Cartas do Mundo

Carta de Paris: ''O presidente afronta a história''

A cineasta de « Torre das donzelas », Susanna Lira, vê como um dever cívico informar sobre os crimes da ditadura

18/10/2019 11:23

Susanna Lira (Leo Martins)

Créditos da foto: Susanna Lira (Leo Martins)

 
A entrevista com Susanna Lira foi um puro prazer. A autora do documentário « Torre das donzelas (clique aqui para ler a resenha do filme) », que encontrei no dia seguinte ao encerramento do festival de documentários brasileiros em Paris « Brésil en mouvements », no qual seu filme encerrou com chave de ouro uma excelente programação, já vive a gestação dos próximos filmes. Ela percorre o mundo e o Brasil em debates nas sessões da « Torre das donzelas » que, sem surpresa, vem sofrendo todo tipo de retaliações do governo federal.

Hospedada no « Hôtel du Brésil » - onde Freud viveu quando veio à capital francesa acompanhar o curso do professor Jean-Martin Charcot, no Hôpital Pitié-Salpêtrière – Susanna Lira tem as palavras justas e surpreende pela coragem e lucidez na análise do Brasil atual :

« Não entendo porque nós estamos nesse estado de barbárie com essa pessoa afrontando a história dessa maneira. Isso não é admissível, nenhum país do mundo toleraria isso. É imporante dizer que a história do Fernando Santa Cruz e as que a gente conta no filme são todas documentadas, houve processos. Essas pessoas não criam historietas, são histórias embasadas em dados. A Comissão da Anistia é uma comissão de advogados que avaliam as histórias contadas. E o mundo reconhece isso. É um absurdo querer negar a história. Isso me preocupa muito no Brasil hoje, estão relativizando e sendo complacentes com essa pessoa cujo nome prefiro não citar. Ele ainda tem 30% de apoio popular. Que tipo de povo é esse? »

E por que o Brasil chegou a eleger um presidente que desonra o país?

« O grande silêncio da sociedade brasileira sobre a ditadura é ainda uma verdade hoje. Infelizmente « Torre das donzelas » está cada vez mais atual e a minha tristeza se aprofunda porque a gente está vivendo a mesma situação, passando pano para essa gente. »

Torre das Donzelas (Divulgação)Cena de ''Torre das Donzelas'' (Divulgação)

« Essa gente » de que Susanna fala é o governo Bolsonaro que defende torturadores e crimes contra a humanidade, faz pressão contra o filme, tenta asfixiar a divulgação, impedir a Petrobras de pagar o prêmio ganho pelo filme, depois de exigir a devolução da verba paga pelos Correios para a produção. « Essa gente » hoje dirige o Brasil e não quer que se fale da ditadura e da tortura :

« Temos trabalhado com as redes sociais pessoais, fomos extremamente atacados pelos robôs, xingando Dilma Rousseff com frases como « Você não deveria ter sido presa, mas morta », conta Susanna Lira. Abaixo a íntegra da entrevista, na qual ela fala de seus próximos projetos :

Carta Maior: Qual a importância de contar hoje no Brasil a história da ditadura, dos torturados, dos desaparecidos, dos exilados, dos executados sumariamente?

