22/03/2011
Mesmo sabendo que o Brasil não votou a favor da resolução da ONU sobre o ataque à Líbia, Obama teve a deselegância de dar a ordem de começo da operação militar em solo brasileiro, durante sua viagem relâmpago ao nosso país. Ao mesmo tempo, esbanjou charme, ele e sua mulher, fez elogios fartos ao Brasil e a Dilma – mesmo se muito parco nos acordos concretos.
A visita de Obama permitiu conhecer de perto as duas caras do mesmo do rosto da potência imperial. A fisionomia pode ser grosseira, como a do seu antecessor, Bush, ou ter a cara simpática de Obama, mas a politica continua sendo a mesma: imperial, belicista, agressiva.
Porque os EUA não são apenas um país rico. São a cabeça do sistema imperialista mundial. Um sistema que teve sua origem no sistema colonial, aquele que, desde a Europa, submeteu os países dos outros continentes, os explorou, os oprimiu – usando trabalho escravo da África –, dividiu-os entre si e constituiu um sistema internacional de poder que passou a controlar o mundo, sob hegemonia inglesa.
A decadência inglesa abriu campo para uma disputa de sucessão entre duas potências emergentes – a Alemanha e os EUA -, que as duas guerras mundiais resolveram a favor deste último. Ao mesmo tempo, as formas de dominação foram mudando. Da ocupação direta, que considerava que as colônias faziam parte dos territórios do país colonizador, foi se passando a formas de dominação que conviviam com a independência politica dos países dominados, mas submetidos a forte controle econômico, tecnológico e militar. Foi se passando do sistema colonial ao sistema imperialista, que tem nos EUA sua cabeça fundamental. Fundem-se no poder norteamericano o poder econômico, político, tecnológico, militar e ideológico.
O imperialismo e os monopólios são a consequência natural da concorrência capital no mercado, em que os mais fortes se tornam cada vez mais fortes, os poderosos cada vez mais poderosos. A concentração de renda e de poder é um resultado obrigatório das condições da concorrência, em que o Estado tem um papel estratégico, seja de favorecer os grandes grupos econômicos, seja de promover os interesses das grandes potências nos conflitos internacionais.
Os EUA passaram a defender os interesses do bloco capitalista em escala mundial, mediante sua força militar, sua capacidade de ação politica, de exportação global dos valores das suas formas de vida – o “modo de vida norteamericano”. Defendeu a esse bloco durante a Guerra Fria – do término da Segunda Guerra Mundial até o fim da URSS (de 1945 a 1991) – contra os “riscos do comunismo”. Terminado esse período, passaram a buscar inimigos que justificassem a manutenção e a contínua militarização da sua economia e dos conflitos. Encontraram no “terrorismo” esse novo inimigo. As guerras do Afeganistão, do Iraque e agora da Líbia, expressam a forma concreta que essa luta adquire – contra países árabes, portadores de recursos energéticos que os países ocidentais não dispõem ou dispõem de forma insuficiente.
Por que governantes de partidos distintos, com estilos diferentes, acabam defendendo os mesmos interesses: respeitando antes de tudo o poder dos bancos, da indústria bélica, mantendo as guerras iniciadas e começando outras? Porque, para além daquelas diferenças, se mentem o mesmo papel imperialista dos EUA? Porque é um Estado que tira sua legitimidade, sua força, dessa função de líder do bloco das potências capitalistas no mundo.
As guerras sempre foram parte integrante na afirmação da superioridade imperialista. Aproveitando-se da sua superioridade no plano militar, tratam de resolver os conflitos pela força, impõem-se a seus aliados valendo-se dessa superioridade militar. Assim os EUA se tornaram a potência mais bélica da história da humanidade, não apenas pelo seu poderio militar, mas também pela quantidade de invasões, agressões, desembarques, participações em golpes militares.
Mesmo com a economia em recessão, os EUA mantem sua capacidade de intervenção militar, de forma direta ou através de aliados, em quase todas as regiões do mundo, de que a Líbia agora é a confirmação. A luta pela democracia no mundo passa pela ruptura do mundo unipolar e a passagem a um mundo multipolar, em que o maior numero de vozes possíveis sejam ouvidas para decidir os destinos da humanidade, até aqui concentrados nas mãos do maior império e o mais agressivo que a história conheceu.
Postado por Emir Sader às 10:35
Pedro Castro diz:
23/09/2011
Caro Emir!
BRAVO!!!
Avante companheiro!!!
Tony Almeida diz:
08/04/2011
É por essas e outras que o Brasil precisa se armar. Fato que é tratado com desprezo e ironia pela sociedade e pelo Congresso brasileiro. Nossas forças armadas são uma piada, com equipamentos totalmente obsoletos.
Somos o país com mais agua potavel do mundo e agora com as reservas do pré-sal, isso desperta o interesse dos falcões da Casa Branca que são a ponta de lança de Wall Street.
Franco Atirador diz:
31/03/2011
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Breton Woods globalizou a moeda norte-americana.
Hollywood globalizou o "estilo de vida norte-americano".
E o inglês é o idioma global.
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No Ocidente,
a globalização da cultura norte-americana
é um fato consumado.
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No dia em que ruir a matriz,
ruirão todas as filiais.
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O Brasil que se cuide.
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Dirceu Alves diz:
29/03/2011
Emir, brilhante percepção. A declaração de inicio de operação militar na Libia, que se deu em solo brasileiro, certamente não foi ocasional. Pretendeu ressaltar a superioridade americana sobre o Brasil, embora disfarçadamente. Na melhor das hipóteses, teve o efeito de reduzir o Brasil à condição de periferia do sistema, já que não somos e não pretendemos ser uma potência militar. Impossível que não tenha sido uma elaboração dos inteligentes agentes americanos. Ou de seus diplomatas. Teve o efeito quase imperceptivel de tornar o Brasil menor do que realmente é, colocando-o em degrau menor em qualquer negociação. Ou seria para admirarmos a forte nação norte-americana, que dá sinais de falência na economia, mas mantem-se forte nas armas, embora com deficits astronomicos? A revista de ministros por policiais americanos foi humilhante. Pelo visto, a visita de Obama declarou o ataque à Libia, porém o desejo oculto era mesmo o de intervir no Brasil. Pano rápido.
