Educação

Sem Marx, sem Che e sem repúdio à ditadura: a educação no Brasil de Bolsonaro

Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação do novo governo, se incomoda com as universidades públicas federais, comandadas pela 'esquerda raivosa' desde a abertura democrática

12/12/2018 12:39

Comissão especial da 'Escola sem partido' (Lula Marques/Fotos Públicas)

Créditos da foto: Comissão especial da 'Escola sem partido' (Lula Marques/Fotos Públicas)

Poucos conceitos do ultradireitista Jair Bolsonaro têm se solidificado tanto quanto a sua opinião a respeito dos "doutrinadores" do sistema educacional brasileiro, os que ensinam, basicamente, que “o capitalismo é o inferno e o socialismo é o paraíso”. A mensagem caiu como uma luva no seu eleitorado, que compartilha do seu entendimento de que “a educação sexual é uma questão de pai e mãe” e de que na sala de aula “não deve existir nenhuma ideologia, e que um professor não pode fazer uso deste público cativo para impor a sua ideologia”.

Se Bolsonaro se incomoda com os “livros que exibem imagens de Che Guevara como um grande líder”, seu ministroda Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, se ofende com o fato de que “as universidades brasileiras, as públicas em especial, comandadas pela esquerda raivosa desde a abertura democrática, tenham feito da memória de 1964 (o ano do golpe de estado) um ato indiscriminado de repúdio aos militares e ao seu legado”.

Vélez Rodríguez, colombiano naturalizado brasileiro, é professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Não é muito conhecido no meio acadêmico: foi o escritor e filósofo Olavo de Carvalho, uma espécie de guru espiritual de Bolsonaro, com chances de ser o futuro embaixador do Brasil nos EUA, quem  o recomendou ao presidente eleito. Depois, foi preciso do aval da bancada evangélica do Congresso para que a nomeação fosse oficializada.

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