11/03/2010

O que a oposição quer

A definição do candidato e do seu vice não é o maior dos problemas que enfrenta a oposição no Brasil. Este problema aumenta de dimensão porque a oposição não definiu que plataforma pretende propor. Este elemento de fraqueza responde, em parte, pela queda reiterada do apoio a Serra nas pesquisas e pela subida de Dilma.

A oposição frenética que a caracterizou na crise que logrou gerar no governo de 2005 terminou retornando como um bumerangue contra ela, porque acreditou que aquela era a via para derrotar o governo. A linha era “fazer sangrar o governo, até derrubá-lo”. A discussão então era se tentá-lo via impeachment ou pelas eleições presidenciais de 2006.

A realidade concreta recolocou o problema em outros termos: as políticas sociais do governo garantiram sua legitimidade e deslocaram a oposição que, desnorteada, se dividiu entre seguir adiante com a linha de denuncismo e outra que, assimilando o prestígio do governo, afirma que manterá as políticas econômica e social do governo – alegando que teriam sido formuladas pelo governo FHC. No primeiro caso, se deram conta que não significa ganhar apoio popular – salvo de alguns setores da classe média, que já estão aderidos à oposição, incluídos nos 5% que rejeitam o governo -, no segundo, que representa aceitar elementos essenciais do governo atual, tendo dificuldade para diferenciar-se da candidata que representa centralmente a continuidade do governo atual.

O que têm em comum os tucanos, o Dem, o PPS, as empresas privadas da mídia que fazem oposição cerrada ao governo, é o objetivo de tirar o PT do governo. FHC advertia a Aécio – tentando convencê-lo a jogar-se nessa difícil empreitada – de que correm o risco de ficar fora do governo por 16 anos, caso ganhe Dilma. Há a consciência de que será toda uma geração de políticos agora opositores que desapareciam da cena política – entre eles Serra, FHC, Tasso Jereissati.

O dilema não é fácil. A carta de assumir um projeto neoliberal duro e puro – como fez Alckmin no primeiro turno das eleições de 2006 – é ainda menos popular, com a crise econômica internacional, que ressaltou os riscos desse modelo e reiterou a necessidade de regulação dos mercados e de atuações anticíclicas por parte do Estado. Incorporar os programas do governo Lula é disputar com Dilma numa seara favorável a ela. Como já se disse, a infelicidade de Serra é que, quando o país queria mudar, pelo fracasso do governo FHC, apesar de tentar distanciar-se do governo a que pertenceu o tempo todo, ele representava a continuidade. Agora, que a opinião amplamente majoritária do país quer continuidade, ele teria que representar a mudança. Daí o jogo de palavras de tentar ser “pós-Lula” e não anti-Lula. Mas para que exista um pós, deveria estar esgotado o projeto encarnado pelo governo Lula que, ao que tudo indica, está longe dessa situação.

Tendo nas mãos esse problema, Serra vacila em assumir sua candidatura, a oposição não explicita seu programa, revelando o poder hegemônico conquistado pelo projeto do governo. A capacidade de veto da oposição se esgotou, sem ter conseguido construir um projeto alternativo.

Postado por Emir Sader às 02:17

31 Comentários

Maria dos Anjos diz:

27/03/2010

Acredito que este desespero do pig e do PSDB é medo do Serra não assumir a candidatura a presidente, sse isto acontecer é morte do PSDB, eles precisam de palanque para presidente para não serem eliminaddos da pollitica já em 2010, que vão mentir e armar de sujeira nesta eleição vai ser um horror, mais isto para eles é questaõ de vida ou morte. Maria

Mirabeau Bainy Leal diz:

