06/06/2011
“Quando se estrepou o Peru?”, pergunta um personagem ao amigo, no notável novela de Vargas Llosa, Conversas na Catedral. Os dois dão por estabelecido que o Peru tinha se estrepado. Se tratava somente de saber quando. Embora escrito há mais de quatro décadas (1969), na fase melhor da obra do Nobel peruano, poderia incluir o que o país viveu até agora.
A vitória de Ollanta Humala para a presidência do Peru fecha um longo ciclo de governos neoliberais e abre novas perspectivas para o país, ao mesmo tempo que fortalece o campo dos processos de integração regional e enfraquece a precipitada operação de construção de um eixo neoliberal, com o México, a Colômbia e o Chile, em contraposição aos governos posneoliberais.
O governo nacionalista de Velasco Alvarado (1968-1975) foi seguido de uma serie de governos que buscaram desarticular os avanços do governo de Velasco, tanto no plano da reforma agrária, quanto na construção de um projeto nacional no Peru. Foi derrubado por um golpe militar dado por um ministro seu , Morales Bermudez, que governou até 1980.
Foi sucedido por Alan Garcia (1985-1990), do partido mais estruturado do Peru, o Apra, que tentou uma moratória da divida externa peruana, não recebeu sequer apoio de governos da região, não conseguiu controlar a inflação e caiu, sem apoio interno. Na sua sucessão se digladiaram Vargas Llosa, com um programa claramente neoliberal, e o desconhecido Alberto Fujimori, que se valeu da rejeição do estilo aristocrático do escritor, para triunfar.
No governo, Alberto Fujimori (1990-2000) assumiu um projeto de contrainsurgencia que, ao mesmo tempo que combatia a guerrilha do Sendero Luminoso, destruía a espinha dorsal do forte movimento popular peruano, tanto no campo, quanto na cidade. Entre as ações do Sendero – que atacaram também as forças populares que não se submetiam à sua ação - e as ações do Exercito, o movimento popular peruano sofreu, sob um fogo cruzado, ações demolidoras, que o reduziu à uma expressão mínima. Fujimori deu um golpe, fechou o Congresso e interveio na Justiça (para o que recebeu, vergonhosamente para nós, o apoio de FHC), estendeu seu mandato, mas terminou caindo por processos de corrupção e violência, pelo que, depois de fugir para o Japão, foi condenado a 23 anos de prisão, cumprindo atualmente a pena.
Foi a partir dessa destruição da capacidade de defesa e resistência do movimento popular que se erigiu o projeto neoliberal no Peru, mediante os governos de Fujimori, Toledo (2001-2006) e Alan Garcia (2006-2011) cobrindo um período de mais de 20 anos, em que a economia peruana voltou a crescer, em base a uma extensa exploração extrativista exportadora das riquezas do pais, centrada no ingresso maciço de empresas estrangeiras. As condições não poderiam ser melhores para essas empresas, dado que a tributação geral no país gira em torno de 15% do PIB, sem recursos para que os governos fizessem políticas sociais.
Repetiu-se assim com Fujimori, Toledo e Alan Garcia, o mesmo padrão de governo: continuidade do alto crescimento do PIB, centrado na exportação de minerais – ouro, zinco, cobre, gás, basicamente -, sem políticas sociais, com governos que, eleitos, perdiam popularidade de forma estrepitosa, seja pela corrupção que os envolveu a todos, seja pela falta de políticas sociais redistributivas.
Na eleição anterior se enfrentaram o projeto nacionalista de Ollanta Humala e Alan Garcia. Valendo-se de forte campanha de medo, depois que Ollanta havia triunfado no primeiro turno, com o apoio explícito de Hugo Chávez, Garcia triunfou por pequena margem e voltou ao governo, desta vez para dar continuidade aos programas neoliberais de seus antecessores e sofrer o mesmo tipo de desgaste. No final do seu governo, já com menos de 10% de apoio, Toledo havia assinado um Tratado de Livre Comércio com os EUA. Apesar de não se comprometer explicitamente em mantê-lo durante a campanha, Garcia assumiu o TLC e consolidou a abertura neoliberal da economia peruana. Com a recessão norteamericana, no entanto, o Peru passou a ter na China o seu principal parceiro e no Brasil um sócio muito importante, ambos com crescentes investimentos no país.
