Sexta-Feira, 18 de Abril

 

08/04/2009 - Copyleft

Para a Folha, Serra colocou um assaltante na Casa Civil?


Redação - Carta Maior
Site do Governo do Estado de São Paulo

O interesse da Folha de São Paulo em recuperar o passado da ministra Dilma Rousseff, particularmente durante a ditadura militar, será ampliado para outras figuras da política nacional? O blog Cloaca News, de Porto Alegre, levantou essa questão com o sarcasmo que lhe é habitual. Em uma bem humorada nota intitulada “Serra nomeia assaltante para Casa Civil de São Paulo”, o blog recorda:

“O advogado paulista Aloysio Nunes Ferreira Filho, de 64 anos, podia estar roubando, podia estar matando. Mas, não. Atualmente, ele é o secretário da Casa Civil do governo tucano de José Serra. Ferreira já foi presidente de centro acadêmico, já foi deputado estadual, já foi deputado federal, já foi vice-governador. Já foi até ministro de estado. O que poucos recordam - e, quem sabe, a Folha de S.Paulo destaque sua repórter Fernanda Odilla para "investigar" o caso - é que o brioso elemento, outrora conhecido pelo cognome "Mateus", um dia empunhou um tresoitão para ajudar a surrupiar a assombrosa quantia de NCr$ 108 milhões da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, dinheiro que seria utilizado no pagamento dos salários dos ferroviários”.

“O memorável assalto (ou "expropriação") ao trem-pagador”, prosseguiu o blog em seu exercício de resgate histórico, “deu-se no dia 10 de agosto de 1968”. “Segundo relatos da imprensa da época, a ação foi fulminante e sem que houvesse sido disparado qualquer tiro. Aloysio era o motorista do Fusca no qual os assaltantes deram o pira com os malotes cheios da grana. Essa, porém, não fora a primeira ação espetacular do braço direito de José Serra. No mesmo ano, ele partipara do assalto ao carro-pagador da Massey-Fergusson, interceptando uma perua Rural Willys da empresa em plena praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros. Ferreira participou destes eventos na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo”.

O próprio Aloysio Nunes recordou esses episódios em matéria de Luiz Maklouf Carvalho, publicada no Jornal do Brasil, no dia 4 de março de 1999:

“O primeiro assalto a gente nunca esquece - e certamente por isso é que o relator da Comissão Especial da Reforma do Judiciário, deputado federal Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), ainda tem a memória afiada quando o relembra, 31 anos depois. "Foi uma expropriação impecável", avalia, em linguagem da época, uma das primeiras ações armadas de vulto contra a ditadura militar (64-85): o espetacular e bem-sucedido assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí, em 10 de agosto de 1968. Ferreira estava lá na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo, uma das mais aguerridas na luta armada”.

"Coube ao então advogado de 23 anos a tarefa de recolher e transportar, num fusca, imediatamente após o assalto, o guerrilheiro João Leonardo Rocha e todas as armas usadas na ação. "Deu tudo certo porque o Marighela era muito exigente na logística", diz Ferreira. "O planejamento foi rigoroso, exigiu muitas viagens no trem, e possibilitou uma ação perfeita, sem o disparo de um tiro", lembra. Pouco antes do trem-pagador, ele participou, "na logística", de outro assalto ousado - ao carro-pagador da Massey Ferguson, em plena Praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros (Zona Oeste de São Paulo). "Simulamos uma blitz, com cavalete, guarda fardado e tudo o mais", conta o deputado, lembrando, com um sorriso nostálgico, o momento tenso em que o guerrilheiro Arno Preiss fez as vezes do guarda, "orientando" o trânsito e fazendo parar a Rural Willys da Massey Ferguson. Por conta de ações como essa, Aloysio (ou Mateus, um de seus codinomes) foi parar nos cartazes dos "terroristas procurados".

A Folha terá interesse em resgatar também o passado deste brasileiro que decidiu participar da resistência armada à ditadura militar? Ou suas atribuições atuais na Casa Civil do governo tucano de São Paulo inviabilizam essa pauta?

Nota da Redação: A trajetória de Aloysio Nunes Ferreira Filho na resistência ao regime de exceção da ditadura militar honra aqueles que defendem a legitimidade própria aos regimes democráticos.


Créditos da foto: Site do Governo do Estado de São Paulo




FERNANDO - 13/04/2009
Rogério Dário, ótima observação. Se fossemos enumerar o passado histórico de muitos políticos, até teriamos prazer em descrevê-los. Acontece que mudaram o rumo do seu passado, e apagaram tudo aquilo que construiram. O presidente anterior a este governo, pediú para esquecer toda a literatura escrita anteriormente. Merece até elogios, por ter assumido essa postura. O atual governandor de SP, deveria assumir essa mesma postura. O ser humano é mutável e assim sendo o governador Serra achou por bem se debandar pró lado que antes combateu. Da Folha e seus colonistas não podemos esperar nada, foereciam até peruas de apoio para transportar presos a OBAN.