Susanna Lira: Estamos vivendo um governo que nega a ditadura militar e exalta a barbárie da tortura. Vimos um deputado que homenageia um torturador, autor de um crime de lesa-humanidade. Essas pessoas não foram julgadas, a anistia foi uma negociação que questiono. Outros países latino-americanos julgaram esse tipo de crime. Diferentemente dos outros, o Brasil não os julgou e deixou assassinos continuarem uma vida tranquila. O coronel Brilhante Ustra foi o único que teve um processo e foi reconhecido culpado. Mas não cumpriu pena. E esse único condenado é o ídolo do atual presidente. Para mim, que tenho uma história pessoal ligada a essa questão e que estudei durante muitos anos o assunto, era um dever cívico fazer esse filme. A nova geração precisa saber exatamente o que foi a ditadura militar no Brasil. Como as próprias mulheres dizem no filme, talvez a gente não tenha explicado suficientemente. Talvez a gente tenha negociado um silêncio muito perigoso, que elas reconhecem também no filme. Eu vi um artigo sobre o filme que dizia « A torre de silêncio caiu ». É isso, precisamos quebrar a torre do silêncio. Essas mortes e desaparecimentos não podem ter sido em vão. O trabalho da Comissão da Verdade, ridicularizado pelo novo governo, não pode ter sido em vão. É um trabalho de extrema importância onde não somente as histórias dos presos políticos mais conhecidos foram resgatadas mas também as dos indígenas, dos camponeses. O grande silêncio da sociedade é ainda uma verdade hoje. Infelizmente esse filme está cada vez mais atual e a minha tristeza se aprofunda porque a gente está vivendo a mesma situação, passando pano para essa gente.

Carta Maior: Por que as novas gerações que não viveram a ditadura são tão desinformadas dessa história recente? Um jovem cineasta brasileiro, relativamene bem informado, se espantava no ano passado, aqui em Paris, ao saber da história de frei Tito e outros dominicanos torturados pela ditadura. O que não fizemos para que essas novas gerações sejam tão desinformadas?

Susanna Lira: É lamentável. Eu estudei em colégio público a vida inteira e na minha geração de nascidos na década de 1970, a gente não estudava a ditadura militar. Fui sabendo aos poucos do meu pai, sabia que ele morava num « aparelho », mas não sabia o que queria dizer e minha mãe também não porque ela era evangélica, conheceu aquele cara por acaso. Então, toda a nomenclatura da época da ditadura eu não entendia. Quando eu estava já no segundo grau um professor resolveu falar da ditadura militar e eu descobri nessa aula parte da minha história. Ele começou a falar de palavras e ações que faziam sentido para mim pois ouvi aquilo desde criança. O ensino privado é ainda pior, os que nos educaram nos negaram essas informações. Depois da anistia, as pessoas queriam esquecer, como se fosse possível. Elas fazem essa autocrítica hoje : « a gente não falou para nossos filhos ». Não é só o cineasta que não sabe, são os filhos que não sabem. Os ex-presos e ex-torturados também estavam devastados, uma situação de absurda violência. As pessoas tinham perdido filhos, pais, irmãos. Não sei se compreendo, tento compreender o silêncio, porque não se falou.

Carta Maior: Na sessão de encerramento do festival de documentários brasileiros de Paris, « Brésil em mouvements », você falou de retaliações do novo governo a seu filme « A torre das donzelas ». Quais foram?

Susanna Lira: O filme estrou no festival de Brasilia, ainda no governo anterior e ganhamos um prêmio, o que deu uma visibilidade grande a «Torre das donzelas». Depois, no segundo turno das eleições, no ano passado, a gente estava na Mostra de São Paulo, onde ele teve o prêmio de melhor filme pelo Júri Popular. As sessões foram lotadas, o filme foi ovacionado e começou a chamar a atenção nos jornais. Esse prêmio da mostra de São Paulo era em dinheiro para a distribuição do filme : 100 mil reais, com os quais contávamos para uma campanha de divulgação no Brasil.

Carta Maior: Quem financiava esse valor?

Susanna Lira: A Petrobras. E esse atual governo disse que não o pagaria, alegando cortes no orçamento. Ora, era um prêmio cujo valor tinha sido contingenciado por edital em outubro do ano passado, no governo Temer. Não faria sentido ir para a mostra de São Paulo, anunciar uma premiação se não tivesse o dinheiro contingenciado. As empresas públicas trabalham com a maior lisura e integridade quando fazem isso. Depois chegamos ao caso dos Correios, que pediu que devolvêssemos o dinheiro do Edital, que tínhamos ganho em 2015. Já tínhamos recebido e gasto a verba com o financiamento do filme e eles pediram que devolvêssemos a verba alegando que o filme estava sendo lançado num prazo em que sua comunicação não condizia mais com o teor da comunicação dos Correios. Tivemos que devolver o dinheiro este ano e esperamos rever isso na Justiça. Além de não receber o prêmio de 100 mil reais, o filme teve que pagar 206 mil reais de volta aos Correios, que fizeram alegações absurdas.