A invasão de terras indígenas na região amazônica por empresas transnacionais para explorar suas riquezas minerais levou ao despertar de importantes movimentos indígenas, o que ocasionou, entre outros conflitos, um massacre chamado de Baguazo, em junho de 2009, que teve 34 mortos, pela resistência indígena a ocupação de terras para exploração mineral. O Congresso peruano aprovou nesse momento uma legislação que contemplava a consulta aos movimentos indígenas sobre os investimentos.
Essa legislação passou a se constituir em um obstáculo a investimentos já existentes e a outros programados, mas o governo nunca a regulamentou, promovendo situações de incerteza, tanto para os investimentos, como para os movimentos indígenas. Dias antes do segundo turno das eleições desta semana, um movimento parou a região de Cuzco, só aceitando suspendê-lo pela intervenção de Ollanta, mas com a perspectiva de retomá-lo em seguida, se não houver solução para suas reivindicações.
Movimentos deste tipo fizeram com que o país tivesse que reconhecer a região amazônica como região importante para o Peru e despertaram movimentos antes pouco conhecidos no país, promovendo os conflitos sociais mais importantes, que devem se prolongar no novo governo.
O desprestigio de Garcia fez com que seu partido praticamente desaparecesse – elegeu apenas 4 parlamentares -, deixando aberta a sucessão, para a qual se apresentaram vários candidatos neoliberais – entre eles Toledo, um ex-ministro de economia de Garcia, um ex-prefeito de Lima, a filha de Fujimori, diante do único candidato que criticava o modelo, Ollanta Humala. O Apra nem sequer conseguiu apresentar um candidato próprio, com Garcia apoiando ao candidato neoliberal que chegasse ao segundo turno.
Humala reciclou suas posições para um modelo de continuidade do desenvolvimento, mas com redistribuição de renda mediante elevação da taxação dos investimentos mineiros e políticas sociais, modelo próximo ao de Lula. Conseguiu, com base de apoio popular, especialmente no interior do país, chegar de novo em primeiro lugar no segundo turno, desta vez contra Keiko, a filha de Fujimori, que gozava também de apoio popular, baseado nas políticas assistencialistas do seu pai na luta contra o Sendero Luminoso. Em viagem oficial ao Peru, quando se encontrou com Garcia, Lula recebeu publicamente também a Ollanta, com quem trocou opiniões sobre experiências brasileiras na construção de alternativas ao neoliberalismo. Desde então Ollanta veio ao Brasil, tanto na eleição de Dilma, quanto na sua posse, consolidando laços com Lula, Dilma e o PT, o que se traduziu, inclusive, em apoio politico à campanha de Ollanta. (enquanto os tucanos, envergonhados, torciam por Keiko, filha do amigo de FHC.)
O segundo turno foi muito acirrado, tanto na disputa de votos, quanto nas acusações. O apoio da velha mídia peruana, fortemente alinhada com Keiko e as campanhas, conhecidas por nós, de calunias e terror contra Ollanta – a ponto de chegar a revoltar a Vargas Llosa, que rompeu com o jornal tradicional, El Comercio, no qual historicamente publicava suas colunas -, incluindo falsas declarações e telefonemas de Ollanta e, horas antes da abertura da votação, uma suspeita ação, atribuída ao Sendero Luminoso.
Na fase final da campanha, os movimentos de rua e pela internet de rejeição a Keiko, pelos riscos de retorno da camarilha do governo do seu pai – governo de que ela participou como primeira dama -, contribuíram para a vitória apertada de Ollanta. Isso, apesar do apoio maciço da classe média e da oligarquia peruanas em Lima e em regiões do norte do país, além do apoio do governo de Garcia e dos 2 candidatos neoliberais derrotados – Toledo, que havia se elegido no bojo das mobilizações populares que derrubaram a Fujimori, ficou em quarto lugar e apoiou Ollanta.
