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21/01/2013 - Copyleft

Cidadania: tijolo, cimento e democracia

por: Saul Leblon

Saul Leblon



Cerca de 27 milhões de moradias terão que ser construídas no Brasil até 2023.

O déficit atual, sozinho, requer a produção de 7,5 milhões de habitações.

Quase 6% dos brasileiros, mais de 11,5 milhões de pessoas, vivem em favelas - 88% em regiões metropolitanas.

São Paulo, Rio e Belém, juntas, reúnem 44% dos favelados brasileiros.

São escalas que podem mudar o rosto de uma nação.

Como já ocorreu no passado, pelo avesso.

Durante 23 anos, desde a extinção do BNH, em 1986, o Estado brasileiro ignorou o destino habitacional de famílias com até três salários.

Essa renda é incompatível com o financiamento privado de um imóvel.

Para ser claro: 80% do déficit brasileiro de moradias ficou fora da agenda do Estado por duas décadas e três anos.

A omissão vai além.

O descompromisso coincidiu com o auge de uma diáspora rural de proporções bíblicas.

Com o golpe militar de 1964, a política de modernização conservadora do campo expulsou mais 30 milhões de moradores da área rural para as cidades.

Sem contrapartida públicas, esse deslocamento inédito no mundo ocidental em tão curto espaço de tempo semeou periferias conflagradas nas grandes metrópoles do país.

Não por acaso, os anos 80 marcaram a ascensão dos movimentos de luta por moradia em várias capitais, sobretudo do Sudeste.

Mobilizações de rua e projetos de auto-construção comunitária reagiriam à omissão clamorosa do Estado brasileiro.

Experiências avançadas de auto-gestão em projetos habitacionais estavam em ebulição nesse mesmo momento no Uruguai.

O conjunto influenciaria o surgimento de mutirões semelhantes em São Paulo, com desdobramentos políticos importantes.

A eleição da então petista Luiza Erundina, em 1989, que transformaria os mutirões em política pública, teve forte apoio dessa iniciativa popular nas periferias pobres da capital.

Mais de 10.500 unidades habitacionais foram erguidas na cidade em regime de auto-gestão.

Em 2009, o governo Lula lançou o Minha Casa, Minha Vida.

Com dupla intenção.

Sanar uma omissão inaceitável do Estado; e contrastar o impacto da crise mundial, impulsionando uma atividade intensiva em mão de obra e servida por ampla cadeia industrial.

Em três anos, o programa contratou 1,96 milhão de unidades.

Não é pouco: em 23 anos de existência o BNH financiou 4 milhões de habitações.

No ano passado foram entregues 48% das unidades do Minha Casa; e a Presidenta Dilma lançou a segunda etapa do programa.

Agora mais focado.

São 2,4 milhões moradias a serem entregues até 2014 – 60% destinadas à população com renda mensal até três salários, que terá subsídio integral, com valores simbólicos na prestação.

A marcha dos números mostra que a fila andou no mercado habitacional.
O crédito imobiliário representava cerca de 2% do PIB ao final do governo FHC.

Hoje passa de 5%.

E ainda é irrisório: ele supera 70% do PIB em países ricos; e mesmo em economias menores é várias vezes maior que fatia brasileira; caso do Chile, por exemplo (20% do PIB).

Ao ritmo de 35% ao ano, o financiamento aqui avança para se transformar na principal modalidade de empréstimo à pessoa física do mercado.Maior que a do próprio crédito pessoal.

Com um detalhe estratégico: são os bancos estatais, sobretudo a Caixa Econômica Federal, mas também o Banco do Brasil, que lideram a arrancada.

Os financiamentos da Caixa cresceram 34% em 2012. Somaram R$ 200 bi.

Os do BB atingiram R$ 11,3 bi. Salto de 75%.

A banca privada detém fatia modesta das operações. Que recuou ainda mais no ano passado, num erro de cálculo clamoroso, ou no deliberado propósito de sonegar oxigênio ao governo que afrontou o setor no braço de ferro dos juros.

O fato é que os bancos estatais hoje são donos do mercado.

Portanto, há dinheiro; o setor público tem o controle da engrenagem; as prefeituras municipais formam a contraparte logística do sistema; e a política de investir pesado no déficit de moradia popular é uma decisão consagrada no governo.

O que falta?

Materializar a dimensão histórica e a contrapartida política desse avanço.

Uma casa não termina na fechadura da porta.

Um programa habitacional ambicioso como o atual tem fôlego para ser também um programa de reordenação da cidade, de regeneração do espaço público e redenção da cidadania.

Entregue exclusivamente às forças de mercado, o déficit habitacional será sanado sem essa contraparte, criando alojamentos e não bairros, em periferias disssociados de cidadania.

