20/04/2009
Por que Hugo Chavez escolheu esse livro para dar de presente ao presidente dos EUA?
Porque é um dos livros essenciais para entender a América Latina e os próprios EUA. “ Há dois lados na divisão internacional o trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: se especializou em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.”
Um livro que se fundamenta na compreensão da nossa América nos dois pilares que articulam nossa violenta inserção subordinada no mercado capitalista internacional: o colonialismo e os dos maiores massacres da história da humanidade – a aniquilação dos povos indígenas e a escravidão. O capitalismo chegou a estas terras espalhando sangue, revelando ao que vinha. Não a trazer civilização fundada nas armas e no crucifixo, mas opressão, discriminação, exploração dos recursos naturais e dos seres humanos.
O processo de colonização, que mudou de forma com a exploração imperial, é o fundamento do tema central e do nome do livro: “É a América Latina a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal se acumulou e se acumula até hoje nos distantes centros do poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundidades, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar foram sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo”.
As Veias demonstram claramente como “...o subdesenvolvimento latino-americano é uma consequência do desenvolvimento alheio, que nós, latino-americanos, somos pobres porque é rico o solo em que pisamos, e que os lugares privilegiados pela natureza se tornaram malditos pela história. Neste nosso mundo, mundo de centros poderosos e subúrbios submetidos, não há riqueza que não seja, no mínimo, suspeita.”
“Com o passar do tempo, vão se aperfeiçoando os métodos de exportação das crises. O capital monopolista chega a seu mais alto grau de concentração e o domínio internacional dos mercados, os créditos e investimentos, torna possível a sistemática e crescente transferência ds contradições: a periferia paga o preço da prosperidade dos centros, sem maiores sobressaltos.” “Já se sabe quem são os condenados que pagam as crises de reajuste do sistema. Os preços da maioria dos produtos da América Latina baixam implacavelmente em relação aos preços dos produtos comprados dos países que monopolizam a tecnologia, o comércio, a indústria e o crédito.
O presidente dos EUA disse, com razão, que a reunião de Trinidad Tobago demonstrará seu significado pelos efeitos concretos que tenha. Nenhum efeito será mais importante do que as conseqüências que ele – e tantos outros mandatários latino-americanos – tirem da leitura as "Veias Abertas da América Latina". As verdades de suas páginas foram confirmadas ao se transformar o livro em prova irrefutável do caráter subversivo de quem fosse pego com um exemplar na sua casa, durante as ditaduras militares latino-americanas.
Mas a força de suas verdades é o que responde pelo fato de ele seja o livro latino-americano que merece estar em qualquer lista de leituras indispensáveis, feitas ou por fazer. No melhor presente que um latino-americano pode dar ao presidente dos EUA, a todo e qualquer norte-americano, a todos os latino-americanos, pelo que decifra da nossa história e a nossa identidade, do nosso passado e do nosso presente.
Postado por Emir Sader às 17:36
Onesio Primo Longhi diz:
18/12/2009
O livro "As veias Abertas da América Latina" é leitura imprescindível para compreendermos os mecanismos de poder, os modos de produção, os sistemas de expropriação ocorridos, e apontar perspectivas verdadeiras de DESENVOLVIMENTO.
Eduardo Galeano foi muito feliz ao escrever a história da América Latina, a partir da lógica dos explorados, ajudando-nos a compreender as verdadeiras razões da miséria social, da exploração econômica, dominação cultural... enfim, o subdesenvolvimento do qual precisamos superar para construirmos a verdadeira independência.
Acredito que somente através do conhecimento do passado, refletindo o presente, podemos projetar um futuro melhor para todos, construindo assim o "OUTRO MUNDO É POSSÍVEL".
Podemos e devemos fazer a nossa parte. Vale a pena ler o livro, basta clicar no link: http://copyfight.noblogs.org/gallery/5220/Veias_Abertas_da_Am%C3%83%C2%A9rica_Latina(EduardoGaleano).pdf
Não basta refletir sobre a realidade, é preciso transformá-la. O livro acima é fundamental.
Abraços.
Onesio Primo Longhi.
Jorge Gonçalves diz:
24/04/2009
Caro Haremhab, meu conceito de liberdade "é a consciência da necessidade". Faria qualquer coisa para não assistir a população do meu país sendo idiotizada por uma sistema educacional de péssima qualidade e morrendo nas portas dos hospitais. Epidemia de dengue! Em pleno século XXI temos como inimigo um um mosquito. Tuberculose! Drogas!
Que liberdade é essa que não me permite caminhar sossegado pela ruas das grandes cidades. Até os ricos são obrigados a possuirem carros blindados e a viverem em condominios cercados por muros eletrificados. Na verdade vivemos numa imensa prisão e assistindo o BB9.
Enquanto em Havana, com toda a pobreza - fruto do embargo econômico - se toma sorvete e se ouve música tranquilamente.
Se voce se considera livre por poder escolher num pleito eleitoral entre o capeta e o coisa ruim, com todo respeito, tenho pena de voce.
Fabio Passos diz:
23/04/2009
Muito boa leitura.
