Terça-Feira, 25 de Julho

18/07/2012 - Copyleft

O "mensalão" como operação de marketing e como golpe branco fracassado

por Emir Sader em 18/07/2012 às 15:05



Emir Sader

Mais além dos fatos concretos, a operação de marketing do “mensalão” merece fazer parte dos manuais de marketing politico. Nunca na história brasileira uma criação dessa ordem foi capaz de projetar e consolidar imagens na cabeça das pessoas, que as impedem de entender o fenômeno e avaliá-lo na sua realidade concreta, porque sua imaginação, seus instintos, já estão vacinados e conquistados pelas imagens projetadas pela campanha.

Uma jornalista da empresa da “ditabranda” entrevistou um dia a um parlamentar, presidente de um dos partidos da base aliada do governo, que teve uma das pessoas indicadas pelo partido para um cargo governamental, pego em flagrante , filmado, com som, em operação de suborno. O partido que o indicou – PTB – considerou que nao recebeu o apoio devido por parte do governo e seu presidente resolveu ligar o ventilador.

Disse que o governo pagava um “mensalão” a uma porção de gente. O jornal imediatamente cunhou a expressão e deu inicio àquele tipo de campanha cuja reiteração, por todos os órgãos da mídia privada, transformou a insinuação numa verdade supostamente incontestável.

O que ficou na imaginação das pessoas era literalmente que indivíduos chegavam no Palácio do Planalto com malas vazias, entravam numa sala contigua à do Lula, enchiam de dólares e saiam, mensalmente. A operação de marketing tornou-se um caso de manual de marketing, pelo seu sucesso. A partir a insinuação de um politico sem nenhuma respeitabilidade, se dava inicio à campanha, em que a oposição – liderada pela mídia privada – considerava que terminaria com o governo Lula.

Tudo foi se dando como bola de neve. O próprio jornal da família que emprestou carros para órgãos repressivos da ditadura cunhou o selo “mensalão”, com o qual cobria todas as atividades políticas nacionais. Até a eleição interna do PT foi incluída nessa rubrica.

Condenou-se moral e politicamente a dirigentes e políticos ligados ao governo, com o objetivo de ferir de morte o governo Lula, como repetição muito similar à crise de 1954, que terminou com o suicídio de Getúlio. Dois então membros da equipe do Lula chegaram – conforme entrevista posterior de Gilberto Carvalho – a ir ao Lula, levando a proposta opositora: todas as acusações seriam retiradas, inclusive o suposto impeachment, contanto que Lula renunciasse a se candidatar à reeleição.

Tinham receio de propor impeachment, pelas repercussões populares que poderia ter, então preferiam usá-lo como ameaça. O tiro saiu pela culatra. Lula reagiu dizendo que sairia às ruas para defender seu mandato, convocava os movimentos populares a reagir à tentativa de golpe branco.

A oposição, depois da cassação do Zé Dirceu, jogava, partindo do que considerava evidências contra o governo, com a vulnerabilidade do governo, alegando que Lula sabia dos fatos. Não foi o que aconteceu. Conseguiram várias cassações, conseguiram diminuir o apoio do Lula mas, principalmente, deram a pauta política do país.

O caso permitia desqualificar o Estado, o governo Lula, o PT. O Estado, por definição, para a direita, é corrupto ou corruptível. O governo Lula, o PT e os sindicatos teriam “tomado de assalto ao Estado” e imposto seus interesses particulares. O diagnóstico foi retirado diretamente do arsenal neoliberal.

Os governos de esquerda no Brasil – Getúlio, Jango, Lula – não terminariam seus mandatos. Fracassado o governo Lula, se cumpriria o prognóstico de um ministro da ditadura: “Um dia o PT vai ter que ganhar, vai fracassar, aí vamos poder dirigir o país com tranquilidade”.

Sob a forma do impeachment ou da renúncia de Lula a disputar um segundo mandato ou, ainda, com sua eventual derrota, asfixiado pela oposição – que já havia dito que sangraria o governo, até derrotá-lo nas eleições de 2006 -, se daria um golpe branco e a esquerda estaria desmoralizada e derrotada por um longo período.