Guilherme diz:
28/03/2011
As vezes me pego pensando o que seria de nossa América Latina se não tivesse havido aqui intervenções Norte americanas, seríamos socialistas? Talvez não, mas seríamos melhores do que somos hoje, pois o nosso maior mal brota do seio Norte americano, mas a história esta em curso e jamais nos calaram, pois nosso sangue anseia por justiça e liberdade. "VIVA AMÉRICA LATINA LIVRE"
Edu Montesanti diz:
26/03/2011
"(...) A insistência da mídia mundial em classificar certos países como "irresponsáveis", em cujas mãos nunca deveria estar a bomba atômica, quando o único país que ousou despejar bombas atômicas em cima de populações civis foram os Estados Unidos, e sem uma justificativa plausível, se é que poderia haver alguma" Bernardo Kucinski
REGULAÇÃO EM DEBATE
O poder da imprensa e os abusos do poder
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=634IPB001
Edu Montesanti diz:
25/03/2011
Emir, osso orgulho brasileiro: frequentei igreja norteamericana em São Paulo, a Calvary International Church, bairro do Campo Belo. Saí dali indignado com várias coisas (como muitas pessoas, com a diferença que não saí revoltado com Deus nem ateu, como outros).
Escrevi-lhes Carta Aberta ublicada em meu Blog, e, se o senhor me permitir, querido Emir, eu gostaria de deixar registrado aqui um caso bastante sério que tem tudo a ver com essa sua jóia de artigo:
Aconselhamento Pastoral Apresenta: Bush x Lula (Típica Histeria e Preconceito Norteamericano)
Em um dos encontros pastorais semanais (e encontros bíblicos, pelo menos em tese), ao qual, como sempre, eu havia saído de São Bernardo do Campo ao bairro do Campo Belo em São Paulo de bicicleta, e apenas para esse fim, tal pastor Fawcett (norteamericano) colocou em sua sala um vídeochacota para que assistíssemos, sem perguntar se era minha vontade, o qual apontava, recheado de gargalhadas de auditório, erros de português do presidente Lula (muitos causados por sua língua meio presa).
Sempre fui crítico de Lula por divergências quanto ao modelo econômico adotado, nunca por preconceito como fazem esses elitistas ignorantes. Isso veio após eu escrever, e enviar-lhes por correio eletrônico, artigos criticando Bush e sua política beligerante - ao que fui virtual e imediatamente advertido por Mary Fawcett, mãe de Nathanael, igualmente norteamericana.
Franco Atirador diz:
25/03/2011
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Agora respondam com sinceridade:
QUEM VAI INVESTIGAR AS VIOLAÇÕES AOS DIRETOS HUMANOS
NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU ?
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Franco Atirador diz:
25/03/2011
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Se há um direito humano
que está acima de todos os outros
e para além das fronteiras "patrióticas",
ESTE É O DIREITO À VIDA.
E viver não é só estar vivo,
pois não se restringe, apenas, à sobrevivência,
mas sobreviver com dignidade.
Está assistido, no seu direito à vida,
quem não tem alimento suficiente para se nutrir?
Quem não tem uma moradia decente?
Quem não tem assistência médica?
Quem não consegue um medicamento para tratar uma doença?
Quem trabalha como escravo e é escravo do próprio trabalho/
Quem sequer consegue um trabalho escravo, que dirá um honrado ?
Pelo menos um terço da Humanidade está nessa situação
ou mais de 2 bilhões e trezentos milhões de seres humanos,
inclusive nos EUA e no Brasil.
E vem a ONU, agora, falar de investigação no Irã?
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Assim, de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau,
TODOS OS PAÍSES VIOLAM OS DIREITOS HUMANOS
e, além deles, vários organismos internacionais,
INCLUSIVE A ONU, ATRAVÉS DE SEU CONSELHO DE "SEGURANÇA".
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Edu Montesanti diz:
25/03/2011
Emir, acabo de ler no Correio do Brasil e no NY Times as alianças secretas e bilionárias entre EUA e Kadaffi, o que permitu ao ditador permanecer no poder. Houve toda uma troca de gentilezas e há documento vazado por WikiLeaks, exponho o telegrama secreto e o artigo em meu Blog, www.edumontesanti.skyrock.com, na seção África
Obrigado pelo espaço, Emir!
Edu Montesanti diz:
25/03/2011
Caro Emir, no Facebook acabo de tornar-me "amigo" da Embaixada dos EUA no Paraguai, a fim de publicar este comentário, já enviado e publicado sobre o assunto abaixo:
Creo que la embajadora debería reunirse com los blogueros paraguayos para explicar a lo mejor disculparse por la ingerencia en el país recién expuesta por WikiLeaks
Edu Montesanti diz:
25/03/2011
Não devemos ignorar os direitos humanos no Irã, e isso qualquer esquerdista e ser humano minimamente humanitarista defende. O que observamos é a hipocrisia imperialista por trás dessas investigações unilaterias. Moral da história: os governos mundiais, com raras e honrosas exceções, não estão preocupados com diretitos humanos - do contrário, não fariam tais investigções apenas onde lhes convém. É isso que cobramos.
Edu Montesanti diz:
25/03/2011
Querido Emir, a embaixadora norteamericana no Paraguai (onde eu dou aulas e estudo) reuniu-se segunda-feira com blogueiros paraguaios, a fim de... de... "discutir a importância dos blogs na sociedade" (somos bobos) e de aproximá-los dos governos. Que lhe parece?
Estão quase todos os paraguaios curtindo isso no Facebook e rasgando o verbo à embaixadora.
Publiquei agora mesmo nota no Facebook e enviei aos contatos paraguaios, o qual gostaria de compartilhar aqui, se o senhor me permite, sim?
Em Tempos de WikiLeaks, Embaixadora dos EUA no Paraguai Não Perde Tempo e Reúne-Se com Blogueiros Locais
O jornalismo investigativo de WikiLeaks expôs ao mundo o caráter espião e autoritário das embaixadas norteamericanas em todo o mundo (o que não é nenhuma novidade), através de telegramas secretos aos quais o sítio teve acesso. Tais telegramas têm sido reproduzidos e traduzidos para diversos idiomas, especialmente por blogueiros espalhados pelo mundo.
O responsável por WikiLeaks, o austríaco Julian Assange, tem sido procurado pela Interpol por publicar essas mensagens secretas dos embaixadores dos Estados Unidos quem, segundo os telegramas, buscam expandir o domínio global norteamericano corrompendo governos locais.
O Paraguai foi um dos países que mais sofreram com a ditadura militar patrocinada pelos Estados Unidos, nos negros e cruéis anos do general Alfredo Stroessner (1959 - 1989), e o país ainda hoje sofre, como todos os outros latinoamericanos, com o imperialismo da única superpotência mundial (WikiLeaks também desnudou tal fato, para aqueles que ainda tinham alguma dúvida disso).
Pois a embixadora norteamericana, Liliana Ayalde, reuniu-se recentemente com blogueiros paraguaios para "discutir a importância dos blogs". Trata-se, evidentemente, de mais um jogo de marketing da "espiã" Embaixada dos Estados Unidos, a fim de ganhar mentes e corações, e "diplomaticamente" impedir que as informações de espionagem e muita corrupção das embaixadas daquele país, sejam divulgadas também no Paraguai, em momentos que vêm total e escandalosamente às claras o verdadeiro papel desempenhado por tais embaixadas, e seu governo central.
