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Clipping Mundo - 31/03/2021

Especial Brasil: A crise Bolsonaro/FAs; outras notícias; artigos, entrevistas, reportagens

31/03/2021 11:26

Bolsonaro e o ex-comandante do Exército Edson Pujol, em abril de 2019 (Sérgio Lima/AFP)

Créditos da foto: Bolsonaro e o ex-comandante do Exército Edson Pujol, em abril de 2019 (Sérgio Lima/AFP)

 
1. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

A CRISE BOLSONARO/FORÇAS ARMADAS

Página 12, Argentina
Oposição brasileira denuncia as tentativas do presidente ultradireitista de gerar o caos. Vigília democrática. Jair Bolsonaro alimentou a crise político-militar ao ordenar o afastamento dos chefes das Forças Armadas na véspera de 31 de março, 57º aniversário do golpe que derrubou o presidente João Goulart. O novo ministro da Defesa Braga Netto, considerado um bolsonarista intenso, afirmou que os brasileiros devem "comemorar o movimento de 31 de março de 1964. Existem várias versões sobre o que aconteceu naquela reunião a portas fechadas, nenhuma totalmente confiável, mas a maioria dos relatos concorda que os altos funcionários aliviados rejeitam a "bolsonarização" das corporações, pelo que isso supõe para disciplina interna, entre outras consequências . Essa tensão não significa que a liderança militar seja democrática. O alto comando do Exército, temporariamente afastado do presidente, também reivindica o "movimento" de 1964 que nunca chamam de ditadura. | bit.ly/31z9ybp

Diário de Notícias, Portugal
Bolsonaro gera crise com Forças Armadas em remodelação. A troca de um general moderado por um general alinhado às ideias de Jair Bolsonaro no Ministério na Defesa durante a remodelação ministerial no governo do Brasil de segunda-feira, dia 29 de março, resultou na demissão dos comandantes dos três ramos das Forças Armadas. Analistas e políticos temem que o presidente da República queira exercer mais controle sobre elas, dias depois de afirmar que o exército iria agir contra as políticas de confinamento no combate à pandemia aplicadas por governadores estaduais. (Diário de Notícias, Portugal) | bit.ly/39t9TRk

The Guardian, Inglaterra
Brasil nervoso com a renúncia de três chefes militares após Bolsonaro demitir ministro da Defesa. Terremoto político abala o país que já luta contra um dos piores surtos de coronavírus do mundo. O governo de Jair Bolsonaro, atingido pela crise, foi abalado pela repentina demissão do ministro da Defesa do Brasil e a subsequente renúncia dos chefes de todos os três ramos das Forças Armadas. Nunca antes na história do Brasil os chefes dos três ramos das Forças Armadas renunciaram por desentendimento com um presidente. Diz-se que o General Azevedo e Silva havia deixado o governo depois de deixar claro ao presidente - um ex-capitão do Exército que é conhecido por seus elogios aos autoritários - que as Forças Armadas deviam lealdade a a constituição e não eram a força pessoal de Bolsonaro. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/3cFubJz

The New York Times, EUA
Chefes das Forças Armadas do Brasil renunciam abruptamente em meio a uma mudança de gabinete. A saída repentina dos líderes militares ocorreu um dia depois que o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Defesa e reformulou seu gabinete. A saída dos líderes militares, que se seguiu à substituição inesperada na segunda-feira de cinco outros membros do gabinete, alimentou a especulação galopante na capital sobre um colapso na relação entre o presidente e os militares do país, que desempenhou um papel central na administração Bolsonaro. Em sua carta de demissão, o general Azevedo e Silva disse que buscou “preservar as Forças Armadas como uma instituição do Estado”. A frase parecia transmitir a crença de que Bolsonaro havia procurado politizar as forças armadas. (The New York Times, EUA) | nyti.ms/3wdGFzG

El País, Espanha
Liderança militar brasileira renuncia em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro. É a primeira vez, desde a recuperação da democracia, que a direção civil e militar das Forças Armadas muda simultaneamente. A saída agrava a crise de governo empreendida pelo presidente nesta segunda-feira com a mudança de seis ministros. Os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica do Brasil apresentaram sua renúncia nesta terça-feira e serão substituídos, segundo nota oficial do Ministério da Defesa. Essa saída em bloco da liderança militar ocorre um dia após o presidente, Jair Bolsonaro, abrir uma crise governamental que incluiu a demissão abrupta e surpresa do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo. A renúncia dos chefes militares é atribuída à pressão de Bolsonaro para ficar do seu lado nas lutas políticas agrava uma crise política que coincide com o pior momento da pandemia, quando o país bate recordes de mortes e infecções pelo coronavírus. | bit.ly/3waB4KF