Mas não contavam com a capacidade de reação de Lula e com os efeitos das políticas sociais, já em marcha. O povo, com a consciência de que era o seu governo e que sua eventual derrubada faria com que ele, povo, pagasse o preço mais alto da operação da direita, reagiu. A oposição foi pega de supresa pelas reações, que levaram à derrota da tentativa de derrubar o governo. Mais do que isso, levaram à derrota do candidato da oposição – o duro e puro neoliberal Alckmin –, porque a oposição também foi vitima da sua própria campanha.

Como esbravejava o Otavinho, na primeira reunião do comitê de direção da sua empresa: - Onde é que nós erramos?

Erraram porque acreditaram que eram onipotentes. Afinal foi a mídia golpista que levou o Getúlio ao suicídio, que promoveu o golpe militar que derrubou o Jango e que, acreditavam, levaria o governo Lula à derrota e a esquerda à desmoralização.

Foram derrotados em 2006, em 2010 e tem todas as possibilidades de serem derrotados de novo em 2014. Mais do que isso, tiveram que reconhecer que o prestígio do governo vem de suas politicas sociais, que transformaram democraticamente o Brasil. Que seu poder de fogo como cabeça da oposição é decrescente, que entraram em decadência irreversível.

Agora, sete anos depois, tentam ainda explorar o sucesso de marketing, espremendo tudo o que podem, raspando o tacho da panela, buscando voltar a pautar o país em torno do seu sucesso de marketing. Não se dão conta que o país mudou, que desde então perderam duas eleições presidenciais, que o Estado brasileiro reconquistou legitimidade por suas políticas sociais e pela sua ação de resistência à crise internacional? Que as mídias alternativas ganharam um poder de esclarecimento da opinião publica, que não tinham naquele momento?

Mas não lhes restam outras armas, senão a de explorar o embolorado tema do “mensalão”, para recordar como já foram bem mais poderosos no passado. Seus outros argumento naufragaram: o Estado mostra eficiência na condução do país, o livre mercado levou o capitalismo internacional à sua pior crise em 80 anos, o povo reconhece que melhorou suas condições de vida, apoia e vota no governo, as alianças internacional da política soberana do Brasil projetam o país no plano internacional como nunca antes, ao mesmo tempo que se mostram muito mais eficazes do que o Tratado de Livre Comércio e a Alca que a direita pregava.

Em suma, a história avançou desde 2005 e na direção da derrota da oposição, da criação de uma nova maioria politica no pais. A permanência do monopólio antidemocrático dos meios de comunicação é a arma principal de que a direita dispõe e está disposta a usá-la até o fim, na sua derradeira encenação: o julgamento do “mensalão”.

Mas a história e a vida não se fazem com marketing. Nem mesmo mais vender os produtos da sua mídia mercantil eles conseguem. Lula os derrotou, demonstrando que se pode – e se deve – governar o país sem almoçar e jantar com os donos da mídia. Porque Lula não teve medo da mídia, condição –nas suas palavras – para que haja democracia no Brasil.

A primeira vez a encenação teve ares de tragédia – não consumada pela oposição. Esta segunda tem ares de farsa.

Eles passarão, nós passarinhos.

Tags: Política





Tatiana - 31/07/2012
Não há prova consistente de que tenha havido, de fato, um mensalão, o pagamento regular e constante de propinas mensais em dinheiro a congressistas por parte do Governo Lula, em troca de apoio nas votações de interesse do governo no Congresso.

Mas o STF instaurou o processo e agora obriga-se a sentenciá-lo. Contudo, uma condenação judicial é julgamento técnicos, baseado em elementos técnicos indispensáveis, diferente de um julgamento político. A sentença judicial tem que basear-se em provas. E estas não existem, objetivamente, para a quase totalidade dos réus, sequer demonstrando existir um mensalão.



jesuita power - 26/07/2012
è a historia do adultério no sofá, ora, tira-se o sofá de lá...


Jorge Oliveira - 25/07/2012
Marcia Eloy bem expressou o conformismo (comodismo?) em 21/07/2012

"Há pessoas que acham que entendem de política mas, na verdade não entendem...

