Terça-Feira, 25 de Julho

09/01/2013 - Copyleft

O suicídio da imprensa brasileira

por Emir Sader em 09/01/2013 às 06:57



Emir Sader

A imprensa brasileira está sob risco de desaparição e, de imediato, da sua redução à intranscendência, como caminho para sua desaparição.

Mas, ao contrário do que ela costuma afirmar, os riscos não vem de fora – de governos “autoritários” e/ou da concorrência da internet. Este segundo aspecto concorre para sua decadência, mas a razão fundamental é o desprestígio da imprensa, pelos caminhos que ela foi tomando nas ultimas décadas.

No caso do Brasil, depois de ter pregado o golpe militar e apoiado a ditadura, a imprensa desembocou na campanha por Collor e no apoio a seu governo, até que foi levada a aderir ao movimento popular de sua derrubada.

O partido da imprensa – como ela mesma se definiu na boca de uma executiva da FSP – encontrou em FHC o dirigente politico que casava com os valores da mídia: supostamente preparado pela sua formação – reforçando a ideia de que o governo deve ser exercido pela elite -, assumiu no Brasil o programa neoliberal que já se propagava na América Latina e no mundo.

Venderam esse pacote importado, da centralidade do mercado, como a “modernização”, contra o supostamente superado papel do Estado. Era a chegada por aqui do “modo de vida norteamericano”, que nos chegaria sob os efeitos do “choque de capitalismo”, que o país necessitaria.

O governo FHC, que viria para instaurar uma nova era no país, fracassou e foi derrotado, sem pena, nem glória, abrindo caminho para o que a velha imprensa mais temia: um governo popular, dirigido por um ex-líder sindical, em nome da esquerda.

A partir desse momento se produziu o desencontro mais profundo entre a velha imprensa e o país real. Tiveram esperança no fracasso do Lula, via suposta incapacidade para governar, se lançaram a um ataque frontal em 2005, quando viram que o governo se afirmava, e finalmente tiveram que se render ao sucesso de Lula, sua reeleição, a eleição de Dilma e, resignadamente, aceitar a reeleição desta.

Ao invés de tentar entender as razoes desse novo fenômeno, que mudou a face social do pais, o rejeitou, primeiro como se fosse falso, depois como se se assentasse na ação indevida e corruptora do Estado. A velha mídia se associou diretamente com o bloco tucano-demista até que, se dando conta, angustiada, da fragilidade desse bloco, assumiu diretamente o papel de partido opositor, de que aqueles partidos passaram a ser agregados.

A velha mídia brasileira passou a trilhar o caminho do seu suicídio. Decidiu não apenas não entender as transformações que o Brasil passou a viver, como se opor a elas de maneira frontal, movida por um instinto de classe que a identificou com o de mais retrogrado o pais tem: racismo, discriminação, calunia, elitismo.

Não há mais nenhuma diferença entre as posições da mídia – a mesma nos principais órgãos – e os partidos opositores. A mídia fez campanha aberta para os candidatos à presidência do bloco tucano-demista e faz oposição cerrada, cotidiana, sistemática, aos governos do Lula e da Dilma.

Tem sido a condutora das campanhas de denúncia de supostos casos de corrupção, tem como pauta diária a suposta ineficiência do Estado – como os dois eixos da campanha partidária da mídia.

Certamente a internet é um fator que acelera a crise terminal da velha mídia. Sua lentidão, o fato de que os jovens não leem mais a imprensa escrita, favorece essa decadência.

Mas a razão principal é o suicídio politico da velha mídia, tornando-se a liderança opositora no pais, editorializando suas publicações do começo ao final, sendo totalmente antidemocráticas na falta de pluralismo sequer nas paginas de opinião, assumindo um tom golpista histórico na direita brasileira.

Caminha assim inexoravelmente para sua intranscendência definitiva. Faz campanha, em coro, contra o governo da Dilma e contra o Lula, mas estes tem apoio próximo aos 80%, enquanto irrisórias cifras expressam os setores que assimilam as posições da mídia.

Uma pena, porque a imprensa chegou a ter, em certos momentos, papel democrático, com certo grau de pluralidade na história do pais. Agora, reduzida a um simulacro de “imprensa livre”, ancorada no monopólio de algumas famílias decadentes, caminha para seu final como imprensa, sob o impacto da falta de credibilidade total. Uma morte anunciada e merecida.

Tags: Política





Rivaldo - 23/02/2013
A desaparição do monopólio dos meios de comunicação não virá da decadência ideológica, pois esta existe há muito.

Democratização da imprensa na marra e na força!



Maurici Aazevedo - 21/01/2013
Caro Emir.