15/03/2010

Justiça do Trabalho condena Vale a pagar R$ 300 milhões
A Vara do Trabalho de Parauapebas, no Pará, condenou nesta quarta-feira(10) a Vale a pagar R$ 100 milhões por danos morais coletivos e mais R$ 200 milhões por dumping social. O juiz Jônatas Andrade acatou ação do procurador José Adilson Pereira da Costa do Ministério Público do Trabalho contra a empresa por considerar que a gigante da mineração estava lucrando indevidamente sobre a exploração indevida de seus empregados e prestadores de serviço na região da província mineral de Carajás. Cabe recurso.
Em resumo: os trabalhadores diretamente contratados pela Vale ou por empresas que prestam serviço a ela gastam um mínimo de duas horas de deslocamento para ir e voltar às minas, valor este que não era remunerado ou descontado da jornada. A Justiça do Trabalho entendeu que a empresa deve considerar as horas in itinere e remunerá-las, respeitando o limite máximo da jornada diária de trabalho legal.
A situação de transporte para as minas de Carajás é diferente do que acontece em regiões urbanas. Não há transporte público regular disponível, a movimentação é restrita e o local de trabalho tem difícil acesso. Ou seja, o trabalhador é dependente da empresa para ir e chegar. Diz o artigo 58 da Consolidação das Leis do Trabalho: “o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução”. Este é o caso da situação descrita na sentença.
O que é confirmado pela Súmula nº 90 da Jurisprudência Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho: “O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho”.
A condenação por danos morais e por dumping social ficou a cargo da Vale e não das terceirizadas. De acordo com o juiz, a empresa determinada suas prestadoras de serviço a não computarem as horas para não prejudicar a interpretação da legislação feita pela companhia.
“A CONSTRUÇÃO DO ARTIFÍCIO DE FRAUDE FOI COMANDADA PELA VALE, INCLUSIVE PARA O NÃO PAGAMENTO DOS DIREITOS TRABALHISTAS”, afirmou Jônatas a este blog.
COM ISSO A VALE TERIA ECONOMIZADO UM VALOR SUPERIOR A R$ 200 MILHÕES NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, PRATICANDO CONCORRÊNCIA DESLEAL EM DETRIMENTO DA QUALIDADE DE VIDA DOS SEUS EMPREGADOS. Esse valor decorrente de dumping social deverá ser depositado no Fundo de Amparo ao Trabalhador como reparação à sociedade e ao mercado. Os R$ 100 milhões relativos ao dano moral coletivo, segundo a sentença, terão que ser revertidos à própria comunidade afetada (o que inclui todos os municípios da província mineral de Carajás e não apenas Parauapebas) através de projetos derivados de políticas públicas de defesa e promoção dos direitos humanos do trabalhador.
A Vale está proibida de impedir que as empresas terceirizadas incluam as horas nas planilhas de custo e terá que remunerar e computar essas horas para todos os efeitos legais. A decisão também será remetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
http://candidoneto.blogspot.com/2010/03/justica-do-trabalho-condena-vale-pagar.html

Nota:
A VALE DO RIO DOCE FOI PRIVATIZADA NO GOVERNO FHC E
É A MENINA DOS OLHOS DA GRANDE MÍDIA,
DE SUCESSO NAS PRIVATIZAÇÕES DO PSDB

Franco Atirador diz:

15/03/2010

EM RELAÇÃO À ESSA FACE OCULTA DA DIREITA E DA EXTREMA-DIREITA NA GRANDE MÍDIA,
É PRECISO DIZER QUE JÁ FAZ ALGUM TEMPO QUE ESSA GRANDE MÍDIA
PERDEU A ISENÇÃO DA NOTÍCIA E O
POVO BRASILEIRO ESTÁ CADA VEZ MAIS SE DANDO CONTA DISSO,
E ESTE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO ESTÁ SENDO FEITO GRAÇAS, EM GRANDE PARTE, À ATUAÇÃO DA MÍDIA DA ESQUERDA, NOS ARTIGOS, NAS CRÔNICAS E NOS COMENTÁRIOS, EM SÍTIOS E BLOGS, COMO POR EXEMPLO ESTE DA AGÊNCIA CARTA MAIOR,

ASSIM COMO GRAÇAS AO PRÓPRIO PRESIDENTE LULA EM COMUNICAÇÃO DIRETA COM O POVO, PORQUE É DO POVO.

NÓS FAZEMOS O CONTRAPONTO A ESSES AGENTES DA DIREITA E PRESTAMOS UM GRANDE SERVIÇO AO POVO BRASILEIRO!

