15/05/2014 - Copyleft

O poder, cadê o poder?

Os eixos fundamentais do poder político conservador na sociedade, hoje, se articulam em torno do sistema financeiro e do monopólio privado da mídia.

por Emir Sader em 15/05/2014 às 08:21



Emir Sader


Depois do desmascaramento do caráter supostamente neutro do Estado propugnado pelo liberalismo, pela denúncia da sua natureza de classe por Marx, a contribuição de Gramsci redefinindo o poder sob a forma da hegemonia, foi a mais importante para a teoria do Estado e do poder nas sociedades capitalistas.

Nas sociedades “ocidentais”, mais complexas, o poder não se concentrava mais no aparato de Estado, mas se enraizava em distintas instancias da sociedade, onde era necessário dar a batalha essencial para a substituição do poder de classe da burguesia por um poder majoritário dos trabalhadores.

Como uma de suas consequências, a estratégia de “tomada do poder” da esquerda, que havia tido sucesso na Rússia, deixava de ter vigência nas sociedades ocidentais, mais complexas, onde a disputa fundamental se daria pela hegemonia na sociedade, que desembocaria na construção de um poder alternativo ao do Estado burguês.

A estratégia bolchevique se estendeu ainda para a China, para Cuba, para o Vietnã, para a Nicarágua, sem questionar a visão de Gramsci, por serem consideradas ainda sociedades periféricas, em que o controle do Estado permitia o controle do poder efetivo na sociedade. Foi a partir desse momento que a disputa hegemônica foi se generalizando como forma de luta pelo poder, conforme as sociedades foram se tornando mais complexas, as relações de poder se disseminando por distintos espaços da sociedade.

As maiorias eleitorais, a capacidade militar de assalto do Estado, características de duas correntes dentro da esquerda – a social democracia por um lado, os movimentos guerrilheiros por outro – ficaram superadas, diante do predomínio dos poderes econômicos e de formação da opinião pública.

O fim da guerra fria com a vitória do bloco ocidental liderado pelos EUA mudou também a correlação de forças no plano militar a nível mundial com seus reflexos a nível nacional. Os movimentos guerrilheiros centroamericanos se deram conta disso e buscaram se reciclar – com sucesso em El Salvador, fracassando na Guatemala – para a luta política institucional. As vias pacíficas de transformação revolucionária do Estado encontraram na derrubada do governo de Salvador Allende no Chile seus obstáculos – os poderes econômico, internacional, militar e midiático da direita.

O golpe militar no Brasil já havia demonstrado que não era necessária uma ameaça real ao capitalismo para que essas forças se desatassem e rompessem o tipo de democracia existente. A combinação entre a força econômica, internacional, midiática e militar se desatou diante de riscos muito menores para o poder tradicional.
   
Na era da globalização neoliberal, a esquerda herda derrotas de dimensão estratégica: o fim da primeira forma de existência do socialismo, com a URSS e o campo socialista; o enfraquecimento do Estado, da política, dos partidos, das soluções coletivas, dos direitos, da cidadania. Tudo em favor do mercado, do consumidor, do livre comércio, da globalização neoliberal.

A esquerda passou a estar na defensiva, ao não ter resposta a dar ao diagnóstico neoliberal de que as economias deixavam de crescer pelas travas das regulamentações estatais, da burocracia e da corrução estatal, dos excessivos direitos dos trabalhadores, das travas nacionais, da ineficiência dos Estados. Com a apologia das empresas e dos empresários, da livre circulação do capital, do Estado mínimo, da desregulamentação. Além da diabolização definitiva do socialismo e a naturalização do capitalismo e das formas liberais de democracia.

Nesse marco de globalização do modelo neoliberal – nunca um modelo se estendeu tanto e em tão pouco tempo como o neoliberal -, setores da própria esquerda tradicional foram aderindo a modalidades de neoliberalismo – do PS francês ao espanhol, do nacionalismo mexicano do PRI ao argentino do Carlos Menem, do socialismo chileno aos tucanos brasileiros. O consenso do bem estar social foi substituído pelo consenso do mercado.

