10/05/2014 - Copyleft

Qual o sentido das manifestações na Copa?

Está correta a posição de João Pedro Stedile e de Lula de considerarem negativo o aproveitamento oportunista da Copa para terem o brilhareco de 15 segundos.

por Emir Sader em 10/05/2014 às 10:46




O sentido politico de qualquer fenômeno – uma greve, uma eleição, uma mobilização popular – só é possível de ser captado pela sua inserção na totalidade que o encerra. Até a própria análise da trajetória de um partido - segundo as indicações do Gramsci -  não é dado por sua vida interna – que seria uma visão sectária, auto referente -, mas pela relação que esse partido tem com a totalidade da realidade social em que ele está inserido.

Quantas vezes uma reivindicação – justa em si mesma – desata um tipo de conflito que acaba tendo um significado que a transcende totalmente, chegando às vezes a ter o efeito oposto ao desejado originalmente. No final do governo da Luiza Erundina, por exemplo, depois da prefeitura ter perdido a luta para implementar uma reforma tributária socialmente justa, o governo ficou com recursos limitados. Naquele momento se desatou uma luta reivindicativa dos trabalhadores do setor de transporte publico. (Havia ainda a CMTC como empresa pública de transporte).

Os trabalhadores desse setor tinham o melhor salário do Brasil e sabiam que, para aumentá-lo, seria necessário elevar o preço das tarifas, o que penalizaria grande parte da população mais pobre da cidade. Mas a greve foi desatada, a Força Sindical e a CUT a levaram adiante, nenhuma das duas querendo aparecer como comprometida com o governo municipal.

Foi uma greve violenta, que quebrou centenas de ônibus da empresa pública de transporte. Era o ultimo ano do mandato da Erundina. O Maluf se aproveitou do clima criado e aprofundou sua campanha contra o PT, vencendo as eleições. Uma de suas primeiras medidas foi a privatização da CMTC, desaparecendo a principal empresa de transporte público de São Paulo.

Mobilizações atuais em torno da Copa tem que ser analisadas na sua inserção nas lutas politicas mais gerais, para que seja possível entender o seu conteúdo. Podem ter surgido a partir de reivindicações justas – melhoria da saúde e da educação no pais -  ainda que de forma equivocada e demagógica, ao passar a ideia de que os investimentos da Copa prejudicavam aqueles das politicas sociais do governo.

Quando passou seu impulso inicial, movimentos que buscam enfrentamentos violentos, sem nenhum compromisso com os avanços que o Brasil vive,  passaram a protagonizar o cenário das mobilizações, já com a ideia de que haveria que inviabilizar ou prejudicar ao máximo a Copa no Brasil. As mobilizações ficaram reduzidas a um numero mínimo de participantes, basicamente os que buscavam o enfrentamento violento com a Policia – sempre violenta.
 
Continuaram a ter espaços na mídia, seja pelas cenas que protagonizavam junto com a policia, seja pelas cenas de destruição de lojas, bancos, bancas de jornais, sinais de paradas de ônibus, entre outros, seja também pelo interesse da oposição de desgastar o governo.

É preciso inserir essas mobilizações nos dois marcos gerais que dão o seu sentido. Primeiro, a campanha eleitoral, em que a oposição – midiática e partidária – joga suas fichas nas possibilidades de desgaste na imagem do governo como reflexo de nova onda de enfrentamentos durante a Copa. A oposição apoia – por editoriais, destaques na mídia,  colunistas inefáveis da direita e da extrema direita – as manifestações, consciente de que não se trata de apoiar as reivindicações. Ao contrario, os candidatos da oposição acenam com duros ajustes contra os recursos para politicas sociais, caso chegassem a ganhar. Mas apostam no desgaste do governo no processo eleitoral. Esse o primeiro sentido das manifestações atualmente: favorecer as candidaturas da direita contra o governo. 