E É UMA RESPONSABILIDADE MUITO GRANDE!

Mirabeau Bainy Leal diz:

15/03/2010

Creio que a questão fundamental é a seguinte:

Os jornalistas brasileiros, salvo raras exceções,
não se posicionam como sendo de direita ou até de extrema-direita,
por determinação dos patrões da grande mídia empresarial, mercantil e patrimonial.

Publicam suas matérias claramente tendenciosas e
agem sempre como se tivessem isenção político-partidária,
como se não estivessem a serviço de uma ideologia anti-esquerda.

O cartel das telecomunicações e o monopólio da mídia escrita e rádio-televisionada tem de acabar.

A democracia brasileira não admite mais esse tipo de oligopólio midiático.

É por isso que eles temem tanto o PNDH3 e tentam cooptar velhos militares saudosistas do regime militar que vigorou de 1964 a 1984 e que se estendeu civilmente de 1985 a 1988, graças às manobras de Tancredo/Sarney.

Havendo a democratização dos meios de comunicação, como prenuncia o futuro Governo de Dilma Rousseff,
eles perderão o poder de manipular a informação e terão drasticamente diminuídos os lucros que advém deste poder.

É uma questão "mercadológica".

Zé Carioca diz:

14/03/2010

Se alguém pensa que é a corrupção que leva o jornal Globo a bater no PT e no presidente Lula estará enganado. O motivo está aqui: “Globo Comunicação e Participações e RBS criam empresa de eventos.” Essa manchete está no jornal o Globo do dia 06 de março de 2010. Noticia que a Globo Comunicações e o grupo gaúcho de mídia RBS selaram uma parceria para estrear no setor de eventos.

A nova empresa que ainda não tem nome, vai se dedicar à promoção, produção e realização de eventos em esportes, entretenimento, educação e feiras. As duas companhias estão investindo R$ 240 milhões na empreitada. O grupo globo ficará com 60% da empresa e o Grupo RBS com 40%.
Assim, esse novo grupo precisará de governos comprometidos com seus interesses. Quando esse novo grupo precisar liberar espaços, infraestrutura, permissões e autorizações para seus eventos poderá contar com “facilidades” através desses governos. Aliás, é uma prática que vem desde a ditadura. Como foi que esses grupos cresceram tanto?
Será um toma lá dá cá. Eu te ajudo a ganhar as eleições e depois o pagamento virá através desse conluio promíscuo.

Então ficamos assim: A Globo Comunicação e Participações faz parte das Organizações Globo, que é formada pela Rede Globo de Televisão, Globosat, Globo.com, Globo Internacional, Globo Filmes, Sistema Globo de Rádio, Infoglobo, Som Livre e Editora Globo, além de participação acionária nas empresas Net Serviços e Sky Brasil.
O grupo RBS é um grupo de comunicação multimídia no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e opera 18 emissoras de televisão abertas afiliadas à Rede Globo, duas televisões comunitárias, um canal de TV por assinatura, 235 emissoras de rádio, oito jornais e quatro portais na internet.
Não existe no mundo quem possua tantos poderes na comunicação como esses grupos detêm aqui no Brasil. Isso ainda vai dar panos pra mangas. Verão.

Franco Atirador diz:

12/03/2010

SENADOR JOSÉ AGRIPINO MAIA (DEM, EX-PFL) ELOGIA GOVERNO LULA!
É INACREDITÁVEL!
É MUITA CARA-DE-PAU!
SÓ PODE SER ARMAÇÃO PARA DESVIAR O FOCO!
A deputada federal Fátima Bezerra, do PT reagiu contra um "aliado" repentino.Não deixou de tachar de oportunista o antigo adversário da política potiguar,José Agripino Maia,líder do Democratas no Senado.Em conversa com Terra Magazine,ela comentou a entrevista do rival ao Jornal 96,da rádio 96 FM,de Natal,nesta sexta-feira,12."O senador está sendo obrigado a reconhecer o bom governo que o presidente Lula vem fazendo.Agora,a atitude a estas alturas-eu sou muito sincera-está impregnada de oportunismo político-eleitoral",bradou.Ao escutar as loas de Agripino, a parlamentar estranhou:"A notoriedade que o senador ganhou na mídia,nestes oito anos,foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula,de forma até caluniosa e tudo".Para ela,o democrata evita manter os ataques ao governo federal para não se desgastar com o eleitorado potiguar,que registraria alta aprovação ao presidente da República."Ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros.Citou o 'Bolsa Família',o 'Minha Casa,Minha Vida',o aumento do salário mínimo,reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil",reproduziu."É a coisa mais rara do mundo,eu não tenho lembrança de ter visto o o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula",afirmou."O que não faz o medo de perder uma eleição!", ironizou.
Leia a entrevista em:
Terra magazine - Política

