Segunda-Feira, 22 de Setembro

08/03/2011 - Copyleft

Michael Moore: "Fomos vítimas de um golpe de Estado financeiro"


Michael Moore



Discurso proferido por Michael Moore, dia 5 de março, durante manifestação em Madison, Wisconsin, contra o pacote de medidas contra o funcionalismo e o serviço público proposto pelo governador republicano Scott Walker (com cortes de US$ 1,6 bilhão no orçamento de escolas e governos locais). Intitulada "Os Estados Unidos não estão falidos", a declaração lida por Moore está disponível na íntegra no site do cineasta. Publicamos a seguir a tradução em português:

Os Estados Unidos não estão falidos
Ao contrário do que diz o poder, que quer que vocês desistam das pensões e aposentadorias, que aceitem salários de fome, e voltem para casa em nome do futuro dos netos de vocês, os EUA não estão falidos. Longe disso. Os EUA nadam em dinheiro. O problema é que o dinheiro não chega até vocês, porque foi transferido, no maior assalto da história, dos trabalhadores e consumidores, para os bancos e carteiras dos hiper mega super ricos.

Hoje, 400 norte-americanos têm a mesma quantidade de dinheiro que metade da população dos EUA, somando-se o dinheiro de todos.

Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos.

Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revista Fortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer.

Nunca freqüentei universidades. Só estudei até o fim do segundo grau. Mas, quando eu estava na escola, todos tínhamos de estudar um semestre de Economia, para concluir o segundo grau. E ali, naquele semestre, aprendi uma coisa: dinheiro não dá em árvores. O dinheiro aparece quando se produzem coisas e quando temos emprego e salário para comprar coisas de que precisamos. E quanto mais compramos, mais empregos se criam. O dinheiro aparece quando há sistema que oferece boa educação, porque assim aparecem inventores, empresários, artistas, cientistas, pensadores que têm as ideias que ajudam o planeta. E cada nova ideia cria novos empregos, e todos pagam impostos, e o Estado também tem dinheiro. Mas se os mais ricos não pagam os impostos que teriam de pagar por justiça, a coisa toda começa a emperrar e o Estado não funciona. E as escolas não ensinam, nem aparecem os mais brilhantes capazes de criar mais e mais empregos. Se os ricos só usam seu dinheiro para produzir mais dinheiro, se de fato só o usam para eles mesmos, já vimos o que eles fazem: põem-se a jogar feito doidos, apostam, trapaceiam, nos mais alucinados esquemas inventados em Wall Street, e destroem a economia.

A loucura que fizeram em Wall Street custou-nos milhões de empregos. O Estado está arrecadando menos. Todos estamos sofrendo, como efeito do que os ricos fizeram.

Mas os EUA não estão falidos, amigos. Wisconsin não está falido. Repetir que o país está falido é repetir uma Enorme Mentira. As três maiores mentiras da década são: 1) os EUA estão falidos, 2) há armas de destruição em massa no Iraque; e 3) os Packers não ganharão o Super Bowl sem Brett Favre.

A verdade é que há muito dinheiro por aí. MUITO. O caso é que os homens do poder enterraram a riqueza num poço profundo, bem guardado dentro dos muros de suas mansões. Sabem que cometeram crimes para conseguir o que conseguiram e sabem que, mais dia menos dias, vocês vão querer recuperar a parte daquele dinheiro que é de vocês. Então, compraram e pagaram centenas de políticos em todo o país, para conduzirem a jogatina em nome deles. Mas, para o caso de o golpe micar, já cercaram seus condomínios de luxo e mantêm abastecidos, prontos para decolar, os jatos particulares, motor ligado, à espera do dia que, sonham eles, jamais virá. Para ajudar a garantir que aquele dia nunca cheguasse, o dia em que os norte-americanos exigiriam que seu país lhes fosse devolvido, os ricos tomaram duas providências bem espertas:

1. Controlam todas as comunicações. Como são donos de praticamente todos os jornais e redes de televisão, espertamente conseguiram convencer muitos norte-americanos mais pobres a comprar a versão deles do Sonho Americano e a eleger os candidatos deles, dos ricos. O Sonho Americano, na versão dos ricos, diz que vocês também, algum dia, poderão ser ricos – aqui é a América, onde tudo pode acontecer, se você insistir e nunca desistir de tentar! Convenientemente para eles, encheram vocês com exemplos convincentes, que mostram como um menino pobre pode enriquecer, como um filho criado sem pai, no Havaí, pode ser presidente, como um rapaz que mal concluiu o ginásio pode virar cineasta de sucesso. E repetirão essas histórias mais e mais, o dia inteiro, até que vocês passem a viver como se nunca, nunca, nunca, precisassem agitar a ‘realidade’ – porque, sim, você – você, você mesmo! – pode ser rico/presidente/ganhar o Oscar, algum dia!

A mensagem é clara: continuar a viver de cabeça baixa, nariz virado para os trilhos, não sacuda o barco, e vote no partido que protege hoje o rico que você algum dia será.

2. Inventaram um veneno que sabem que vocês jamais quererão provar. É a versão deles da mútua destruição garantida. E quando ameaçaram detonar essa arma de destruição econômica em massa, em setembro de 2008, nós nos assustamos.

Quando a economia e a bolsa de valores entraram em espiral rumo ao poço, e os bancos foram apanhados numa “pirâmide Ponzi” global, Wall Street lançou sua ameaça-chantagem: Ou entregam trilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes dos EUA, ou quebramos tudo, a economia toda, até os cacos. Entreguem a grana, ou adeus poupanças. Adeus aposentadorias. Adeus Tesouro dos EUA. Adeus empregos e casas e futuro. Foi de apavorar, mesmo, e nos borramos de medo. “Aqui, aqui! Levem tudo, todo o nosso dinheiro. Não ligamos. Até, se quiserem, imprimimos mais dinheiro, só pra vocês. Levem, levem. Mas, por favor, não nos matem. POR FAVOR!"

Os economistas executivos, nas salas de reunião e nos fundos rolavam de rir. De júbilo. E em três meses lá estavam entregando, eles, uns aos outros, os cheques dos ricos bônus obscenos, maravilhados com o quão perfeita e absolutamente haviam conseguido roubar uma nação de otários. Milhões perderam os empregos: pagaram pela chantagem e, mesmo assim, perderam os empregos, e milhões pagaram pela chantagem e perderam as casas. Mas ninguém saiu às ruas. Não houve revolta.

Até que... COMEÇOU! Em Wisconsin!

Jamais um filho de Michigan teve mais orgulho de dividir um mesmo lago com Wisconsin!

Vocês acordaram o gigante adormecido – a grande multidão de trabalhadores dos EUA. Agora, a terra treme sob os pés dos que caminham e estão avançando!

A mensagem de Wisconsin inspirou gente em todos os 50 estados dos EUA. A mensagem é “Basta! Chega! Basta!” Rejeitamos todos os que nos digam que os EUA estão falidos e falindo. É exatamente o contrário. Somos ricos! Temos talento e ideias e sempre trabalhamos muito e, sim, sim, temos amor. Amor e compaixão por todos os que – e não por culpa deles – são hoje os mais pobres dos pobres. Eles ainda querem o mesmo que nós queremos: Queremos nosso país de volta! Queremos, devolvida a nós, a nossa democracia! Nosso nome limpo. Queremos de volta os Estados Unidos da América.

Não somos, não queremos continuar a ser, os Estados dos Business Unidos da América!

Como fazer acontecer? Ora, estamos fazendo aqui, um pouco, o que o Egito está fazendo lá. E o Egito faz, lá, um pouco do que Madison está fazendo aqui.

E paremos um instante, para lembrar que, na Tunísia, um homem desesperado, que tentava vender frutas na rua, deu a vida, para chamar a atenção do mundo, para que todos vissem como e o quanto um governo de bilionários lá estava, afrontando a liberdade e a moral de toda a humanidade.