Os irmãos paraguaios devem prestar bastante atenção a tudo isso, especialmente os blogueiros a quem convidamos a se informar sobre o que tem feito as embaixadas dos EUA, inclusive no Paraguai em nosso Blog, onde temos traduzido os telegramas secretos expostos por WikiLeaks. São uma vergonha, mas são uma verdade e são o preço da nossa fome, da nossa pobreza, da nossa miséria, da nossa vergonha. Mais vergonha ainda significa comer as migalhas jogadas por eles...
Edu Montesanti // www.edumontesanti.skyrock.com
adrianomps diz:
25/03/2011
OK, Arábia Saldita, Iráque, e até Israel poderiam passar pelo crivo de uma investigação a respeito dos direitos humanos, disso não tenho dúvida. A minha pergunta é por que temos que ignorar a questão de direitos humanos no Irã? Por sermos de esquerda?
Jair Almasur diz:
24/03/2011
Você pode explicar o voto do Brasil no C.S. determinando 'observador' ao Irã? Por que não a Guantanamo, aos presídios brasileiros, à Arábia, à Índia etc.etc.etc. Essa demonização do Irão não lhe cheia à carnificina?
Edu Montesanti diz:
23/03/2011
Querido e admirado Emir:
No trabalho que tenho feito a partir do Wikileaks, traduzi um material do The Daily Telegraph da Inglaterra afirmando, com base em telegrama confidencial publicado por WikiLeaks e também em meu Blog, que os EUA apoiaram, em segredo, protestantes egípcios - isto está na seção Oriente Médio do Blog, www.edumontesanti.skyrock.com
Não será mais um "daqueles" apoios mandraques da única superpotência mundial, jogando mais gasolina sobre o fogo do Oriente Médio, para justificar o que estamos vendo agora?
Antes de mais nada, não faz o menor sentido que os EUA apoiem o povo contra a ditadura que sempre o serviu, assim como a Israel.
A única resposta que eu encontrava, era que Mubarak havia desagradado aos EUA em algo que ainda não sabíamos, ou nunca viríamos a saber. Talvez agora, com a invasão à Líbia, tenhamos a resposta...
Mais uma empreitada megaimperialista
Franco Atirador diz:
23/03/2011
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Manchete em um futuro próximo:
INTERNATIONAL COMMUNITY CREATE UNITED KINGDOM OF LIBYE
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Anderson diz:
23/03/2011
Endereço para voce baixar o filme "Zeitgeist II: Addendum" 2008 , integral, diretamente no seu micro:
http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2010/07/zeitgeist-ii-addendum-2008.html
primeiro filme:
"Zeitgeist" (2007)
http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2010/06/zeitgeist-o-filme-2007.html
Sempre baixo filmes via blogs de cinefilos utilizando o excelente gerenciador "Jdownloader" ...disponivel através do Baixaki:
http://www.baixaki.com.br/download/jdownloader.htm
Franco Atirador diz:
23/03/2011
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MÍDIA OLIGÁRQUICA OCIDENTAL NOMEIA NOVO PRESIDENTE DA LÍBIA
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Mahmoud Jabril é nomeado presidente de governo interino
23 de março de 2011 | 9h 45
Efe e Reuters
ARGEL - Os rebeldes líbios designaram Mahmoud Jabril como chefe de governo interino, no que sinaliza uma mudança na estratégia seguida até agora pelo Conselho de Governo Interino, criado em 27 de fevereiro, informou nesta quarta-feira, 23, a rede árabe "Al-Jazira".
Segundo a fonte, o novo presidente provisório, que estava à frente do comitê de crise para assuntos militares e exteriores, terá a faculdade de nomear seus ministros.
O novo chefe de governo provisório até agora havia desempenhado a representação exterior do Conselho e tinha viajado a Paris para se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, primeiro país a reconhecer oficialmente a autoridade dos rebeldes. Jabril já esteve envolvido anteriormente em um projeto para estabelecer um Estado democrático na Líbia.
Considerado um reformista, sua designação pode ser interpretada como um passo em busca do reconhecimento exterior, embora até agora os rebeldes tenham evitado essa denominação para tentar diminuir o risco de divisão no país.
Sua escolha para liderar o governo provisório sediado em Benghazi, 'capital' rebelde, representa a existência de dois Gabinetes no país e a partilha "de facto" da política líbia.
A falta de organização da revolta e os protestos iniciados em Benghazi em 16 de fevereiro - que um dia depois atingiu o país de leste a oeste - foram agravados pela ausência de uma liderança clara entre a mobilização opositora na Líbia, que foi assumida de maneira improvisada por Mustafa Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça de Muamar Kadafi.
No entanto, as dissonâncias fizeram-se evidentes desde o primeiro momento por sua particular interpretação das decisões do Conselho, cujo vice-presidente e porta-voz oficial, Abdel Hafiz Ghoga, teve de desmenti-lo em várias ocasiões.
Especialmente quando, sem o consenso dos demais conselheiros, defendeu aceitar uma saída para Kadafi com garantias de que os rebeldes não levariam o coronel à Justiça, palavras que suscitaram críticas entre os conselheiros.
À ausência de uma liderança clara e visível somou-se a total descoordenação dos insurgentes, que agiram no plano militar com total falta de estratégia, o que ficou evidenciado quando Kadafi lançou sua contraofensiva e chegou às imediações de Benghazi, onde suas tropas foram detidas pelos ataques aéreos da coalizão internacional.
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Fonte: Luis Nassif on line
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Anderson diz:
23/03/2011
Ilianovic,
algumas: "IBM, a ITT, a AT&T, a DuPont, a Dow, a Union Carbide e a Exxon. Essas são as nações do mundo actual."
Dica: para voce ler os textos dos comentários com mais conforto, aperte conjutamente as teclas "CTRL e +" a cada clique, o corpo das letras aumentará de tamanho.
Confira o documentario no link que passei.
Este doc foi recentemente exibido aqui no Rio no "Observatorio das Favelas" e tb num cineclube em sampa.
A grande imprensa ignora este filme, obviamente.
Baixei uma copia do filme completo ( possui 2h03', mas no google video disponibilizaram uma copia com legendas em portugues que está com 7min subtraidos, exatamente a parte sobre a Venezuela de Chavez!!!) e traduzido.
Site do filme:
http://www.zeitgeistaddendum.com/
Site do movimento que gerou:
http://movimentozeitgeist.com.br/videos
Vale tambem conferir o primeiro filme: zeitgeist
Baixei ambos de um blog ótimo chamado "Laranja Psicodelica"
Vai no google (utilize firefox que sempre haverá pequeno campo para pesquisa no google em seu navegador)
e digite o titulo do filme e mais as seguintes palavras, assim:
zeitgeist blogspot laranja psocodelica megaupload
provavelmente vai aparecer a pagina do blog que contem estes docs.
