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Clipping Mundo - 02/04/2021

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02/04/2021 09:56

Coveiros trabalham na exumação de corpos no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo (Amanda Perobelli/Reuters)

Créditos da foto: Coveiros trabalham na exumação de corpos no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo (Amanda Perobelli/Reuters)

 
1. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

CRISE NA SAÚDE/ Coveiros brasileiros se apressam em exumar corpos para abrir espaço para mais vítimas de Covid. A cidade brasileira de São Paulo acelerou os esforços para esvaziar velhas sepulturas para abrir espaço para um número crescente de mortes de Covid, uma vez que a metrópole registrou um recorde de sepultamentos diários esta semana. Como a OMS alertou que a pandemia deixou vários estados brasileiros em “estado crítico”, coveiros trabalharam na quinta-feira para abrir as tumbas de pessoas enterradas anos atrás, ensacando restos decompostos para remoção para outro local. O Brasil agora é responsável por cerca de um quarto das mortes diárias de Covid em todo o mundo, mais do que qualquer outro país. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/2OfaAX4

COVID-19/ Novo recorde de 3780 mortos nas últimas 24 horas no Brasil. Os números desta terça-feira podem ser ainda superiores, uma vez que o Estado de Roraima não atualizou os seus dados devido a problemas técnicos. O Brasil alcançou esta terça-feira uma nova marca histórica na pandemia ao contabilizar 3780 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, num total de 317.646 óbitos. O recorde anterior havia sido registado na última sexta-feira, dia em que o país sul-americano chegou às 3650 vítimas mortais num só dia. Em relação ao número de infetados, a nação sul-americana concentrou 84 494 novos casos entre segunda-feira e terça-feira, elevando o total para 12 658 109 diagnósticos positivos da doença causada pelo novo coronavírus. (Diário de Notícias, Portugal; El Clarin, Argentina; Jornal de Notícias, Portugal; Xihuanet, China; El Mercurio , Chile; La Jornada, México) | bit.ly/3m5b9PQ | bit.ly/3wmE5Yb | bit.ly/3rMUHox | bit.ly/3dx5QEK | bit.ly/3cDNvXo | bit.ly/3mlZPij

MILITARES/ Militares se distanciam de Bolsonaro no pior momento da crise no Brasil. Os chefes das Forças Armadas criticam a saída do ministro da Defesa e concordam com sua saída do governo. As mudanças no gabinete refletem o desastre da pandemia e as crescentes dificuldades para o projeto de reeleição do presidente. Mas esse acontecimento inédito na história brasileira não significa uma ruptura total dos militares com o presidente. Da mesma forma, ninguém falou em mudar os 6.000 homens uniformizados que ocupam cargos de alta para intermediários e baixos no governo. (El Diário, Espanha; diário Correo, Peru) | bit.ly/3sJXK2c | bit.ly/31DGP5k

DIREITA/ Manifesto em defesa da democracia brasileira junta a oposição não “petista”. Texto publicado na imprensa brasileira é assinado pelos seis principais pré-candidatos da direita e do centro-esquerda às eleições de 2022. Estratégia é tratar Lula e Bolsonaro como duas faces da polarização. O aniversário do golpe militar de 1964 uniu seis dos principais dirigentes políticos e possíveis candidatos presidenciais às eleições do próximo ano num manifesto em defesa da democracia. O documento está a ser interpretado como um ensaio para uma hipotética frente alargada unida numa candidatura única para se tentar intrometer na polarização entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva. (Público, Portugal) | bit.ly/3cK2iQD

GOVERNO BOLSONARO/ Bolsonaro escolhe chefe do Exército para aliviar tensões com militares. A nomeação do ex-chefe de saúde do Exército brasileiro como novo comandante do Exército é um esforço do presidente Jair Bolsonaro para sanar uma fenda criada por sua demissão do ministro da Defesa e a subsequente remoção dos principais generais de todos os três ramos militares, disseram analistas. Houve pouca transparência em relação aos eventos desta semana, já que nem o presidente nem o Ministério da Defesa explicaram o que causou a mudança na liderança. Especialistas militares e políticos disseram que os disparos inesperados, que alguns descreveram como uma "bomba”, foram em parte resultado da relutância dos comandantes em servir aos interesses políticos de Bolsonaro. (The Washington Post, EUA; Xihuanet, China) | wapo.st/3drbj01 | bit.ly/3cHtYFF

