23/02/2010

Quem era terrorista?

À falta de outros argumentos e propostas, com um mínimo de consistência, os opositores reiteram a imagem de “terrorista” de Dilma.

Quem era terrorista: a ditadura militar ou os que lutávamos contra ela? Dilma estava entre estes, o senador José Agripino (do DEM, ex-PFL, ex-Arena, partido da ditadura militar), entre os outros.

O golpe militar de 1964, apoiado por toda a imprensa (com exceção da Última Hora, que recebeu todo o peso da repressão da ditadura), rompeu com a democracia, a destruiu em todos os rincões do Brasil, e instaurou um regime de terror – que depois se propagou por todo o cone sul do continente, seguindo seu “exemplo”.

Diante do fechamento de todo espaço possível de luta democrática, grandes contingentes de jovens passaram à clandestinidade, apelando para o direito de resistência contra as tiranias, direito e obrigação reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Enquanto nos alinhávamos do lado da luta de resistência democrática contra a ditadura, os proprietários das grandes empresas de comunicação – entre eles os Frias, os Marinhos, os Mesquitas -, os políticos que apoiavam a ditadura – agrupados na Arena, depois PFL, agora DEM, como, entre tantos outros, o senador José Agripino –, grandes empresários nacionais e estrangeiros, se situavam do lado da ditadura, do regime de terror, da tortura, dos seqüestros, dos fuzilamentos, das prisões arbitrárias, da liquidação da democracia.

Quem era terrorista? Os que lutavam contra a ditadura ou os que a apoiavam? Os que davam a vida pela democracia ou os que se enriqueciam à sombra da ditadura e da repressão? Os que apoiavam e financiavam a OBAN ou aqueles que, detidos arbitrariamente, eram vitimas da tortura nas suas dependências, fuzilados, desaparecidos?

Quem era terrorista? José Agripino ou Dilma? Os militares que destruíram a democracia ou os que a defendiam? Quem usava a picanha elétrica, o pau-de-arara, contra pessoas amarradas, ou quem lutava, na clandestinidade, contra as forças repressivas? Quem era terrorista: Iara Iavelberg ou Sergio Fleury? Quem estava do lado da Iara ou quem estava do lado do Fleury? Dilma ou Agripino? Quem estava na resistência democrática ou quem, por ação ou por omissão, estava do lado da ditadura do terror?

Postado por Emir Sader às 06:16

71 Comentários

Atila Jose diz:

05/03/2010

Se ainda tivermos a coragem de levar ao pé da letra a palavra democracia, então, que sejam apurados todos os fatos que se referem ao regime de exceção brasileiro, e que os maiores culpados sejam punidos, ainda que simbólicamente. Para o bem do nosso futuro, pois vai que em algum momento haja uma recaída...

Marcia Eloy diz:

04/03/2010

Pessoal, enquanto nós estamos discutindo quem foi ou não terrorista, houve um seminário em São Paulo sobre Liberdade de Expressão, no qual tomatam parte Arnaldo Jabor, Pedro Bial e outros. Terrorismo vai haver nesta campanha para presidente, exatamente como houve na primeira eleição que o Lula tomou parte. Vamos preparar nossas espingardas (cartas, ou manifestações) contra esta mídia. O jogo vai ser duro...

orlndo sp-sp diz:

03/03/2010

O Luiz Renato psrece que nåo le os que os outros escrevem. Eu encerrei a discussåo bem antes.

Luis Renato diz:

03/03/2010

Orlando,
dou por encerrada nossa discussao.
Tenha um bom dia.

orlando sp-sp diz:

03/03/2010

Impressionante a alienação de certas pessoas. Quer dizer então que quando a polícia pega alguém é porque o cara deved? Uau! Quanta alienação e desconhecimento da realidade cotidiana das cidades brasileiras. Algumas pessoas sequer nem sabem realmente como age a polícia HOJE HOJE, AGORA NESSE MOMENTO. Não se pode olhar para frente sem ter consciência do que aconteceu no passado. Se essa violência policial existe hoje é porque os mesmos caras que torturavam na ditadura comandam a polícia hoje.
No bairro do Belém existe um Centro de Formação de Praças da PM e havia um cartaz(isso não é invenção) onde lia-se: "Preto parado, é suspeito. Preto correndo, é ladrão."
Quando a pessoa é alienada, não adianta esfregar a realidade na cara do sujeito. Não sou psicólogo, nem psiquiatra, mas tem uma conotação de personalidade megalomaníaca.
"Sua experiência pessoal pode estar interferindo na sua compreensão da dinâmica social...", blá, blá, blá.
Esse sujeito me lembra um tal de Felipe que sumiu deste espaço e insistia em defender as mesmas coisas que o sujeito ai defende. Então, o melhor a fazer é ignorar o indivíduo, pois está bem configurado o tal do "agente provocador".
Qualquer pessoa minimamente informada sabe das barbaridades cometidas pelas nossas polícias(Experimente dar queixa de algum delito sofrido e vc verá o desprezo e descaso que será tratado). Mas não adianta: para alguns, alienação é uma doença crônica, incurável.

Mirabeau Bainy Leal diz:

03/03/2010

Verdade Histórica
O PASSADO QUE AGRIPINO TENTA ESCONDER

Por Antonio Capistrano (*)

Em 1979, José Agripino Maia foi indicado prefeito de Natal, pelo governador do Rio Grande do Norte, Lavoisier Maia, seu primo e sucessor do governador Tarcisio Maia, pai de Agripino, ambos foram governadores biônicos, indicados pelo Regime Militar.
Toda a família Maia pertencia à ARENA, partido que dava base de sustentação política ao regime militar ditatorial de 1964, que teve como último ditador o general João Batista Figueiredo que governou até 1984.
No Rio Grande do Norte todos se lembram da famosa “Paz Pública” que resultou na escolha de: Lavoisier Maia para governador do estado, Jessé Pinto Freire para o senado e José Agripino Maia para prefeito da Capital. Aluízio indicou o vice-governador, o escolhido foi Geraldo Melo.
Todos eles da ARENA, base política do regime militar, como dito.
Portanto, José Agripino Maia foi prefeito de Natal em plena ditadura militar.
Tarcisio Maia, pai de José Agripino, foi indicado governador, pelo general Golbery do Couto e Silva. A escolha se deu em 1974, em pleno período denominado de Anos de Chumbo do Regime Militar, quando, nos porões da ditadura, bandidos torturaram e assassinaram milhares de brasileiros, alguns dos mortos eram norte-rio-grandenses.
Lembro aqui os nomes de Luiz Maranhão, Iran Pereira, David Capistrano, Emanuel Bezerra, José Silton, Virgilio Gomes da Silva, Bérgson Gurjão Farias, Anatália de Souza Melo, Lígia Maria Salgado Nóbrega, Zoe Lucas de Brito e Edson Neves Quaresma, todos torturados até a morte nas masmorras da ditadura.
Na eleição de 1982, o filho de Tarcisio Maia (PDS, ex-ARENA), José Agripino Maia (PDS, ex-ARENA) foi o candidato do Ditador General Figueiredo (PDS, ex-ARENA) ao governo do estado; Carlos Alberto de Souza (PDS, ex-ARENA) foi escolhido para concorrer uma vaga no senado e Dinarte Mariz (PDS, ex-ARENA), foi contemplando com o lugar de senador biônico.
Carlos Alberto de Souza, deputado federal do PDS, ex-ARENA, foi premiado pela Ditadura Militar por ter sido relator da CPI do atentado terrorista ao Riocentro, fato ocorrido no Rio de Janeiro em 30 de abril 1981, que inocentou os militares envolvidos nesse ato terrorista.
Além da vaga de senador no PDS, Carlos Alberto ganhou a concessão de um canal de televisão. Portando, José Agripino Maia, líder dos “democratas” no senado, surgiu na política potiguar graças ao Regime Militar de 1964. É filho político do regime ditatorial.
Ele não pode negar sua origem e trajetória política, durante a ditadura militar, a quem serviu e de quem recebeu as benesses do poder. Não pode simplesmente dizer, hoje, que não foi beneficiário do Regime Militar, ele e sua família, porque verdadeiramente foi.
A escolha do último presidente de forma indireta e a divisão dos Maias no colégio eleitoral: Tarcisio Maia, pai de Agripino, ficou com Mário Andreazza; Lavoisier Maia, primo de Agripino, com Paulo Maluf, e José Agripino com Tancredo Neves.
Qualquer um que fosse eleito, os Maias ficariam por cima. Tipo de estratégia, historicamente, utilizada pelas oligarquias.
Não se pode negar a história, a verdade é essa, e José Agripino Maia não pode se desvencilhar da sua história política na ditadura militar. Ele é fruto político, por obra e graça, do regime militar. Como se diz por aqui, ele é um filhote da ditadura.