Neste blog voce encontra outros excelentes docs, como
"História das Coisas" de Annie Leonard!
Acabei de concluir curso Bacharelado e Licenciatura em Artes na UERJ e estarei a caminho de sampa em julho. Vou espalhar estas informações no meio da molecada! :-P
Fazer mudança é terrível, livros pesam muito nesta hora...
Ao chegar em sampa, pretendo ficar em alguma pensão até arranjar trabalho(professor de artes!), poderiam indicar alguma? espero que não existam chacais dos EUA espionando o blog! ahahhaha. Sério, estas caras são obstinaods, matam impiedosamente.
Algum hacker eh leitor do blog? Precisamos muito de voces para que seja garantida nossa liberdade de pesquisa e troca de informações na web. Esta corporatocracia odeia qualquer liberdade. E o monopolio windows, que já lançou porcarias no mercado por mais de uma vez, se mantem exatamente devido a esta estrategia de CONTROLE. Do contrario, teríamos tantos sistemas operacionais quanto aqueles que existem para celulares, celulares que seriam totalmente inviáveis com apenas um sistema.
Abs,
A
ps: para navegar na web com mais segurança, usem Firefox, antivirus "Avira" e firewall "Comodo", todos excelentes e gratuitos.
ps2: quando receberem um email com link externo, apenas pousem(sem clicar!) o mouse sobre este link, se o link for verdadeiro, ele vai aparecer na barra inferior do seu navegador. Atente sempre para este padrão no começo do endereço: "http://www."
Se o link for diverso do que veio escrito no email, delete a mensagem, é mais uma armadilha ordinária, mas que pega muitos incautos.
Duvida persistindo, pesquise sobre o link no google(esta empresa esta concentrando informações em demasia, se alguem souber de outra opção...) antes de acessa-lo.
Guilherme Coelho diz:
23/03/2011
Talvez seja deselegância para nós, Professor. Para eles (os responsáveis EUA) é um estilo de vida. É a necessidade permanente de mostrar o músculo, própria dos brigões, dos individuos de baixa estirpe. Eles adoram isso! E adoram que se saiba. Para mostrar quem manda.
Uma postura que lembra a célebre frase: "É preciso é que falem de mim, nem que seja para dizer BEM!
Franco Atirador diz:
23/03/2011
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No fim das contas, quem induziu esse bombardeio absurdo
foi a mídia oligárquica ocidental
que superdimensionou a rebelião na Líbia
(sabe-se bem com que interesses por detrás).
Hoje se vê que os tais rebeldes líbios
não passam de meia dúzia de gatos-pingados
espalhados no leste do território líbio
sem qualquer organização ou comando.
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A própria coalizão genocida, agora, se deu conta disso
e percebeu que, se não houver invasão externa, por terra,
Kadafi não será derrubado pelos opositores ao regime.
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O máximo que pode acontecer é criarem o Reino de Benghazi,
uma monarquia aos moldes do Bahrein
sob comando e proteção da Arábia Saudita.
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Adriano diz:
23/03/2011
As coisas não mudam com retórica, mudam com a ação. e as ações deles vão ocorrer independentemente da nossa vontade. Um conglomerado de potencias fara o que tiver de fazer para manter seus interesses. O que acho inútil é não aproveitar a ocasiões como esta para se livrar de pessoas como um Gadafi ou um Sadam Hussem. interesses existem, é óbvio, mas a manutenção de lideres assim, com a desculpa de que a auto determinação dos póvos tem de ser mantida, mais atrapalha do que ajuda no momento em que se decide questionar o capitalismo. O melhor a fazer neste momento é parar de se lamuriar e procurar elementos dentro dos próprios insurgentes arabes com visão similar; eles existem, como existem os que anseiam pelo capitalismo. Por enquanto é bom que Gadafi caia. Pouco importa que seja pelas mãos da OTAN. Pessoas vão morrer de fato, mas chegamos a triste escolha de decidir quem matara mais, Gadafi ou a OTAN. Ainda que parece monstruoso, Prefiro a OTAN, Gadafi não representa nada por que se mereça lutar.
P. Ilianovic diz:
23/03/2011
Texto muito interessante Anderson. Vc poderia , por favor, citar algumas destas grandes corporações que representam o império como corporatocracia? Valeu.
Anderson diz:
22/03/2011
Então, que fazemos nós? Como paramos um sistema de ganância e corrupção, que detém tanto poder? Como paramos este comportamento colectivo aberrante, que não sente qualquer compaixão pelos milhões de mortos no Iraque e no Afeganistão, por exemplo, para que a corporatocracia possa controlar os recursos energéticos e a produção de ópio e trazer lucro a Wall Street?
Antes de 1980, o Afeganistão produzia 0% do ópio mundial. Depois dos Mujhideen, com o apoio dos EUA\CIA, terem vencido a guerra afegã\soviética, por volta de 1996, produziam 40% da oferta mundial de heroína. Por volta de 1999, produziam 80% da oferta total no mercado. Mas depois, algo inesperado aconteceu. Os Taliban subiram ao poder e em 2002 tinham destruído a maior parte dos campos de ópio. A produção caiu de 3000 toneladas para apenas 185, uma redução de 94%. A 9 de Setembro de 2001, os planos completos da invasão do Afeganistão estavam em cima da secretária do Presidente Bush 2 dias mais tarde tinham um pretexto Hoje, as produções de ópio nas áreas afegãs controladas pelos EUA, que fornecem actualmente mais de 90% da heroína mundial, atinge novos picos de produção quase todos os anos. Como paramos um sistema de ganância e corrupção que condena populações pobres a "escravidão e a trabalhos extenuantes" em benefício da Avenida Madison? Ou que fabrica falsos ataques terroristas com vista à manipulação? Ou que cria modos de funcionamento social estruturais, que são inerentemente exploradores? Ou que sistematicamente reduzem várias liberdades e violam direitos humanos, de forma a proteger-se a si mesmo, das suas próprias deficiências. Como lidamos com as numerosas instituições dissimuladas, como o Conselho de Relações Internacionais, a Comissão Trilateral e o Grupo Bilderberg e outros grupos eleitos não-democraticamente que conspiram secretamente para controlar os elementos políticos, financeiros, sociais e ambientais das nossas vidas?
