30/01/2013 - Copyleft

10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil

por Emir Sader em 30/01/2013 às 11:59



Emir Sader

Em primeiro de janeiro de 2013, se cumprem 10 anos desde a posse do governo Lula, que teve continuidade na sua reeleição em 2006 e na eleição da Dilma em 2010. Dessa maneira se completa uma década de governos que buscam superar os modelos centrados no mercado, no Estado mínimo nas relações externas prioritariamente voltadas para os Estados Unidos e os países do centro do sistema.

São governos que, para superar a pesada herança econômica, social e política recebida, priorizam, ao contrário, um modelo de desenvolvimento intrinsecamente articulado com políticas sociais redistributivas, colocando a ênfase nos direitos sociais e não nos mecanismos de mercado. Buscam o resgate do Estado como indutor do crescimento econômico e garantia dos direitos sociais de todos. Colocam em prática políticas externas que dirigem seu centro para os processos de integração regional e os intercâmbios Sul-Sul e não para Tratados de Livres Comércio com os EUA.

Os resultados são evidentes. O Brasil, marcado por ser o país mais desigual do continente mais desigual do mundo, vive, pela primeira vez com a intensidade e extensão atuais, profundos processos de combate à pobreza, à miséria e à desigualdade, que já lograram transformar de maneira significativa a estrutura social do país, promovendo formas maciças de ascensão econômica e social, com acesso a direitos fundamentais, de dezenas de milhões de brasileiros.

Dotando o Estado brasileiro de capacidade de ação, estamos podendo reagir aos efeitos recessivos da mais forte crise econômica internacional das ultimas oito décadas, mantendo – mesmo se diminuído – o crescimento da economia e estendendo, mesmo em situações econômicas adversas, as políticas sociais redistributivas.

Por outro lado, políticas externas soberanas projetaram o Brasil como uma das lideranças emergentes em um mundo em crise de hegemonia, com iniciativas coletivas e solidárias, com propostas que apontam para um mundo multipolar, centrado em resoluções políticas pacíficas dos focos de conflitos e em formas de cooperação solidária para o desenvolvimento das regiões mais atrasadas.

No entanto, esses governos recebem uma pesada herança de um passado recente de enormes retrocessos de todo tipo. O Brasil – assim como a América Latina – passou pela crise da dívida, que encerrou o mais longo ciclo de crescimento econômico da nossa história, iniciado nos anos 1930 com a reação à crise de 1929. Sofreu os efeitos da ditadura militar, de mais de duas décadas, que quebrou a capacidade de resistência do movimento popular, preparando as condições para o outro fenômeno regressivo. Os governos neoliberais, de mais de uma década – de Collor a FHC – completaram esse processo regressivo do ponto de vista econômico, social e ideológico.

Assim, Lula não retoma o processo de desenvolvimento econômico e social onde ele havia sido estancado, mas recebe uma herança que inclui não apenas uma profunda e prolongada recessão, mas um Estado desarticulado, uma economia penetrada pelo capital estrangeiro, um mercado interno escancarado para o mercado internacional, uma sociedade fragmentada, com a maior parte dos trabalhadores sem contrato de trabalho.

O segredo do sucesso do governo Lula, seguido pelo de Dilma, está na ruptura em três aspectos essenciais do modelo neoliberal:

- a prioridade das políticas sociais e não do ajuste fiscal, mantido em funções dessas políticas

- a prioridade dos processos de integração regional e das alianças Sul-Sul e não de Tratado de Livre Comércio com os EUA

- a retomada do papel do Estado como indutor do crescimento econômico e garantia dos direitos sociais, deslocando a centralidade do mercado pregada e praticada pelo neoliberalismo.

Essas características constituem o eixo do modelo posneoliberal – comum a todos os governos progressistas latino-americanos -, que faz do continente um caso particular de única região do mundo que apresenta um conjunto de governos que pretendem superar o neoliberalismo e que desenvolvem projetos de integração regional autônomos em relação aos EUA.

Foi uma década essencial no Brasil, não apenas pelas transformações essenciais que o país sofreu, mas também porque ela reverteu tendências históricas, especialmente à desigualdade, que tinham feito do Brasil o país mais desigual do continente mais desigual do mundo.

