Quinta-Feira, 22 de Junho

09/11/2014 - Copyleft

Por que a Dilma quase perdeu (E o que fazer para não correr mais esse risco)

Não ter avançado no processo de democratização dos meios de comunicação quase levou à interrupção dos governos que mais promoveram a diminuição da desigualdade.

por Emir Sader em 09/11/2014 às 07:17



Emir Sader


Uma simples comparação dos governos do PT com os do PSDB - e considerando que a Dilma se propôs a dar continuidade a esses governos e o Aecio a retomar o governo do FHC – levaria a uma vitória acachapante da Dilma no primeiro turno. No entanto, a vitória foi apertada e em alguns momentos da campanha parecia desenhar-se uma vitória da oposição.

Como isso é possível? Como mais de 50 milhoes de pessoas, quase a metade dos eleitores, votaram pelo fim dos governos do PT e pelo retorno a um governo tucano?

Parecia predominar em alguns círculos do governo e da esquerda que por fazer governos que sem dúvida beneficiam a grande maioria da população, tanto esses  beneficiários como os que querem um pais menos injusto, votariam pela candidata que representa a continuidade e não pela sua ruptura. E triunfaríamos no primeiro turno.

Falta a essa visão tecnocrática da realidade, a compreensão  da intermediação que entre a realidade concreta e  a consciência das pessoas interfere a formação da opinião pública. Poderiam ter lido Gramsci ou quaisquer outros autores mais de moda, para saber a importância que a mídia tem na formação da consciência das pessoas. Ou mesmo o Marx do XVIII Brumário, onde ele mostra como amplas camadas da população podem, pelo mecanismos de inversão que a ideologia produz na consciência das pessoas, votar contra seus próprios interesses e até mesmo erigir lideres que representam interesses opostos aos seus.

 E como esses mecanismos atuam no Brasil? Além dos mecanismos clássicos da ideologia numa sociedade capitalista, que esconde o essencial  - como a exploração do trabalho e a acumulação de riqueza nas mãos dos capitalistas – a ação dos meios de comunicação falseia os dados básicos da realidade e, pela reiteração cotidiana ao longo dos anos, fabrica consensos falsos.

 No caso do Brasil, essa ação fabricou, entre outros, os falsos consensos de que o governo é incompetente, de que o PT é corrupto, de que a política econômica está errada, de que a Petrobrás representa um enorme problema pro Brasil. A grande rejeição fabricada contra a Dilma é uma consequência da reiteração desses e outros clichês que, reiterados e sem encontrar mecanismos similares de resposta e de desmistificação, terminaram impondo-se.

 Alguns exemplos ajudam a entender o fenômeno. A votação maciça da Dilma no Nordeste se deve, centralmente às politicas sociais do governo. Aí o efeito da mídia tradicional é menor, a mudança na vida das pessoas se impõe como critério de decisão politica. Enquanto que no centro sul e  no sul o efeito da mídia é maior.
 
Dos 51 milhões de votos de Aécio, pelo menos metade devem ter sido de camadas populares, em particular em São Paulo. Gente que muito provavelmente melhorou significativamente de vida, mas não teve a consciência das razões dessa mudança e votou contra o governo.

No essencial, Dilma triunfou pelas políticas sociais. Foi o voto popular que deu a vitória à Dilma, no essencial. A unificação aguerrida da militância de esquerda no segundo turno acabou sendo o fator que permitiu o triunfo.

O governo perdeu o debate na opinião pública. Tanto assim que a Dilma teve os piores resultados nas grandes cidades, onde a influência dos meios de comunicação é mais concentrada. Quando foi possível, nos programas eleitorais, por exemplo, demonstrar a real situação da economia do país, se desarmou um dos pilares da campanha opositora, o do terrorismo economico. Pesquisa já próxima do final da campanha revelava que a grande maioria da população – inclusive entre os que votaram Aécio – considera que a situação econômica do país é boa, tem perspectivas otimistas para o próximo ano, consideram que o desemprego vai diminuir mais ainda e a inflação está sob controle. Bastou romper minimamente o monopólio da informação, para que a opinião pública mudasse seus pontos de vista.

Em resumo, não ter avançado em nada no processo de democratização dos meios de comunicação quase levou à interrupção dos governos que mais promoveram a diminuição da desigualdade, da pobreza e da miséria no Brasil. O governo não tem mais o direito de permitir que, enquanto socialmente se democratiza a sociedade brasileira, a formação da opinião pública se submeta ainda a um processo não democrático, em que alguns fabricam e manipulam essa opinião, para atender seus interesses minoritários no país.