Ollanta soube, no segundo turno, estabelecer as alianças para conseguir triunfar, renunciando a algumas propostas do seu programa inicial, como nacionalizações de empresas e convocação de Assembleia Constituinte.
Seu triunfo fecha o ciclo de 20 anos de governos neoliberais no Peru, e o mesmo se dá no marco de compromissos já estabelecidos, como o TLC com os EUA. Mas mesmo nesse marco, haverá uma clara aproximação com o Mercosul e, em particular com o Brasil, seja por afinidades políticas, seja pelos interesses econômicos mútuos entre os dois países e distanciamento do pólo neoliberal em que o México, a Colômbia e o Chile pretendiam construir, como alternativo aos processos de integração regional que envolvem a grande maioria dos países da região.
Abre-se para o Peru o caminho de colocar em prática políticas sociais redistributivas – apelo forte da campanha de Humala e, de alguma forma, também de Keiko – e nova inserção internacional do país, que passa a se somar aos governos posneoliberais da região. Não se pode definir precisamente quando o Peru se havia estrepado, mas certamente seguiu por esse caminho nas duas últimas décadas e 2011 marca o momento em que o país, sob a liderança de Ollanta e com forte respaldo popular, começa a ser resgatado para um projeto de ampla democratização econômica, social, política e cultural.
Postado por Emir Sader às 03:16
Pedro diz:
10/06/2011
Caro Juca: Concordo com o que voce escreveu. Não devemos ser radicais. A bem da verdade não entendo que seja errado privatizar os aeroportos ou parte deles, nem estradas. O que não concordo é esta idéia de que se a privatização for feita pelo PSDB é política neoliberal e como tal errada, agora a mesma privatização se feita pelo PT aí é uma atitude pragmática e necessária. A bolsa escola foi classificada por Lula como bolsa esmola. Aí a ganhou a eleição e a bolsa esmola já não era mais esmola. Se é necessário fazer algo que seja feito, até mesmo a contenção do consumo via juros que citei antes. Penso que foi bom para a Democracia Brasileira o PT governar e ver o outro lado da moeda e constatar que conter gastos e privatizar não é o fim do mundo nem coisa de vendilhão da pátria, de pessoas desalmadas que querem o pior para o povo. Só espero que no dia que o PT voltar a ser oposição não tenha tenha mais este viés ideológico deslocado da realidade e que aprenda que não importa a cor do gato desde que casse o rato e não critique da forma com que sempre criticou aqueles na situação tentam cassar o rato.
miosótis diz:
10/06/2011
Se Dilma está “privatizando” (?), como alguns querem confundir, certamente dentro de alguns anos teremos de VOLTA a Vale do Rio Doce e Alcoa. Boa notícia, seria ! Pena que não é verdade.
Tomara que Ollanta não tenha como oposição uma imprensa tão desprezível como a imprensa brasileira.
Juca Ramos diz:
09/06/2011
Caro Pedro: À exceção da privatização de estradas e aeroportos, o governo Lula adotou as demais políticas públicas em curso no governo Dilma. São neo-liberais? Que o sejam! Tenho certeza que o Plinio Arruda Sampaio e outros candidatos de esquerda alvejaram a política econômica petista durante a última campanha presidencial. O povo brasileiro acatou suas críticas na hora de votar? Nem preciso responder, pois os números bradam aos céus.
Não sei se você ouviu falar, mas o líder comunista chinês Deng Xiao Ping, perseguido pelo Maoismo radical durante a Revoluçãoa Cultural naquele país, declarou então mui sabiamente: "Não interessa a cor do gato, o importante é que ele cace rato". E isso foi dito num país comunista fechado.
A história recente parace indicar que rigidez ideológica pode ser interessante para alguns, mas num regime democrático, que é o que todos nós queremos, não funciona. O eleitor comum não entende de teoria econômica nem de matizes ideológicos, mas sabe quando seu bolso está cheio ou vazio, ou se sua qualidade de vida caiu ou subiu - à revelia da "pureza" das políticas públicas -, e seu voto na boca da urna vai refletir isso.