Além das transformações econômicas, – aberturas dos mercados nacionais, financeirizacao das economias,  desindustrialização da periferia, desterritorialização dos grandes investimentos do centro do capitalismo, extensão das terceirizações, privatizações, - se somaram as sociais – mercantilização das relações sociais, penetração do poder do dinheiro em todos os espaços sociais, projeção dos banqueiros como magnatas maiores, precarização das relações de trabalho, - e as políticas – naturalização da democracia liberal como “a democracia”, enfraquecimento dos partidos, desmoralização dos governos e dos parlamentos, projeção da mídia como direção política da direita.

O modelo neoliberal foi se enfraquecendo conforme as fragilidades da hegemonia do capital financeiro sob sua forma especulativa foram aparecendo claramente. Na América Latina, as três maiores economias foram sendo vitimas das crises financeiras típicas do neoliberalismo: Mexico em 1994, Brasil em 1999, Argentina em 2001/2002.

De novo, tal qual se havia dado no começo do século XX, as crises explodiram na periferia, conforme o capitalismo central se fortaleceu, exportando as contradições mais profundas para os países do Sul do mundo. Mas essas crises geraram, em países da America Latina, o esgotamento do modelo neoliberal e o surgimento de governos pós-neoliberais. Estes avançaram pelas linhas de menor resistência do modelo neoliberal: políticas sociais, integração regional, papel ativo do Estado.

Mas as relações profundas de poder não foram afetadas.  É baseada nelas que a direita resiste, tendo no sistema financeiro e no monopólio privado da mídia suas bases fundamentais de sustentação. Aí resiste, no essencial, o poder, mesmo nos países onde predominam politicas posneoliberais.

Com base no sistema financeiro, canalizam os capitais fundamentalmente para a especulação e promovem a mercantilização da sociedade e do seu próprio sistema político. Com base no monopólio privado dos meios de comunicação se fabrica uma opinião pública centrada numa agenda falsa da realidade, se promove a mentalidade consumista e egoísta, com todo tipo de preconceitos, funcionando, além disso, como partido político da oposição.

Quem não tiver a compreensão de que os eixos fundamentais do poder conservador na sociedade se articulam em torno do sistema financeiro e do monopólio privado da mídia está desprovido da capacidade de ação eficaz para desbloquear os obstáculos que travam a continuidade e o aprofundamento do processo de democratização social iniciado em 2003 no Brasil.

Tags: Política




20 Comentários Insira o seu Coméntario !

Renato Luiz Menze - 23/05/2014
Caro Emir, concordo contigo, mas fico a indagar-me: A pessoa, mesmo sabendo que está sendo desfigurada como humano em nome do capital, ao ascender um degrau numa tal escala social, esquece de onde veio, sem saber para onde vai!!! É problema de formação do tecido social, pois, sociedade diz-me que somos sócios...!!! Abraços.


Marcia Eloy - 23/05/2014
Ubiratan

Escrevi lhe respondendo e colocaram seu comentário antes do meu....


Orlando F. Filho - 22/05/2014
O modelo neoliberal não é aceito nem nos eua cuja welfare state foi criado para amenizar o golpe do capitalismo selvagem na sociedade. Lembramos que a filosofia basilar do capitalismo é a competição ferrenha para anaquilar o oponente. Se não estou enganado, na terra do tio sam(uso como exemplo por ser o maior império) existem leis que protegem o pequeno comerciante, não permitindo que grandes redes roubem os clientes dos pequenos comerciantes. Se alguém souber mais detalhes, colabore conosco. Aqui no Brasil, ao contrário, a selvageria da mídia contra a esquerda(e olha, nem tão radical assim) não engolindo até hoje que o "analfabeto" Lula conseguiu evitar uma crise no país ordenando ao banco do brasil que abrisse a carteira de empréstimo até 3.000,00 reais, pois é sabido que o homem simples quer honrar seu nome e paga todos seus compromissos, não entrando na cartilha recessiva do FMI e, para tristeza dos tucanos, o metalúrgico analfa deu um olé no filósofo, Não foi Gramsci que não acreditava em governos liderados por trabalhador ou um intelectual não tinha a menor chance de dar certo?


