Quinta-Feira, 22 de Junho

27/09/2014 - Copyleft

A virada

A candidatura da Marina ainda pode se recuperar, embora seja difícil. Porém, o que se pode dizer é que o projeto com que foi lançada sua candidatura, fracassou.

por Emir Sader em 27/09/2014 às 05:39



Emir Sader


Ou é a politica social, imbecis!

A candidatura da Marina ainda pode se recuperar, embora seja difícil. Porém, o que se pode dizer é que o projeto com que foi lançada sua candidatura – o envoltório, a equipe, as posições – fracassou.

O efeito inicial foi fulminante: nova política, superando a dicotomia entre PT e PSDB e entre esquerda e direita. Um ar fresco que se aproveitava da saturação das denúncias – de corrupção, de terrorismo econômico, entre outras. No início sua imagem não tinha praticamente nenhum tipo de rejeição, parecia um anjo que vinha dar um novo alento ao país.

O acidente de avião – provocado ou não – parecia coincidir com um timing perfeito, para que uma operação com o forte tom emotivo da morte de Eduardo Campos, pudesse ser revertido. De 13 de agosto até 5 de outubro – menos de dois meses -, para que um adversário atônito pudesse se readaptar às novas condições, extremamente desfavoráveis para quem ficava na defensiva, perdia a iniciativa e tinha que se mover em um cenário novo, despolitizado, que deslocava os temas centrais da campanha da Dilma – as realizações do governo, as políticas sociais.

A transferência maciça e rápida de votos do Aécio para a Marina confirmava o que foi claro desde o começo da campanha: o candidato da oposição era quem tivesse melhores condições de derrotar o PT. Aécio foi um instrumento que se esgotou, Marina o substituía com vantagens eleitorais evidentes.

No final de agosto, Marina assumia a liderança nas pesquisas, como um tsunami, abrindo 10 pontos na frente no segundo turno, com a pretensão de vencer no primeiro turno. Dois meses depois do lançamento da sua candidatura a presidente, ela foi perdendo força, até que a Dilma assume a liderança também no segundo turno.

O diagnóstico da oposição é de que tudo seria fruto da desconstrução da Marina pelas críticas do PT, que o medo teria triunfado. Na realidade, uma análise do tal do medo revela a verdadeira causa da virada da Dilma: a defesa das políticas sociais, colocada em risco pela política do grande ajuste fiscal anunciado, complementado pela independência do Banco Central, que seriam tiros mortais na prioridade das políticas sociais. Não à toa foi no nordeste onde a Marina mais perdeu votos – 9 pontos – e a Dilma mais ganhou – 6 pontos -, ali onde as políticas sociais mais diretamente transformaram a vida das pessoas.

Um medo realmente existente, pelo retrocesso que as promessas e a equipe da Marina representam. A liderança da Dilma em lugar onde não havia triunfado antes – em todos os estados do sul, por exemplo -, se deve ao sucesso das políticas sociais implementadas desde 2003. Por isso a liderança da Dilma – hoje generalizada, incluindo os setores jovens – é mais acentuada entre os pobres, nas regiões que antes foram mais marginalizadas, como o nordeste e o norte do Brasil.

Esse clima ajuda a disputas renhidas nos estados, como no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Ceará, alterando o quadro desfavorável, até aqui, nas eleições regionais. Um quadro que deve ajudar também a aumentar a bancada parlamentar da esquerda.