Não se trata de negar o gigantesco passo em curso. Tampouco se pretende substituir escalas profissionais pelo voluntariado artesanal.

Os mutirões têm o seu espaço; sua relevância se reafirma em situações específicas.

A lacuna é de ordem mais geral.

A escolha é entre coletivizar o poder sobre a cidade em mutação ou terceirizar a travessia à lógica imobiliária.

A construção de uma hegemonia popular sobre os canteiros de obra não precisa esperar pela esfera federal.

Gestões municipais progressistas, como a de São Paulo, dispõem de peso, poder de barganha e ferramentas institucionais para fazer a diferença e dar o exemplo de baixo para cima.

O Estatuto da Cidade e o Plano Diretor – ademais do caixa dos bancos públicos - oferecem margem de manobra para ações inovadoras.

Sem prejuízo da eficiência – e até com ganho – as decisões sobre o que construir, a estética a se adotar, onde, como e com que ganhos para o conjunto da cidadania podem e devem ser democratizadas numa metrópole com a capital paulista.

O que impede a gestão Haddad, por exemplo, de organizar conferências populares de moradia e urbanização em cada bairro? E a partir de uma síntese municipal alimentar um banco de projetos e metas para negociar com investidores privados e bancos públicos?

Berço dos movimentos por moradia nos anos 80, o anseio de São Paulo por uma cidade solidária, seu rico patrimônio de experiências técnicas e comunitárias, não se perdeu.

Apenas foi menosprezado por prefeitos de fidelidades antagônicas e pelo niilismo de uma mídia que reduziu a metrópole a uma contabilidade de crimes e caos.

Poucas áreas, insista-se, reúnem massa crítica e legitimidade para imprimir um salto histórico na modulação do desenvolvimento brasileiro quanto o tripé da construção da moradia, da cidade e da cidadania.

Não se trata de substituir uma lacuna ostensiva do atual processo econômico por um fetiche: a 'urbanização redentora'.

Trata-se, ao contrário, de afrontar um déficit político resgatando as dimensões daquilo que Henri Lefevbre denominou o 'direito à cidade'.

Sua referência, com as devidas ressalvas, é a Comuna de Paris, de 1871.

Nela, Lefebvre enxerga o símbolo da reapropriação do espaço urbano, materializado na marcha festiva dos operários em direção à capital.

Alijados nas periferias, eles reconquistaram o centro físico, estético e político da cidade, despindo seu engessamento burguês para reinventar a equação da cidadania popular: tijolo, cimento e democracia.






Cidadania e Democracia - 29/05/2013
Ainda há muita coisa para o Brasil crescer, ser um país com mais igualdade.


Cidadania e Democracia - 29/05/2013
Ainda há muita coisa para o Brasil crescer, ser um país com mais igualdade.


Roberto Vital Anau - 27/01/2013
Caro Pedro Cascaes, se você tem informações com embasamento técnico que contrariam as da matéria, por que não as divulga? Estamos todos ansiosos por números que nos tranquilizem sobre a carência de moradia digna no Brasil. Quem sabe você não nos ajuda a fechar os olhos para a realidade que todo mundo vê e acreditar em números "nem tanto assim"? Faz bem para algumas consciências... Patrícia, você forçou a barra. Desrespeito à dignidade humana é manter favelas, cortiços e alagados na situação atual. Todos poderíamos concordar com você em que a política elogiada no artigo é limitada e requer aperfeiçoamentos. Aliás, as conferências populares popostas no artigo poderiam ser o fórum adequado para apresentar críticas e sugestões de melhoria. Mas você acredita que morar em favela ou em habitação regular e legal é tudo a mesma coisa, tudo "desrespeito à dignidade humana"? Reconsidere e podemos criticar juntos, de forma construtiva.


Roberto Vital Anau - 27/01/2013
Caro Pedro Cascaes, se você tem informações com embasamento técnico que contrariam as da matéria, por que não as divulga? Estamos todos ansiosos por números que nos tranquilizem sobre a carência de moradia digna no Brasil. Quem sabe você não nos ajuda a fechar os olhos para a realidade que todo mundo vê e acreditar em números "nem tanto assim"? Faz bem para algumas consciências... Patrícia, você forçou a barra. Desrespeito à dignidade humana é manter favelas, cortiços e alagados na situação atual. Todos poderíamos concordar com você em que a política elogiada no artigo é limitada e requer aperfeiçoamentos. Aliás, as conferências populares popostas no artigo poderiam ser o fórum adequado para apresentar críticas e sugestões de melhoria. Mas você acredita que morar em favela ou em habitação regular e legal é tudo a mesma coisa, tudo "desrespeito à dignidade humana"? Reconsidere e podemos criticar juntos, de forma construtiva.