Carlos Mirabella diz:
09/06/2011
Quando se encerrará o ciclo neoliberal no Brasil?
pedro diz:
09/06/2011
Caro Juca: Privatizar aeroportos e estradas é ou não é uma política neoliberal? Aumentar os juros para diminuir a demanda por alimentos e bens essenciais é ou não é uma política neoliberal? Reduzir os gastos da máquina pública é ou não é uma política neoliberal? No meu ponto de vista é. A menos que se estes atos forem praticados por um partido que se diz de esquerda se tornem atos contrários ao neoliberalismo. Mas tudo bem. Cada um pode ser o que quizer . Se você quer ser uma avestruz que enterra a cabeça para não ver a realidade paciencia.
Mirabeau Bainy Leal diz:
09/06/2011
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Bem que se poderia aproveitar esta discussão e lançar uma campanha para alterar a legislação,
para que seja proibido a todos os agentes públicos, em todos os níveis (municipal, estadual e federal),
manterem negócios particulares, enquanto no exercício do cargo ou função pública.
Se a Lei não for modificada, vão continuar ocorrendo casos similares ao do Palocci,
em todos poderes e em todas as instâncias legislativas e governamentais.
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Amauri diz:
09/06/2011
Lamentável a taxa selic, o governo não recobrou a lucides, e creio que a troca do ministro da casa civil (embora tenha excelente troca) não foi nem espasmo de lucidez, foi pressão mesmo.
Juca Ramos diz:
08/06/2011
Em meu último comentário, onde se lê "consagrando-a no turno decisivo com uma maioria superior a 12%", lêia-se "consagrando-a no turno decisivo com uma maioria superior a 12% sobre seu rival conservador".
Juca Ramos diz:
08/06/2011
Um aparte ao Sr. Pedro: Alguém falou em discussões anteriores neste blog que o PSOL é uma dissidência do PT, desiludida com a mudança do petismo da esquerda para a centro-esquerda; o candidato do PSOL, Plínio Arruda Sampaio recebeu menos de 1% (0.87%) dos votos no 1o. Turno; logo se Dilma, a candidata centro-esquerdista, foi a eleita, é porque o Brasil optou por uma escolha que não era neo-liberal, diga-se Serra, nem era de esquerda pura (ou radical, como a direita o prefere), diga-se Plínio.
Um aparte ao Senhor Francis: Provavelmente muita gente na esquerda não se ilude quanto ao movimento do PT, da esquerda para a centro-esqueda, de modo a habilitar-se a governar sem conflitos desgastantes com o grande capital. Pode até haver lapsos de memória quanto a esse fato, mas é inegável que durante seus 8 anos de governo, o Lula governou a partir dessa posição do espectro político, mantendo a política econômica de FHC mas dando-lhe um cunho social maior, coisa em que o Professor Emir Sader toca com muita sabedoria em suas análises, de vez em quando. Mesmo havendo optado por uma política externa independente, o Governo Lula claramente se esquivou de "morder a isca" de confrontações abertas com os americanos, bolivianos e equatorianos, mostrando que seu modelo não era o de Chávez, talvez tanto por seu temperamento, quanto por uma visão mais clara do bem comum. Foi esse o programa que o PT ofereceu ao eleitorado na última eleição presidencial de 2010. Se uma larga porção dos votantes (46,91%) empurrou a candidata petista para o 2o turno, ao invés do Plínio do PSOL de ínfimos 0.87%, consagrando-a no turno decisivo com uma maioria superior a 12%, isso me leva provavelmente a concordar com o seu "espanto" quanto ao fato de que, pelo menos para alguns, a ficha aparentemente não caiu.