Tags: Política





Rui - 30/09/2014
Brilhante Orlando, essa turma que se acha esquerda combativa, mas só fica dando bom dia a cachorro, é chata pra caramba, e se prestam na verdade à extrema direita.


luiz cezare vieira - 30/09/2014
Quando o jovem jornalista Mário Vargas Losa perguntou ao escritor Jorge Luiz Borges " o que é a política para você, Borges", recebeu uma resposta bem borgeana: "é uma das formas do tédio". Tendo a concordar com ele quando me deparo com a miséria eleitoral do Brasil. Mas isto é a política, diriam os maquiavélicos, a luta encarniçada pela conquista ou manutenção do poder e todos os meios são válidos, mentiras, falsas acusações, sempre a mesma ladainha. Tudo menos um debate substantivo, um projeto para o Brasil, levando em considerações a macroeconomia internacional, os malefícios do capital financeiro, meio ambiente, as reformas profundas nos três poderes, o tipo de democracia, de república, enfim uma pauta que dialogasse com os brasileiros que saíram às ruas exigindo um pacto social que elimine o fosso entre poder e sociedade. Estamos é mergulhados na realpolitik que nivelou os partidos e as práticas políticas. Ninguém duvida das conquistas sociais do governo e Dilma deve ganhar as eleições em função disto, mas a política continuou a mesma, o Estado e suas instituições decadentes estão intactos. O dinheiro, privilégios e os pequenos interesses dão os tons da cena política. Não concordo também com a demonização de Marina, uma valorosa militante de causas nobres, como o meio ambiente, uma petista que fez história pessoal e coletiva. O debate deveria se ater a questões programáticas (independência do Banco Central, diluição da esquerda e da direita) e não resvalar para agressões pessoais. O que não é o caso do artigo do Emir. Enfim, acho o debate eleitoral muito pobre num momento histórico importante, grávido de um novo projeto civilizacional. .





roberto danunzio - 30/09/2014
Uai, Orlando, minha esquerda seria esquerda, o que mais, ela receberia as minorias sexuais não para conversar apenas e posar para a foto, mas para agir no sentido de proteger estas minorias. Esta minha esquerda,claro, negociaria com os grandes poderes, claro, não há horizonte para uma ditadura do proletariado, não sou assim tão burrinho, viu? Já dei o exemplo, mas repito, minha esquerda construiria Belo Monte para agradar os coronéis Lobão e Sarney, para beneficiar grandes empreiteiras e transnacionais do aço e do alumínio de olho em Carajás, mas o faria através de uma licitação bem amarrada que exigiria em detalhes as contrapartidas para os povos afetados pela obra. Procure se informar, não é assim que está acontecendo. Minha esquerda jamais mandaria a Força Nacional para lidar com estas questões, vide aí a morte de um índio Munduruku que protestava contra as estimativas para novas obras no Tapajós (ficou sabendo disto? Há muitos outros exemplos, se informe). A minha esquerda faria uma coisa que qualquer esquerda faria com a maior naturalidade, tanto que até o PSDB fazia, minha esquerda se assentaria com os funcionários públicos federais em greve para negociar reajuste salarial e melhores condições de trabalho (não sei se você sabe que quem define política salarial deste pessoal é o governo federal, sabia?). Ao contrário, o PT tem usado a cooptação das centrais e todo tipo de jogo sujo contra sindicatos independentes e servidores em greve, poderia te dar centenas de exemplos destas táticas sujas pois leio muito os jornais dos sindicatos: Universidades Federais, Iphan, Ibama, Ibge, Judiciário Federal, todos já sofreram com esta turma pesada de ex-sindicalistas do PT, que estão desenvolvendo a técnica de dobrar a espinha do trabalhador e estão ensinando esta técnica para a direita propriamente dita. Deu para entender, companheiro, tenho repetido tanto porque você e outros não entendem nunca, jamais falei aqui em impor por decreto o socialismo, repito sem cessar, estou apenas falando de coisas singelas tipo negociar com o trabalhador, um mínimo que se poderia esperar de um partido dito de esquerda. Agora se você acha que servidores, aposentados, índios, quilombolas, sem terras, minorias sexuais e outras não fazem parte da sociedade brasileira e não deveriam ser tão bem tratados como os empresários que são convocados para reuniões no planalto, água mineral para todos, e depois basta voltar para o escritório e esperar a isenção de imposto através de uma simples canetada que parece não afetar em nada a tal governabilidade, enfim, se você acha que esta política é de esquerda, parabéns, meu caro, respeito sua ingenuidade. Entendeu agora, ou vou ter que voltar a bater na tecla?


