Quinta-Feira, 22 de Junho

20/09/2014 - Copyleft

Ecologistas vão para a direita na política

Os verdes, quando se destacam da esquerda, terminam, pela via da equidistância da esquerda e da direita, despolitizando-se e fazendo o jogo da direita.

por Emir Sader em 20/09/2014 às 09:04



Emir Sader


Originalmente as reivindicações ecologistas surgiram no seio dos partidos de esquerda, enriquecendo e ampliando suas plataformas. Na saída da estreita visão de que a resolução da contradição capital x trabalho resolveria a todas as outras, reivindicações de gênero, de etnia, de meio ambiente, vieram renovar a esquerda.

Mas esse processo afetou também os partidos tradicionais da esquerda. Alguns aderiram a variantes do neoliberalismo – como os social democratas ou nacionalistas -, outros foram diretamente afetados pelo fim da URSS – em particular os partidos comunistas. Nesse marco movimentos sociais e mesmo ONGs participaram ativamente da resistência ao neoliberalismo ascendente.

Com as novas temáticas e essas transformações no campo político-partidario, surgiram também novos enfoques teóricos, que passaram a se centra na “sociedade civil” em lugar de abordagens de classes sociais, com um forte viés anti-Estado, anti-partido, anti-politica. O próprio Forum Social Mundial foi organizado nesse movimento, proibindo a participação de partidos e se localizando no campo da “sociedade civil”.

O partido verde de maior projeção internacional, o alemão, protagonizou o caso mais significativo. Porque teve mais apoio eleitoral, ocupou cargos mais importantes – o de Ministro e Vice-Ministro de Relacoes Exteriores, com Joschka Fischer, de 1998 a 2005, no governo de Gerhard Schroeder – e aí pôde evidenciar mais claramente como realismo politico levou os verdes alemães a desempenhar um papel muito negativo. Fischer apoiou a todas as aventuras militares norte-americanas, incluídas todas as do governo de George Bush.

Na Franca, sem ocupar cargos de governo, os verdes, sob a liderança de Daniel Cohn-Bendit, se descaracterizaram completamente, até mesmo como força de esquerda. Aqui mesmo no Brasil, a imagem de Fernando Gabeira seguiu trajetória similar e ainda pior, tornando-se aliado estreito dos governos e candidaturas tucanas.

Não é portanto novidade que Marina Silva, aquela que parecia diferenciar-se dos outros lideres verdes ao fazer parte do governo de esquerda no Brasil, terminasse reproduzindo a mesma descaracterização. Seu passado verde já nem deixou marcar na sua plataforma atual – pro capital financeiro e pro capital estrangeiro. E’ apenas mais um exemplo de que os verdes, quando se destacam da esquerda, terminam, pela via da equidistância da esquerda e da direita, despolitizando-se e fazendo o jogo da direita.

Tags: Política





Angelo José Rodirigues Lima - 28/09/2014
Gostaria de estimular o Emir Sader, a fazer uma pergunta ao contrário:

Por que toda a esquerda tem dificuldade em assumir como importante a questão do desenvolvimento econômico aliado a sustentabilidade ambiental? Se antes, Ecologia era falar somente de plantas sem falar do ser humano, hoje está mais claro do que nunca, de que não se deve ser apenas desenvolvimentista, há um limite claro para isso. Mas e então, por que a esquerda, não assume a bandeira ambiental, pelo menos desta forma, como aliada ao desenvolvimento econômico?


Victor Emanuel Giglio Ferreira - 27/09/2014
Excelente e esclarecedora análise sobre o movimento verde, em nível mundial e nacional. Concordo com o Emir em tudo. Focando apenas nas questões ecológicas esses movimentos ambientalistas acabaram por se esquecer de que o principal vilão da humanidade e da natureza no planeta, que verdadeiramente financia as inúmeras e mais variadas devastações e poluições ambientais, é o grande capital financeiro privado - nacional e internacional - O SUSERANO DE TODOS OS CAPITAIS. Os verdes deixam de lado o foco principal da luta e se fixam apenas em alguns efeitos do sistema capitalista, como a devastação ambiental. A luta contra essa devastação não pode estar dissociada da luta contra o capital financeiro privado, pois esses problemas estão intrinsecamente ligados. Para ser verde genuinamente, deveriam estabelecer luta contra toda poluição e desmatamento, mas também pela estatização de todo o capital financeiro - bancos, que dão suporte a essa devastação e à continuidade do atraso social - uma das principais causas dos problemas ambientais. Não adianta combater somente os efeitos, temos que também combater as causas mais profundas dos problemas - o capitalismo. Infelizmente, grande parte dos movimentos ambientalistas pelo planeta acabou se convertendo em instrumento político da direita, bancada e controlada pelos banqueiros internacionais, que quer tão somente frear a perspectiva crescente de queda do capitalismo mundial.