Obrigado, Wisconsin. Vocês estão fazendo as pessoas ver que temos agora a última chance de vencer uma ameaça mortal e salvar o que nos resta do que somos.

Vocês estão aqui há três semanas, no frio, dormindo no chão – por mais que custe, vocês fizeram. E não tenham dúvidas: Madison é só o começo. Os escandalosamente ricos, dessa vez, pisaram na bola. Bem poderiam ter ficado satisfeitos só com o dinheiro que roubaram do Tesouro. Bem se poderiam ter saciado só com os empregos que nos roubaram, aos milhões, que exportaram para outros pontos do mundo, onde conseguiam explorar ainda mais, gente mais pobre. Mas não bastou. Tiveram de fazer mais, queriam ganhar mais – mais que todos os ricos do mundo. Tentaram matar a nossa alma. Roubaram a dignidade dos trabalhadores dos EUA. Tentaram nos calar pela humilhação. Nos tiraram a mesa de negociações!

Recusam-se até a discutir coisas simples como o tamanho das salas de aula, ou o direito de os policiais usarem coletes à prova de balas, ou o direito de os pilotos e comissários de bordo terem algumas poucas horas a mais de descanso, para que trabalhem com mais segurança para todos e possam fazer melhor o próprio trabalho –, trabalho que eles compram por apenas 19 mil dólares anuais.

Isso é o que ganham os pilotos de linhas curtas, talvez até o piloto que me trouxe hoje a Madison. Contou-me que parou de esperar algum aumento. Que, agora, só pede que lhe deem folgas um pouco maiores, para não ter de dormir no carro entre os turnos de voo no aeroporto O'Hare. A que fundo do poço chegamos!

Os ricos já não se satisfazem com pagar salário de miséria aos pilotos: agora, querem roubar até o sono dos pilotos. Querem humilhar os pilotos, desumanizá-los e esfregar a cara dos pilotos na própria vergonha. Afinal, piloto ou não, ele não passa de mais um sem-teto...

Esse, meus amigos, foi o erro fatal dos Estados dos Business Unidos da América. Ao tentar nos destruir, fizeram nascer um movimento – uma revolta massiva, não violenta, que se alastra pelo país. Sabíamos que, um dia, aquilo teria de acabar. E acabou agora, já começou a acabar.

A mídia não entende o que está acontecendo, muita gente na mídia não entende. Dizem que foram apanhados desprevenidos no Egito, que não previram o que estava por acontecer. Agora, se surpreendem e nada entendem, porque tantas centenas de milhares de pessoas viajam até Madison nas últimas semanas, enfrentando inverno brutal. “O que fazem lá, parados na rua, com vento, com neve?” Afinal... houve eleições em novembro, todos votaram... O que mais podem desejar?!” “Está acontecendo algo em Madison. Que diabo está acontecendo lá? Quem sabe?”

O que está acontecendo é que os EUA não estão falidos. A única coisa que faliu nos EUA foi a bússola moral dos governantes. Viemos para consertar a bússola e assumir o timão para levar o barco, agora, nós mesmos.

Nunca esqueçam: enquanto existir a Constituição, todos são iguais: cada pessoa vale um voto. Isso, aliás, é o que os ricos mais detestam por aqui. Porque, apesar de eles serem os donos do dinheiro e do baralho e da mesa da jogatina, um detalhe eles não conseguem mudar: nós somos muitos e eles são poucos!

Coragem, Madison, força! Não desistam!

Estamos com vocês. O povo, unido, jamais será vencido.

Tradução: Coletivo Vila Vudu





Roberto Locatelli - 13/03/2011
Nota 10 ao Michael Moore! Nota 10 aos militantes de Wisconsin!!