La Diária, Uruguai
Após a saída do Ministro da Defesa, os três comandantes das Forças Armadas brasileiras apresentaram sua renúncia. Os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica serão substituídos em meio à crise política que atravessa o governo Jair Bolsonaro. Azevedo foi deslocado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, por se recusar a ceder às pressões do presidente e alinhar as Forças Armadas com iniciativas autoritárias, segundo a imprensa brasileira. O ministro cessante despediu-se com uma declaração na qual assegurou que durante a sua gestão "preservou" as Forças Armadas como "instituições do Estado". Para a oposição, a situação não tem precedentes e expõe o autoritarismo de Bolsonaro. | bit.ly/3u6iyBd | bit.ly/3fsFO8r

The Washington Post, EUA
Chefes militares do Brasil renunciaram e Bolsonaro busca apoios. Os líderes de todos os três ramos das Forças Armadas do Brasil renunciaram conjuntamente na terça-feira após a substituição do presidente Jair Bolsonaro do ministro da Defesa, causando a apreensão generalizada de uma sacudida militar para servir aos interesses políticos do presidente. analistas expressaram temor de que o presidente, cada vez mais sob pressão, esteja agindo para exercer maior controle sobre os militares. Bolsonaro, um ex-capitão do Exército conservador que sempre elogiou o antigo período da ditadura militar no Brasil, tem contado muito com os atuais e ex-soldados para ocupar cargos importantes no gabinete desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019, “mas os próprios militares até agora se abstiveram da política. Essa resistência vai persistir?” Pergunta o Professor Carlos Melo do Insper. | wapo.st/31AC2So

La Stampa, Itália
A pior crise desde o fim da ditadura com a cúpula militar. Pela primeira vez na história do país, toda a cúpula das Forças Armadas renunciou em protesto contra o presidente que na véspera havia anunciado a "renúncia" do ministro da Defesa. Os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica renunciaram ao Bolsonaro, após o ministro da Defesa. "Sem intenção de golpe", mas o país está prendendo a respiração. "Os militares brasileiros não querem fazer parte da política, muito menos deixar a política entrar no quartel." Em novembro passado, o general Edson Pujol enviou uma mensagem bastante clara ao presidente Jair Bolsonaro. | bit.ly/39x5PQ3

El Periódico, Espanha | bit.ly/2QTgpKS

El Diário, Espanha | bit.ly/3uf6aip | bit.ly/3rMAqQ9

La Repubblica, Itália | bit.ly/3dlvmwD

El Mundo, Espanha | bit.ly/3ftlCTO

The Financial Times, Inglaterra | on.ft.com/3u3J2mK

Euronews, Portugal | bit.ly/2PHhDIs

The Wall Street Journal, EUA | on.wsj.com/39uGBSh

CNN, EUA | cnn.it/3rBzWMA

La Presse, Canadá | bit.ly/39voxYn

El Espectador, Colômbia | bit.ly/3sD3lXS

EL Mercurio, Chile | bit.ly/3wfHgRC

El País, Uruguai | bit.ly/3cAyhm7

La Jornada, México | bit.ly/2Pegt7B

Últimas Notícias, Venezuela | bit.ly/3dBZHHJ

Sydney Morning Herald, Austrália | bit.ly/3rDpnbU

Xihuanet, China | bit.ly/3uaSJQk

South China Morning Post, China | bit.ly/3rEHzBC

Bangkok Post, Tailândia | bit.ly/3uaSBQQ

Taipei Times, Taiwan | bit.ly/3fr2o1f

Daily News, Turquia | bit.ly/3cACAhk

Al Jazeera, Catar | bit.ly/2PdCzqN

OUTRAS NOTÍCIAS DO BRASIL

BOLSONARO/ Oposição denuncia tentativa de "golpe". Aliados de Jair Bolsonaro tentaram na terça-feira, sem sucesso, levar adiante uma proposta na Câmara dos Deputados para ampliar os poderes do presidente, proposta que foi interpretada pela oposição como uma tentativa de "golpe" de outras potências. O deputado do partido no poder, Vítor Hugo Almeida, procurou levar a plenário a iniciativa denominada “Mobilização Nacional”, mecanismo previsto na Constituição para os casos de ameaça estrangeira. O estatuto de “Mobilização Nacional” habilita o presidente a intervir na produção pública e privada, a solicitar e ocupar bens ou serviços e a convocar civis e militares para as ações promovidas pelo Governo. No entanto, a proposta não avançou entre as lideranças partidárias aliadas ao Governo para ser levada ontem ao plenário da Câmara dos Deputados, mas as reações da oposição não esperaram. (Últimas Notícias, Portugal) | bit.ly/3dBZHHJ