O segundo marco em que devem ser inseridas as manifestações é  a campanha internacional contra o Brasil. Não é contra o Brasil das injustiças e das desigualdades sociais. Ao contrário, é uma campanha contra o Brasil do Lula, do governo que lançou o maior programa de combate às injustiças e às desigualdades sociais no Brasil. 

Não por acaso essa campanha é protagonizada pelos órgãos mais renomados da direita internacional – Financial Times, The Economist, El Pais -, justamente os que sentiram incomodados pela imagem que foi projetada no Brasil recente – o de país que luta contra a miséria, a pobreza, a exclusão social e que lança ao mundo o desafio de terminar com a fome. A de país que, ao invés de se somar às politicas imperiais dos EUA, trabalha pela integração regional e intensifica os intercâmbios Sul-Sul no mundo.  A de um país que reagiu frente à crise no centro do capitalismo não como a Europa fez mas, ao contrário, dando o exemplo de que é possível resistir a ela, com a ativação do papel do Estado e da distribuição de renda.

É este o país que é atacado sistematicamente na mídia internacional  - e reproduzido aqui pela mídia subserviente -, com mentiras como a do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, de afirmar que somos  “um país de alto risco”, contrastando com a realidade concreta e com a expansão dos investimentos de empresas desse país no Brasil. 
     
Ou com calúnias puras e simples como a desaparição de crianças em Fortaleza como forma de limpeza social para a Copa ou a da noticia de que 25 das policias dos 27 estados brasileiros estariam em greve e ameaçariam parar durante a Copa. Ou mentiras ainda mais deslavadas, que só tem a finalidade de desconstruir a imagem – incomoda para o neoliberalismo e para a politica norte-americana no mundo – de que o Brasil se soma aos países que lutam pela construção de uma alternativa ao neoliberalismo e por um mundo multipolar, de resolução pacifica e politica dos conflitos, ao invés das intervenções militares.

É nesse marco geral – das eleições brasileiras e do interesse dos candidatos de direita e da campanha contra a imagem do Brasil do Lula – que se inserem as manifestações programadas durante a Copa. Basta algumas dezenas de pessoas com formas de armamento e a atitude violenta da polícia, para que os enfrentamentos existam e contarão com o beneplácito da mídia internacional, com suas câmaras e maquinas fotográficas atentas.

Por essa razão que está correta a posição do João Pedro Stedile e do Lula, entre outros, de considerarem negativo o aproveitamento oportunista da Copa para terem o brilhareco de 15 segundos, que tem um sentido político geral negativo e não leva a nada, tanto assim que, passada a Copa, os efeitos s'p podem ser um eventual desgaste do governo favorecendo os candidatos da direita e um eventual enfraquecimento da imagem positiva que o Lula projetou no mundo, favorecendo as forças internacionais de direita. O sentido politico das manifestações é esse.

Tags: Política




17 Comentários Insira o seu Coméntario !

Isabella G Miranda - 17/05/2014
Gostaria de publicar esse comentário na forma de texto na Carta Maior. Como não tenho esse espaço vou inserir o debate de forma fragmentada. O texto completo está em:



http://www.portalpopulardacopa.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=600:porque-n%C3%A3o-abrir-m%C3%A3o-da-cr%C3%ADtica-%C3%A0-copa-do-mundo?



Porque não abrir mão da crítica à Copa do Mundo?



"A Copa do Mundo e as Olimpíadas são os mais importantes e lucrativos megaeventos do capitalismo global. No contexto de sua preparação se radicalizam o sentido privatista de cidade e de políticas públicas contra os quais a esquerda brasileira historicamente se embate. No Brasil, a realização desse megaevento desestruturou a vida de mais de 250.000 brasileiros, que tiveram seus direitos violados: comunidades removidas, favelas militarizadas, trabalhadores deslocados e acidentados, crianças e adolescentes em risco de exploração sexual, população em situação de rua violentamente oprimida, manifestantes criminalizados%u226

(...)