... Tudo tem um preço, ou se faz aliança com o centro e se governa, ou ficamos eternamente na oposição, sonhando um sonho impossível, sem querer fazer o sonho que é possível fazer, Mas os que até hoje são a favor da revolução, de tomar o poder pelas armas, tudo bem,,,Eu quero ver quem vai fazer a tal revolução."



Meu comentário: Depois que milhares de militantes abandonaram a luta em prol da institucionalidade... fica mais difícil mesmo.



Bem explicou

João Gabriel Vieira em 20/07/2012

"A discussão em torno do mensalão é uma conversa de surdo-mudos. O PT insiste na irrealidade da acusação, mera fantasia criada pela oposição para desestabilizar seu governo. O PSDB se faz de "João sem braços", como se não fosse notória a participação de certos membros seus em casos de corrupção. Por um lado, é óbvio o papel da mídia burguesa como promotora das acusações. Os intelectuais "orgânicos" do PT, por sua vez, desdobram-se em contorcionismos argumentativos na esperança de desacreditar "in totum" a existência do mensalão. Ora, é claro que o mensalão não é somente mais uma alegação infundada da mitomaníaca direita. Constituiu um esquema voltado não apenas para assegurar a governabilidade do PT num período em que o partido não tinha maioria no Congresso, como também para arrecadar fundos para as eleições. Como se sabe, a grana preta que os partidos alegam gastar ao TSE em campanha não passa de uma parte, que esconde a outra, advinda de caixas 2. Contudo, a verdade é que essas questões não chegam ao cerne do problema. O problema é que a política do compadrio é uma prática entranhada até a medula na política brasileira. O atividade de Marcos Valério como irrigador de cofres partidários nunca foi exclusiva do PT. O uso do Banco Rural para tanto também não, que desde Collor já abastecia caixas 2 de grandes partidos. Portanto, a questão é: o PT não é nem mais nem menos fisiologista, eleitoreiro, capitalista, corrupto, que o PSDB e consortes. São todos farinha do mesmo saco. O PT está (há tempos, diga-se de passagem) plenamente consolidado como um típico partido político tradicional e, portanto, atua segundo as mesmas práticas e com vista aos mesmos fins. PS: mas não sei porque ainda comento esta coluna, uma vez que o censor, quer dizer, articulista nunca publica meus comentários."


Newton Barbosa - 23/07/2012
Gostei do artigo, claro e verdadeiro. Porém, é preciso cuidar muito para não se iludir com pureza em política. Nada se faz sem dinheiro e daí... dinheiro e poder estão sempre juntos. Urge fazer uma reforma política séria. Noto como simples cidadão, do interior de Minas, que a postura da Presidenta Dilma no que diz respeito ao trato dos "mal-feitos" está no caminho certo, e conquistando a confiança do povo, simples e conservador. Mas me assusta esta greve das universidades federais! O que está de fato acontecendo? É preciso muito respeito e cuidado com todos estes trabalhadores universitários que foram bem tratados pelo governo Lula, merecidamente, o que para mim é um referencial para os rumos que o governo quer dar ao país a longo prazo.


GETULIO RODRIGUES COSTA - 23/07/2012
É claro o governo Getulio não é o mesmo de jango muito que o governo Lula seja semelhante, mas uma coisa é igual: a velha direita retrógrada, com o mesmo discurso moralista fajuto, que deixa estragos irreparáveis na via democrática que o grosso da população merece usufruir neste presente.


Marquinhos Santa Fé - 22/07/2012
Os que acreditam no mensalão estão na mesma situação daqueles homens da Caverna de Platão, que achavam que as sombras refletidas na parede da caverna era a realidade!