Se o Congresso atual e o eleito não tem como aprovar uma lei de democratização da mídia, o governo tem que encontrar os meios para colocar em prática a norma constitucional que proíbe os monopólios e os oligopólios nos meios de comunicação. Alem de que precisa fortalecer exponencialmente as mídias publicas já existentes e os meios alternativos de comunicação – as rádios, as TVs, a internet, os jornais.

Para que não se volte a correr os riscos das eleições deste ano e o Brasil possa ser também uma democracia pluralista na formação da opinião pública. Essa a primeira e principal reforma que o Brasil precisa implementar.

Tags: Política





Pablo Iacovazzo - 28/11/2014
Falta à esquerda brasileira (e latino-americana em geral) um contraponto suficientemente forte e influente aos "think tanks" de direita, como o todo-poderoso Instituto Millenium. Instituições como o Foro de São Paulo agem em um dimensão diferente do jogo político, e seriam necessárias ferramentas equiparadas às da direita para se combater suas ideologias de igual para igual. E a esquerda está muito atrasada no desenvolvimento destas ferramentas.



A democratização da mídia é apenas um importante ponto de partida, mas ela somente não basta. Independentemente dela, é preciso ampliar o alcance das idéias de esquerda ao cidadão, para que ele tenha subsídio e embasamento suficientes para discernir e avaliar os tipos de informação a que ele é diariamente submetido.



Disputar com o poderio econômico dos grandes grupos de mídia não é tarefa fácil, entretanto. Talvez as centrais sindicais e demais movimentos populares tenham um papel ainda mais importante a desempenhar do que aquele que já têm hoje. Mas uma atualização dos métodos e aumento do alcance são imprescindíveis para isso.


antonio luiz da silva - 14/11/2014
Os feitos da policia federal não resultou, graças a boa fé do povo, que não lerem essas porcarias de jornais, estas revistas esdruxulas, e ultimamente nem mesmo o tendencioso elitista jornal nacional. Foram essa parcela da sociedade brasileira, digamos a semente virgem sem agrotóxicos que salvaram a DILMA, mesmo diante do potente vírus criado pela classe rica para detonar com o desavisado PT, alastrado por uma contaminação generalizado chamado de "mensalão" não ultrapassou a força e a convicção do nordestino e do mineiro, que puxou o PT do abismo que estava sendo jogado, pela desqualificação do seu governo, uma presidente tomando o nome de mentirosa, diante dos olhos do mundo, um vexame que nos envergonhava, a cada ataque que seu adversario lhe dirigia, Salvamos o brasil de uma decaida profunda, pela terceira vez, mas não espere pela quarta, pois ninguem e saco de pancada. façam valer a força que lhes damos, existe sim, um raxa no pais, e compete agora a decisão da propria presidenta, e dos petistas no congresso, dessa vez quem vai cobrar os resultados somos nós, "o povo" que não deixou ser enganado, queremos o respaldo disso, a começar pelo governo agindo com a verdade e punindo os adver´sarios do Brasil e dos brasileiro.


roberto danunzio - 14/11/2014
Desencarna, Orlando, você está obcecado!!


arquimedes andrade - 13/11/2014
É uma boa a luta para transformar um Brasil em uma grande Suécia: estado bem estar social para todos, juros mais baixos e lucros menores para os patrões produtivos. Mas, para transformar o Brasil em "dobradiças felizes" ainda no capitalismo (... ) é uma grande "revolução democrática". Falei.


Renato Lazzari - 13/11/2014
"Questão de percepção" ou "O tiro que o PT deu em seu próprio pé".



Uma parte considerável das pessoas que tinham a percepção de que eram excluídas, depois das políticas inclusivas do PT, não se sentem mais daquela excluídas e portanto não votam mais no PT. Ainda se se pudesse dizer que a grande massa tem algo além de percepções, que não é formada por quase-analfabetos políticos... Claro que Emir tem razão quanto aponta para a necessidade do governo encontrar uma forma alternativa de comunicação popular (talvez um jornal impresso nos moldes da Voz do Brasil ou da TV Brasil, a ser distribuído pelas repartições públicas federais... quem sabe?), mas creio que independente disso o PT precisa tornar sua imagem mais "palatável" à quem agora não se acha mais excluído e sim pensa de si que agora é classe média.


arquimedes andrade - 13/11/2014
Porque o PT entrou na zona de conforto; porque o trabalho de base e voluntário virou uma raridade; porque as campanhas são terceirizadas; porque a comunicação é frágil; porque faltou mais contato, aperto de mão, abraço, beijos... ( afetividade política) entre os dirigentes e o povão); porque faltou mais cheiro de povo e participação popular.