A década merece uma reflexão profunda e sistemática, que parta da herança recebida, analise os avanços realizados e projete as perspectivas, os problemas e o futuro do Brasil nesta década. Um livro com textos de 21 dos melhores pensadores da esquerda, que está sendo organizado por mim, deve ser lançado num seminário geral por volta de abril e, a partir desse momento, fazer várias dezenas de lançamentos e debates por todo o ano.

O projeto pretende promover discussões estratégicas sobre o Brasil, elevando a reflexão sobre os problemas que enfrentamos e projetando o futuro da construção de uma alternativa ao neoliberalismo.

Tags: Política




40 Comentários Insira o seu Coméntario !

Amauri - 31/12/2012
Os avanços são significativos, mas parte da "pesada herança" recebida dos governos anteriores, parece que algumas o governo teria capacidade de expurga-los e no entanto não o fez ainda, tais como:

Apoio ao agronegocio convencional em detrimento a agricultura familiar organica.

Apoio a industria de montagem automobilista, em detrimentoa uma industria nacional e de desenvolvimento de ceículos nacionais ecológicos dando ênfase a energias limpas e renováveis como o caso dos veículos de propulsão elétrica.

Manteve o horario de verão que privilegia a burguesia, em detrimento ao trabalhador que tem que madrugar para não chegar atrazado ao trabalho, custando-lhe menos descanço e menor qualidade de vida.

Manteve a obrigatoriedade do alistamento militar, algo bem tipico de ditaduras, não de verdadeiras democracias.

Mantem o voto obrigatório.


Juvenal Paiva da Silva - 31/12/2012
Parabéns Emir Sader, ótimo seu comentário, ademais penso ser uma verdade, apesar de ser suspeito em falar, por ser petista, mas, realmente é o que está acontecendo, o que voce publicou.


Juca Ramos - 31/12/2012
Muito boa a retrospectiva do Professor Emir, que elogiou o que havia para tanto, sem que se queira diminuir o legado petista desse período.



Contudo, não posso deixar de concordar também com as cobranças do Amauri, principalmente as 2 últimas, sintomáticas do atraso político e do autoritarismo.


flavio - 30/01/2013
Grandes expoentes pós-neoliberalismo: Collor, Sarney, Jader, Renan, Maluf, Kassab, Bispo Rodrígues. Afifi Domingues, Roberto Jeferson. Com uma situação desta pra que oposição ao projeto histórico do PT? Chega a bser ridículo, o PT só está no poder mas poder mesmo não tem. Nem uma simples emenda consegue aprovar. Mas o PSDB e seus demônios neoliberalistas foram derrotados. E mais o PT governa com as bandeiras do PSDB. Vou votar na Dilma ja que voto em ideologia e não em partido e felizmente ou infelismente a Dilma tem tudo a ver com a minha ideologia e viva o neoliberalismo.


Edir - 17/05/2013
Que país maravilha é esse? É da Suécia que você está falando?


Raimundo W. S. Melo - 13/01/2013
Apesar de reconhecer, e sem desmerecer os avanços sociais nos governos de Lula e Dilma, infelizmente estamos muito distantes do progresso sócio-político alcançado pelos países que conformam a Alba +1 (Argentina). Estes, efetivamente, passam por processos de profundas transformações, que demandam muita consciência e coragem de seus povos e de suas lideranças, na refundação republicana, com paradigmas no humanismo e no socialismo democrático. É uma pena que, após uma década de administração petista, pouco tenhamos avançado no campo das mudanças estruturais, mercê da miscelânea de conservadores coadjuvantes e também, pela pusilânimidade para afrontar interesses poderosos. Assim, ainda nos envergonha o imobilismo que preserva o analfabetismo, os latifúndios improdutivos, a sangria econômica dos juros, a enorme desigualdade e a miséria absoluta. Oxalá pudéssemos assistir, nos dois anos que faltam no governo Dilma, pelo menos, a colocação destes temas na ordem do dia.


Fábio Fernandes - 12/01/2013
Resta-me só um comentário em referência ao texto exposto acima: 1 - políticas sociais redistributivas (linha 11) - são acesso a alimetação, moradia, trabalho, educação, lazer etc., via um salário descente e digno por parte dos trabalhadores.

