Terça-Feira, 29 de Julho
Colunista
23/06/2013 - Copyleft

Classe média acordou para a melhoria dos serviços públicos



Vamos combinar: a providencial burrice e estupidez da policia conseguiu, como sempre consegue, colocar nas ruas uma multidão que as militâncias organizadas, por mais aguerridas que sejam, raramente conseguem. O que deveria ser mais uma entre muitas manifestações de um magote de mil ou 2 mil pessoas, por algumas ruas da enorme São Paulo, sem direito a notícia no "Jornal Nacional", tornou-se, em poucos dias, uma explosão de 1 milhão, espalhados em 80 cidades bra-sileiras. Talvez tenha sido mesmo este o objetivo do governador Geraldo Alckmin, ao soltar os seus cachorros, se fosse possível lhe atribuir tamanha inteligência estratégica e visão premonitória...

Mas como ensinavam os manuais dos antigos guerrilheiros, uma fagulha pode incendiar a floresta. Havia uma insatisfação latente no ar catalisada, pela boçal repressão, em gigantescas mani-festações. E essa insatisfação só esperava um motivo para explodir assim que se abriram, para serem vistos principalmente pela televisão, os maravilhosos estádios (ou "arenas") construídos, pelo governo, para a FIFA.

Não são tão difusas assim, como se pretende, as demandas. Cartazes e palavras de ordem pedem educação (pública), saúde (pública), transportes (públicos) no mesmo "padrão FIFA". Cartazes e palavras de ordem também manifestam repulsa à "política", aos "políticos", aos "partidos". Atos de violência atingiram os prédios das casas legislativas, até o Itamaraty. O alvo parecia ser o Estado. Aqui, é verdade, não raro, "política" e "políticos", até mesmo "Estado", subentende "es-querda" e "PT".

Um olhar mais atento deve, porém, buscar melhor precisar quem são os atores sociais dessas manifestações. "Povo" ou "sociedade civil" são expressões, estas sim, difusas ou polissêmicas. Em sua grande e mais consciente parcela, essa multidão é constituída por estudantes ou profissionais jovens, aqueles e estes basicamente de classe média. Aliás, quem já passou dos 60 anos, tem a impressão de que a cada 20 anos, a classe média vai às ruas através dos seus filhos de 20 anos... Os motivos imediatos são diferentes, conforme o momento, mas o renascer geracional pode querer expressar as insatisfações da classe média após seus ganhos e perdas a cada ciclo longo da nossa história. Não são os últimos 10 anos, mas talvez os últimos 20 (dos quais, apesar das aparências, os últimos 10 foram mais de continuidade do que de descontinuidade) que podem se estar encerrando.

Na medida em que a massa jovem crescia nas ruas, outro ator também se fez presente, identifi-cado, pelos jornalistas, como "radicais": o lumpemproletariado. Em muito menor número, mas muito maior agressividade, o lumpesinato aproveitou o momento para extravasar suas frustrações e raivas, contra tudo e contra todos, ignorando solenemente a disposição convenientemente pacifista da maioria ("MPL grita 'sem violência' e os que atiram coisas na polícia devolvem, 'sem burguesia'", registraram no Twitter). Isto talvez seja novo no Brasil. Os lúmpens não apareceram nas "Diretas", nem no "Fora Collor", aquele um movimento realmente do povo, no melhor sentido da expressão; este, uma grande mobilização da classe média, com apoio, talvez, popular... e da Rede Globo. O lumpesinato (milícias e facções por trás?) começou a dizer a que veio e, como sabemos desde o 18 Brumário, quando mobilizado politicamente serve de base social à barbárie e ao fascismo. Mas tem gente da esquerda que namora perigosamente com isso...

A esquerda orgânica, partidária, por quaisquer das suas grandes ou pequenas organizações, não chamou esse movimento. Já os seus segmentos que acreditam estar a internet substituindo a so-ciedade, como se alguma tecnologia pudesse ser sujeito da história, aderiram a ele entusiasmados, querendo ver aí mais uma evidência da força das "redes sociais", ignorando (talvez por serem jovens...) que, em 1968, 100 mil pessoas também saíram às ruas do Rio, outras 100 mil em São Paulo, milhares em outras cidades, numa época em que até mesmo o simples telefone, neste Bra-sil, era um luxo de muito poucos. Indo mais longe no tempo, na Revolução Francesa contava-se, no máximo, com uns pasquins mal impressos, e só para quem sabia ler...

