Harry Shibata, legista da ditadura militar, sofre “esculacho popular” em SP

10/04/2012 00:00

Fábio Nassif



São Paulo - A união de jovens que iniciaram a militância a pouco tempo e velhos que combateram a ditadura militar no Brasil está gerando uma energia nova na luta por memória, verdade e justiça. A última ação neste sentido teve como alvo o ex-diretor do Instituto Médico Legal (IML), Harry Shibata, que hoje vive numa grande casa na rua rua Zapara, 81, no bairro de Pinheiros.

Enquanto os militares torturavam, matavam e desapareciam com corpos de militantes, Shibata assinava laudos falsos afirmando que eles haviam cometido suicídio ou sofrido algum acidente. Ele é autor do conhecido laudo de Vladimir Herzog, mas também de Sonia Maria de Moraes, estuprada e torturada brutalmente e de muitos outros.

Considerado como uma peça importante na “engenharia da amnésia” montada pelo estado brasileiro naquele período, Shibata é um falsificador da história do país, segundo as denúncias dos manifestantes. O médico ensinava técnicas de tortura que não deixassem marcas, usadas até hoje por órgãos de repressão. A Frente de Esculacho Popular, lançada na ocasião, colou mais de 800 cartazes nos postes da região e caminhou até a residência de Shibata no último 7 de abril, dia do médico legista. Veja no vídeo acima como foi.

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