PANDEMIA/ ‘O coração das trevas': os vizinhos temem o Brasil pela sua resposta à Covid. Os países latino-americanos lutam para se proteger de um país onde cerca de 60.000 pessoas devem morrer apenas em março. Há muito tempo é considerada uma superpotência de ‘soft power’, a terra abençoada culturalmente pela Bossa Nova, Capoeira e Pelé. Mas a resposta caótica do Brasil ao coronavírus sob o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, colocou o maior país da América Latina em um papel desconhecido e desagradável: o de um pária crivado de Covid, que evita a ciência e politicamente instável, ao qual muitos vizinhos regionais estão agora fechando as portas. (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/2PHHOim

CLÃ BOLSONARO/ Um governo “com dez mãos”: filhos de Bolsonaro têm poder no Brasil. O presidente nunca escondeu que seu projeto é familiar. Investigados pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, seus filhos têm importante influência em suas decisões. O presidente entra no terceiro ano de mandato e o papel desempenhado por quatro de seus filhos, Flávio, Carlos, Eduardo e os vinte e poucos anos Jair Renan, na pauta do Palácio do Planalto, sede da Presidência da República. Os quatro estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público por crimes que vão desde desvio de dinheiro até tráfico de influência. (El País, Espanha) | bit.ly/3u7iYY0

BOLSONARO/ Bolsonaro tenta angariar apoio à medida em que a crise da Covid no Brasil piora. Mudança no ministério e em cargos militares ocorre enquanto o presidente procura aliados antes das eleições de 2022. (Financial Times, Inglaterra) | on.ft.com/3u3J2mK

CRISE NA SAÚDE/ A crise da saúde no Brasil se aprofunda. Registro de óbitos por coronavírus no Brasil: 3.780 óbitos em um único dia. O agravamento da pandemia neste ano, com número recorde de mortes e o sistema de saúde no limite ou colapso direto em alguns estados, coloca todos os países da região em xeque e ameaça o mundo inteiro. O Brasil bateu um novo recorde diário de mortes por coronavírus na terça-feira. Em apenas 24 horas, foram registrados 3.780 óbitos associados à doença, número que surge em meio a medidas mais rígidas de confinamento, isolamento social e encerramento de atividades não essenciais decretadas por governadores e prefeitos. (Página 12, Argentina; Jornal de Notícias, Portugal; Diário de Notícias, Portugal; El Clarín, Argentina; Xihuanet, China; El Mercurio, Chile) | bit.ly/31wUwmA | bit.ly/3ftNlDT | bit.ly/3m5b9PQ | bit.ly/3cFu3K5 | bit.ly/3wgFVJZ | bit.ly/2PLiXu1

GOVERNO BOLSONARO/ Bolsonaro fez reforma ministerial para acomodar aliados, mas resultado é incerto. Com os níveis de fome, de pobreza, de miserabilidade e sem nenhuma ação efetiva, o Brasil é um barril de pólvora. O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, promoveu uma reforma ministerial trocando titulares de seis pastas para acomodar aliados e conter críticas, mas o resultado destas manobras ainda é incerto. "Houve uma acomodação do Centrão dentro do Governo”, avaliou Rodrigo Prando, sociólogo. Estas mudanças não podem ser entendidas simplesmente como um rearranjo de forças normal dentro do Governo já que o Presidente do Brasil, que tem sido muito criticado pela condução da pandemia, por promover constantes atritos com adversários políticos e pela volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cenário eleitoral estaria "reagindo um conjunto de fatores que o pressionam." (Expresso, Portugal; South China Morning Post, China) | bit.ly/3m6D41E | bit.ly/3fuSE6c