Quando quis surfar na onda, a esquerda descobriu, um tanto assustada, que o movimento era também contra ela. Sim, a classe média "cansada", energizada a gás lacrimogêneo no lugar de Red Bull, saiu para as ruas...

No entanto, essa classe média que não usa transportes públicos, paga plano de saúde, coloca os filhos em colégios privados, está reivindicando justamente serviços públicos de qualidade. E, também, política de qualidade. Padrão FIFA.

Esta pode ser a boa novidade. A classe média parece estar cansada de pagar por serviços privados e (exceto se tudo isto não passar de grande hipocrisia), quer ver seus impostos traduzi-dos numa melhoria generalizada dos serviços públicos, para que venha a também acessá-los, redu-zindo os seus pesados gastos com escolas, médicos e automóveis. E identificou, muito bem iden-tificados, os responsáveis pelos péssimos serviços prestados pelo Estado à população: os políticos que aí estão.

"Crise de representatividade"? – como pretendem os analistas e formadores de opinião (de classe média), à esquerda, ou à direita ou a Facebook? Não. A classe média que está nas ruas não vota nos (vamos dar alguns nomes exemplares!) Renans Calheiros, Eduardos Cunhas, Garotinhos, Geddels Vieiras Limas, não vota em toda essa camarilha que hoje hegemoniza o Congresso Na-cional, as Assembléias Legislativas e, pior ainda, as Câmaras dos Vereadores, sem falar da grande maioria das prefeituras, muitos governos estaduais e até ministérios e empresas federais. No entanto, eles são eleitos. Ninguém os nomeou. Uma enorme parcela do povo brasileiro se vê muito bem representada neles. Parcela despolitizada, desinformada, deseducada, que lhes agradece os "centros sociais", as "igrejas", os empregos ainda que temporários no "tempo da po-lítica" (como dizem), quando não as camisas para o time de várzea, dentaduras ou par de óculos. Sem falar, claro, o Bolsa Família.

Essa malta (sem trocadilho!) política não representa a fatia melhor informada e mais esclarecida da população brasileira, mas lhe está impondo, além do sentimento de vergonha e impunidade, um crescente desconforto que se manifesta quando, por exemplo, um até então obscuro Marco Feliciano assume a presidência da CDH e, com milhões de pessoas nas ruas, não tem nenhum pejo em fazer aprovar um projeto de "cura gay"; ou um outro obscuro Lourival Mendes, eleito, no feudo dos Sarney, por uma legenda de aluguel, quer, através da PEC-37, acabar com o poder de uma das poucas instituições deste país que tem correspondido às expectativas dessa classe média – o Ministério Público.

Pois foi com essa gente que o PT, depois de eleito por uma parcela expressiva dessa classe média que hoje está na ruas, por acreditar naquela campanha "você é um pouco PT" (lembram?), pois foi com essa gente que o PT resolveu governar o país. É claro, sabemos, não fez nada diferente do que fez, antes dele, e faz, onde ainda pode, o PSDB – e fará Aécio Neves se, por tais desenganos, eleger-se no ano que vem. Mas o PT foi eleito para fazer diferente. Igualou-se. E ensinou à classe média que "político é tudo igual". Ou, como se dizia nos tempos do Império, "nada mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder"... Sabemos que é nesta hora que surgem os Collor de Melo, os salvadores da Pátria. Quem se candidata? Marina Silva? Eduardo Campos?

Perceba-se que as reivindicações, a rigor, não se dirigem para as instâncias federais (embora os jornalistas nunca sublinhem isto, ao contrário). Pela Constituição, a maior parte dos transportes públicos, o ensino fundamental e médio, quase todo o sistema de saúde, assim como também a segurança pública, são de competência das autoridades estaduais e municipais. Já deveria estar absolutamente claro que esse modelo federalista e localista não funcionou. Mas isto é assunto para outra oportunidade. O governo federal poderia simplesmente lembrá-lo à sociedade e des-colar-se do fracasso sucessivo, quadriênio após quadriênio, há 25 anos, das gestões estaduais e municipais nessas suas instâncias de competência. Fracasso que fica ainda mais escancaradamente evidente quando se abrem para as imagens HDTV, os bilionários elefantes brancos da FIFA.

