Clipping Internacional

Clipping Internacional - 11/11/2020

Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos

11/11/2020 09:12

Interrupção dos testes, por decisão de agência de saúde estatal, decorreu após morte de um voluntário. Guerra política com governador de São Paulo explica os festejos do Palácio do Planalto (EPA/Joedson Alves)

Créditos da foto: Interrupção dos testes, por decisão de agência de saúde estatal, decorreu após morte de um voluntário. Guerra política com governador de São Paulo explica os festejos do Palácio do Planalto (EPA/Joedson Alves)

 
1 - NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

BOLSONARO. Eleições nos EUA: no Brasil, Jair Bolsonaro perde Donald Trump, seu "amigo imaginário". O presidente de extrema direita esperava a vitória de seu modelo e está prestes a enfrentar Joe Biden, especialmente sobre o destino da Amazônia. Ele é um dos grandes perdedores na última eleição presidencial dos EUA. Sinal do clima sombrio do poder em Brasília, Bolsonaro é um dos poucos líderes do planeta que ainda não parabenizou o democrata Joe Biden pela vitória. (Le Monde, França; RFI, França) | bit.ly/36FnmUb | bit.ly/2Ihwc2g

VACINA CHINESA. Críticos vêm política na suspensão dos testes da vacina chinesa no Brasil. O governo ofereceu poucas explicações sobre porque interrompeu os testes de uma vacina promissora para o coronavírus. O instituto envolvido no estudo disse que a morte de um participante não estava relacionada à vacina. O Instituto Butantã, o instituto brasileiro que auxilia no estudo CoronaVac, considerou a suspensão injustificada, argumentando que ela havia sido desencadeada pela morte de um participante do estudo, mas que a morte não estava relacionada à vacina. E o presidente comemora a suspensão do ensaio da vacina chinesa como um triunfo contra seu adversário, o governador João Dória. Ciro Gomes pede cadeia para Bolsonaro. (The New York Times, EUA; El País, Espanha; Página 12, Argentina; Diário de Notícias, Portugal; La Vanguardia, Espanha; The Wall Street Journal, EUA; El Diário, Espanha; ABC, Espanha; Financial Times, Inglaterra; Le Figaro, França; La Repubblica, Itália; La Stampa, Itália; Deutsche Welle english, Alemanha; Global Times, China; South China Morning Post, China; El Clarin, Argentina; Libération, França; El Mercurio, Chile) | nyti.ms/3pgcvZ3 | bit.ly/38xZpAs | bit.ly/3ncoyov | bit.ly/32yJsq4 | bit.ly/3kji855 | bit.ly/35iOCIo | bit.ly/3llefy3 | on.wsj.com/32v94E8 | bit.ly/36pL9qT | bit.ly/3neTvIQ | on.ft.com/35iVnds | bit.ly/36oIPjT | bit.ly/36oIPAp | bit.ly/2UcCeTV | bit.ly/38wC4PG | bit.ly/2JNiMev | bit.ly/2Iibbo9 | bit.ly/3pjwgza | bit.ly/2UkFfl2 | bit.ly/2GQE2z3 | bit.ly/3eL9Di8

BOLSONARO/MARICAS. O presidente de extrema direita insistiu que as pessoas parassem de falar sobre o coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro protagonizou um novo escândalo nesta terça-feira ao afirmar que o Brasil "tem que deixar de ser um país de maricas", em relação ao cuidado assumido pela população em se proteger do coronavírus. Além disso, o presidente atacou aqueles que lhe pedem para governar "sem ódio" e comparou sua perda de popularidade à derrota eleitoral do ex-presidente Mauricio Macri. (Página 12, Argentina; Diário de Notícias, Portugal; La Vanguardia, Espanha; El Diario, Espanha; El Periódico, Espanha; Le Soir, Bélgica; Jornal de Notícias, Portugal; El Clarin, Argentina; Euronews, Portugal ) | bit.ly/3pkmht5 | bit.ly/2Iu1KSi | bit.ly/2Ir1V0P | bit.ly/2Iq5l3X | bit.ly/2IhwdmQ | bit.ly/3piVCwT | bit.ly/2UfFle3 | bit.ly/32zhcnj | bit.ly/2JYLSYA | bit.ly/32xXtEp

BOLSONARO/PÓLVORA. Bolsonaro eleva tom do alerta de Biden sobre a Amazônia. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, reagiu nesta terça-feira, de forma velada, ao alerta do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre a destruição da Amazônia e afirmou que "quando acaba a saliva, é preciso ter pólvora". “Recentemente, vimos um grande candidato a chefe de estado dizendo que se eu não apagar o fogo na Amazônia, ele levantará barreiras comerciais contra o Brasil. Como vamos lidar com tudo isso?”, Perguntou sem citar diretamente a Biden. (La Vanguardia, Espanha; Sputnik News, Rússia; La Diaria, Uruguai; El Diário, Espanha; El Periódico, Espanha; La Jornada, México) | bit.ly/32ADUeG | bit.ly/35idjVk | bit.ly/2Ihwh64 | bit.ly/2IhwhD6 | bit.ly/36oIWMl | bit.ly/2JYLSYA | bit.ly/2UcCeTV | bit.ly/38wC4PG | bit.ly/2JNiMev | bit.ly/2Iibbo9

