples que precisamos, que nos fala as coisas com contundênica, mas sem complicar, obrigada por tão boa aula.

Paulo Luna diz:

21/11/2008

Certamente esta extrema esquerda conseguiu fazer o percurso completo e se aliou à direita numa total esquizofrenia de objetivos. Ao invés de somar forças esmerou-se em dividir as forças e ao invés de contribuir para avanços mais significativos para o conjunto da população tem perpetrado retrocessos assustadores, como por exemplo pode ser visto no grupo político que controla o SEPE no Rio de Janeiro e que faz com que o sindicato em questão mingue à olhos vistos sem que a tal direção consiga apontar qualquer direção e luta. Cada avanço em direção à qualquer mudança sabemos é lento, mas cada retrocesso que sofremos faz as mudanças ficarem mais lentas ainda.

Diego Bevilacqua diz:

21/11/2008

Emir,

Aliar-se ao PT por si só já significaria ceder à direita. Concordo que em vários pontos o PSOL errou e deveriam reconhecer. Como no caso da CPMF, e tantos outros projetos votados em parceria com DEM-PSDB. No entanto, o PT se mostrou muito mais aliado aos interesses do PSDB-DEM, durante todo o governo, a não ser pelo fato de que, sentado na presidência, Lula causa grande inveja aos demagogos paulistas reacionários.
Fora isso, o PSOL nunca deve aliar-se, pelo menos para efeitos políticos no campo formal, ao PT. Isso causaria um racha nos seus ideais. Apoiar as idéias à esquerda que ainda restam no PT, sim, apoiar o partido, não. Senão não haveria sentido sair do mesmo.
Na minha cidade, Campinas, em nome de uma candidatura 'certa', PCdoB e PT estavam na mesma coligação que o DEM. Sobra alternativa?

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