Carlos Alberto - 13/04/2009
"Regime de exceção da ditadura militar"? Como assim? Tem ditadura que não é "de exceção"? Ditadura eleita democraticamente?


altamiro souza - 12/04/2009
sempre eh bom lembrar que a grande midia apoiou a derrubada do governo eleito de jango e provocou - com as alucinacoes verbais de carlos lacerda e cia. - a morte de getulio vargas... parece uma sanha historica - agora esse tal de partido da imprensa golpista continua na mesma lengalenga de sempre a fim de demonizar os movimentos populares e o governo lula ou quem pretenda impedir que os demotucanos retornem ao poder em 2010... eh preciso perder o medo desses demos e denunciar sempre esses golpismos deles...


francisco pereira neto - 12/04/2009
Nessa história toda, o que fica claro mesmo é o caráter das pessoas que participaram de movimentos contra a ditadura. Então vejamos: eu considero legítimos os militantes dos movimentos que tinham ideais puros de combater a ditadura, e dignos patriótas, aqueles que tombaram mortos. Marighela, Lamarca e tantos outros. Essa turma que "participou" dos movimentos com funções altamente "estratégicas" , como dirigir fusca, estão vivos e militando na política hoje. Os verdadeiros heróis morreram.


João José Negrão - 12/04/2009
Luis Carlos, alguns dos comentários postados mostram como, apesar de a intenção ser criticar a Folha, é plenamente possível estabelecer, sim, uma leitura anticomunista deste texto, independente da vontade de seus autores originais ou da Carta Maior, que evidentemente não podem ser reputados de reacionários.


pablo - 12/04/2009
o pig no afam de querer desprestigiar a figura da ministra Dilma, com a fsp é como um doente terminal nas suas hora de agonia querer deixar um recado mas nimguem está nem ai com a morte dessa imprensa marron cheia de odio e perversidade contra seu proprio povo e a sip. não se pronuncia diante de tanta desfazetes são as elites dando adeus aos últimos aletaços do afogado. nimguem mas compra jornal pa ler apenas para embrulhar banana e copos de vidro.


ROBÉRIO DÁRIO MEIRA - 12/04/2009
DEVEMOS TER MUITO CUIDADO, QUANTO AOS COPMENTÁRIOS REFENTES AO PASSADO DOS CITADOS NO ARTIGO, POIS AMBOS TEM UM PASSADO QUE NOS ORGULHA... MAS É O QUE FAZEM AGORA QUE MANÇHA NOSSA HISTÓRIA E CONTRIBUI PARA ENGROSSAR A MULTIDÃO DE MISERÁVEIS DESSE PAÍS.


alfio - 10/04/2009
Folha Serra Presidente é o diario oficial da burguesia, agora, dos demo-tucanos. Gratuitamente trouxe, sem que os arquivos todos fossem abertos, tendenciosamente a denotação contra todos da politica de vanguarda. Infelizmente usam de forma maldosa a liberdade de imprensa. Partido da Imprensa Golpista se faz cada dia mais presente em nosso país.


Carlos Henrique Simões da costa - 10/04/2009
Vamos todos enviar essa matéria à Folha(claro que ela não a publicará, mas lotemos sua caixa de mensagens, jogando-lhe na cara a hipocrisia, o cinismo, e mostrando que a Sociedade não mais aceita as manipulações do PIG). Também devemos divulgar as ações de outro vendido; o qual, como Aloysio Nunes Ferreira, lutou ao lado das forças do bem no passado e, vergonhosamente, hoje vendeu-se aos conservadores : José Serra; divulguemos a participação do candidadto da extrema direita no Comício da Central do Brasil, seu discurso nesse evento, prova de seu cinismo, como presidente da UNE, onde defendeu as Reformas de Base de Goularth, tudo o que a direita repudia. A participação de Serra na AP, e solcitemos à Folha e a toda a canalha do PIG para publicarem, ao mesmo tempo em que divulguemos isso para o país.