2 - direitos sociais (linha 12) - é o povo poder escolher a opção mais adequada às suas reivindicações, seus interesses, seja diretamente ou por meio de representantes realmentes envolvidos com o desenvolvimento do país. Até agora não vi nada disso acontecer - seja com governo de esquerda o centro-direita; haja vista a não participação das categorias de defesa de classes, somente políticos sem nenhum compromisso com a verdade e os interesses públicos, só grupos interessados no enriquecimento por meios duvidosos.


ANTONIO CARLOS BREDER - 10/01/2013
A farsa do salário mínimo

Carlos Chagas



Marcado para hoje o encontro do secretário-geral da presidência da República, Gilberto Carvalho, com os representantes das centrais sindicais, a impressão é de que encenarão uma farsa. Enxugarão gelo ou irão ensacar fumaça. Porque qualquer que seja o resultado, pela aceitação ou não do salário-mínimo em 545, 550 ou até 560 reais, sindicalistas e governo estarão penalizando o trabalhador. Fazendo o jogo das elites sob o rótulo da proposta de reduzir os desníveis sociais.



Não dá para aceitar a campanha desenvolvida pelo andar de cima, de que cada real de aumento do salário-mínimo determinará um rombo de 286,4 milhões nas contas públicas. Ou de que mesmo fixado em 545 reais, o impacto será de 1 bilhão e 400 milhões.�



Começa que não é rombo nem impacto. Trata-se de investimento naquilo que o governo do país deveria ter como mais sagrado, no caso, fazer justiça ao trabalhador. Aliás, que não será feita através de nenhum dos números anunciados. Porque, pela Constituição, o salário-mínimo deveria bastar para o trabalhador e sua família enfrentarem despesas com habitação, alimentação, vestuário, transportes, educação, saúde e até lazer. Não será com 545, 550, 580 reais e nem com mil. Nenhum líder sindical, muito menos nenhum ministro, alto funcionário ou dirigente de empresas estatal sobreviveria com essa merreca.



A meta anunciada pelo popularíssimo Lula era de elevar o salário-mínimo a 100 dólares. Uma piada, acrescida do fato de que o dólar despencou de valor. Pior ficou a tramóia de atrelar-se o reajuste do salário mínimo ao crescimento do Produto Interno Bruto no ano anterior. Quer dizer, se diminuem os lucros do empresariado e dos banqueiros, quem paga é o trabalhador.



Está o país há mais de oito anos governado pelo Partido dos Trabalhadores. Que partido é esse que não cuida de seus supostos integrantes? Nem se fala de CUT, Força Sindical e penduricalhos. Retoricamente, podem rotular de nefasta a oferta do governo, de compensar o baixo nível do salário mínimo com mínimo refrigério nas declarações do imposto de renda, cujos beneficiários serão os melhor favorecidos. Nefastos são os que estarão sentados à mesa das negociações, hoje. �





Henrique Telles - 09/02/2013
Deixe-me apresentar, sou professor da rede estadual do Estado do Rio de Janeiro/Brasil, não sou um ante Lula, apenas gostaria de ver fora do meu país esses lesa pátria.

Caríssimos cidadãos do Mundo, vossas excelências estão totalmente equivocados. O que estamos testemunhando no Brasil não um bom exemplo, é vergonhoso. Dez anos de uma ditadura velada, inflação galopante, arrochos salariais, e como sempre, muitos impostos são cobrados para sustentar a corrupção que passou a ser uma grande marca dessa “dinastia”, acentuada pelo autoritarismo de grupos petistas que vem se servindo da nação. A reeleição de Dilma foi uma imposição de Lula, para manter no poder os gafanhotos que devoram a cada dia o sonho de esperança de um futuro melhor. Hoje Lula é sinônimo de corrupção, que vem há muito tempo recebendo uma blindagem de seus comparsas para poder sustentar-se no governo. Uma pequena observação; olhe para um país e veja como Ele trata sua Educação, e perceberás que país é este. Temos na verdade gafanhotos no poder, que se elegeram através do voto de uma grande massa de ignorantes, muitos analfabetos e analfabetos funcionais. O voto no Brasil é obrigatório, e o voto que elege não é o voto consciente, mas sim, o voto de cabresto, que infelizmente ainda existe em nosso país, veja alguns desses mecanismos criminosos que são utilizados para compra de votos, tais como; cartões sociais; serviços públicos que são oferecidos como favores, entre outros. É uma vergonha!