Marcia Eloy - 21/07/2012
Há pessoas que acham que entendem de política mas, na verdade não entendem O PT é composto de várias correntes, cada uma com uma origem diferente e que não pensam de forma igualitária. Para se chegar a um acordo final sobre qualquer assunto dentro do PT é necessário colocar o assunto em votação, só depois, este assunto passa a ser, a opinião oficial do PT. Todos os projetos tanto na Câmara como no Senado, são discutidos de forma preliminar, dentro do PT. Para conseguir que o PT fizesse acordos ou alianças fora da esquerda, houve muita discussão interna, e foi aí, que o PSOL apareceu, que nada mais é que a ex-corrente Refazendo do PT. São os "raças pura", aqueles que não se misturam. Só que o povo não vota só na esquerda. E como fazer maioria no Congresso? Para o PSOL ser govreno não é o mais importante, eles preferem ser oposição, porque ser vidraça doi, jogar pedra é mais fácil. Mas ninguém pode contestar que o povo teve uma melhora no seu padrão de vida, milhões saíram da linha da pobreza e a economia melhorou. Países estrangeiros reconhecem isto, o PSOL não. Tudo tem um preço, ou se faz aliança com o centro e se governa, ou ficamos eternamente na oposição, sonhando um sonho impossível, sem querer fazer o sonho que é possível fazer, Mas os que até hoje são a favor da revolução, de tomar o poder pelas armas, tudo bem,,,Eu quero ver quem vai fazer a tal revolução.


Paulo Ribeiro - 20/07/2012
Parabéns, professor Emir, pelas sábias palavras. O que falta no Brasil é uma lei rigorosa contra tais crimes de imprensa, como o que foi praticado pelo PIG no suposto "mensalão". Uma vez comprovada a inocência dos injustamente envolvidos, caberá a eles uma série de ações, tanto civeis como penais, contra os jornalistas que corroboraram esta tentativa de golpe. Penas severas, isso sim, e não anistia. E, que a partir do fim deste episódio, implanta-se de vez uma Ley de Medios e tenhamos uma imprensa pública mais forte e atuante contra a ação destes meliantes!


João Gabriel Vieira Bordin - 20/07/2012
A discussão em torno do mensalão é uma conversa de surdo-mudos. O PT insiste na irrealidade da acusação, mera fantasia criada pela oposição para desestabilizar seu governo. O PSDB se faz de "João sem braços", como se não fosse notória a participação de certos membros seus em casos de corrupção. Por um lado, é óbvio o papel da mídia burguesa como promotora das acusações. Os intelectuais "orgânicos" do PT, por sua vez, desdobram-se em contorcionismos argumentativos na esperança de desacreditar "in totum" a existência do mensalão. Ora, é claro que o mensalão não é somente mais uma alegação infundada da mitomaníaca direita. Constituiu um esquema voltado não apenas para assegurar a governabilidade do PT num período em que o partido não tinha maioria no Congresso, como também para arrecadar fundos para as eleições. Como se sabe, a grana preta que os partidos alegam gastar ao TSE em campanha não passa de uma parte, que esconde a outra, advinda de caixas 2. Contudo, a verdade é que essas questões não chegam ao cerne do problema. O problema é que a política do compadrio é uma prática entranhada até a medula na política brasileira. O atividade de Marcos Valério como irrigador de cofres partidários nunca foi exclusiva do PT. O uso do Banco Rural para tanto também não, que desde Collor já abastecia caixas 2 de grandes partidos. Portanto, a questão é: o PT não é nem mais nem menos fisiologista, eleitoreiro, capitalista, corrupto, que o PSDB e consortes. São todos farinha do mesmo saco. O PT está (há tempos, diga-se de passagem) plenamente consolidado como um típico partido político tradicional e, portanto, atua segundo as mesmas práticas e com vista aos mesmos fins. PS: mas não sei porque ainda comento esta coluna, uma vez que o censor, quer dizer, articulista nunca publica meus comentários.


Odair Jaques bicca - 19/08/2012
O Rafael é uma pessoa muito ingênua ou aprendeu bem o cinísmo que impregna nas pessoas quando a ideologia toma conta delas, a ponto de não enxergar a realidade ou enxergá-la e manipulá-la a seu favor. O PT quando assumiu o poder passou a jogar com as cartas e adotou os métodos da direita com um diferencial, aperfeiçoou-os. Com toda a sua experiência marqueteira.É muita ingênuidade ou caradurismo negar a existência do mensalão! E só não teve consequências mais danosas para o país por fraqueza da oposição e conivência pois tamém tinha o rabo preso. Tenho ouvido e até lido declararações extapafurdias de deputados petistas querendo minimizar as sequelas que a safadeza desta quadrilha deixou no país. Por muitos anos ainda vamos colher os frutos do desencanto que a maior PROMESSA (PT) deixou na política Brasileira.Prá terminar, por favor Srs. tenham vergonha na cara e não duvidem da inteligência do povo, Que custa mas termina enxergando.


