Sábado, 25 de Outubro

23/12/2009 - Copyleft

UNICEF confirma: Cuba tem 0% de desnutrição infantil


Cira Rodríguez César - Prensa Latina

A existência de cerca de 146 milhões de crianças menores de cinco anos abaixo do peso ideal no mundo em desenvolvimento contrasta com a realidade das crianças cubanas que estão livres desta enfermidade social. Essas preocupantes cifras apareceram em um recente relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), intitulado “Progresso para a Infância, um balanço sobre a nutrição”, divulgado na sede da ONU. Segundo o documento, os índices de crianças abaixo do peso são de 28% na África Subsaariana, 17% no Oriente Médio e África do Norte, 15% na Ásia Oriental e Pacífico, e 7% na América Latina e Caribe. Depois vem a Europa Central e do Leste, com 5%, e outros países em desenvolvimento, com 27%.

Cuba é o único país da América Latina e Caribe que eliminou a desnutrição infantil severa, graças aos esforços do governo para melhorar a alimentação da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis. As duras realidades do mundo mostram que 852 milhões de pessoas padecem de fome e que 53 milhões delas vivem na América Latina. Só no México há 5,2 milhões de pessoas desnutridas. No Haiti, são 3,8 milhões, enquanto que, em todo o planeta, mais de cinco milhões de crianças morrem de fome todos os anos.

Segundo estimativas da ONU, não seria muito custoso garantir saúde e nutrição básica para todos os habitantes dos países em desenvolvimento. Para alcançar essa meta, bastariam 13 bilhões de dólares adicionais ao que se destina atualmente, uma cifra que nunca foi atingida e que é exígua se comparada com os bilhões de dólares destinados anualmente à publicidade comercial, os 400 bilhões gastos em medicamentos tranqüilizantes ou mesmo os 8 bilhões de dólares que são gastos em cosméticos nos Estados Unidos.

Para satisfação de Cuba, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também reconheceu que esta é a nação com os maiores avanços na luta contra a desnutrição na América Latina. O Estado cubano garante uma cesta básica alimentar que permite a alimentação de sua população ao menos em dois níveis básicos, mediante uma rede de distribuição de produtos alimentícios. Além disso, há instrumentos econômicos em outros mercados e serviços locais para melhorar a alimentação do povo cubano e atenuar o déficit alimentar. Especialmente, há uma constante vigilância sobre o sustento das crianças e adolescentes. A nutrição começa com a promoção de uma melhor e mais natural forma de alimentação.

Desde os primeiros dias de nascimento, os incalculáveis benefícios do aleitamento materno justificam todos os esforços realizados em Cuba em favor da saúde e do desenvolvimento de sua infância. Isso tem permitido elevar os índices de recém nascidos que recebem aleitamento materno até o quarto mês de vida e que seguem consumindo esse leite, complementado com outros alimentos, até os seis meses de idade. Atualmente, 99% dos recém nascidos saem das maternidades com aleitamento materno exclusivo, índice superior à meta proposta, que é de 95%, segundo dados oficiais, nos quais se indica que todas as províncias do país cumprem essa meta.

Apesar das difíceis condições econômicas enfrentadas pela ilha, o governo cuida da alimentação e da nutrição das crianças mediante a entrega diária de um litro de leite a todas as crianças até sete anos de idade. Soma-se a isso a entrega de outros alimentos que, dependendo das disponibilidades econômicas do país, são distribuídos eqüitativamente para as idades mais pequenas da infância. Até os 13 anos de idade se prioriza a distribuição subsidiada de produtos complementares como o iogurte de soja e, em situações de desastre, se protege a infância mediante a entrega gratuita de alimentos de primeira necessidade.

As crianças incorporadas aos Círculos Infantis e às escolas primárias com regime de semi-internato recebem, além disso, o benefício do contínuo esforço por melhorar sua alimentação quanto à presença de componentes dietéticos, lácteos e protéicos. Com o apoio da produção agrícola – ainda enfrentando condições de severa seca – e a importação de alimentos, alcança-se um consumo de nutrientes acima das normas estabelecidas pela FAO. Em Cuba, esse indicador não é a média fictícia entre o consumo alimentar dos ricos e dos que passam fome.

Adicionalmente, o consumo social inclui a merenda escolar que é distribuída gratuitamente a centenas de milhares de estudantes e trabalhadores da educação, com cotas especiais de alimentos para crianças até 15 anos e pessoas de mais de 60 anos nas províncias do leste da ilha. Nesta relação, estão contempladas as grávidas, mães lactantes, anciãos e incapacitados, crianças com baixo peso e altura e o fornecimento de alimentos aos municípios de Pinar del Rio e Havana e também para a Ilha da Juventude. Essas regiões foram atingidas no ano passado por furacões, enquanto que as províncias de Holguín, Las Tunas e cinco municípios de Camaguey sofrem atualmente com a seca.