Roberto Vital Anau - 27/01/2013
Caro Pedro Cascaes, se você tem informações com embasamento técnico que contrariam as da matéria, por que não as divulga? Estamos todos ansiosos por números que nos tranquilizem sobre a carência de moradia digna no Brasil. Quem sabe você não nos ajuda a fechar os olhos para a realidade que todo mundo vê e acreditar em números "nem tanto assim"? Faz bem para algumas consciências... Patrícia, você forçou a barra. Desrespeito à dignidade humana é manter favelas, cortiços e alagados na situação atual. Todos poderíamos concordar com você em que a política elogiada no artigo é limitada e requer aperfeiçoamentos. Aliás, as conferências populares popostas no artigo poderiam ser o fórum adequado para apresentar críticas e sugestões de melhoria. Mas você acredita que morar em favela ou em habitação regular e legal é tudo a mesma coisa, tudo "desrespeito à dignidade humana"? Reconsidere e podemos criticar juntos, de forma construtiva.


Roberto Vital Anau - 27/01/2013
Caro Pedro Cascaes, se você tem informações com embasamento técnico que contrariam as da matéria, por que não as divulga? Estamos todos ansiosos por números que nos tranquilizem sobre a carência de moradia digna no Brasil. Quem sabe você não nos ajuda a fechar os olhos para a realidade que todo mundo vê e acreditar em números "nem tanto assim"? Faz bem para algumas consciências... Patrícia, você forçou a barra. Desrespeito à dignidade humana é manter favelas, cortiços e alagados na situação atual. Todos poderíamos concordar com você em que a política elogiada no artigo é limitada e requer aperfeiçoamentos. Aliás, as conferências populares popostas no artigo poderiam ser o fórum adequado para apresentar críticas e sugestões de melhoria. Mas você acredita que morar em favela ou em habitação regular e legal é tudo a mesma coisa, tudo "desrespeito à dignidade humana"? Reconsidere e podemos criticar juntos, de forma construtiva.


Pedro Cascaes Filho - 26/01/2013
Estas informações não são verdadeiras, não tem nenhum embasamento técnico. São o que se diz na linguagem popular"forçar uma barra". No Brasil temos este triste costume, criar um quadro de catástrofe. Temos problemas habitacionais, temos, mas nem de longe os mesmos atingem estas proporções. Vamos parar com isso e falar sério. É disto que o país precisa. Só assim investiremos nossos recursos com sabedoria e responsabilidade, recursos ainda escassos há bem da verdade. Não sejamos "bocas alugadas", repercutindo o que não existe.


Pedro Cascaes Filho - 26/01/2013
Estas informações não são verdadeiras, não tem nenhum embasamento técnico. São o que se diz na linguagem popular"forçar uma barra". No Brasil temos este triste costume, criar um quadro de catástrofe. Temos problemas habitacionais, temos, mas nem de longe os mesmos atingem estas proporções. Vamos parar com isso e falar sério. É disto que o país precisa. Só assim investiremos nossos recursos com sabedoria e responsabilidade, recursos ainda escassos há bem da verdade. Não sejamos "bocas alugadas", repercutindo o que não existe.


Pedro Cascaes Filho - 26/01/2013
Estas informações não são verdadeiras, não tem nenhum embasamento técnico. São o que se diz na linguagem popular"forçar uma barra". No Brasil temos este triste costume, criar um quadro de catástrofe. Temos problemas habitacionais, temos, mas nem de longe os mesmos atingem estas proporções. Vamos parar com isso e falar sério. É disto que o país precisa. Só assim investiremos nossos recursos com sabedoria e responsabilidade, recursos ainda escassos há bem da verdade. Não sejamos "bocas alugadas", repercutindo o que não existe.


Pedro Cascaes Filho - 26/01/2013
Estas informações não são verdadeiras, não tem nenhum embasamento técnico. São o que se diz na linguagem popular"forçar uma barra". No Brasil temos este triste costume, criar um quadro de catástrofe. Temos problemas habitacionais, temos, mas nem de longe os mesmos atingem estas proporções. Vamos parar com isso e falar sério. É disto que o país precisa. Só assim investiremos nossos recursos com sabedoria e responsabilidade, recursos ainda escassos há bem da verdade. Não sejamos "bocas alugadas", repercutindo o que não existe.


Marcus Aurelio - 24/01/2013
Habitação, moradia, são conceitos inseparáveis de cidadania, assim como toda a estrutura firmada para a sustentação da dignidade humana, que consiste muito além de apenas morar, mas viver, compartilhar e ser feliz, à sua maneira. Portanto, uma Política de Estado como esta, têm seus pressupostos na dignidade e na equidade. Parabéns a todos os brasileiros e brasileiras.