Marcia Eloy diz:

12/03/2010

Pietro, me desculpe mas o seu comentário me lembra os princípios do PSOL (os ex-PT). Não se pode fazer aliança a não ser com partidos esquerdistas. Seria maravilhoso ...Mas como se governaria? Eu cansei de ouvir dentro do PT, no núcleo que eu pertencia, chamado Graúna e que o Sr. Milton Temer, também pertencia,que o importante não era ganhar eleições e sim difundir idéias.E o povo? Não houve uma melhora econômica e social no governo Lula?Isto não importa?

Franco Atirador diz:

12/03/2010

"SENADOR JOSÉ AGRIPINO MAIA ELOGIA GOVERNO LULA"

É INACREDITÁVEL!!!!!!...

NÃO SEI O QUE DIZER ...

É MUITA CARA-DE-PAU !!!!!! ...

SÓ PODE SER ARMAÇÃO PARA DESVIAR O FOCO!!!!

Terra Magazine
Sexta, 12 de março de 2010, 14h00
Política
Líder do DEM, Agripino elogia governo Lula e é criticado pelo PT: "é oportunismo", diz deputada
Adversários no Rio Grande do Norte, a deputada Fátima Bezerra, do PT, reagiu contra repentinos elogios do líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia, ao governo federal: "A atitude está impregnada de oportunismo político-eleitoral". Acha que ele evita desgaste com o eleitorado potiguar, cuja aprovação a Lula é alta. "A notoriedade que o senador ganhou, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa ao presidente".

Leia mais em http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4316247-EI6578,00-Deputada+Agripino+elogia+com+oportunismo+politicoeleitoral.html

Franco Atirador diz:

12/03/2010

A ESTRATÉGIA DO MILLENIUM

COOPTAR OS MILITARES

A grande mídia está dando ampla publicidade ao encontro dos generais e dos jornalistas com o Ives Gandra e um ex-desembargador de extrema-direita, e outros "renomados" advogados.

E estes encontros e seminários estão se espalhando por todo o país, para se fazerem repercutir na mídia e, depois, serem arrematados por comentários de "especialistas" em política.

O tema-pretexto é o PNDH3.
Cuba e Venezuela também são temas acessórios.

Se eles tentarem dar o golpe, ao estilo RCTV, não será surpresa!

Aliás, a RCTV, da Venezuela, estava também no Instituto Millenium, como uma das representantes da mídia estrangeira, para ajudar na estratégia.

Está na hora dos combatentes acordarem!

Rossi diz:

11/03/2010

Na verdade, a oposição ao governo Lula,concentra-e-se praticamente na grande mídia,enquanto os políticos(do DEM,PSDB,PPS),perplexos com o,para eles,inexplicável reconhecimento do povo pelo atual governo,ficam só reverberando medìocremente a mesma cantilena que continuam a sair nas mesmas revistas,jornais e noticiários da tv que todos conhecem a posição e que insistem em se dizerem isentas.

Fabio Passos diz:

11/03/2010

"A hora é agora" disse a poucos dias o fhc.

globo = ex-pfl = veja = psdb = fsp = pps = estadão
É tudo uma coisa só... é tudo a mesma coisa.

Só que agora, com a rede... não funciona mais.