E tanta coisa. Mais faltou mais uma: a nossa própria mídia (jornal, TV). Essa TV do Governal Federal tem que se espalhar antenas por todo Brasil. E por final, porque falta vergonha na cara. Chega dessa esculhambação de corrupção que vai corroendo a credibilidade do PT e da esquerda.

Dilma tem que cortar essa imundice pela raiz para o bem do próprio futuro do PT. É duro fazer campanha na rua e em cima de carro de som, com a tucanália ( o pior exemplo de ética) nos chamando de "mensaleiros e bando de ladrões".

É hora de reciclagem na política, a começar pelo PT. Ou faz ou faz.


Orlando F. Filho - 13/11/2014
Como alguém pode ser tão idiota prá dizer que a Dilma foi beijar a mão do William Bonner? Gente, quanta ignorância; Se a record fosse a emissora de mais audiência no Brasil, iria entrevistar a presidenta eleita do Brasil. É incrível como tem gente que não tem a mínima noção. Quer dizer se esse sujeito aí fosse eleito deputado, senador ou qualquer outro cargo público, não iria dar entrevista na Globo? E a informação para o eleitor pois muita gente não tem internet e apenas 5% da população mundial possui computador ou tem acesso à rede. Quanta ignorância!!! Dá até náusea, mas aquela náusea do jean paul sartre. Deixa prá lá é muita ignorância.


Adjair Alves - 11/11/2014
Entendo mais que necessário a convocação de uma constituinte para fazer a reforma política, um colegiado que seja dissolvido com o fim da reforma, pois não acredito na capacidade desse atual congresso nem do próximo, para tal. Quanto a democratização da mídia, é preciso acabar com o quartel da informação. Basta ver as matérias divulgadas nas grandes mídias desse país; Estadão, globo, veja, isto é e Folha de São Paulo durante as eleições, todos alinhado contra o governo popular do PT. Isso não é comunicação nem informação, isso é baixaria política. É isso que chamam de liberdade de imprensa?


Geraldo Majela P. Tardelli - 11/11/2014
Emir,



está na hora do PT e Cia fazerem uma autocrítica dos erros grosseiros do Governo Dilma e pararem de arrumar culpados. Certo, a mídia foi implacável, foi.. Foi desonesta, foi.. Tudo isso é verdade.. Mas contra números não há argumetnos... O aumento da miséria em assombroso 4%, o aumento do desmatamento, os juros elevadíssimos, etc, apontam que a Dilma pouco se empenhou naquilo que é essencial.



Pare de ser aulico, você está perdendo a credibilidade...


Paulo Roberto Rodrigues Soares - 11/11/2014
concordo que é importante regular a mídia e a reforma política. mas também é importante fazer um bom governo PROGRESSISTA, com menos concessões ao grande capital e ao agronegócio e mais relações com os movimentos sociais e os setores de classe média e média-baixa. mas vejo que isso será muito difícil com o congresso mais conversador e a mídia mais golpista ainda.


Carlos Salgado - 11/11/2014
Geraldo, meu irmão,

com o que Dilma teria ficado tão preocupada a ponto de não preocupar-se com o que é essencial?

Teria sido com o Mais Médicos, com o Brasil Carinhoso, com o PAC 2, o minha casa minha vida, com a covardia dos empresários que não investiram com juro baixo (que alterou até a regra da poupança) e dólar baixo, terá sido com a espionagem, terá sido com 10% do PIB para a educação, terá sido com 75% do Pré-sal para a educação e 25% para a saúde?

Que números são esses de desmatamento e crescimento da miséria, quem os fornece?

Dilma tem sim o que melhorar, mas ser injusto com ela talvez seja ser áulico a atmosfera de crítica criada para deslegitimá-la.



Fique com Deus,

um abraço.