Orlando F. Filho - 26/09/2014
Aviso aos navegantes: o presidente precisa ter maioria no congresso para governar e implantar suas idéias, ok. Além do mais, os povos da floresta, os quilombolas conseguiram suas terras pois foram à justiça buscar seus direitos. Ficar com esse pensamento paternalista que os "povos oprimidos" não sabem lutar por si mesmos, nossa que atraso, pensei que não existissem mais pessoas que pensassem desta maneira. Sabemos como funciona a política brasileira e só ingênuos radicais acham que as coisas vão mudar assim. O PT precisa manter seus avanços e, claro, procurar avançar nas conquistas. Mas não ver os percalços e colocar a culpa no partido é não conhecer a história e não ter lido o pequeno livro(peque no tamanho) de Lenin, "O que fazer?" onde ele expõe a prática da teoria. Lenin tinha simpatia pelo sistema americano de eleição, porque o que vale é o voto dos delegados, sendo que a última palavra é deles. Foi o que aconteceu na eleição de Bush quando o povo votou em outro mas os delegados escolheram bush pelos motivos já sabidos.


trofimena noschese fingermann - 26/09/2014
Na minha particular opinião (nada importante), o pessoal ecológico sempre foi de direita. Estiveram por um tempo incrustados na esquerda, onde era mais fácil penetrar com esse discurso mas, logo se debandaram para o "centro" ou seja, DIREITA COM SÍNDROME DE CULPA.

É simples assim.


Angelo José Rodirigues Lima - 25/09/2014
Considero um erro a forma generalizada de que "Ecologistas vão para a direita na política". Na política em geral, uns vão para a esquerda, outros vão para a direita, isto não é privilégio de quem é ecologista ou não. Além disso, para quem milita na área sabe que é necessário construir um novo modelo de desenvolvimento com forte aspecto na sustentabilidade social, econômica e ambiental e que certamente não é o modelo capitalista. No entanto, muitos dos países considerados socialistas, também estão degradando o meio ambiente com seus modelos. Portanto, a questão é que não temos um modelo que possa ser um guia e também por isso, alguns confundem e aí vem a pergunta: o que fazer?



Antonio Carlos - 24/09/2014
Sete bilhões de pessoas e ecologia, a conta não fecha; a esquerda querendo distribuir e a direita concentrar. àqueles que realmente lutaram pela sustentabilidade foram assassinados. Para outros é uma linda bandeira para se inserir na politica.


roberto danunzio - 23/09/2014
Orlando, diga-me explicitamente que você não está nem aí se a Dilma não se assenta para negociar salário e condições de trabalho com o funcionalismo, diga-me que não está nem aí para a situação de índios e quilombolas, diga-me que pouco se lixa para o retrocesso da reforma agrária e para o retrocesso no diálogo com as minorias sexuais. Engraçado, todas essas minorias não são também compostas de brasileiros e não é para essa gente também que a presidente governa? Então porque resolveu ignorá-los? Se eu for um industrial e peço de isenção de impostos para "manter empregos", não preciso ficar tomando sol, chuva e porrada de polícia para conseguir o que quero, sou convidado pela presidente em pessoa para ir ao planalto e me assentar numa grande mesa oval onde colocaram água mineral para todos. Dias depois, vem o decreto, sem nenhum problema com a governabilidade, determinando a isenção e fico todo feliz, lucro garantido. Agora, se for um trabalhador associado a um sindicato independente procurando ver cumprido um item da constituição (a data base do servidor público federal), tenho que enfrentar o sol, a chuva, a polícia, as manipulações sórdidas da CUT tentando minar o esforço de greve, a grande mídia demonizando o movimento grevista e o PT pegando carona nesta sujeira (pois nesta hora não reclamam do PIG), o próprio governo, cheio de ex-sindicalistas, usando todo tipo de tática suja para desmontar a greve, recusando-se terminantemente a negociar, algo que os panguás do PSDB nunca fizeram, embora agora já devam ter aprendido. Já afirmei diversas vezes que aplaudo o bolsa família, o crédito à agricultura familiar, o apoio às cooperativas, o modo como Haddad procura dialogar com os sem teto, mas você ignora, meu caro, quem é chato e repetitivo é você. Agora, quer que eu fique o tempo todo pedindo a benção a Lula e Dilma como fazem Saul e Emir? Então preciso que você me responda que está de acordo que os brasileiros que são os servidores, os índios, os ribeirinhos, os sem terra, as minorias sexuais, etc., são brasileiros especiais, que não têm direito ao diálogo e ao diálogo real, não o de fachada, para depois posarem todos para a foto publicitária, como fez a Dilma várias vezes depois das manifestações do ano passado. Diga, meu caro, explicitamente, se está de acordo com tudo isto, com toda esta tática suja de dar inveja a gente de direita, quero ouvir, vamos lá. Precisamos de argumentos, meu caro, e não de chantagem emocional. No que entra nisto tudo o fato de seus familiares terem sofrido com a ditadura? Argumentos, meu caro, posições claras, vamos lá, estou esperando.