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
Anderson diz:
22/03/2011
Em 2007, o Departamento da Defesa dos EUA recebeu 161,8 mil milhões de dólares para a suposta guerra contra o terrorismo. Segundo o centro nacional de contra-terrorismo, em 2004 quase 2000 pessoas foram mortas internacionalmente devido a supostos actos terroristas. Desse número, 70 eram Americanos. Usando este número como média geral, o que é extremamente generoso, é interessante notar que o dobro das pessoas vítimas de actos terroristas, morre anualmente de alergia a amendoins. Paralelamente, a causa principal de mortes na América é a doença arterial coronária, matando quase 450,000 todos os anos. E em 2007, a alocação de fundos governamentais para a pesquisa deste problema foi de cerca 3 mil milhões de dólares. Isto mostra que o governo dos EUA, em 2007, gastou 54 vezes mais na prevenção do terrorismo, do que gastou na prevenção da doença, que mata 6600 vezes mais pessoas, anualmente, do que o terrorismo. No entanto, uma vez que os nomes terrorismo e Al Qaeda são arbitrariamente estampados em todas as notícias relacionadas com qualquer acção levada a cabo contra os interesses dos EUA o mito espalha-se. Em meados de 2008 o "Procurador Geral dos EUA" com efeito, propôs que o Congresso americano declarasse guerra, oficialmente, contra esta fantasia. Para não mencionar que, desde de Julho de 2008, actualmente há mais de 1 milhão de pessoas na lista de vigilância terrorista americana. Estas pseudo "Medidas de Contra-Terrorismo" obviamente não têm nada a ver com protecção social e tudo a ver com a preservação da ordem estabelecida no seio da opinião pública crescentemente anti-Americana tanto interna como internacionalmente a qual é fundada legitimamente na gananciosa expansão imperial das corporações que está a explorar o mundo. Os verdadeiros terroristas do nosso mundo não se encontram às escuras a meio da noite nem gritam "Allah Akbar" antes de algum acto de violência. Os verdadeiros terrorista do nosso mundo, vestem ternos de 5000 dólares e trabalham nos cargos mais altos das finanças, do governo e dos negócios.
Anderson diz:
22/03/2011
Já não vivemos num mundo de nações e ideologias. O mundo é uma faculdade de corporações, inexoravelmente determinada pelos imutáveis estatutos dos negócios. O mundo é um negócio. Com efeito cumulativo, a integração do mundo como um todo, especialmente em termos de globalização econômica e das qualidades míticas do "mercado livre" capitalista, representa um autêntico "império" por si só... Poucos têm conseguido escapar aos "ajustamentos estruturais" e às "condicionalidades" do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, ou da Organização Mundial do Comércio, essas instituições financeiras internacionais que, ainda que inadequadas, continuam a determinar o que significa globalização econômica... O poder da globalização é tal que é provável que vejamos a integração durante a nossa vida, ainda que de forma desigual, de todas as economias nacionais do mundo num único sistema global de mercado livre. O Mundo está a ser conquistado por uma mão cheia de potências empresariais que dominam os recursos naturais, dos quais precisamos para viver, enquanto controlam o dinheiro que necessitamos para obter estes recursos. O resultado final será monopólio mundial baseado não na vida humana mas no poder corporativo e financeiro. E, à medida que a desigualdade cresce, naturalmente, cada vez mais pessoas ficam desesperadas. Então as instituições estabelecidas viram-se forçadas a inventar uma nova forma de lidar com qualquer um que desafiasse o sistema. Então criaram o "Terrorista". O termo "terrorista" é uma distinção vazia concebida para qualquer pessoa ou grupo que decide desafiar a ordem estabelecida. Isto não deve ser confundido com a fictícia Al Qaeda, que na verdade foi o nome de uma base de dados informática dos EUA - apoiante dos Mujahideen nos anos 80. "A verdade é que, não existe qualquer exército Islâmico ou grupo terrorista chamado Al Qaeda. E qualquer oficial da inteligência informado sabe isto. Contudo há uma campanha de propaganda para convencer o público da existência de uma entidade identificada... O país por detrás desta propaganda são os EUA" - Pierre-Henri Bunel - Ex-Militar da Inteligência Francesa
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
Anderson diz:
22/03/2011
Além disso, uma olhadela rápida nos registos das acções do Banco Mundial revela que a instituição, a qual publicamente alega ajudar os países pobres a desenvolver e atenuar a pobreza, não fez nada excepto aumentar a miséria e as disparidades de riqueza, enquanto os lucros corporativos aumentavam rapidamente. Em 1960 as disparidades salariais entre um quinto da população mundial e os países mais ricos, comparadas com um quinto nos países mais pobres era de 30 para 1. Em 1998, era de 74 para 1. Enquanto o PIB global aumentou 40% entre 1970 e 1985, o PIB dos pobres na verdade aumentou 17%. Entre 1985 e 2000, os que viviam com menos de 1 dólar por dia aumentaram 18%. Mesmo o Comité Econômico Conjunto do Congresso dos EUA admitiu que apenas 40% dos projectos do Banco Mundial têm sucesso. No fim dos anos 60, o Banco Mundial interveio no Equador com grandes empréstimos. Durante os 30 anos seguintes, os índices de pobreza cresceram entre 50 a 70%. Subemprego ou desemprego aumentou de 15 para 70%. A dívida pública aumentou desde 240 milhões a 16 BILHOES, enquanto a quota de recursos alocados para os pobres diminuíram de 20% para 6%. De facto, pelo ano de 2000, 50% do orçamento nacional do Equador teve de ser alocado para pagar as suas dívidas. É importante entender que: o Banco Mundial é, na verdade, um banco dos EUA, apoiador dos interesses americanos. Pois os EUA detêm poder de veto nas decisões, visto serem o maior fornecedor de capital. E como é que arranjou este dinheiro? Adivinhou: criou-o do nada através do sistema bancário de reserva fraccionária. Das 100 maiores economias do mundo, segundo o PIB anual, 51 são corporações. E dessas, 47 estão sediadas no EUA. A Walmart, a General Motors e a Exxon são economicamente mais poderosas que a Arábia Saudita, a Polónia, a África do Sul, a Finlândia, a Indonésia e muitos outros. E, à medida que as barreiras comerciais desaparecem, as moedas são fundidas e manipuladas em mercados flutuantes e as economias estatais enfraquecidas em benefício da competição aberta no capitalismo global, o império expande-se. Você coloca-se em frente do seu televisor de 40 polegadas e grita pela América e pela democracia. A América não existe, a democracia não existe. Apenas há a IBM, a ITT, a AT&T, a DuPont, a Dow, a Union Carbide e a Exxon. Essas são as nações do mundo actual.