Antonio - 10/04/2009
Sei que Carta Maior -mesmo apoiando o conservador, e agora sócio do FMI, Lula- mantém uma linha de solidariedade com os que querem uma sociedade mais justa. Assim, fico perplexo ao ver que o passado de pessoas que lutaram por um mundo melhor seja motivo de mesquinhas disputas eleitorais atuais incentivada pela FSP e, estranhamente, por Carta Maior. A divulgação do passado de Dilma e Aloysio deveria ser motivo de orgulho e propaganda eleitoral de ambos. Infelizmente, estamos vendo um preconceito alimentado pela FSP e por Carta Maior. O que deveria ser motivo de críticas é a falta de coerência de ambos, com um passado tão digno e um presente tão conservador e defensor dos interesses capitalistas.


francisco - 10/04/2009
O que a secretaria de imprensa (midia) do "partido dos trabalhadores" esta fazendo, pra se contrapor, a midia burguesa e reverter essa e outras situações ? Já para as portas de escolas e fabricas!!! Pessoal e dinheiro para isso eles tem ( funcionários, comissionados e assessores).


José Roberto Miranda - 10/04/2009
O artigo está certo quanto a parcialidade e a transformação do jornal "Folha de São Paulo" em panfleto racionário e psdbista/demista. Porém quero expressar meu total acordo e admiração com as ações armadas e ilegais que visaram derrubar a ditadura militar! Os militares implantara,m no país um regime político antidemocrático e violento! A respostas dos democratas e dos socialistas não poderia ser outra que o enfrentamento político de massas e a ação armada revolucionária. Se não fossem estes brasileiros e brasileiras corojosos e destemidos ainda estaríamos vivendo sob o regime do imperialismo norte-americano. Graças a participação dos revolucionários no governo Lula a dependência econômica do Brsil frente aos Estados Unidos diminuiu de 1/3 das nossas ezxportações para 1/6 delas. Isto nos garantiu estarmos por cima da onda nesta crise internacional! Viva a ALN, viva o MRT, viva o MR-8, viva a VPR, viva a VAR-Palmares e tanta outras orgnizações que me dão orgulho de ser brasileiro!


Sousa Primo - 10/04/2009
Como e espantoso saber de fato desse porte , O PSDB de FHC, AECIO JSERRA e outros HONESTOS , como ARTUR VIRGILIO e SERGIO GUERRA ter em suas rodas de cafe da manha, e de CAVIAS um individuo com procedimento dessa magnitude. Ja imaginaram se esse Doutor fosse do PT ?


Lúcia Adélia - 09/04/2009
Ótima lembrança, parabéns ao blog, é isso aí mesmo, eu também quero ver essa manchete estampada no folhão, nesse jornalismo hipocrita que se diz isento e que quer só retratar os fatos. Então vamos lá retrate os fatos ora essa, o Aluysio também chefe da casa civil só que do Serra e também pre candidato a 2010 esse senhor também fez parte de um grupo de "assaltantes" ou não foi senhora Folha de São Paulo? A conferir.


andre resende - 09/04/2009
Neste video o Bispo Edir Macedo abre fogo contra a Folha. Ainda bem que a Folha tenha medo ou se incomode com alguém neste Pais. É que o coitado do Antonio Spinoza teve suas declarações fraudadas para que a Folha publicssse a capa várias páginas sobre uma história sem pé nem cabeça, uma suposta tentativa de sequestro contra Delfim Neto na década de 70. O coitado do Spinoza, ao ver que sua fala foi fraudada, ficou mendigando por um pequeno espaço para desmentir a Folha na seção de leitores. O dito ficou pelo não dito. É que o Spinoza não tem o poder de fogo do bispo.


Lúcia Adélia - 09/04/2009
É isso aí Luiz Carlos, está tudo muito claro, mas o blog tão somente quer desmascarar a hipocresia desse lixo chamado folha de são paulo, mas que na verdade é PIG e serve somente à direitona PSDB/DEMOS/PPS assim como serviu a ditadura no passado.


PAULO SÉRGIO - 09/04/2009
FOLHA DE SÃO PAULO. MEU DEUS!!!! AINDA TEM GENTE QUE ACREDITA NELA!!!!


Paulo Ribeiro - 09/04/2009
Sinceramente, acho esta discussão de uma estupidez monumental. Resgatar o passado tanto de Dilma como de Aloisio Nunes só serve para alimentar os preconceitos da direita e da burguesia conservadora, que elegeu Kassab.


izaias almada - 09/04/2009
Amigos da Redação e caro Sr. Miguel Gomes, minha intenção foi e será a de chamar a atenção para determinadas armadilhas que mídia venal arma pelo difícil caminho democrático. Não quis ofender ninguém e nem defender alguém em particular. Trata-se de uma questão política, de um debate político e, como tal, devemos estar atentos, pois a nova direita brasileira (nova em termos de composição político partidária, pois continua ideologicamente a mesma desde a colonização) é uma mescla de antigos defensores da ditadura, civis e militares, esquerdistas arrependidos, que pediram para esquecer o que escreveram e fizeram e viúvos do neoliberalismo econômico que venderam muitas de nossas riquezas a trinta dinheiros na calada da noite. Obrigado pelas observações e continuemos a luta por um Brasil melhor. Abraços, Izaías Almada.