Esse esforço conta com a colaboração do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que contribui para a melhoria do estado nutricional da população mais vulnerável da região oriental, beneficiando mais de 631 mil pessoas. A cooperação do PMA com Cuba data de 1963, quando essa agência ofereceu assistência imediata às vítimas do furacão Flora. Até hoje, já foram concretizados no país cinco projetos de desenvolvimento e 14 operações de emergência. Recentemente, Cuba passou de ser um país receptor a um país doador de ajuda.

O tema da desnutrição tem grande importância na campanha da ONU para atingir, em 2015, as Metas de Desenvolvimento do Milênio, adotada em uma cúpula de chefes de Estado em 2000 e que tem entre seus objetivos eliminar a pobreza extrema e a fome. A ONU considera que Cuba está na vanguarda do cumprimento dessas metas em matéria de desenvolvimento humano. Mesmo enfrentando deficiências, dificuldades e sérias limitações pelo bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA há mais de quatro décadas, Cuba não mostra índices alarmantes de desnutrição infatil como ocorre em outros países. Nenhuma das 146 milhões de crianças menores de cinco anos com problemas de baixo peso, que vivem hoje no mundo, é cubana.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer





Marcos Belmonte e Pedroso - 28/12/2009
O fato de Cuba conseguir essa marca fantástica é devido a lógica de seu sistema, centrado em PESSOAS... o não desenvolvimento econômico devido ao embargo imposto pelo Tio Sam impossibilita que outros avanços ocorram e tornem a ilha um exemplo para o fracassado sistema capitalista globalitário! PS: alguém por acaso viu a Globo dar essa notícia? podemos perguntar para o alienado Roberto Marinho!


Cristina - 26/12/2009
Claro aqui no Brasil todos tem liberdade de consumir... viajar... eleger seus governantes... pena que falte dinheiro para consumir alimentos, para comprar passagem para Cuba, EUA ou Europa, e que a ditadura da midia manipule as cabeças ocas dos Robertos da vida.


Mariah - 26/12/2009
Gostaria de saber qual o índice de desnutrição daas crianças norte-americanas. O país dos poderosos capitalistas ainda não conseguiram eliminar este "pequeno " problema. Não hgouvesse o bloqueio criminoso à Cuba, com certeza, outros problemas já teriam sido tb resolvidos.


Fabiano Souza - 24/12/2009
Boa tarde Rafael Junior e Gabriel Coelho, gostei do comentário de ambos. Não vamos perder tempo em uma discussão com o senhor Roberto Marinho, alienado convicto. Vejam o nome do pobre coitado "Roberto Marinho".


Rafael Junior - 24/12/2009
Estimado Roberto, vc ja passou fome alguma vez em sua vida??? Por opção não vale


PAULO SÉRGIO - 24/12/2009
ISSO MESMO FABIANO. NÃO PODEMOS PERDER TEMPO COM O POBRE COITADO DO ROBERTO MARINHO, ELE NAÕ SABE O QUE É FOME. ALIÁS DEVE SER FILHO DE ALGUM LATIFUNDIÁRIO.


Gabriel Coelho - 23/12/2009
Meus caros que condenam a "ditadura" Cubana, me digam qual outro país erradicou a fome? E mais, onde somos livre no resto do mundo? A mídia nos contamina com falsas possilibidades de progresso!Cadê nossa liberdade? Pra usar o PC que eu digito no momento, aposto que muitas crianças do continente africano,subnutridas foram exploradas e tiveram sua infância roubada por esse dilacerador da sociedade que é o capitalismo. Não me sinto livre, sabendo que as crianças africanas são escravizadas pelo sistema da mesma forma que todos nós. É hora de acordar e percebermos que o tirânico capitalismo tira tanto a liberdade quanto aquela que dizem ter lá nas Ilhas Caribenhas.


Roberto Marinho Falcão - 23/12/2009
A desnutrição "0" é muito elogiável. Pena que ocorre num país em que impera uma ditadura, que também promove liberdade "0". Acho que os defensores do regime cubano deveriam parar com a hipocrisia. Se é condenável a defesa intransigente dos interesses dos ricos em detrimento das necessidades dos pobres, também se deve condenar toda e qualquer ditadura, seja ela de esquerda ou de direita.


Luiz Pereira - 14/10/2014
os 'coxinhas' chamam a revolução cubana de ditadura e a ditadura brasileira de 1964/85 de revolução, tá doido.

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