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
Anderson diz:
22/03/2011
Por exemplo, em 1999, o Banco Mundial insistiu que o governo Boliviano vendesse o sistema de água público da sua 3ª maior cidade a uma empresa da corporação americana "Bechtel". Assim que isto aconteceu as contas da água cobradas aos já pobres residentes locais dispararam. Foi só quando se deu uma verdadeira revolta popular que o contracto com a Bechtel foi anulado. Depois há a liberalização comercial ou a abertura econômica através da remoção de qualquer restrição ao comércio externo. Isto permite que várias manifestações econômicas abusivas, como por exemplo, quando as corporações transnacionais trazem os seus produtos massificados vendendo por menos que os produtos indígenas e arruinando as economias locais. Um exemplo é a Jamaica, que após ter aceitado empréstimos e condicionalidades do Banco Mundial perdeu os seus maiores mercados de colheitas devido à concorrência das importações ocidentais. Actualmente inúmeros agricultores estão desempregados por não conseguirem competir com as grandes corporações. Outra variação é a criação de numerosas, quase invisíveis, não-reguladas, desumanas fábricas de trabalho quase escravo, que se aproveitam das dificuldades econômicas impostas. Além disso, devido à desregulação produtiva, a destruição ambiental é perpétua pois os recursos de um país são frequentemente explorados pelas corporações insensíveis enquanto largam deliberadamente grandes quantidades de poluição. O maior processo judicial ambiental na história mundial, está a ser actualmente levado a cabo em nome de 30,000 Equatorianos e Amazônicos contra a Texaco, que agora é propriedade da Chevron por isso, é contra a Chevron, mas devido a actividades conduzidas pela Texaco. Estima-se que sejam 18 vezes mais do que a Exxon Valdez despejou na costa do Alasca. No caso do Equador não se tratou de um acidente. As companhias petrolíferas fizeram-no intencionalmente; faziam-no para poupar dinheiro em vez de optar pela eliminação de resíduos própria.
Anderson diz:
22/03/2011
Seu texto está incompleto!
bem, se é um império, então quem é o imperador?
Obviamente que os nossos presidentes dos EUA não são os imperadores. Um imperador é alguém que não é eleito, não tem mandatos limitados, e não dá satisfações a ninguém, basicamente. Portanto, não se pode classificar os nossos presidentes dessa maneira. Contudo temos o que considero ser o equivalente a um imperador e é o que eu chamo de corporatocracia. A corporatocracia é um grupo de indivíduos que governam as nossas maiores corporações. E comportam-se mesmo como o imperador deste império. Controlam os meios de comunicação, quer através da posse directa ou da publicidade. Controlam a maioria dos nossos políticos porque financiam as suas campanhas, seja através das corporações ou de contribuições pessoais que saem das corporações. Não são eleitos, não cumprem mandatos limitados, não dão explicações a ninguém, e no extremo topo da corporatocracia não se consegue saber se a pessoa trabalha para uma corporação privada ou para o governo porque estão sempre a ir e vir. Um dia temos um homem que num momento é presidente de uma grande companhia de construção civil como a Haliburton, e a seguir é Vice-Presidente dos EUA. Ou o Presidente que estava nos negócios do petróleo. E isto é verdade tanto nos governos Democratas como nos Republicanos. Há este vaivém por uma porta giratória. E de certa forma, o nosso governo é invisível a maior parte das vezes, e as suas políticas são levadas a cabo pelas nossas corporações de uma forma ou de outra. E novamente, as políticas governamentais são basicamente forjadas pela corporatocracia, e de seguida apresentadas ao governo e tornam-se política do governo. Portanto, existe uma relação incrivelmente confortável. Não se trata de uma espécie de teoria da conspiração. Estas pessoas não têm de se juntar e conspirar para fazer coisas. Todos eles trabalham basicamente de acordo com uma suposição primária, e que é ter de maximizar os lucros independentemente dos custos sociais e ambientais. Este processo de manipulação pela corporatocracia através do uso da dívida, suborno e derrube político chama-se: Globalização. Tal como a Reserva Federal mantém o público americano numa posição de servidão contratada, através de dívida perpétua, inflação e juros, o Banco Mundial e o FMI desempenham este papel à escala global. A fraude básica é simples. Ponha um país em dívida, através dos seus próprios erros, ou corrompendo o líder desse país, e depois impõe-se "condicionalidades" ou "políticas de ajustamento estrutural" que muitas vezes são constituídas pelo seguinte. Desvalorização da moeda. Quando o valor de uma moeda diminui, tudo o que é valorizado nesse moeda também se desvaloriza. Isto torna os recursos nativos/indígenas disponíveis para os países predadores a uma fracção do seu valor. Grandes cortes orçamentais de programas sociais, estes normalmente incluem educação e saúde, comprometendo o bem-estar e a integridade da sociedade deixando o público vulnerável à exploração. Privatização de empresas estatais. Isto significa que sistemas socialmente importantes podem ser adquiridos e regulados por corporações estrangeiras com vista o lucro.
Anderson diz:
22/03/2011
O Iraque é, na verdade, um exemplo perfeito da forma como o sistema funciona. Nós, os assassinos econômicos, somos a primeira linha de defesa. Vamos lá, tentamos corromper os governos e convencê-los a aceitar empréstimos enormes, que usamos depois como fonte de influência para os controlarmos. Se falharmos, como eu falhei no Panamá com Omar Torrijos e no Equador com Jaims Roldos, homens que recusaram ser corrompidos, então a segunda linha de defesa que é enviada são os chacais. E os chacais ou derrubam governos ou assassinam. E, assim que isso acontece e um novo governo toma posse,, vão andar na linha porque o novo presidente sabe o que acontece se não o fizer. No caso do Iraque, ambas as coisas falharam. Os assassinos econômicos não foram capazes de chegar a Saddam Hussein. Nós tentamos arduamente, tentamos convencê-lo a aceitar um negócio muito parecido com aquele que a Casa de Saud tinha aceitado na Arábia Saudita, mas ele não o aceitava. Então os chacais foram lá para o matar. Não conseguiram. A segurança dele era muito boa. Afinal de contas, ele, a certa altura, tinha trabalhado para a CIA. Tinha sido contratado para assassinar um ex-presidente do Iraque e falhou, mas ele conhecia o sistema. Então, em 91, enviamos tropas e derrotamos o exército Iraquiano. Por isso, assumimos nesse momento que Saddam Hussein iria mudar de ideias. Nós podíamos tê-lo matado nessa altura, claro mas não o queríamos fazer. É o tipo de homem forte de que gostamos. Ele controla o seu povo. Pensamos que ele podia controlar os Curdos, e manter os Iranianos atrás da fronteira e continuar a bombear petróleo para nós. E então assim que controlássemos o exército, ele mudaria de ideias. Então, os assassinos econômicos voltaram nos anos 90 sem sucesso. Se tivessem tido sucesso ele ainda estaria no governo. Estaríamos a vender-lhe todos os caças que ele quisesse, e tudo o que ele quisesse(...). Os chacais não conseguiram matá-lo outra vez, por isso enviamos o exército de novo e desta vez acabamos o trabalho e tiramo-lo do caminho. Durante o processo, arranjamos alguns negócios de construção muitíssimo lucrativos para reconstruir o país que nós tínhamos basicamente destruído. O que é um negócio mesmo bom se fores dono de companhias de construção, das grandes. Por isso, o Iraque mostras as três fases. Os assassinos econômicos falharam lá. Os chacais falharam lá. E como último recurso o exército entra em cena. E desta forma, criamos um império, mas fizemo-lo de uma maneira muito, muito sutil. É clandestino. Todos os impérios do passado foram construídos com exércitos, e toda a gente sabia que os estavam a construir. Os Ingleses sabia que os estavam a construir, os Franceses, os Alemães, os Romanos, os Gregos, e tinham orgulho nisso. Tinham sempre um pretexto como espalhar a civilização, a religião, algo do gênero, mas sabiam que o estavam a fazer. Nós não. A maior parte das pessoas, nos EUA, não faz idéia de que estamos a viver dos benefícios de um império clandestino. Que hoje há mais escravatura no mundo do que nunca. E tem de perguntar a si mesmo, bem, se é um império, então quem é o imperador?