BOLSONARO/TRUMP. Os EUA foi libertado de seus demônios com a derrota de Trump. Agora será a vez do Brasil? As pessoas são conhecidas por gestos, e Bolsonaro, com sua falta de educação e diplomacia, retratou-se a si mesmo. (El País, Espanha) | bit.ly/32zqpM8

CARNAVAL. Brasil enfrenta seu primeiro ano em mais de um século sem carnaval de verão. Rio de Janeiro e outras cidades suspenderam a festa de fevereiro e cogitam celebrá-la em julho se houver vacina, (El País, Espanha) | bit.ly/3ncJf3v

ELEIÇÕES MUNICIPAIS. Selva de três dezenas de partidos e questões locais que se sobrepõem às nacionais geram alianças contra natura entre arquirrivais políticos. Segundo um levantamento, entre os partidos com mais de 2000 candidatos às mais de 5000 prefeituras do Brasil há praticamente todas as combinações de alianças possíveis - as exceções são o partido Novo, que tem como política evitar coligações, e uniões entre o PSOL, um dos partidos mais à esquerda do país, com ideário semelhante ao Bloco de Esquerda, e o PSL, força pela qual Jair Bolsonaro se elegeu presidente em 2018. (Diário de Notícias, Portugal) | bit.ly/3nbGDDa

BOLSONARO/ELEIÇÕES. O presidente Jair Bolsonaro, líder da extrema direita do Brasil, não está em nenhuma votação em novembro, mas é a figura central nas eleições municipais que muitos esperam que seja um referendo no primeiro semestre de seu mandato de quatro anos. Seu desdém pelas restrições relacionadas à pandemia ajudou a tornar o país um dos piores pontos de acesso Covid-19 do mundo. No entanto, o fato de que mais empresas permaneceram abertas ajudou a diminuir o golpe econômico do vírus, e um programa robusto de doações em dinheiro para trabalhadores informais aumentou sua popularidade enquanto enfraquecia os partidos de oposição de esquerda. (The Washington Post, EUA) | wapo.st/36Fnnrd

PRIVATIZAÇÕES. O ministro da Economia admite frustração com o freio às privatizações no Brasil. O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu na terça-feira sua "frustração" por não ter conseguido privatizar até agora nenhum dos grandes ativos estatais prometidos pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, incluindo a estatal Eletrobrás. (El Diário, Espanha) | bit.ly/35kqcOR

COVID-19. O Brasil atingiu 162.829 mortes por coronavírus nesta terça-feira, em meio a um "apagão" de dados devido ao fato de um vírus cibernético infectar os sistemas do Ministério da Saúde na semana passada e estar impossibilitando a atualização completa dos números há dias. De acordo com o boletim divulgado nesta terça-feira, sem dados atualizados de cinco dos 27 estados brasileiros, o Brasil somou 201 novos óbitos e 25.012 novas infecções por Covid-19 nas últimas 24 horas. O gigante sul-americano tem um total de 162.829 mortes e 5.700.044 casos confirmados da doença. (El Periódico, Espanha) | bit.ly/3plKdMG

2 - NOTÍCIAS DO MUNDO

PERU. Novo presidente do Peru é acusado de golpe após destituição do predecessor. Depois de uma noite de furiosos protestos e confrontos com a polícia, centenas de manifestantes se reuniram novamente na manhã de terça-feira no centro de Lima para protestar contra o juramento de Manuel Merino, amplamente visto como uma figura-chave na orquestração do impeachment de Vizcarra. A remoção do popular presidente Martín Vizcarra ocorre em um momento em que o Peru se recupera de um dos piores surtos de coronavírus do mundo, que deixou sua economia em recessão e causou desemprego em massa. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/38wxy3D

PERU. Presidente peruano destituído por um 'golpe' de impeachment. O pouco conhecido chefe do congresso do Peru assumiu o comando da nação sul-americana em meio a um clamor público contra o impeachment surpreendente do popular e agora ex-presidente do país, Martin Vizcarra. A destituição de Vizcarra na noite de segunda-feira, horário de Lima, e a posse do agora presidente interino Manuel Merino representaram um retorno do caos político que há muito assola o país, onde quase todos os presidentes desde 1990 renunciaram, foram indiciados ou presos - e em um caso, suicidou-se - em meio a nuvens de corrupção. (The Sydney Morning Herald, EUA) | bit.ly/36qJL7l

BOLÍVIA. Com Luis Arce na presidência da Bolívia, o país retomou relações com Nicolás Maduro. O governo da então presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, rompeu relações com o governo de Nicolás Maduro e reconheceu o de Juan Guaidó. Porém, com a chegada de Arce ao poder, o país retomou as relações com o regime de Maduro. (El Espectador, Colômbia) | bit.ly/32yKVwl