(*) O Professor Antonio Capistrano foi vice-reitor e reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; ex-deputado estadual, vice-prefeito da cidade de Mossoró por dois mandatos (1997/2004) é filiado ao PCdoB, sendo militante comunista desde os anos 60.

(**) José Agripino Maia é membro de uma das famílias mais influentes do Rio Grande do Norte.
É proprietário de várias estações de rádio e da TV Tropical, em Natal.
Atualmente é líder no senado do DEM, ex-PFL, ex-PDS, ex-ARENA.

Júlio Ramon diz:

02/03/2010

Muito bom texto, Emir! Evidente que não dá para comparar as posturas de José Agripino e Dilma. Um “engordou” na ditadura enquanto a outra lutava bravamente pelo restabelecimento da democracia no Brasil. Posso não votar em sua candidata, mas temos de reconhecer os feitos de cada um. Cabe salientar também que no PSDB tem gente que igualmente arriscou a vida contra a ditadura como o Aluísio Nunes Ferreira, mas nem por isso irei votar num ou no outro partido. Todavia, o mais triste é constatar que tem gente ainda que deseja colocar num mesmo patamar os que lutaram contra a ditadura e o seus algozes. Basta lembrar que os primeiros foram julgados e condenados, quando tinham sorte de não serem jogados em alto mar, enquanto aos segundos não lhes aconteceu praticamente nada, a não ser o repúdio popular.

Luis Renato diz:

02/03/2010

Orlando,
pelamordedeus!!!
Por que um individuo, em sa consciencia, iria interferir no trabalho policial e conversar sobre Educacao?
Policial nao e' educador. Este trabalho fica para as familias e escolas.
Na maioria das vezes, quando o individuo esta' na mao da Policia e' porque familia e escola nao cumpriram seu papel.
Lembre-se da minha observacao anterior: Sua experiencia pessoal pode estar interferindo na sua compreensao da dinamica social como um todo. E' hora de olhar para a frente...

orlndo sp-sp diz:

02/03/2010

Segundo um participante, o qual nåo voiu citar o nome porque é dar muito cartaz para o sujeito devemos educar as novas geraçðes sem usar a violencia. Posso fazer uma sugeståo ao amigo: Dirija-se ao Jardim Angela ä noite e, ao deparar-se com a PM ''esculachando'' um ''bandido'', aproxime-se e faça esse discurso maravilhoso aos policiais: ''Amiguinhos, devemos educar as novas geraçðes pela cidadania e respeito aos direitos humanos''.
Por ter conhecimento das açðes da polícia, a resposta deles: ''Ai, o vacilåo, quer defender o nóia? Entåo vc vai em cana jun to com ele''. (Muitas fui abordado pela PM no bairro do Belém(um lugar de classe média) e só me livrei de ser assassinado por que dei a famosa carteirada: mostrei minha carteirra de sócio da ADPM(um clube dos polkiciais militares, nåo da PM, hoje aceita sócios civis) e disse que meu pai era diretor do clube; falei que morava próximo e poderia levá-los ate minha residencia para comprovar. Peo sim, pelo nåo resolveram deixar-me seguir. Horário: meia-noite.
Dias depois, fiquei sabendo que esses caras matavam os sujeitos que eles achavam serem bandidos e jogavam os corpos no córrego do Cabuçu em Guarulhos, munícipio vizinho com Såo Paulo.
Entåo imagine alguém entrar no quartel da Cavalaria da PM, onde o Tenente do dia ao saber que meu pai estava preso no quartel, cumprimentou minha måe e eu metendo o pé na gaveta da mesa que estava aberta. Ele usava aquelas botas de mointaria. Nåo sei que tipo de alienaçåo leva alguém a fazer tal afirmaçåo. Desculpre, eu duvido que essas pessoas saibam o que e voce ficar frente a frente com o cara que torturava seu pai e nåo podia fazer nada, porque o cara sabia onde morávamos, nossos nomes. O paradoxo é que o sujeito que mais nos ajudou era um oficial da PM, presidente do clube, um cara de direita que manteve o emprego de minha måe e impediu que a repressåo fizesse alguma coisa conosco. ÄS vezes o sentimento de amizade supera as ideologias.Depois ficamos sabendo que esse torturador morreu e só nåo comemorei a morte do sujeito para nåo igualar-me a ele em crueldade.
Sofri duplo preconceito pois muitos militantes da USP ao saber que meu pai era policial, me olhavam de soslaio; nåo posso culpá-los. Hoje pode ocorrer a mesma coisa se um assaltante descobrir que sou filho de policial. Por este motivo mantenho alguns contatos com alguns caras do outro lado, para saberem se algo me acontecer, eles eståo pegos, nåo pelos ''coxinhas''(apelido usado para referir-se aos PMs), mas por alguém que é ''patråo'' na área. É amgos, rapadura é doce mas nåo é mole nåo.

Mirabeau Bainy Leal diz:

01/03/2010

Verdade Histórica
ARENA e MDB: O BIPARTIDARISMO
O Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, e do Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, baixados pelo regime militar, terminaram com o pluripartidarismo, extiguindo os 13 partidos políticos legalizados, então existentes no Brasil, e determinaram a implantação do bipartidarismo no Brasil.

O bipartidarismo foi instituído pela Ditadura Miltar, com o apoio dos EUA, para que se soubesse quem era, publicamente, o "inimigo interno", ou seja, quem era "contra" o regime (os emedebistas) e quem era "a favor" (os arenistas), e, assim, identificar quem deveria ser "vigiado mais de perto" pelos órgãos de segurança e de informação do regime militar.

Foi um desdobramento da "Doutrina de Segurança Nacional" vigente no regime militar e que dava ênfase ao combate ao "inimigo interno" acusado de provocar a "subversão da ordem".
A Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de direita e de extrema-direita, foi criado com a intenção de dar sustentação política ao governo militar, instituído a partir do Golpe de Estado de 1964. Foi formada com políticos vindos dos partidos extintos, a maioria da UDN e do PSD, e de membros do PL de Raul Pilla, do PSP de Ademar de Barros, do PR que fora fundado por Artur Bernardes, do PRP de Plínio Salgado e do PDC.

Em oposição à ARENA foi criado o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que passou a ser legalmente o único partido político de resistência à Ditadura Militar, atuando ativamente na luta contra a tortura e o cerceamento da liberdade, e pela restauração da Democracia no Brasil.

A partir daí, com a identificação da maioria dos opositores, a Ditadura Militar passou a perseguir, prender e torturar, não só os políticos do MDB, mas também todo e qualquer cidadão que fosse filiado ou simpatizante deste partido, especialmente após a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), instrumento que deu ao regime poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano.

Passou a ser rotina a cassação sumária dos direitos políticos e a expulsão dos cidadãos do País.

Qualquer manifestação pública que os ditadores considerassem "subversão da ordem que atentasse contra a Segurança Nacional", fosse atividade política, estudantil, artística ou cultural, era censurada e os manifestantes presos, interrogados e torturados.

Muitos deles foram executados sumariamente, na prisão ou por emboscada.

Alguns estão desaparecidos até hoje.

Outros, por medo da tortura, da prisão e da morte, fugiram do Brasil e se autoexilaram.

Em 20 dezembro de 1979, através da Lei 6.767, ainda sob a vigência do regime militar, o pluripartidarismo foi restaurado no Brasil.

Após a publicação desta lei, a ARENA foi rebatizada de Partido Democrático Social (PDS) e o MDB passou a se chamar Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Foi fundado o PT. O PCdoB e o PCB saíram da clandestinidade. Ressurgiram o PSB e o PTB, este sob a sigla PDT. Grande parte dos militantes destes partidos saíram dos quadros do antigo MDB.

Somente em 1985, após a derrota do PDS para o PMDB, na eleição indireta para Presidente, o último general-ditador do regime militar deixou o poder.

Cibele Vrcibradic diz:

28/02/2010

Aos leitores de Merdval Pereira, q acham q todo aquele q luta contra a ordem estabelecida( não
necessariamente ditaduras ) é terrorista, tenho duas perguntas:
1) Os franceses q lutaram na Revolução Francesa contra o despotismo e os americanos q lutaram por sua independência são terroristas ou revolucionários?
2) Em regime de opressão ( opressor e oprimido são coisas diversas ), o oprimido tem q aguentar quieto e calado? Não pode se rebelar?

