Política

PT aposta em polarização de classe na eleição no Rio de Janeiro

Em entrevista à Carta Maior, o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, analisa o quadro eleitoral e projeta uma polarização de classe no Estado.

18/08/2014 00:00

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Rio de Janeiro - Em entrevista à Carta Maior, o presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá, analisa o quadro eleitoral no Estado e projeta uma polarização de classe na disputa no Estado. "Tudo caminha para que consigamos estabelecer no Rio uma polarização de classe, entre os que governam para os ricos e os interesses empresarias, e a alternativa petista e de esquerda, em torno da candidatura do Lindberg e da Frente Popular", defende. E acrescenta: "Em meio a uma pasteurização e a uma desideologizacao  da política no Brasil e no mundo, nos no Rio estamos fazendo a clássica polarização de classe".

Qual é a polarizacao central da campanha de governador no Rio?

Estamos trabalhando e tudo caminha para que consigamos estabelecer no Rio uma polarização de classe, entre os que governam para os ricos e os interesses empresarias, e a alternativa petista e de esquerda, em torno da candidatura do Lindberg e da Frente Popular; que querem um governo que organize e de melhores condições de vida as periferias, as favelas, aos bairros e as classes populares. Essa velha polarização da política e a novidade das eleições do Rio. Em meio a uma pasteurização e a uma desideologizacao  da política no Brasil e no mundo, nos no Rio estamos fazendo a clássica polarização de classe.

Quais as perspectivas da candidatura do Lindberg?

Lindberg parte de uma preferencia alta do eleitorado, ja em dois dígitos. Mas mesmo assim, ele ainda e desconhecido de 50% da população. Dos 16% dos eleitores que se dizem petistas no Estado, apenas 22% declaram voto nele. Ou seja, há um espaço imenso para que ele cresça quando nosso eleitorado potencial o conhecer. Isso só acontecera com os programas de TV e os comerciais do horário eleitoral gratuito. Temos certeza que ele vai subir de 10 a 15 pontos após o inicio da TV.

Quem congrega as forças da direita no Rio?

O PMDB é sem duvida o grande organizador do interesse do Capital no Rio. E nessa eleição, em particular, com a aliança com César Maia, do DEM e com o PSDB, isso ficou mais claro. Mas o PMDB e o organizador de um forte esquema de poder político, institucional e econômico que precisa ser desmontado,

A Dilma tem uma quantidade grande de apoios de candidatos a governador. Isso a ajuda ou atrapalhar? Ela tem um apoio muito grande nas pesquisas. Pode-se esperar uma vitoria esmagadora dela no Rio?

A entrada da Marina pode mudar o cenário. Aecio vinha crescendo mas não tem um perfil consistente para enfrentar as forcas populares e de esquerda, que no Rio tem forte influência na preferência do povo. Marina teve grande votação na eleição anterior e vai atingir fortemente o Aecio, que tende a diminuir muito seu espaço. Dilma também deve crescer e liderar a disputa, mas com Marina em segundo lugar. A rigor e um avanço pra política brasileira que o PSDB e a direita sejam deslocados para uma posição marginal.

O Lula vai ter participação direta na campanha do Lidnberg?

Lula estará desde o primeiro dia na TV e na campanha. Lula e a esquerda de bem com o povo. E o símbolo de uma esquerda popular que tem ainda muito espaço pra se organizar como forca amplamente hegemônica no Brasil. Temos que transformar a forca do lulismo numa forca de reformas profundas. Nos queremos no Rio dar essa contribuição. Queremos ser o PT que propõe reformas profundas e que acredita que só a liderança do Lula pode levar o povo a formar uma maioria em defesa destas reformas. Lindberg e o candidato do Lula e será um governador de esquerda afinado com o Lulismo e defensor das reformas que o Brasil precisa e exige.

Que perspectiva tem o PT de aumento das suas bancadas parlamentares?

lula vai pedir voto pra legenda do PT; Lindberg vai ser um furacão popular nessa eleição; há uma frente de esquerda com nitidez política; o PT e os partidos da frente passam por forte processo de revigoração política; enfim, as condições estão dadas para o aumento das bancadas. Nos avaliamos que o PT eleja 7 deputados federais e 9 estaduais.

Como você vê a eleição para o Senado no Rio?

Nosso candidato é o Romário, do PSB. Lupi é um candidatura da órbita do Cabral, que funciona como linha auxiliar para tirar votos da Frente Popular e tentar viabilizar a eleição de César Maia. Não podemos permitir a eleição do César Maia, do DEM, que e um quadro qualificado da direita brasileira. Ele no Senado não é bom pra esquerda brasileira. Quem pode e vai derrotá-lo é o Romário.



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