26/07/2013 - Copyleft

Os intelectuais e a esfera pública

por Emir Sader em 26/07/2013 às 08:25



O governo Lula surpreendeu aos intelectuais, que ficaram desarmados sobre como reagir. Estavam despreparados para encarar um governo que se propunha a enfrentar a herança neoliberal nas condições realmente existentes.

A primeira atitude foi a mais tradicional nos intelectuais de esquerda: a deníncia de “traição” do Lula, que haveria herdado e mantido o governo neoliberal de FHC e seu programa. A nomeação da equipe econômica seria a prova irrefutável do crime.

Essa concepção foi adotada desde um primeiro momento pelos intelectuais da ultra esquerda, com seus esquemas pré-fabricados de que todo partido “social democrata”, quando chega ao governo, “trai” a classe trabalhadora e se assume como governo “burguês”, de direita, que apenas administra a crise capitalista, enganando a classe trabalhadora. Só viram no governo Lula a “confirmação” do que sempre – eles e seus antepassados políticos – previam.

A eles se juntaram os que acompanhavam, com bastante desconfiança, a vitória do PT e, diante da primeira circunstância, se distanciaram, com denúncias similares às mencionadas acima, sem nenhuma criatividade. O PT teria se aburguesado, se distanciado de suas bases tradicionais, se adequado à herança recebida e fazia um governo de continuidade com o governo de FHC. Houve até mesmo economistas que tentaram provar que não teria existido sequer “herança maldita” que demandasse políticas específicas para herdá-las, que tudo eram mentiras do governo Lula para justificar medidas econômicas conservadoras.

Na crise de 2005, intelectuais da extrema esquerda aderiram ao coro de denúncias da direita contra o governo Lula. Abandonaram qualquer crítica à política econômica e se centraram em que a “traição” teria ganhado contornos morais, com a corrupção grassando em todo o governo Lula.

Perderam o norte do mundo contemporâneo, em que o capitalismo assumiu o modelo neoliberal, que busca a mercantilização de tudo. Se somaram ao liberalismo, na sua crítica ao Estado, de que as denúncias de corrupção são um capítulo.

Terminaram fazendo da crítica ao governo Lula e ao PT seu objetivo fundamental, aliados à direita – em particular a seus espaços midiáticos – e terminando grotescamente, assim, sua trajetória intelectual.

Seguem nesse lugar, sem revelar nenhuma capacidade de análise e compreensão do Brasil e da América Latina contemporâneas, com o que não captam a natureza e o estado atual da luta pela superação do modelo neoliberal.

Os intelectuais de direita, que se haviam reanimado com os governos Collor, Itamar e FHC, revigorados pelo fim da URSS e, com ela, o fracasso do Estado, se mobilizaram no apoio às versões brasileiras do projeto neoliberal, de forma eufórica. Conseguiam retomar a ofensiva diante da esquerda, com um projeto que se pretendia “modernizador” e desqualificava a esquerda como pré-histórica.

Uniram-se intelectuais tradicionais da direita – vários deles que haviam estado com a ditadura –, mais intelectuais tucanos e economistas acadêmicos, em torno da liderança de FHC. Tiveram o gosto de derrotar o Lula e o PT duas vezes, pretendiam ter chegado ao poder por 20 anos e ter derrotado de vez a esquerda.

Naufragaram com o fracasso do governo FHC. Nem foram capazes de fazer um balanço da experiência desse governo e diagnosticar a derrota do candidato de continuísmo – que, na própria distância em relação ao governo de FHC, confessava sua derrota.

A intelectualidade de esquerda que não se rendeu à fácil versão da “traição” do governo Lula manteve seu apoio ao governo e ao PT, mas em geral sem teorizar as razões desse apoio. Haviam ficado na defensiva diante dos caminhos inesperados adotados pelo governo Lula e as acusações de corrupção levantadas contra ele. Se passava a uma situação claramente de defensiva diante da ofensiva da direita e da ultra esquerda.