CHILE. Chile: um golpe, dois plesbicitos. O recente referendo que decide mudar a Constituição denota uma vontade de transformar um modelo de sociedade não só porque não agrada aos chilenos, mas porque não funciona. (El País, Espanha) | bit.ly/36uavUJ

AUSTRÁLIA. 45 anos após um golpe esquecido. Ele é o único na história do país oceânico a ser deposto por uma conspiração. Em 1975, o Partido Trabalhista Gough Witlam foi deposto. O político trabalhista Gough Witlam tomou decisões ousadas pelo país da Comunidade Britânica e acabou derrubado há 45 anos. Se se fala com insistência dos golpes institucionais da atualidade - especialmente os que a América Latina vem sofrendo - aquele que matou o ex-líder da centro-esquerda australiana é uma raridade para o país onde ocorreu, embora com o ingrediente especial que o a realeza estava envolvida. O político incomodou Nixon e a Rainha da Inglaterra: o trabalho sujo era feito pela CIA e pelo MS16, conforme evidenciado por cartas desclassificadas. Um dos fatores, a ameaça de fechamento da base da Pine Gap. (Página 12, Austrália) | bit.ly/3ncoFQX

EUA. Um plano da direita radical para que Trump contrataque. Livrar-se de Fauci e do diretor do FBI, sujar candidatos, vingar-se da Pfizer. A extrema direita americana está agitada, em parte mobilizada na tentativa de provar que os democratas foram uma fraude e em parte preparando uma transição se a enxurrada de litígios não conseguir virar a votação. Eles têm fé, porque sabem que seu líder Donald Trump não tem escrúpulos e estão planejando uma agenda para "lançar bombas" ao longo do caminho. A revista online The Federalist, que está a milímetros da direita lunática e miliciana, representando o mais conservador do partido republicano, acaba de resumir a agenda em Doze Passos. (Página 12, Argentina) | bit.ly/3plKe3c

EUA. O The New York Times chamou funcionários em todos os estados: nenhuma evidência de fraude eleitoral. O presidente e seus aliados afirmaram sem base que a fraude desenfreada do eleitor roubou a vitória dele. Autoridades contatadas pelo jornal disseram que não houve irregularidades que afetaram o resultado. (The New York Times, EUA) | nyti.ms/38yXSu2

VACINA. Os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram que sua vacina previne covid-19 em mais de 90% dos casos. (La Diaria, Uruguai). | bit.ly/36kJRxm

NAGORNO-KARABAKH. Baku e Moscou, os dois grandes vencedores da trégua. Um acordo assinado entre o Azerbaijão e a Armênia põe fim ao conflito, que havia recomeçado desde 27 de setembro. Negociado sob a mediação da Rússia, este compromisso marca a vitória militar de Baku, que recupera o controle sobre parte de Karabakh. Moscou envia 2.000 soldados da paz. (L’Humanité, França) | bit.ly/2Iib8Zv

3 - ARTIGOS/ENTREVISTAS

Jeffrey Sachs, entrevista – EUA (Der Spiegel, Alemanha) | “O sistema político norte-americano é muito corrupto” | bit.ly/2UeDNRk

George Monbiot – EUA (The Guardian, Inglaterra) | “Os EUA tiveram sorte em ter Trump - Biden pode abrir caminho para um autocrata mais competente - Somente se o presidente eleito estiver disposto a lutar muito dinheiro e redistribuir riqueza, ele pode impedir a ascensão de alguém muito pior do que Trump” | bit.ly/3lqogKc

Nesrine Malik – EUA (Teh Guardian, Inglaterra) | “A condição deteriorada da política nos EUA fazem Trump cheirar novo. Para milhões, o presidente cessante parecia um homem disposto a quebrar as regras para lutar contra um sistema quebrado” | bit.ly/38xtrEz

Julian Borger – EUA (The Guardian, Inglaterra) | “Com a demissão do secretário de defesa e novas sanções potenciais ao Irã, Trump levanta temores sobre o impacto de um presidente vingativo” | bit.ly/3ncJfAx

Angelina Figueiredo, entrevista – Brasil (RFI, França) | “Descrença nos políticos e pandemia devem aumentar abstenção nas eleições brasileiras” | bit.ly/3nhQ0kT

Robert Savio – EUA (Other News, Itália) | “Trump se foi, mas o trumpismo permanece” | bit.ly/3eNKeUY

Robert Reich – EUA (Commondreams, EUA) | “Reconheça o que é isto: uma tentativa final de um homem amargo e desesperado de se agarrar ao poder” | bit.ly/36lq7ts

Stephania Taladrid – EUA (The New Yorker, EUA) | “O alcance ineficaz e subfinanciado de Biden aos latinos na Flórida” | bit.ly/32Bm0IN

Sarah Jones – EUA (Sinistra in Rete, Itália) | “A vida de erros eleitorais. As eleições norte-americanas e a ‘classe média’.” | bit.ly/3kmDZbK



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