Orlando F. Filho - 29/09/2014
Como esse danunzio é chato, sô. Putz que samba de uma nota só. Então, caro amigo, trace o perfil da sua esquerda, ela seria marxista clássica ou por acaso teria um toques de anarquia com Prodhon. É muito fácil falar em esquerda combativa mas não fala que tipo de filosofia teria essa "esquerda combativa". Ora, por favor, ficar posando só de pedra é muita fácil. Proponha alguma coisa, cara. Os sindicatos não precisam da concordância do governo pois existe uma justiça trabalhista que está aí para resolver os problemas cara. O governo tem um orçamento aprovado pelo congresso e tem que trabalhar com esse orçamento. Putz, é incrível como tem uns caras que não conhecem os mecanismos do poder. Só prá tem lembrar: existem três poderes, viu


venceslau alves de souza - 29/09/2014
Pois é, professor! Agora os Setúbal, Brandões, Salles e todos os banqueiros já podem se acalmar, pois seja com uma ou com outra, seu lucro estará garantido; ao contrário daquilo que previa o americano Armínio Fraga, aliado de sempre do Tucanato. Estes últimos queriam trazer o Bank of America para hegemonizar seu poderio também entre nós, colocando em perigo os lucros dos bancos "nacionais". Agora estamos tranquilos; os 39% de lucro ao ano dos bancos tupiniquins estão garantidos!


Ivan Cunha - 29/09/2014
Resumindo: Marina morena você desbotou.



Orlando F. Filho - 29/09/2014
Caro wenceslau. Os banco vão continuar lucrando porque O BRASIL É UM PAÍS CAPITALISTA, OK. Putz, será que é tão difícil entender? Se um dia o brasil tornar-se um país socialista, talvez os banco lucrem menos, Por favor, parem de colocar o culpa no PT pelo lucro dos bancos gente. Pesquisem e veja há quanto tempo os principais bancos existem. Quanto analfabetismo político. Ou vc acha que na europa, eua, enfim os bancos também não tem lucros enormes? Olha, tem certos momentos que chego a perder a paciência com pessoas que leem mas não conseguem entender o que estão lendo. Vamos usar nossos neurônios para raciocinar em alto nível, tá


roberto danunzio - 29/09/2014
O Emir está certo quando diz que devemos aumentar a bancada de esquerda. Apenas uma correção, devemos fortalecer uma esquerda combativa, de oposição ao PT. Se esta esquerda crescer, o leitor vai ver o PT trabalhando para isolá-la, como já faz em relação aos sindicatos independentes e combativos. O PT é um opositor das esquerdas combativas muito mais feroz do que o PSDB e produtos similares, Deus os tenha. O PT odeia mortalmente uma oposição à esquerda porque é uma oposição de princípios, enquanto a oposição à direita é uma oposição de interesses e interesses um dia estão opostos, outro dia estão congregados. A reforma da previdência que o PT impôs ao funcionalismo público, por exemplo, contou com muitos votos do PSDB, todos unidos contra o trabalhador, e isto está acontecendo com muito mais frequência do que o leitor suspeita, porque a Carta Maior não toca neste assunto delicado.


Rui - 28/09/2014
Muito boa a análise, mas acredito que não prevalece somente a lógica utilizada na reportagem, embora não tenhamos como medir, acredito que as pesquisas que deram a Curupira lá em cima, são produzidas com as famosas perguntas que acompanham as pesquisas, induzindo ao que se quer como resposta, o PIG é especialista nisso, é só mais uma tentativa de manipular as eleições, entre tantas, como não há como confrontar com a realidade das urnas, os institutos fazem o que querem, porém ao se aproximar a hora da verdade, para que não fiquem totalmente desacreditado, começam os ajustes falando em reação, forte queda, etc. Como já desistiram da Curupira, estão tentando um último suspiro ao tucano de nariz grande, mas o boca de urna vai dar o que nunca duvidei, Dilma muito a frente, confesso que cheguei a temer por um segundo turno, mas agora com a farsa esclarecida, voltei a acreditar que vai dar Dilma já no primeiro turno. Lembrem-se, que em todas as eleições, nas pesquisas do PIG, o PT só reage no final, embora seja o único partido com militância consciente, quem acredita nisso?


