Cartas do Editor

NÃO DEIXE DE LER ESTE TEXTO

 

21/02/2019 13:26

 

 
Companheiros de luta,

Deste o início desta campanha rumo a dois mil parceiros-doadores, iniciada em novembro de 2018, até a presente data (20.02.2019), conseguimos 301 novos parceiros/doadores, chegando a um total de 1.551 financiadores do nosso projeto.

Somos, portanto, um time de 1.551 pessoas que sustentam a Carta Maior. Apenas para termos uma ideia do potencial que temos, nos últimos 30 dias, mais de 600 mil pessoas leram nosso conteúdo, ou seja, do nosso total de leitores somente 2,5% se tornaram parceiros doadores.

Todos os dias, nós publicamos entre 15 a 20 textos na Carta Maior. Isso dá em torno de 450 a 550 textos mês; e de 5 mil a 6 mil textos ano. E quando digo “textos”, eu me refiro a republicações e traduções, em particular, de excelentes veículos internacionais; e a publicação de reportagens, entrevistas e análises inéditas de intelectuais ligados à Carta Maior, há mais de dezoito anos.

Apesar de estar aquém da meta estipulada, o volume de recursos resultante das doações de nossos parceiros vem nos permitindo fazer mágica, inclusive, para além do conteúdo que publicamos diariamente.

Querem ver?

TwittãoMaior com 167 mil seguidores, promovendo, em média, 40 posts por dia e contando, em média, com 2 milhões de visitas/mês. Facebook Carta Maior, com 290.931 curtidas. No último dia 31 de janeiro, passamos a contar com o Instamaior, nosso Instagram que já tem 207 seguidores.

Lamentavelmente, sem meios de pagar um administrador, fomos obrigados a suspender as atividades do WhatsApp Maior, que já contava com mais de 70 mil inscritos. Importante dizer que, por falta de recursos, não temos nenhuma política de impulsionamento e de investimento em redes sociais.

Nós privilegiamos o conteúdo da nossa página. Certamente nossos leitores já sabem que Carta Maior não disputa notícias, e pelo simples fato de que para cobrir o noticiário brasileiro e internacional é preciso uma grande redação, a não ser que, sob o título de “notícias”, republiquemos o que a grande imprensa ou outros sites publicam, repercutindo no mais das vezes a grande mídia.

Também não nos utilizamos de vídeos, apesar de termos sido pioneiros em WebTV no Brasil e na América Latina. É sempre bom lembrar que, em 2002, quando ainda não existiam Youtube, Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, Carta Maior, contratada pela ONU, transmitiu ao vivo, desde Joanesburgo, a cobertura jornalística da Conferência Internacional para o Meio Ambiente Rio 10.

A TV Carta Maior cobriu, também, todos os FSM até 2009, na cidade de Belém do Pará, sempre com transmissões ao vivo e com uma enorme equipe, desde auxiliares de câmeras até direção de TV e âncoras. Muitos de vocês devem ter tido a oportunidade de nos acompanhar nos nove (9) anos de incríveis trabalhos produzidos pela TV Carta Maior. A falta de dinheiro para fazer um trabalho de qualidade, acabou nos levando a encerrar a editoria. Se um dia, os leitores nos ajudarem a colocar a nossa TV no ar novamente, vocês podem ter certeza, ofertaremos algo com muita qualidade técnica e de conteúdo.

Ao contrário de muitos veículos, Carta Maior prioriza o texto e aposta na leitura. Desde sempre, nós nos recusamos a transformar nosso conteúdo em mercadoria. A defesa da comunicação como um direito é uma das marcas de Carta Maior. Fazemos questão, inclusive, que nossos leitores leiam nosso conteúdo em paz, sem o assédio da publicidade.

Falando em conteúdo...

Vocês já leram nossos últimos Especiais, criados especialmente para vocês, abordando temas da atualidade brasileira e internacional? As pautas mais candentes foram reunidas em páginas especiais para facilitar a leitura e a compreensão de todos.

Com curadoria de Madga Biavaschi, confiram o Pacote Moro: o avanço do Estado policial com onze artigos e A extinção da Justiça do Trabalho com doze textos de especialistas brasileiros sobre o assunto.

A produção, por nossa equipe, dos demais especiais nos levaram a publicar Que Justiça é essa? reunindo 47 textos de brasileiros e de estrangeiros. Dada a importância da discussão sobre como funciona a justiça brasileira, fomos obrigados a criar esta editoria, demarcando historicamente a parcialidade da justiça nestes tristes tempos. Vivemos em um momento em que a justiça tomou conta da política, invadiu o Congresso Nacional e teve atuação decisiva no Executivo, até mesmo para retirar uma Presidenta, permitir a chegada ao poder de uma organização criminosa, agora substituída por milicianos. Daí a importância de vocês acompanharem esse especial que continua a ser alimentado diariamente.