Luis Renato diz:

27/02/2010

Sr. Ariosto, pode parecer engracado, mas lhe garanto que nao era. Muitos correram para nao ser detidos e, quando detidos, mentiram. Vale tudo para viver mais um dia, e lutar por um pais melhor.
Nao necessariamente usando de meios violentos mas educando as novas geracoes na aquisicao e manutencao da cidadania.
Sr. Ariosto, muitos que hoje ocupam altos cargos no governo brasileiro, tiveram seus dias atras das grades em funcao da repressao politica. O presidente Lula, inclusive.
Muitos se exilaram, ou viveram na clandestinidade ate' a Lei da Anistia.
Muita gente, Sr. Ariosto, se perdeu pelo caminho e muitas mentes tambem. O atraso que aquele periodo causou ao Brasil nao vai ser quantificado tao cedo.
Muitas liderancas deixaram de aparecer e outras tantas foram sufocadas.
Mas ria, ria sempre. Rir, 'as vezes, e' o melhor remedio.

Luis José Ariosto Pereira Silva diz:

27/02/2010

kkkkkkkkkkk então esse luis renato correu na PUC do Erasmo Dias???? Já mostra o caráter, se ele fôsse correto teria ficado para enfrentar, e não sair correndo feito donzela!!!!!!! kkkkkkkkkkk

Isso eh coisa do Serra, ele se indentificou com o tucano-mor!!!!!!!!!!

orlando sp-sp diz:

26/02/2010

Luis Renato, n/o falamos a mesma lingua. Ou vc nao leu o que escrevi. Esse tempo a que vc se refere e justamente o tempo da ditaudra, quando a ROTA martava a torto e a direito, plantavam falsas armas nos executados, perfuravam as viaturas de balas para justificar as execucoes. Alguem ser preso porque nao tem carteira profissional e o cumulo da arbitrariedade.
Eu escrevi justamente isso> Se hoje policiais cometem essas barbaridades e porque a tortura nao foi e nao e punida como deve ser. Hoje ficamos sabendo pela imprensa das babaridades cometidas pela policia.
Puxa, entao vc correu do Erasmo Dias na PUC? Ahnn..

Guilherme Scalzilli diz:

26/02/2010

Ecos da ditabranda

Passou despercebido pela blogosfera um artigo publicado na Folha sexta-feira passada chamado “Quem tem medo da verdade?” (só encontrei ligação para assinantes). O causídico, certo Cláudio Guimarães dos Santos, insere-se na vertente revisionista que originou o termo “ditabranda”, usado por Marco Antônio Villa no mesmo espaço do jornal.
As duas manifestações têm pontos em comum. Seus autores projetam-se da irrelevância escorados em duvidosa infalibilidade acadêmica. Ambos partem de mistificações para desenvolver suas ignomínias: Villa minimiza as violências praticadas pelo regime militar, enquanto Santos responsabiliza a esquerda por elas.
O que primeiro salta aos olhos é a incoerência desses discursos. O número de vítimas prova que a ditadura foi amena, mas não demonstra a desproporcionalidade de forças perante seus combatentes, muitíssimo menos letais. A ação da guerrilha teria provocado os abusos do regime, enquanto jamais poderia ser justificada por eles.
Mas pouco adianta argumentar com esses pândegos. Seu projeto é fornecer base “científica” para o desafogo moral dos grandes meios de comunicação, que apoiaram a ditadura desde o início (José Arnaldo, âncora da rádio Bandeirantes, disse que o golpe aconteceu porque “estava tudo uma bagunça”).
Em troca, recebem fama e folguedos de um neoconservadorismo ávido por ilusões de legitimidade. Mesmo que tamanhas asneiras permaneçam à espera de consolidação futura, elas ajudam a transportar o debate sobre a Anistia para uma esfera conveniente à direita. Ao instituir a ótica relativista para contrapor o movimento pela condenação de assassinos e torturadores, fica mais fácil vender a saída “intermediária” prevista pelo PNDH: os crimes permanecem impunes para sempre, mas são exumados por um falso tribunal sem efeitos práticos.
Mas não era isso que eles queriam desde o começo?

João Martins diz:

25/02/2010

Essa é uma boa oportunidade para se discutir o direito insurgente como direito dos povos à liberdade e a resistência às ditaduras política e "democracias" monopolistas de Estado.

Somente nesse âmbito de calúnias e guerra psicológica seria uma disputa entre esquerda e direita.

Se um da Silva (Lula) teve paciência e perseverança histórica para lidar com a guerra de nervos promovida pela Globo, Veja, etc, invocando o preconceito de classe no inconsciente coletivo dos brasileiros, Dilma que se prepare, pois o chingamento será de terrorista para baixo.

Agora, cá pra nós, em se tratando do cofre de Ademar de Barros, se "quem rouba ladrão tem mil anos de perdão", por uma causa libertadora quantos terá então?

Não há o que temer quando os cães ladram e rangem os dentes, é somente o sinal de que a carruagem está passando...

Luis Renato diz:

25/02/2010

Orlando,
apenas ilustrei que usar a experiencia pessoal como embasamento teorico pode levar (e leva) a erros de avaliacao. Nem precisa citar o caso de Austin. Os mesmos eventos que voce cita (prisao arbitraria, maus-tratos, execucoes sumarias, negacao ao direito de defesa) ocorrem todos os dias em nossas cidades com individuos das mais diversas origens e procedencias. Voce qualificaria os governos estaduais, que mantem a estrutura policial, de terroristas? E as familias destes individuos tem direito 'a reparacao pelo Estado?
De novo, mais do que engajar em insultos e avaliacoes empiricas, e' mais produtivo debater o tema. Nao me consta que tenha que haver consenso. Educacao, sim.
A proposito: Sou do tempo que o individuo da periferia de Sao Paulo, tinha que portar uma Carteira de Trabalho assinada. Caso contrario seria considerado marginal. E detido para averiguacoes. Sou do tempo que "mao na cabeca!" ou "mao na parede!" era a primeira frase que se ouvia ao encontrar Policia. Nao sou Raul Seixas mas vi a operacao da Pio XI de perto, e corri do Erasmo Dias na PUC. Portanto, me considero conhecedor da nossa historia recente, tambem. E reitero minha opiniao que terrorismo nao tem lado. So' me preocupa saber que tem mais simpatizantes do que deveria.

Marcia Eloy diz:

25/02/2010

Hoje eu escrevi para o JB sobre este tema, vamos ver se eles publicarão a carta ou irão censurá-la.
Quem teve o prédio em que morava cercado por policiais e quando abriu a porta viu policiais com metralhadoras na mão e um senhor entrar em seu apartamento a procura de seu pai, sabe quem foram os terroristas. Quem teve um irmão sumido durante três dias e sua mãe iniciar um processo de depressão, sabe que foram os terroristas.Quem não passou por nada disto e conhece este período por leitura de jornais, não tem a menor idéia de quem foram os terroristas.O livro do Frei Beto "Batismo de Sangue" narra este período muito bem. O último livro dele "Diario de Fernando"narra a vivência de quatro padres na prisão durante quatro anos.Os livros estão a venda a disposição dos interessados. Mas o que mais me preocupa é a deturpação dos fatos históricos. Eu fui à Câmara Estadual assistir a entrega da medalha Tiradentes ao Frei Beto. Ele no sei discurso de agradecimento, nos esclareceu que Inconfidência foi um nome dado pelos portugueses ao movimento mineiro pela Independência do Brasil, no entanto inconfidente é aquele que não se pode confiar, nem fazer uma confidência. O nome correto daquele movimento deveria ser Confidência Mineira.lMas na história oficial , aquela que é ensinada nas escolas o nome injusto prevalece. Devemos lutar para que terrorista deva ser entendido por aqueles que praticaram o terror, invadindo residências, sequestrando, torturando, matando e não querendo revelar até o presente momento onde estes corpos estão, para que mais uma vez a História do Brasil não seja deturpada.

Marcius Cortez diz:

25/02/2010

Na cadeia, a gente passava horas discutindo se devia pegar em armas pra dá uns tirinhos na Dita do Mr. Gordon/ Fiesp/ oligarcas e barões do nosso pitoresco PIG. A maioria da moçada votava a favor da luta armada por considerar que o Ato Institucional número 5 fechara todos os espaços para qualquer trabalho de ação política.O Arrudão, quadro do PCB, acabava compondo com a rapaziada, mas era visível que algo o atormentava.No fundo, o velho comunista e humanista ficava, como se diz, com o coração na mão. Hoje eu não tenho dúvida que essa opção ajudou o país a voltar para a democracia, é verdade que uma democracia capenga, mas democracia vai. Pois bem, colegas do blog do Emir, já que falei em cadeia,quero lembrar a opinião de outro companheiro de cela,o jovem Denis, que concordava que luta armada quer dizer bárbarie, mas que era pra gente não esquecer que desigualdade social tá pau a pau com a bárbarie. Denis tinha um senso de humor admirável, era legal vê-lo pra lá e pra cá, falando, como se fosse um ator em cena: "que merda de país é esse, a gente num tem nem sequer a liberdade de andar com uma metralhadora debaixo do braço...
Então, para se discutir quem era ou quem não era terrorista, sugiro a gente perguntar quem era que estava engajado num projeto de liberdade e justiça social e quem era que tava se locupletando da situação daquele Estado de Exceção que priorizava os interesses das minorias e cassava a golpes de baionetas qualquer avanço da classe trabalhadora.
Estou plenamente de acordo: o terrorismo deve ser condenado, "mas ninguém é inocente, a não ser a pedra", como dizia Hegel. Por essas e por outras, é que prefiro continuar pensando que a natureza humana é imutável, como a Biblia. Dente por dente, olho por olho.O resto é tema de especulação entre os pacifistas ingenuos.
Cordialmente, Marcius Cortez - o bárbaro.