Marcia Eloy - 11/11/2014
Eu gosto muito das "logias", Eu estudei psicologia e acho que as pessoas que atingem um certo grau econômico na vida tem um enorme medo de perde-lo. S agarram no "status quo" e o Aécio falou muito na necessidade de mudar para melhorar. É bem provável que as pessoas acreditaram. A sociologia mostra que todo grupo tem um líder e o que este líder pensa influencia o grupo que o comanda. Num país despolitizado como o nosso, que aliás devemos fazer uma "mea culpa" pois os Núcleos do PT foram se diluindo e com eles os debates, as palestras e todo o lado político do PT que era bem forte. Os Deputados Estaduais e Federais, do PT. que eram líderes em suas comunidades, sem Núcleos perderam a força. Só no último momento se uniram e conseguiram a vitória para Dilma que seria bem maior sem a Veja e o boato da morte do doleiro Youssef., A luta continua e a união mais do que nunca é necessária.


Felipe Leite - 10/11/2014
Gostei do texto. Eu moro em SP capital, conheço gente rica e já fiz e faço trabalhos sociais com pessoas que não tem nada. Eu acho que de certa maneira a "classe media" que para mim é aquela que ganha de R$4000,00 até uns R$10,000 no máximo, e não a que o governo inventou, não se sente muito representada pelo PT. São pessoas que pagam altos impostos, e tem que gastar com saude, educação para os filhos e etc, serviços publicos no Brasil, apesar de terem melhorado muitos nesses ultimos anos ainda deixam a desejar. Esse pessoal acaba se frustrando porque diretamente não ve benficios e ganhos para eles, por mais que eles existam... não sei se consigo deixar claro mas boa parte desse pessoal que tenho contato reclama que paga muito imposto, não conseguem comprar a casa que querem porque está caro, tem que gastar com educação para os filhos e etc... e isso acaba caindo no governo. Um outro fator que percebo em SP é o "Anti-Petismo", do mesmo jeito que já critiquei algumas vezes o pessoal daqui por apoiar cegamente o PT em algumas questões, o inverso também acontece, nego aqui prefere ficar sem agua a ter um candidato novo e votar no lixo do PSDB, ai junta com a midia, e etc que faz a cabeça da galera também. Falando por SP é dificil de entender. ( Claro que a midia podre ajuda muito a fazer a cabeça por aqui, mas não acho que é só isso )


João Moura - 10/11/2014
parte 2 do comentário...



Mas é verdade que esta atitude leva o PIG a brigar sozinho e pode por em risco a própria continuidade deste mesmo governo. Sem dúvidas, mas o que fazer? A quebra de monopólios de mídia não se faz como num passe de mágicas. Mesmo com tudo dando certo e com o congresso domado quem assumiria o lugar das porções desoligarquizadas da Globo, RBS et al? Um fundo para as mídias alternativas? Mídias públicas? a implantação deste emaranhado demoraria anos e com certeza causaria uma paralisia no congresso que afetaria inúmeras votações importantes para o povo. OK, mas então como resolver?



Os gurus a mídias alternativas de esquerda como você, PHA, Nassif, etc... precisam se organizar e constituir um veícujlo organizado alternativo. Um anti-PIG.



Este anti-PIG seria centralizado na internet e teria blog, site, páginas em redes sociais etc..., mas também uma parte impressa. Como? O conteúdo impresso seria pautado diariamente e disponibilizado para impressão e uma organização com a militância faria a distribuição. 



Tanto na internet quanto na forma escrita o anti-PIG rebateria diariamente cada informação manipulada divulgada pelas 6grandes. didaticamente e com liguagem do povão.



precisa de dinheiro para fazer isto? sim. menos do que se supõe, mas precisa sim. neste ponto os cabeças precisam pensar um pouco como capitalista e "correr atrás do funding". Como? falando com empresários progresistas para anúncios e doaçõs, contatando organizações internacionais, etc... tem que usar a criatividade.



Isto é buscar uma solução sem ficar esperando a Ley de medios. É a praxis. Com um veículo montado e estruturado, quais seriam os quesitos para que este anti-PIG passasse a receber parte as verbas de publicidade de estatais? Quais os quesitos para os governadores e prefeitos do PT comprarem suas assinaturas?



Com isto esteríamos ajudando a Presidenta e o Brasil sem o quase sebastianismo atual.