Francis diz:
08/06/2011
Pedro, você deve ter percebido muito bem, assim como eu, que o pessoal mais "engajado" que se manifesta neste blog, não dá muita atenção para este tipo de comentário. O governo do PT, embora sendo de esquerda tem dado demonstrações inequívocas do seu alinhamento com o neoliberalismo. Não acho que isto seja o fim do mundo. O que mais me causa espanto é muita gente, aqui definidas como de esquerda, fingir que isto não existe.
pedro diz:
08/06/2011
Chille tem um govern o neoliberal. Tá certo. E o Brasil? Tem realmente um governo que se opoe ao neoliberalismo?
Juca Ramos diz:
07/06/2011
Muito bom o seu artigo, Professor Sader. Estou torcendo também para que Ollanta se revele um hábil governante, assim como Lula o foi. Que ele não entre nessas confrontações Chavistas de cutucar leão com vara curta.
Bom governante não é aquele que se aferra a princípios inflexíveis e com eles leva o país ao precipício, se necessário for. O estadista usa seu talento e descortino para o benefício da Nação, não de seu ego. Se for necessário fazer alianças mal-cheirosas, contanto que nada de ilegal ocorra, então que torça o nariz e vá em frente, em benefício da felicidade de seu povo.
Acho que uma pergunta que deve sempre estar presente na cabeça dos governantes, antes de tomarem decisões importante, que afetem a cidadania, é: A QUEM INTERESSA O RESULTADO DE MINHA AÇÃO? Isto é: quem vai sair ganhando com o resultado dela?
Meus votos de sucesso a Ollanta e ao povo peruano, e que ele se mire no exemplo de quem tanto sucesso teve em situação semelhante: Lula da Silva. E que a soberania popular passe realmente a imperar na terra dos valentes Incas!
Franco Atirador diz:
07/06/2011
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Dilma convida Humala a visitar o Brasil antes da posse no Peru
A presidente Dilma Rousseff conversou nesta segunda-feira (6), por telefone, com o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala.
Na conversa, Dilma convidou o político peruano para visitar o Brasil antes da posse, marcada para 28 de julho.
Dilma parabenizou e desejou sorte ao presidente eleito, que venceu Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori.
Segundo o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, Humala confirmou a visita ao Brasil.
“Estamos satisfeitos. A tendência é de que ela [Dilma] vá para a posse do presidente [eleito do Peru]. Problemas podem ocorrer, mas a tendência é esta”, disse Garcia.
“Ela falou com ele [Humala] rapidamente, estava muito emocionado e muito animado. Em princípio, ele aceitou vir ao Brasil como presidente eleito.”
Pelos dados Instituto Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) do Peru, Humala obteve 50% dos votos apurados, enquanto Keiko ficou com 49%.
Em visita a Brasília, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também parabenizou Humala. Chávez disse que não conseguiu falar por telefone com o peruano, mas, do Brasil, desejou boa sorte a ele.
“Estamos daqui parabenizando o presidente [eleito] do Peru, que está em pleno amanhecer de uma nova era, como diz Rafael Correa [presidente do Equador]”, afirmou Chávez.
Fonte: Agência Brasil
Franco Atirador diz:
07/06/2011
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GLEISI HOFFMANN (PT-PR) NA CASA CIVIL
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A ÉTICA VENCEU O ABUSO DO PODER ECONÔMICO
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Fabio Passos diz:
07/06/2011
É muito bom para toda a AL.
Seguramente as oligarquias locais vão tentar derrubar Ollanta... assim como tentaram em todos os países do continente que ousaram dar um grito de independência e justiça.
Fundamental será atuação do Brasil e demais países da AL pelo respeito a democracia.
Amauri diz:
07/06/2011
Momento de lucidez no governo Dilma= fora Palo$$i e acertadamente dentro Gleisi.
Amanhã veremos na taxa selic se foi apenas um espasmo, ou se o governo esta de fato recobrando a razão.
Mirabeau Bainy Leal diz:
07/06/2011
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DESENCANTO NO HEMISFÉRIO NORTE-OCIDENTAL
Eleições Legislativas em Portugal: ABSTENÇÃO DE 41,1%
QUANDO OS PARTIDOS E OS PRÓPRIOS POLÍTICOS CAEM EM DESCRÉDITO,
ACONTECE ISTO: A MAIORIA É ELEITA PELA MINORIA DE DIREITA
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DN PORTUGAL
ELEIÇÕES
Abstenção é de 41,1%
por DN.pt e Lusa05 Junho 2011
Abstenção ultrapassou a das eleições legislativas de há dois anos e é maior de sempre.
