Quinta-Feira, 21 de Agosto

 

17/05/2012 - Copyleft

FHC defende a regulação dos meios de comunicação


João Brant (*) - Especial para Carta Maior
João Brant (*) - Especial para Carta Maior

O título, o ambiente e o programa sugeriam que o seminário “Meios de comunicação e democracia na América Latina”, realizado no último dia 15 no Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), seria um palco para a cantilena contra a regulação do setor e de crítica feroz às iniciativas em curso em países da região. Não foi esse o tom predominante.

Com a participação de ex-presidentes da Bolívia e do Equador e um ex-porta voz da presidência do México, além do jornalista brasileiro Eugênio Bucci, o debate foi marcado principalmente por duas preocupações. De um lado, o desafio de manter um jornalismo investigativo independente em um cenário de enfraquecimento dos meios tradicionais. De outro, uma afirmação quase uníssona sobre a necessidade de regulação democrática do setor, resumida pelo ex-presidente brasileiro, presente ao evento: “não há como regular adequadamente a democracia sem regular adequadamente os meios de comunicação”.

Regulação em pauta
O seminário promoveu o lançamento de uma publicação conjunta do iFHC, Centro Edelstein de Pesquisas Sociais e da Plataforma Democrática chamada “Meios de comunicação e democracia: além do Estado e do Mercado”. A publicação é em boa parte pautada pela discussão sobre medidas de regulação dos meios de comunicação. O primeiro texto é de autoria dos argentinos Guillermo Mastrini e Martin Becerra, professores que estudam a concentração do setor na América Latina e que apoiaram a redação da lei de comunicação audiovisual aprovada no país em 2009.

No livro, o organizador da publicação, o sociólogo Bernardo Sorj, avalia que “generalizações sobre a América Latina mascaram realidades muito diferentes” e que “não é demais lembrar que qualquer legislação deverá orientar-se em primeiro lugar pelo objetivo de garantir a liberdade de expressão dos cidadãos frente ao poder do Estado e ao poder econômico”.

Na abertura do seminário, Sorj apresentou uma leitura dos contextos político e dos meios de comunicação e listou algumas das ações necessárias para alterar o quadro atual. No contexto político, o sociólogo identificou três elementos centrais: um sistema legal precário, uma crise de representação dos partidos e das ideologias políticas que valoriza o papel dos meios e a exigência de uma nova regulação dos meios em função da convergência tecnológica. Em relação ao contexto dos meios de comunicação, o sociólogo destacou a inexistência ou baixa audiência de emissoras públicas, sistemas regulatórios ultrapassados e nem sempre aplicados e uma tendência à concentração de propriedade.

As propostas apresentadas por ele reforçam a necessidade de regulação do setor privado e da ação do poder público e se assemelham em boa parte às apresentadas por setores que defendem a democratização da comunicação. Entre elas, o enfrentamento à concentração, o fortalecimento do sistema público e o apoio a pequenas e médias empresas de comunicação [ver lista completa ao final].

Crise de valores dos meios
As apresentações trouxeram abordagens complementares da relação entre meios de comunicação e democracia. Carlos Mesa, ex-presidente boliviano, salientou uma espiral de perda de valores que vivem os meios de comunicação e seus dirigentes. Ele comparou a crise da mídia com a crise do sistema financeiro, que descreveu como “uma orgia obscena do capitalismo”. Essa crise seria fruto de uma dificuldade de se situar em um cenário de organização da informação que tem a frivolidade como elemento central. “A mídia é protagonista e fiscalizadora, juiz e parte. Mas seu poder não vem acompanhado de responsabilidade”, observou.

Mesa repercutiu uma questão que atravessou todo o seminário, que é atual dificuldade financeira para sustentar o jornalismo investigativo. O problema, segundo ele, é que “apesar de vários meios impressos tradicionais terem uma grande audiência na internet, essa audiência não se transforma em recursos financeiros”. O desafio, portanto, seria garantir ao mesmo tempo credibilidade e capacidade de infraestrutura no novo cenário.

Conhecido por defender os interesses das elites bolivianas, Mesa não deixou de expor suas convicções. Ao discutir a necessidade de regulação da comunicação, o ex-presidente ressaltou que é preciso reconhecer que pode haver diferentes tipos de regulação e criticou a reserva de espectro realizada na Argentina, Uruguai e Bolívia. “Em meu país, um terço das frequências de rádio e TV está reservado para povos indígenas e originários e setores comunitários. O que eles farão com isso?”, perguntou ironicamente.