Quintiliano Diniz Reis - 09/01/2013
O "mercado", como visto pelo atual governo parece ser a via mais rápida para destruir o pouco que existe como instituição. O consumo desenfreado nos facilita a visão de que a desgraça final esta próxima. Parece ser o que quer este governo enlouquecido.


Filipe Possa Ferreira - 09/01/2013
Antonio Carlos Breder, o seu email a respeito das horas "trabalhadas" para pagamento de tributos esta interpretado de forma errada.



Eu sou economista e já fiz alguns estudos na área, e o seu email muito me intrigou, pois nem de perto o Brasil possui a carga tributaria mais elevada do mundo. A carga tributaria brasileira esta mais para uma média mundial.



Com esse conhecimento fui atras do relatório que você se baseou e creditou (parabéns alias por credita-lo) para dizer que o brasileiro trabalhava mais que o dobro do segundo pior (Bolívia) para pagamento de seus tributos. Na realidade a interpretação correta desses números é que esse ranking diz respeito a burocracia (tempo) que as empresas passam anualmente para o pagamento dos seus tributos, devido ao grande numero de tributos e a periodicidade dos mesmos. O banco mundial, com esse ranking esta escancarando quanto tempo em média as empresas brasileiras passam pagando (operacionalmente) seus tributos e não trabalhando para paga-los (alias isso é muito mais). Portanto esse ranking deveria se basear num estudo em prol da reforma tributaria brasileira, uma forma de facilitar e desburocratizar o sistema tributário brasileiro. Espero ter esclarecido esse ponto.



Um abraço.


valdo - 08/01/2013
Antônio Carlos, algumas coisas ate estaria inclinado a concordar contigo. Mas como duas delas sao absurdo por que as conheço, desconfio de que também nao sao verdadeiras as outras. primeiro as estradas no Sul do Brasil, sao as melhores que já vi e andei nos últimos 20 anos, e sem pedágios ou melhor roubos que o FHC e sua plebe criou. Segundo , nunca vi tanta comida a mesa do povão, estamos fazendo um pais de gordos, por que o salario minimo é o maior desde Vargas.o resto teria de procurar argumentos, estou sem tempo, para confirmar ou nao. Ah falta mesmo é democratizar a informação há um nota só na sinfonia, a de que tudo esta errado aqui enquanto lá fora o mundo pega fogo.,,,eu vi, andei pela europa e Oriente médio a pouco,,,Ah imposto tem de trocar o do consumo pelo o das fortunas,,,, a lá americanos,...


Luiz Paes - 08/01/2013
Onde está a Reforma Agrária?

A reforma Política tão necessária a este país?

Uma reforma profunda na educação de base? Onde se formaria cidadões e não analfabetos funcionais?

Saúde pública capenga.

Dívida pública cada vez mais alta?

Sem falar no tão famigerado Speravit Econômico que deixa os banqueiros e milionários com um sorriso de lado a lado.

Transporte públicos isto é uma piada...

A Sr. Emir, tudo isto é continuidade do modelo neo-liberal inciado por Collor e aprimorado por FHC onde Lula e Dilma vão navegando.

Claro que que temos os avanços, mas estes, muito pouco.


Marcos Antônio - 08/01/2013
Muito lúcida sua visão do Brasil e do Mundo, obrigado professor Emir!


antonio carlos breder - 07/01/2013
Ou eu ou o professor estamos em países distintos.Falar do governo petista e de seus avanços como propaganda enganosa é muito fácil e simples,pois os meios de comunicação foram,em maioria,anestesiados pelos bilhões a corromper e esconder a verdade.

Quais reformas foram feitas neste período para melhorar a vida destes pobres diabos que esmolam a fome nos bolsa miséria?Nenhuma.

Agigantou a dívida interna e externa,que beira 3 trilhões e pela qual pagamos 238 bilhões anualmente só de juros.Quatro vezes mais que o se investe em saúde e educação anualmente nós pagamos de juros.

Sucateou as forças armadas e com isto escancarou as nossas fronteiras.Passamos a ser o maior consumidor de craque do mundo e o segundo maior consumidor de cocaína.