Ubiratan dos santos - 22/05/2014
Prezada Marcia, em um primeiro momento concordo, mas o povo é capitalista e gosta disto.Lembro sempre que os numeros do PT qto assentamento são bxos.E sempre pergunto e ninguém responde quem banca está revista eltronica? lembre-se estamos cordialmente conversando.(ubira-dos@uol.com.br)


Marcia Eloy - 22/05/2014
Prezado Ubiratan

Acho que o povo não é tão capitalista assim, pois a Dilma segundo o IBOP chegou a 40% dos votos, sem a campanha eleitoral, só mostrando números e dizendo que o povo core o risco de andar para trás. Mas, que segue slogans, até vindo do exterior, isto é verdade, sem analisar se isto vai beneficiá-lo ou não. Esta greve dos motoristas em são Paulo, por exemplo , para mim, constitui crime, há muito tempo não tenho nas mãos o Código Penal, mas deve haver um artigo contra aqueles que prejudicam a sociedade em benefício próprio. Jogar as chaves dos ônibus fora, é um atentado, ao próximo, a moral, aos bons costumes, etc...Eu nunca vi nada igual em toda minha vida, e olha que não sou criança. No Rio, há greve dos vigilantes, polícia civil, professores, que acabaram de pagar os dias parados da greve do ano passado. Eu me pergunto será que o brasileiro é capitalista ou gosta de feitor? Porque durante a Ditadura, só o Lula teve a ousadia de fazer uma grave.


Odorico Ribeiro - 21/05/2014
Boa tarde a todos. O artigo aí embaixo é um ótimo indicador que nós devemos manter os olhos bem bem bem abertos!! A situaçao aqui na Venezuela o prova.



http://www.aporrea.org/actualidad/n250972.html



Nao deixem de ler e analisar esse artigo. Obrigado e um abraço a todos Odorico



Alvaro Fernando Avila de Souza - 20/05/2014
Esse poder - tanto o econômico, do sistema financeiro quanto o ideológico, do oligopólio midiático - ou esses poderes encontram-se hoje cada vez mais desesperados, tendo em vista


Valmont Santos - 20/05/2014
A concentração dos meios de comunicação, em especial a televisão nas mãos de uma só família, conduz à ditadura do discurso único, o discurso do patrão, dos detentores dos meios de produção. É o que vemos no Brasil desde o Golpe de 1964, uma ditadura discretamente liderada pelos marinhos, "senhores das imagens da caverna", cujas faces jamais se mostram aos simples mortais.


Cleusa Pozzetti Siba - 19/05/2014
Márcia, faço minhas as suas palavras!! Daí não contentes com sua falta de coragem e criatividade atacam uma pessoa séria quanto o Prof. Emir. Só uma pessoa rancorosa e sem ideais, que só fala dos pobres quando é para atacar alguém com o brilhantismo do professor. Mas, que de fato não estão nem aí com os descamisados, sem teto, etc. O mundo precisa de boas ideias e não só críticas!


Marcia Eloy - 18/05/2014
O Lula no seu discurso na convenção do PT, apresentou dados irrefutáveis. Brasil 1] nisto, naquilo, 2], nisto naquilo e por aí adiante. Nunca se fez tanto pelos mais pobres, com programas como bolsa família, luz para todos, minha casa minha vida, etc...As pessoas que não Vêm isto, são as pessoas que eu conheço bem, adoram ser contra aquele que faz, mas, não propõe nem ajudam a fazer nada.


Ion de Andrade - 17/05/2014
Excelente artigo. Quero colocar a coisa em perspectiva neta ideia da "dualidade de poderes" que as vezes vitima as sociedades em procesos de transformação, como é o nossos caso. Então a mídia e o congloemrado financeiro que está por trás se converteram no polo conservador, numa sociedade que por isto vem tendo episódios repetivos de febre golpista, pois o dualismo de poderes, no plano teórico é fenômeno historicamente temporário, não poderá ser o modus operandi da sociedade para sempre.

Isto não significa que a dualidade de poderes remete obrigatoriamente para episódio crítico em que é superada de uma vez como uma guerra que acaba. Provavelmente, ainda que temporário, conviveremos, excluída a hipótese do golpe clássico, por longo tempo de temporariedade. O importante para nós é ter estratégia própria de abordagem deste polo oponente, e que a meu ver significa diluí-lo na maré da liberdade de opinião capilarizada por uma teia cada vez mais ampla de opinião cidadã, hoje difusa na internet. Então temos que nos preparar, neste cenário de dualidade de poderes em Estado ampliado, para uma longa luta de trincheiras.