Jorge Ernesto Couto de Castro diz:

25/02/2010

Mas Dilma nunca foi terrorista, nem no tempo da luta armada, Dilma nunca pegou em armas e nem poderia ela tinha e tem problema de visão, e a luta armada foi uma conseguência do endurecimento do regime e da repressão. Logo a ditadura não combateu um problema, na verdade ela criou um problema, agora com relação a candidatura de Dilma para a presidência eu tenho dúvidas se ela seria boa como presidente, porisso no primeiro turno não pretendo votar nela.

orlando sp-sp diz:

25/02/2010

Caros amigos.
Um sujeito comparar um acidente de carro com uma prisäo arbitrária numa ditadura, é o fim da picada,näo dá nem para contra argumentar. Eu pensei que o Luis Renato fosse apenas mal informado. Agora percebo que o cara näo tem a mínima noçäo do que aconteceu e acointece nas ditaduras. Voce sabe o que é ter um parente seu preso, torturado, sem direito a advogado? Quando um coimpanheiro do meu pai morreu na tortura, a repressäo só permitiu que a esposa e a filha fossem ao enterro. Os demais que estavam lá eram todos agenrtes da ditadura. Desculpe, Luis Renato, na minha percepçäo, sua desinformaçäo na realidade näo passa de ignoiräncia mesmo. Lutar contra ditaduras näo é violencia, é legíima defesa. Para debatermos um assunto precisamos ter o mínimo conhecimento de causa, seja na teoria ou na prática. Vc repete as mesmas palavras tal qual um mantra. Me parece que vc quer convecer a si mesmo do que fala. A Declaraçäo Universal dos Direitos Humanos reconhece como legítima a resistencia armada contra a opressäo. Näo conhecer a história política de seu país, é alienaçäo. ¨O castigo para os que näo se interessam por política é que seräo governados pelos que se interessam.¨
Ah, esqueci de dizer: meu pai nunca pegou em armas contra a ditadura, mesmo sendo policial. Seu único crime foi pertencer ao Partido Comunista, na clandestinidade. Ficou um mes na tortura e só näo morreu por sorte e devido a um ótimo preparo físico. Repetindo: existe uma grande diferença entre agressäo seja física, armada e defender-se dessa violencia. Jogar tudo no mesmo saco revela um grande desconhecimento.
Quando um americano explodiu o prédio da receita federal nos EUA recentemente, näo foi classificado como ato terrorista. Pergunta: e se fosse um árabe naturalizado americano, teria o mesmo tratamento?
Caro Luis. Näo quero impor nada. Além do mais tenho o direito de opinar sobre seu texto, no mínimo ingenuo. Voce näo sabe o que aconteceu e pelo jeito näo quer nem saber. Ensaio xobre a Cegueira. É apenas minha opiniäo.

Mirabeau Bainy Leal diz:

25/02/2010

A VERDADE HISTÓRICA
O Terrorismo de Estado no Brasil durante a Ditadura Militar, ocorrida entre os anos de 1964 e 1985, tornou-se uma prática política, uma ferramenta de controle e manutenção do poder, graças a composições civil-militares e ao conseqüente estabelecimento de uma política conservador-reacionária. Foi exercido em nome da ordem e apresentado sob uma feição de legitimidade: a repressão, a tortura, as prisões, a censura e as perseguições políticas foram exercidas pelo Estado em nome de uma suposta “Segurança Nacional” e autenticadas por um aparato jurídico condizente, para justificar todos os crimes cometidos contra cidadãos brasileiros durante o regime militar. Em nome da “segurança nacional” justificavam-se todas as medidas excepcionais, repressivas ou preventivas, contra os cidadãos brasileiros, e a implementação de um pânico generalizado, ou seja, a perda da “segurança subjetiva”. Quer dizer, através dessa forma de terrorismo, o Estado tinha autorização para fazer o que julgasse necessário para o “bem-estar da população”. O combate ao “inimigo interno” foi possibilitado através do auxílio de diversos órgãos repressores, criados para conter a “subversão”. Dentre eles:
Centro de Informação do Exército (CIE): Serviço de inteligência do regime militar que patrocinou um grupo radical de direita, conhecido como Grupo Secreto, cuja atividade consistia em plantar bombas em lugares considerados “focos da esquerda” (geralmente teatros e faculdades).
Departamento de Ordem Política e Social (DOPS): Órgão repressivo do governo brasileiro durante o regime militar, cuja atribuição primordial era censurar os meios de comunicação;
Operação Bandeirantes (OBAN): Centro de torturas montado pelo exército brasileiro em 1969, que coordenava e integrava as ações dos órgãos de combates às organizações armadas de esquerda. Foi uma entidade financiada por empresários e multinacionais, como a General Motors e a FORD;
Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI): O CODI constituía-se enquanto um órgão central para o regime militar, sendo responsável pelos serviços burocráticos, análise de informações, planejamento estratégico e combate à subversão. O DOI, por sua vez, encarregava-se dos interrogatórios e da execução das metas traçadas pelo CODI. Ambos foram criados a partir da OBAN.
Serviço Nacional e Informações (SNI): Sua função era a de supervisionar e coordenar s atividades de informações e contra-informações no Brasil e exterior. Há indícios, inclusive, de que o SNI teria sido uma agência-membro da chamada Operação Condor (Operação político-militar que contava com a participação do Uruguai, Bolívia, Brasil, Argentina, além do Chile. Seu funcionamento, de caráter operacional, possibilitava que as Agências de Inteligência de outros países operassem dentro das fronteiras dos seus países-membros, capturando exilados, interrogando e torturando-os, posteriormente retornando com eles para seu país de origem. Desconsiderava a proteção dos direitos humanos dos cidadãos e conspirava para violar as formas de proteção internacional. A Operação Condor conduziu os crimes contra os direitos humanos ao mais alto grau do nível de atuação política dos Estados).
Como se sabe, a prática da tortura foi largamente utilizada durante o Regime Militar brasileiro, a qual era posta em prática das mais diversas formas. Dentre essas, podemos citar: espancamentos; telefone, pau-de-arara, choques elétricos, afogamentos, palmatória, queimaduras de cigarro (principalmente nos genitais), cadeira do dragão, torturas sexuais, tortura com produtos químicos, a “geladeira”, tortura com animais (utilizados para amedrontar as vítimas), tortura aos familiares e amigos (eram torturadas inclusive crianças e gestantes – o que ocasionava, não raras vezes, em casos de aborto), entre diversos outros.
WWW.CFH.UFSC.BR
REVISTA EM DEBATE Nº 2 - 2007

adriane diz:

25/02/2010

Terrorismo ação covarde. Resistência defesa da dignidade humana, do direito e da liberdade.

Angélica Matos diz:

25/02/2010

Quem luta CONTRA uma ditadura só é TERRORISTA para os DITADORES, para o POVO LIBERTADO, são HERÓIS NACIONAIS!!!!!

Azarias diz:

25/02/2010

Se os militares, que hoje colocam obstáculos para que se verifique e investigue os crimes da ditadura/64, não foram os torturadores e assassinos daquela época, como eles convivem com seus companheiros de farda que foram torturadores e assassinos? É possível conviver com psicopatas, sádicos e anormais numa "boa"? O ser humano, mesmo que vista farda, não se sente constrangido em ter uma relacionamento amigável com pessoas com comportamentos anti-sociais?

emir diz:

24/02/2010

Os que fizeram as grandes revoluções que mudaram a história da humanidade, a começar pela revolução francesa, seriam terroristas, conforme critérios apoliticos e ahistóricos de alguns. Era a opinião do antigo regime francês. Seriam terroristas os que resistiram à ocupaçao alemã nazista da França? Os que resistiram ao fascismo de Mussolini? Os que defenderam a república espanhola contra o fascismo de Franco? Os resistentes contra a ditadura militar que impôs os regimes de terror no Brasil, na Argentina, no Chile, no Uruguai? A Declaração Universal dos Direitos do Homem reconhece o direito de rebelião contra as tiranias, que era plenamente o caso.