O hábito do cachimbo faz a boca torta. Eis, como percebo a nova realidade dessa imprensa velha: foi chamada a apoiar o golpe militar, foi contra a abertura política e percebendo que não mais teriam o poder de forjar o seu modelo de poder; traíram os "sentimentos de abertura"

e cooptaram para si os que se mantiveram contra a democratização. Perderam o bonde da realidade.


Maurilio Gadelha - 20/01/2013
O desespero está estampado,nunca imaginaram que pra ver o pobre feliz, fosse necessário odiar o capital. Este maniqueísmo foi pregado e sustentado pelo capital predatorio. Derrotar o marxismo bolchevique era como enterrar prego em sabão. Nunca chegaram a 3 (três) por cento. Exageraram no medo que o LULA causava. E nestes dez anos viu-se exatamente o contrario. A ética protestante e o espirito do capitalismo predador, de que todo pobre é um amaldiçoado por Deus, e um delinquente moral, não se revelou, pelo contrario 20 milhoes de pobres ascenderam a classe media e destes mais da metade são descendente de escravos negros. A midia, anda apavorada como cego em tiroteio, a direita vale-se de LULA para ganhar eleições como na frustada tentativa na Venezuela, e na vitoriosa eleição de Obama nos E.U.A. Apedrejam o LULA, enquanto seus aliados o afagam. O fim está muito proximo, serão sufocados pelo descredito!


eduardo barbosa - 19/01/2013
Mas que "grande imprensa" é esta? Como se a imprensa nacional fosse um grande cartel, em que os donos se reunissem para destruir o PT. O Emir tem memória seletiva, mas eu não. Durante a ditadura, foi notória a resistência do Estadão à notícia pronta, Por várias vezes, os órgãos de imprensa lutaram contra a censura, mesmo sendo constantemente fechados ou apreendidos. No tempo do FHC, principalmente no segundo mandato, os escândalos divulgados na imprensa eram quase diários, e as trocas de autoridades federais por denúncias veículadas nos jornais tão frequentes quanto agora. Durante a campanha do Serra, era visível o estrago que a imprensa fazia com as denúncias na mídia. Além disso, não existe isenção na imprensa. No países democráticos, os órgãos de imprensa assumem escancaradamente posições ideológicas ou partidárias. Não seria diferente no Brasil. Se a Veja é oposição ao PT, a Carta Capital levanta a bandeira com a estrela bem alto. E nos principais jornais do Brasil, existem vários colunistas identificados com a esquerda. Agora, pregar o fim da imprensa já é demais. Qual é a alternativa para o lugar dela? A internet, onde se escreve de tudo, e eventualmente até a verdade? Ou os jornalecos sindicais e partidários? Quem sabe as ONGs, que dependem da verba do governo? Mas o Emir não precisa se preocupar: a gigantesca maioria da população brasileira não lê jornal ou revista alguma, e os índices de leitura de jornais são ridículos quando comparados com qualquer país desenvolvido. A imensa maioria da população brasileira é extremamente desinformada e com um senso crítico de uma minhoca. Por isso aceita tudo, inclusive o inaceitável, tanto faz o governo ser de esquerda, direita, centro, tico-tico no fubá e o que mais vier. Por isso o Lula pode dizer que não viu nada, não sabe de nada, não tem nada, enfim, o nada absoluto. Afinal, a maioria do povo, seguindo a orientação do Lula, não lê nada, não ouve nada, não vê nada. E assim vamos levando.


Marcos A. - 19/01/2013
Parabéns pela lucidez. Só faltou anotar que esses veículos somente estão sobrevivendo às custas do próprio governo a quem combatem - o maior anunciante do país. Deixem que eles morram à mingua.


Ademir Bitencourt Azevedo - 17/01/2013
E para além de tudo isso, ainda existe a exploração diuturna da violência organizada ou gratuita que acredito fazer parte dessas tranformações que o sr se refere. Apesar de não concordar q o governo FHC fracassou d todo, sobretudo pq a sinais visiveis d continuidade nos governos petistas, seja na area ecocnômica ou na relação quase promiscua c o Congresso, acredito ser indispensavel a definição de um marco p imprensa do país. Q imponha a grande mídia ao menos o cumprimento da constituição em relação aos conteúdos educativos, regionais, enfim.


Gildo Alves Bezerra - 16/01/2013
MAS, O GOVERNO NÂO FALTA FAZER SUA PARTE. AFINAL, CADÊ O MARCO REGULATÒRIO? ENTÂO, FALTA UMA POLÌTICA DE ESTADO PARA MELHORAR A COMUNICAÇÃO BRASILEIRA? SENDO ASSIM ESPERAR O QUE DO "LATIFúNDIO DAS COMUNICAÇÕES"?