Eduardo Ayres - 19/07/2012
Permitam-me democraticamente discordar da unanimidade. Primeiro que colocar Jango e Lula na mesma “esquerda” é totalmente incoerente; Getúlio então, absurdo! A única coisa que fica clara para mim, ao ler a matéria e os comentários, é que a unanimidade aqui é petista e mal informada. É verdade, há uma direita “perdendo osso” e atacando por todos os lados, mas que “esquerda” é essa, cujos últimos anos proporcionaram os mais altos lucros aos bancos privados (símbolo e materialização do que realmente se pode chamar de “direita”)? Que “esquerda” “idônea” é essa que faz conchavo “político” com Paulo Maluf? Fala-se aqui em oposição, referindo-se a essa “direita” que, aparentemente, vem “perdendo o osso”, mas ela, de fato, não é oposição; ao contrário, tem propósitos muito semelhantes; apenas o que há é uma briga pelo “osso maior”. Oposição mesmo quem tem feito é o PSOL, aliás partido criado a partir da expulsão dos que realmente se poderia considerar esquerda no antigo PT. E dizer que o tal mensalão é pura ficção, totalmente absurda e que nada houve é, no mínimo, uma alucinação coletiva, causada pela idolatria e pela ignorância dos petistas. "Governo do povo"... KKKKKKKKKKKKKKKK


anapaula caldeira souto maior - 19/07/2012
Incrível como pode haver uma cegueria intelectual voluntária e subserviente deste jeito. Não existe hoje oposiçã real ao Lula ou ao PT. O governo de Dilma se aliou ao grande capital, ao pessoal do agrobusiness, das empreiteiras. Os que se degladiam, o fazem para ter mais do mesmo. Não de algo diferente!


Luiz - 19/07/2012
O partido que mais ganhou com o mensalão foi o PT, houve uma faxina interna e ressurgiu um partido mais ético. comprometido com seus ideais iniciais. Obrigado oposição.


ROGERIO KRIEGER - 19/07/2012
MANUAL DA VERDADE(EXCELENTE emir sader).!...!?!...!!!::,.

sou grato por ser de esquerda e votar na DILMA em 2010 e EM 2014,vamos ganhar sim,e no primeiiro,já temos 80 por cento,hoje,e não tem nem terá nova bolinha de papel,algum outro F A L S O M E N S A L ÃOOO..O cadafalso da direita é muito fundo no Brasil,e o neoliberalismo está no THE END.O fim da história de fukuiama não se concretizou,nem em falsas apologias hodyuillianas,tipo apocalipse 2o12.A petrobras junto com a PDVESA , A TELESUR,serão as maiores petroleiras na História e as políticas sociais do LULA,correram o mundo,que tanto precisa,somos brasileiros ACIMA DE TUDO:viva nossa presidenta!


oswaldo luiz fuzaro - 19/07/2012
Já vi gente tapar o sol com a peneira, mas como voces só na antiga URSS, ou naa ditaduras de direita daqui quando queriam disfarçar o indisfarçavel. Impressionante a cara de pau de voce vir falar que mensalão não existiu, ou se existiu não teve nada aver com LuLla, né? que piobreza hein, estão cada vez mais enterrados mesmo,, meus pêsames.


