Arte/Humor

Diário do Bolso, 7 de setembro de 2020

 

07/09/2020 14:47

 

 
Querido Diário verde e amarelo, hoje é sete de setembro. Dia da Independência.

Mas e daí? Não vai ter desfile militar. Então não adianta nada.

Por mim, acontecia a festa completa. Que coronavírus que ia se meter a besta com aquele monte de arma na rua? Nenhum, pô!

Mas o pessoal ficou com mimimi e suspendeu a parada. Militar, no caso.

Olha, tem gente que gosta de carnaval, mas eu prefiro desfile de sete de setembro. Se bem que as duas coisas são bem parecidas. Na parada, em vez de carro alegórico, tem tanque; em vez de bateria, tem a banda; em vez de fantasia, tem os uniformes (e os dragões da independência são os destaques), e os dois têm harmonia, adereços, evolução e o cacete (cassetete, no caso da parada).

Era só botar a Fátima Bernardes pra comentar e pronto, ficava igualzinho. Se bem que ela foi casada com o globalista do Bonner, então é melhor nem dar ideia.

Este ano só vai ter um hasteamento de bandeira mixuruca. Não vou poder ver todos os militares batendo continência pra mim como se eu fosse um general dez estrelas.

Poxa, Diário, eu espero tanto por esse dia...

Mas tudo bem, os militares já puxam meu saco no resto do ano.

O importante é que hoje é dia de ser patriota. E o que que é ser patriota, Diário? É se sacrificar pela nação.

Por exemplo, quando o Guedes falou que o povo tinha que perder direitos trabalhistas pro país melhorar, um monte de gente disse:

- Se o para o bem-estar geral da nação, digo a todos que podem me ferrar.

Agora eu pedi que os donos de supermercados fossem patriotas e não aumentassem os preços da cesta básica. Sabe o que eu escutei? Só grilos cantando. Silêncio total. Não teve um Abílio Diniz que falasse:

- Claro, presidente, vamos deixar de ganhar alguns milhões pelo bem de todos.

Olha, Diário, da minha parte, patriotismo vai ser colocar a minha cara na moeda comemorativa de 2022. É que a cada 50 anos da independência sai uma moeda com o rosto de D.Pedro I e do presidente da época. Em 1922 foi o Epítácio Pessoa, em 1972 foi o Médici (grande presidente!) e em 2022 tem que ser eu. Se bem que tem gente dizendo que não pode, porque seria propaganda.

Bando de bastardos arreganhados!

Tem que sair essa moeda, sim. E de ouro, valendo mil reais.

Aí o Centrão vai me amar pra sempre, kkk!

#diariodobolso



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