Arte/Humor

Diário do Bolso, 5 de setembro de 2021

 

05/09/2021 11:47

(Reprodução/Twitter)

Créditos da foto: (Reprodução/Twitter)

 
Agora ferrou, Diário. O dedo-duro do Marcelo Nogueira, meu ex-empregado, contou que eu sou corno.

É isso mesmo que você escutou. Ou leu. Eu sou um corno. Um galhado, um chifrudo, um zebu!

Ah, como dói escrever isso...

Mas não dói pela cornice em si. Dói porque vão perder o respeito por mim.

Ser xingado de “bolsominion” é até uma honra, mas quem vai querer ser chamado de cornominion?

Pros meus seguidores, não usar máscara é macheza, ser contra vacina é firmeza e fazer rachadinha é esperteza. Mas ser corno não tem perdão. É fraqueza e frouxidão. Ainda mais que eu não dei tiro nem tapa na Ana Cristina. Fui corno manso.

Corno acima de tudo. Manso acima de todos...

Pra piorar, o Marcelo deu todos os detalhes. Disse o nome do cara (que eu não vou repetir aqui), que ele era bombeiro (será que é por isso que eu odeio tanto a cor vermelha?), que trabalhava comomeu segurança, que descobri tudo em 2007, que ela chamava o cara para dormir em casa quando eu ia pra Brasília, etc...

É, Diário... Fui tão bem enganado que meus meninos, o Flavinho e o Carluxo (que aposto que vão ser chamados de Corninho e Cornuxo), até homenagearam o cara. Em 2003 o Flavinho deu para ele uma Moção de Louvor e em 2004 o Carluxo deu pro cara a Medalha Pedro Ernesto, pelos serviços prestados ao Rio de Janeiro.

O que eu não esperava era que os serviços prestados fossem na minha cama.

Ah, Diário, vou até evitar de olhar na internet esses dias, porque vão fazer um monte de piada comigo. Vão dizer que “o líder do gado tem que ser chifrudo”, que só faltavam os chifres para eu ser um diabo e agora não falta mais nada, e que a manifestação de 7 de setembro vai ser uma cornociata.

É..., fazer o quê? Descobriram que eu tenho histórico de corno...

O jeito é tentar ver a coisa pelo lado positivo. Pelo menos vou poder dizer que quem cuidava da rachadinha era o bombeiro.

#diariodobolso



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