Carta Maior: Isso deve ser divulgado, não?

Susanna Lira: Sim, mas não o fizemos porque queremos manter o filme em exibição e ele está indo muito bem, o público reage bem, lota as salas. Por motivos óbvios, eu prometi aos meus advogados que só liberaria essa informação depois que o filme saísse de cartaz. Ele vai para o GNT e para o Canal Brasil. Temos uma boa acolhida do público e dos parceiros do filme, mas a verba de divulgação ficou reduzida. Temos trabalhado com as redes sociais pessoais, fomos extremamente atacados pelos robôs, xingando a Dilma Rousseff com frases como « Você não deveria ter sido presa, mas morta ». A gente tem uma página do filme «torrredasdonzelas.com.br» na qual eu coloquei na íntegra o depoimento dessas mulheres para que o público tivesse acesso, é um compromisso social meu. Temos primeiramente uma quebra de silêncio de quase 50 anos e como documentarista achei que não era justo eu não divulgar esses depoimentos, depois de tantos anos de pesquisa. Essa página foi derrubada duas vezes e recuperá-la representa um custo para a produtora. Mas temos um compromisso histórico com aquelas mulheres.


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Carta Maior: É uma espécie de guerra em que cada dia tem uma batalha diferente, não?

Susanna Lira:
Sim, é isso.

Carta Maior: Como nasceu a idéia do filme?

Susanna Lira: Tenho uma filmografia voltada para a questão de gênero. Meu primeiro filme foi « Positiva », sobre mulheres com HIV, depois fiz « Damas do samba », depois « Mataram nossos filhos », sobre mulheres que perdem os filhos pela violência de Estado, depois fiz « Porque temos esperança », sobre as mães solteiras. E tenho uma questão familiar que é a ausência paterna por conta da ditadura militar. Sempre quis tratar deste tema e entender minha própria história. Meu pai era equatoriano, tinha 19 anos quando foi para o Brasil, num grupo de luta contra a ditadura militar, isso é uma história para um outro filme. « Torre das donzelas » surge de um interesse pessoal de entender a cabeça de jovens que abriam mão realmente de suas vidas e como eu tenho um trabalho voltado para a questão de gênero, pensei em ouvir as mulheres. Aquelas mulheres eram muito comprometidas com a causa da resistência mas como vivemos numa sociedade machista e patriarcal elas nunca foram protagonistas. Temos as histórias dos homens, cujos nomes conhecemos muito bem.

Carta Maior: Era um resgate…

Susanna Lira: Sim, mas me disse que não podia falar da resistência feminina tão genérica. Então cheguei a uma pesquisa na torre das donzelas. Cinema é recorte. E o que me chamou muita atenção foi como aquelas mulheres da torre das donzelas se tornaram tão fortes e importantes para a história do Brasil e para a política brasileira. Não somente a Dilma Rousseff mas todas elas no momento do nosso contato estavam em fronts importantes de militância e de resistência. Lembro de dizer brincando : « Alguma água elas beberam naquele lugar que as tornou diferentes. »

Carta Maior: Como você viu as alusões do capitão-presidente ao pai do presidente da OAB, o desaparecido político Fernando Santa Cruz, que não vivia na clandestinidade, trabalhava, e cuja mãe morreu este ano, com mais de 100 anos, sem nunca ter encontrado o corpo do filho para enterrar?

Susanna Lira: A família do Fernando Santa Cruz foi ver « Torre das donzelas ». Penso que você pode ter idéias econômicas e políticas diferentes, querer a alternância de poder. Mas não entendo porque nós estamos nesse estado de barbárie, com essa pessoa afrontando a história dessa maneira. Isso não é admissível, nenhum país do mundo toleraria isso. Há uma falta de respeito às vítimas da ditadura militar, e eu me coloco nesse lugar também, de uma forma muito mais amena, eu não perdi a pessoa, eu me perdi dessa pessoa, é diferente. Essas declarações deveriam ter sido denunciadas à justiça internacional de maneira contundente.

