Arte/Humor

Diário do Bolso, 2 de fevereiro de 2020

 

02/02/2020 14:27

(Reprodução/Jornal GGN)

Créditos da foto: (Reprodução/Jornal GGN)

 
Semaninha boa, viu, Diário?

O melhor de tudo foi que o Moro deixou o Adriano da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras, fora da lista dos mais procurados pela justiça.

Pô, o Adriano é chapíssimo! Daqueles de emprestar cueca. Tão chapa que em 2005 eu defendi o cara num discurso na Câmara dos Deputados.

Falei que o Adriano era um “brilhante oficial” e critiquei um coronel que depôs contra ele. Pô, companheiro de farda não pode bancar o dedo-duro!

Eu nunca tinha assistido um julgamento, mas o do Adriano, eu fiz questão.

Em 2003 o Flavinho já tinha feito uma moção de louvor pra ele. E em 2005, mesmo com o cara na cadeia, ele deu a Medalha Tiradentes pro Adriano, a honraria mais alta lá do Rio de Janeiro. Isso é que é amizade!

A sorte é que ele foi julgado de novo e foi absolvido. Então o Flávio empregou a mulher e a mãe do Adriano no gabinete dele. Elas ficaram até novembro de 2018. Depois da minha eleição, ele teve que tirar as duas da lista de pagamento. Ia pegar mal demais.

O azar é que o Adriano teve uns probleminhas aí, uma coisa com umas máquinas de caça-níqueis, uns bicheiros e uns assassinatos. Daí foi expulso da PM.

Ele é chamado de “patrão” pelo pessoal da Milícia de Rio das Pedras e hoje está foragido, mas nem assim entrou na lista do Moro.

Se o Marreco já é assim com o Adriano, imagina com o Queiroz? E com o Flávio, então?

O Moro é tão fiel que até merece uma recompensa. Acho que no final do ano vou nomear ele pro STF. Assim também garanto que o cara não vai concorrer contra mim em 2022. Mato dois coelhos com uma caixa d’água só, kkk!

@diariodobolso



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