Roberto - 13/03/2011
Gostaria de citar o comentário do Ary(10/)3).Realmente em cima.E ainda continuam mostrando ao mundo que acreditam que aquilo foi um ``atentado´´externo.Vergonha.Quem passa pelos Estados Unido(aeroportos)tem que passar por revistas gerais,se submeter as grosserias dos agentes dos aeroportos,etc.Experi~encia própria.Numa delas o a agente da imigração assoprou como um assobio para meu filho que na época tinha 8 anos,olhar para ele para ele conferir a foto no passaporte.Parecia um animal.Puta estupidez!


Daniel - 11/03/2011
É interessante notar como os meio de comunicação "Globais" aqui no Brasil simplesmente omitem o que está acontecendo em Wisconsin.


Marcos Bicalho - 11/03/2011
Serviço público é indispensável. Os atuais servidores, não sei. Sobre a qualidade dos serviços públicos de lá, também não sei. Sei que os militares gastam o suor dos contribuintes em guerras inúteis e depois ficam doidos. Sei que os policiais adoram matar e bater em estudantes, emigrantes e grevistas para defender os interesses dos poderosos. No mundo inteiro, e aqui no Brasil, os servidores substituíram, burocraticamente e legalmente, os fidalgos e os burgueses em seus privilégios. Sei, com certeza, que no Brasil nenhum serviço público funciona. O povo brasileiro não recebe educação de qualidade, segurança, saúde e transporte dignos. A culpa é do padeiro? Em 70 por cento dos crimes de safadeza e violência tem um servidor público envolvido. A culpa é do contribuinte? O contribuinte paga pelos serviços públicos e para a segurança privada, para a escola particular, pelo transporte privado e pelo plano de saúde. O imposto é retido na fonte, vai para as mãos dos servidores que somem com 20 por cento na corrupção, e tiram 30 por cento para seus salários e afins. Se reclamar vai preso por desacato à autoridade. Nada funciona. Só não vê quem é parte do esquemão. O serviço público faz parte de uma indústria imoral, a dos concurseiros, dos vestibulares, de cercas elétricas, de cartórios e de petróleo. Vão dizer que são obrigados a atrapalhar o trânsito, esburacar as rodovias, porque o político mandou. Fiscais que moram em áreas irregulares multam reformas sem autorização em áreas legais; policiais maconheiros prendem adolescentes com um baseado; militares torturadores dão aula para as recrutas; juízes que optaram em não ter filhos decidem o que é certo para a vida de crianças com família com base no achômetro jurídico; delegados bêbados autuam motoristas pegos pela hipocrisia do bafômetro; promotores pedófilos ditam regras sobre o comportamento de crianças; funcionários públicos sem talento avaliam obras de cultura e cobram percentual sobre a liberação de incentivos fiscais para os produtores de arte; e por ai vai a fingimento da meritocracia. Os políticos são temporários e sempre respondem pelos erros históricos de servidores sem vocação que aguardam vitaliciamente a aposentadoria para abrir um negócio privado que funcione nas falhas do setor público onde fingiam trabalhar. Um coronel abre uma empresa de segurança; um sargento de venda de cerca elétrica para evitar o ladrão que ele não prendeu ou que o juíz soltou com a ajuda do defensor público. Um professor abre uma escolinha. O médico continua batendo o ponto no posto de saúde e atendendo na clínica particular. Os servidores estuprados do Judiciário são capazes de perdoar os servidores estupradores que atuaram na Ditadura Militar. Tudo pela segurança das aposentadorias? No final pedem a cabeça do rei, do presidente ou dos escolhidos pelos contribuintes. O político sai democraticamente, o servidor criminoso ou incompetente não sai nem com reza brava. Sempre votei na esquerda, odeio a paranóia da direita e, como comunicólogo, não acredito na velha imprensa nacional. Mas como o louco da piada diz: sou doido mas não sou burro.