Luis Renato diz:

24/02/2010

Mauro, de novo o tom condescendente e professoral, tal qual o Orlando que quando ve opiniao divergente manda o outro estudar.
Nao e' por ai', e voce vera' em outras opinioes aqui publicadas, que terrorismo nao tem lado. Tem vitimas.
Tentar justificar a violencia seja ela de direita ou de esquerda, oficial ou clandestina, legal ou ilegal e' um exercicio futil.
Nao tem ideologia que justifique a barbaridade.

José Ferreira de Brito Neto diz:

24/02/2010

Terrorista foram aqueles e são os mesmos que outrora se locupretaram das nossas riquezas, impondo e apoiando a ditadura militar, alimentando do sangue do povo brasileiro como se alimentam os vampiros dos desequilíbrios sociais, ontem como hoje ainda resistem tais vascínoras da liberdade arautos da dignidade humana.

Mirabeau Bainy Leal diz:

24/02/2010

Senado Federal
Comissão de Infra-Estrutura
07/05/2008

Senador José Agripino Maia (DEM): "A senhora mentiu na ditadura, mentirá aqui?"

DILMA ROUSSEFF: "Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira, só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira.
Eu tinha 19 anos, fiquei três anos na cadeia e fui barbaramente torturada, senador. E qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para os seus interrogadores, compromete a vida dos seus iguais e entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido senador, porque mentir na tortura não é fácil. Agora, na democracia se fala a verdade, diante da tortura, quem tem coragem, dignidade, fala mentira. E isso (aplausos) e isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, que eu tenho imenso orgulho, e eu não estou falando de heróis. Feliz do povo que não tem heróis desse tipo, senador, porque agüentar a tortura é algo dificílimo, porque todos nós somos muito frágeis, todos nós. Nós somos humanos, temos dor, e a sedução, a tentação de falar o que ocorreu e dizer a verdade é muito grande senador, a dor é insuportável, o senhor não imagina quanto é insuportável. Então, eu me orgulho de ter mentido, eu me orgulho imensamente de ter mentido, porque eu salvei companheiros, da mesma tortura e da morte. Não tenho nenhum compromisso com a ditadura em termos de dizer a verdade. Eu estava num campo e eles estavam noutro e o que estava em questão era a minha vida e a de meus companheiros. E esse país, que transitou por tudo isso que transitou, que construiu a democracia, que permite que hoje eu esteja aqui, que permite que eu fale com os senhores, não tem a menor similaridade, esse diálogo aqui é o diálogo democrático. A oposição pode me fazer perguntas, eu vou poder responder, nós estamos em igualdade de condições humanas, materiais.
Nós não estamos num diálogo entre o meu pescoço e a forca, senador. Eu estou aqui num diálogo democrático, civilizado, e por isso eu acredito e respeito esse momento. Por isso, todas as vezes…eu já vim aqui nessa comissão antes. Então, eu começo a minha fala dizendo isso, porque isso é o resgate desse processo que ocorreu no Brasil. Vou repetir mais uma vez:
Não há espaço para a verdade, e é isso que mata na ditadura. O que mata na ditadura é que não há espaço para a verdade porque não há espaço para a vida, senador. Porque algumas verdades, até as mais banais, podem conduzir a morte. É só errarem a mão no seu interrogatório.
E eu acredito, senador, que nós estávamos em momentos diversos da nossa vida em 70.
Eu asseguro pro senhor, eu tinha entre 19 e 21 anos e, de fato, eu combati a ditadura militar, e disso eu tenho imenso orgulho."

Lúcia Adélia diz:

24/02/2010

Caro Mestre, terrorista foi a ditadura militar a partir de 1964 até 1985 e todos(as) que a apoiaram, políticos(arena, pds, pfl, hoje dem/psdb) empresários e a mídia. Terroristas sim e deveriam pagar pelo atraso e as desgraças que trouxeram ao País. DITADURA NUNCAMAIS bem como PSDB/DEM NUNCA MAIS.

Sacy Morais diz:

24/02/2010

Caro Emir,

Ambos são terroristas, ambos subverteram as leis e isso deve ser o fundamento para uma sociedade moderna sempre o respeito a lei e aos seres humanos.
Ninguém tem o direito de matar ou de tirar a própria vida em nome de um direito natural.
Livre expressao é esse direito, voto é um direito e a informação tambem é um direito que nao devem ser tolhidos por nenhuma lei, ato ou medida.

Fernando Guimaraes diz:

24/02/2010

Olá prof. Emir,

Veja quanto ousadia do DEM José Agripino em sua "autobiografia" no site do Senado Federal:

"Como governador teve participação decisiva no movimento que levou o país de volta à democracia. Em 1985, José Agripino foi um dos primeiros governadores a romper com o governo militar. Fundou o Movimento da Frente Liberal que apoiou o então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, à Presidência da República em 1985."

fonte: http://www.senado.gov.br/web/senador/joseagripino/biografia.asp

Até mais,

Tikarlim diz:

24/02/2010

Caro Emir:

Importantíssimo lembrar que até 1968 os atentados promovidos pela direita suplantavam, de montão, as ações chamadas "terroristas" da esquerda que, na verdade, era uma reação contra as ações de consolidação do regime, promovidos, muitas das vezes, pelos órgãos de repressão oficiais. Somente após a edição do AI-5, a esquerda, em reação áquela brutalidade, intesificou suas ações... Entendo que, em verdade, houve uma reação ao terrorismo de estado, escancarado pelo AI-5.

Enio Lima diz:

24/02/2010

Terrorista é quem atenta contra a vida humana com o objetivo de impor ou defender seus ideais.
Haviam terroristas defendendo a ditadura e outros tentando derrubá-la.
No fundo é tudo uma disputa irracional pelo poder.

emir diz:

24/02/2010

O Serra foi outra coisa, foi fujão, abandonou os estudantes na luta contra a ditadura, abandonou a presidência da UNE e foi para o exterior, nos primeiros dias depois do golpe. Os estudantes criaram novas lideranças para lutar contra a ditadura.

Mauro Esteves diz:

24/02/2010

Luiz Renato...

Não se comporte como mais um jovem inocente útil... já que você não quer entender as colocações feitas por Orlando quando diz que você tem que estudar um pouco de "história" e política. Na verdade, vocês mais jovens jamais irão entender nas "estórias" que alguns lhes "conta"que o "terrorismo" d'outra época era praticado por bestas fardadas de policial ou militar que adentravam casas e repúblicas atirando... estuprando... prendendo e matando. Calavam nossas palavras com tanques...metralhadoras.. cães.. cavaleirop montados em seus belos cavalos que "eram" derrubados por bolinhas de gude.
Então meu caro... vá estudar e não deixe ser levado por Serra e seus asseclas (que na época eram "terroristas")

Lola diz:

24/02/2010

Nelson Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Passou a infância na região de Thembu, antes de seguir carreira em Direito. Em 1990 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, que foi recebido em 2002.

emir diz:

24/02/2010

Os que tentam assimilar a violencia do terrorismo de Estado daquela da reistência democrática, não sabem o que é uma ditadura.

Flávio Vieira diz:

24/02/2010

Pra mim a questão é simples: o que define se um grupo é ou não é terroristas são os métodos usados. Assaltar bancos, matar pessoas inocentes ( sim, os esquerdistas mataram pessoas que nada tinham a ver com os "milicos" ), explodir, torturar, matar sem chance de defesa, é e sempre serão ATOS TERRORISTAS. Se os policiais da repressão o fizeram, eram terroristas. E sim, fizeram. Mas se algum dos itens citados acima aconteceu do lado "esquerdista", sim tb são terroristas. E sim, tb o fizeram. Não existem santo na história. Eram dois lados. Um o fazia dentro da lei ( sim, existia uma lei na época que ancorava isso ) e outro fora dela... o resto é invencionice. Sendo que, os grupos mais radicais, é preciso dizer, não defendiam democracia. Queriam aqui uma Revolução nos moldes da Cubana... mas isto é papo pra outro dia...

jardel lopes diz:

24/02/2010

Só quem viveu, verá!!! Isto é um dito popular que persiste nos dias de hoje. Querm era terrorista!!! Em 1971, estava no DCE da UFMG, Rua Guajajaras, onde mantínhamos uma pequena impressora que dava sustento a toda nossa imprensa estudantil na época. Até proposta para discutir eleição interna de Reitor da Universidade a gente imprimia por alí. O material das kalouradas, por sinal ríquíssimo em termos de textos, culturas tudo era feito alí. Ora, naum é que pela madrugada de um sábado prá domingo, com o vigia cochilando no alpendre da Sede, os "homes" chegaram com os carros de chapas marcadas e quebraram toda a sede (pertencia a Reitoria, cedido prá funcionamento da Entidade) e soltaram uma bomba de um calibre suficiente prá estourar toda a gráfica e nossa querida impressora de marca solna que tínhamos adquirido com os recursos do pagamento da taxa dos calouros
como prioridade para a impressão de nossos buletins.
Noooosa, como este tempo realmente está distante neste período democrático de 25 anos que estamos construindo. Hoje, realmente é uma boa pergunta!!! Quem era os terroristas??? Nós, os pobres estudantes que sonhávamos com um país de liberdade ou estes que agiam sorrateiramente com a força das armas isntitucionalizadas!!! E a companheira Dilma, realmente surgir neste momento. Sonhadora, não acreditava na mudança de flor enfrentando canhões. E simplesmente partiu para o enfrentamento. Pobre Dilma na época. Fizemos de tudo para evitar que ela "caísse". Era um quadro de primeira qualidade e com muita energia e inteligência. Apanhou e sofreu muito nas garras dos "homes". É uma boa pergunta!!! Quem eram os terroristas??