Ion de Andrade - 17/05/2014
Continuando, o aspecto menos negativo é que o polo onde está encastelada a direita é o polo ideológico/moral de uma hegemonia estatal que se foi, (não se sabe por quanto tempo), é um polo viúva. O polo ativo e fazedor está, não sob uma hegemonia da esquerda, mas sob uma hegemonia nacional-desenvolvimentista e democrática onde a esquerda desempenha papel de cimento. Ora se o nosso polo é nacional-desenvolvimentista o da direita é além de reacionário, também subordinado aos interesses do imperialismo americano. Razão porque, atrasados que somos, em meio à construção da sociedade futura que queremos ainda temos que lidar com os ecos ensurdecedores aliás, das lutas de libertação nacional mais típicas da descolonização. Haja resiliência.


Edu Montesanti - 17/05/2014
Para: emirsader@clacso.edu.ar

Cc: Luiz Alberto Schmitz , Wellyngton Amorim , Leandro Canavarros , Ricardo Arreguy , abrigocentro@hotmail.com, JULIO RICARDO BORGES LINHARES , Jessé Cuba , Leandro Canavarros , Pedro Dias Lopes , Eduardo Siqueira Filho , Fred Ramos , Vereador PSOL , Guilherme Alves Delmolin de Oliveira , Jefferson Severino , ione lemos , Jefferson Severino , Luiz Otávio Prates , Luiz Ferreira , estudio@folhadirigida.com.br, Eduardo Siqueira Filho , ombudsman@uol.com.br, cidadesua@uol.com.br, cotidiano@uol.com.br, mundo@uol.com.br, pesquisa@folhapress.com.br, classificados@estadao.com, anunciar.classificados@estadao.com, publicidade@estadao.com.br, comercialae@agestado.com.br, redacao@carosamigos.com.br, marcio.goncalves@estadao.com, grc@estadao.com, falecom.estado@estadao.com, forum@estadao.com, spreclama.estado@estadao.com, consumidor.estado@estadao.com, fm@radioeldorado.com.br, cia@estadao.com, arquivo.ae@estadao.com, atende.ae@estadao.com, marcas@tvglobo.com.br, panoramapolitico@globo.com.br, leo@oglobo.com.br, aluizio.maranhao@oglobo.com.br, fadul@oglobo.com.br, mineiro@sp.oglobo.com.br, dep.romario@camara.leg.br, dep.sarneyfilho@camara.leg.br, suplicy@senador.leg.br, presidente@tvcultura.com.br, contato@sbt.com.br, Luiz Otávio Prates , vcnt@natelinha.com.br, imprensasg@planalto.gov.br, sg.chefiadegabinete@presidencia.gov.br, gabineteagenda@presidencia.gov.br, vicepr@presidencia.gov.br, asscomgsi@presidencia.gov.br, comercial@redetv.com.br, comercialtv@band.com.br, comercial@tvgazeta.com.br, asimpre@senado.gov.br, tv@senado.gov.br, WALTER SOUZA CABISTANI , contato@jovempan.uol.com.br, jogarcia@band.com.br, rbnoar@band.com.br, juliana.paiva@sgr.com.br, brasil_sistema_som@hotmail.com, diretoria@casperlibero.edu.br, biblioteca@casperlibero.edu.br, propospe@ibirapuera.edu.br, nadia@reitoria.ufrj.br, unb@unb.br, ehoffmann@unb.br, posadm@unb.br, sac@cespe.unb.br, christiane@pr1.ufrj.br, email@interlagos.sescsp.org.br, prograd@prograd.ufrgs.br, secretaria@direito.ufrgs.br, falecom@ouvidoria.ufsc.br, gabinete@reitoria.ufsc.br, dejor@cce.ufsc.br



Emir Sader publicou em sua

conta no Tuíter ontem que

moradores de rua de São

Paulo são vira-latas enxota-

dos por aqueles que impedi-

ram seus protestos ontem.



Quem não sabe por que esse

cretino "pensador de esquerda"

disse isso, trata-se da única

coisa que vem fazendo nos

últimos anos: blindar o governo

do PT. Os sem-teto protesta-

vam em São Paulo contra os

governos estadual e federal -

não deu para Sader, desta

vez, usar o protesto politica-

mente...



Há muito tenho escrito

que esse ser e alguns meios

"de esquerda" neste país

nada mais são que a outra

face de uma mesma moeda

politiqueira no Brasil de

péssimo nível moral, intelec-

tual e cultural. Aí está mais

uma.



Não sem razão, há um bom

tempo a bela revista Caros

Amigos dispensou seus

serviços de articulista.