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Anderson diz:
22/03/2011
>>>> Mais tarde, temos, muito recentemente, o que aconteceu na Venezuela. Em 1998, Hugo Chávez é eleito presidente, após uma longa série de presidentes muito corruptos e que tinham basicamente destruído a economia do país. E Chávez foi eleito no meio disso tudo. #### Enfrentou os EUA exigindo que o petróleo da Venezuela fosse utilizado para ajudar os Venezuelanos.#### Bom... nós não gostamos disso nos EUA. #### Então, em 2002, foi encenado um golpe de Estado que, sem dúvida para mim, para a maior parte das outras pessoas, foi organizado pela CIA. A maneira como aquele golpe foi fomentado reflectiu bastante o que Kermit Roosevelt havia feito no Irã. #### Pagar a pessoas para sair às ruas, provocar motins, dizer que Chávez era muito impopular. Se arranjar alguns milhares de pessoas para fazer isso, a televisão pode fazer parecer que se trata do país todo e as coisas começam a multiplicar-se. #### O caso de Chávez foi excepcional, ele foi hábil o suficiente e as pessoas apoiavam-no de tal forma, que superaram a tentativa de golpe. O que foi um momento fenomenal na história da América Latina ####
VEJAM O DOCUMENTÁRIO! TEM ESTES FATOS E MUITO MAIS:
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
Anderson diz:
22/03/2011
>>>1981
### Omar Torrijos, o presidente do Panamá, foi, sabe, uma das minhas pessoas preferidas. Eu gostava mesmo dele.
Era muito carismático. Era um homem que queria realmente ajudar o seu país.### E QUANDO O TENTEI SUBORNAR OU CORROMPÊ-LO, ele disse:
"Olha, John" - chamava-me Juanito - Ele disse: "Olha Juanito, eu não preciso de dinheiro. O que eu preciso mesmo
é # que o meu país seja tratado com justiça. Preciso que os EUA liquidem as dívidas que têm para com o meu povo
por toda a destruição que fizeram aqui. # Preciso de estar numa posição em que posso ajudar outros países
latino-americanos # a ganhar a sua independência e a libertar-se desta terrível presença vinda do Norte.
# Vocês exploram-nos tanto. Preciso que o Canal do Panamá volte para as mãos da população do Panamá.
É isso que eu quero. Por isso, deixa-me em paz, sabes, não tentes subornar-me".
### Estávamos em 1981 e, em Maio, Jaime Roldos foi assassinado.###
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Anderson diz:
22/03/2011
>>> #### O Equador, por muitos anos tinha sido governado por um ditador pró-americano, muitas
vezes relativamente bruto. Mais tarde, decidiu-se que iriam ter eleições verdadeiramente democráticas.
Jaime Roldos candidatou-se e o seu objectivo principal, disse ele, como presidente seria garantir que os
recursos do Equador eram utilizados para ajudar o povo. #### E ele ganhou. De forma esmagadora. Por mais votos do que qualquer outro que tivesse ganho no Equador. E começou a implementar medidas para assegurar que os lucros do petróleo ajudariam as pessoas ####. Bem... nós não gostamos disso nos EUA. Fui enviado para lá como um dos muitos #### Assassinos Económicos para mudar Roldos ####. Para corrompê-lo... Para lhe dar a entender... Você sabe. "Ok, sabe, você pode tornar-se muito rico, você e a sua família, se jogar o nosso jogo." "Mas se continuar a tentar manter esta política que prometeu, vai ser afastado." Ele não ouvia ##### Foi assassinado...##### Assim que o avião caiu toda a área foi isolada. As únicas pessoas autorizadas a entrar foram militares dos EUA de uma base ali perto e alguns militares do Equador. Quando se iniciou uma investigação, duas das testemunhas-chave morreram em acidentes rodoviários antes de poderem testemunhar. (...). Eu, tal como a maioria dos que investigaram este caso, tenho a certeza absoluta de que se tratou de um homicídio. E, claro, na minha posição como assassino económico,
estava sempre à espera que algo acontecesse a Jaime, se seria um golpe de Estado ou um homicídio, não tinha a certeza,
mas QUE ELE SEJA DERRUBADO, POR NÃO ESTAR A SER CORROMPIDO, POR NÃO SE DEIXAR CORROMPER como nós queríamos. ######
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
Anderson diz:
22/03/2011
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
>> Quando #### Árbenz se tornou presidente da Guatemala, o país estava bem sob o controlo da empresa United Fruits ####, a grande corporação internacional.
E Árbenz fez uma campanha baseada nesta idéia:
"sabem, nós queremos devolver a terra ao povo". E assim que tomou o poder, começou a implementar medidas que fariam isso mesmo, devolver ao povo o direito à terra. A "United Fruit" não gostou muito disso.
E então, contrataram uma firma de relações públicas, lançaram uma campanha enorme nos EUA,
para convencer o povo americano, os cidadãos americanos, a imprensa americana e o congresso americano,
que Árbenz era um fantoche soviético e que se permitíssemos que continuasse no poder, os Soviéticos teriam uma
base de operações neste hemisfério. E nessa altura havia um medo enorme na mente de toda a gente, do terror vermelho,
do terror comunista. E portanto, resumindo, desta campanha de relações públicas resultou um compromisso por parte da
CIA e do exército de derrubar este homem. E, de facto, foi o que fizemos. Enviámos aviões, soldados, chacais, enviámos
tudo para o derrubar. E derrubámo-lo. Assim que foi retirado do governo, o homem que o substituiu basicamente repôs
tudo para as grandes corporações internacionais, incluindo a United Fruit. ###
Anderson diz:
22/03/2011
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
O precedente do ##assassino econômico## começou nos anos 50 quando Mossadegh foi eleito democraticamente no Irã... Foi considerado a esperança da democracia no Médio-Oriente e por todo o mundo. Foi Homem do Ano na revista Time. Mas... uma das coisas que ele trouxe e começou a implementar foi a idéia de que as companhias petrolíferas estrangeiras tinham de pagar ao povo Iraniano muito mais pelo petróleo que retiravam do Irã e que o povo Iraniano devia se beneficiar do seu próprio petróleo. Um política estranha para os EUA. Nós não gostamos disso, claro. ## Mas tivemos medo de fazer o que normalmente fazíamos, que era enviar forças militares. ## Em vez disso enviamos um agente da CIA ##, Kermit Roosevelt, parente de Teddy Roosevelt. E Kermit foi lá com alguns milhões de dólares e foi muito, muito eficiente e competente e em pouco tempo, conseguiu que Mossadegh fosse derrubado ## (...). E isso foi extremamente eficaz. (...) Cá nos EUA, em Washington, as pessoas olhavam à sua volta e diziam: "wow, isto foi fácil e barato". Então isto estabeleceu uma forma inteiramente nova de manipular países, de criar um império. O único problema com Roosevelt era que sendo um agente da CIA caso tivesse sido apanhado, as ramificações teriam sido muito graves. Então muito rapidamente, nesse momento, a decisão foi feita para ## usar consultores privados para canalizar o dinheiro através do Banco mundial ou do FMI ou outra agência semelhante, para trazer pessoas ## como eu, que trabalham para empresas privadas. Para que se fôssemos apanhados, não haveriam conseqüências governamentais.##
Anderson diz:
22/03/2011
(mandei um comentario anteriormente, mas creio que estava muito longo, e por isso não passou pelo motor do site)
Prezado Emir, esqueceste do fraudulento sistema monetário que governa o mundo ao lado das corporações. Os partidos republicanos e democratas são uma farsa. Não vivemos numa democracia, mas em uma CORPORATOCRACIA !!!