Raimundo W. S. Melo - 16/01/2013
Não acredito que a grande mídia esteja moribunda no Brasil. mesmo com o descrédito crescente decorrente, principalmente, devido a sua atuação em defesa dos interesses das elites e do poder econômico. Queiramos ou não, estes ainda se encontram encastelados nos cumes de onde exercem o poder de fato neste país. É possível vê-los atuando, também, com desenvoltura, nas estruturas políticas de partidos que outrora se alinhavam com as lutas populares.

Assim, contando grandes contas publicitárias, a grande mídia conservadora pairará sempre sobre a política.

Para reverter este quadro somente através cristalização do poder popular, somente possível através da educação e politização do povo brasileiro, que possibilitariam avançar e manter as conquistas.

A propósito, a quantas andam a Lei dos meios de comunicação???


Semblano - 16/01/2013
As pessoas que criticam Lula e o PT não passam de seres humanos que defenestram a classe mais humilde da população brasileira,população que só teve chance de melhorar de vida no governo LULA,claro que não está mil maravilhas,mas esta merda de país foi dominada durante mais de cem anos pela classe dominante,é natural que as mudanças sejam lentas.

Só lamento que esses preconceituosos de classes ,acreditem em tudo que sai na mídia,procurem se informar melhor e verão que o Brasil de hoje dá orgulho de viver!


Sergio Helber - 15/01/2013
E ainda tem gente que tem o Jornal Nacional como referencia de o melhor jornal do Brasil... Só de ouvir a musica de abertura do jornal me da arrepios


Cleto Vilar - 15/01/2013
A mim não causa surpresa alguma o profundo transe psicótico em que se encontra estuporada a agonizar a "facção verde-amarela".Desde"eras longínquas"que esta turma,ao se ver derrotada e desmoralizada,debate-se convulsa,apostando todas as escassas fichas e reduzido cacife político que ainda detém,em um dos seus principais tentáculos,a grande mídia empresarial;tentando,assim,por intermédio da disseminação criminosa,frenética e permanente de inverdades de todas as ordens,espécies e gêneros,forjar um cenário bizarro de cataclismo político-institucional para o País.Só que agora,ao que me parece,estamos mais amadurecidos e calejados,consequentemente;no tocante ao correto enfrentamento das nada éticas artimanhas_para ser o mais polido possível_patrocinadas pela indisfarçavelmente trevosa e ardilosamente pessimista direita tupiniquim.Ademais,quando os vemos falar de "(...)resgate dos grandes princípios e valores da vida pública(...)",somos invariavelmente estimulados a estabelecer um paralelo com o teor ideológico dos discursos de Plínio Salgado,Salazar e Franco.Resta então uma "curiosa" pergunta:Por que será?


alberto sojo - 14/01/2013
nao entendo pq a midia especialmente globo e revista veja querem derrubar este governo.

pq nao falam do arruda, do demostenes,do kavendiche ,do perillo.

pq o mensalao do dem esta abafado pq o mensalao do psdb no caso azeredo nao progrediu.

a oposiçao nao tem mais candidatos a nao ser que aproveitem a imagem do joaquim barbosa como o santinho da vez.

acho que lula teria que ser governador de sao paulo com dilma na reeleiçao.


Pedro - 14/01/2013
Morte mais do que merecida. O fim dessa imprensa não será em breve, mas não demorará. Minha opinião é que a Veja está com os dias contados. Já vai tarde.


claudio halfen - 14/01/2013
Caro Emir eu torço para que os jornais do nosso país não desaparecer, pois como vamos enrolar os ovos, limpar o chichi e o cocô dos cachorros. O brasil do Merval e do Jabor como voltou a chover vai de dengue.


Barcarola - 14/01/2013
O problema é ético. Do ponto de vista econômico e político, os donos da mídia conseguem seus objetivos. E para isso ainda contam desertores da esquerda e com os fascinados pela grande mídia. Por que M... o Tarso Genro foi dar esta entrevista no Globo? Este tipo de coisa desanima quem acredita nos líderes da esquerda!


Raul Antonio Tartarotti - 14/01/2013
Não fico triste ao saber que a grande imprensa se decai e por suas próprias matérias, para mim este é a oportunidade do real, do novo, que se abre para o mundo da informação verdadeira que circula nos blogs de jornalistas de calibre e veículos da matéria verdadeira, este é o papel da imprensa.


Pedro Castro - 13/01/2013
Caro Emir,

Ainda a proposito da Imprensa brasileira aproveito o

ensejo de seus blog e artigo recente para registrar

o seguinte:

No Segundo Caderno de hoje do The Globe (que só leio muito esporadicamente) Caetano Veloso parece estar querendo tornar-se vedete desta imporensa, a qualquer preço.

Além de apelidar a Carta Capital de "a Veja do Lula", acusa Delfim Neto, Mino Carta e Paulo Henrique Amorim de uma especie de "vira folhas".