Pois terá sido isto que a presidente Dilma Rousseff, ainda que um tanto sutil, parece ter dito à Nação, no seu pronunciamento da noite de sexta-feira última. Foi muito clara em seu recado ao Congresso sobre sua (do Congresso) responsabilidade na aprovação dos 100% dos royalties para a educação. Convocou governadores e prefeitos para construírem um pacto em favor de serviços públicos decentes. E pediu uma reforma política que fortaleça os partidos e a transparência na política. No cargo que ocupa e nas condições do país, seu discurso precisa ser oblíquo. Para as mentes pedestres (não são poucas), ele pode ser traduzido assim: "a classe média de nossas mais importantes cidades está dando a todos nós um basta ao paroquialismo, fisiologismo, picuinhas político-eleitorais e coisitas mais. E eu (Dilma) concordo. E vocês? Vão continuar em-barreirando medidas necessárias a todo o País, se não for nomeado o diretor disso ou liberada a verbinha daquilo?".

Dilma tem a grande oportunidade de se apoiar agora no que Lula não quis se apoiar em seu início de governo quando preferiu fazer negócios com os Robertos Jeffersons da vida: apoiar-se na energia das ruas – a energia das ruas ocupadas pelo que há de melhor na nossa sociedade – para avançar no que sempre foi bandeira da esquerda (melhoria dos serviços públicos) e recuperar a liderança e confiança que já teve e ainda tem nessa parcela da sociedade.






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Messias Franca de Macedo - 25/06/2013
DA REVOLUCIONÁRIA E PACÍFICA SÉRIE ‘QUEM SE OPORÁ ‘ÀS [LEGÍTIMAS E SOBERANAS] VOZES DAS RUAS’?!… OU, ‘VAMOS AJUDAR A VOZ DAS RUAS SER OUVIDA’!...



Em atenção e em respeito ao dever cívico e civilizatório, vamos começar a informar ‘às vozes das ruas’ que os primeiros da turma de sempre(!) dos que são contra ‘ouvir as vozes das ruas’ responde pelos seguintes nomes: Aécio ‘Never’ (PSDB/MG); aGRIPEno [Suína] Maia (DEMo/RN); Robert(o) Freire [apesar de ser pernambucano e apoiador do Eduardo [Em] Campos [Minados] contra “a presidente que sabe ouvir”... Apesar de tudo isso, o Robert(o) Freire é deputado federal por São Paulo “do José (S)erra” (sic)... Ah! Outra voz a favor de que ‘a voz do povo não seja ouvida’(!) responde pelo famigerado nome de Merval Pereira “das organizações(!) Globo”, parceira da ‘Folha de São Paulo’ da ‘ditabranda’ dos Frias!...



SOBRE O MERVAL: o matuto ‘bananiense’ tem quase a certeza de que o Merval Pereira estava sob efeitos de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos. Falando a sério! Foi de dar dó: a patética e grotesca participação dele hoje à noite no *‘Jornal da Dez’ da GloboNews!... Ainda assim, completamente grogue, o Merval disparou: “... Essa história de convocar plebiscito e de estabelecer conexões diretas com o povo ‘é coisa’ de regimes autoritários, a exemplo da Venezuela, Argentina, Bolívia etc...”

*a tarefa hercúlea de pautar o PIG nos impõe assistir a algumas “produções” jornalísticas das emissoras afiliadas ao referido “partido político”, atualmente, “o maior expoente” da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL!... Para isso nós recorrermos à doses cavalares de **Plasil®!...

**Plasil® é um ***antiemético.

*** antiemético: Antieméticos são medicamentos que possuem como principal característica o alívio dos sintomas relacionados com o enjoo, as náuseas e os vômitos. Em geral, são prescritos para o tratamento dos efeitos colaterais de outras drogas.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiem%C3%A9tico



O SONO DO MERVAL: além dos efeitos das medicações psicotrópicas, o que irá permitir o sono desta [auspiciosa e alvissareira!] noite do Merval “da Globo”(!) é a aposta no ****“supremoTF”! Sim! Aposta essa na qual ele [o Merval “da Globo”(!)] e os três parlamentares acima citados “jogam todas as fichas” (idem sic) contrárias ao legítimo, civilizatório e democrático direito de ‘as vozes das ruas serem ouvidas’!...

****’os mesmos e eternos que não têm ouvidos para escutar as vozes das ruas’ “esquecem de ouvir”(!) que, agora, o catedrático e impávido doutor Ricardo Lewandovski tem ao seu lado congêneres juristas, os doutores Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso



AINDA ASSIM: a simpática jornalista Renata Lo Prete repetiu o mantra que remonta à época da cobertura do MENTIRÃO!: “Merval, muito obrigada pelos seus esclarecimentos!” [do tipo “quem tem a prerrogativa de cassar parlamentares é o STF!”] “Pode ‘to be’?!”... Lá isso é jornalismo?!...