Ary - 10/03/2011
Tem três outras fraudes de consequências bem mais sérias: a) o modelo facista que, eles vendem como sendo democracia, em que dois partidos de direita - e somente dois - se alternam "ad eternum" no governo e em nada se diferenciam um do outro (os idiotas acham que existe alternância!); b) o auto-atentado contra as torres gêmeas, que eles, juntamente com os israelenses, praticaram com o objetivo de roubar o óleo do Iraque e; c) a existência de Bin Laden, agente da CIA, que só existe no plano virtual e aparece conforme o interesse conjuntural.


Marcia Eloy - 10/03/2011
Muito bom e esclarecedor o discurso de Moore. Aliás o que acontece nos Estados Unidfos acontece, em maior ou menor escala, no resto do mundo.


Carvalho - 09/03/2011
Diante disto, descobrimos que nem tudo está perdido. saúde!


Fábio Faiad - 09/03/2011
Parabéns ao Michael Moore. Foi, sem rodeios, direto ao ponto: não há uma democracia de verdade nos EUA, apenas uma "plutocracia". Os escandalosamente ricos dominam a mídia e a máquina bipartidária, sem deixar espaço para mudanças profundas. Recomendo a todos o último filme do Michael Moore (Capitalismo: Uma História de Amor). Uma crítica bastante lúcida a tudo o que acontece atualmente nos EUA, em especial à falta de democracia naquele país. Fábio Faiad.


Chico Guil - 09/03/2011
Depois que Moore lançou o 11 Farenheidt, pensei que os americanos "veriam" Bush. Poucos dias antes da reeleição do George Jr., lançaram na TV uma "nova ameaça do Bin Laden". Até as baratas da minha cozinha perceberam que era marqueting político. Os americanos pensaram "lá vem o bandido, só o nosso herói será capaz de enfrentá-lo", e reconduziram o homem ao trono. Infelizmente, como no Brasil, o povo de lá também tem venda nos olhos. Mas pessoas como Moore precisam continuar lutando. Que bom que elas existem!


José Cristian Pimenta - 09/03/2011
Essa letargia pode ser verificada também no Brasil, onde movimentos sociais e sindicatos são cooptados e submetidos a um regime político quase bipartidário (PT - PSDB). O Estado brasileiro dá com uma mão e tira com outra, para atender os mesmos vilões apontados por Michael Moore e Ralph Nader (no outro artigo) nos EUA. Vejam que ele fala de corporações e empresas de comunicações. O que é o PMDB, senão uma oligarquia enraizada ainda no sistema de comunicação da dupla Sarney-ACM. O que faz o BNDES ao financiar corporações e mega-fusões, sem exigir estabilidade de emprego? Devemos desconfiar e repelir essa suposta rivalidade PT x PSDB. Ambos seguem o mesmo caminho neoliberal. A diferença é a dosagem.


Thal Caló - 09/03/2011
Michael é um dos bastiões de resistência contra o financismo terrorista que se hospedou nas entranhas do Tio Sam. Keep the faith Michael!!!


martha - 09/03/2011
O discurso de Michael Moore foi importante e invigorante, mas foi um discurso para a minoria. A maioria dos estadunidenses são extremamente conservadores, de ultra direita. A democracia americana não foi roubada na crise de 2008 pelo poder financeiro. Eu, cada dia mais, acredito que ela nunca existiu. O direito à propriedade sempre foi o pilar dessa sociedade, ou melhor família tradição e propriedade, em outras palavras, extrema direita.


Nilson Ribeiro do Nascimento - 09/03/2011
Num artigo publicado à epoca por José Arbex, já se levantava o engodo que seria Obama par eles e para o mundo e não deu outra. É mais uma do senhor Obama.


Giovanni - 09/03/2011
Pior para todos: Michael Moore está certíssimo, tanto o governo dos EUA, quanto de outras nações do mundo, nada mais fizeram que salvar bilionários, especuladores, criminosos e todo tipo de gente que apostou nos subprimes!O momento é de basta para essa gente, nenhum centavo adicional!Pq acreditem, eles vão lançar o mesmo golpe novamente.

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