A rigor a segunda parte de suas afirmações são

verdadeiras. No entanto, Caetano Veloso pode

criticar alguem por ter virado a casaca???

O raro é que ele virou também, sõ que, ao meu juizo, no sentido contrario ao respeitável daquelas tres

personalidades. E porisso está hoje entrte os colunistas destacado do The Globe.


Wolth Pellar - 13/01/2013
Leiam Paul Krugman, o algoz do novo capitalismo...!


Karla SM Coutinho - 13/01/2013
Gostaria de saber o que o governo do PT, que vem trilhando caminhos muito semelhantes aos pregados pelo neoliberalismo, tem feito para merecer tamanha defesa. Se nem de esquerda é considerado pela oposição real - os partidos verdadeiramente de esquerda que o questionam e a suas práticas entreguistas e populistas. Sem desmerecer o mérito de tirar da miséria milhões de famintos, via o questionável Bolsa-Família (mas também = Bolsa Tenha Quantos Filhos Quiser). Sivuplê.


Edivaldo Sousa - 13/01/2013
O professor e todos se entusiasmam ao tocar neste assunto, mas logo é a vez dos tais "alternativos", quando parte da sociedade "intelectualizada" notar que, em grande parte, fazem o mesmo jogo ou até pior de quem tanto criticam - para o outro lado. Uma simples troca de poder. Merece publicaçao democraticamente esta opiniao, professor?


Marcia Eloy - 13/01/2013
Vou dizer aqui o que já disse em outra coluna. Se todos os que fossem contrários a esta mídia escrita fizessem uma "greve" ou seja, cancelassem suas assinaturas dos jornais que lêm, ou então escrevessem emails aos jornais discordando do assunto tratado, talvez se conseguisse alguma coisa, pelo menos ia incomodar os donos dos respectivos jornais.mas ser contra e mantê-los(monetariamente) pouco adianta...Eu já fiz a minha parte cancelei assinatura do Globo e da Folha e fico feliz quando a folha me liga oferecendo milhóes de ofertas para minha volta. Eu então tenho a oportunidade de dizer, a pessoa que está falando comigo( e eu sei que ele não tem nada com isto,e por isto a trato da forma mais educada possível) o porque eu não volto e o que penso do jornal.


Gentil Ramos - 12/01/2013
Eles estão apavorados e querem pegar de volta as rédeas do País. Os controladores da Mídia, em a A Globo, perderam a "Boquinha" BNDES e outros meios de financiar sua loucuras e emburrecimento do nosso País. Trouxa serão aqueles que deixarem. O Governo deveria lançar programas para os mais jovens com o intuito de mostra-los como o Brasil era e como o Brasil se encontra hoje, ai eu quero ver eles pegarem de volta.


Inës - 12/01/2013
Caro Emir



Sinto muito, mas concordo com Pedro Castro. De duas uma ou eu estou muito pessimista ou voce muito otmista.

Quero acreditar que voce está com razõo, tenho minhas dúvidas.


Antonio José - 12/01/2013
Caros Inês e Pedro,

Nem uma coisa nem outra.



A única verdade que podemos extrair da atual situação da mídia, é que ela não consegue mais influenciar como antes – quem não se lembra da edição maquiavélica do JN no debate do segundo turno do Collor x Lula em 1998?

Se ainda fosse assim, aqueles famosos 18 minutos do JN relatando os “melhores” momentos do mensalão teriam arrasado o Haddad...

No entanto não foi assim.



O que acho e concordo com muitos é que a comunicação da presidenta Dilma precisa melhorar, e muito...

Sem sofisticar muito, poderia fazer que nem o Obama que tem um programa semanal, no rádio, TV e Internet, respondendo a perguntas dos cidadãos americanos...



Nós e os blogs sujos replicaríamos tais informações acabando com as fofoquinhas dos jornalões...

Isso até que a presidenta tenha, REALMENTE, maioria no STF e um PGR decente, coisas que ela pode, e DEVE fazer, para aí sim, enviar ao Congresso uma NOVA Lei para a Mídia.



ANTONIO CARLOS BREDER - 12/01/2013
A verdade nua e crua que quem lê está escolhendo o que melhor cabe na sua ideologia de vida e assim acaba aprendendo os dois lados da moeda.Plantam notícias falsas para garantir o pão de cada dia sem nenhuma cerimônia e com isto o leitor passou a confirmar estas informações através da internet e estão,dia pós dia,confirmando que as mentiras plantadas aqui e ali não cabem nos discursos.A CARTA CAPITAL foi criada para simplesmente desvirtuar as publicações da VEJA e assim confundir os leitores.Ambas estão recebendo fortunas de seus parceiros para que tal propósito surta efeito.Uns atacam o governo e outros o defendem num jogo de interesses sem fim.A INTERNET CHEGOU PARA MUDAR ISTO TUDO.Vejam,por exemplo,o caso do MINERAL NIÓBIO.Temos 98% de toda reserva mundial deste precioso mineral e 98% da população brasileira sabe de sua existência e nenhum meio de comunicação faz a menor questão de divulga-lo.O seu descaminho gera um lucro para a grande OLIGARQUIA mundial de 100 bilhões de dólares anualmente.Com este dinheiro compra-se o silêncio de muita gente.