Marcus Aurelio - 24/01/2013
Habitação, moradia, são conceitos inseparáveis de cidadania, assim como toda a estrutura firmada para a sustentação da dignidade humana, que consiste muito além de apenas morar, mas viver, compartilhar e ser feliz, à sua maneira. Portanto, uma Política de Estado como esta, têm seus pressupostos na dignidade e na equidade. Parabéns a todos os brasileiros e brasileiras.


Marcus Aurelio - 24/01/2013
Habitação, moradia, são conceitos inseparáveis de cidadania, assim como toda a estrutura firmada para a sustentação da dignidade humana, que consiste muito além de apenas morar, mas viver, compartilhar e ser feliz, à sua maneira. Portanto, uma Política de Estado como esta, têm seus pressupostos na dignidade e na equidade. Parabéns a todos os brasileiros e brasileiras.


Marcus Aurelio - 24/01/2013
Habitação, moradia, são conceitos inseparáveis de cidadania, assim como toda a estrutura firmada para a sustentação da dignidade humana, que consiste muito além de apenas morar, mas viver, compartilhar e ser feliz, à sua maneira. Portanto, uma Política de Estado como esta, têm seus pressupostos na dignidade e na equidade. Parabéns a todos os brasileiros e brasileiras.


Luis Sergio - 23/01/2013
Patricia mestranda, sinceramente penso que você não leu o texto com a devida atenção. Por isso te peço volte no texto e leia "Um program habitacional.... " e "Entregue exclusivamente às forças do mercado.......". O que estaria preocupando voce? A reivenção da cidadania popular?


Luis Sergio - 23/01/2013
Patricia mestranda, sinceramente penso que você não leu o texto com a devida atenção. Por isso te peço volte no texto e leia "Um program habitacional.... " e "Entregue exclusivamente às forças do mercado.......". O que estaria preocupando voce? A reivenção da cidadania popular?


Luis Sergio - 23/01/2013
Patricia mestranda, sinceramente penso que você não leu o texto com a devida atenção. Por isso te peço volte no texto e leia "Um program habitacional.... " e "Entregue exclusivamente às forças do mercado.......". O que estaria preocupando voce? A reivenção da cidadania popular?


Luis Sergio - 23/01/2013
Patricia mestranda, sinceramente penso que você não leu o texto com a devida atenção. Por isso te peço volte no texto e leia "Um program habitacional.... " e "Entregue exclusivamente às forças do mercado.......". O que estaria preocupando voce? A reivenção da cidadania popular?


nilccemar - 22/01/2013
Patrícia, os projetos aos quais Saul Leblon se refere não pretendem "criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda". Mesmo se o fosse, se a tal se restringisse num primeiro momento, por que seria "desrespeitar a dignidade humana" ? Seria apenas, se assim fosse concebido, tão somente postergar a resolução total do problema. Mas, não é o caso. Não é essa a perspectiva de quem formulou tal projeto. Bem pelo contrário, é a que vê a moradia decente como patamar para alcançar ativação da VIDA na cidade, o que implica na inclusão dos elementos que você pontuou. Esta não é a perspectiva que vem para contemplar os interesses dos setores imobiliários.


Ligia Malta - 22/01/2013
Fiquei muito impressionada em saber que o crédito imobiliário supera 70% do PIB em países ricos, e sua comparação com os nossos 5%, mesmo considerando a melhora apontada. Mais um motivo para dizer, como Nilccemar, que lindo e, principalmente esperançoso texto !


Suely Farah - 22/01/2013
Tudo de bom o seu texto, Saul, muito oportuno, certeiro, sensível, como sempre. Há tanto por fazer: reinventar a cidade, ressignificar a cidadania. Não é pouco, mas a vontade, a valorização das experiências passadas, o tomar a pulso a questão da comunicação com a população da cidade, tudo isso funciona como uma contaminação positiva, no sentido da comunidade. Ainda teremos um espaço urbano que melhor nos traduza e convoque significativamente, tenho certeza, com este governo Haddad. Benvindo seja!


ricardo silveira - 22/01/2013
A desigualdade é ainda tão acentuada que o pouco parece muito. E, de fato, não é nada pouco o que já fez Lula e Dilma. Mas uma coisa continua inaceitável: as casas do Minha Casa Minha Vida são ruins e caras. É preciso reverter a lógica do mercado para não reproduzir a desigualdade em novos patamares.


Patricia Rossi Marcos - 22/01/2013
Realmente a urbanização popular é muito importante e de grande valia. Seja em razão de trazer benefícios estéticos para a cidade, ajudar com relação á segurança pública, e reconhecer de alguma forma a dignidade dos cidadãos. Porém no meu entendimento, essa política de urbanização deixa a desejar. Pois como o próprio texto afirma, houve o reconhecimento do centro físico da cidade, e a reinvenção da cidadania popular: tijolo, cimento e democracia. Mas esqueceram-se que uma cidade não pode viver sem áreas verdes e de lazer. Nem mesmo sem meios de transporte adequados como o metrô ou a utilização de balsas nos rios que cortam as cidades. Nesse sentido, deixo minha crítica ao sistema adotado: criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda é desrespeitar a dignidade humana, pois sem áreas verdes e de lazer e meios de transportes rápidos, adequados e que funcionem não dá para viver !!! Patrícia Rossi Marcos Urbanista e Mestranda em direito ambiental e desenvolvimento sustentável.