Carlos Henrique - 19/07/2012
Maravilhoso texto, Emir! Assino embaixo de cada letra de suas palavras : É impressionante como a máquina de lavagem cerebal midiática conseguiu transformar uma mentira numa verdade : afinal, o "mensalão", como pagamento mensal a parlamentares aliados, nunca existiu; tendo-se tratado tão somente de um caso de Caixa 2, como apontam todas as provas existentes, o qual teve a "tecnologia" de seu funcionamento fabricada pelo PSDB na campanha de Eduardo Azeredo para governador, em 1998; fato esses completamente ignorados pelos barões da comunicação. Aliás, o "mensalão" do PSDB até hoje não foi julgado pelo STF, apesar de ser muito mais antigo que o caso de Caixa 2 do PT, e portanto deveria ser incluído em pauta primeiro. É risível imaginar-se que alguém pagaria aos seus aliados, que já são aliados, para votarem a seu favor, já sendo essa uma obrigação daqueles que tem a condição de aliados e por isso mesmo desfrutam de benesses dentro da máquina administrativa como consequência natural do seu apoio(por exemplo, indicam funcionários para os cargos de confiança de 2º e 3º escalões). Mais ridículo ainda é pensar que se "compraria" o apoio de cerca de 12 deputados(pouco mais de 3% do Congresso), quantidade de votos que não serve para aprovar nada. Todavia, os barões da mídia continuam tentando levar essa piada à frente, é o que lhes resta, e procurarão ressucitá-la no julgamento do "mensalão". Não apenas tentarão recuperar o conceito, mas também suas esperanças de golpe branco e a Sociedade Civil organizada deve estar atenta para essas movimentações; afinal apesar do enfraquecimento, a ditadura midiática ainda tem algum poder e essa é sua última cartada para sobreviver, uma vez que o fracasso do golpismo do mensalão e os desdobramentos da CPI do Cachoeira provavelmente despertarão os brasileiros para a necessidade de democratizar-se as comunicações. Fiquemos atentos!


Jorge Luiz de Oliveira - 19/07/2012
"...o povo reagiu ..."



que se saiba o povo ficou p. da cara, com dólares nas cuecas e - exatamente - com malas cheias de dinheiro prá e prá cá...



Ocultar os fatos também não ajuda nada, ao contrário.


edi - 19/07/2012
Brilhante Emir, que leitura extraordinária dos fatos. Eu copiei e enviei para muitas pessoas...quem sabe, assim, explicadinho, elas compreendam e parem de sair por aí reproduzindo pauta do PiG, eivada de vícios, no genial jogo de misturar verdades com inverdades para ganhar os mais incautos.


Milton Rodrigues - 19/07/2012
Algumas pessoas ao escreverem para este blog revelam todo o seu desconhecimento sobre a realidade poítica de nosso país: Em primeiro lugar, os grandes veículos de mídia de fato tem lado: o da oposição, e passam o tempo todo fazendo propaganda ideológica com conteúdo negativo contra o governo federal, contra o PT, e outros partidos de esquerda; e também contra pessoas e partidos que apesar de não serem de esquerda, dão apoio e sustentação ao governo. A propósito, O Governo Dilma (assim como foi o Governo Lula), não é mesmo propriamente um governo de esquerda, mas sim, um governo de coalizão. Uma coalizão "encabeçada" pela esquerda. A esquerda, no atual contexto, não têm força para governar sozinha e precisa de alianças, do apoio de setores que podemos considerar ao centro, à direita. Deste modo, se Lula estivesse isolado em 2006 certamente teria sido derrubado. Não é por nada que a velha mídia procura sempre criar intrigas entre a base governista no Congresso visando enfraquecer o governo. Por tudo isso podemos afirmar que Lula e Dilma significam um grande avanço para o país fazendo a política possível, não aquela que muitos idealizam, sonham... Tudo é um processo, não dá para fazer milagre...


Valmont - 19/07/2012
O que existe de realidade por trás do caso abordado é a grande liberdade que se dá no Brasil ao dinheiro sujo. O dinheiro da sonegação que grassa solene e impunemente pelos patrimônios dos endinheirados segue os mesmos caminhos daquele gerado pelos narcotraficantes, assaltantes e organizações criminosas de toda espécie. O crime de sonegação é tratado pelas leis brasileiras como algo menor: quando o criminoso é flagrado, basta pagar o imposto sonegado e está extinta a sua punibilidade, como num passe da mágica. Embora pareça um crime menor, a sonegação gera prejuízos inestimáveis à sociedade, a começar pelo ônus excessivo carregado por todos nós que pagamos impostos (assalariados principalmente). Não há concorrência comercial num mercado dominado pela sonegação. E as campanhas eleitorais turbinadas por dinheiro sujo são uma realidade que não podemos mais admitir em nenhuma hipótese, embora tenham sido uma constante na história deste País. No entanto, a simples mudança nas regras de financiamento das campanhas não será capaz de mudar essa realidade. Há que se combater efetivamente a sonegação e a lavagam de dinheiro, que são as fontes desses e de muitos outros males que afligem a sociedade brasileira. Para se redimir em face desse episódio, o PT deveria apoiar, promover e difundir o endurecimento da legislação e o fortalecimento das instituições no combate à sonegação e à lavagem de dinheiro. Caso contrário, continuaremos nos decepcionando com a sucessão infindável de escândalos de corrupção em todas as esferas do poder público.