Messias Franca de Macedo diz:

11/03/2010

O que a oposição quer
11/03/2010
Por Emir Sader

VAMOS TENTAR ADVINHAR, MESTRE EMIR SADER!:

Agora falando a sério, a meu ver, A DIREITONA, digamos, por inércia (sic), quer preservar o seu papel histórico: OPOSIÇÃO AO BRASIL, exercer o fascismo eterno, personagem-enredo golpista!
Senão vejamos: qual o pensamento original formulado pelos representantes da UDN?! Absolutamente - e radicalmente - nenhum!
Figuras caricatas, fisiológicas, que desprezam as próprias ignorâncias, diria o iluminado pensador uruguaio Eduardo Galeano!


Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

Vicente Filho diz:

11/03/2010

Como acreditar em alguém que assina um termo de compromisso com o povo de São Paulo que ficaria na prefeitura até o fim do mandato e sai dois anos depois. Promete polo industrial na Zona Leste, que era projeto de Marta e engaveta. Segura predios do CDHU prontos para entregar as vésperas de eleição. Nós Brasileiros merecemos respeito! O Serra já teve sua chance e não aproveitou, então deixamos o Brasil para ser Governados por Verdadeiros brasileiros que não fugiram da luta, e não deste povo que na hora que apertou as coisas por aqui......fugiram e quando conseguiram chegar ao poder, defendia os interesses internacionais, não acreditando na nossa capacidade.
Um exemplo é o sucateamento da ENGESA e a falta de apoio a GURGEL......Não podemos aceitar cidadão nascido no Brasil, com mente americana.....

Coutinho diz:

11/03/2010

De mais a mais, concordo plenamente com o que várias pessoas disseram: devemos publicar bastante todas as obras e feitos realizados pelo governo e em todas as áreas.
Quanto às respostas às críticas de todos os níveis, devem ser feitas, mas mantendo sempre nossa superioridade e não nos rebaixando ao nível que eles nos querem.

Coutinho diz:

11/03/2010

De fato, "oposição é para se opor"... Mas, lembremos que antes, pouco ou nada era investigado e mesmo denunciado e me lembro muito bem que Arruda, então senador, Arnaldo Madeira, José Aníbal e outros, diziam que não apoiariam CPI's para "não dar palanque à oposição". Foi assim de 1994 a 2002. Lembramos disso não? E agora, por que deveríamos nós dar palanques a eles?
Essa gente vive tagarelando que a "liberdade de imprensa está ameaçada". Eles podem falar tudo o que querem! E nós, não podemos? Pelo que falamos somos tachados de "anti-democráticos". Por quê? É claro: é artimanha de discurso...
O complicado é aceitarmos isso como linha nossa: põem palavras nas nossas bocas e pensamos que são nossas...

Franco Atirador diz:

11/03/2010

Não pretendo ser alarmista, mas os militantes dos partidos de esquerda ou próximos a ela, que vivem atacando Lula e Dilma, devem se dar conta que, se a direita ganhar a eleição este ano, o que é improvável, mas é possível, certamente o tema "cláusula de barreira", que limita o livre exercício do pluripartidarismo, voltará à pauta no Congresso Nacional, em 2011, só que em forma de Emenda Constitucional, o que poderá levar à extinção de vários partidos, entre os quais o PSOL, o PV, o PSTU, o PMN, o PCO e outros partidos que não possuem grande representatividade na Câmara dos Deputados e no Senado.
E isto seria, mais do que uma injustiça com as minorias, um atentado à democracia.

Pietro Guerriero diz:

11/03/2010

Emir,
como disse a comentarista Ludmila, oposicao e' isso ai' mesmo. So' me espanta que alguns tachem de golpe o fato de alguem ser contra o governo.
Golpe, ate' onde sei, e' impor uma situacao politica ilegitima que nao advem das urnas ou da Justica.
Ademais, seu comentario "as políticas sociais do governo garantiram sua legitimidade " e', no minimo, ingenuo.
O governo foi eleito pela populacao e se garantiu - e suas politicas - por forca das composicoes que fez com a area mais 'a direita do espectro politico nacional (Sarney, Jader, Renan [agraciado com mais concessoes], Cabral (RJ) e tantos outros para os quais o PT tanto torcia o nariz).
Ess pragmatismo pode ter resolvido no curto prazo mas vai ser cobrado em duas pontas:
1. Pelos apoiadores de hoje, nao vao querer ser largados no meio do caminho;
2. Pelos militantes, que viram o partido se desfigurar na chegada ao poder pela politica de aliancas e escandalos enquanto quadros tradicionais do partido eram alijados.

fabio diz:

11/03/2010

PUXA! Ainda FHC? Não aguento mais esse discurso sobre FHC...por que esse homem vive aparecendo aqui?
Não dá pra esquecer?

