Antifascismo

A dança macabra

Ele veio do quinto dos infernos, de onde nunca deveria ter saído

23/05/2021 21:17

Bolsonaro lidera carreata de apoiadores no Rio de Janeiro (Pilar Olivares/Reuters)

Créditos da foto: Bolsonaro lidera carreata de apoiadores no Rio de Janeiro (Pilar Olivares/Reuters)

 
Hoje, 23 de maio – para que ninguém esqueça - Jair Bolsonaro conseguiu se superar. Organizou uma passeata de motos no Rio de Janeiro atropelando, com seus seguidores, 450.000 famílias que tiveram parentes vítimas do Covid-19. Quem faz isto não é gente. Quem faz isto não é animal. Quem faz isto é substrato de enxofre de mais um círculo do inferno que Dante sequer conseguiu imaginar.

Ao lado de seu ordenança General Eduardo Pazzuelo, ambos em cima de um carro de som, ambos sem máscara, ambos provocando e incentivando aglomerações, formavam o retrato perfeito de uma dupla maldita.

General, o senhor não se envergonha de ser o lambe bota de um tenente que só chegou a capitão por ter sido expulso do Exército e não passar de um terrorista frustrado? De servir a um adorador da tortura não deve se envergonhar, pois quem coloca um comandado, como o senhor fez, para puxar uma carroça com um colega dentro é torturador na alma. Ocupante por dez meses do Ministério da Saúde, com grande eficácia, organizou a morte de cerca de 264.000 brasileiros.

Sim, o termo é esse – organizou. Como especialista em logística planejou com cuidado essas mortes. Quando deveria ter havido testagem providenciou o vencimento de testes. Quando faltou oxigênio, forneceu cloroquina. Quando deveria ter havido negociação para compra de vacinas, deixou ofertas sem respostas.

Já atingimos, como dito acima, a marca de 450.000 vítimas de Jair Bolsonaro que, tendo a pandemia do Coronavírus-Covis 19, caído em seu colo, dele se utiliza para por em prática seu projeto de extermínio de parte de nossa população.

Em 24 de janeiro deste ano, no final do artigo O Tic-Tac da Morte, aqui publicado, reproduzo um discurso, de 1991, do psicopata que nos governa, no qual ele enfatiza a necessidade de uma política de controle da natalidade e aprova a esterilização forçada. No entanto, quando o diabo encontra um parceiro à sua altura, outros meios lhe são fornecidos e o extermínio em massa pode ser executado com mais eficácia. Afinal, em parceria se trabalha melhor.

Sabedor, como todos, de que a única esperança que o mundo tem de pôr fim a este pesadelo é a vacinação em massa, recusou-se, até o limite, a comprá-la. Quando se viu forçado a fazê-lo a técnica passou a ser de insultos periódicos à China, único país que nos fornece os insumos necessários para sua fabricação. A cada insulto a China reage com o atraso do envio, atraso que nos custa por dia mais de 2.000 mortos. A repetição destas ofensas só Pavlov explica. Insulto, demora, mortes. Insulto, demora, mortes. E assim seguimos, pois ele pavlovianamente aprendeu que cada insulto gera mortes com as quais se compraz.

Pouco mais de um ano após a termos a primeira vítima por Covid-19 no Brasil, o aprendiz de Satanás mostra que é aluno aplicado e não falta às aulas remotas, pois veio do quinto dos infernos de onde nunca deveria ter saído.

Mas isto não basta. É preciso sapatear, com seu esgar sádico de psicopata em gozo, não apenas sobre os cadáveres, mas também sobre as famílias.

Foi isso que veio fazer hoje no Rio de Janeiro, chamando para ajudá-lo na dança macabra sua corja de seguidores e os milicianos que o rodeiam.



Conteúdo Relacionado