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Clipping Mundo - 05/04/2021

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05/04/2021 09:17

Bolsonaro desvaloriza os efeitos da pandemia no Brasil (Joedson Alves/EPA)

Créditos da foto: Bolsonaro desvaloriza os efeitos da pandemia no Brasil (Joedson Alves/EPA)

 
1. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

COLAPSO NA SAÚDE/ Universidade de Washington: Brasil terá quase 100 mil mortes por Covid-19 em abril. Conforme os dados no painel da universidade, que reúne projeções sobre diversas regiões do mundo, o Brasil deve bater novamente o recorde de mortes mensais. Em março, o pior mês até agora, foram 66,8 mil mortes. A projeção do painel da Universidade de Washington aponta que o Brasil alcançará entre 422 mil e 425 mil mortes ao final do mês de abril. No melhor cenário seriam cerca de 99 mil mortes ao longo do mês. O levantamento também se estende aos meses seguintes. Segundo os dados da universidade, no melhor cenário o Brasil deve terminar o mês de junho com cerca de 507 mil mortos por Covid-19. No pior cenário, o país pode chegar a quase 600 mil mortes. (Sputnik News, Rússia; El Clarín, Argentina; Jornal de Notícias, Portugal) | bit.ly/3dEem4U | bit.ly/2PA5c1s | bit.ly/3uqqRbk

BOLSONARISMO/ Brasil abriu igrejas no pior momento da pandemia. O desembargador Nunes Marques do STF, nomeado por Bolsonaro considerou que a atividade religiosa é um "serviço essencial". As celebrações das missas e cultos foram suspensas por uma parte dos governadores e prefeitos do país, no âmbito de uma série de restrições de mobilidade impostas para conter o coronavírus. O país vive a pior fase da pandemia e já ultrapassa 330 mil mortes por coronavírus. A medida do ministro contraria outras decisões do STF, como a que concedeu aos governadores e prefeitos autonomia para decretar ações de isolamento. (Página 12, Argentina; El Diário, Espanha; Jornal de Notícias, Portugal; Diario Correo, Peru; El País, Uruguai; Ultima Hora, Paraguai) | bit.ly/3ukZzmw | bit.ly/2R2IQ93 | bit.ly/31Q69VX | bit.ly/3mlKPRv | bit.ly/3fMHQjN | bit.ly/39GMnjO

BOLSONARO/ Coronavírus no Brasil: o grande disparate do "método" Bolsonaro. As variantes estão se multiplicando, os hospitais estão rangendo, as mortes estão se acumulando. E o presidente, que nomeou um quarto ministro da Saúde em um ano, caminha para o abismo. Enquanto o governo de Jair Bolsonaro é mais uma vez destacado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) dá o alarme. "Muitos países latino-americanos estão indo na direção certa, mas não o Brasil, e o que acontece tem consequências globais", disse Michael Ryan, gerente do programa de gestão de emergências sanitárias. Claramente, o país está se tornando uma ameaça global à saúde, foco de cada vez mais variantes transmissíveis: o “P.1”, detectado em Manaus, o “P.2”, que surgiu no Rio de Janeiro, o “N. 9 ", presente nos estados do Nordeste. (L’Express, França) | bit.ly/3sS8hbD

PROTESTO/ Protesto na embaixada brasileira em Paris denuncia “genocídio” no Brasil. A embaixada do Brasil em Paris foi alvo de um novo protesto contra o governo de Jair Bolsonaro. Brasileiros residentes na França colocaram na fachada do prédio faixas com os dizeres, em francês, “Genocide, de 300 mille morts” e “Dictature plus jamais”. O protesto em forma de instalação artística foi realizado pelos coletivos Alerta França Brasil/MD18 e Ubuntu Audiovisual. Em comunicado, eles declararam que o ato “expressa a indignação dos brasileiros residentes na França, e dos cidadãos ao redor do mundo, frente às mais de 300 mil mortes pela Covid”. (RFI, França) | bit.ly/31OTPFw

BOLSONARO/ Bolsonaro modula seu discurso sobre o coronavírus e enfatiza cada vez mais a necessidade de vacinar, que inicialmente desprezou. O novo ministro da Saúde promove a máscara porque "a ordem é evitar o fechamento total". A pressão da classe econômica e do Congresso fez com que o presidente não fosse mais praga da vacinação. Esses setores deixaram claro que sem imunização em massa será impossível para a economia se recuperar. Não se sabe se Bolsonaro, que passou o coronavírus na primeira onda, será vacinado ou não. No começo ele disse de jeito nenhum. Em vez disso, declarou nesta quinta-feira que seria o último brasileiro a fazê-lo. A vacinação de pessoas de sua idade, 66 anos, já começou em Brasília, onde mora. (El País, Espanha) | bit.ly/3fJI8Yz