Apuradas todas as freguesias, a abstenção oficial foi de 41,1%.
Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE) estavam inscritos 9.429.024 eleitores, tendo votado 5.554.002.
Em 35 anos de eleições para a Assembleia da República nunca tinha sido registada uma abstenção tão alta.
A taxa de abstenção em eleições legislativas tem vindo a aumentar em Portugal desde o primeiro sufrágio universal livre do género, há 36 anos, quando escassos 8,34 por cento dos eleitores não se deslocaram às assembleias de voto.
O número de abstencionistas tem vindo a crescer exponencialmente até aos 40,32 por cento registados nas últimas Legislativas, em 27 de Setembro de 2009, desde esse primeiro ato eleitoral, então para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975.
Só em três ocasiões se verificou um ligeiro abrandamento da tendência, em 1980, 2002 e 2005, respectivamente quando a coligação Aliança Democrática (AD) - constituída pelo PPD-PSD, o CDS e o Partido Popular Monárquico -- venceu pela segunda vez, com maioria absoluta, assim como no triunfo do PSD de Durão Barroso e na primeira maioria absoluta do PS, com José Sócrates.
A AD teve 44,91 por cento dos votos, à frente da Frente Republicana e Socialista (PS, União da Esquerda Socialista e Democrática e Acção Social Democrata Independente), que obteve 26,65, e da Aliança Povo Unido (PCP, Movimento Democrático Português/Comissão Democrática Eleitoral), com 16,75.
Íntegra em:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1870867&page=-1
Franco Atirador diz:
07/06/2011
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O NEOLIBERALISMO TRANSFORMOU
O NOVO MUNDO NUM VELHO MUNDO
E O VELHO MUNDO NUM MUNDO VELHO.
E, AO OLHAR PARA A AMÉRICA DO SUL,
UM MUNDO DESILUDIDO DO MUNDO
COMEÇA A ENXERGAR OUTRO MUNDO
POSSÍVEL DE JUSTIÇA SOCIAL.
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diego santos diz:
07/06/2011
O grande problema da pseudo esquerda brasileira ,é que ela naum consegue distinguir o certo do errado.A guinada do pt à diereita ajudou bastante nesse processo de alienação.
luiz pinheiro diz:
07/06/2011
Agora estamos em 8x2 no continente.
Coutinho diz:
06/06/2011
A América Latina está avançando, lentamente, mas está. Se não podemos dizer para um campo popular de esquerda, ao menos para um campo popular de centro-esquerda e, o mais importante, dentro da democracia!
Também gostaria que as transformações sociais fossem mais rápidas, mas...
No Brasil, acho que algumas coisas têm que ser corrigidas: Paloci não dá! Basta de escolher ministros que só dão munição para o PIG e para os debilitados demo-tucanos.
Mais, acho que está mais que na hora de conter a presença de multinacionais em nosso Pré-Sal. Essa reserva é nossa ou não?!
De mais a mais: Viva o Peru!
E que venha o México ano que vem!!!!
Mirabeau Bainy Leal diz:
06/06/2011
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O Brasil de Lula é um dos países que passou a ser um importante paradigma para os povos de vários países
que sempre foram desprezados e explorados pela International Community, sob às ordens dos Estados Unidos da América do Norte.
O não alinhamento com os EUA e com o Consenso de Washington, já faz algum tempo, começou a produzir frutos.
Os pobres do mundo inteiro estão se conscientizando que a pobreza não é uma condição eterna,
e, o que é mais importante, estão acreditando, cada vez mais, que é possível mudar a sua própria situação de pobreza.
HÁ ALGO PARA ALÉM DO NEOLIBERALISMO E DA EXCLUSÃO SOCIAL!