Sou uma pessoa de esquerda e sempre votei no PT, mas acredito que os blogs de esquerdam pregam mais para convertidos do que atuam no sentido de realmente e proativamente contribuir para os governos progresistas. O amigos do presidente Lula talvez seja uma excessao parcial. Ali vi uma chamada para a militância angariar indecisos para Dilma e muito me alegrei. O PHA no entanto parece um órfão e acaba de fazer biquino porque Dilma não foi a uma celebração do Mino Carta.



creio portanto que antes de gastar tempo reclamando precisamos trabalhar. Parar de choramingar e propor algo prático para ajudar os dois maiores líderes que este país já teve.



se alguém tiver outras ideias vamos colocá-las aqui e discutir. se minha proposta não funciona vamos colocar alternativas e faer alguma coisa e finalmente vamos parar de dizer que o PIG está quase morto. não está! a direita tem grana e se reinventa indefinidamente. é outro sebastianosmo a evitar.



Federico Cortéz - 10/11/2014
Entenda-se mídia alternativa como trabalho de base transformador( ver o partido espanhol) Podemos, não como mídia alternativa, mas ainda burguesa. Insira o seu comentário.


roberto danunzio - 10/11/2014
O PT não está interessado de fato em fazer a reforma política e tampouco a regulação da mídia. Teve doze anos para tentar fazê-lo e não moveu uma palha. Agora precisou falar na campanha que ia fazê-lo porque se viu jogado contra as cordas e precisou acenar para o eleitor de esquerda mais consciente, isto é, melhor informado, senão perderia a eleição. E agora precisa prestar contas a este eleitor, dizendo que vai encaminhar as propostas para o congresso. Alguém tem alguma dúvida que o PT sabe o bastante que as propostas não vão passar no congresso? Assim, jogam a toalha, a culpa não é minha e tudo segue na modorra de sempre. O que Dilma fez logo na segunda-feira após a eleição no segundo turno? Foi dar uma entrevista no Jornal Nacional, foi beijar a mão do William Bonner. Todos querem disputar o voto da maioria, o voto alienado e só apelam para o eleitor consciente, informado, se estão desesperados. E todos governam para os grandes interesses enquanto se viram para engalobar este mesmo eleitor mal informado.


Cristina Reis - 10/11/2014
O povo brasileiro nem imagina que as palavras são o reflexo dos pensamentos e sentimentos e têm um poder enorme, tanto para louvar quanto para destruir as outras pessoas. Em se falando da mídia canalha, o Partido da Imprensa Golpista, parte das vezes, não medem realmente o impacto dos seus noticiários com o no intuito de ludibriar com as suas mentiras, principalmente, as pessoas analfabetas politicamente, sejam de qualquer segmento da sociedade e classe social. Foi através da propaganda nazista massificante, o poder das palavras e o xenofobismo que levaram Hitler ao Poder, igual, aos noticiários da Globo tem feito no intuito de se criar uma insatisfação geral e ódio aos outros países latinos americanos, co-irmãs. A eleição de 2014 ficou claro e evidente o interesse e a intenção, como ainda existe, em querer derrubar uma Presidente popular eleita democraticamente. Mas os mais 50% que conseguiram, na base da disseminação da verdade nas mídias sociais, eleger a Dilma, e que não deixarão que isso aconteça. Brasil, o seu filho não fugirá da luta.


João Moura - 10/11/2014
Insira o seu comentário.


ana fadigas - 10/11/2014
A TV , ainda, domina totalmente a informação. O restante pesa menos. O que fazer?


Adriano Dias - 10/11/2014
Quanto tempo de TV tinha a Dilma no programa eleitoral ? Ela perdeu nos grandes centros urbanos porque aí se concentra os maiores problemas do pais como transporte,saúde,educação e onde também ocorreram as maiores mobilizações.Ela quase perdeu porque negou as reivindicações de Junho e não porque teve pouco espaço na mídia.


Luiz Herlain - 10/11/2014
Insisto que houve tentativa de usar o modelo "golp'88'Cwb'PR" sacramentado no Paraná seu estado origem, foi Prejudicado pelo acidente da troca de Candidato no PSB, quando foi intrduzida a possibilidade de duas Mulheres no Segundo Turno, mesmo assim o "golp" prevaleceu, só não venceu no Brasil pela qualidade que a candidata Dilma com a segurança das forças Sociais e Populares enfrentando o machismo explícito do "coronelzinho" Aécio foi abatido pelas suas próprias envenenadas teorias das prosperidades mentirosas" A dose da "veja" ofendeu a inteligencia Nacional e a "globo" marcada severamente pelas Redes "Sociais" não pode agir como em 88\89 contra o Brasil"