As observações do mexicano Rubén Aguilar, ex-porta voz de Vicente Fox (presidente entre 2000 e 2006), focaram-se mais na promiscuidade dos meios de comunicação e do Estado em seu país. Aguilar descreveu a relação entre as partes como sendo historicamente pautada pelas negociações financeiras, tendo mudado pouco nas últimas décadas. “Antes o governo pagava, agora os meios cobram”, observa Rubén.

Para ele, a marginalidade da imprensa escrita – o maior jornal da cidade do México tem tiragem de 100 mil exemplares – concentra muito poder no rádio e na televisão, o que se agrava pelo fato de que dois grupos econômicos controlam a maioria dos meios eletrônicos. “Vivemos uma situação hoje em que não há conflitos entre poder e meios de comunicação. Isso é muito ruim para a democracia”. Aguilar também defendeu abertamente a necessidade de regulação do setor.

A apresentação de Osvaldo Hurtado, ex-presidente do Equador, foi a única que se centrou no discurso recorrente que identifica ameaças à liberdade de imprensa nas ações de presidentes latino-americanos. Em sua mira, Rafael Correa, Evo Morales, Hugo Chávez e Daniel Ortega. Hurtado, que presidiu o Equador no início da década de 1980, focou-se especialmente nas críticas às ações de Correa, sugerindo inclusive que a sentença que ordenou ao jornal El Universo o pagamento de US$ 40 milhões de indenização a Correa teria sido redigida dentro do palácio presidencial do Equador.

Problemas brasileiros
Ao tratar do caso brasileiro, o jornalista Eugênio Bucci avaliou que a discussão no país está dificultada por duas irracionalidades: uma de matriz de direita, que diz que nenhuma regulação é necessária; outra, de matriz de esquerda, que defende a regulação por um desejo de censurar os meios. Para Bucci, a regulação é necessária, especialmente para enfrentar três gargalos: a confusão entre religião, meios e partidos; a presença possível de monopólios e oligopólios e o abuso das verbas dedicadas à publicidade oficial. Em sua opinião, os governos deveriam ser proibidos de anunciar, porque as verbas “dão espaço para proselitismo oficial com dinheiro público”.

No debate ao final das apresentações, o cientista político Sérgio Fausto lamentou que o Brasil não tenha a cultura do debate racional e prefira a confrontação de opiniões dogmáticas fechadas. Fausto avalia que essa seria a dificuldade de a internet substituir o papel dos meios tradicionais. “A democracia do acesso gera também a corrosão de valores fundamentais sem os quais poderemos ter mais vozes e menos democracia”, disse Fausto, que é também diretor executivo do instituto FHC.

A crítica mais contundente ao sistema de comunicações brasileiro veio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em seus comentários, FHC criticou especialmente a ausência de pluralismo. “Os meios de comunicação no Brasil não trazem o outro lado. Isso não se dá por pressão de governo, mas por uma complexidade de nossa cultura institucional”, disse FHC. “Nós temos toda a arquitetura democrática, menos a alma”.

FHC afirmou ainda que é preciso lutar pelos mecanismos de regulação que permitam a diversidade. Para ele, “não há como regular adequadamente a democracia sem regular adequadamente os meios de comunicação”.

Sumário das propostas apresentadas na introdução do livro “Meios de comunicação e Democracia: além do Estado e do Mercado”, organizado por Bernardo Sorj, publicado pelo Instituto FHC, Centro Eldenstein e Plataforma Democrática:

Regulação da ação do poder público

1. A distribuição de concessões de rádio e televisão deve passar pela criação de uma agência reguladora que aja com transparência e cujas decisões sejam abertas ao debate e escrutínio público.

2. Garantir a autonomia dos canais ou emissoras públicas direta ou indiretamente dependentes de recurso público.

3. O uso e a distribuição da dotação pública para publicidade oficial devem ser transparentes e politicamente neutros.

4. O favorecimento de certos meios, quando realizado em nome do apoio a pequenas e médias empresas de comunicação, deve ser realizado com critérios transparentes e universais, abertos ao debate e ao escrutínio público.