Darci Coimbra diz:

11/03/2010

Oposição tem que ser oposição...ou o PT acha que a opsição não vai fazer seu jogo?

Norma diz:

11/03/2010

Mas qual é o problema em relação a isso? O que QUALQUER oposição de QUALQUER país quer é tirar o partido que está no governo, do governo.

Se o governo bobear e der motivos para isso, a oposição vai fundo e tenta tirar mesmo.
Foi o que o PT fez em 2002, com justa razão. É o que qualquer oposição vai fazer.

Franco Atirador diz:

11/03/2010

CANCELE A ASSINATURA DO UOL !!!

O UOL É UM OUTRO LOBBY DA FOLHA !!!

NINGUÉM MERECE O QUE ESSE JORNAL ESTÁ FAZENDO !

A FOLHA DE SÃO PAULO nada mais é do que
UM JORNAL A SERVIÇO DO ASNO !

emir diz:

11/03/2010

Sim, nao perdoam as denuncias sobre as tramoias da Veja e da FSP que o Nassif divulga e que conhece muito bem. Vamos republicar aqui a carta de resposta do Nassif à FSP.

Franco Atirador diz:

11/03/2010

Um Outro Lobby (UOL) da Folha de São Paulo

Estejam preparados, porque eles estão pondo em prática a Cartilha do Millenium.

Agora é contra o Nassif e a Rede Pública de Televisão.

O Nassif tá pedindo uma força, para que se divulgue a verdade e possam ser rebatidas as mentiras da FSP.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/11/a-resposta-dada-as-perguntas-da-folha/


Marcia Eloy diz:

11/03/2010

Espero que a esquerda e o PT sejam mais atuantes nesta eleição. Não se pode deixar nenhum comentário negativo sem resposra, isto vale para os esquerdistas, de uma maneira geral, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, PT-Municipal, PT Estadual e PT-Nacional.è impressionante o que eles escrevem e a maioria fica sem resposta .Já a direita, entra com processo e representações contra o PT e vários comentaristas de esquerda. O professor Emir Sader que o diga....

Ludmilla Santos diz:

11/03/2010

Epa ... será que entendi bem?
É parte do jogo que quem está na oposição tente tirar quem está no governo. É assim no mundo todo e foi assim quando Lula venceu em 2002.
Quanto à mídia, ela quer mais é vender e denuncia todo mundo (ou alguém ignora o caso do Arruda?), o que também faz parte do jogo. Melhor uma mídia estridente do que uma mídia calada. Sem o apoio da mídia denunciando os erros de FHC, Lula jamais teria chegado ao poder.
Acho que lucraremos mais se nos concentrarmos em mostrar os feitos do governo Lula do que se ficarmos esquentando a cabeça com as ações da oposição.
Afinal, oposição é para se opor. Quando o PT era oposição, fazia isso ... agora, os outros não podem fazer?
O povo, no final das contas, não é burro e vê que as mudanças foram feitas e continuam sendo feitas.

Coutinho diz:

11/03/2010

Concordo com Lúcia Adélia. Há várias provas disso: a onda de denuncismo contra o PT, até para compensar o gigantesco prejuízo do DEM de perder seu único governo. Outra prova, são os e-mails de extrema-direita que recebemos. Eles são escritos em tom desesperado:" o Brasil corre risco de cair nas mãos de comunistas, terroristas" etc. "Será implantada uma ditadura stalinista" e até inventam que jornalistas famosos (de direita, é claro) estão sendo perseguidos por ordem de Lula ou, da Dilma. Realmente, esta campanha eleitoral vai ser de doer: haja paciência e remédios estomacais para nós!
Por outro lado, devemos tentar responder sempre a esses ataques ridículos enviando resposta a todos, porque somente um manda e os outros lêem. Muitos podem ser vítimas desse lixo enviado eletronicamente.

lex diz:

11/03/2010

posso enviar esses artigos ?
copiar e colar.