O povo já não aguenta mais de tantas inverdades e factoides plantados a favor de um e outro.90% do que passa nas TVs abertas em termos econômicos e políticos é de uma mentira tão esfarrapada que até os 80% de analfabetos não mais li dão crédito.E o resto que passa é um lixo,culturalmente falando.

O povão esta acordando de um sono profundo e os seus((IMPRENSA) soníferos estão com data de validade vencida.Ficar jogando PSDB contra PT e vive-versa não está colando mais.Devagar o povão está descobrindo que todos os partidos e seus políticos de forma geral são FARINHA DO MESMO SACO.

A mudança pode começar por vocês que defendem com unhas e dentes um dos partidos mais corruptos da história política brasileira.Por favor,leitores,busquem no GOOGLE entrevista do filósofo CHICO DE OLIVEIRA,PROGRAMA RODA VIVA.Entendam a farsa que alguns querem esconder deste sofrido povo brasileiro.


Marcelo C. - 11/01/2013
Quando a imprensa se aventura em notícias que por si só vão ser desmentidas, mais dias menos dias, ela age como guerrilheiros encurralados gastando sua munição. Pois se não forem levados em combate serão pela fome ao fim dos suprimentos. Os jornais escritos estão a cada dia perdendo leitores para formas digitais de comunicação. Não se sabe quando, mas a tendência é o fechamento contínuo de redações e a demissão de jornalistas. Creio que seja por isto que a Dilma não põe pra andar a lei de médios. O barões midiáticos poderiam aproveitar a deixa e demitir algumas dezenas de milhares de funcionários e isto seria debitado na conta da Presidenta. Esta é uma guerra difícil de se ganhar. à medida que se ganha terreno, o inimigo ganha poder de fogo e pode contra-atacar no outro flanco. Temos dois grandes mestres do xadrez se enfrentando num match sem favoritos. Mas não desanimemos, ganhamos as três últimas partidas, 2002, 2006 e 2010. O próximo embate será em 2014, e nossa presidenta está jogando bem, não aceitou nenhum sacrifício oferecido pelo PIG. Vamos ver como ela se comporta frente ao ataque do bispo negro na ala da dama. Sds


Davenir - 11/01/2013
um "suicidio" altruista, no melhor estilo de durkheim está a caminho de se concretizar... que seja então!


Pedro Castro - 11/01/2013
Caro Emir,

Não me parece que a midia do PIG esteja suicidando-se.

Em relação ao seu artigo :

1 - ela ainda não se rendeu à reeleição da Dilma e nem mesmo tal reeleição já estaria garantida;

2 -Sobre os jovens que não lêem mais a imprensa escrita, de que jovens estamos falando? De todas as classes e camadas sociais?

3 - Parecem-me exageradas ou inoportunas as afirmações de "crise terminal", "morte anunciada e merecida" e "falta de credibilidade total", apesar do

radicalismo ou sinais de desespero mais recentes;

Na relação de seu artigo com outras evidencias:

1- A imprensa escrita, sobretudo a dos jornais e revistas, sofreu uma transformação enorme recentemente, de modo que cerca de 70% de suas materias hoje são de propaganda ou publicidade de seus atuais patrocinadores, sem duvida tão conservadores quanto ela;

2 - Na Banca de jornal proxima a minha residencia, na

zona sul do RJ, onde adquiro semanalmente a Carta Capital, o jornaleiro recentemente voltou a confirmar que, não obstante a redução de vendas em geral dos jornais e revistas diarios e semanais, a revista Veja

(a mais conservadora do pais) continua sendo a que mais vende naquela Banca.

Enfim, sugiro modus in rebus, nas avaliações sobre a midia e a politica entre nós na atual conjuntura e logo mais!



Airton - 11/01/2013
A mídia brasileira nunca decidiu o que apoiar e o que condenar. Ela, como em todos os países, é controlada por um grupo de nível mundial, o qual trabalha para conseguir maior controle político e, principalmente, para gerar crises, as quais são sua principal fonte de recursos. Para eles a pior situação possível é um país estável.


EUGENIO - 11/01/2013
Concordo plenamente com as palavras do leitor Pedro Castro.



O que se vê e lê é o lixo midiático.

Que "suicídio" seria esse? Tomam conta da internet daqui a pouco...