Caio - 22/01/2013
Esta política habitacional do Governo poderia ser melhor. o que o autor chamou de mutirões comunitários de "voluntariado artesanal" está sendo subestimada no texto. Tais políticas fazem sentido na medida em que a tecnologia de baixo custo é contrabalanceada com a ocupação de muito mais mão de obra local, favorecendo o desenvolvimento interno e a formação de massa crítica, através da apropriação das tecnologias sociais. É sabido que inovação é de necessidade primordial nesta margem da história. E onde há mais inovação na área de habitção e engenharia reside no planejamento comunitário atrvés de transferências de tecnologias sociais, troca de saberes entre comunidade e especialistas, havendo uma síntese aí de um projeto democrático.


Clarice Iolanda Komora Furtado - 22/01/2013
Acredito que, para acelerar a construção de moradias, a Caixa Economica deveria retomar o projeto PAR. Há milhares de imóveis abandonados nas grande cidades. É absurda a forma como algumas Prefeituras despejam as famílias. A falta de planejamento entre as secretarias, pois é impossível com as facilidades da informática, não saberem quais imóveis estariam disponíveis. Não é fazer caridade, mas organizar as pessoas de maneira que possam tornarem-se mais produtivas.


Gustavo Biasoli aLVES - 22/01/2013
Prezado Saul, Concordo com quase tudo o que vc. diz, mas me permita expressar uma dissonância: o grande foco da política econômica do governo foi, sobretudo no tempo de Lula, uma expansão do consumo popular através do crédito. Em que isto estava e está ancorado? No valor das commodities agrícolas! Ou seja, é uma expansão temerária porque bastará uma flutuação nos preços delas ou uma retração do mercado para que a torneira seque e as consequências poderão ser desastrosas: frustração, revolta, crise... Entendo então que o momento requer uma revisão: ótimo que as pessoas tenham como e onde gastar e isso movimente a economia. Mas isso não basta! É preciso que elas tenham condições duradouras de gastar, e isso só acontece com empregos de qualidade e com estímulo à atividade econômica. O resto é ilusão!


nilccemar - 22/01/2013
Patrícia, os projetos aos quais Saul Leblon se refere não pretendem "criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda". Mesmo se o fosse, se a tal se restringisse num primeiro momento, por que seria "desrespeitar a dignidade humana" ? Seria apenas, se assim fosse concebido, tão somente postergar a resolução total do problema. Mas, não é o caso. Não é essa a perspectiva de quem formulou tal projeto. Bem pelo contrário, é a que vê a moradia decente como patamar para alcançar ativação da VIDA na cidade, o que implica na inclusão dos elementos que você pontuou. Esta não é a perspectiva que vem para contemplar os interesses dos setores imobiliários.


Patricia Rossi Marcos - 22/01/2013
Realmente a urbanização popular é muito importante e de grande valia. Seja em razão de trazer benefícios estéticos para a cidade, ajudar com relação á segurança pública, e reconhecer de alguma forma a dignidade dos cidadãos. Porém no meu entendimento, essa política de urbanização deixa a desejar. Pois como o próprio texto afirma, houve o reconhecimento do centro físico da cidade, e a reinvenção da cidadania popular: tijolo, cimento e democracia. Mas esqueceram-se que uma cidade não pode viver sem áreas verdes e de lazer. Nem mesmo sem meios de transporte adequados como o metrô ou a utilização de balsas nos rios que cortam as cidades. Nesse sentido, deixo minha crítica ao sistema adotado: criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda é desrespeitar a dignidade humana, pois sem áreas verdes e de lazer e meios de transportes rápidos, adequados e que funcionem não dá para viver !!! Patrícia Rossi Marcos Urbanista e Mestranda em direito ambiental e desenvolvimento sustentável.


ricardo silveira - 22/01/2013
A desigualdade é ainda tão acentuada que o pouco parece muito. E, de fato, não é nada pouco o que já fez Lula e Dilma. Mas uma coisa continua inaceitável: as casas do Minha Casa Minha Vida são ruins e caras. É preciso reverter a lógica do mercado para não reproduzir a desigualdade em novos patamares.