Prá o Obama ler e entender que na AL sabemos muito bem como funcionam os interesses imperialistas.
João Aguiar diz:
22/04/2009
O revolucionário Chavez arrebentou e bombou o livro na Amazon, está em 5º lugar dos mais vendidos.
Me considero de esquerda porque li este livro em espanhol quando tinha 20 anos, mudou a minha cabeça e o mundo, gracias, compañero Eduardo Galeano!
marcelo jove diz:
22/04/2009
O problema é que não só o capitalismo avança por terras estrangeiras disseminando sangue e fumaça. Rússia e China se mostraram bastante imperialistas, todos o sabemos. Quando se trata de respeito às culturas e tradições alheias, os comunistas não se mostraram melhores do que os capitalistas. Ao longo da história (e o marxismo tem por premissa o materialismo histórico), os regimes comunistas se mostraram tão ditatoriais quanto regimes capitalistas.
Comunismo nunca foi liberdade, assim como capitalismo nunca foi igualdade. Precisamos de um outro mund possível.
Haremhab diz:
22/04/2009
Sr.Jorge Gonçalves:"A América Latina tinha que escolher entre Socialismo e liberdade"...qual tipo de liberdade?Semelhante a liberdade cubana(a ditadura mais longa da história moderna), a liberdade chinesa, a liberdade do Kmer Vermelho, a liberdade da Coréia do Norte, a liberdade da extinta URSS?Cordiais saudações!
Caio diz:
21/04/2009
NInguém conhece os planos reais do imperialismo para a AL. Nem Obama conhece. Os assassinos de aluguel surpreendidos em Santa Cruz podem ser a solucão final para contrapor-se às sucesivas vitorias da esquerda: a eliminação fisica simultânea de vários lideres causaria caos e confrotações que só ajudariam ao imperialismo. Temos que denunciar as manobras do terrorismo senão depois teremos apenas que chorar. A impunidade dessa gente é o maior estimulo que se pode dar a essa atiuvidade.Não entendo o silencio da Carta Maior, por exemplo.
ANTÔNIO ALBERTO (Pe.Alberto) MENDES FERREIRA diz:
21/04/2009
ENTRE O OPRESSOR E O OPRIMIDO NÃO HÁ DIÁLOGO, SÓ MONÓLOGO ... >> ELE(o opressor) FINGE ESCUTAR E ENTENDER O QUE O OUTRO FALA, MAS , NA VERDADE, ELE ESTÁ É QUERENDO GANHAR TEMPO PARA DESARTICULAR OS ARGUMENTOS OU AS RAZÕES QUE O OPRIMIDO LHE APRESENTA. >> PORTANTO, SE QUISERMOS MUDAR A SOCIEDADE, É PERDA DE TEMPO PENSAR QUE UM DIA O PODER ECONÔMICO - a Direita , a classe Dominante, o Judiciário, os Capitalistas, os Milicos -, EXPONTANEAMENTE, IRÁ ABRIR MÃO DE SEU "PODER". >> ISSO TEM QUE SER TIRADO DE LL ES, À FORÇA.
Sueli diz:
21/04/2009
Agora eu vejo uma luz no fim do túnel. Talvez com a retomada das rédeas pelos governantes na América do Sul, com um perfil mais democrático e independente, podemos estanancar o sangue das veias abertas da AL.
Nilson Ribeiro do Nascimento diz:
21/04/2009
É ledo engano achar que o governo de plantão do Império,é diferente, que fará conseções, as minimas possiveis, eles sabem o grande mal que causam em quem dominam pela mente e pelo estomago. Achar que Obama é diferenteé pois ledo engano
Jorge Gonçalves diz:
20/04/2009
Na década de 60 do século passado, com o mundo polarizado entre o EUA ea URSS, a América Latina tinha que escolher entre Socialismo e liberdade ou Capitalismo e dependência. Hoje, com o domínio total dos americanos, o livro de Eduardo Galeano mostra que a opção capitalista aprofundou nossas contradições e aumentou a nossa dependência.
Onesio Primo Longhi diz:
18/12/2009
O livro "As veias Abertas da América Latina" é leitura imprescindível para compreendermos os mecanismos de poder, os modos de produção, os sistemas de expropriação ocorridos e apontar perspectivas verdadeiras de DESENVOLVIMENTO.
Eduardo Galeano foi muito feliz ao escrever a história da América Latina, a partir da lógica dos explorados, ajudando-nos a compreender as verdadeiras razões da miséria social, da exploração econômica, dominação cultural... enfim, o subdesenvolvimento do qual precisamos superar para construirmos a verdadeira independência.
Acredito que somente através do conhecimento do passado, refletindo o presente, podemos projetar um futuro melhor para todos, construindo assim "OUTRO MUNDO É POSSÍVEL".
Podemos e devemos fazer a nossa parte. Vale a pena ler o livro, basta clicar no link:
http://copyfight.noblogs.org/gallery/5220/Veias_Abertas_da_Am%C3%83%C2%A9rica_Latina(EduardoGaleano).pdf
Não basta refletir sobre a realidade, é preciso transformá-la. O livro acima é fundamental.
Abraços.
Onesio Primo Longhi.