Almeri Espindola de Souza - 28/09/2014
Se não houvesse uma massiva pressão por parte desta mídia comprometida com o capital, e não houvesse propaganda política, as pessoas, estas que hoje tem casa, tem comida na mesa e seus filhos tem escola, tem faculdade...estas garantiriam a manutenção do governo do partido dos trabalhadores. O que faz estes milagres de uma Marina parecer o milagre que todos desejam (que todos) é a mídia que quer que mude-se o que está sendo feito. Par o povo deve continuar. Minha esperançá é a de que quem vota é o povo


Izildo Corrêa Leite - 27/09/2014
Raciocínio perfeito, caro Emir Sader.



Se, neste momento, as parcelas da população secularmente deixadas de lado pelos governantes brasileiros nada tivessem a perder, nenhuma propaganda política que as alertasse sobre riscos teria qualquer chance de funcionar. Mas há, sim, conquistas fundamentais que poderiam ser perdidas, a depender do resultado das eleições que se aproximam. Em 1999 (portanto, no período FHC), o desemprego atingia 10 milhões de brasileiros (chegando a taxas superiores a 20% em algumas regiões metropolitanas). O dado mais recente do IBGE sobre o assunto: taxa de desemprego em 5%, mesmo diante da atual situação de crise internacional. O salário mínimo vale hoje 72% mais do que quando chegou ao fim o segundo mandato de FHC. Com o programa Mais Médicos, 50 milhões de pessoas que nunca tinham tido acesso ao sistema de saúde passaram a contar com essa cobertura. O Bolsa Família, ainda que precise aumentar o valor das transferências às famílias pobres, foi um dos fatores que possibilitou a melhoria da alimentação no País, melhoria essa reconhecida recentemente pela ONU. Precisa dizer mais?


Marcia Camargo - 07/10/2014
Vejamos: A "nova política" recebeu sua pá de cal, com a "decisão" da Executiva da Rede de Marina de apoiar Aécio, atropelando a própria. Rendição incondicional? Seria trágico se não fosse cômico. Mas me explica: se Marina não transmitiu votos para Campos, que faleceu com 11%???? pq transmitiria para Aécio????


Marcia Eloy - 05/10/2014
Luiz Cesare

Quando três pessoas se juntam é difícil as três pensarem do mesmo modo, imagine em um país da extensão e população do Brasil. Nem em uma família as pessoas pensam iguais e em muitas há brigas horríveis. A política é exatamente o espelho de uma sociedade e de um povo. Não vejo em outros países níveis melhores em uma eleição eleitoral, isto porque as pessoas de hoje vivem muito o presente, não tem tempo para nada, leem pouco, trabalham muito, se estressam muito. Achei o último debate bem razoável e ainda mais que os temas eram dados pela emissora, com exceção do pastor e do tal de Felix.


Antonio Elias Sobrinho - 03/10/2014
Algumas diferenciações com relação aos governos anteriores são evidentes, que dá, com alguma dificuldade, para se caracterizar os governos do PT de esquerda.

Uma esquerda muito moderada e cautelosa, mais afeita a busca de uma estratégia de governabilidade, em composições pelo alto do que com os de baixo.

É difícil se imaginar, num país imenso e heterogêneo como este, até que ponto a corda pode ser esticada no sentido de mudar o rumo das coisas.

De qualquer maneira, o que podemos constatar, é que esses governos, considerados populares, nunca tentaram, seriamente, romper esse círculo vicioso, procurando um enfrentamento com qualquer setor significativo das classes dominantes, mesmo apanhando sistematicamente deles.