Morrem anualmente 50 mil pessoas vítimas de crimes vários.Falta segurança de norte a sul.

Morrem anualmente 50 mil pessoas nas péssimas estradas brasileiras.

Formamos nas escolas Brasil afora verdadeiros alfabetos funcionais.De cada 10 alunos sete não sabe interpretar o que leu e não tem noção de Matemática.

A desindustrialização corre a olhos vistos.Grandes empresas nacionais estão se transferindo para países de menor carga tributária e tecnologia moderna e eficaz.

E tantas outras coisas que ficaria muito extenso o meu comentário.E para finalizar,nunca houve tanta corrupção na história deste país nos últimos 25 anos e principalmente agora no governo petista.Não sou de nenhum partido e sei que na verdade estes presidentes que governam o país são grandes MARIONETES dos dono do poder,os senhores da grande oligarquia mundial.

Leiam sobre o GRUPO BILDERBERG E OS ROTHSCHILD e verão quem realmente está por trás do poder central de uma colônia como é este nosso país.


antonio carlos breder - 07/01/2013


Leiam e compartilhem com o nobre articulista.



GERAL: Os dez países mais e os dez menos! Leiam e repassem para todos os seus contatos. Talvez o Brasil ainda tenha jeito!





Os dez países mais e os dez menos!

Os 10 países onde MENOS se trabalhou em um ano para pagar impostos em 2011.



1. Maldivas: 0 horas

2. Emirados Árabes Unidos: 12 horas

3. Bahrein: 36 horas

4. Qatar: 36 horas

5. Bahamas: 58 horas

6. Luxemburgo: 59 horas

7. Omã: 62 horas

8. Suíça: 63 horas

9. Irlanda: 76 horas

10.Seicheles: 76 horas





Os 10 países onde MAIS se trabalhou em um ano para pagar impostos em 2011:



1. Brasil: 2.600 horas ( é mais que o dobro do 2º colocado! )

2. Bolívia: 1.080 horas

3. Vietnã: 941 horas

4. Nigéria: 938 horas

5. Venezuela: 864 horas

6. Bielorrússia: 798 horas

7. Chade: 732 horas

8. Mauritânia: 696 horas

9. Senegal: 666 horas

10.Ucrânia: 657 horas



Fonte: Banco Mundial (Doing Business 2011)



"O Brasil tem a maior carga tributária do mundo para pagar a maior

corrupção do mundo"



Diego Felipe - 07/01/2013
Pós neoliberalismo? O governo do PT ao longo de dez anos só deixou o poder da classe dominante mais sofisticado. Era necessário devido ao desgaste do modelo de controle ao estilo PSDB. Não chamaria de pós neoliberalismo, um termo melhor talvez fosse neoliberalismo 2.0. Assistencialismo, compra dos movimentos sociais e parceria pragmática com os setores mais conservadores da sociedade para manter o PT no poder. E como resultado com certeza a manutenção de um governo voltado para empresários, banqueiros e burocratas.


Bruno - 04/05/2013
Alguns problemas que o PT enfrenta que os liberais não gostam de falar:



- PAGAMENTO DE DIVIDA PUBLICA SOBREPÕE OS IMPOSTOS

- TRATADOS INTERNACIONAIS QUE BLINDAM DEMASIADAS AÇÕES ECONÔMICAS

- ROYALTIES DA EDUCAÇÃO QUE O PARLAMENTO EVITA

- MONOPOLIZAÇÃO DA MÍDIA SOBRE EMPRESAS QUE MUITOS TENTAM EVITAR



Muito conteúdo e nem vou citar outros para o restante não passar vergonha. Afinal, como pondera Sartre: ‘o diabo sempre são os outros.’ Isto é, os liberais nunca reconhece suas próprias falhas e a chance que tiveram de fazer algo quando estavam no poder , agora, como no artigo diz, podem chorar!


Roger - 04/01/2013
Caro Prof. Emir,

É verdade que Dilma capitulou na questão da democratização dos meios de comunicação ? Como você avalia isso ?


Raphael Tsavkko Garcia - 04/01/2013
Deve ser por isso, Emir, que o mercado anda tão insatisfeito com o PT… Não está? Ora veja só!