EM TEMPOS DE PROTESTOS(!): caso ‘os mesmos [e eternos] de sempre opositores ao Brasil e ao povo brasileiro’ tentem impedir que ‘as vozes das ruas sejam escutadas’, ‘as vozes das ruas irão protestar, veementemente’?!...



República Desses Bananas da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL, ‘o cheiro dos cavalos ao do povo’!

Bahia, Feira de Santana

Messias Franca de Macedo







Messias Franca de Macedo - 25/06/2013
O JURISTA FRANCISCO REZEK APOIA O (DEMOCRÁTICO E CIVILIZATÓRIO) PLEBISCITO!



Aí está uma opinião abalizada.

[trecho extraído do site conjur.com.br, que se posiciona contra a reforma da Constituição via constituinte]

Proposta legítima

Para o ministro aposentado do STF Francisco Rezek, ex-juiz da Corte Internacional de Justiça de Haia, a nomenclatura “Constituinte” é menos importante diante do atual quadro do país. Ele considera que a presidente Dilma Rousseff parte da premissa correta de que os atuais membros do Congresso Nacional não são os melhores quadros para empreender uma reforma política.

O que importa, para o ministro, é que há uma reação diante da onda de manifestações nas ruas e da perda de representatividade dos membros do Congresso Nacional, que demonstram a necessidade de se fazer com urgência a reforma no sistema político do país. Ou seja, enxergam na ação da presidente uma boa intenção, que pode ser levada a cabo de outra forma.

“Um colegiado que fosse eleito só para tratar da reforma política, que não fosse constituído pelos membros regulares do Congresso, teria mais qualidade”, afirmou Rezek. O ministro afirmou que a discussão não é nova. Nos anos 1980, lembrou, se discutiu a possibilidade da eleição de uma Assembleia Constituinte separada do Congresso, que se dissolvesse após a elaboração da Constituição. Ao fim, se decidiu transformar o Congresso em Assembleia Nacional Constituinte.

“A ideia é correta. Não seria propriamente uma Assembleia Constituinte. Nós teríamos aí um colegiado para a reforma política na Constituição, para modificar na Constituição apenas o necessário para que o produto dessa mudança signifique a autêntica reforma política que todos esperam alcançar. É uma questão de adaptar a nomenclatura, mas a ideia é a melhor possível”, defendeu o ministro aposentado.



Postado por Valmont

ter, 25/06/2013 - 11:59



em 'Dilma propõe plebiscito para Constituinte exclusiva fazer a reforma política'



http://www.viomundo.com.br/politica/dilma-propoe-plebiscito-para-reforma-politica.html


Ebenezer Andrade - 25/06/2013
Realmente uma grande parcela é da classe média. Mas, a bomba já estava armada fazia tempo só precisou de uma faísca. Não tem como aceitar por exemplo: uma Câmara de Vereadores aprovar recesso parlamentar de 6 meses. Alegando que isso está na lei orgânica do município. Foi em Jericó, na Paraíba. Não tem quem não fique indignado e mais injuriado diante da sensação de não poder fazer nada. Prefeitos, que metem a mão no dinheiro público e não são presos e sequer processados. Não só daqueles que levantam a bandeira do combate a corrupção com outros interesses, mas não tem como aceitar isso.E nem defendo expulsão de partidos e movimentos de passeatas.


Messias Franca de Macedo - 25/06/2013


“… QUEM SABE FAZ A HORA…



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RENAN APOIA PLEBISCITO. MERCADANTE DÁ AS DATAS



Iniciativa de chamar plebiscito por constituinte para fazer reforma política ganha corpo; presidente do Senado, Renan Calheiros não manifesta oposição à consulta; “Nada mais natural que a sociedade participar diretamente das decisões”, disse; prerrogativa constitucional da convocação é do Congresso; Renan estará hoje com Dilma; ministro da Educação, Aloizio Mercadante aponta duas datas para realização da consulta popular: 7 de setembro e 15 de novembro; OAB lança campanha de esclarecimento; mídia internacional ecoa

(…)



FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/poder/106466/Renan-apoia-plebiscito-Mercadante-d%C3%A1-as-datas.htm



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… NÃO ESPERA ACONTECER!” Geraldo Vandré



Felicidades a nós todos!