AMAURI diz:

24/02/2010

Gostaria de usar este espaço para parabenizar o Presidente LULA pelas crítcas feitas a ONU ddevido a parcialidade daquele orgão em relação as ILHAS MALVINAS da Argentina e usurpadas pelos ingleses.

Carlos Henrique Simões da Costa diz:

24/02/2010

MARAVILHOSO ARTIGO, PROFESSOR EMIR SADER! ENDOSSO CADA PALAVRA DE SEU TEXTO: ESSES PILANTRAS, POR NÃO PODEREM REVELAR O PROJETO SOCIAL QUE DEFENDEM, JÁ QUE ELE REPRESENTA A DEFESA DOS INTERESSES DE UMA MINORIA E DOS EUA EM CONTRAPOSIÇÃO À MISÉRIA DE MILHÕES, TENTAM ENFRAQUECER DILMA POLITICAMENTE COM MENTIRAS INFAMES, TENTANDO CRIMINALIZÁ-LA PELA PARTE MAIS BONITA DE SUA BIOGRAFIA: A RESISTÊNCIA A UM REGIME CRIMINOSO, QUE VIOLOU A LEI COM UM GOLPE DE ESTADO QUE DERRUBOU UM PRESIDENTE LEGALMENTE ELEITO, E INSTALOU EM SEU LUGAR UMA DITADURA MONSTRUOSA QUE TORTUROU MILHÕES DE PESSOAS,(JOVENS HERÓICOS QUE EXERCIAM O DIREITO, GARANTIDO PELA ONU, DA RESISTÊNCIA DOS POVOS AOS GOVERNOS TIRÃNICOS); QUE IMPEDIU A ASCENSÃO DAS PROPOSTAS DEMOCRÁTICO-POPULARES, AS QUAIS VINHAM SENDO IMPLANTADAS PELO PRESIDENTE GOULARTH, DEPOSTO PELO GOLPE; INSTALANDO EM SEU LUGAR UM REGIME QUE,ALÉM DE CRIMINOSO, ERA ENTREGUISTA, REESTABELECEU NO PAÍS O CAPITALISMO DEPENDENTE, QUE VINHA SENDO SUPERADO POR GOULARTH, ENTREGANDO NOSSAS RIQUEZAS PARA OS EUA E SEUS SÓCIOS LOCAIS, MEMBROS DA NOSSA SÓRDIDA "ELITE" ANTI-NACIONAL, PROCESSO QUE COLOCOU MILHÕES DE BRASILEIROS NA MISÉRIA, ENRIQUECEU OS SERVOS DA DITADURA, ENTRE ELES POLÍTICOS DE DIREITA E DONOS DE EMPRESAS DE MÍDIA; E TOLHEU AO BRASIL A PERSPECTIVA, QUE COMEÇARA A DESPERTAR COM GOULARTH, DE SUA CONSTRUÇÃO COMO NAÇÃO LIVRE. SÃO ESSES CRIMINOSOS; COMO AGRIPINO MAIA, BORHAUSEN; SÉRGIO GUERRA, ARTUR VIRGÍLIO, GARIBALDI ALVES, TODOS OS BARÕES DA MÍDIA; QUE DEVERIAM ESTAR NA CADEIA PELOS CRIMES QUE PRATICARAM E/OU FORAM CÚMPLICES, OS SÓRDIDOS ACUSADORES DE DILMA, VERMES QUE TENTAM INVERTER A VERDADE, TRANSFORMANDO A SUA CONDIÇÃO CONCRETA DE CRIMINOSOS, NA DE VÍTIMAS. NÃO CONSEGUIRÃO, POIS ESTAREMOS ATENTOS PARA APONTAR-LHES NA CARA A CULPA QUE TÊM.

Celina Aparecida Simões diz:

24/02/2010

É lamentável que ainda haja tanta gente que não percebem o que está explícito na questão dos lados...
Antes - Ditadura Militar - torturas, assassinatos,desestruturação social,política e econômica etc - do outro lado, um grupo de pessoas que ousaram a querer um Brasil diferente daquele que se apresentava - e ainda,uma grande massa que manipulados por uma mídia inescrupulosa incentivava a Nação a cantar "Prá frente Brasil salve a seleção".
Hoje - Um sistema democrático dando certo, e se consolidando a cada dia, na ratificação de uma terra que é a PATIA MAMA graças a muitas que acreditaram que um outro Brasil era possível, necessário e urgente e do outro lado do muro, a mídia e uma parcela da população que continua querendo desmantelar um novo país referendado pelo povo.

João Carmo Vendramim diz:

24/02/2010

Os críticos que enxergam como "ação terrorista" a reação intrépida daqueles que tiveram a coragem de reagir contra o regime de terror implantado a partir de 64 desfrutam hoje das liberdades democráticas graças a aqueles. No ditadura militar era proibido pensar diferente. Os resistentes ao "status quo" eram facilmente tipificados de "comunista", ou mesmo "terrorista", pois o Poder Judiciário se acovardou ratificando os atos da ditadura.
Essa página da história ainda não está virada enquanto não houver abertura dos arquivos da ditadura para julgar e condenar os que exorbitaram no poder e fizeram do terror política de Estado.

antero diz:

24/02/2010

Terrorista foram todos os que pratricaram o terror. Tanto os situacionistas quanto os oposicionistas. O ideal de tomar o poder para instalar a "democracia" não justifica as mortes de inocentes de qualquer lado. Portanto DILMA foi sim terrorista. E certamente muitos militares anônimos também o foram. Vamos sim criar a comissão da Verdade e esclarecer todos os crimes praticados pela ditadura e pelos jovens sonhadores que pegaram nas armas e as utilizaram, na maioria das vezes de forma irresponsável.

Silvio Fontana diz:

24/02/2010

A história certa é: UDN, de Carlos "Golpista" Lacerda; depois ARENA, da ditadura e da tortura; depois PDS, do arremedo de abertura; depois CENTRÃO, que bancou Sarney quando deveriam querer outra eleição, de preferência Direta, depois PFL, que ajudou FHC a vender o Brasil e finalmente os DEMos, a tal da oposição responsável e fiscalizadora... que tem Arruda panetone e Kassab Enchente. ...Que vontade de vomitar..

Haroldo diz:

24/02/2010

A pergunta é simples: Quem era terrorista? A resposta idem: Os golpistas civis e militares de 64 e ponto final.

José diz:

24/02/2010

dem, pfl, pds, ARENA, 64, DITADURA (Cães de guarda da elite),
dem, pfl, PDS, ARENA, 64, DITADURA,
dem, PFL, PDS, ARENA, 64, DITADURA,
DEM, PFL, PDS, ARENA, 64, DITADURA,
DEM, PFL, PDS, ARENA, 64, DITADURA,
DEM, DEM, DEM, DEM, 64, DITADURA..... Hoje querem apagar a história - lembrem que a pouco tempo um político dessa gente disse que "quem procura ossos é
cachorro". O miserável ainda ironiza com o sofrimento daqueles que ousaram lutar em nome dos dominados deste país, desde sempre esbulhados de vida e sonhos pela elite que a ditadura defendia....
Quem eram os terroristas, que não contentes em "silenciar" opositores, obrigaram dezenas de intelectuais, cientistas,artistas a viverem no exílio por longos anos? Quanto desperdício de vidas criativas para o país....para quê? Ao fim da DITADURA, como estava o país? Havíamos caminhado para onde? O que a DITADURA fez conosco como país, nação, um povo, enfim...
E ainda tem lambe botas desmemoriado que defende essa gente....


ana diz:

24/02/2010

No filme AVATAR, bastante didático, o comandante do execito invasor, não por acaso um MARINE, diz taxativamente que combaterá o terror - resistencia dos nativos - com o terror no uso de armas poderosissimas de seu exercito. O unico interesse do exercito invasor é um mineral preciosissimo existente no planeta PANDORA, cobiçado pelos invasores pelo alto valor. Tipo IRAQUE, é o PETROLEO, ESTUPIDO.No Iraque, os que resistem a invasão dos USA, Inglaterra e cia são chamados de terroristas. Então, os franceses que lutaram na resistência ao nazismo deveriam ser chamados de terroristas. Assim como os judeus. Mahataman Ghandi e Jesus Cristos são os unicos que na historia não podem ser chamados de terroristas.