Renato Luiz Menze - 23/09/2014
Um dos melhores sítios que já achei na 'net' para trazer-nos temáticas de altíssima complexidade e muito elucidativas. Parabéns.

No entanto, suas ponderações, Emir, entendo que o "homo-sapiens" quer saber somente da mais-valia, poder, dinheiro. Já não tem mais noção do porquê está aqui, o que veio fazer, o que quer, ser humano ou material??? Acharão, certamente, respostas a estas questões...!!! Grande abraço.


roberto danunzio - 22/09/2014
Seria bom de fato se os ditos verdes passassem a defender o verde (incluindo aí os povos da floresta, com seu riquíssimo patrimônio cultural) e seria bom se eles se unissem aos ditos de esquerda para defender o trabalhador. Agora, imaginem vocês um Lula, que nunca foi socialista, nunca defendeu a preservação ambiental, e hoje é o enviado especial dos latifundiários e das grandes empreiteiras à África, onde os tubarões estão procurando instaurar novos mecanismos de dominação sul-sul e para tanto estão necessitados de um porta voz de peso, que gosta de posar de defensor dos fracos. Informe-se, leitor, em outros sites mais isentos, para saber como os grandes interesses não se utilizam apenas de figurinhas fáceis como Alckmin e Aécio, nem apenas de promessas milagrosas, como Marina, mas de figurões assentados no poder estatal como existem hoje, aos montes, na liderança do PT, Brasil afora, depois de duas décadas de experiências administrativas que foram tendendo mais e mais para a direita, salvo raras exceções. Tarso Genro, por exemplo, que se diz à esquerda dentro do que chama a "esquerda democrática" do PT, atraiu para o Rio Grande do Sul uma empresa de sistemas de segurança israelense especializada em reprimir as populações palestinas. Pode ser que necessite do know how. Se por um acaso a filha dele estivesse a ponto de ganhar as eleições para presidente, e radicalizasse, Tarso não nega, estaria do lado das forças da ordem e não iria hesitar em usá-las pois vemos que está se armando contra a revolta popular. Procure se informar melhor, leitor, antes de cair neste conto da carochinha maniqueísta que Saul Leblon e Almir Sader repetem aqui sem cessar, tentando provar que os grandes interesses estão apenas do lado dos adversário político. A campanha do PT é financiada pelos mesmos sujeitos que sustentam as demais grandes campanhas, a turminha de sempre: banqueiros, latifundiários, industriais e grandes empreiteiras que atuam em cartel, se revezando, tem para todos e tem muito, grandes obras tiradas do limbo do governo militar, como Belo Monte, tudo feito a toque de caixa, com orçamentos estourando, passando por cima da natureza e dos povos nativos, sem diálogo, antes, com truculência, para beneficiar os consórcios construtores, a família Sarney, o avanço da soja e as indústrias do aço e do alumínio de olho nas reservas de Carajás, ali ao lado. De fato, não existem mais ecologistas dignos do nome nas altas esferas governamentais, assim como não existem mais esquerdistas dignos do nome, estes que sentam com trabalhador, índios, quilombola e sem terra para conversar, para ouvir, para negociar.


Celso Campos Romeu - 22/09/2014
Caro Emir, então não precisas ficar preocupado, porque será ao PT, porque quem custeia com juros subsidiados Friboi e Eike Batista só deve ser mesmo da DIREITA, NÃO E?


Patricio Melo Gomes - 22/09/2014
Excelente texto.