Parabéns pelo texto, Professor.


nilcemar - 19/07/2012
Professor, eles se recusam a reconhecer a importância dos movimentos sociais. Tanto, que há alguns anos foi preso José Rainha, e acusado de formação de quadrilha: para eles o MST, maior movimento social do mundo, é uma quadrilha. Assim, dirigem suas mensagens ao indivíduo isolado, e atingem apenas setores da classe média e outros pequenos grupos interessados em sua ideologia. Vê-se que a grande massa não se orienta por suas notícias.


Jorge Oliveira - 19/07/2012
poderia dizer:



"Isso mesmo, o que vimos foi tudo um exagero da imprensa."



Não digo essa tolice porque não sou mais petista e nunca fui cego nem manipulador.



O exagero foi a grana toda que apareceu, em volumes desconhecidos anteriormente pelo cidadão comum.



PT + poder + capital = (+ corrupção)


Piragibe Silva Borges - 19/07/2012
Sua lucidez na análise e crítica política circunstancial me extasiam. Sim, Lula ocupa um lugar na história ao lado de Getúlio, Goulart e foi mais feliz que estes, pois foi eleito, reeleito e elegeu a sucessora. Lula até hoje é fustigado incessantemente pela mídia. Como diz de Getúlio o economista Delfim Neto: "São Paulo não perdoa Getúlio pelo bem que este fez a São Paulo", podemos ter a presunção de dizer que a elite brasileira, retrógrada, venal e fascista, não perdoa Luís Inácio da Silva pelo bem que este fez ao nosso país.


ze - 18/07/2012
Sábias palavras. O sr. está com toda a razão. Dos muitos jornais nas bancas nenhum é público - falta um jornal público. Mas parece que os tempos não o permitem.


Daniel Pereira da Silva - 18/07/2012
Sugestão para análise e estudo do suposto "mensalão":



“O Movimento Universitário em Defesa do Estado de Direito é formado por estudantes de Direito interessados no debate de temas pertinentes ao Judiciário e suas relações com diferentes segmentos da sociedade. O movimento não tem fins lucrativos.

O site Tudo Sobre o Mensalão nasceu a partir do estudo da ação penal na sala de aula. É um espaço que privilegia o debate e a troca de ideias sobre o assunto.”



http://tudosobreomensalao.com.br/


José Viana - 18/07/2012
Lula foi grande, venceu as manhas e artes dos senhores ex-escravocratas, a artimanha da mídia e um desherdado, um explorado mas não lumpen, deu lição e mostrou como se conduzir um povo e uma nação como o e a nossa e nosso. Deixou o Brasil muito bem.

Mas-- ah não há perfeitos --, está a destruir tudo, pois não soube escolher a substituta. Dilma, pela suas escolhas, pelo seu pisar, pelas suas políticas, se aproxima cada vez mais dos tucanos-demos-ppsistas e o Brasil volta ao mesmismo. Ainda está enganando, o povo é generoso, tende a ver o lado bom. Por isto tem alta aceitação. Mas escolhas dilmianas são extravagantemente desastradas. A sutileza do elefante numa vidraria. Olha os cortes de investimentos e custeio. Olha a reforma da previdência no setor público. Olha a despolítica de remuneração dos funcionários federais, um caos criado por FHC e alimentado por Dilma. Olha a queda de tudo que é bom.



