O caso Julian Assange: Uma história de crimes, horror e perseguição

 

17/09/2020 17:58

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Créditos da foto: (Picture Alliance/DPA)

 
Carta Maior reafirma todos os dias o seu compromisso de lutar pelas melhores causas. Aquelas que buscam resgatar a humanidade e os valores humanos do atraso reacionário que hoje, mais uma vez, corporifica-se em novas correntes de fascismo, nos movimentos de extrema direita que açambarcam governos em todos os quadrantes do mundo. Esta é a razão que inspirou e inspira a série de artigos e matérias diversas que organizamos e trazemos diante do leitor com a história de Julian Assange como foi até agora e da perseguição que lhe movem o governo dos Estados Unidos e outros governos que lhe são caudatários. Como são os casos da Grã Bretanha e de outros países comprometidos com o processo estadunidense de dominação e exploração das riquezas e dos povos. Reunindo todos os textos que publicou nos últimos anos, Carta Maior traz a cobertura jornalística da saga de Assange desde que começou a sofrer violento ataque através de um processo de lawfare que tem sido até agora bem sucedido.

O cineasta e jornalista John Pilger, colaborador do WikiLeaks, denuncia o silêncio de muitos que se consideram de esquerda quanto à prisão arbitrária de Julian Assange na Inglaterra, depois de passar sete anos asilado na embaixada do Equador. Assegura que todas as falsas acusações caíram por terra e foi provado que todas as falsificações foram trabalho de inimigos políticos. Julian haverá de levantar-se vingado como um dos que revelaram um sistema que ameaça a humanidade.

O WikiLeaks de Assange foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2011 mas despertou o ódio dos governos, principalmente o dos EUA, a partir de de 2010, quando publicou documentos confidenciais americanos. Mostrou também um vídeo que documenta um ataque de helicóptero dos EUA que mata 12 pessoas, entre elas dois jornalistas da agência Reuters de notícias. Publicou também o manual de instruções da prisão estadunidense de Guantânamo para interrogatório de prisioneiros, que recomenda e avaliza a prática de torturas.

A principal fonte de Assange, que lhe passou as informações e as provas, num total de 750 mil documentos, também foi condenada a uma pena de 35 anos de prisão, comutados para sete anos pelo presidente Barack Obama. Trata-se do soldado transexual Bradley Manning, que hoje se chama Chelsea Manning e encontra-se em liberdade. O estado em que se encontrava durante sua prisão na base militar de Quantico foi denunciado pela Amnistia Internacional, que classificou o tratamento que recebia como cruel e desumano. Manning também teria sido submetida a torturas durante toda a sua detenção e não há necessidade de imaginar o que, na condição da sua transexualidade, sofreu enquanto esteve nos cárceres sombrios do Exército. É bom lembrar que um dos primeiros documentos vazados para o WikiLeaks foi o manual de interrogatório nas prisões militares que incluía sem rodeios a aplicação de maus tratos e torturas.

Depois de ganhar a liberdade pela decisão de Obama, Manning tornou a ser presa em 2017 até que não resistiu à pressão que sofreu e acabou por delatar Assange, não antes de tentar suicídio na prisão de Alexandria, na Virgínia. Ao libertar Manning, em 2020, o juiz Anthony J. Trenga disse “a corte considera que não é mais necessária a presença da Sra. Manning diante do Grande Júri, visto que sua detenção deixou de ser útil para os propósitos de coação”.

As matérias estão alinhadas segundo a ordem da sua publicação, numa linha do tempo como se fossem – e são - os capítulos de uma história em que se mesclam a injustiça e a sordidez com que o poder está a ser exercido em muitos países. Assange está sendo massacrado pelas denúncias que fez dos crimes do poder.

A história da prisão e luta de Julian Assange pela liberdade

I
25/12/2010
Assange teme por sua vida se for extraditado para os EUA. Por Esquerda.Net. (clique para ler)

II
16/08/2012
O destino de Assange. O que acontece agora? Por Marcelo Justo. De Londres. (clique para ler)

III
01/03/2013
Entrevista exclusiva de Assange a Carta Maior. Por Marcelo Justo (Parte 1 – clique aqui; parte 2 – clique aqui; parte 3 – clique aqui; parte 4 clique aqui)

IV
04/07/2013
Embaixada do Equador foi alvo de espionagem. Por Marcelo Justo. (clique para ler)

V
14/01/2015
O serviço secreto francês tem muitas perguntas para responder. Por Marcelo Justo. (clique para ler)

VI
05/07/2015
WikiLeaks: NSA espionou assistente pessoal de Dilma e avião presidencial. Por Natália Viana, da Agência Pública. (clique para ler)

VII
28/10/2015
Os arquivos WikiLeaks da América Latina. Por Alexander Main & Dan Beeton - Jacobin - Tradução de Alejandro Garcia para o Diario Liberdade. (clique para ler)

VIII
25/06/2018
O curioso caso do silêncio da esquerda sobre Julian Assange. Por John Pilger e Dennis J Bernstein, Diário Liberdade. (clique para ler)

IX
11/04/2019
O futuro de Julian Assange. Por Santiago O'Donnell. (clique para ler)

X
12/04/2019
Os segredos que soubemos graças ao WikiLeaks. Por RT News. (clique para ler)

XI
12/04/2019
Após prisão de Assange WiKileaks libera todos os documentos que possui. Por Wagner Wakka. (clique para ler)

XII
16/04/2019
O monstro chamado Google e o alerta de Assange. Da Redação. (clique para ler)

XIII
18/04/2019
A intransparente transparência: Assange, Lula e Moro. Por Boaventura de Souza Santos. (clique para ler)

XIV
23/04/2019
A rebelião cibernética que virá. Por Victor M. Toledo. (clique para ler)

XV
30/04/2019
Assange, WikiLeaks e o Estado vigilante. Por Santiago O’Donnell. (clique para ler)

XVI
29/01/2020
Repórteres enfrentam novas ameaças dos governos que cobrem. Por James Risen. (clique para ler)

XVII
23/02/2020
Trump 'perdoaria Assange se ele negasse ligação russa com vazamentos'. Por Julian Borger e Owen Bowcott. (clique para ler)

XVIII
26/02/2020
A conspiração internacional para condenar Julian Assange. Por Celso Japiassu. (clique para ler)

XIX
15/09/2020
Assange e a História Universal da Infâmia. Por Celso Japiassu. (clique para ler)









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