A crítica a Copa do Mundo, portanto, é uma crítica justa que não pode ser condenada e nem silenciada, com o risco de estamos virando as costas para aqueles que foram oprimidos pelo contexto perverso da preparação do mundial.

(...)

Porque não abrimos mão da crítica à Copa do Mundo? Porque a Copa do mundo tem causado sofrimento humano injusto e violações de direitos que nos desumanizam a todos e porque acreditamos que a luta é a mais efetiva e democrática forma de transformação dessas mesmas condições de opressão.



Criticamos a Copa do Mundo para não se invisibilizar o legado perverso que ela deixa para muitos brasileiros e brasileiras, para que nunca se perca a nossa capacidade de indignação frente as injustiças. Lutamos para que os direitos das populações sejam reparados, e para que cesse o processo de higienização e militarização das cidades em prejuízo aos grupos mais vulneráveis. Lutamos para que o modelo de cidade impulsionado por esse megaevento não se transforme no cotidiano de produção do espaço urbano brasileiro.

(...)

Acreditamos que o silenciamento e a submissão nunca podem ser efetivos instrumentos na construção de uma política progressista e popular. A crítica é uma parte fundamental do processo democrático, quando sóbria e consequênte ela ganha um alto poder de impulsionar transformações importantes na sociedade. Se estivermos abertos para avaliar as potencialidades desse contexto de intensificação do debate democrático e da politização de questões estruturais, talvez possamos transformá-lo em um importante momento para o impulso de lutas sociais históricas no país, lutas que não se iniciam na Copa e nem se encerram nela.



veronica miranda - 16/05/2014
É importante verificar, viu Márcia Eloy, que a direita na época de Getúlio era uma, hoje é outra situação diferente. Há uma dificuldade real hoje, até pela crise de representação política situar precisamente o que é direita. Não confundir com oposição.Apesar disso, vemos que há grupos de esquerda que lutam por mudanças, inclusive política. A história não se repete, o que ocorre como dizia o velho Marx é que o que se considera repetição não passa de caricatura da primeira.


Marcia Eloy - 15/05/2014
A desinformação não é só internacional, é nacional. Há muita gente que não conhece a História do Brasil. Quem tiver interesse de conhecer a 'direita" e como ela age, vai ver o filme Getúlio. Getúlio não se suicidou por covardia, deu um golpe na direita que queria dar um golpe nele. Acordou a população com sua morte. Quando vi o filme, me pareceu ver o momento presente.. Mídia sensacionalista, passeatas... E toda vez que um governo privilegiar a classe mais pobre da população, isto acontecerá. Aconteceu com JK9 Duas tentativas de golpe por parte dos militares)e com Jango que não se suicidou mas parece que foi suicidado. As greves atuais são políticas, isto quem viveu outra época, vê claramente. Um país que tem 5% de desemprego, perto de uma Espanha que tem 20%, qual é o problema? Um motorista querer 40% de aumento, em ano eleitoral, é estranho, sendo que a inflação foi de 6%.Querer este aumento, todo mundo quer. pergunto: é viável?


Zasdrasz Parra - 13/05/2014
Chega a ser engraçado o colunista, apoiado por alguns seguidores, referindo-se a "direita" como corpo atuante na política nacional.



Permitam-me alguns esclarecimentos, no Brasil, não existe NENHUM tipo de movimento político de direita atuante, aqui o que se vê é apenas esquerda (PSDB) batendo em esquerda (PT) e acusando-se de mutuamente de "direita" como em um ritual macabro de esquizofrenia.



Políticas IMPERIALISTAS, Sr. Emir Sader, é utilizar o suado dinheiro do contribuinte para construir estádios faraônicos, portos em CUBA, enquanto nossos portos e rodovias estão sucateados a anos!



LIMPEZA SOCIAL, Sr. Emir Sader, é utilizar o poder para aparelhar o estado e sistematicamente, eliminar o que resta de nossa liberdade, "cabidar" seus padrinhos políticos e apoiadores, calar a voz da oposição a este modelo socialista que está enterrando o Brasil cada vez mais.