5. A liberdade de informação inclui a obrigação dos governos de informar.

6. Garantir o acesso público aos conteúdos sem que eles sejam parasitados por sites comerciais e garantir a neutralidade da Rede.

Regulação do setor privado

1. Combater a concentração de propriedade dos meios privados, pela ação de agências reguladoras autônomas do poder governamental (não confundir a extrema concentração com a existência de grupos de mídia economicamente sólidos).

2. Garantir a sustentabilidade do jornalismo investigativo, pela sua importância para o sistema democrático.

3. Políticas públicas para favorecer o pluralismo, com política de apoio universal ao surgimento de novos jornais e subsídios que diminuam os custos de entrada no setor.

4. Conscientizar a sociedade sobre a importância de ter acesso à informação e ser capaz de realizar uma leitura crítica da informação recebida.

(*) João Brant é radialista e integrante do Intervozes

NOTA DA REDAÇÃO:

É da maior gravidade a simplificação feita por Bucci que, ao identificar uma "irracionalidade de matriz de esquerda" com desejos censores nos defensores da regulação, acaba por impor - intencionalmente ou não - a pecha de censores a todos os setores da esquerda que defendem a regulação democrática do setor. Carta Maior, uma publicação assumidamente de esquerda e defensora da regulação repele o carimbo arbitrário. Não só Carta Maior. A esquerda, as idéias progressistas, seus veículos de comunicação, e a própria ausência deles, tem sido, elas sim, objeto de censura política explícita ou de cerco econômico asfixiante por parte do dispositivo conservador que controla a comunicação na sociedade brasileira. Antes de afirmações graves como essa deve-se consultar a memória do país. Ela indica, por exemplo, que o debate do qual o senhor Bucci participa no Instituto FHC --e que Carta Maior cobre ecumenicamente, sem censura, mas com direito ao contraditório-- só acontece porque uma parte da esquerda empenhou-se em incorporar o tema à agenda política nacional. Com resistência superlativa ou dissimulada, diga-se, da parte de muitos que agora pontificam sobre o assunto. Bem-vindos; antes tarde que nunca. Não se pode, todavia, contrariar os fatos.

Frases de conveniência destinadas a sustentar uma equidistância baseada em generalizações desprovidas de conteúdo histórico podem facilitar o trânsito em salões e veículos que nem sempre primaram pela defesa da democracia, mas não contribuem para assegurar o primado da pluralidade à liberdade de expressão. O Brasil tem derrubados dogmas herdados do ciclo da ditadura política e de sua versão mercadista neoliberal. Rompeu-se o interdito da ação reparadora do Estado na esfera social; rompeu-se a esférica blindagem à ação do Estado na economia; rompe-se o cinturão de ferro em torno do capital financeiro e, mais recentemente, instalou-se uma Comissão da Verdade. Com todas as suas limitações, ela certamente não cometerá o despautério de orientar seu trabalho com base na descabida premissa de que a esquerda quer investigar a tortura apenas para assumir o lugar do torturador. O apoio bem-vindo, insista-se, do ex-presidente FHC à regulação da mídia reflete essa evolução da luta democrática no país, cujo avanço não pode excluir ninguém a priori, como se vê, mas dispensa preconceitos assentados em ressentimentos pessoais. (Direção Editorial de Carta Maior - Joaquim Palhares)





Luiz Pereira - 29/05/2014
realmente, um seminário quasi inútil, mas depolitizador, serve para se fazer média, sem trocadilhos. fhc, tenta a sua sobrevivência.


Zallas Avlys - 22/05/2012
Quem é este sr. FHC? E ainda há um instituto com seu nome? Uai....., ele não está vivo ainda? Ah, sim. Desculpe-me, é que me ocorreu a lembrança de que ele está morto politicamente. É, mas há indício de que quer sair do túmulo de qualquer jeito, nem que seja novamente negando o que fez, falou e escreveu depois do outro "...esqueça o que escrevi...". Alguém aí, lembra-se da lei da mordaça?


Jorge gomes - 21/05/2012
L@i!r, qual é o 'Golpe' que o FHC está preparando. Revela ai..


Marcia Eloy - 20/05/2012
Mas é importante FHC ter esta posição, isto inibe o PSDB/DEM.