Veja este DOC:
http://dotsub.com/view/7281f5dc-d4b1-4315-abb7-143becd34f49
E, enquanto a maioria anda às voltas abstraída da realidade, os bancos em conluio com governos e corporações continuam a aperfeiçoar e expandir as suas tácticas de guerra económica, criando novas bases, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto inventam também um novo tipo de soldado.
O nascimento do assassino económico.
Há duas maneiras de conquistar e escravizar uma nação. Uma é pela espada. Outra é pela dívida. - John Adams - 1735-1826
Nós, assassinos económicos, temos realmente sido os responsáveis pela criação deste primeiro império global e nós trabalhamos de várias maneiras.
Contudo, talvez a mais comum é identificarmos um país que tem recursos que as nossas corporações cobiçam, como petróleo, e depois, arranja-se um empréstimo enorme a esse país por parte do Banco Mundial ou uma das suas organizações parceiras. Mas o dinheiro nunca chega realmente a esse país. Em vez disso, vai para as nossas grandes corporações para construir projectos de infraestruturas nesse país. Centrais eléctricas, parques industriais, portos... Coisas que beneficiam algumas pessoas ricas nesse país. Para além das nossas corporações. Mas que na verdade não ajudam a maioria das pessoas. Contudo, essas pessoas, o país inteiro é deixado com uma dívida enorme para liquidar. É uma dívida tão grande que não conseguem liquidar e isso faz parte do plano... Não conseguem liquidá-la. E por isso, a certa altura, nós assassinos econômicos, regressamos lá e dizemos-lhes, "Ouçam, vocês devem-nos muito dinheiro. Não conseguem liquidar a vossa dívida. Então, vendam-nos o vosso petróleo muito barato às nossas companhias petrolíferas", "deixem-nos construir uma base militar no vosso país", ou "enviem tropas para apoiar as nossas num sítio qualquer como o Iraque", ou "votem conosco na próxima votação da ONU", para verem a sua companhia de energia eléctrica ser privatizada e os seus sistemas de esgoto e de água também e serem vendidos a uma corporação dos EUA ou outras corporações multinacionais." Há por isso um efeito multiplicador e é tão típico a forma como o FMI e o Banco Mundial operam. Deixam um país endividado e é uma dívida tão grande que não consegue liquidá-la, e depois alguém oferece-se para refinanciar essa dívida e pagar ainda mais juros. E exige este sistema de retribuições a que se chama "condicionalidade" ou "boa governança" o que significa basicamente que eles têm que vender os seus recursos, incluindo muitos dos seus serviços sociais, empresas públicas, às vezes os sistemas de ensino, os sistemas penais, os sistemas de seguro, a corporações estrangeiras. Trata-se de ganho dupla, tripla, quadruplo!
Franco Atirador diz:
22/03/2011
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FILME AMERICANO: FAROESTE NA LÍBIA
Seis civis líbios são metralhados por um helicóptero dos EUA nas proximidades de Benghazi; uma das vítimas corre o risco de ter a perna amputada.
O helicóptero em voos rasantes estava em missão de resgate de dois tripulantes do caça F-15 Strike Eagle que caiu em circunstancias não esclarecidas na noite da segunda-feira.
O F-15E realizava bombardeios na cidade de Benghazi, supostamente um reduto de opositores de Kadafi. Um dos feridos, ouvido no hospital, afirma que os civis estavam comemorando a ação internacional quando os americanos abriram fogo... (Carta Maior, com informações Al-Jazira/ Channel 4 News).
Fundo sonoro da cena: o discurso de Obama no Chile, nesta 3ª-feira, quando afirmou:
"Nossa ação militar ...tem como foco a ameaça humana que Khadafi está impondo a seu povo. Ele não apenas está assassinando os civis, mas também ameaçando fazer muito mais".
Corta e volta para a cena do helicóptero, agora sem som.
Closes alternados nos rostos dos americanos acionando as metralhadoras e nos dos líbios, que festejavam chegada das forças estrangeiras.
(Carta Maior; 4ª-feira, 23/03/2011)
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Edu Montesanti diz:
22/03/2011
Emir, jóia rara da sociologia brasileira! Belíssimo artigo! Como é bom ter um sociólogo e escritor como o senhor! Faz bem ler o que o senhor escreve! E seu livro A Vingança da História, é para se ler de joelhos!
Permita-me informar-lhes, Emir, ao senhor e aos leitores, que em nosso trabalho WikiLekas - O Mundo de Cabeça para baixo, temos as Revelações da Semana:
O Perfil de José Serra Feito pelos Norteamericanos;
Japão Foi Avisado sobre Deficiência na Segurança das Usinas
isso além de traduções exclusivas em nosso Blog inclusive de relatório da CIA, "Exportação Norteamericana de Terrorismo", José Dirceu e seus encontros com os embaixadores e muito mais
www.edumontesanti.skyrock.com
Obrigado, Emir!
Jorge Ernesto Couto de Castro diz:
10/04/2012
Eu concordo totalmente com o Emir Sader sobre o imperialismo norte-americano é incrível como que uma mudança de nome e de partido na casa branca, não altera nada, é só marketing político e imagem pessoal do presidente, sem que nada, efetivamente nada, mude na política dos Estados Unidos, tanto a interna como a externa. As prisões ilegais continuam existindo, Osama foi morto numa execução sumária, sem julgamento, e falta muito pouco para acontecer uma invasão ao Irã. Nada mudou, mesmo.