…Ah! E continuemos – mais do que nunca(!) – protestando, pacificamente! Óbvio, caso os [eternos, nefastos, MENTEcaptos, aloprados e famigerados] OPOSITORES DA NAÇÃO BRASILEIRA não radicalizem, mais uma vez!…



… E continuemos pintados para a guerra! Mesmo porque a luta contra o fascismo é eterna!



Hasta la Victoria Siempre!



Respeitosas saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas, antigolpistas e antifascistas,



BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!

Bahia, Feira de Santana

Messias Franca de Macedo


Maurício Gil - Floripa (SC) - 24/06/2013
A Presidenta Dilma nunca teve apoio desses manifestantes. Não me canso de falar: não foi o povo que saiu às ruas, foi a classe média mais reacionária e conservadora, os filhos da elite tucana. Não nos enganemos: enquanto os "coxinhas" fascistas depredavam as cidades, o povão estava "enlatado" nos ônibus que não podiam circular, preocupados em como trabalhar no dia seguinte. Não sou contra manifestações, até mesmo a direita tem direito a ela; sou contra é a tipificação rasa que se faz desse movimento em particular, tentando a todo custo transformá-lo em revolta popular.

As coisas tem de ficar claras, claríssimas.


Oswaldo - 24/06/2013
Classe média quer melhora nos serviços públicos mas não quer pagar impostos...


Sindoval - 23/06/2013
Muito bom seu artigo. O governo Dilma levou uma sacudida.

Resta a presidenta exigir dos governadores e prefeitos melhorias nos serviços públicos e uma melhor aplicação do dinheiro público.



André Terra - 23/06/2013
Pelo que tenho acompanhado, quem opta pelos dualismos: direita x esquerda, conservadores x liberais, progressistas x reacionários , oposição x situação ... formas predominantes nas opiniões do petismo - talvez por se sentirem acuados - tende a compreender de forma limitada os eventos recentes. É natural que o PT sofra um desagaste maior, porque administra o Gov.Federal e a maior metrópole do país. Mas levaram para o "lado pessoal", não entendem que o ataque se deve mais à sua posição de poder do que às suas bandeiras. O interessante é que, os que publicamente se manifestam nesse sentido, "bipolar", tendem ao tom acusatório e desqualificador dos protestos, numa atitude antipática que tem redundado como resposta um certo direcionamento político, mas contrário ao PT, por parte de quem antes se identificava como "politicamente neutro". No afã de marcar território e reafirmar sua identidade, no calor do momento, o petismo tem agido de forma precipitada, contraproducente, correndo o risco de perder boa parte dessa força que está nas ruas e que, compreendo, está mais preocupada com sua condição cidadã, com sua qualidade de vida do que propriamente com política em sentido estrito.

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Sds,


alexandre brandao - 06/07/2013
Finalmente alguem sensato veio nessa revista fazer uma analise equilibrada e realista do governo do PT. Parabens a Carta Maior por publicar um excelente artigo e deixar de lado, mesmo que só nesse artigo, sua postura de defensor ardoroso do PT.


Carlos Henrique - 05/07/2013
Deixa de bobagem! A classe média que foi às ruas é reacionária e anti-petista. Os "serviços públicos" são só uma desculpa para o verdadeiro objetivo dela, que é impedir através do golpe a reeleição de Dilma, já que na disputa democrática honesta, ela sabe que será derrotada. Essa minoria que participou das "passeatas"(segundo pesquisa, 78% dos "manifestantes" têm curso superior, contra 15% entre os brasileiros)o que quer de fato é retirar dos oprimidos os avanços obtidos nesses dez anos. Os serviços públiccos devem melhorar? Claro. Mas o quanto não melhoraram nesses dez anos, principalmente se pensarmos no caos do desgoverno FHC, e como poderiam melhorar mais se esses "manifestantes" mauricinhos atacassem as verdadeiras causas dos problemas que dizem defender, ou seja, as excrecências do capitalismo, que o Governo Dilma vem enfrentando dentro de seus limites. Por que não foram protestar em frente dos Bancos que lucram com a dívida interna? Ou das multinacionais que produzem veículos e enriquecem com o transporte individual? Essa esqueda cega, que não vê os verdadeiros inimigos e ainda os louva só perceberá a situação quando os "manifestantes" pedirem diretamente a queda de Dilma(que já foi ouvida entre eles algumas vezes).

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