No momento, em TODOS os restaurantes e botecos do Rio de Janeiro o Big Brother está ligado (não o lixo do BB Bial, mas a própria TV BBB, o diabo da Globo),

e a coisa veio pegando, em quase todo o canto do país está lá essa TELETELA....



Se vejo suicídio, esse é, como sempre, o da esquerda, sempre dividida e palavrória...

A História prova.


martha pires ferreira - 10/01/2013
Emir, obrigada. É triste. real. A saudosa imprensa escrita morrendo afastada de seu compromisso maior que deveria ser para com a cultura limpa, verdadeira, plural, onde opiniões contrarias poderiam se confrontar mesmo nas divergências. A velha midia escolheu a unilateralidade da antidemocracia. Ronca bobagens sem decoro para encher as páginas de palavras ocas, mentiras e futilidades.

Os jovens estão acordados. Basta acompanha-los no mundo inteiro por vias que a velha imprensa não oferece.


Zé Neto - 10/01/2013
Parabenizo este blog e tenho tanta revolta com os meios de comunicação que está nas mãos de poderosos políticos ou gente ligado a eles.infelizmente alguns jornalistas são empregados neste meio e em quem confiar na verdadeira imprensa? perguntar não ofende;Se houve o tal mensalão, porquê os demais políticos envolvidos de outros partidos não foram julgados? e o arquivista Geraldo Brindeiro? Escândalo da pasta Rosa?Privatizações? o país esta vendido e pronto.


Sidarta - 10/01/2013
Do fato da mídia oligopólica estar atacando com virulência crescente governos progressistas não decorre que esteja "cometendo suicídio". A menos que consideremos que a imprensa esteja "se suicidando" desde os anos 50, quando atacava pesadamente Vargas. Nada impediria que continuasse assim por mais 50 anos. Ainda que não tenha leitores entre os jovens (que, normalmente, não leem nada mesmo), isso não impede que ela continue legitimando ideologicamente posturas reacionárias, pelo simples fato de divulgá-las.


Suely Farah - 10/01/2013
Tomara você esteja certo, Emir. Tomara mesmo. O veneno das palavras dessa mídia hegemônica é infernal. A população está exposta a ele cotidianamente e só conta com o bom senso como fator de reação, mas este, como já se sabe, costuma ser confundido com o senso comum, na maior parte das vezes. Veja só o bombardeamento: JN, que apresenta uma ficção no lugar da realidade & BBB, que apresenta uma realidade no lugar da ficção. E tem também agora essa da rádio do rock... Difícil. Porém, repito, tomara você esteja certo, Emir. Grata pelo alento.


paulo - 10/01/2013
Emir,



passei uma longa fase considerando a hipóteses de suicídio pela manipulação grotesca, e consequete perda de credibilidade e do papel social.mas revi minha posição, pois me parece que a mídia não mudou tanto sua forma de atuar nas últimos décadas (pelo menos): nós é que mudamos nossa forma de enxergar a mídia, desnaturalizamos nosso olhar (no nosso caso acho que graças a pluralidade implicita no pós 88, e nos novos meios de comunicação).

a multiplicação de espaços de diálogo e debate tem "aberto nossos olhos" para o que talvez seja o óbvio sobre o papel social dos veículos de comunicação de massa.





Jose Carlos de Almeida - 10/01/2013
Emir e colegas,

existe uma variedade na mídia. Até mesmo a "velha" imprensa tem um certo Grau de pluralismo. Vejam voces: na minha cidade nos arredores de SP, dois jornais competem, um contra o prefeito e o outro a favor. Ninguém liga, nem mesmo is feirantes

O ponto é, deve haver pluralismo. Ainda que 80% estejam a favor de Dilma e Lula, os 20% restantes tem vez e voz

Voce pode até não gostar desse ou Daniele, mas eles existem, publican artigos, tem anunciantes e leitores

Eu não gosto de música "rap" ou brega mas entendo que são estilos que tem seus simpatizantes

Quanto à imprensa escrita estar em decadência é apenas sinal dos tempos e não de preferências políticas

A revista Newsweek já deixou de ser publicada r muitos outros veículos vão na mesma direção. Sinal dos tempos


orlando f filho - 10/01/2013
Quero discordar dos comentários sobre a uol 89fm, pois esta rádio já existiu antes e os caras que a dirigem(Tatola entre eles) são profissionais da cultura, conhecem muito de musica. Foi-lhes oferecida uma estrutura(boa) para trabalhar, eles aceitaram e jamais concordariam com essa baboseira. As grandes casas noturnas americanas eram de propriedade dos gangster e depois da Máfia e não me consta que Dizzie Gillespie vendia heróina para Capone ou quem que seja. Deve lembrar que muitas rádios não estão nas mãos das grandes famílias, ocorrência frequente nas regiões Norte, Nordeste, etc. Vamos devagar prá não confundir. Eu gosto de rock e acho essas rádios de MPB um saco e isso não me transforma dm analfabeto político.