Katia Neumann - 19/05/2012
Interessante, o Bucci é mais um ex-Libelu.


Jairo - 19/05/2012
Muito lúcida a nota da redação. Eugênio Bucci, jornalista (creio que o único à mesa) sabendo onde estava - iFHC, a inteligentia do neoliberalismo, adequou seu discurso para o público sem saber o que os demais pensavam. Em particular, FHC. Bucci conseguiu ficar em posição mais atrasada que o mestre. Senti um certo ranço em sua fala.


Kubik Christian - 19/05/2012
O FHC nunca se preocupou com o país, muito menos com a democracia, agora diz que sem regulação não há democracia. Muito estranho. Tem coisa aí. Precisamos ter muito cuidado, cpodem estar preparando algo.


CONCEIÇÃO ARAUJO - 19/05/2012
Essa criatura ainda está no BRASIL, onde foi administrar o dinheiro da PRIVATARIA TUCANA, DE PERTO?


Arrigo - 19/05/2012
HAHAHHAAHA não é que ele tá ficando ligeiro?


Vera Lúcia Santana Araújo - 19/05/2012
A "ecumênica" trouxe luzes à inadiável discussão para a democrática regulação da comunicação, sem a qual o Estado de Direito Democrático estará sempre por fazer, dado que a democracia representativa não pode ser mitigada pelo império do monopólio ideológico que o mercado impõe à sociedade. Cumprimento Carta Maior igualmente pela Nota.


Maria Paula - 18/05/2012
Realmente tem razão os comentaristas que acham estranha a atitude do FHC, contudo, não esqueçam que ele não dá ponto sem nó. Deve ter algo ou alguém por trás disso. O alguém, pode ser a Globo. Já que a regulamentação da mídia entrou na pauta," vamos regulamentar em nosso favor ", pensa a Globo. Portanto, cuidado, não nos deixemos enganar, isso é canto de "sereia ".


Hudson Moraes - 18/05/2012
Carta Maior está de parabéns, por dois motivos. Primeiro, pelo simples fato de ter dado cobertura a este evento, e voz ao IFHC. E em segundo, pela maneira como procedeu à cobertura, o tom utilizado, a isenção com que informou a posição de cada palestrante. No final, não deixou de expor de forma firme a sua própria postura, também um ótimo procedimento. Cobertura perfeita, enfim. Por último, quero parabenizar ao próprio FHC pela posição adotada, com lucidez e coragem, pois certamente desagradará profundamente muita gente do seu meio.


Sinclair - 18/05/2012
L@ir, não é o FHC que está preparando um golpe, é a Globo, o FHC é mero instrumento.


Adriana - 18/05/2012
Parabéns para a Carta Maior, sua cobertura e análise são excelentes!. Agora, o FHC defendendo a regulação? É melhor esperar para ver...


carlos saraiva e saraiva - 18/05/2012
Assino e parabenizo a nota de Carta Maior, em contraponto ao cinismo, oportunismo de FHC e da provocação ideológica do Sr. Bucci.


Geraldo Canali - 18/05/2012
Nota perfeita. Cumprimentos.


Paulo Roberto - 18/05/2012
Li essa matéria no Viomundo e não entendi a nota que eles publicaram abaixo da matéria. "PS do Viomundo: O Viomundo apoia ardorosamente a proposta de banir toda e qualquer propaganda oficial para toda a mídia, nas esferas municipal, estadual e federal e oriunda dos três poderes da República. Mas o banimento deve valer para TODA a mídia, do jeitinho que o ex-governador e agora senador Roberto Requião fez quando governou o Paraná. O dinheiro economizado pode ser investido na rede pública de emissoras de rádio e TV, por exemplo." Nesse caso somente a grande mídia teria recursos para se manter e os pequenos, as rádios comunitárias, os blogs, os produtores independentes. Não concordo com essa manifestação e acho totalmente fora de hora e oportunista.


Antonio Carlos Ferreira - 18/05/2012
O sr. Eugenio Bucci, trabalhou alguns anos no governo Lula de onde saiu atirando e bandeou-se para a direita, tanto que é sócio do Instituto Millenium, junto com figuras cujo passado autoritário recomenda distância e que possivelmente veremos alguns deles depondo na Comissão da Verdade. Portanto, ele não tem nenhuma moral para falar sobre a esquerda brasileira. é melhor não dar importˆncia ao que ele diz, porque tornou-se um irrelevante. O que a grande mídia tgerá de repercutir, é a fala do FHC, que declarou-se a favor da regulação da mídia. Se não o fizer estará, mais uma vez, censurando o tema, numa demonstração clara de quem é que tem "desejos censores "neste país.


