Arte/Humor

Diário do Bolso, 13 de fevereiro de 2020

 

13/02/2020 08:59

(Reprodução)

Créditos da foto: (Reprodução)

 
Diário, o Guedes fez mais um. E não foi pum (isso ele também faz nas reuniões ministeriais; diz que é muito caviar). O que ele fez foi o que o pessoal chama de “sincericídio”.

“Sincericídio” é quando a gente esquece de disfarçar e fala o que pensa. De vez em quando eu faço isso também. Que nem quando disse que apoio a tortura, ou que nem quando falei que a ditadura devia ter matado mais uns trinta mil. Ainda bem que os meus súditos levam na brincadeira, kkk!

Dessa vez o Guedes disse que com o câmbio a R$ 1,80 era uma festa danada, que tinha até empregada doméstica indo pra Disney.

E antes já tinha dito que funcionário público é parasita e que pobre prejudica o meio ambiente. Três sincericídios seguidos.

Pô, mas cá entre nós, ele não tá certo? Onde já se viu empregada ir na Disney? E os filhos dela entrando na faculdade? Esse negócio não está certo.

Doméstica tem que ir no Beto Carrero, no Playcenter, no Circo Vostok. Só não mando ir no Itaquerão porque ia ver o Corinthians ser desclassificado pelo Guarani do Paraguai, kkk!

Mas a gente não pode falar essas verdades que o pessoal já fica cheio de mimimi.

Agora, em vez de Paulo Guedes vai ser “Pau no Guedes”. E aposto que vão dizer que ele não passa de um Pateta.

Mas a verdade verdadeira é que pobre tem que ficar no lugar dele. Disneylândia de doméstica é baile de forró. Space Mountain de diarista é trem de subúrbio. Splash Mountain de faxineira é alagamento em São Paulo.

Eu, que já fui pobre, vou querer voltar a conviver com eles? Nem morto! Eu gosto é de morar no “Vivendas da Barra”. O pobre que fique “vivendo no barro”, kkk!

Olha, Diário, se fosse por mim e pelo Guedes, a única empregada doméstica que ia entrar na Disneylândia é a Cinderela.

E ponto final.

@diariodobolso



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