Carta Maior: O que ele faz é apologia de crimes contra a humanidade…

Susanna Lira: Sim, o Brasil assinou acordos que não cumpre. Isso deveria ser julgado por instâncias internacionais. O regime assassinou dezenas, centenas, milhares de pessoas no Brasil.

Carta Maior: É uma forma de revisionismo histórico porque ele e seus partidários tentam reescrever a história…

 Susanna Lira: Ele tenta reescrever fabulando. É imporante dizer que a história do Fernando Santa Cruz e as que a gente conta no filme são todas documentadas, houve processos. Essas pessoas não criam historietas, são histórias embasadas em dados. A Comissão da Anistia é uma comissão de advogados que avaliam as histórias contadas. E o mundo reconhece isso. É um absurdo querer negar a história. Isso me preocupa muito no Brasil hoje, estão relativizando e sendo complacentes com essa figura cujo nome prefiro nem citar. Ele ainda tem 30% de apoio popular. Que tipo de povo é esse?

Carta Maior: Você tem medo de tomar posição?

Susanna Lira: Muito pelo contrário. Tenho mais vontade de fazer porque é tão bárbaro o que a gente está vivendo. Tenho esperança de que a gente acorde desse pesadelo o mais rápido possível. Um país de direita, com uma política neoliberal engloba questões humanas claro, mas se admite. O que não pode haver é apologia de crimes contra a humanidade.

Carta Maior: Foi difícil reunir as ex-presas políticas que contam a história da « Torre das donzelas », como era chamada a parte do presídio Tiradentes onde elas ficaram presas?

Susanna Lira: O processo todo do filme durou sete anos, dos quais três fiquei pesquisando, lendo sobre essas mulheres, antes de chegar nelas. Quando cheguei a elas tive de convencê-las de falar, superar o silêncio de que falei. Fui muito questionada porque me achavam muito nova e sem a vivência da ditadura. Foi muito duro. Elas viraram minhas mães, irmãs agora, mas foi um processo bem complicado. Por elas mesmas. Falar num filme coisas que você não falou para um filho, para o marido, para seus pais é muito duro. Mas acho que o dever e a sensação de fragilidade da democracia brasileira estavam muito presentes.

Carta Maior: A gestação do filme durou quantos anos?

Susanna Lira: Começamos a fazer em 2013 e elas já me diziam que as manifestações iriam ser apropriadas e distorcidas. E concluímos as filmagens em 2016. Montei em 2017, 2018.

 Carta Maior: Você contou que seu pai é um desaparecido da ditadura. Como ele desapareceu? Ele pertencia a uma organização de luta armada?

Susanna Lira: A história do meu pai vai ser contada num próximo filme que se chamará « Nada sobre meu pai ». E o nome não é à toa porque sei muito pouca coisa sobre meu pai. Sei que minha mãe o conheceu no centro do Rio, ele era equatoriano, falava espanhol e minha mãe não entendia nada de espanhol. Eles se relacionaram por dois meses e ela frequentava o aparelho, como ela dizia. Ele chamava assim a casa dele e de outros jovens equatorianos que faziam ações políticas. Ela não sabia do que se tratava. Provavelmente, ele deu a ela um nome que não era o verdadeiro porque ele era clandestino. Minha mãe era evangélica, trabalhava num escritório de direito como secretária e era completamente alheia à políica.

Trailer de "Torre das Donzelas", de  Susanna Lira

 Carta Maior: Em que ano ela viveu essa história?