Este país tem alergia da verdade!



Inventam em suas mentes paranóicas uma suposta luta contra uma ameaça de "golpe internacional" que só existe para justificar MAIS ESTADO, MAIS MISÉRIA, MAIS CORRUPÇÃO.



O livre mercado, coisa que nunca existiu no Brasil, é e sempre será a melhor ferramenta na erradicação da miséria no mundo... mas para nós, na pobre América do sul (com algumas raras exceções), continuaremos provavelmente afundada na demagogia bolivariana, lutando contra fantasmas ("imperialismo americano" ooohhhhhh) enquanto afundamos em corrupção, incompetência e ASSISTENCIALISMO barato.



O socialismo do PT, reduziu o povo brasileiro ao mais decrépito estado de pedinte!



Vamos acordar , é sério que tem gente adulta que ainda acredita que o "império quer roubar nosso petróleo"?

QUE PETRÓLEO?? Vão estudar! Estamos sendo roubados via BNDES, via previdência social, via impostos e mais impostos por nossos próprios políticos! Que de americanos, diga-se de passagem, não tem nada.


Cleusa Pozzetti Siba - 12/05/2014
Vinicius, quem foi que falou em FIFA? Ou você é um analfabeto político de uma nota só, ou mal intencionado mesmo - para vir com essa pergunta que não agrega valor nenhum à gravidade do que foi exposto pelo Emir. É a sobrevivência de um País soberano que está em jogo seu gênio!!!!!


Vicenzo Pugliese - 12/05/2014
Testemunhar a presidente e o gilberto carvalho mentindo descaradamente, alegando que não existe "verba pública" financiando estádios é insuportável, o Bndes é estatal correto?Portanto, os bilhões que foram disponibilizados em empréstimos, são provenientes dos meus, dos seus, dos nossos impostos!Farsantes!O atual governo tem é muita sorte, nosso povo é manso em demasia...


Guilherme Floriani - 12/05/2014


Ótimo texto, é exatamente esta a origem dos incentivos à manifestação popular durante a Copa. Frente aqueles que torcem, até para o o time brasileiro perder os josgos, se vê como temos pouca capacidade frente à patrola de formação de opinião que a direita possui.



Mas é preciso refletir, se não é na copa que a população vai poder ganhar segundos de atenção, quando será? De que forma poderia direcionar esta energia em uma estratégia poítica progressista?



Não imagino que Partidos como o PT promovessem um fiasco do país durante a Copa caso estivesse na oposição.



Então qual o papel da esquerda, torcer na copa para tudo continuar, e tudo o mais ficar como está, ou trabalhar pra avançar e aprofundar aima mais as mudanças em curso?


Guilherme Floriani - 12/05/2014
Ótimo texto, é exatamente esta a origem dos incentivos à manifestação. Frente aqueles que torcem, até para o o time brasileiro perder os josgos, se vê como temos pouca capacidade frente à patrola de formação de opinião que a direita possui.



Mas é preciso refletir, se não é na copa que a população vai poder ganhar segundos de atenção, quando será? De que forma poderia direcionar esta energia em uma estratégia poítica progressista?



Não imagino que Partidos como o PT promovessem um fiasco do país durante a copa caso estivesse na oposição. Então qual o papel da esquerda, torcer na copa para tudo continuar, e tudo o mais ficar como está, ou dá pra avançar?



veronica miranda - 12/05/2014
Sinceramente, eu acho um erro de analistas das manifestações que poderão vir a ocorrer na Copa quando dizem que é uma manifestação de direita, que beneficiará a direita. Na dificuldade de saber o que é realmente direita e esquerda na atual conjuntura política no Brasil dever-se-ia falar em oposição e governo. Mesmo assim, continua sendo um erro achar que as manifestações só beneficiarão à direita ou oposição.