Silvia - 18/05/2012
Primeiro FHC participa do lançamento da Comissão da Verdade, depois defende a regulação dos meios de comunicações. Quem sabe ele não quer reposicionar o PSDB mais à centro-direita, pois ultimamente este partido deu uma virada para a extrema direita.


Leomar - 18/05/2012
Pela primeira vez irei elogiar o FHC, porém está difícil de entender com disse Sergio. Quem ganhou seus pleitos eleitorais com o apoio da grande mídia é no mínimo estranho. Mas valeu FHC, até que enfim......................... ufaaaaaaaaa


ricardo silveira - 18/05/2012
Muito boa a nota de Carta Maior. De fato, o melhor registro é o que disse FHC. Independentemente do fato de que esse senhor, quando governo, ter dito para esquecerem o que escreveu e, agora, fora do governo, dizer, com outras palavras, que é para esquecer o que fez no governo. Valeu, mas FHC nunca fala nada de novo.


Rui Sereno - 18/05/2012
Palhares meu amigo, não nos vemos há mais de 20 anos, mas sou leitor da Carta Maior e sigo teus passos com muita admiração. A Carta Maior é o melhor veículpo da imprensa brasileira, afirmo com toda a tranquilidade. Essa matérua sobre o Seminário do Instituto FHC, é uma verdadeira aula de jornalismo. Se a grande imprensa brasileira fizesse esse tipo de jornalismo, o nosso país seria outro. A Nota da Redação é um primor, espero que as pessoas entendam o que você quis dizer. Espero que os jovens leiam essa peça. Não sei quem é esse Bucci e nem quero saber, ele já recebeu o que merecia. Palhares, eles se deram conta que a regulação da mídia é incontornável. Essa maravilhosa mulher que ajudei a eleger vai fazer a reguleção da mídia. Quem enfrentou os banqueiros, aliás você deve estar vibrando, não tem porque não enfrentar a grande imprensa. Este é o momento, somos milhões de braisleiros que apoiam integralmente a Presidenta da República. É um orgulho ter a Dilma como Presidenta. Longa vida a Carta Maior e ati meu amigo, um grande e fraterno abraço. Rui Camara de Porto Alegre


Hudson Moraes - 18/05/2012
Esqueci de dizer: parabéns também a FHC pela própria iniciativa de promover esse seminário, levantando este debate.


Rubens - 18/05/2012
Quem diria, dizem que o próximo encontro do Instituto FHC vai propor uma ampla Reforma Agrária e a estatização da Vale. Aguardar para ver.


SERGIO CABELERA - 18/05/2012
COM RELAÇÃO A FHC, INFELIZMENTE NÃO DÁ PARA COMEMORAR SUAS FALAS QUANDO RECORDAMOS QUE ELE PRÓPRIO NOS MANDOU ESQUECER AQUILO QUE O TORNOU RESPEITADO MUNDO AFORA: SEUS ESCRITOS. QUANTO À REGULAÇÃO NÃO RESTA DÚVIDA DO QUÃO NECESSÁRIA SE FAZ. O DISCURSO DE BUCCI É SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL...


L@!r - 18/05/2012
Desculpem, mas tem que ser muito ingênuo pra não perceber o golpe que FHC está preparando.


Vianey - 17/05/2012
Muito cuidado com esse "vira-casaca". Depois que ele foi beneficiado, agora quer ressurgir como "conciliador"!


João Carlos - 17/05/2012
Que pobreza essa lista de sugestões. Absolutamente incompatível com os argumentos que usou no discurso. Na minhs leitura, pura enganação. Duvido que as forças políticas à quais FHC se filia iriam romper ou impor qualquer mecanismo de abertuira democrática ao PIG.