álvaro - 10/01/2013
Se essas empresas de comunicação preferem desperdiçar o dinheiro delas com essas campanhas ridículas contra os governos populares o que podemos fazer? O dinheiro é delas. Anteontem, a Míriam Leitão disse na CBN que ia faltar luz, ontem disse que ia faltar gás; não me admiraria se amanhã dissesse que vai faltar água. Só trouxas acreditam nessas sandices. Mas o número de trouxas está diminuindo...


baader - 10/01/2013
(e até mesmo um canal católico-comercial

- rede vida -, pasmem, aderiu a esta campanha, através de obscuros comentaristas. já viram um tal "minuto da democracia"? a propósito, e aquele que vai "direto ao assunto", do sbt? [o mesmo canal que na ditadura fazia "a semana do presidente"]

pelamordideus!)


Walter Cesar - 10/01/2013
O governo Dilma e o PT deve continuar essa destruíção da mídia poítica. A palavra é RIDICULARIZAÇÃO DA MÍDIA. Os blogs e NET estam aí mesmo como carros chefes


Marcio - 10/01/2013
muito bem observado pelo pelo Emir, talvez não chegue ao suícidio mas chegará concerteza a uma decadência visível por tudo que ela tem feito ao longo dos anos, fizeram sim coisas positivas pra determinados acontecimeto mas com relação ao mundo da politica só andaram em macha ré. fizeram e fazem e tudo para destruir o Lula e a Dilma, aproveita cada coisa negativa no governo para abrir espaço em todos os telejornais para denegrir a imagem desses dois icone que concerteza não será vencido pela PIG, a juventude desse pais realmente n tem o habito da leitura mas também não será mais facilmente manipulado pelas mentiras vergonhosamente falada e escrita.


Alexandre Figueiredo - 09/01/2013
Eu não diria que essas corporações estão morrendo, Emir. Isso porque elas buscam apoio da sociedade fora do noticiário político.



Vejo o lobby que se faz em torno de um programa como Big Brother Brasil, que a mídia promove como o "mais importante acontecimento do país" e uma rádio como a UOL 89 FM, que usa o rock como catarse de uma boa parcela da juventude brasileira.



O BBB é uma franquia das Organizações Globo. A UOL 89 FM é uma joint-venture envolvendo a Folha de São Paulo. A boa recepção de ambos no mercado e na audiência é um grande perigo que tanto faz Merval Pereira e Eliane Cantanhede receberem vaias da blogosfera. A "rádio rock" dos Frias e o "reality" da Globo "lavam" todos os pecados.



Esse aparente pessimismo eu posso constatar através de consultas pelas redes sociais e pelos outros portais da Internet.



O perigo é que os Frias poderão reciclar seu poder se alimentando do prestígio da UOL 89 FM, que também conta com apoio de multinacionais e de grandes empresários da área do entretenimento, como Roberto Medina (ideologicamente ligado ao conservadorismo político).



Portanto, o noticiário político nem é o "prato principal" da manipulação midiática, as coisas não se resolverão se um dia Merval Pereira, Eliane Cantanhede, Miriam Leitão, Ricardo Noblat e Josias de Souza, entre outros, passarem a elogiar Lula e Dilma.



A mídia controla a maior parte da sociedade através do setor cultural. Não é surpresa que o jabaculê, dado oficialmente como "extinto", se ampliou assustadoramente nos últimos anos. E isso poderá formar futuros reacionários daqui a vinte anos, e esse é o grande perigo. Daí essa minha cautela sobre o tal "suicídio da imprensa brasileira".


Amauri - 09/01/2013
Gostaria eu, siceramente que os jovens e todos os cidadãos que apoiam o atual governo, fossem politizados, como disse o colega comentarista, os jovens não leem nada, estão em "bate papos" na maioria das vezes conversas frivolas e sem fundamento, alienados a realidade, não percebem que amanhâ, eles deverão ser os protagonistas da história e terão que travar ardua luta contra a mídia, o neoliberalismo e as sociedades secretas, autories desse sistema.

Lamentável, caso os jovens fossem politizados, a mídia, o neoliberalismo(instrumentos das sociedades secretas elitistas) já teriam desaparecido.


Ronald Mansur - 09/01/2013
quem é o dono do jornal, da radio e da tv?



De imediato a resposta é única: os seus proprietários, os acionistas da empresa.

Uma parte da pergunta está respondida.

Existe o fato de que rádio e televisão para funcionar tem de ter o consentimento da União que é a sua proprietária. A União concede o direito de exploração para terceiros.

O jornal impresso é de propriedade dos donos da empresa.



Mas existe uma figura que consideramos como sócia e dona da televisão, da radio e do jornal, os seus telespectadores, ouvintes e telespectadores.

