Arte/Humor

Diário do Bolso, 8 de abril de 2021

 

08/04/2021 11:07

 

 
Diário, ontem teve um jantar chique em São Paulo com uns ricaços.

Tavam lá o Tutinha, da Jovem Pan (empresa que tem um jornalismo muito isento que me apoia até debaixo d’água); tava lá o Cláudio Lottemberg, do Hospital Albert Einstein (que andou criticando o meu governo mas na hora agá foi lá); o João Carlos Saad, da Band; o dono daquela rede de esfihas vagabundas; o Flavinho Riachuelo; o Paulo Skaf, dono da Fiesp; uns caras de bancos, tipo o Carlos Trabuco, do Bradesco; o David Safa, do Safra; o André Esteves, do GTB..., BGT..., FDP..., sei lá, daquele banco que tem três letras, e mais uns outros.

A gente não chamou o veio da Havan, que aquele terno verde ia estragar a foto. E também não convidamos nenhuma mulher, nem as nove bilionárias brasileiras, senão a gente não podia contar piada suja.

Levei uma comitiva de peso: o Paulo Guedes (que eu chamo de Paulo Lexotan, porque ele acalma milionário); o Tarcísio de Freitas, da Inflaestrutura; o Marcelo Queiroga, do ministério da Covid; o Fábio Faria, do SBT, quer dizer, do ministério da Comunicação; e o general Heleno, que esse não perde uma boquinha livre.

Foi um jantar bem divertido. No meu discurso eu critiquei o Doria, prometi que não ia ter loquidaum nacional, xinguei o PT (nessa hora um dos empresários levantou uma taça de champanhe e gritou: “estamos com o senhor, chega de vagabundo!”), e falei que o Brasil está ótimo para negócios, era só ver o leilão dos 22 aeroportos (que rendeu R$ 3,3 bilhões, o que dá quase para comprar uma votação do Centrão).

Quando a gente estava no jardim, tomando um ar (lá não tem falta de oxigênio, kkk!), o pessoal me perguntou se o negócio de comprar vacina por fora vai sair e eu respondi que é claro. Rico adora furar uma fila, talkei?

De entrada tivemos dedos negros cobertos ao com foie gras e o prato principal foi pobre com laranja.

Enfim, Diário, foi uma grande noite, com boa comida e gente de bem. Ou de bens, kkk!

#diariodobolso

PS: Diário, como é mesmo aquele ditado alemão? Acho que é alguma coisa do tipo: “Se tem dez empresários numa mesa, um Bolsonaro senta e ninguém se levanta, a mesa tem onze bolsonaros”. Lindo, né? Vou mandar enquadrar.



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