Lúcia Adélia diz:

11/03/2010

Caro Mestre parabéns pelo texto maravilhoso, é isso aí mesmo, haja desespero para essa turma do PIG e da direitona. O que eles tentaram sem êxito foi realmente tirar o PT da reta, tinham tanta certeza disso que conclamaram em público o extermínio da "raça", hoje patéticamente eles é que estão se vendo exterminados e daí o desespero e o descontrole, não tenho dúvida que o PIG juntamente com seus pares da direitona que estão sem rumo e sem projeto irão partir para a baixaria, tenho pra mim que essa será a pior eleição, eles irão tentar de tudo para impedir que o PT mostre o seu projeto de governo para a população, parece que já estou vendo o PIG dizendo que ninguém tem projetos só acusações para ajudar o seu candidato da direitona. Vai ser preciso muito estômago e tranquilidade para enfrentar toda a sujeirada que virá nestas eleições, penso que a de 1989 ficará no chinelo perto do que veremos. A conferir.

Mirabeau Bainy Leal diz:

11/03/2010

ENTREVISTA: Luiz Fernando Veríssimo
Autor de uma frase cáustica sobre a imprensa – “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data” – o saxofonista, cronista, romancista, quadrinista, contista e novelista fala aqui sobre mídia, governo Lula, sua situação entre os chamados formadores de opinião, decadência dos diários tradicionais, e-books, elites e eleições.
Brasília Confidencial – Hoje, no Brasil, a mídia enxerga um país totalmente diferente daquele que a maioria da população vê. Enquanto a grande imprensa, pessimista, trabalha sobre uma paleta de escândalos, a população, otimista, toca a sua vida de modo mais tranquilo. Que país o Sr. vê?
Luís Fernando Veríssimo – A imprensa cumpre o seu papel fiscalizador, mas não há duvida que, com algumas exceções, antipatiza com o Lula e com o PT. Acho que os historiadores do futuro terão dificuldade em entender o contraste entre essa quase-unânime reprovação do Lula pela grande imprensa e sua também descomunal aprovação popular. O que vai se desgastar com isto é a idéia da grande imprensa como formadora de opinião.
BC – A grande imprensa enaltece a diversidade de opiniões, mas, curiosamente, os principais jornais do Brasil têm a mesma opinião sobre os mesmos assuntos. Este pensamento único não compromete uma pluralidade de opiniões que a mídia costuma defender quando não está olhando para si própria?
LFV – O irônico é que hoje existem menos alternativas à imprensa “oficial” do que existia nos tempos da censura. Mas as alternativas existem, e o tal pensamento único não é imposto, mas decorre de uma identificação dos grandes grupos jornalísticos do país com alguns princípios, como o da economia de mercado, o governo mínimo, etc.
BC – O senhor defende na sua coluna a reforma agrária e questiona a criminalização dos movimentos sociais. Não se sente muito solitário na mídia tratando desses temas?
LFV – Meus palpites não são muito consequentes. Acho que me toleram como a um parente excêntrico.
BC– Todas as pesquisas indicam a queda da circulação dos grandes diários dentro e fora do Brasil. Com uma longa trajetória no jornalismo, como percebe esta queda persistente, que expressa também o afastamento de uma geração do hábito de ler jornais? E como acompanha o trânsito de boa parte do público para a internet?
LFV – Quem é viciado em jornal e revista como eu só pode lamentar que a era da letrinha impressa esteja chegando ao fim, como anunciam. Mas este é um preconceito como qualquer outro. Mesmo mudando o veículo ainda existirá o texto, e um autor. Vou começar a me preocupar quando o próprio computador começar a escrever.
BC – Atribui-se a um advogado famoso, dono de clientela de altíssimo poder aquisitivo, uma reação irada ao saber que seu cliente endinheirado fora preso: “O que é isso? No Brasil só vão presos os três Ps: preto, puta e pobre!”, reagiu indignado. Estamos no século 21, mas as elites parecem continuar no 19. Acredita que vá ver isto mudar?
LFV – As nossas elites não mudaram muito desde D. João VI. Vamos lhes dar mais um pouco de tempo.
BC – A atual política externa do Brasil, mais independente, colabora de alguma maneira para mudar este comportamento?
LFV – A política externa independente é uma das coisas positivas deste governo. Embora o pragmatismo excessivo possa levar a uma tolerância desnecessária com bandidos, às vezes.
BC – Teremos eleições em 2010 e o governo Lula opera na proposta de um pleito plebiscitário – Nós x Eles – contrapondo os oito anos do PT contra os oito anos do PSDB. Se fosse fazer esta comparação o que diria?
LFV – De certo modo, este governo continuou o outro. E vou votar para que o próximo continue este.
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?