Suely Farah - 22/01/2013
Tudo de bom o seu texto, Saul, muito oportuno, certeiro, sensível, como sempre. Há tanto por fazer: reinventar a cidade, ressignificar a cidadania. Não é pouco, mas a vontade, a valorização das experiências passadas, o tomar a pulso a questão da comunicação com a população da cidade, tudo isso funciona como uma contaminação positiva, no sentido da comunidade. Ainda teremos um espaço urbano que melhor nos traduza e convoque significativamente, tenho certeza, com este governo Haddad. Benvindo seja!


Ligia Malta - 22/01/2013
Fiquei muito impressionada em saber que o crédito imobiliário supera 70% do PIB em países ricos, e sua comparação com os nossos 5%, mesmo considerando a melhora apontada. Mais um motivo para dizer, como Nilccemar, que lindo e, principalmente esperançoso texto !


nilccemar - 22/01/2013
Patrícia, os projetos aos quais Saul Leblon se refere não pretendem "criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda". Mesmo se o fosse, se a tal se restringisse num primeiro momento, por que seria "desrespeitar a dignidade humana" ? Seria apenas, se assim fosse concebido, tão somente postergar a resolução total do problema. Mas, não é o caso. Não é essa a perspectiva de quem formulou tal projeto. Bem pelo contrário, é a que vê a moradia decente como patamar para alcançar ativação da VIDA na cidade, o que implica na inclusão dos elementos que você pontuou. Esta não é a perspectiva que vem para contemplar os interesses dos setores imobiliários.


Clarice Iolanda Komora Furtado - 22/01/2013
Acredito que, para acelerar a construção de moradias, a Caixa Economica deveria retomar o projeto PAR. Há milhares de imóveis abandonados nas grande cidades. É absurda a forma como algumas Prefeituras despejam as famílias. A falta de planejamento entre as secretarias, pois é impossível com as facilidades da informática, não saberem quais imóveis estariam disponíveis. Não é fazer caridade, mas organizar as pessoas de maneira que possam tornarem-se mais produtivas.


Gustavo Biasoli aLVES - 22/01/2013
Prezado Saul, Concordo com quase tudo o que vc. diz, mas me permita expressar uma dissonância: o grande foco da política econômica do governo foi, sobretudo no tempo de Lula, uma expansão do consumo popular através do crédito. Em que isto estava e está ancorado? No valor das commodities agrícolas! Ou seja, é uma expansão temerária porque bastará uma flutuação nos preços delas ou uma retração do mercado para que a torneira seque e as consequências poderão ser desastrosas: frustração, revolta, crise... Entendo então que o momento requer uma revisão: ótimo que as pessoas tenham como e onde gastar e isso movimente a economia. Mas isso não basta! É preciso que elas tenham condições duradouras de gastar, e isso só acontece com empregos de qualidade e com estímulo à atividade econômica. O resto é ilusão!


Caio - 22/01/2013
Esta política habitacional do Governo poderia ser melhor. o que o autor chamou de mutirões comunitários de "voluntariado artesanal" está sendo subestimada no texto. Tais políticas fazem sentido na medida em que a tecnologia de baixo custo é contrabalanceada com a ocupação de muito mais mão de obra local, favorecendo o desenvolvimento interno e a formação de massa crítica, através da apropriação das tecnologias sociais. É sabido que inovação é de necessidade primordial nesta margem da história. E onde há mais inovação na área de habitção e engenharia reside no planejamento comunitário atrvés de transferências de tecnologias sociais, troca de saberes entre comunidade e especialistas, havendo uma síntese aí de um projeto democrático.


Patricia Rossi Marcos - 22/01/2013
Realmente a urbanização popular é muito importante e de grande valia. Seja em razão de trazer benefícios estéticos para a cidade, ajudar com relação á segurança pública, e reconhecer de alguma forma a dignidade dos cidadãos. Porém no meu entendimento, essa política de urbanização deixa a desejar. Pois como o próprio texto afirma, houve o reconhecimento do centro físico da cidade, e a reinvenção da cidadania popular: tijolo, cimento e democracia. Mas esqueceram-se que uma cidade não pode viver sem áreas verdes e de lazer. Nem mesmo sem meios de transporte adequados como o metrô ou a utilização de balsas nos rios que cortam as cidades. Nesse sentido, deixo minha crítica ao sistema adotado: criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda é desrespeitar a dignidade humana, pois sem áreas verdes e de lazer e meios de transportes rápidos, adequados e que funcionem não dá para viver !!! Patrícia Rossi Marcos Urbanista e Mestranda em direito ambiental e desenvolvimento sustentável.


ricardo silveira - 22/01/2013
A desigualdade é ainda tão acentuada que o pouco parece muito. E, de fato, não é nada pouco o que já fez Lula e Dilma. Mas uma coisa continua inaceitável: as casas do Minha Casa Minha Vida são ruins e caras. É preciso reverter a lógica do mercado para não reproduzir a desigualdade em novos patamares.


nilccemar - 22/01/2013
Patrícia, os projetos aos quais Saul Leblon se refere não pretendem "criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda". Mesmo se o fosse, se a tal se restringisse num primeiro momento, por que seria "desrespeitar a dignidade humana" ? Seria apenas, se assim fosse concebido, tão somente postergar a resolução total do problema. Mas, não é o caso. Não é essa a perspectiva de quem formulou tal projeto. Bem pelo contrário, é a que vê a moradia decente como patamar para alcançar ativação da VIDA na cidade, o que implica na inclusão dos elementos que você pontuou. Esta não é a perspectiva que vem para contemplar os interesses dos setores imobiliários.