izaias almada - 08/04/2009
Aos amigos da Redação de Cartamaior: embora entendendo, dentro das atuais circunstâncias do jogo político-eleitoral, que a repercussão de um blog gaúcho sirva de con tra-partida à inqualificável matéria do jornal FSP sobre a Ministra Dilma Roussef, gostaria de chamar a atenção para um fato que, quanto a mim, não deve permear esse tipo de disputa: o desrespeito aos que lutaram contra a ditadura. A luta dos que foram presos, torturados, banidos, exilados ou perderam suas vidas nos anos 60/70 da nossa história política não pode se tornar motivo de uma disputa superficial e rasteira de uma campanha pré-eleitoral que mostra o seu baixo nível já de saída. Entrar nesse jogo é praticar o mesmo tipo de jornalismo tão criticado por esse site e por tantos outros jornalistas que defendem a ética na sua profissão. A disputa pelo poder político, quando se pode disfrutar da liberdade de opinião, requer isenção de ânimo e, sobretudo, conhecimento do assunto tratado, senão corremos o risco de jogar numa mesma vala comum o nome de torturados e torturadores, de resistentes e de algozes daquele período de nossa história, num amálgama que só interessa aos dissimuladores, aos mentirosos, à imprensa venal e aos defensores de uma democracia de fachada que defende os privilégios de um grupo que está no poder há 500 anos: o do poder econômico. Não está em causa o passado de algumas das pessoas envolvidas nas reportagens, mas sim a convicção e a posição política de quem ainda quer fazer alguma coisa pelos que só têm (ainda) a sua força de trabalho e pouco mais do que isto. Numa ditadura, a resistência pelas armas e os métodos de luta empregados são perfeitamente compreensíveis. Numa democracia, mesmo essa que temos, as armas da mentira e da difamação (ou da ironia que desqulaifica) são torpes e abjetas e não recomenda moralmente quem delas faz uso. Izaías Almada.


Redação - Carta Maior - 08/04/2009
Caro Izaias, não há dúvida que não está em causa o passado dos que lutaram contra a ditadura militar, o que é afirmado na nota da redação, ao final deste texto. Trata-se obviamente de um texto irônico que questiona a linha editorial da Folha de São Paulo e dos setores políticos que dela se beneficiam. O título desse texto é tão absurdo quanto o da matéria da Folha. A diferença é que ele tem um conteúdo sarcástico. Talvez a ironia não tenha ficado clara, perigo sobre o qual Millor Fernandes não cansa de alertar.


luiz pinheiro - 08/04/2009
Como regrediu esse cidadão, não é mesmo?


Luis Carlos Heistel - 08/04/2009
Isso está claro, João Negrão. Mas a matéria não trata disso, se bem entendi. O alvo do texto é a linha editorial hipócrita e cínica da Folha de São Paulo.


Miguel Gomes - 08/04/2009
Sr. Almada: o último parágrafo da nota do Cloaca News é bem claro: . "A despeito da relativa importância de "Mateus" na guerra contra a ditadura, este Cloaca News não pretende desdourar o passado de lutas do atual secretário tucano. Pelo contrário. Apenas ficaremos aguardando que sua heróica biografia seja brindada, com detalhes, aos leitores da Folha de S.Paulo com a mesma pompa e relevância com que foram exumados os episódios envolvendo a Ministra Dilma Rousseff." . Não procede, portanto, boa parte de sua crítica.


Ary - 08/04/2009
A direita também tem um terrorista para chamar de seu.


Maria Laura - 08/04/2009
hahahaahahahahahahah Extraordinário. Que vergonha, a Folha de São Paulo. Vergonha alheia, constrangimento.


João Aguiar - 08/04/2009
A "Farsa de São Paulo" se lascou se com as quatro patas, e agora Zé Serrágio?


José Pedro - 08/04/2009
Às vezes eu acho que a falta de humor da esquerda anda de mãos dadas com a incapacidade ou a recusa da leitura. Em quê o comentário sarcástico do cloacanews se compara ao editorialismo malévolo da FSP? Eu, hein. Excelentes, cloaca e cartamaior.


João José Negrão - 08/04/2009
Muito cuidado. Nem Dilma, nem Aloysio, nem Serra (o da AP) têm do que se envergonhar em seu passado. Não vamos entrar no "se nós temos 'terroristas', eles também têm". O problema de Serra, do Aloysio, do José Anibal não é o passado; é o presente.

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