E os movimentos sociais andam MUITO satisfeitos... Que o diga o movimento LGBT depois do "não farei propaganda de opção sexual" da Dilma e o fim de tudo quanto é política pra ele(a)s, ou os indígenas que sofrem genocídio, ou os removidos pra Belo Monte, obras da Copa, Olimpíadas.... Realmente, estamos num mar de rosas! E a Reforma Agrária é realidade! Né?



KAssab, KAtia Abreu, SArney, Maluf, Collor e cia agradecem!


Jorge Milan - 03/01/2013
Parabéns pela excelente retrospectiva do Governo Lula / Dilma. Avançamos muito no crescimento social, devemos prolongar essas ações e melhorar outras, para que realmente atendam os objetivos propostos. Todos nós devemos ficar atentos com a herança dos Coronéis e do Ditadores que hoje estão fantasiados de Benfeitores e que se dizem lutar por um Brasil melhor, melhor para quem ? A união faz a força, não devemos nos esquecer disso. O povo unido já mais será vencido.


Francisco José Gonçalves - 03/01/2013
Bem que gostaram do Plano Real, e antes eram tudo contra, as reformas do Governo FHC. A sorte que oposição está adormecida.


M.TAVEIRA - 03/01/2013
Pois bem: já sabemos o que não queremos. Precisamos definir O QUE QUEREMOS!!!



Aguardamos os textos com expecdtativa!!!


Marcelo Nogueira Machado - 03/01/2013
Concordo, em parte, com a análise da década de resistência.... Entretanto, não houveram condições de possibilidades para efetiva superação das políticas neoliberais por parte dos Governos petistas e sim aumentaram as concessões para os vinte por cento da população mais pobre e vulnerável. Na essencia, as prioridades de governo centraram e focaram as elites econômicas, favorecendo 1% da população brasileira, sobretuido as elites financeiras e suas frações no agronegócio e exportadoras dde commodities, aliadas à burguesia internacional.

Outrossim, se quiseres levar o eminário para Vitória da conquista, a Universidades Estadual do Sudoeste da Bahia -UESB pode viabilizar a logóstica necessaria - teatro com sonoplastia e iluminação e acomodação para 400 pessoas, despesas com viagem, hospedagem e alimentação dos palestrantes e divilgação , além da produção e edição em DVD do evento para distribuição em tiragem acordada. Vitória da Conquista é a terceira cidade do Estado da Bahia, sede da UESB; com Munic ípio governado pelo PT e aliados a 16(dezesseis ) anos, sendo a maior ciddae do Nordeste onde ocorreu a reeleição de um Governo petista em 2012.


ademir - 03/01/2013
Olha josé carlos de almeida, veja como você mesmo se condena.... você diz que teria que dar educação e não bolsa familia.... que o Emir éo ideologo, ao menos é de um governo que como nunca está aplicando em educação... o povo tem escola tem universidade, pode até não ser o ideal,,, mas certaemnte se tivessemos ficado com os seus protegidos, estaríamos ainda sem escola, sem emprego, sem políticas socias , desemprego, e vocês felizes da vida porque os grandes meios de comunicação faziam e fazem o papel que o EMir faz.... parabéns pela voz corajosa e inspirada...


batista - 03/01/2013
o senor Jozé Carlos de Almeida não que quer ver ou não gosta de ver mas é inevitável, o Brasil agora anda pra frente e não atravessado como caranguejo, como era nos tempos do neuliberalismo de FHC. Avante Brasil!!


Batista - 03/01/2013
Amauri! Concordo plenamente, mas não da pra fazer em uma década o que não foi feito em 500 anos, mas é esse o caminho, precisamos fazer tudo que vc mecionou e mais ainda, mas sabemos como as forças do atraso no Brasil são pderosas, temos vistos suas tentativas de negar ao Brasil o direito de ser socialmente justo e egualitário.As manipulações de algumas mídias,as tocidas para uma crise no país, as críticas as políticas de destribuição de renda. mas, e apesar de tudo estamos caminhado,não vamos da saltos, vamos caminhar com passos firmes vamos conduzir o Brasil para o lugar onde todos os homens de boa fé dessa nação deseja.