Foi o enfrentamento dessa crise pelo governo Lula e a vitória eleitoral de 2006 – que revelava as novas bases populares que as políticas sociais tinham conquistado para o governo e para a esquerda – que projetaram uma nova imagem do governo. A ideia de que, pela primeira vez, mesmo se por caminhos inesperados e até mesmo reprovados pela esquerda – como os elementos conservadores da política econômica –, a fisionomia social do país tinha mudado, de forma significativa, e pela primeira vez a esquerda tinha uma base realmente popular, voltou a sensibilizar a setores da intelectualidade da esquerda.

O apoio ao governo veio, sobretudo, das conquistas sociais dos setores populares e, em menor medida, da política externa soberana do governo. A confiança na figura do Lula comandou essa retomada de apoio dos intelectuais de esquerda ao governo.

Mas sem ainda teorizar as razões do sucesso do governo. É esse processo que precisa ser dinamizado, para retomar uma interação entre o pensamento crítico e os governos do PT, que tinha sido deixada de lado. O pensamento social necessita rearticular-se com os processos políticos contemporâneos – o brasileiro e o latino-americano – e os governos e os partidos de esquerda precisam da oxigenação do pensamento crítico.

Essa retomada deve se centrar no balanço da luta pela superação do modelo neoliberal e nos traços fundamentais de uma sociedade fundada na esfera pública, na universalização dos direitos, na democratização radical da economia, da política e da vida cultural.

Tags: Política




23 Comentários Insira o seu Coméntario !

Paulo - 31/07/2013
Emir Sader está tão sem discurso que não analisa mais o governo DIlma, não consegue sustentar seu discurso "pós neoliberal" com a prática cada vez mais liberal do governo Dilma. Se socorre do segundo governo Lula, como se uma coisa fosse uma coisa e outra coisa fosse outra coisa(sic). Até quando, e com quem ao seu lado, Emir manterá esse discurso que nem ele mesmo acredita, de que o PT e a década de governo foi de esquerda??? Emir fala em "crítica" mas ele, se aplicasse o marxismo que diz defender, em suas próprias teorias do concreto não defenderia um governo nitidamente liberal como o governo Dilma. Só sei que será dificil a vida para o Emir daqui pra frente, quando tenta sustentar teoricamente o insustentável...


marcão do ima instituto mar azul ( cidade de Santos ) - 31/07/2013
Camaradas precisamos tomar cuidado para que as críticas entre nós da esquerda n seja absorvida pela direita , pois n se nega os avanços do governo do PT, o que precisamos é rediscutir os caminhos e não acabar com os que foram construídos historicamente...aloha


Cleusa - 31/07/2013
Os governos do PT cometeram muitos erros sim, os quais eu deploro. Porém, como não se pode fazer tudo com um poder econômico e financeiro das elites brasileiras e estrangeiras, as quais o Jânio Quadros chamava de "forças ocultas", concordo que muito avanços foram alcançados nestes 10 ano de PT e aliados. Agora faça-me o favor um dos comentários aqui expostos - satirizando que os oligopólios da grande mídia não afetam negativamente o Brasil! É de uma ingenuidade ou má fé do sujeito que não tem tamanho!! Pergunto: José Carlos Almeida de que planeta você veio?? Você sabia que quando um comentário nada agrega é melhor se calar?


Ruy Teixeira - 30/07/2013
O PT não é um partido sério, não é um partido que ama o Brasil, o PT é apenas uma ideologia que visa somente seus interesses de poder. Infelizmente, para mim é uma decepção, pena não existir lideres estadistas ou partidos políticos para promover as verdadeiras mudança que esse país necessita.


Ricardo Loureiro Junger - 30/07/2013
Caro Emir Sader ,problemas para uns compreender é,sua matéria sempre é maneira,eu sempre digo que não aceito o primarismo desta concepção que devamos dizer as coisas em poucas palavras,muito em voga nas universidades,com a palavra a concisão!E sempre duelei e duelo,e dialogo,ora concisão é obrigar a manter-se à margem do saber: "Porque ?"Alguma rara voz benévola me questiona,e digo isso,concisão é superficialidade,volta e meia eu leio um artigo seu e muitas vezes me vem assim(é que eu digo que para ser conciso com categoria,conteúdo,em verdade,há que ser um Mestre,e não disse de mestrado sequer doutorado),meu caro professor Emir Sader,ora vá ser mestre assim sempre bem junto de nós!...