História Geral dos "golp'88Cwb'PR aplicados e sistematicamente vitoriosos nos Estados do Sul, carecem de ser denunciados e desmontados como base fundamental de conteúdo político com reformas das bases Partidárias na Sociedade Civil fortalecida pela brilhante Cidadania Ativa mobilizada na eleição de 2014"

"Plebiscito'JÁ com mobilização social e POPULAR"

"Luiz Herlain - escritor - Conselheiro das Cidades"



Luiz Felipe Oiticica Machado - 10/11/2014
O leitor Roberto Danunzio tem total razão. Não há como imaginar que o PT vá - logo agora, quando por pouco não perdeu o governo - enfrentar a mídia reacionária e golpista. Conversa mole. Para fazer isso, com um Congresso bem à direita e uma oposição que não lhe dará tréguas, seria preciso mobilizar as massas. E isto é a última coisa que o PT pretende fazer.


vicente torres mourão - 10/11/2014
Não li ainda nenhum comentário dos partidos de exterema esquerda a respeito de suas colaborações com um governo social democrata do PT . Não se trata de converter o PT em partido de esquerda , mas de fazer um governo de coalizão onde os partidos de extrema esquerda tenham assentos no ministério . Que tal ser levado a sugestão de colocar no ministério das cidades O Deputado Federal eleito Pelo PSOL do Pará Edmissom Rodrigues que já foi prefeito de Belem e se mostrou um bom administrador . Mas é preciso que o PSOL dê seus passos em direção a este governo de coalizão . Porque o Senador Ranulfo jnão alia suas ações suas ações com a bancada governista no Senado? .


João Moura - 10/11/2014
este comentário tem 2 partes...



Emir,



você é uma pessoa notável. Da mesma forma, outros blogs e espaços de esquerda contribuem efetivamente para uma discussão um pouco mais equiibrada no Brasil.



Mas cOmo combater o PIG? esta pergunta ronda todos os espeços de esquerda. Por que a Dilma não defende uma Ley de Medios logo para acabar com o PIG? Será que não vê o que o PIG faz?



Acho profundamente viesadas estas questões da maneira com que são colocadas. Pressupõem que a presidenta e também Lula são inocentes altruistas ou covardes. Não é bem assim.



Desde 2003 a esquerda tem governado com as armas e um campo de batalha de direita. O congresso  nacional é muito menos progressista do que pode pressupor as maiorias da base do governo na câmera e no senado. Mesmo no executivo, você acha que o Michel Temer quer uma Ley de Medios? Não é por outro motivo senão assegurar um pouco de governabilidade e por priorizar a implantação de políticas públicas para os mais pobres deste país que a presidenta aguenta a avalanche de críticas do PIG. Razão parecida explica suas atitudes perante as discussões sobre a lei de anistia. Acha mesmo que ela não gostaria de ir fundo no tema, inclusive por ter ela mesma sido torturada naquele regime?



Dilma e Lula colocam os interesses do povo antes dos embates com oligarcas conservadores. Antes de ir pra cima das famosas 6 famíglias ela tem trabalhado pelo Brasil mais carente.



....continua...


Eliane Facion - 10/11/2014
Corretíssimo! Estou impressionada com o nível de desinformação, mas sobretudo, com o baixo nível dos debates...Hoje, não se discute nada, absolutamente nada sobre os interesses do país. Pela implantação, agora, da Constituição Brasileira!



arquimedes andrade - 09/11/2014
Não é fácil responder a essa questão. Mas falta educação política e formação de quadros novos. Falta mais química entre governo e população. Falta trabalho de base orgânico para segurar a onda nas crises políticas. Falta mais rigor ético na preparação dos quadros desde a base. Não é uma saída fácil a regulação dos meios de comunicação. Creio que o PT deve dar mais nitidez ao seu programa e fazer uma aliança com o capital produtivo versus o capital especulativo. Organizar m grupo de mídia progressista, fortalecer a mídia estatal e alternativa. Criar um jornal nacional e o movimento sindical criar uma TV com maior amplitude nas grandes cidades. E fazer um pacto com os movimentos sociais para superação das desigualdades e ao mesmo tempo colocar na pauta a reforma política o financiamento público de campanha, tornar crime o caixa 2, e enfrentar a regulação da mídia.


Roberto Junior - 09/11/2014
Sem dúvida professor Emir Sader.A militância lutou muito através das redes sociais , foi muito cansativo.Principalmente por termos que discutir com amigos e parentes próximos para defender os governos Lula / Dilma. E vimos de perto a oposição toda a mídia (fora o desserviço do ex-ministro JB esse ano esculhambando com integrantes do PT) tentando encurralar o governo as vésperas do segundo turno.É preciso levar a sério a questão das providências quanto a maior democratização dos meios de comunicação.Como li dias atrás, se a esquerda é ingênua, a direita é cruel.