Luis Renato diz:

24/02/2010

Mauro,
eu tenho por habito nao desqualificar aqueles que tem opiniao diferente da minha. Afinal, ate' em familia este fenomeno se observa.
Porisso, aceite o convite do Emir e opine, nao sobre a forca ou fraqueza dos debatedores mas sobre o tema que ele propos.
Mostre sua forca.

bene diz:

24/02/2010

Para os nazistas, a Resistência Francesa era uma organização terrorista.

Flavio Marcio diz:

24/02/2010

Na mesma linha: quem é revanchista?
Em 1989, com a primeira eleição presidencial após a sístole de vinte anos de ditadura militar, iniciou-se uma brisa democrática no país. Todos sabemos quanto esta eleição foi manipulada para garantir a vitória do playboy das Alagoas.
Em todo caso, até as pedras estão convencidas de que os chefes militares preferiam prolongar a sua ditadura ad eternum. Elas sabem também como eles são nostálgicos daqueles tempos sublimes para eles — um verdadeiro inferno para a imensa maioria do povo brasileiro.
Contudo, imersos em enormes contradições os militares foram forçados a retirar-se do exercício de poder, cedendo espaço à não desejável porém necessária diástole.
Agora, quando a diástole se mantém e a democracia vai se aprofundado no Brasil, eles estão histéricos. E não admitem que a onda democrática está firmando-se como o player vencedor.
Longe do exercício autocrático do poder, eles são os perdedores.
Constestam o Plano Nacional de Direitos Humanos, a revisão da Lei de Anistia e a criminalização dos torturadores e assassinos que estiveram a soldo dos ditadores.
Em suma, contestam direitos que estão sendo requeridos em tempos de democracia, que só podem ser requeridos e realizados em tempos de democracia.
Então, são eles os verdadeiros revanchistas, os perdedores do jogo democrático atual que contradiz os tempos sombrios dos ditadores.
Vamos inverter pois o jogo impedindo-os de proclamar que eles são os vencedores: o vento da democracia atual é a derrota deles e a razão principal do seu revanchismo histriônico!
Caracterizemos que o seu revanchismo ocorre não apenas contra as suas vítimas durante os tempos ditatoriais, mas principalmente contra a democracia atual!

mauro diz:

23/02/2010

Luiz Renato, você é mesmo muito fraquinho...

Maria Helena diz:

23/02/2010

Ué, mas se os ditadores e defensores da ditadura e de seus métodos acham que estavam certos, porque agora tem medo que se revele o que faziam e venham a ter que explicar a sociedade? Quem não deve (acha) não teme!

Coutinho diz:

23/02/2010

Como outros colegas escreveram, a questão não é de se a esquerda em armas era terrorista ou não. A questão é quem realmente golpeou a democracia. Desde o Golpe Civil-Militar de 64 pessoas foram presas por questões políticas e ideológicas; perderam empregos, perderam mandatos populares e muitos foram torturados já de início e alguns assassinados. Logo, já não se podia manifestar nas ruas. Não havia manifestação na imprensa que, de fato, apoiava o golpe e a ditadura implantada. As eleições sempre tinham suas regras mudadas para impedir qualquer oposição democrática eficiente. De fato, entre 1968-70 o que restou para muitos que não suportavam a ditadura?
Os direitistas dizem que os "terroristas" queriam implantar o socialismo e isso é considerado um crime para eles? Ora, se a ditadura foi implantada pela força e não se podia nem sonhar em lutar democraticamente por seus ideais e se a lógica era a força, por que não podiam lutar por seus projetos?
E ainda tem gente que diz que, se não houvesse o golpe de 64 a esquerda o daria contra a democracia... Greves são golpes subversivos? Ocupações e latifúndios improdutivos são golpes subversivos? Propor as Reformas de Base era crime? Concorrer eleições com chances de vencê-las são um golpe contra a democracia?
Ora! Para essa gente só existe "democracia" dentro do neoliberalismo... É só isso que eles entendem.

Coutinho diz:

23/02/2010

Concordo com Da Silva. O lado vencedor sempre coloca seus combatentes como heróis, inclusive quando cometem barbaridades e a História de Israel está repleta disso. Os inimigos são sempre maus... Os terroristas. Difícil é para eles explicar casos como o de Bim Laden e de outros.
No caso do Brasil, os combatentes da esquerda eram terroristas, mas o pessoal do Rio-Centro, os que colocavam bombas em bancas de jornal, que perseguiam artistas atacando peças teatrais etc., esses são omitidos...

Leandro R.P diz:

23/02/2010

Hoje em dia fala-se pouco em revolução!!! ainda mais naquela que o cidadão do mundo Ernesto Della Serna pregava.
Menos mal, no que diz respeito a parte belica da revolução, mas bem que eu noto a ausência dos jovens que vestiam a camiseta com a cara do Argentino e criticavam a invasão imperialista ate nas grifes das roupas que temos que vestir cheia de dizeres em inglês.
Mas no que diz respeito ao terrorismo e ditadura eles ainda existem e so que agora eles se travestem nos discursos de muitas revistas ,jornais ,emisoras de tv e radios que desbaratinam a realidade montada em uma cadeia de aparatos que propagam modos de vida consumistas e materialistas .
Acho que devemos estar vigilantes a esse tipo de terrorismo que impede a verdadeira REVOLUÇÃO que é a das mentes.
E que impede a instrução intelectual dos individuos ainda bem que sou leitoe do carta maior e continuo na luta!! hasta la vitoria siempre .

Luis Renato diz:

23/02/2010

Orlando,
emita sua opiniao e discorde de quem quiser. Mandar estudar politica e historia e' muita pretensao, pois da' a entender que voce o fez e isso lhe da' o direito de ditar regras. NAO DA'!!.
Este e' um espaco de debate que o Emir coloca 'a disposicao dos internautas e que alguns- voce por exemplo - acham ser o veiculo para impor suas opinioes.
Se meu fai fosse ferido num acidente de transito, isso nao me tornaria um especialista em seguranca automobilistica. Gato que nasce em garagem e' gato, nao e' carro.
Terrorista nao tem lado. Se quiser testar o criterio veja a lista abaixo e diga qual o nexo entre eles:
ETA, IRA, Baader-Meinhoff, Tupamaros, Hamas, Al-Qaeda, FMLN, CV, ADA, FARC, alem dos avulsos, mercenarios, autonomos, etc

jorge paz diz:

23/02/2010

Por sinal, Agripino, várias vezes da tribuna do Senado, ensaiou pedir o impeachment de Lula, em 2005, em clara manobra golpista. Só sossegou quando forças populares ensaiaram ir às ruas para defender o Presidente eleito legitimamente pelo povo brasileiro, assim mesmo dizendo que Lula fomentava a divisão da nação.

Da Silva (2) diz:

23/02/2010

POis é. Esqueci de nominar os terroristas de direita, que fizeram explodir a secretária da OAB, da.Lídia, e por pouco não mandaram para os ares o Rio Centro, e causariam uma tragédia sem precedentes, onde milhares de pessoas assistiam ao show beneficiente, onde se encontravam Gonzaguinha, Gil,Caetano,Chico,Betânia e muitos outros cantores famosos.Terroristas foram os sabotadores dos oleodutos da Petrobras e das torres de transmissão de energia elétrica, para fomentar e justificar as privatarias da era FHC.Terroristas são aqueles que mandam assassinar trabalhadores rurais dos assentamentos do MST. Terroristas são os políticos corruptos, responsáveis pela robalheira nacional, e com isso privam o futuro de milhares de crianças de saúde e educação de qualidade, trabalho e moradia condignas.