Há muito, você anda causan-

do muita náusea, Emir

Sader! No fim da vida, ao

invés de deixar um legado

positivo, prefere fazer seus

jogos políticos e tratar

assim... moradores de rua!!!

Independentemente de

ideais e ideologias, você

apenas demonstra seu

péssimo caráter uma vez

mais.



Se não consegue deixar

de pensar em poder e

grana, respeite ao menos

as vidas mais vulneráveis,

seu imbecil! "Intelectual"

vira-lata!! Seu leproso de

alma!



Estes movimentos, quando

o PT era oposição, sempre

foram apoiados pelo intelec-

tual vira-lata em questão.


Edu Montesanti - 17/05/2014
É um absurdo que ainda mantenham esse cara aqui! Precisava ter chegado a isso para se dar conta, ou será que nem o mencionado "ocorrido" será suficiente para um politiqueiro a menos escrevendo neste país?


Victor Emanuel Giglio Ferreira - 16/05/2014
Ótima análise. Certamente o poder nas sociedades modernas depende de diversos fatores, especialmente o controle militar, controle do estado, controle financeiro e controle dos meios de comunicação. No Brasil, a esquerda somente detêm hoje parte do estado e das finanças (bancos públicos), mas não controla os demais. Justamente por isso sua manutenção no governo está se mostrando tão difícil de defender (como foi no Chile e tantos outros países). Contudo, concordo com o comentário de José Fonseca (acima), quando dá entender que o socialismo não desapareceu, mas apenas se transformou para mais eficiente, de socialismo estatizante integral para socialismo de mercado (bem mais eficiente) na atual Rússia (sucessora da URSS), China, Índia, Vietnã, Irã, parcialmente Brasil, entre outros, onde a sociedade exerce na prática, indiretamente (não mais diretamente como na URSS) o controle da produção econômica, através do crédito - sistema financeiro predominantemente estatizado. Apesar da dura resistência oposta pela direita mundial (Ucrânia, Venezuela, Brasil, etc.), tudo vem indicando que esse sistema deverá predominar no planeta dentro de poucos anos, visto a rapidez de crescimento dessas economias e a crise crônica insolúvel das antigas potências neoliberais.


souza souza - 16/05/2014
É VERDADE QUE O SENHOR CHAMOU OS SEM TETOS DE "VIRA LATAS" QUANDO ELES SE APROXIMAVAM DO ITAQUERÃO??????



QUE GRANDEZA DE HOMEM!!!!



COM UMA MENTE DETURPADA DESSAS, NÃO DEVE TER SUCESSO NENHUM COM MULHERES....POIS ERA SÓ O QUE TINHA PARA OFERECER, A ELAS, OU SEJA: A INTELIGENCIA, POIS, DE RESTO NÃO TEM NADA...É FEIO!!!


Marcia Eloy - 16/05/2014
É verdade prof. mas uma simples greve dos vigilantes afetou os bancos e a vida das pessoas, principalmente o Banco do Brasil. O prejuízo será do governo e não dos donos dos bancos privados. Será que o banco do Brasil não tinha um plano B para resolver este problema, Será tão vulnerável?


Homero Mattos Jr. - 16/05/2014
looking no more to lisbon or madrid but to miami or new york, in south america the kings of sugar cane, cattle, coffee and soy, having expanded their domination strength by controlling of the mass media, are presently fully devoting themselves to a practice into which they acquired a long and well reputed proficiency: undermine what can turn out to be a successful revolution in their dominions.

http://505words.blogspot.com.br/2014/05/a-bunch-of-enfranchisement-curbing.html


josé fonseca - 15/05/2014
Muito bom resumo. Não houve derrota da esquerda nem do socialismo quando a Rússia deixou de ser URSS muito pelo contrário ela democratizou-se ao recolher-se a seu próprio território e ao apoiar as repúblicas vizinhas em sua autonomia. China idem ao abrir o mercado não deixou de ser comunista e estado forte.


Bonifácio Aires - 15/05/2014
Duas boas ações empreendidas atualmente são a coleta de assinaturas da Lei da Mídia Democrática e a discussão fomentada a pouco pelo sindicato dos auditores da Receita Federal com relação à correção do imposto direto pago, tornando-o mais progressivo e equânime. Ambas sugerem um maior controle social sobre os mecanismos de fortalecimento burguês.