Arte/Humor

Diário do Bolso, 24 de novembro de 2019

 

24/11/2019 12:57

 

 
Diário, afundei o PSL e fundei o meu partido!

Quer dizer, ele ainda não existe, porque precisa de 500 mil sócios. Se liberarem assinatura eletrônica, em um mês eu resolvo esse negócio. Eu sou assim: voto eu quero em papel, mas pra fundar partido eu prefiro assinatura eletrônica, kkk!

Tem um pessoal que começou a pegar no meu pé por causa do número do meu novo partido: 38. Eles dizem que escolhi esse número por causa do revólver.

Pô, claro que é por causa do revólver, porque, se tem uma coisa que eu gosto, é revólver. Não tem jeito melhor de se acabar com uma discussão.

Mas aí, pra pararem de me encher o saco, eu disse que escolhi esse número porque sou o trintésimo-oitavo (é assim que se escreve?) presidente do Brasil.

Será que vão acreditar? Ah, claro que vão. O meu pessoal acredita em tudo: kit gay, mamadeira de piroca, Ciro Gomes batendo na Patrícia Pillar... É só falar que eles engolem. Se um cara acredita que dar dinheiro para pastor é remédio pra espinhela caída, não vai acreditar na minha história? Tô tranquilo.

É verdade que aquele cartaz feito só com cartuchos e bala deu um pouco na vista. E o meu símbolo de campanha, a arminha feita com os dedos, também não é uma coisa muito discreta. Mas boto fé que o pessoal vai acreditar.

Agora só falta escolher um slogan bacana. Minha primeira ideia foi:

“Este é um partido com bala na agulha.”

Mas agulha é coisa de mulher, então pensei em:

“De Carluxo a Cartucho, este partido é um luxo!”

Mas essa frase me lembrava o Clodovil, então joguei fora. Aí, quando eu estava no banheiro (eu sempre tenho boas ideias no banheiro), achei o slogan ideal:

“Revólver acima de tudo. Balas em cima de todos!”

Esse sim é um slogan matador. Ratatatá!

 @diariodobolso



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