Cibele Vrcibradic diz:

23/02/2010

Muito bem colocada a questão.
Eu ñ tenho dúvida q/ os terroristas eram os ditadores e seus algozes, mas há gente q/ ainda se confunde.
Gostaria de colocar aqui uma questão pertinente:
Tiradentes era terrorista por querer a Independência do Brasil? Afinal ele tb lutou contra a ordem estabelecida, combateu o "status quo".

orlando sp-sp diz:

23/02/2010

Luiz Renato, vai estudar um pouco de política e história, pois vc näoi manja nada velhinho.
Meu pai foi preso político, era militar e näo era terrorista. Sua concepçäo é maniqueísa e casa direitinho com a agenda americana. A palavra terrorista foi usada pela ditadura civil-militar de 64 para fazer uma lavagem cerebral na cabeça do povo brasileiro: aqueles jovens eram os marginais, porém essa palavra näo tinha o impacto de ¨terrorista¨. Os jovens que ¨estudavam¨ e näo questionavam a ditadura, eram condecorados pelos militares através de seus políticos-fantoches. Se vc por acaso opinasse com esse argumento(que os militares tb eram terrorista) vc estaria preso, no mínimo, seria torturado e ¨sumiria¨ ou seria ¨suicidado¨. Hoje vc pode expressar sua opiniäo graças aos que vc, por ignoräncia talvez, chama de terroristas.
Quero discordar do grande Emir por fazer essa colocaçäo: os militares e civis que apoiaram ou participaram dos assassinatos de militantes näo passam de criminosos que cometeram crimes contra a Humanidade, segundo o tratado que o Brasil é signatário. Os que morreram foram vítimas, os oprimidos. Numa ditadura, só há dois lados: os opressores e dos oprimidos.
Caso esses assassinos näo sejam punidos, continuaräo a cometer os mesmos crimes, dessa vez com os presos comuns, seja ele culpado ou näo. A tortura ainda é uma instituiçäo na PM, nas Forças Armadas. O governo Lula tem que fazer uma limpeza nos quadros policiais e militares e extirpar de uma vez este tecido podre, um cäncer que pode tornar-se incurável.
Desculpo e até entendo aqueles que näo vivenciaram este período por serem muito jovens. Mas näo há desculpa para a aiienaçäo e ignoräncia; näo querer saber a verdade. Temos inúmeras fontes: o livro ¨Tortura Nunca Mais¨ que relaciona os nomes dos criminosos que torturaram, estupraram, mataram ate bebes, mulheres grávidas.
Portanto, informem-se melhor antes de emitirem opiniðes totalmente errðneas por desconhecerem a verdadeira história da luta contra os opressores.
Näo é revanchismo como querem os gorilas de pijamas, mas JUSTIÇA.

marcelo rodrigues dias diz:

23/02/2010

Caro Emir, é importante enfatizar que quem começou o terror foi a direita. Através do golpe e da consolidação de um estado autoritário e ilegítimo sucederam-se perseguições, censuras, cassações, banimentos e sabotagens terroristas (vide o Livro "A direita explosiva no Brasil"). A idéia equivocada de que os movimentos de esquerda optaram pela luta armada tem que cair por terra. Tais pessoas encontraram-se de tal forma encurraladas e acossadas pela repressão generalizada que não viam perspectivas que não fosse a do confronto armado. Mariguela, por exemplo, já fora antes daquele momentos deputado eleito constitucionalmente pelo PCB. Obs: Não custa lembrar que a repressão covarde da ditadura brasileira não recaiu apenas a guerrilheiros ou comunistas. Qualquer ideologia ou pensamento que não se enquadrasse aos padrões entreguistas e conservadores do regime vigente era alvo da truculência reinante. Abraço!

Antônio Marinho do nascimento Neto diz:

23/02/2010

Hoje pessoas como o senador do DEM Marcos Maciel tenta passar como democrático,mais durante a DITADURA de 64 foi bionico,foi omisso,.portanto colaborou com os milicos da época e foi um exemplo de um labe BOTAS.Este ano tem eleições e espero que o povo de Pernambuco saiba coloca-lo o seu devido lugar,ouseja, de pijama e chinelo por muitos anos a ver á DEMOCRACIA se tornar um grande patrimônio do povo brasileiro.

Luis Renato diz:

23/02/2010

Terrorista nao tem lado. Tem agenda. E a agenda e' inflingir dano ao inimigo e quem mais estiver perto dele, independente de ser ou nao associado. O dano e' a mensagem. O fim (dano) justifica os meios, quaisquer sejam. Pode ser de Estado ou autonomo. Politicamente motivado ou nao. O importante e ver pela otica dos atos e seus efeitos e nao da motivacao.
Assim, nao cabe comparar um e outro. Todos eram.

pablo diz:

23/02/2010

são essas perguntas, professor, que certamente tiram o sono dos que querem a todo momento abafar a comissão da verdade e a abertura dos arquivos. Quantos hoje travestidos de democratas que devem ter (muito mais do que) o rabo preso com o imperialismo e a entrega da nação...

Luis José Ariosto Pereira Silva diz:

23/02/2010

está certo, professor Emir, temos que dar os nomes as coisas, senão os reacionários vão aproveitar-se e sairem livres, tem muito terrorista por aí se fazendo de santo hoje em dia ok

Por exemplo, tem o Clovis Bornay, que era do CCC, como prova um documento da revista O Cruzeiro da época ,ele até deu entrevista se vangloriando de ser do CCC

Outro eh o Aloisio Nunes Ferreira, ex terrorista que o Serra colocou no gôverno, imagina o que ele nao fez na época contra os que lutavam contra a ditadura, e agora o Serra tem a cara de pau de chamar a Dilma de terrorista, ok

Vamos lutar com unhas e dentes contra a direita, professor, parabéns por levantar essa história esquecida

Da Silva diz:

23/02/2010

Engraçado.Menachem Begim, Golda Meir,Ben Gurion,Ariel Sharom e tantos outros, não passavam de reles terroristas, que a um só tempo faziam explodir postos da guarda britânica, bem como comunidades dos povos palestinos, que viam pela frente.Depois que venceram as batalhas foram convertidos em herois nacionais e são venerados quase como santos. Assim foi Bim Ladem, considerado aliado dos ianques, e combatente das tropas soviéticas no Afeganistão. Assim foi com Sadam Houssem quando atacou o Irã demonizado pelos EUA. Todos eles, aliados de ontem, depois, demônios terroristas de hoje. Parafraseando Noam Chomski, diria: bem, isso faz parte da arte política, seu estúpido!

Eduardo Victor Viga Benicar diz:

23/02/2010

Emir,

para a definição de terrorista, não importa o que e como faz, mas quem faz. Veja esse caso agora do americano que jogou um avião no prédio da Receita. Assim que se soube da nacionalidade do cara, o FBI logo descartou a possibilidade de um ataque terrorista. Sendo que foi um ataque contra civis, com intenções midiaticas e fins totalmente políticos.

Terrorismo não é uma tática mas um ethos, na visão hegemonica. Fosse um árabe ou muçulmano, independente de motivos e intenções, seria um atentando...

alice franca leite diz:

23/02/2010

O PIOR É QUE ERA "CHIC" SER "DE ESQUERDA"!Misturavam tudo no mesmo saco!

Então na hora do "Vamos Ver" ou da ocupação de cargos era uma calamidade de entreguismo por todos os lados!
Dar aula era perigoso, quantos alunos e professores simplesmente... "sumiam";muitos vinham da UNB e simplesmente tinham medo de assumir suas funções na UFRJ,por exemplo,Rubem Moreira e outros!A credencial para se ser professor era "dada" pelo Dops e muito já seriam presos ao se apresentarem! Nos concursos para o Estado tinha que ter o "NADA CONSTA" do DOPS!
A direção era um horror! O professor de Teatro Guilherme de Figueiredo,irmão do Figueiredo, tentou muitas vezes em vão entrar para a Fac.Letras/UFRJ;era um conservador,nunca foi político;recusado inúmeras vezes ,mesmo com sua experiência,foi sistematicamente recusado.Quando Figueiredo assumiu,nomeou Eduardo Portella,Ministro de Educação e o Professor Guilherme recebeu um título de ... Professor /Notório Saber,para espanto dele mesmo!Nos concursos para PÓS GRADUAÇÃO quanta gente boa era reprovada por encomenda!Quanto terrorismo intelectual...

Bem,como dizia o escritor Alvaro Moreyra,vou parar por aqui,porque ... "AS AMARGAS....NÃO"

a.francaleite@uol.com.br

José Luiz Rossi diz:

23/02/2010

A efemeridade dos nomes do partido que apoiou a ditadura civil-militar(Arena,PDS,PFL,Demo)põe a nu sua vergonha em assumir sua história e a dos personagens e instituições colaboracionistas,como se simples mudanças de nomes pudessem apagar as manchas que produziram e ficarão indeléveis em suas faces,mesmo envergonhadas, se tanto.

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