Eleições

Divulgada edição do Brasil de Fato apreendida pelo TRE-RJ

Material faz balanço dos programas de governo de Haddad e Bolsonaro, carreiras políticas e patrimônios conquistados, trazendo aspas de eleitores e lideranças políticas

26/10/2018 17:48

 

 
No último sábado (20) policiais e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) invadiram a sede do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), em Macaé (RJ) e apreenderam exemplares da edição especial do jornal Brasil de Fato sobre as eleições.

A ação foi comandada pelo juiz da 109ª Zona Eleitoral, Sandro de Araujo Lontra que qualificou o veículo como portador de "matérias pejorativas contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL)”. Ainda, segundo informações do próprio jornal, fiscais do TRE tentaram pular os portões e ameaçaram atirar no porteiro caso não abrisse. O local estava fechado por ser sábado. (Saiba mais direto no site do Brasil de Fato.)

O advogado do jornal, Patrick Mariano, declarou que nenhum responsável pela publicação foi avisado pela busca e apreensão. "Enquanto outros jornais denunciaram ações de Whatsapp de proporções inimagináveis e você não vê nada sendo feito contra, o TRE persegue a comunicação de caráter popular". Ao longo de toda a semana, o material não foi devolvido, mas seu conteúdo digital está sendo compartilhado, inclusive agora aqui no GGN.

A edição, que deveria ser distribuída gratuitamente no modelo impresso, faz comparação das propostas de governo dos dois candidatos, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), traz aspas de eleitores sobre o que esperam para saúde, educação e trabalho e, ainda, de cinco lideranças religiosas sobre o que pensam desta eleição.

O jornal destaca, ainda, um perfil da vida política dos candidatos e quanto cada um declarou como patrimônio. O militar reformado e deputado Jair Bolsonaro, por exemplo, entrou na política com um carro, uma moto e dois lotes de terreno, avaliados em R$ 10 mil, em valores corrigidos. Vinte anos depois, em 2018, sua família declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1 milhão.

Fernando Haddad, declarou neste ano um patrimônio de R$ 428.451, sendo uma casa no valor de R$ 183 mil e um apartamento de R$ 90 mil, além de 15 mil na conta e algumas ações em empresas que somam R$ 140 mil. Foi ministro da Educação no governo Lula e prefeito da cidade de São Paulo.






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