2. NOTÍCIAS DO MUNDO

ARGENTINA/ Reveladas reuniões antiKirchner de juízes e do ex-presidente Macri. Juízes, promotores, proprietários de meios de comunicação e jornalistas se reuniram na residência presidencial de Olivos, com o então presidente Mauricio Macri, a maioria das quais coincidiu com o surgimento imediato de falsas causas ou medidas ilegais contra a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, seus ex-dirigentes ou empresários perseguidos durante a última gestão, o que permite traçar um perfeito esquema de judicialização da política (‘lawfare’). (La Jornada, México) | bit.ly/31D9wzs

BOLÍVIA/ Governo da Bolívia já arrecadou 23 milhões de dólares com um imposto sobre grandes fortunas. O vice-ministro da Política Tributária ressaltou que a arrecadação servirá para aumentar os gastos com saúde, educação e investimentos públicos. Nesta quinta-feira, o presidente da Bolívia, Luis Arce, informou que até 31 de março foram arrecadados 159,3 milhões de pesos bolivianos (cerca de 22,9 milhões de dólares) com a aplicação do imposto sobre as grandes fortunas e afirmou: “Superamos nossas expectativas”. O presidente acrescentou que foram cadastrados 182 milionários residentes na Bolívia, o que corresponde a 0,001% da população. Na mesma linha, Arce continuou: “Com esta medida, os mais ricos contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos mais necessitados. Reativamos nossa política de redistribuição de renda”. (La Diária, Uruguai) | bit.ly/2PlHJRH

CHILE/As consequências de um discurso triunfante sobre a vacinação em meio à pandemia. O país registrou os piores números da pandemia e teve que voltar às restrições para conter o avanço da Covid-19, apesar de seu elogiado modelo de imunização. Após uma semana com mais de 7.000 infectados diariamente e o retorno à quarentena total para quase 14 milhões de pessoas, o Chile enfrenta as consequências de ter instalado um discurso triunfalista e ter relaxado as medidas de saúde em meio à segunda onda da pandemia. O relaxamento das restrições durante o verão, em meio a críticas da Faculdade de Medicina, que alertava para os riscos da redução seu guarda com medidas sanitárias. (El Espectador, Colômbia) | bit.ly/39EQVHs

CUBA/ Cuba destaca a "soberania técnica" do país na batalha contra a pandemia Covid-19. As vacinas candidatas cultivadas em Cuba chegaram às manchetes em todo o mundo. Menos conhecida é a produção de equipamentos médicos, como ventiladores e tomógrafos, para o tratamento de pacientes com Covid-19, em uma tentativa de alcançar "soberania tecnológica" durante a pandemia. “Nosso país está economizando dinheiro e poderia economizar muitos milhões de dólares graças a todos os resultados de soberania que alcançamos”, disse Eduardo Martínez, chefe da empresa biofarmacêutica estatal BioCubaFarma. A nação insular tem procurado desenvolver essa manufatura em parte em resposta ao embargo comercial de décadas dos Estados Unidos, reforçado pelo ex-presidente Donald Trump, que dificulta a importação de equipamentos médicos. (Global Times, China) | bit.ly/31IOfUQ

PERU/ No Peru, morte do "camarada Raul", número dois do Sendero Luminoso. Gangrenado pelo tráfico de drogas, o último bolsão da guerrilha maoísta peruana ainda tem algumas centenas de membros. Ele era um dos homens mais procurados do Peru. Jorge Quispe Palomino, também conhecido como “Camarada Raul”, foi o número dois do Sendero Luminoso, depois de seu irmão, Victor. Guerrilha maoísta cujos resquícios de atividade permanecem na zona centro-sul do Peru, notadamente na região conhecida por sua sigla, Vraem ("vales dos rios Apurimac, Ene e Mantaro"). (Le Monde, França) | bit.ly/3rLUhyA

AMÉRICA LATINA/ Um em cada três países da América Latina e Caribe está em situação de “vulnerabilidade financeira”. O PNUD/ONU alerta para o risco de que a fragilidade das finanças públicas retarde o desenvolvimento da região.. A hecatombe financeira que foi vislumbrada há apenas um ano, no alvorecer da crise do coronavírus, não foi assim. Mas os riscos econômicos enfrentados pelos países de baixa e média renda, muitos deles na América Latina e no Caribe, permanecem altos. O PNUD alertou que uma em cada três nações da região está em situação de “vulnerabilidade financeira”, segundo um indicador construído com base em níveis de endividamento e critérios de liquidez e solvência. (El País, Espanha) | bit.ly/3cK6RKH