GOVERNO BOLSONARO/ Quem é Walter Souza Braga, o novo ministro da Defesa do Brasil? O novo ministro da Defesa brasileiro, Walter Braga Netto, abriu o posto na terça-feira informando que o golpe que em 31 de março de 1964 instituiu a ditadura militar deveria ser celebrado como um movimento que permitiu a pacificação do país. O golpe de 1964, que derrubou o presidente João Goulart, estabeleceu um regime que durou até 1985. Segundo relatório de 2014 da Comissão Nacional da Verdade a ditadura foi responsável por 434 assassinatos e desaparecimentos e por centenas de arbitrários prisões e tortura. Esse balanço não inclui as inúmeras mortes de indígenas e camponeses em decorrência de conflitos por terra. Ao contrário de seus vizinhos, o Brasil nunca julgou agentes estatais acusados de cometer crimes durante as ditaduras das décadas de 70 e 80 na América Latina, invocando a Lei de Anistia de 1979. (El Espectador, Colômbia) | bit.ly/3sDQ0P9

VARIANTE MANAUS/ Segunda onda iminente da pandemia: a perigosa variante de Manaus. A mutação amazônica que já circula na Argentina, denominada “Brasil P.1", é a mais agressiva das últimas variações genômicas detectadas. Ela se espalhou rapidamente pelo Brasil, superando as projeções dos cientistas mais pessimistas, até ultrapassar as fronteiras do país e espalhar para os países vizinhos. O surgimento da variante Manaus nas análises de pessoas infectadas pelo Covid-19 na Argentina soou alarmes sanitários devido à sua periculosidade, que se traduz em maior capacidade de contágio e possibilidade de reinfecção de quem já teve a doença. (Página 12, Argentina) | bit.ly/2O7XdYD

2. ARTIGOS/ENTREVISTAS

Lula, entrevista (Der Spiegel-en, Alemanha) | “É o maior genocídio de nossa história” | bit.ly/3rG29lj

Dario Pignotti (Página 12, Argentina) | “Encurralado, Bolsonaro mudou seis ministros” | bit.ly/3dnU2EJ

Robert Mur, reportagem (La Vanguardia, Espanha) | “Bolsonaro modera seu ultradireitismo para combater a irrupção de Lula” | bit.ly/3u9dhZt

Marcia Carmos (El Clarín, Argentina) | “Em plena crise pelo coronavírus, Bolsonaro brincou com fogo e se queimou” | bit.ly/3fw1mB8

Carla Jiménez (El País, Espanha) | “Uma crise militar que exibe fissuras profundas na cúspide do poder no Brasil” | bit.ly/3dlvmN9

Manoel Carvalho (Público, Portugal) | “O Brasil caminha sobre brasas” | bit.ly/3u9djAz

João Ruela Ribeiro (Público, Portugal) | “Bolsonaro põe o “centrão” no Governo e tenta influenciar os quartéis” | bit.ly/3m9GzEt

Heloísa Traiano e Terrence McCoy (The Washington Post, EUA) | “O Brasil é abalado por turbulências políticas enquanto o panorama da pandemia se ensombrece” | wapo.st/3sEhDHD

Emir Sader (Página 12, Argentina) | “Bolsonaro: sem impeachment, sem golpe” | bit.ly/3rDtVyM

João Roberto Martins Filho, entrevista (RFI, França) | “Bolsonaro é “especialista em criar caos” e está começando a fazer o mesmo nas Forças Armadas” | bit.ly/3sEcrDZ

Afonso Benitez, reportagem (El País, Espanha) | “Bolsonaro tenta conter a sangria dos militares após a renúncia da liderança das Forças Armadas” | bit.ly/2PLj1Kh

La Vanguardia, editorial (La Vanguardia, Espanha) | “A Covid supera Bolsonaro” | bit.ly/3dj6iGQ

Travis Waldon, reportagem (HuffPost, EUA) | “A crise de Covid-19 do Brasil espirais fora de controle: ‘Um laboratório a céu aberto para mutações virais’ “ | bit.ly/39tIOO7

Emir Sader (UYPress, Uruguai) | “Brasil: parlamentarismo realmente existente” | bit.ly/3fr9sLe

Alberto Luiz Girondo (Tiempo Argentino, Argentina) | “Bolsonaro, entre o estagiário militar e a tentativa de autogolpe de deter Lula” | bit.ly/3sImhVo

Brian Winter (La Nación, Argentina; Americas Quaterly) | “Como Trump, um Bolsonaro inseguro prepara seu próprio dia 6 de janeiro” | bit.ly/3wpDRjc | bit.ly/3fvV58q



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