Jose Carlos de Almeida - 03/01/2013
Colegas, primeiro devo esclarecer que não sou contra políticas sociais. Apenas que elas devem ser parte, ou trazer consigo instrumentos de capacitação do indivíduo

E Ademir, a educação a que me refiro, inclui merenda ou qualquer outro nome que queira dar

Imagine crianças passando boa parte do dia na Escola, alimentadas e recebendo Educação de qualidade

É possivel? Claro que sim. Mas, crianças não votam

Entendeu?

PS: ser crítico nem sempre significa "proteger" este ou aquele, apenas exercer o direito de pensar um país melhor


EUGENIO - 02/01/2013
José Carlos, Al,

realmente brilhante vosso comentário!!!

Vamos promover a EDUCAÇÃO (de quem?)

com a barriga vazia...

Brilhante, não.

Hilariante.

Olhem pros lados, queridos compatriotas...


Onelio Neves - 02/01/2013
Parabéns Emir.

Texto claro, conciso e direto.


Jose Carlos de Almeida - 02/01/2013
O Emir, como sempre, cumprindo o papel de ponta-de-lança ideologico do regime, enquanto "pluga" seu material mais recente

A tal "herança maldita" sempre à mão para justificar a total falta de uma politica de investimentos de infra-estrutura, vide caso da transposiçāo do S. Francisco.

As praticas politicas, o velho clientelismo, o toma-lá-dá-cá vivo e muito bem, obrigado, a total falta de visão política da Nação, o federalismo em pedaços, as cidades à mingua...

Tudo isso se justifica desde que o inimigo esteja derrotado e a eleição, "no papo"

Comentario lucido de um colega aqui alerts para o fato de estarmos dando dinheiro, simplesmente, ao invés de capacitarmos novas gerações

Uma populaçāo de baixo nível educational tende a consumir mais que produz e vota mais com o estomago e menos com a cabeça

Mas, talvez seja este exatamente o cenário político ideal para os auto-proclamados " pós neo-liberais"

Essa turma gosta de rótulos...


Eugênia de Castro - 01/01/2013
Excelentes reflexões sobre o pósneoliberalismo no Brasil.

Estou aguardando a publicação do livro mencionado. Na primeira década do século XXI, o Brasil começou a avançar em direção à justiça social.



souza - 01/01/2013
meus agradecimentos pelas palavras do sr. emir sader.


leprechaun - 01/01/2013
são dez de redistribuição de renda via estado, ou seja, a populaçao mais pobre ascendendo ao mundo do consumo sem passar pelo mundo do trabalho, queimando uma etapa, a pergunta é: quando virá o crescimento da distribuição de renda

via aumento dos empregos qualificados e dos salários? e o Sr. poderia fazer uma análise da psicologia social, o que mudou na cabeça do brasileiro nesses dez anos, dinheiro no bolso resultou melhorou o convívio social, somos um povo mais pacífico, politizado, menos conservador, mais solidário, etc?


Karlo Quadros - 01/01/2013
Obrigado pela lúcida análise.



Aguardo o livro!



abraços


Francisco Cruz - 01/01/2013
Professor Emir, poucos possuem sua capacidade teórica e argumentativa neste país! De minha parte, sem adentrar me atrever a adentrar às questões mais práticas, suas teorias estão tendendo, já há algum tempo dentro de sua indiscutível maestria teórica, a cair em contradição dentro de si mesmas. Atenção.


Marcia Eloy - 01/01/2013
Parabéns Prof. por esta iniciativa de publicar um livro e estabelecer debates sobre ele com o público. É exatamente isto que a esquerda precisa, e foi assim que ela foi formada com debates de idéias. A direita não tem idéias, tem interesses,e é neste contraste que a esquerda deve se impor.Até que enfim alguém toma a dianteira e tem uma idéia brilhante para se contrapor a este período morno em que vivemos. Avise com antecedência o lançamento do livro porque quero estar presente.


Fernando Camargo - 01/01/2013
Ótima análise,que sirva de referência para que possamos defender os avanços que tivemos na última decáda com início do Governo LULA e o seu combate a política neoliberal de governos passados.


Israel Monteiro - 01/01/2013
Só não enxerga tudo que foi dito por esse grande pensador, aqueles que sempre jogam contra o Brasil e o povo brasileiro. Parabéns pelo texto e já estou ansioso para ter o livro em minhas mãos.