GERSON XAVIER GAMA diz:

11/03/2010

FHC, e seus pupilos, Serra, Aécio, e tantos outros, que coluniados com amídia, até então dominava amplamente os meios de comunicação (famílias proprietárias de canais de televisâo) estão corroídos pela ferrugem do neo-liberalismo, esse câncer há muito implantada na sociedade, que sempre quiseram e se valeram do estatus de VACA SAGRADA. Olhando os simples motias de cima para baixo, ditavam regras, sociais, políticas, econômicas...graças a Deus, o Juízo final, para esses pensamentos escravagistas estão chegando o fim...e a Dilma há de consolidar firmemente os ganhos sociais que ai estão, e o Brasil, há de continuar ter seu respeito internacional, como está tendo, e não ser mera VAQUINHA DE PRESÉPIO dos EUA.

Wande Pontes diz:

11/03/2010

A Direita brasileira encontra-se mesmo em situação de desespero depois do crescimento da candidatura da Ministra e mãe do PAC Dilma Rousseff. Os veículos de comunicação difusores de suas vísceras, tais como a Rede Globo de Televisão, já começam a orquestrarem uma saída para evitar a qualquer custo à derrota de seu candidato José Serra. Com dificuldades de articular uma chapa forte entre seus próprios correligionários, tanto do PSDB como do DEM (PSDEMB), o antipático governador de São Paulo se ver agora mergulhado em mais de um dilema para consolidar a sua candidatura. Diria até que seriam dilemas mais para a direita reacionária concentrada no território paulistano do que do para o próprio Serra. A direita neoliberal brasileira sabe mais do os analistas políticos que ela sofrerá uma derrota nestas eleições. Ela corre o risco de sair mais enfraquecida do nunca antes imaginado pelos próprios. O grande carma que lhe apavora é sem sombra de dúvidas sair do pleito com uma derrota tripla via sufrágio universal, tal como perder espaços políticos na maquina estatal nos governos de São Paulo, Minas Gerais e o Governo Federal. Seria a maior tragédia na história dessa corja de usurpadores, que ao longo dos anos sufocaram o papel social do Estado em pró do desenvolvimento econômico de seus interesses privados.
Portanto, mergulhados numa situação desesperadora, tendo que evitar uma tragédia de tamanha maguinitude, a Rede Globo de televisão, setor da mídia e porta voz dos interesses neoliberais no país, já procura a melhor forma de contornar o quadro político negativo que os aguarda. Diante de uma eleição onde o governador Aécio Neves, seu melhor quadro, que fora neutralizado antes do tempo pela cúpula paulista do PSDB e precisando dele hoje para compor uma chapa puro sangue competitiva, a emissora sabendo mais de que todos que o Aécio não vai jogar fora uma eleição garantida para uma cadeira no senador por Minas Gerais, em troca de um papel coadjuvante na chapa tucana, já aposta na possibilidade de apresentar-lo para a sociedade brasileira como um grande catalisador de votos no estado de Minas, afim de numa somatória dos números de votos nos dois maiores colégio eleitoral do país, evitar uma derrota catastrófica da direita brasileira nessas eleições

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