SOCORRO SALES - 09/11/2014
Com certeza, prof Emir! As "piadas" que constantemente lotam o facebook, na verdade são muito superficiais. Mas o pior é que as características do eleitor do Aécio são agressivas, de modo que o diálogo se torna impossível. Nos resta agora aguardar e esperar que de um lado a Dilma consiga por em prática as reformas tão esperadas, e de outro, que os eleitores do Aécio possam reconhecer a importância do diálogo no nosso regime, sem abalos, democrático!


Krishna Neffa - 09/11/2014
Não dá mais para negociar com essa mídia golpista. O embate somente ocorre na época da eleição presidencial. Depois, colocam o assunto em banho maria. Se o governo cometer o mesmo erro, corremos o risco de um atraso de 50 anos em nossa história. Coragem Dilma!


antonio luiz da silva - 09/11/2014
A reforma dos meios a pior barreira que o governo tem que quebrar, e vai ser preciso muita pericia, e como podar uma arvore frondosa nascida no passeio da casa, principalmente quando seus galhos estão pendidos para cima do telhado, assim tem de ser considerada, essa reforma (poda da grande arvore) quando se fala nos meios, se falam em raízes, que na comunicação se encontra enraizada nas religiões, principalmente as evangélicas, estes são meios poderosos que da sustentação a arvore da comunicação, não pode cortar e jogar no fogo como jesus Cristo mandou castigar aquela, tem que usar o mesmo método que elas usam para arrecadarem o dizimo dos seus fieis, vendendo lhes o que era para ser de graça, a fé, um produto que tem rendido e arrebanhado muito prestigio, estes meios tem de ser taxado com a mesma perspicácia com que eles taxam seus fieis, ou como as industrias de cerveja e cigarro, produtos que viciam, e que não e alimento, desta forma, tende a atingir as minusculas raizes desta grande arvore que quase nada produz a não ser para atrapalhar o crescimento de outras em seu entorno por ofuscar a luz do sol, acobertadas pelas sua sombra, não precisam ter medo do castigo e as pragas que eles rogam, pois igreja financeira cercada de filantropia, so afasta cada vez mais de Deus, e negligencia a César, eles tem sim, que pagar o tributo a Cèsar, pois estão se capitalizando como nunca na jurisdição dele. E para Deus, isso sera de grande ganho, pois verá quem realmente os serve,


Orlando F. Filho - 09/11/2014
Penso que houve uma manipulação descarada não só da mídia golpista, mas, por exemplo, quando dilma subia nas pesquisas, a bolsa de valores em SP cai e o dólar subia. Bastava a próxima pesquisa dar um pequeno favoritismo para o playboyzinho, os mercados reagiam. Ora, claro que isso foi uma manipulação explícita, nem tiveram o cuidado de disfarçar as verdadeiras intenções. Ainda hoje ouvi de uma pessoa próxima, que dilma foi conivente com o escândalo da petrobrás. Lembro certa ocasião que estava reunido com amigos em um churrasco e um deles comentou que era uma vergonha josé dirceu ter direito a regime semi-aberto. Eu perguntei que ele queria o que? Uma execução em praça pública? Qualquer cidadão réu primário tem direita a pleitear regime semi-aberto em caso de bom comportamente e, claro, trabalhar durante o dia e voltar para a cadeia à noite. Vejam quanto ódio o PT desperta em SP. Penso que podemos fazer um trabalho de base mais eficaz, pois devemos lembrar que, historicamente, os partidos de esquerda são fortes quando conseguem mobilizar as classes mais oprimidas pelo capitalismo. Penso, também, que a alienação política dos brasileiros ajuda pois para entender política é preciso muita leitura e a mídia golpista sabe como manipular a informação. Sei que é difícil, mas temos que identificar quando a manipulação é clara e olha que no brasil isso não é difícil. Basta ver o tal bispo edir macedo com suas redes evangélicas. O cara mesmo sendo filmado tomando banho de dólares, os fiéis disseram que aquele vídeo foi montado. Quer dizer, as pessoas deixam-se levar por disse-me-disse. Vou fazer aqui uma confidência. No primeiro turno, eu iria votar no pstu do zé maria, enfim, por no passado ter uma certa relação com a convergência socialista, etc. Porém quando percebi que dilma poderia ser derrotada pelo playboyzinho, votei nela no primeiro turno e no segundo. Penso que foi uma decisão sensata de minha parte, pois temos que aprender a não pensar com o estômago em relação à política. Não é um fla x flu é uma decisão séria que pode mudar os rumos do país. Todos nós sabemos o aconteceria se o outro ganhasse. Ele mesmo disse que iria "fazer um programa melhor que o bolsa família." O que isso significa? Acabar com o programa existente, pois não haveria sentido criar outro programa. Claro que a intenção era acabar com o bolsa família e basta checar as declarações de armínio fraga, com seu rame rame neoliberal dizendo que as estataís eram um desperdício do dinheiro público. Não devemos esquecer que, apesar deles hipocritamente defenderem a petrobrás, no governo fhc quase mudaram o nome para petrobrax para vendê-la a preço de banana e só não conseguiu porque as grandes irmãs estavam interessadas só no setor de distribuição pois a prospecção gera custo com equipamentos, etc mesmo que tenhamos o pré-sal, queriam vender uma das maiores empresas do mundo a preço de banana.