Em 2015, a situação da presidenta Dilma Rousseff já era muito crítica. O IBGE estimava o número de desocupados em 8,6 milhões. A economia estava em recessão. Em contrapartida, a grande imprensa brasileira, o PSDB e o MDB cantavam em prosa e verso a eleição de Maurício Macri, eleito para “resgatar a Argentina do colapso provocado por Cristina Kirchner”, conforme aspas da mídia nacional e internacional.

Justificavam, inclusive, a saída de Dilma pela má condução da economia brasileira. Certamente o eco dessas manifestações impulsionaram a vitória do ex-presidente do Boca Juniors. Pois bem, três anos depois, Macri afundou a Argentina, com níveis estratosféricos de desemprego, inflação, queda do PIB, obrigando o país a pedir 50 bilhões de dólares emprestados ao FMI. Este é um exemplo do que pode acontecer com o Brasil governando pelos mesmos interesses, as mesmas narrativas, as mesmas pressões que destruíram a Argentina. Por isso, é fundamental a leitura do especial “Argentina em Crise” que conta já com 47 textos e outros virão...

Com a intensificação da globalização na década de 1990 e a consequente desregulamentação de vários setores da economia, o capitalismo começou a cobrar tudo o que concedeu durante o período do bem-estar social. E não se contentou... Provocou a desgraça em vários países, a partir de 2007/2008, alcançando os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Irlanda, Espanha, Itália, Grécia, Suíça, Islândia, Bélgica, Holanda e um sem número de organizações públicas e privadas e inúmeros bancos, dentre eles os maiores do mundo. Como não podia deixar de ser, a América Latina foi profundamente atingida; e no Brasil, as consequências demoraram um pouco, mas chegaram até nós.

O que estamos vendo hoje na Venezuela, detentora de uma das maiores reservas de petróleo, além de diamante, ouro e outros minerais, é mais um exemplo da ferocidade norte-americana e a ganancia do capitalismo, pelo petróleo como vimos acontecer no Iraque, no Afeganistão etc. E o que dizer da captura do pré-sal brasileiro?

Para que os leitores de Carta Maior compreendam, com profundidade, o que está acontecendo na Venezuela, ofertamos o especial Golpe na Venezuela, com nada mais, nada menos que 47 textos por enquanto.



E, como não poderia deixar de ser, analisamos a crise norte-americana, a partir da posse de Donald Trump no especial Trump Crisis com 34 textos que destrincham a complexidade do que são os Estados Unidos hoje.

Lembrem-se que esses especiais serão continuamente alimentados ao longo do ano.

Finalmente, para um perfeito entendimento do poder norte-americano é necessário ler a editoria de Poder e ContraPoder que analisa a nova Guerra Fria entre Estados Unidos, China e Rússia, esta como coadjuvante. Um total de 168 textos de intelectuais, professores e especialistas do Brasil e do mundo.

Como sabemos que você confia no nosso trabalho, e que nosso conteúdo não só faz parte da sua formação, mas também da formação política de nossos jovens e militantes, se você nos tem como companheiros de luta, por favor, nos ajude a prosseguir no front, ampliando nossa capacidade de resistência.

Carta Maior não pode parar.

A situação política do país se agrava a cada minuto. Para nós, Bolsonaro não passa de um fantoche nas mãos dos militares. Mourão, Moro e Guedes consolidam o núcleo duro de um poder que, definitivamente, escapa ao controle do atual presidente. Para onde estamos indo? É aí que entramos em busca de respostas às questões deste difícil momento.

Nossa especialidade é a análise profunda, sistemática e ideológica da política, da economia, dos direitos humanos, da mídia, notadamente da área internacional com nossas Cartas do Mundo, o Clipping Internacional e a editoria de Poder e ContraPoder mencionada anteriormente.

No mês de janeiro, completamos 18 anos, convictos de que precisamos fugir das armadilhas da direita que pretende, a todo custo (e dá-lhe fake news), impedir o debate sobre o futuro do país. Por isso criam diversionismos e apostam em factoides, lançando uma polêmica atrás da outra.

Se você acha que devemos prosseguir, ajude-nos a continuar fazendo o tipo de jornalismo que 2019 exige. Torne-se um parceiro da Carta Maior (clique aqui e confira as opções de contribuição), possibilitando que o nosso conteúdo continue aberto e disponível para todos.

Caso não consigamos, seremos obrigados a transformar a Carta Maior um veículo com conteúdo aberto apenas para seus parceiros-doadores. Nossa meta é chegar a 2.000 parceiros doadores de Carta Maior. Ajude-nos a alcançá-la. Fale com seus amigos, colegas, familiares. Divulgue nossas publicações.

Esperamos que os textos produzidos aqui sejam levados às salas de aula e, também aos bares, afinal, somos contra o “Escola Sem Partido” e totalmente favoráveis à “Vida com Partido”. Estamos seguros de que somente o esclarecimento, o livre pensamento, o debate e o diálogo poderão construir uma efetiva resistência contra os ataques do neoliberalismo e das novas formas de fascismo.

Sigamos juntos e bem informados,

Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior



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