Essa cautela em demasia é um aspecto importante que tem provocado uma irritação em amplos setores progressistas que só não debandam porque não veem nenhuma alternativa razoável.

Aquele susto que a Marina nos pregou e que não está ainda resolvido, é uma sinalização clara disso. Ela só não emplacou porque, quando procuraram ver direito, perceberam que era um engano.


roberto danunzio - 03/10/2014
"Bom dia para cachorro"..."chato pra caramba", parabéns Rui pelo alto nível da discussão.


Rodrigo Ricoy Dias - 03/10/2014
Danunzio, ler seus lúcidos comentários é um alento em meio a um discurso de defesa do governo que se dissocia da realidade. Por vezes imaginamos que a crítica ao governo se resume aos argumentos dos conservadores e neo liberais de um lado e à utópica extrema esquerda de outro. Contudo, venho sustentando desde o primeiro governo Lula que o PT NÃO É a esquerda no poder, e seus comentários vem ao encontro dessa tese. E isso não apenas pela reiteração das práticas fisiológicas duramente criticadas pelo partido antes de chegar ao poder, ou a associação a Sarneys e quejandos, mas a práticas em favor do grande capital e contra os trabalhadores, tão bem descritas nos comentários que postou.


Orlando F. Filho - 02/10/2014
Olha danunzio ja'que vc me chamou de burro ao dizer se eu entendi. Então vamos falar de política, ok vamos ver we vc manja mesmo de política. Não sei se vc conhece o livro "Salário preço e lucro" de karl marx, ou "A sagrada família" de marx e engels ou "A miséria da filosofia" onde ele critica Proudhon(não sei se vc sabe quem foi Proudhon). Tudo o que vc escreveu sobre "a sua esquerda" é uma farsa e vc, na minha modesta opinião, não passa de um analfabeto politico pois já diz Bertold Bretch "O pior analfabeto é o analfabeto político". Vc ao dizer "minha esquerda" realmente nem sabe do que fala, pois hoje em dia até meu filho fala em "ditadura do proletariado" sem nem saber direito o que é, como é o seu caso. Acho que não sabe o que fala é vc e ainda que vc não é presidente da república, pois estaríamos fritos na sua mão. Eu já fui da CS(Convergência Socialista, já ouviu falar) que era muita mais radical do que o PT(hoje muitos estão no PSTU) mas eu pelo menos optei por uma esquerda racical ao contrário de vc que fica só no bla bla bla, papo furado.


roberto danunzio - 02/10/2014
Brilhante Rui, seu pensamento é de uma profundidade constrangedora.


Hélio Trindade - 02/10/2014
É importante salientar que os programas sociais do tipo bolsa-família, ou de renda mínima, são invenções das Universidades norte-americanas da Escola de Chicago. Saíram do PSDB e caíram no colo do PT. Não são programas da "esquerda". Estudos indicam com clareza que o pouco de distribuição de renda que ocorreu no Brasil, não foi por conta desses programas, mas sim por causa da elevação do salário-mínimo. A distribuição de renda desses programas foi pífia e na realidade, a renda se concentrou mais ainda! A Senhora Campello teve um "faniquito" com os relatórios do TCU, que mostravam o fracasso dessas políticas e que apontaram problemas graves na auferição de dados do Bolsa-família, que causariam imprecisões sobre os resultados e o alcance desses programas sociais.. Infelizmente, assim como a Sra. Kirschner, ela deveria saber que não se deve brigar com estatísticas. Esses programas apenas amenizam os efeitos colaterais do capitalismo, como um band-aid, mas não vão no cerne do problema, que é a exploração co capital x trabalho. O PT, o PSB e o PSDB são blocos de poder da burguesia, fatias da burguesia disputando o poder entre si. Não existe nenhum partido de esquerda nessa disputa!


vicente torres mourão - 02/10/2014
O que nos livrou de marina o não conhecimento pessoal das propostas de governo empurrados goelha abaixo pelos Chicagos Boys e pela Neca Setubal e pela Cia a ela Que ela só foi entender depois da reação dos desenvolvimentistas , pelos que são contra uma sociedade de mercado, dos católicos e dos beneficiários dos programas sociais