Se é verdade completa que a nova candidatura de Dilma estará alicerçada em mudanças, as manifestações deveriam ser aproveitadas para apoiá-las. Mudanças estruturais, seja política, seja econômica na conjuntura atual só poderá se realizar realmente se houver apoio popular. E esse apoio deve vir das ruas. Se o que se considera esquerda não estiver nas ruas dando uma força para as mudanças que necessita o país, vai ficar somente a oposição contra o governo atual e aí sim se corre perigo sério de violência e desgaste do governo.

É um erro não se apoiar as manifestações, nos grupos que lutam pelas principais mudanças. Seria muito bonito se houvesse uma recepção pacífica dos grupos que não querem violência. Por outro lado colocar o exército nas ruas e polícia violenta será um dos maiores erros dos governos, que não terão apoio interno e muito menos externo. A atitude deve mudar em relação às manifestações. Deve ser uma atitude receptiva e orientar para que sejam pacíficas.


Horacio Sanches Matela - 12/05/2014
Bola fora, professor!!! O mundo não pára para o grande capital desfilar. As demandas da população continuam a ser negligenciadas; se vão refletir na imagem do governo - que é meu também - deviam ter pensado antes se a prioridade era o pão ou o circo.


joao paulo oliveira - 12/05/2014
A direita está querendo aproveitar da situação sim como acredito q se estivesse no poder a esquerda também o faria , isso é política . Não vejo problema a população irem as ruas para protestarem, isso é democracia. Não podemos ser é incoerentes e após a copa do mundo darmos as costas para problemas do pais !


venceslau alves de souza - 12/05/2014
Professor, agradeço pelo conselho para que eu, por exemplo, não saia às ruas para protestar contra o maior lucro dos bancos da história do Brasil e contra a criação das condições, pelo Partido dos Trabalhadores, para a concretização da hegemonia política, econômica, social e cultural pela burguesia tupiniquim! Valeu professor! Vou ficar quietinho, na minha e deixar que meus país se foda!


Vanderson Alves - 12/05/2014
Uma coisa que me incomoda recentemente é o fato do governo do PT ter usado os protestos como arma contra a "direita", e quando a mesma faz isso contra o governo Lula-Dilma vocês vem com esse discurso insignificante de que usaram isso na copa, eu protestarei na copa por um Brasil melhor sinceramente não estou ligando para essa guerra ideológica-partidária, alias devemos lembrar que os dois governos são bem repressores. Paulistas vamos mostrar ao país que o nosso espirito de luta esta vivo


arquimedes andrade - 11/05/2014
Boa análise. A turma do Aércio e do Campo da oposição querem muita confusão na Copa para prejudicar a imagem da Dilma, do PT e da esquerda.

E a mídia golpista tá com todo elenco preparado para mostrar o lado negativo. Turvar os 10 anos de Lula e Dilma. Temos que estar preparados e levantar a bandeira da luta pelas mudanças e mais estado de bem-estar social.


Vinicius Serroni - 11/05/2014
Então quer dizer que tudo o que eu li sobre o padrão Fifa e as injustiças sociais que a Fifa está impondo no Brasil é mera ilusão manipulativa da direita? A Fifa está aqui para ajudar o Brasil a se desenvolver e melhorar a qualidade de vida da população em geral, é essa a verdade? Obrigado por esclarecer-me...


josé carlosTrindade - 10/05/2014
Realmente a nossa luta contra as forças internacionais de direita chega a ser desigual, dado a desinformação que sofremos por essa mídia orquestrada, mentirosa e que consegue dar caminhos ao imaginário coletivo e formar opinião tendenciosa de tal forma que chega a ter a força de um partido (PIG - Partido da Imprensa Golpista) e tem como representante maior a Rede Globo.

Essa mídia foi o projeto de dominação mais bem elaborado que a CIA produziu no mundo.


odair ciambelli - 10/05/2014
Caro professor, não esqueçamos também da tentativa do Império de se apropriar de nosso petróleo sob as bençãos da midia nativa e de tucanos de alta plumagem.....