Suely Farah - 22/01/2013
Tudo de bom o seu texto, Saul, muito oportuno, certeiro, sensível, como sempre. Há tanto por fazer: reinventar a cidade, ressignificar a cidadania. Não é pouco, mas a vontade, a valorização das experiências passadas, o tomar a pulso a questão da comunicação com a população da cidade, tudo isso funciona como uma contaminação positiva, no sentido da comunidade. Ainda teremos um espaço urbano que melhor nos traduza e convoque significativamente, tenho certeza, com este governo Haddad. Benvindo seja!


Ligia Malta - 22/01/2013
Fiquei muito impressionada em saber que o crédito imobiliário supera 70% do PIB em países ricos, e sua comparação com os nossos 5%, mesmo considerando a melhora apontada. Mais um motivo para dizer, como Nilccemar, que lindo e, principalmente esperançoso texto !


Clarice Iolanda Komora Furtado - 22/01/2013
Acredito que, para acelerar a construção de moradias, a Caixa Economica deveria retomar o projeto PAR. Há milhares de imóveis abandonados nas grande cidades. É absurda a forma como algumas Prefeituras despejam as famílias. A falta de planejamento entre as secretarias, pois é impossível com as facilidades da informática, não saberem quais imóveis estariam disponíveis. Não é fazer caridade, mas organizar as pessoas de maneira que possam tornarem-se mais produtivas.


Gustavo Biasoli aLVES - 22/01/2013
Prezado Saul, Concordo com quase tudo o que vc. diz, mas me permita expressar uma dissonância: o grande foco da política econômica do governo foi, sobretudo no tempo de Lula, uma expansão do consumo popular através do crédito. Em que isto estava e está ancorado? No valor das commodities agrícolas! Ou seja, é uma expansão temerária porque bastará uma flutuação nos preços delas ou uma retração do mercado para que a torneira seque e as consequências poderão ser desastrosas: frustração, revolta, crise... Entendo então que o momento requer uma revisão: ótimo que as pessoas tenham como e onde gastar e isso movimente a economia. Mas isso não basta! É preciso que elas tenham condições duradouras de gastar, e isso só acontece com empregos de qualidade e com estímulo à atividade econômica. O resto é ilusão!


Caio - 22/01/2013
Esta política habitacional do Governo poderia ser melhor. o que o autor chamou de mutirões comunitários de "voluntariado artesanal" está sendo subestimada no texto. Tais políticas fazem sentido na medida em que a tecnologia de baixo custo é contrabalanceada com a ocupação de muito mais mão de obra local, favorecendo o desenvolvimento interno e a formação de massa crítica, através da apropriação das tecnologias sociais. É sabido que inovação é de necessidade primordial nesta margem da história. E onde há mais inovação na área de habitção e engenharia reside no planejamento comunitário atrvés de transferências de tecnologias sociais, troca de saberes entre comunidade e especialistas, havendo uma síntese aí de um projeto democrático.


Caio - 22/01/2013
Esta política habitacional do Governo poderia ser melhor. o que o autor chamou de mutirões comunitários de "voluntariado artesanal" está sendo subestimada no texto. Tais políticas fazem sentido na medida em que a tecnologia de baixo custo é contrabalanceada com a ocupação de muito mais mão de obra local, favorecendo o desenvolvimento interno e a formação de massa crítica, através da apropriação das tecnologias sociais. É sabido que inovação é de necessidade primordial nesta margem da história. E onde há mais inovação na área de habitção e engenharia reside no planejamento comunitário atrvés de transferências de tecnologias sociais, troca de saberes entre comunidade e especialistas, havendo uma síntese aí de um projeto democrático.