Obrigado!

(Pena que eu não tenho esse dom,mas ainda resta o tempo )



Ricardo Loureiro Junger

Serra-ES

(31/07/2013)


noemir - 30/07/2013
Deixa eu ver se entendi: os ultra-esquerdistas aliados à direita são do mau e vocês do PT são adultos, responsáveis, espertos mas humanos, vocês são do bem. É isso? Estamos precisando mesmo da isenção de intelectuais.


careca - 29/07/2013
Atenção para a caça às bruxas, as críticas à esquerda do PT não provêm apenas de intelectuais da ultra esquerda, mas de gente de espírito lúcido e combativo que atua em várias esferas da sociedade e especialmente em movimentos sociais e que estão vendo a ação progressista fraquejar dentro do PT, ano após ano, isso sem jamais ter passado a fronteira do assistencialismo comprador de votos. Eu mesmo sou de esquerda mas sou super compreensivo, olha só, até aceito, mesmo de mal grado, mas aceito, por exemplo, que Belo Monte seja construída para beneficiar a família Sarney, as grandes construtoras irmãs do PT e as multinacionais do aço e do alumínio que vão beneficiar mesmo no Pará os minérios de Carajás, mas não dá para compreender, talvez o nobre teórico me explique, porque um partido dito de esquerda precisa fazer tudo isto com o mínimo de cuidado ambiental e social, tratando como ratos índios, ribeirinhos e moradores pobres de Altamira, conforme o leitor poderá constatar num grande artigo, tecnicamente impecável, constante das páginas do Correio da Cidadania. E se dar as costas para a reforma agrária, leiloar portos, estradas e o petróleo brasileiro na surdina, sem o mínimo de diálogo com a sociedade, aprofundar à revelia do trabalhador as reformas da previdência do PSDB e apertar o cerco sobre o salário e o direito de greve do funcionalismo, etc., etc., torrar metade do orçamento para pagar a dívida pública impagável e inegociável, enfim, se tudo isto e muito mais não caracteriza uma política neoliberal estrito senso, caro amigo, ilumina-me, por favor, estou doidinho para acreditar que o PT ainda é um partido de esquerda, vamos lá, estou esperando, essa teoria que você demanda pode começar, que tal, por você, prove-me que toda essa curva fechada à direita é mesmo o preço a ser pago por uma derrapadinha à esquerda, estou esperando.


José Carlos de Almeida - 29/07/2013
Interessante o artigo e alguns comentários. Para ver como os tempos mudam: nos anos 40-50 o inimigo a combater era a saúva. Nos anos 60, o comunismo e logo depois o dragão da inflação

Agora, a bola da vez é a mídia que "astravanca o pogréssio".

Para isso alinham-se intelectuais de vários matizes, alguns até improváveis companheiros num passado recente, para combater o inimigo da hora: a mídia.

Que barra o progresso com suas açōes deletérias e interfere nos planos bem- intencionados dos governos progressistas e ajuda escandalodsamente o reacionarismo conservador.

Ah, tenha paciência


Cibele - 28/07/2013
"democratização radical da economia, da política e da vida cultural..." Você poderia falar mais sobre isso.



Sua análise é objetiva, diz a que veio. Muito bom!


Paulo Ribeiro - 28/07/2013
Sem uma profunda reformulação no sistema atual da mídia brasileira não será possível implementar as medidas necessárias para erradicação da miséria e da desigualdade. É inadmissível que cinco famílias dominem o império midiático nacional e manipulem a mídia de forma tão capitalista sempre em busca de interesses próprios. Assim como vem sendo positivamente realizado em nações vizinhas, é preciso que os meios de produção das grandes corporações seja transferido ao poder público e que a Comunicação seja de responsabilidade do Estado, assim como setores essenciais da economia.


isaias - 27/07/2013
Maravilhosa analise professor.