EUA/ Joe Biden quer taxar mais as empresas americanas, para financiar seus principais projetos. O presidente dos Estados Unidos planeja um plano de investimentos de US $ 2,250 bilhões, valor que pretende tirar das empresas americanas, principalmente das que saírem dos EUA. Este plano consiste num misto de gastos e investimentos, com, por outro lado, aumento dos impostos sobre as sociedades. A imprensa hesitou o dia todo para saber em qual aspecto insistir. O ponto político é óbvio. Para colocar a classe média, que "construiu este país" de volta no jogo, as empresas devem pagar sua parte, especialmente aquelas que se mudam. Portanto, encontramos o discurso da classe trabalhadora de Joe Biden e um nacionalismo econômico que Donald Trump não teria negado. (Le Monde, França) | bit.ly/2PxmbBn

EUROPA/Extrema direita: Orbán e Salvini formam aliança. Os dirigentes da Hungria, da Polônia e do chefe da Liga Italiana pretendem unir forças no Parlamento Europeu. A extrema direita está se reorganizando para competir com o Partido Popular Europeu (PPE), o partido conservador que dominou a cena comunitária por duas décadas. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que deixou o PPE em março devido a discrepâncias com sua linha política, realizou uma minicúpula em Budapeste na quinta-feira para iniciar uma ofensiva contra seus ex-correligionários. O objetivo declarado da reunião é lançar uma plataforma política para oferecer uma opção muito mais à direita do PPE e mais em linha com o populismo ao estilo de Donald Trump. (El País, Espanha; L’Humanité, França) | bit.ly/2POwSj0 | bit.ly/3wjzFBj

3. ARTIGOS/ENTREVISTAS

Miguel Nicolelis, entrevista – Brasil (Democracy Now, EUA) | “O Brasil em crise: as mortes no Covid disparam e os hospitais transbordam em meio a uma revolta política sem precedentes” | bit.ly/3fzYWBg

Brett Wilkins – Brasil (Commondreams, EUA) | “'Ameaça à democracia': Bolsonaro do Brasil enfrenta crescentes pedidos de renúncia” | bit.ly/2OeqmS0

Robert Mur, reportagem – Brasil (La Vanguardia, Espanha) | “Bolsonaro modera seu ultradireitismo para combater a irrupção de Lula” | bit.ly/3u9dhZt

Marcelo Cantelmi – Brasil (El Clarín, Argentina) | “Brasil em crise. Por que é o pior momento de Jair Bolsonaro?” | bit.ly/3miS3FR

Felipe Neto, entrevista – Brasil (El Mundo, Espanha) | “Felipe Neto, o jovem ‘youtuber’ que desafia Bolsonaro” | bit.ly/39CCCDs

Kenneth Rogoff – Finança Internacional (Project Syndicate, EUA) | “A frágil hegemonia do dólar” | bit.ly/3cK3vHp

Achal Prabhala e Leena Menghaney – Vacina (The Guardian, Inglaterra) | “Os países mais pobres do mundo estão à mercê da Índia para vacinas. É insustentável - Isso é o que acontece quando um terço da humanidade depende de um fabricante para as vacinas da Covid. Precisamos renunciar às patentes agora” | bit.ly/3dy6ORr

Paul Krugman – EUA (The New York Times, EUA) | “A ‘bidenomics’ é tão americana quanto a torta de maçã - Os grandes gastos com infraestrutura remontam ao Canal Erie.” | nyti.ms/3cJWMgH

Joan Walsh – EUA (The Nation,EUA) | “Tudo o que você precisa saber sobre a nova lei antivoto da Geórgia. É feito sob medida para impedir a expansão do eleitorado que condenou os republicanos em 2020 e 2021.” | bit.ly/3rM4ElY

Michel Leclercq – Brasil (Le Figaro, França) | “Bolsonaro tenta controlar o exército. O presidente brasileiro demitiu os três oficiais mais graduados, contrários ao uso político das Forças Armadas.” | bit.ly/3mfKJen

Cláudio Gonçalves Couto, entrevista - Brasil (Corriere della Sera, Itália) | “A popularidade de Bolsonaro está em queda livre, Lula o desafiará (salvo imprevistos) ” | bit.ly/31GFDOG

Serge Halimi – Economia Internacional (Le Monde Diplomatique, França) | “Viva o risco sistêmico!” | bit.ly/3rLCCac

Susan B. Glasser – EUA (The New Yorker, EUA) | “Biden é realmente o segundo turno de F.D.R. e L.B.J.?” | bit.ly/3md6f3j

Rob Urie – EUA (Counterpunch, EUA) | “A China não é o problema, o neoliberalismo é.” | bit.ly/3rIk9vd



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