Contudo, não é de hoje que o chamado "movimento ecológico" tem um "discurso" avesso as "ideologias", transclassistas ou acima das classes sociais.

Por outro lado, não é novidade que a Sra. Marina Silva representante do "movimento ecológico", na campanha eleitoral de 2010, na qual obteve 20 milhões de votos, desempenho eleitoral virtuoso as expensas da crise da política. Por outro lado, dentro dos processos de crise da política, a preocupação ambiental ganhou destaque. E hoje pode ser retraduzida em termos de uma apaziguada consciência individualista ancorada em comportamentos "ambientalmente corretos" com o futuro do planeta, de tal modo que isto tem se mostrado particularmente atrativa para formação de grupos jovens para ação ambiental, como se pode ver sua forte presença entre voluntários e ativistas de grandes ONGs ambientalistas como Greenpeace, Amigos da Terra, World Wildlife Foundation (WWF).

Pior ainda, a Sra. Marina Silva representante do "movimento ecológico" teve o seu nome "exaltado" durante as chamadas "manifestações de junho do ano passado", situação emblemática destes tempo de crise da política, cuja potência de ação e de participação dispõe de um contexto de recepção atravessado pelas novas configurações da ação política, dentre outras:

- mediada por uma cultura individualista de maneiras de ser que restringe a participação ao espetáculo de subjetividades pré-moldadas, expostas a uma falsa arena pública como, por exemplo, no fenômeno dos "realities shows";

- ou nos apelos a uma "subjetidade fashion" remetendo o sujeito para dentro de si e para fora da política, acentuando o rumo de uma sociedade fragmentária e narcísica onde o vínculo social se enfraquece ou se liquefaz.

Então, dizer neste artigo que os "ecologistas vão para a direita" ou pautar um "consensualismo ecológico" que abarca todas as classes sociais é o de menos, muito pior mesmo são os "enfoque teóricos" centrados na "sociedade civil", ao invés de classes sociais, com "forte viés anti Estado, anti-partido, anti-política". Sob esta perspectiva, é muito preocupante e grave a que Sra. Marina Silva representante do "movimento ecológico" seja o estuário de reivindicações de manifestantes, os anti-partido, anti-política, aqueles mesmos que "enrolados na bandeira nacional, de que "meu partido é meu país", ignorando, talvez, que essa foi uma das afirmações fundamentais do nazismo contra os partidos políticos". Aliás, quem examina a questão é Marilena Chaui, em Teoria e Debate, "As manifestações de junho de 2013 na cidade de São Paulo, e a partir da qual, ainda, diz:

" Já vimos essas imagens na Itália dos anos 1920, na Alemanha dos anos 1930 e no Brasil dos anos 1960-1970"



Marcelo Machado - 22/09/2014
Dentro do paradigma capitalista não há alternativa para a manutenção do meio ambiente, seja direita, esquerda, social democracia etc. Entendam de uma vez por todas, não existe crescimento sustentável, crescimento infinito e sustentabilidade são coisas contraditórias, paradoxais. Somente após o fim do modo de produção capitalista é que se poderá haver um sistema socioeconômico de fato sustentável.


vicente torres mourão - 22/09/2014
Não tem em geral uma prática política de esquerda .. Ideológos e utopistas , Nada de ci^encia


Paulo Nascimento - 22/09/2014
Caro Emir, há tempos(uns três meses, eu acho) a navegabilidade do portal Carta Maior está péssima. Não se consegue mais clicar em uma matéria e abri-la por abas. Toda vez que acesso um artigo, tenho que voltar à pagina anterior para acessar novamente a pagina inicial. Isso torna a navegação no site e, a escolha e a leitura dos conteúdos selecionados muito demorada e pouco e dinâmica. Não sei quem é o responsável pela mecânica do portal e também não consegui um endereço de email para fazer a ressalva. Desculpe postar isso nos comentários, mas foi a única forma que encontrei de fazer a solicitação.

Por favor, arrumem isso!

No mais, parabéns pelo site. As matérias são excelentes, lúcidas e etc. Excelente jornalismo.