Orlando F. Filho - 02/10/2014
Danunzio vc deve ter problemas de letura. Eu não disse que vc pe burro, disse que vc pe chato. Pior vc falou da "sua esquerda"!!!!!!! Diga vc seria marxista=leninista? E por falar em lenin até ele teve que fazer concessões para govern ar. Será que vc algum dia leu o livrinho "O que fazer" dele? Se tivesse lido saberia que ea não publicou os tratados secretos do tzar com a alemanha e não saiu da guerra. Convidou trotisky, seu adversário polico, para organizar o exército vermelho, ok. Sabe, nem sei pq estou perdendo meu tempo com vc, pois um cara que diz "a minha esquerda" não tem a mínima noção de nada. O PT fez um excelente trabalho no governo, mas vc só está interessado em jogar pedras no partido porque ele não aplicou os métidos da "esquerda radical". Vc foi perseguido na ditadura? Minha família foi, meu pai foi preso e a Dilma também foi torturada para hoje todos nós pudessemos ter o direito de criticar quem quisermos sem tortura, sem prisões. Agora, quaisquer problemas num governo, temos a justiça e a polícia para investigar. Querer culpar dilma diretamente pela morte de um índio é um absurdo. Ela é responsável porque foi ordem dela, mas duvida que ele tenha dito "kill the sun of bitch". Por favor danunzio, pare de encher o nosso saco com esse seu sambinha de uma nota só e vc diz que ainda é músico, cara. Toque uma coisa diferente ou vc não sabe. You're a fucking bore


Fabio Passos - 01/10/2014
Retrocesso neoliberal? Mas nem a pau!

marina... você se vendeu.



Presidenta: Dilma - PT

Governador: Requião - PMDB

Senador: Gomyde - PC doB

Dep Federal: Dr Rosinha - PT

Depois Estadual: Toni Reis - PCdoB









Marcia Eloy - 01/10/2014
Sr. Venceslau

O senhor acha que ao banqueiros nacionais apoiam a Dilma? Eu tenho a ligeira impressão que não apoiam não. Não esqueça que a grande crise nos Estados Unidos, e que afetou o mundo todo, foi provocada pelos bancos americanos e imobiliárias.


roberto danunzio - 01/10/2014
Não Rui, brilhante é você que sempre encontra uma ofensa pessoal na falta de argumentos. É uma estratégia antiga, a estratégia dos tiranos, dos que pretendem vencer pela força. Você não é a favor que o PT se assente civilizadamente para conversar com o trabalhador do serviço público? Você tem alguma coisa contra esse expediente normal, previsto na Constituição? Você acha que não é hora de fazer avançar a luta das minorias sexuais? Você acha que a batalha dos povos indígenas é pequena demais para ser levada em conta neste momento? Estranho é que não estou falando nada demais, estou apenas reforçando a pauta de esquerda na falta de quem o faça em meu lugar. Nunca falei aqui em socialismo e repeti várias vezes que apoio alguns avanços promovidos pelo PT. Diga claramente, companheiro: porque eu seria um "coxinha" por defender uma pauta mínima de esquerda? Estou aguardando sua entrada no debate. O Luiz Cezare está corretísssimo quando fala no baixo nível das discussões. Basta alguém fazer uma pequena, levíssima pressão à esquerda sobre um PT acomodado na política institucional e lá vem a bordoada, o ataque pessoal. Vamos subir o nível, meus caros, se queremos mesmo algum avanço mínimo em algumas questões caras ao eleitor de esquerda, façam o favor. A não ser que queiramos que tudo se mantenha em banho maria. Ah! Vamos conversar depois das eleições. Ora, aí é tarde demais, não? A mim me parece óbvio que esta é a hora para este debate que só parece despropositado para quem age com as pulsões atadas aos punhos ao invés de pensar com a cabeça.

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