UM OUTRO MUNDO DE IGUALDADE E SOLIDARIEDADE É, SIM, POSSÍVEL !
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Francis diz:
06/06/2011
Amauri, procure estabelecer as grandes diferenças entre o PSDB e o PT e muito provavelmente encontrará parte da resposta.
Edu Montesanti diz:
06/06/2011
Amauri, essas suas perguntas foram as melhores que já li/ouvi nos últimos 25 anos!! Acrescentemos a elas: Por que enquanto Equador e Venezuela expulsaram diplomatas norteamericanos após revelações WikiLeaks, e antes a Bolívia o expulsou por sabotagem, Lula não tomou atutide nenhuma e ainda desconversou quando perguntado por jornalistas sobre as revelações, dizendo que se trata de algo desiportante? Por que teme mais revelações no futuro, já que seus homens diretos engraxavam os sapatos dos lords norteamericanos em encontros secretos?
AMAURI diz:
06/06/2011
PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR:
Porque nove anos de "esquerda" os criminososo do regime militar não foram julgados e condenados como outros países na AL?
Porque Jobim e Palocci continuam ministros e eu diria porque foram "escolhidos"?
Porque um governo que se diz de esquerda está privatizando tanto e até a BP vai explorar o pre-sal, no mínimo os americanos vão exigir que ela faça um vazamento de petroleo aqui?
Porque a Dilma adotou uma agenda 100% NEOLIBERAL?
Porque o Brasil emprestou dinheiro ao FMI?
pORQUE MAIS DE TREZENTOS BILHÕES DE DÓLARES EM RESERVAS INTERNACIONAIS, COMPRDOS COMM DOLAR CARO AGORA VALE UMA MISÉRIA E CAINDO?
Porque os juros exorbitantemente mais altos do mundo sobem todo mes mais ainda?
Porque o governo brasileiro tem que obedecer o FMI?
Porque o Brasil não pode crescer mais de 4,5% ao ano?
Porque o Brasil tem que ser "fachineiro dos americanos no HAITI?´
Porque o governo brasileiro não piou mais nada sobre o ACENTO PERMANETE NA ONU?
Porque o governo brasileiro se absteve de votar sobre a intervenção da OTAN (diga-se imperialismo) na Líbia, sendo que deveria ter votado CONTRA?
Porque o ministro Celsoverdadeira no Brasil, CHUTARAM A LATINHA DELE?
Amorim foi substituido, sendo o melhor do mundo em todos os tempos?
Porque quando o Cristovão Buarque quiz fazer uma educação verdadeira no Brasil, chutaram a latinha dele??????
Cláudio Abrahão diz:
06/06/2011
roberto solis, os erros históricos não se corrigem com decretos, mas com política. Não se trata aqui de ou Chile, ou Bolívia, dois povos irmão filhos da mesma América Latina. O Brasil, se se colocar contra um, a favor do outro, incorrerá em novo erro. As decisões políticas são para serem tomadas por homens de virtù, no momento em que a fortuna lhe sorri. Este momento se aproxima mais com a chegada de Ollanta ao governo do Perú, país de outro povo irmão. Um conflito entre latinoamericanos, ainda mais nessa conjuntura, só interessa à burguesia e ao imperialismo. Nosso caminho e nosso futuro estão atados. Seremos uma só pátria. Venceremos!
Cláudio Abrahão diz:
06/06/2011
Quero antes de mais nada dizer da minha alegria por estar vivo neste momento em que a A.L. "despierta de su sueño embrutecedor", como previu o Comandante Guevara em seu discurso na ONU. Tal despertar foi inúmeras vezes tolhido à baioneta - algo do que, embora seja hoje mais difícil ocorrer - como visto em Honduras e pelas manifestações fascistas em nosso próprio país, não estamos absolutamente livres. Entretanto, é necessário reforçar o sentido de que a efetiva democracia e a liberdade de expressão devem ser preservadas a qualquer custo, sob pena de nos perdermos mais uma vez no caminho. Há que se prosseguir a luta contra a mentira dos meios de comunicação em seu desespero para se manter como partido político e porta-voz da direita dona da vida e da morte. Não devemos cair novamente na tentação do fascismo, pois este existe para engendrar e manter a mentira e a infelicidade e a nossa luta é pela vida, pela justiça e pela verdade e a verdade é que é sempre revolucionária!