Atenciosamente,

Paulo Nascimento



Orlando F. Filho - 22/09/2014
Putz, como esse danunzio é chato!! Pô, o cara é samba de uma nota só meu. Fique, mister danunzio que os banqueiros, mesmo antes de surgir o PT, contribuem para TODOS OS PARTIDOS, OK através de doadores laranjas, digamos assim. Incrível como o cara não manja nada de política e fica batendo na mesma tecla. Pô, cara, abre um partido e pára de ficar falando sempre a mesma coisa, dizendo que o Lúla nunca foi socialista. Nossa, só contaram prá vc ou vc não sabe que sempre foi ligado às CEB's(Comunidades Eclesiais de Base) da Arquidiocese de São Paulo. Mas vamos falar do que interessa. É uma questão delicada porque quando constato que pessoas antes revolucionários, visionárias até, vá lá, regridem a tal ponto de aliarem-se ao que existem de pior na humanidade que são banqueiros, grandes capitalistas. Mas parece que tem uns botocudos aqui que não entendem, ou não querem entender, que um presidente governa para TODOS OS BRASILEIROS pois o Brasil não é um país socialista, nem comunista e o sistema econômico aqui é capitalista, capiche! Querer negar a importância de Lula ter sido eleito presidente por duas vezes e conseguir tirar da linha da misérias mais de 50 milhões de pessoas é, como diz o grande jornalista jorge kajuru, é ligar o computador mas não ligar o cérebro. Dilma tem um plano de governo e caso Marina ou Aécio consigam ganhar a eleição, voltaremos ao tempo do neoliberalismo das cavernas, o qual não é praticado nem nos eua. Ou será que os dados estão errados quando revelam que Dilma foi a presidenta que mais elaborou projetos, decretos para beneficiar a população oprimida? Ora, por favor, querer ignorar tudo isso, prá mim é uma estupidez e analfabetismo político. Filosoficamente sou bem mais radical que o PT, pois me pai já foi preso político, lutou contra a ditadura militar, quase morreu no doi-codi e aí vem esses "esquerdistas" radicais deitar essa retórica furada. Em política, as coisas não se realizam com um estalar de dedos. Vejam que até hoje muitas coisas da era getulista, por exemplo, estão mal explicadas até hoje. Quanto aos ecologistas alinharem-se à direita, façam bom proveito pois os dois se merecem.


Marcia Eloy - 22/09/2014
Na verdade, sempre estiveram á direita,


Carlos Salgado - 21/09/2014
Emir, recomendo a leitura de um livro curto e bom de ler. "A Natureza das Economias" da canadense Jane Jacobs (autora de clássico do urbanismo: Morte e Vida de Grandes Cidades).

Livrinho interessante, que explica muito bem a aproximação de quem põe o Ambientalismo à frente da justiça social.

Para além de uma associação política e eleitoral estratégica, os verdes se associam aos grandes grupos econômicos pois vêem na recessão, no decrescimento da economia, os caminhos para o controle dos impactos ambientais.

São os louros colhidos pelas elites do Clube de Roma e o seu Neomalthusianismo.


Ariovaldo Vianna - 21/09/2014
Ecologia não rima com democracia, assim Hitler e sua opção vegetariana, de preferir apenas carne humana...


lauvir barcellos filho - 21/09/2014
Emir, vocês, covardes e pseudo políticos, saiam de trás das escrivaninhas e dos laptops, da convicção obtusa onde estão acorrentados, dos blogs blindados de toda a crítica e pratiquem a "Autoridade Pública' exposta na "Praça Pública". Assim vamos estabelecer a "verdade política" sem os escrúpulos da mediação midiática.


Teresa de souza andrade - 21/09/2014
Fernando Gabeira que o diga!!


José Carlos Vieira Filho - 20/09/2014
Eu sou mais velho que um dinossauro, e a minha imagem desses verdes é quase tão velha; o marciano das tirinhas da antiga revista Elle, se é que alguém que lia ainda está vivo.


Daniel Bacellar - 20/09/2014
O discurso centrado em um tema único, para "salvar a humanidade", acaba levando à direita, à medida que os métodos fascistas são preferenciais para aqueles que não têm grande penetração popular.



Para quê discutir com a sociedade, se o problema é óbvio e requer ação imediata (seja salvar os bebês focas, as baleias ou a floresta).



Democracia é lenta e segue caminhos tortuosos. Quem tem uma obsessão despreza caminhos difíceis.Isso casa melhor com a direita, que se afasta do povo por "ser incompreendida", por "defender medidas amargas" etc.


Pedro Henrique de Abreu Seabra de Mello - 20/09/2014
Pelamordedeus, Emir, conserte o leiaute do teclado. E' muito, muito fa'cil digitar "É muito, muito fácil".

PARCERIAS