Eurico - 27/07/2013
Meu caro Emir, de uma forma ou de outra todos fomos vítimas de nossas carapaças ideológicas. Não é fácil abandonar o útero da razão ideológica e passar para o páteo da vida real. Enfim, todos tem o seu tempo. Como já se disse: Sejamos reformistas! Radicalmente reformistas, de tal forma que ao final não sobre pedra sobre pedra da antiga estrutura social.


JOSE ALEXANDRE COSTA SILVA - 27/07/2013
A Dilma deveria combater a mídia formadora de opinião em escala industrial (globo, principalmente), divulgando seus projetos e conversando mais com seus eleitores.

A meu ver os intelectuais de esquerda (e aqui me refiro aos que defendiam o governo do povo) se acomodaram, pois deixaram de se atualizar tecnologicamente e agora recebem exclusivamente as "notícias" do JN no conforto da sua sala de estar.


Leontino Quirino da Silva - 27/07/2013
Estou a dois dias procurando o BLOGDOSARAIVA,

Dezatualiza-se as minhas leituras, mas ainda tem o aposentado invocado que me orienta bastante. obrigado.



Amauri, Custo de vida é consequência, Mas o ROLO COMPRESSOR que você cita é o próprio sistema Global (mais a Mídia e oposição) juntos e o MEDO QUE NÓS TEMOS deles. Coragem. e na DILMA EU AINDO VOTO...



aTÉ MAIS.


NÃO CLIQUE ! - 26/07/2013
excelente artigo, longa vida a esse blog!


Marcia Eloy - 26/07/2013
Uma vez, num encontro político, eu fui ridicularizada pelo então deputado Milton Temer ao dizer que eu não queria lutar por um mundo impossível e sim por um mundo possível. Continuo a querer no Brasil o que é possível fazer no momento, o que é necessário, isto a meu ver, está sendo feito. Mas se o povo, ou garotos da classe média, querem o PSOL no poder, votem no PSOL na próxima eleição. Ou será que querem uma revolução socialista num mundo capitalista?

Se querem façam. Quero ver fazer...


Amauri - 26/07/2013
Todos nós apostamos que o Lula e o PT substituiriam o MODELO neoliberal por um modelo realmente sustentável de esquerda, de inclusão e indutor de desenvolvimento humano e garantidor de uma democracia PLENA.

Não demos apenas UM voto de confiança, foram DOIS votos para o LULA, UM para Dilma e TRES para o PT.

O PT, Lula e a Dilma não traíram o povo e deram continuidade ao NEOLIBERALISMO, isso seria ingenuidade pensar, uma visão míope, uma polarização esquerda x direita, PT X PSDB.

Ingenuidade mesmo, tanto do PT, LULA e nós eleitores, foi pensar que poder-se-ia fazer um governo alternativo sem ROMPER COM O SISTEMA globalizado.

Houve avanços, sim, embora boa parte deles temporários(admitido até pelos intelectuais da "esquerda moderada": "podemos perder tudo o que foi conquistado").

O sistema global capitalista IMPÔS as mesmas regras ao atual governo: superavit-primário para pagamento de "juros da dívida", privatizações com o nome de concessões, grandes obras com valores superfaturados a grupos capitalistas de controle mundial, financiamento e apoio ao AGRONEGOCIO, privilegio as MONTADORAS automobilísticas todas de capital transnacional, sendo que não são indutoras de crescimento e sustentabilidade, além da evasão de divisas, Reservas internacionais (muitos bilhões de dólares).

Enfim, o PT, LULA, DILMA e "aliados" não mudaram o MODELO, para poder governar e não ser esmagado por esse rolo compressor GLOBAL, formam obrigados a ajoelharem-se ao sistema para que ele permitisse que o governo pudesse jogar as migalhas aos indigentes e melhora econômica TEMPORÁRIA aos pobres tidos como "classe média".