Francisco Moralez diz:
06/06/2011
Ridículo ver setores da mídia tupiniquim tentarem ajudar a Famíglia Fujiro Natoyota Pronipon. Ontem o portal Terra veiculou estúpida matéria sobre a origens niponicas da candidata. Não acredito que com isso tenham garimpado algum voto de peruano vivendo no Brasil, ou motivado parentes nisseis a ligarem para o Peru pedindo voto prá Kako. Esta filhinha de ditador neoliberal vai continuar visitando papi na prisão; só que agora numa prisão de verdade, e não num quartel policial transformado em comitê eleitoral da candidata. Também Obama e o maridinho estadunidense da candidata não poderão comemorar na Casa Branca a vitória de Kako com o Peru frito no dia de Ação de Graças.
roberto solis diz:
06/06/2011
A eleiçao do Ollanta terminou com a pretensao dos EE.UU. e de sua marioneta o Chile, de formar seu clubezinho separado contra o Brasil. Me permito utilizar esta tribuna, para solicitar a nossa presidenta Dilma Rousseff, para que na OEA, amanha apoie a saida maritima da Bolivia, que o Chile nao deixa faz 132 anos de inuteis conversaçoes dilatorias por parte de Chile. Em 1879, quando a Bolivia perdeu as suas costas no Pacifico, ela era um estado semi feudal, por isto foi facilmente derrotada. O Chile nao atacou a Argentina, porque esta era e é mais forte, e decidiu avançar na moleza... O Brasil indiretamente apoiou a agressao, porque nao deixou a Argentina entrar no conflito. Chego a hora de corrigir o erro apoiando a Bolivia?
Acredito que convem ao Brasil ter um bom relacionamento com a Bolivia, porque esta tem o corredor bioceanico, que vai nos dar saida ao Pacifico, para comerciar com o Sudeste Asiatico.
Susana diz:
06/06/2011
UNASUL se fortalece! Europa poderia aprender de nossa experiência, ou pensam repetir tudo de novo... Não dá pra entender...
JOSUÉ PINTO diz:
06/06/2011
No conteúdo: bom derrota neoliberal.
Mas e no Brasil? Será que Dilma não é neoliberal? Pré-Sal para a BP, que emporcalhou o Gollfo do México e seu(dela) nome; privatização de aeroportos, de estradas; corte de orçamento; inflação acima de tudo; quebra de cotrato com os funcionários, que ficam sem reajuste e sem data base; subindo todas as tarifas de serviços públcos e acabando com o plano da banda larga da Telebrás, com ganhos enormes para as ineficientes e ineficazes teles, as oi e claro, vivo da vida.
Fernanda diz:
06/06/2011
Foi uma campanha suja da direita, apoiada fortemente pelos meios de comunicação do Perú (e de todo o mundo).
E mesmo que esses digam que a vitória foi "apertada" ou que Ollanta "se declarou presidente", o povo deu a vitória a GANA PERÚ, apesar da campanha suja.
O resultado nas eleições de 2011 (com 91.387% % das atas processadas e 87.809% contabilizadas): GANAPERU | Ollanta Humala: 51.253% e FUERZA 2011 | Fujimori: 48.747%
antonio moraes diz:
14/06/2011
É inacreditavél que - Keiko - filha de um ditadorsanguinário, corrupto e fascista seja candidata e, ainda, com votação tão expressiva.
Sobre o poder da elite, O genial Machado de Assis, ja ressaltava em uma cronica de 186.. que com regime imperial ou republicano o que impera é o poder da Oligarquia Absoluta.
Como diria Jose Saramago, a realidade mais uma vez superou a ficção.
È impressionante como a midia aliena coa parte das pessoas e elas se comportam como um louco que apoia o seu algoz.