Na medida que estes donos passam a não ter interesse em sintonizar determinado canal de radio e televisão, bem como deixar de comprar o jornal, eles estarão fadados a falirem.



Com a chegada da Internet, as informações e conteúdos que a tv, o radio e o jornal trazem, passam a ter uma outra estrada para transitarem. O novo caminho da informação tem a carga tradicional da imprensa normal, mas pode trazer outra carga, gerada pelas pessoas comuns e instituições.



A internet é uma opção de informação e de formação, por ser uma estrada que pode nos dar mais opções de conhecimentos e informações.



Se os meios tradicionais (tv, rádio e jornal) continuarem a não dar voz aos diversos setores da sociedade, e não ficando presos a interesses de pequenos grupos, os seus acionistas leitores, espectadores e ouvintes, tenderão a abandona-los.



Com a internet as pessoas do MSJ (Movimento dos sem Jornal), do MST (Movimento dos sem Televisão) e do MSR (Movimento dos sem Rádio) deveriam ser melhor tratadas e ouvidas sobre o que estão, vendo e ouvindo.



Depois não me venham dizer que foram surpreendidos com a nova realidade da informação.


jmhap@terra.com.br - 09/01/2013
A midia está em uma cruzada enfrentando " Saladino" e não percebe isso. Foram oito cruzadas fracassadas até que desistissem................


Jerônimo Corrêa Collares - 09/01/2013
MUITO boa avaliação, Emir Sader!!!





leprechaun - 09/01/2013
"""Certamente a internet é um fator que acelera a crise terminal da velha mídia. Sua lentidão, o fato de que os jovens não leem mais a imprensa escrita, favorece essa decadência."""



os jovens não leem nada, só veem facebook e joguinhos no computador, se é que um dia tivemos um juventude de leitores, meus alunos não têm email, porque eles não leem e não escrevem praticamente nada


Ralph Grubba - 09/01/2013
Emir, não considero um suícidio, e sim uma cruzada. Em que eles acreditam que é o dever deles executa-la. Mesmo que isso os destrua. Mas como sempre terão audiencia, e é preciso existir o contraditório, não que concordemos com as armas utilizadas - a mentira - ele vão se tornar em um folhetim/blog para um público específico.


Zilda - 09/01/2013
As esquerdas poderiam dar sua contribuição para a derrocada final dessa imprensa, cancelando assinaturas e deixando de escrever para revistas e jornais. Mas...até petistas que são espinafrados 24 horas por dia não perdem uma oportunidade para fazer um artiguinho para essa imprensa marron. Nem que depois seus artigos sejam desconstruidos paulatinamente....não abrem mão. Êta ego! ou será que é subserviência mesmo?


Luís Sobral - 09/01/2013
Que a imprensa se encontre no estado apontado eu concordo, porém acho que existe uma superestimativa quanto à natureza do governo Lula ou Dilma.

Dados divulgados pelo IPEA (http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=30) e mesmo entre grupos que ajudaram a eleger Lula contestam sua natureza anti elitista (http://www.mst.org.br/jornal/274/editorial). Deve-se levar em conta ainda as relações politicas que foram e estão sendo fomentadas entre estes governos com pessoas que se alinham mais com a pequena parcela da população que detem 80% das riquezas do país e banditismos Brasil afora (Amapá, São Paulo, entre outros) do que com ideias sociais concretos.

Chamo atenção especial para o caso do Rio de Janeiro e o apoio a atual gestão. A MULTIRIO é uma empresa publica de Educação, pois vive de verbas da respectiva Secretaria, e que atua no segmento da comunicação/mídias onde o prefeito Eduardo Paes durante muito tempo usou os recursos desta instituição para fins pessoais. Enquanto servidor, e pelo fato de ter me manifestado contrariamente, fui perseguido e exonerado sumarissimamente sem direito a defesa. Diversos profissionais de comunicação que atuam em outros veículos e também ali trabalham nada informam sobre o que ocorre. E este é também, na minha opinião, um dos sintomas da morte da imprensa: ausência de posicionamento profissional em troca de interesses pessoais, pois o profissional de imprensa depende muito mais de afinidades politicas do que qualidade profissional para atuar no segmento.

Se aceitarmos que a mera distribuição de bolsas caracteriza um governo favorável ao povo deixaremos de notar uma quantidade de violência que subjaz sobre ele (http://www.youtube.com/watch?v=JsEwcxpq064). Mesmo entendendo que programas sociais desenvolvidos ao longo destes governos são positivos toda ligação politica e continuidade de enriquecimento das elites não traduzem um governo não favorável à ela.



Flávio Wolf de Aguiar - 09/01/2013
Obrigado, Emir, por este sopro de otimismo e esperança.

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