Susanna Lira: Nasci em 1971, no governo Médici. Quando ela contou para ele que estava grávida, ele disse que ia lhe contar sua situação no Brasil : ele era procurado pelo Dops, entre outras coisas. Ela sempre me contou essa história. Mas ele disse que tinha uma organização que iria ajudá-la. Resolveram que ela iria abortar. Ele conseguiu o dinheiro com a organização dele. Ela me contava que « os amigos dele eram muito legais, conseguiam o dinheiro para resolver os problemas ». Ela conta que ele foi muito digno, disse que poderia ir com ela. Ele tinha 19 anos e ela 25, mas era muito maduro. Ela disse que iria sozinha mas ao sair do aparelho que ficava no prédio « Balança mas não cai », em frente à Central do Brasil, resolveu comprar uma mala preta, encher de enxoval de bebê e guardar em baixo da cama. Não contou para ninguém nem voltou mais no aparelho porque não podia dizer para ele que não tinha feito o aborto. Ela não podia dizer para ninguém que estava grávida pois a família era evangélica fundamentalista. Com seis meses eles descobriram e foi um escândalo, ela foi expulsa de casa etc. Quando eu tinha 15 dias ela resolveu me levar lá no prédio dele. O porteiro, que sabia que ela frequentava o lugar, contou que a polícia invadira o local mas os jovens tinham fugido às pressas um pouco antes, deixando tudo. Então, ela pensou que ele era um bandido procurado pela polícia e resolveu não procurá-lo mais para que ele não quisesse voltar para roubar a criança. É tudo o que sei sobre meu pai, não tenho foto dele, não sei o nome, tenho essa história. E com essa história vou ao Equador e vou contar num programa de televisão muito popular, mostrar a foto da minha mãe da época e dizer : « Essa é uma mulher que conheceu um equatoriano que dizia se chamar fulano e tinha 19 anos em 1971. » Mesmo que eu não o encontre, será um exercício de busca, essa história é da ditadura, de ausência, de amores separados, de situação inevitável. Achando ou não a pessoa, estou fazendo um exercício do que é viver com uma ausência, falando sobre um regime que separava as pessoas.

Carta Maior: Você pode falar de seu outro filme em gestação?

Susanna Lira: Ele vai se chamar « A mãe de todas as lutas », de uma frase que diz « A mãe de todas as lutas é a luta pela terra ». Acho isso muito lindo. Tem a coisa da maternidade, de feminino. No Brasil, na luta pela terra muitos foram mortos. E as mulheres estão assumindo um protagonismo muito grande nessa luta. A gente teve pela primeira vez na história uma marcha indígena em Brasília contra as políticas do Bolsonaro em relação a territórios indígenas. O filme fala sobre protagonistas mulheres que lutam por esses territórios. Isso tem a ver com o território da terra mas também com o território do corpo feminino, um corpo violado. As pessoas pensam que podem dizer que você é gorda, que é velha, que não está no padrão. O corpo feminino é julgado, violado, rediscutido por homens e as mulheres não participam dessa discussão. Temos muitas dessas mulheres que estão no front, muitas delas estão na lista da Comissão Pastoral da Terra de pessoas ameaçadas de morte e queremos trazer esse tema para uma audiência global, internacional. Não quero fazer para uma audiência brasileira porque hoje esse filme não faz eco no Brasil, infelizmente. Quero fazer também uma ligação com o padrão de consumo do mundo. Por que essa terrra é tão violada? Por que a gente decide como consumidor ter uma mesa de madeira maravilhosa sem saber o que isso implica na vida daquelas pessoas? As fontes de água da Amazônia estão praticamente todas vendidas para a Coca-Cola. E agora com esse novo governo vê-se o problema aumentar. Existe uma preocupação internacional com a Amazônia, mas até que ponto ela te faz refletir sobre o que você faz, come ou consome? Acho que se eu não fizer essa ligação não tem engajamento. O mundo inteiro é responsável, o problema é também internacional.

Leneide Duarte-Plon é co-autora, com Clarisse Meireles, do livro « Um homem torturado-Nos passos de frei Tito de Alencar » (Ed. Civilização Brasileira, 2014) e autora de « A tortura como arma de guerrra, da Argélia ao Brasil-Como os militares franceses exportaram os esquadrões da morte e o terrorismo de Estado » (Ed. Civilização Brasileira, 2016)



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