O resultado é o que esta se desenhando agora, o tecido(modelo) rasgado não comporta mais remendo e a Dilma e o governo do PT estão em CRISE.

Agora resta saber se o eleitor estará disposto a dar um QUARTO voto a este governo no ano que vem, pelas ultimas pesquisas indicam que não haverá eleitor disposto suficiente para eleger, e o maior inimigo não é a MÍDIA nem a OPOSIÇÃO, mas sim o ELEVADÍSSIMO CUSTO DE VIDA, alimentos, moradia, educação, saúde, SUBIRAM MUITAS, MAS MUITAS vezes a mais do que o índice oficial que reajusta os salários.

Estou triste, apostei toda minha vida num governo alternativo, mas o SISTEMA GLOBAL é um rolo compressor e MUDA governos para permanecer o mesmo sistema.

Desculpe a sinceridade Emir, mas o fato é esse, e acho que você sabe melhor do que eu e está tentando mais um remendo, o que na minha opinião não será possível e se for somente irá retardar um pouco a QUEDA.



MarcosAS - 25/08/2013
Excelente texto, Emir. Na medida certa.


Arnaldo Antunes - 12/09/2013
Como se define um governo populista?



Será mesmo que um governo voltado para o social, enfrentaria a manifestação popular nacional, espontânea, como vimos nas principais capitais. Quem ocupou as ruas na ocasião a ultra-esquerda ressentida com os rumos neo-liberias do governo e suas concessões ao fisiologismo, as arranjos políticos com oligarquias regionais e à corrupção?



Entendo, os intelectuais de esquerda que mantém-se fiés ao governo o fazem por esperança... mas essa esperança rende alguns benefícios convenientes, não é? Será que encontraremos nesses benefícios não explícitos o segredo desse alinhamento dos intelectuais com a elite governante? Não é um papel aviltante defender aliar-se à corte???



Que isenção é essa imune à críticas e à prestação de contas a sociedade? As ruas mandaram o recado, não foram os intelectuais da esquerda ultra-radical, tão pouco a direita reacionária, se é que existe...



Ah! A crise de 2005-2006 foi o mensalão, não é? Só para lembrar... Muito altruista...


orlando f filho - 07/08/2013
Vamos lá flávio. Diga ,o que vc faria?? criticar é muito fácil. Uma coisa é fraudar privatizações como fez o PSDB que entregou tudo e deu dinheiro do BNDES para que os caras pagassem. Outra é vc fazer uma análise séria e chegar a conclusão que é interessante entregar ao capital empresas do governo falida para eles(tão competentes) arrumarem. Ah, hoje eu li que a Vale teve um prejuízo de 812 milhões e foi privatizada pelo PSDB porque não dava lucro. Flávio, vc me parece um sujeito rancoroso que raciocina com a bilis.


ricardo silveira - 05/08/2013
Muito bom, Professor, Obrigado!


flavio - 03/08/2013
Eu sou a favor do neoliberalismo tal qual o é por exemplo o PP (ex ARENA) braço direito da Dilma. Eu vou votar na Dilma só para ver o PT fazer tudo o que sempre criticavam como por exemplo privatizar portos e aeroportos. Vai Dilma continue assim e conte com meu voto mais o voto do PL os votos do PSD do Kassab, do PMDB do Sarney do PTB do Collor e mais os votos do partido do Bispo. Se o PT não votar em ti nós vamos votar.


José Carlos de Almeida - 01/08/2013
Dona Cleusa, obrigado por reforçar meu argumento. É històrico entre nós o comportamento de governantes que acenam com um inimigo poderoso que não lhes permite trazer a felicidade plena a todos brasileiros.

As "forças terríveis" - não ocultas - de Jânio são apenas um outro exemplo.

O modelo não muda muito. "Não é possível (.........) porque (.......) não permite. Temos que derrotar (.......) para que consigamos (........) "

Preencha as lacunas como achar conveniente.