Idades da Vida

Cidade educadora, identidade cultural e cidadania*

04/04/2004 00:00

São Paulo - Na conferência que se aprofundava na discussão da educação e cultura, aponto um personagem bastante interessante: o cantor Carlinhos Brown, que dividiu a mesa com o vereador Nabil Bonduki, coordenador, com Groover Pango, membro do Conselho Nacional de Educação do Peru e ex-ministro de Estado de Educação, e com Alice Cabezudo, coordenadora do Programa da Rede de Direitos Humanos da América Latina.

O enfoque desta matéria fica mais no cantor e compositor baiano. Carlinhos Brown mostrou para a platéia do Auditório Darcy Ribeiro lotado, em um telão, os trabalhos sociais e culturais que ele faz em seu Estado com o grupo Timbalada. Ele enfocava, dentro de um de seus comentários, a importância da arte e cultura como forma pedagógica e também o resgate da identidade étnica e cultural na escola.

Já no calor do debate, perguntei a ele o que achava da contribuição dos artistas alternativos na escola no campo político e cultural, como fazem os ativistas do movimento hip-hop. Segundo o cantor, "não se pode negar que o hip-hop contribuiu muito para o jovem de periferia. Também não se pode negar que é uma cultura de fora e que o jovem brasileiro precisa resgatar o que é nosso". Segue Carlinhos Brown com seu discurso nacionalista: "a dança break tem influências da capoeira, só que os jovens preferem dançar break a capoeira".

Fora do contexto cultural, o cantor falava da mídia e perguntei sobre sua visão sobre as rádios comunitárias. Ele respondeu que as rádios comunitárias estão próximas das comunidades e têm um papel importante de uni-la em serviços públicos, em divulgar a arte e a cultura local. 

*. Reportagem escrita voluntariamente por repórteres comunitários formados nos Telecentros da Prefeitura de São Paulo. Mais informações em http://www.agentenarede.com.br


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