BOLSONARO/ Psicanalistas veem cálculo político e gestão do ódio nas atitudes de Bolsonaro. Manipulação de afetos, política do negativo e estratégia da cisão são algumas das expressões que psicanalistas ouvidos pela Folha usam para se referir à estratégia do Presidente Jair Bolsonaro de manter o seu Governo e seus apoiantes em confronto permanente. Mesmo com o país imerso numa crise sanitária que já deixou mais de 320 mil mortos, o Presidente e seu círculo persistem em um embate político contínuo com alvos que vão de governadores a cientistas, além de Judiciário e Congresso. Desde o início da pandemia uma das atitudes mais simbólicas do Presidente foi a maneira desrespeitosa com a qual se referiu aos mortos pela Covid-19. Bolsonaro já disse, sobre os óbitos: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”, “Não sou coveiro” e “Vão ficar chorando até quando?”. (Público, Portugal) | bit.ly/3dt0ydm

BOLSONARISMO/ Guru exclusivo de Bolsonaro é cada vez menos guru. Demissão do ministro das Relações Exteriores e desmoralização de assessor do Planalto que fez gesto racista, ambos seus alunos, esvaziam poder no governo de Olavo de Carvalho, o astrólogo que se gaba de ter tirado a extrema-direita brasileira do armário. (Diário de Notícias, Portugal) | bit.ly/3wsxETo

COVID-19/O Brasil está perto de 13 milhões de casos de Covid no pior momento da pandemia: Mortes chegam a 331 mil. Após as medidas de restrição impostas nas últimas semanas por autoridades de várias cidades do país, a curva epidemiológica registrou ligeira queda, embora os especialistas tenham medo de uma nova recuperação após a Páscoa. O Brasil registrou 31.359 casos de covid-19 neste domingo nas últimas 24 horas, portanto o número total de casos chega a 12.984.956 desde o início da pandemia. (El Mercurio, Chile) | bit.ly/39JaZZi

2. NOTÍCIAS DO MUNDO

EUA/Como o plano de infraestrutura de $ 2 trilhões de Biden busca alcançar justiça racial. Os progressistas saudaram os planos ambiciosos do presidente para reconstruir os Estados Unidos - e alguns querem ações mais ousadas ainda. Republicanos: plano de infraestrutura de Biden é um aumento de impostos partidário. Joe Biden disse que seu plano de US $ 2 trilhões para reconstruir as estradas, pontes, ferrovias e outras infraestruturas "em ruínas" rivalizaria com a corrida espacial em sua ambição e proporcionaria mudanças econômicas e sociais em uma escala tão grande quanto o ‘New Deal’. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/3uhrPX4

EUA/ Republicanos lançam ofensiva para restringir o voto nos EUA. Os conservadores impõem centenas de leis em mais de 40 estados para complicar a participação eleitoral, especialmente para afro-americanos e eleitores urbanos. O presidente Biden descreve a campanha de supressão como uma "atrocidade" enquanto seu partido luta no Congresso para expandir o sufrágio. Desde que Joe Biden venceu a eleição, seus legisladores aprovaram, propuseram ou introduziram mais de 250 leis em 43 estados para dificultar a votação, de acordo com uma contagem do Centro de Justiça Brennan. (El Periódico, Espanha) | bit.ly/3dzqAMi

VACINA/ A vacina na guerra geopolítica entre os países do Leste e a União Europeia. Hungria e Eslováquia quebram o consenso europeu comprando doses russas e chinesas contra Covid-19. . A decisão de comprar vacinas fora do programa de compras da UE fez da Eslováquia, junto com a Hungria, a porta de entrada para vacinas russas e chinesas em território comunitário. Nem o Sputnik russo nem o Sinopharm chinês foram ainda aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos. Isso mostra, mais uma vez, que alguns países do grupo de Visegrad (Eslováquia, Hungria, Polônia e República Tcheca) não têm problemas em sair do roteiro de Bruxelas alegando defender o interesse nacional. A tempestade política eslovaca ameaça se espalhar para a vizinha República Tcheca, também duramente atingida pela pandemia. (El País, Espanha) | bit.ly/3mhDfra

PERU/ Eleições disputadas e imprevisíveis: seis candidatos com possibilidade de ir para o segundo turno. A uma semana das eleições a ser realizada dia 11 de abril, a única certeza é que haverá um segundo turno, que será realizado em junho. Em meio a grave crise devido à pandemia, que atinge o país com força especial nos dias de hoje, e um alto nível de descrédito da classe política devido a denúncias de corrupção envolvendo seis ex-presidentes e outros dirigentes, incluindo quatro candidatos para a presidência, é também a eleição com menor apoio aos principais candidatos e maior fragmentação do voto. (Página 12, Argentina) | bit.ly/3dDSBlE

CHILE/ O Senado do Chile adia as eleições de constituintes e autoridades regionais para meados de maio. O Senado do Chile aprovou de forma geral a proposta do Poder Executivo de adiar para 15 e 16 de maio as eleições de constituintes, prefeitos, governadores e vereadores, marcadas para 10 e 11 de abril, em decorrência do agravamento da pandemia do coronavírus no país. Também sancionou um pacote de ajuda econômica composto por um novo bônus da classe média (um benefício econômico para os trabalhadores economicamente afetados pela crise, que já foi concedido no ano passado), empréstimos bonificados e melhorias na Renda Familiar Emergência, entre outras iniciativas, todas voltadas para mitigar as consequências econômicas e sociais da emergência sanitária, que mantém o país em estrito confinamento. (La Diária, Uruguai) | bit.ly/3dF4hF7