Jacques Stifelman - 09/11/2014
Emir. Dizer que a oposição achava que a Petrobras era um grande problema para o Brasil não é serio. A oposição dizia durante a campanha que a corrupção na Petrobras era um problema e eu sei que voce sabe a diferença.


Jose Loureiro Rodrigues - 09/11/2014
já está mais do que na hora de um grande jornal com tiragem nacional, de centro-esquerda (vá lá!) para fazer frente ao PIG. Lembram da "Última Hora"?


luiz gonzaga teixeira - 09/11/2014
Sim, mas faltou afirmar o mais importante. Democratizar a mídia, para a direita, é permitir que o dinheiro compre, organize etc.,como em qualquer ambiente empresarial. Mas nós de esquerda temos visão oposta: democratizar a mídia é democratizar do ponto de vista do consumidor, ele tem direito a ver pelo menos dois lados da realidade. Mais que isso, o governo tem que atuar ideologicamente, pois é para isso qeu ele é eleito inclusive: propondo e lutando para que a tv por satélite chegue a todos os lares. Isso se consegue chamando as grandes empresas do setor em busca de um plano, ou, em último caso, até estatizando.Mas só em último caso. E tem que agir também como líder. O governo tem força para reunir empresários e jornalistas para constituir uma imprensa não de direita, quer dizer, de centro, esquerda e que pretenda ser objetiva. Formar no Brasil, pode ser até o atual canal BR, um canal ou canais nos moldes da BBC. Enfim, atuar, e não ficar vendo a ação da direita. Que, na minha opinião, está certa, está fazendo o seu papel.


Sebastião Laércio Machado - 09/11/2014
A TV Globo usando sua teia vasta de comunicação atinge praticamente todo o território nacional. Seu poder de influenciar a opinião pública para o bem e para o mal faz dela, de fato, o primeiro poder politico. Tamanho é seu poder que, com impressionante frequência, magistrados da mais alta corte da Justiça parecem sempre prontos, a qualquer hora, a dar opinião sobre temas de interesse da emissora. Governadores e parlamentares lhe fazem referencia ou se mantem a respeitável distancia de seus holofotes.


Alberto Rafael Cordiviola - 09/11/2014
Boa parte dos eleitores de Aécio são pobres, claro; seria muito bom se os 50 milhões que votaram as políticas do PSDB ou da Marina, fossem ricos ou classe média. É óbvio também que a mídia teve papel fundamental na construção de um ambiente hostil ao PT e à Presidenta. Mas acho que há também algo de mais profundo, e mais difícil de combater: a cultura do privilégio. E o privilégio não está determinado somente pelas possibilidades que temos, mas também pelas impossibilidades dos outros. Mesmo muitos daqueles pobres que melhoraram durante os governos do PT, sentiram que "perderam" os privilégios que tinham em relação aos muito pobres que melhoraram. É algo semelhante ao racismo dos brancos muito pobres em relação aos negros. E esta cultura não se combate somente combatendo o oligopólio da mídia retrógrada, é necessário ir mais profundamente no combate à cultura do privilégio. Cultua à qual, certamente, contribui mui to a mídia dominante. A presença de uma mídia pública tem um papel educador fundamental no atual momento em que a mídia "educa" muito mais do que as escolas.

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