darcio - 18/07/2012
Uma coisa é certa, tentaram usar o mensalão pra derrotar o PT em 2006, num excessivo marketing golpista cunharam o termo: maior caso de corrupção da história do Brasil, isso é bravata, mas negar a existência do mensalão como fazem muitos petistas tb é bravata. O mensalão existiu e provavelmente existe e sempre existirá no congresso em todas as assembléias legislativas e em todas as câmaras municipais, pq é assim que se governa no Brasil em forma de barganha, troca de favores, e pq é assim? pq a maioria da população está pouco se lixando pra política, não há democracia sem espraimento do poder, tudo de decide por uma minoria organizada que se supõe, iluminados que são, falar em nome da maioria. Onde está; dentro dos chamados partidos de esquerda a ideia de descentralizar o poder? Responsabilizar e não tutelar o povão? Nem um plebiscito pra qq coisa que seja essa esquerda vergonhosa propoe. e sem participação e controle popular seguiremos sendo um país de mensaleiros em todas as esferas parlamentares, nesse ponto e em 10 anos de pt não avançamos um milímetro, o povão continua cada vez mais afastado e desinteressado da política esperando o maná assistencialista cair do céu, nenhuma transformação real à vista


maria moreira - 18/07/2012
Veja só que desfarsates, este tema já cansou de dar ibope.

Será que eles não cansam de serem sacana? Não tem nada melhor para tentar confundir o pobre eleitor? Tô fora dessa ! Meu voto é de esquerda e fim de papo!


Claudio Rezende - 18/07/2012
Uma análise perfeita das últimas décadas da republica brasileira, em sua politica e economia, de como as ações sociais dos governos petistas os tornam fortes e como a oposição golpista não sabe aceitar a derrota!!!


Jairo Menegaz - 18/07/2012
Considero como sempre oportunas elucidativas e corretas as observações feitas pelo nobre companheiro Emir Sader. Porem creio que falta uma parte importante nesta análise, que é a descrição dos problemas relacionados com o financiamento privado de campanhas, e a necessidade de se aproveitar este momento para uma colocação publica da necessidade de Financiamento Publico. Sou favoravel a levar este tema para as ruas, de mobilisar a sociedade em busca desta bandeira.


Rafael - 18/07/2012
O caso do suposto mensalão não passa de tentativa de prejudicar o PT, o uso é político, não se tem preocupação com outro aspecto. Irritante é ouvir comentários de jornalistas experientes sem nenhum raciocínio crítico, é como se fosse um modismo. O mensalão é um tipo de assunto que a mídia trata com um modismo, tem que comentar desse modo se não passarão impressão que são "atrasados".


Ana Carolina - 18/07/2012
Muito Bom! Obrigada pela prazer concedido nesta leitura!


Gutenberg Albuquerque - 18/07/2012
Apenas para informação: votei em Lula em 2002.

Com todos os pagamentos no Banco Rural vai minha pergunta: você acredita em gnomo, sereias e nesta loucura?


francisco de paula leite - 18/07/2012
É prazeroso beber da fonte. Principalmente quando a fonte é verdadeira e tem uma história a zelar.

A análise das ações de marketing desenvolvida por todos os nossos adversários está correta.

Encontrou-se um presidente de partido de conduta duvidosa em um momento de xilique emocional e o resto da história você contou. Estou mais rico de informação!


Dario Schäffer - 18/07/2012
Muito bom, Emir. O povo brasileiro saberá discernir entre a luta dos que estão com ele e a dos que o odeiam. Espero que também as urnas mostrem esse discernimento, pois também tem muita gente dita de esquerda que crê nas invencionices inflacionadas da nossa mídia nativa.


Domingos - 18/07/2012
É isso, nada mais a dizer!


Roberto Hobold - 18/07/2012
Lula estava no momento certo, no lugar certo. Sua capacidade nos salvou dos interesses mesquinhos dos que sempre estiveram no poder e dele se adonaram. Parece mesmo que a oposição continua sem discurso, e só lhe resta requentar o passado, enquanto no presente continua sendo tragada pela corrupção da qual participa.


Franklin Weise - 06/08/2012
Me dói muito não ver alguém da esquerda autêntica comentando abertamente os fatos que ocorreram em 2005. Falar em golpe e peça de marketing é fácil, mas difícil é engolir o fato que, sim, o PT não é feito de santos, e sim, ele usa métodos sujos (como todos os outros). Falta gente neste mundo que o enxergue como ele realmente é: não há preto e branco absolutos, são tudo tons de cinza.

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