VENEZUELA/ Combate na fronteira com a Colômbia, Venezuela pede "ajuda imediata" da ONU para remoção de minas. A Venezuela pedirá "ajuda imediata" das Nações Unidas para desarmar as minas antipessoal colocadas, segundo Caracas, no sudeste do país por grupos armados colombianos durante os combates que acontecem desde 21 de março. na fronteira com a Colômbia, anunciou o presidente Nicolas Maduro. (La Presse, Canadá) | bit.ly/3rS8biI

CUBA/ Cuba ressalta "soberania técnica" na batalha contra a pandemia Covid-19. As vacinas candidatas cultivadas em Cuba chegaram às manchetes em todo o mundo. Menos conhecida é a produção de equipamentos médicos, como ventiladores e tomógrafos, para o tratamento de pacientes com Covid-19 em uma tentativa de alcançar "soberania tecnológica" durante a pandemia. A nação insular tem procurado desenvolver essa manufatura em parte em resposta ao embargo comercial de décadas dos Estados Unidos, reforçado pelo ex-presidente Donald Trump, que dificulta a importação de equipamentos médicos. “Nosso país está economizando dinheiro e poderia economizar muitos milhões de dólares graças a todos os resultados de soberania que alcançamos”, disse Eduardo Martínez, chefe da empresa biofarmacêutica estatal BioCubaFarma. (Global Times, China) | bit.ly/31IOfUQ

EQUADOR/ Uma semana antes da eleição presidencial no Equador: a disputa acirrada entre Arauz e Lasso. Até recentemente, as pesquisas apontavam o candidato do Correismo como vencedor, mas o candidato conservador teria fugido após o debate de 21 de março, então o cenário é incerto. Uma semana após o segundo turno presidencial no Equador, em 11 de abril, as pesquisas mostram uma disputa acirrada entre o correista Andrés Arauz e o conservador Guillermo Lasso, e uma indecisão persistente. Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela firma Cedatos, colocou a indecisão do eleitorado em 28,8%, percentual que sobe para 32 , 9% entre os menores de 25 anos, pelo menos até terça-feira, data de encerramento do estudo. (El Mercurio, Chile) | bit.ly/3dyFDpn

3. ARTIGOS/ENTREVISTAS

Rafael Vilasanjuan – Brasil (El Periódico, Espanha) | “O ocaso do Brasil. Órfão de seu principal mentor, quando Trump estava na Casa Branca, Bolsonaro quase não tem referências ou aliados restantes, nem na região da América Latina, nem fora.” | bit.ly/3wn6Ns5

Ricardo Romero – Brasil (Tiempo Argentino, Argentina) | “Bolsonaro fica sem seus bispos” | bit.ly/3cQHYgd

Luke Savage – EUA/Desigualdade (Jacobin, EUA) | “A desigualdade norte-americana era maciça antes da pandemia. Ficou muito, muito pior durante isso.” | bit.ly/3t49mNm

Glenn Greenwald – Brasil (The Nation, EUA) | “Por que o Brasil ainda é importante? Com Lula elegível para concorrer contra o Bolsonaro, os brasileiros têm o futuro do mundo em suas mãos.” | bit.ly/3mjcBhw

Débora Diniz – Brasil (El País, Espanha) | “Brasil: o pior país do mundo para mulheres negras grávidas” | bit.ly/3fIRROQ

Financial Times, editorial – Brasil (Financial Times, Inglaterra) | “O presente dos generais para o Brasil. Comandantes de alto escalão deram um impulso à democracia ao permanecerem leais à constituição” | on.ft.com/3cMCOlr

Andres Arauz, entrevista – Equador (Página 12, Argentina) | “Buscam colocar em risco o processo eleitoral” | bit.ly/3unx6wh

Stacey Abrams, entrevista – EUA (El Diário, Espanha) | “A busca de supressão de votos também se dá contra os eleitores latinos” | bit.ly/3wrAWq4

Robert Reich – EUA (The Guardian, Inglaterra) | “Não espere que Biden almeje alvos ambiciosos para seus planos de resgate - ele é simplesmente o Sr. Conserto” | bit.ly/39Ktvk1

Francisco Louçã – Redes Sociais (Esquerda.net, Portugal) | “A ameaça big tech contra a informação livre” | bit.ly/3a0DrX1

Washington Uranga - Papa Francisco (Página 12, Argentina) | “Deus e o dinheiro” | bit.ly/3cRpJaB

Franck Gaudichaud – Chile (Le Monde Diplomatique, França) | “No Chile, a aposta da Constituição. Virada para uns, diversionismo para outros.” | bit.ly/3cNHCaj

Michel Löwy – Capitalismo (Sinistra in Rete, Itália) | “Uma alternativa ao abismo - Com a crise climática e a pandemia, fica mais evidente que a ideia de progresso da civilização capitalista é um caminho para o abismo.” | bit.ly/3ml7tJH



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