Patricia Rossi Marcos - 22/01/2013
Realmente a urbanização popular é muito importante e de grande valia. Seja em razão de trazer benefícios estéticos para a cidade, ajudar com relação á segurança pública, e reconhecer de alguma forma a dignidade dos cidadãos. Porém no meu entendimento, essa política de urbanização deixa a desejar. Pois como o próprio texto afirma, houve o reconhecimento do centro físico da cidade, e a reinvenção da cidadania popular: tijolo, cimento e democracia. Mas esqueceram-se que uma cidade não pode viver sem áreas verdes e de lazer. Nem mesmo sem meios de transporte adequados como o metrô ou a utilização de balsas nos rios que cortam as cidades. Nesse sentido, deixo minha crítica ao sistema adotado: criar moradias com a única intenção de assentar e regularizar a população de baixa renda é desrespeitar a dignidade humana, pois sem áreas verdes e de lazer e meios de transportes rápidos, adequados e que funcionem não dá para viver !!! Patrícia Rossi Marcos Urbanista e Mestranda em direito ambiental e desenvolvimento sustentável.


ricardo silveira - 22/01/2013
A desigualdade é ainda tão acentuada que o pouco parece muito. E, de fato, não é nada pouco o que já fez Lula e Dilma. Mas uma coisa continua inaceitável: as casas do Minha Casa Minha Vida são ruins e caras. É preciso reverter a lógica do mercado para não reproduzir a desigualdade em novos patamares.


Ligia Malta - 22/01/2013
Fiquei muito impressionada em saber que o crédito imobiliário supera 70% do PIB em países ricos, e sua comparação com os nossos 5%, mesmo considerando a melhora apontada. Mais um motivo para dizer, como Nilccemar, que lindo e, principalmente esperançoso texto !


Suely Farah - 22/01/2013
Tudo de bom o seu texto, Saul, muito oportuno, certeiro, sensível, como sempre. Há tanto por fazer: reinventar a cidade, ressignificar a cidadania. Não é pouco, mas a vontade, a valorização das experiências passadas, o tomar a pulso a questão da comunicação com a população da cidade, tudo isso funciona como uma contaminação positiva, no sentido da comunidade. Ainda teremos um espaço urbano que melhor nos traduza e convoque significativamente, tenho certeza, com este governo Haddad. Benvindo seja!


Gustavo Biasoli aLVES - 22/01/2013
Prezado Saul, Concordo com quase tudo o que vc. diz, mas me permita expressar uma dissonância: o grande foco da política econômica do governo foi, sobretudo no tempo de Lula, uma expansão do consumo popular através do crédito. Em que isto estava e está ancorado? No valor das commodities agrícolas! Ou seja, é uma expansão temerária porque bastará uma flutuação nos preços delas ou uma retração do mercado para que a torneira seque e as consequências poderão ser desastrosas: frustração, revolta, crise... Entendo então que o momento requer uma revisão: ótimo que as pessoas tenham como e onde gastar e isso movimente a economia. Mas isso não basta! É preciso que elas tenham condições duradouras de gastar, e isso só acontece com empregos de qualidade e com estímulo à atividade econômica. O resto é ilusão!


Clarice Iolanda Komora Furtado - 22/01/2013
Acredito que, para acelerar a construção de moradias, a Caixa Economica deveria retomar o projeto PAR. Há milhares de imóveis abandonados nas grande cidades. É absurda a forma como algumas Prefeituras despejam as famílias. A falta de planejamento entre as secretarias, pois é impossível com as facilidades da informática, não saberem quais imóveis estariam disponíveis. Não é fazer caridade, mas organizar as pessoas de maneira que possam tornarem-se mais produtivas.


nilccemar - 21/01/2013
Que lindo e esperançoso texto ! principalmente pela lembrança e citação de Henri Lefebvre que "enxerga o símbolo da reapropriação do espaço urbano, materializado na marcha festiva dos operários em direção à capital." É exatamente isso que está faltando, a FESTA no cotidiano. O resgate dos espaços urbanos para essa festa revitalizante, a recuperação da VIDA na cidade mórbida.


nilccemar - 21/01/2013
Que lindo e esperançoso texto ! principalmente pela lembrança e citação de Henri Lefebvre que "enxerga o símbolo da reapropriação do espaço urbano, materializado na marcha festiva dos operários em direção à capital." É exatamente isso que está faltando, a FESTA no cotidiano. O resgate dos espaços urbanos para essa festa revitalizante, a recuperação da VIDA na cidade mórbida.


nilccemar - 21/01/2013
Que lindo e esperançoso texto ! principalmente pela lembrança e citação de Henri Lefebvre que "enxerga o símbolo da reapropriação do espaço urbano, materializado na marcha festiva dos operários em direção à capital." É exatamente isso que está faltando, a FESTA no cotidiano. O resgate dos espaços urbanos para essa festa revitalizante, a recuperação da VIDA na cidade mórbida.


nilccemar - 21/01/2013
Que lindo e esperançoso texto ! principalmente pela lembrança e citação de Henri Lefebvre que "enxerga o símbolo da reapropriação do espaço urbano, materializado na marcha festiva dos operários em direção à capital." É exatamente isso que está faltando, a FESTA no cotidiano. O resgate dos espaços urbanos para essa festa revitalizante, a recuperação da VIDA na cidade mórbida.

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