Maura E. de Oliveira - 17/05/2012
Acabo de fazer monografia de final de curso de Direito sobre o Marco Regulatorioda Imprensa no Brasil. Vejo o quantoa sociedade brasileira está sendo manipulada para assumir posição contrária às pro´posdtas lúcidas, não só das esquerdas, mas de todas as pessoas minimamente conscientes da importância de umamídia responsável para a construção do estado democratico de direito.Quem sabe agora, a grande imporensa pare de falar as bobagens de sempre, depois de ver o seu guru,FHC, assumir posição favorável. Afinal, já dizia Montesquieu: só há liberdade sob o dominio da lei. Por que a imprensa estaria acima da lei?


Joao - 17/05/2012
A favor da regulação da midia no Brasil. Pela liberadade de expressão com responsabilidade.


Sidiney - 17/05/2012
FHC Não é confiável o brasileiro tem curta memória, mas não deve esquecer jamais os grandes serviços prestados pelo ex- presidente aos piores interesses e contra a nação com a sua postura de neoliberal radical, quando presidente. Ele esta a procura de uma agenda e entra neste debate apenas para se oferecer como interlocutor do conservadorismo capitaneado pela mídia.


Francisco Antonio da Silva - 17/05/2012
Nunca confie em um tucano, principalmente, nesse aí.


Ruy Mauricio de Lima e Silva Neto - 17/05/2012
Muitíssimo bem colocadas estas apreciações da Direção Editorial em repúdio às considerações do sr.Bucci quanto às supostas afinidades entre a Esquerda e a Censura.Nem sei de onde ele, Bucci, foi tirar isto, a não ser talvez de algum garoto mais inflamado do PSTU ou do PCdoB (assim mesmo duvido).Nunca vi, ouvi ou li, da parte de elementos ponderados e equilibrados desta corrente política qualquer coisa que vagamente permitisse inferir uma correlação deste tipo.Folgo muito em saber que o ilustre príncipe FHC acordou primeiro e, como se vê, está endossando a necessidade (e urgente digo eu) da regulamentação dos meios de comunicação. Possivelmente uma boa parte da Direita vai agora fazer todo o possível para endossar e acompanhar o eminente Lente da Universidade de Coimbra, o que não deixa de ser alvissareiro.A Miriam Leitão, com certeza, porém, nunca mais vota nele.


Professor Wilson Norberto (Jesus) - 17/05/2012
Não confio no que FHC propõem, pois ele diz e depois pede para esquecer, escreve e manda jogar fora. Usa e abusa de uma única coisa de ter sido presidente. Poderia ter feito e não fez.


Carlos Lenin Dias - 17/05/2012
As vozes q agora chegam,são importantes;só n se sabe até q ponto eles querem realmente contribuir c/ o debate p/ regulamentação -preconceito incluso,desculpem,só vem ao íntimo um n sei q de oportunismo.


Karla - 17/05/2012
FCH no Planalto, junto com Lula e Dilma, no lançamento da Comissão da Verdade e agora pedindo a regulação da mídia ? Alguém pode me explicar o que está acontecendo ? Vou dormir e acordar somente amanhã, vamos que alienígenas tenham invadido a terra.


niveo campos e souza - 17/05/2012
Cuidado, cuidado, cuidado.... Muita atenção com este indivíduo, pela sua obra, não inspira a mínima confiança. Foi o vendilhão dos bens públicos. Se não fosse embora entregava o resto!!!! Niveo Campos e Souza


Sergio Sá - 17/05/2012
Tá difícil de entender. O FHC, príncipe dos sociólogos, defendendo regulação da mídia ? Se não tivesse sido publicado pela Carta Maior eu não acreditaria. A familia não vai gostar, mas ...


Mardones Ferreira - 17/05/2012
Será que o Farol - FHC - acordou para o óbvio? Será que prevê a regulação que deverá sair no governo DIlma quando o Ilustríssimo Min BErnardo tirar a buzanfa de cima do projeto elaborado pelo Franklin MArtins e que o Lula não teve coragem de mandar para frente? Será que FCH cansou das mentiras da Globo, Veja, Folha, Estadão, Band e cia ltda? Ou ele esqueceu o que disse e fez novamente? k k k


L@!r - 17/05/2012
Cuidado com o canto da Sereia. Os privilegiados estão dispostos a perder os anéis para manter os dedos! A entrada de FHC neste debate tem o objetivo de trazer ao final uma proposta em que nada muda! Guardem o que digo: lá vem a "proposta de conciliação". FHC será o interlocutor da direita nesse debate.

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